sábado, 20 de abril de 2024

PAZ! PEACE! SHALOM! OM SHANTI...
por Andre Santos 
SING - Carpenters 
*
Qual é a paz que vem de Deus?
"Paz não é ausência de problemas, de dificuldades, de inquietações e questionamentos. A paz é o repouso no Espírito, é a certeza do coração que está em Deus, é a tranquilidade da consciência!"
*
"Como Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
 “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. 
Não se perturbe nem se intimide o vosso coração."

Namastê!

quinta-feira, 18 de abril de 2024

Shalom!

Poema de los átomos - Rumi 

por ByReflexibiza

 

 Namastê buscadores!

Reflexionemos juntos!

[Nosso mestre interior: o coração]

As civilizações antigas conheciam seu sentido profundo. Talvez por isso, tal como o antigo papiro de Ani, egípcio, apresenta, o coração era pesado na balança ao final de cada etapa, para que seu peso pudesse ser medido e comparado à leveza da pluma, Maat, a justiça e a verdade da vida. O coração capta nossa íntima realidade e, deste modo, já não somos capazes de lhe ocultar nenhum anseio, pensamento ou sentimento. Sempre que nos esforçamos para escuta-lo, em busca de respostas, encontraremos uma necessidade de ação que pode nos conduzir ao melhor de nós mesmos. Cabe-nos refletir:

 Temos consultado nosso coração?

Extraído da obra Popol Vuh, da antiga civilização Maia.

#NovaAcropole#NovaAcropoleMossoro#Egito #mossoró 

sábado, 6 de abril de 2024

Om, shanti. 

"Escuta o canto da vida.
Observa atentamente a vida que te rodeia.
Aprende a perscrutar de maneira inteligente
 o coração dos homens.
Considera atentamente teu próprio coração.
Porque através de teu próprio coração vem a única luz 
que pode iluminar a vida e torná-la clara a teus olhos."
(Mabel Collins) 
 "Livro: Luz no Caminho"
Imagem: Gelena Pavlenko
(1969) - Artista Ucraniana

terça-feira, 2 de abril de 2024

Namastê buscadores!

Meditemos juntos:

"Escalando os degraus do conhecimento, todos os homens chegaram um dia, cada qual em seu próprio tempo, aos portais das ciências ocultas; então, de ascensão em ascensão; atravessando também inúmeros umbrais; por fim realizaram o mistério do seu próprio ser..."

Ocultismo

estudo do paranormal

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Ocultismo (da palavra em latim occultus: "escondido, secreto") é "o conhecimento do oculto". No uso comum da língua inglesa, oculto refere-se ao "conhecimento do paranormal", em oposição ao "conhecimento do mensurável", geralmente referido como ciência. O termo é, por vezes, entendido como conhecimento do que "destina-se apenas a certas pessoas" ou que "deve ser mantido escondido", mas para a maioria dos praticantes ocultistas é simplesmente o estudo de uma realidade espiritual mais profunda, que se estende além da razão pura e das ciências físicas. Os termos "esotérico" e "arcano" têm significados muito semelhantes e, por vezes, são intercambiáveis.

Ele também descreve um número de organizações mágicas ou ordens, os ensinamentos e práticas ministradas por eles, e em grande parte da literatura atual e histórica e a filosofia espiritual relacionada a este assunto.

Ocultismo é um conjunto vasto, um corpo de doutrinas proveniente de uma tradição primordial que se encontraria na origem de todas as religiões e de todas as filosofias, mesmo as que, aparentemente, dele parecem afastar-se ou contradizê-lo.

O homem aqui retratado seria um completo e arquétipo, composto não apenas de corpo, mas também de emoção, 

Ocultismo

estudo do paranormal e alma (como divide a cabala).

Segundo algumas tradições monoteístas e ocultistas, as religiões do mundo teriam sido inspiradas por uma única fonte sobrenatural. Portanto, ao estudar essa fonte chegar-se-ía à religião original. Outras tradições de orientação panteísta acreditam em milhares de fontes em razão de seus vários deuses. O hinduísmo e o xintoísmo são alguns exemplos.

Muitas vezes um ocultista é referenciado como um mago. Alguns acreditam que estes antigos Magos já conheciam a maior parte das descobertas da ciência contemporânea e até além delas, tornando estas descobertas meros achados.

Definição
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Nas ciências ocultas, a palavra oculto refere-se a um "conhecimento não revelado" ou "conhecimento secreto", em oposição ao "conhecimento ortodoxo" ou que é associado à ciência convencional. Para as pessoas que seguem aprofundando seus estudos pessoais de filosofia ocultista, o conhecimento oculto é algo comum e compreensível em seus símbolos, significados e significantes. Este mesmo conhecimento "não revelado" ou "oculto" é assim designado, por estar em desuso ou permanecer nas raízes das culturas.

Originalmente no século XIX era usado por ter sido uma tradição que teria se mantido oculta à perseguição da Igreja e da sociedade e por isso mesmo não pode ser percebido pela maioria das pessoas.

Mesmo que muitos dos símbolos do ocultismo estejam sendo utilizados normalmente e façam parte da linguagem verbal ou escrita), permanecem assim, ocultos o seu significado e seu verdadeiro sentido. Desta maneira, tudo aquilo que se chama de "ocultismo" seria uma sabedoria intocada, que poucas pessoas chegam a tomar conhecimento, pois está além da visão objetiva da maioria, ou de seu interesse. O ocultismo sempre foi concebido desde o início, como um saber acessível apenas as pessoas iniciadas (ou seja, para aquelas que passaram por uma "iniciação"; uma inserção num grupo separado do comum e do popular; ou mesmo uma espécie de batismo, onde as pessoas seriam escolhidas, então guiadas e orientadas a iniciar numa nova forma de compreender e pensar o que já se conhece, transcendendo-o).

A percepção do oculto consiste, não em acessar fatos concretos e mensuráveis, mas trabalhar com a mente e o espírito. Refere-se ao treinamento mental, psicológico e espiritual que permite o despertar de faculdades ocultas.

Origens, influências e tradições
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O ocultismo teria as suas origens em tradições antigas, particularmente, no hermetismo do antigo Egito. Ele envolve aspectos como a magia, a alquimia e a cabala.

O ocultismo tem relação com o misticismo e o esoterismo e tem influências das religiões e das filosofias orientais (principalmente Yoga, Hinduísmo, Budismo, e Taoísmo).

O ocultismo em si não é considerado uma religião, é somente o "estudo do oculto".

História
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As raízes mais antigas conhecidas do ocultismo são os mistérios do antigo Egito, relacionados com o deus Hermes ou Thoth. Essa parte do ocultismo ou doutrina é tratada no Hermetismo.

Na Idade Média, principalmente na Península Ibérica devido à presença de muçulmanos e judeus, floresceu a alquimia, ciência relacionada com a manipulação dos metais, que segundo alguns, seria na verdade uma metáfora para um processo mágico de desenvolvimento espiritual. Tanto a alquimia quanto o ocultismo receberam influência da cabala judaica, um movimento místico e esotérico pertencente ao judaísmo.

Alguns destes ocultistas medievais acabaram sendo condenados pela Inquisição, acusados de serem bruxos e terem feito pacto com o diabo. Mas existem trabalhos relacionados à cabala durante toda Idade Média. E de alquimia na Baixa Idade Média.

O ocultismo ressurgiu no século XIX, com os trabalhos de Eliphas LeviHelena Petrovna BlavatskyPapusAleister CrowleyRudolph SteinerJoan GrantEdgar CayceAlice Bailey e outros.

A partir do século XX, a Teosofia Brasileira também tem difundido este conhecimento metafísico e iniciático.

História recente e Ocultistas famosos
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O ocultismo moderno, cujo ressurgimento deu-se principalmente ao final do século XIX, teve sua parte teórica sistematizada por Helena Petrovna Blavatsky, no que ficou conhecido como Teosofia. Além dela, também são importantes, na definição do moderno ocultismo, Eliphas Levi, S. L. MacGregor Mathers, William Wynn Westcott, Papus, Aleister Crowley, Charles Webster Leadbeater, Annie Besant, Dion Fortune, Alice Bailey, entre outros.

Eliphas Levi divide as preferências de alguns com Papus como o maior ocultista do século XIX, tendo ambos sistematizado boa parte do que hoje conhecemos como ocultismo prático moderno.

Também devemos lembrar a importância de S. L. MacGregor Mathers e da Ordem Hermética do Amanhecer Dourado ("Hermetic Order of the Golden Dawn"), responsáveis em parte pelo ressurgimento da magia ritualística, e que influenciaram fortemente a maioria dos mais conhecidos e importantes magos e ocultistas do século XX.

No século XX, destaca-se enormemente a figura de Aleister Crowley, que desenvolveu um sistema mágico, conhecido como Thelema, que deu origem e influenciou diversas escolas mágicas. Ele também escreveu uma extensa gama de livros, que figuram entre as preferências de ocultistas modernos.

Não podemos esquecer também a contribuição do não tão famoso Franz Bardon com seus poucos, mas valiosos, livros.

No Brasil, um dos principais expoentes dos estudos ocultistas, Henrique José de Souza, nasceu em Salvador, em 1883, e participou de uma série de movimentos, desde a fundação de lojas maçônicas a correntes espiritualistas como Dhâranâ, que mais tarde viria a se chamar Sociedade Brasileira de Eubiose. O Professor Henrique, como é chamado pelos membros de diversas correntes da teosofia brasileira, deixou um legado de centenas de "cartas-revelações", contendo material de cunho profundamente ocultista.

Sociedades e Irmandades
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Atualmente, as tradições relacionadas com o ocultismo são mantidas por diversas sociedades e irmandades secretas ou abertas, cuja admissão ocorre por meio de uma iniciação, que é um ritual de aceitação. (...)

Ver também
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Om shanti! 


por Desvende & Descubra

Como era Deus para Albert Einstein?

*

Albert Einstein, disse certa vez:

"Lá fora a um mundo enorme que se estende a nossa frente

 como um grande e enorme enigma..."

*

"Apenas homens que são livres criam as invenções e

 trabalhos intelectuais que fazem a vida valer a pena."

*

"O cuidado com o homem e  seu destino, deve ser sempre seu maior objetivo.  Para que as criações da nossa mente, seja uma bênção e não uma maldição para a humanidade."

domingo, 24 de março de 2024

Om shanti, buscadores!

"Vosso destino é ser livre do viver e do morrer, do Céu e do Inferno e de todos os opostos guerreadores fundamentados na Dualidade. Se não fordes enterrados para a dualidade da vida e da morte, não podereis despertar para a unidade do Ser."

Mikhail Naimy – "O Livro de Mirdad" - 



"No silêncio profundo

Repousa o Mistério,

Qual pérola 

No fundo do mar

O Mistério diz:

Eu sou a Luz do Mundo,

Imutável e eterna,

O coração do universo. 

Eu sou o sol dos sóis.

Oferto meus raios a vós 

E os revelo na cruz de luz.

Em forma de centelha

Penetrei vosso coração, 

Infinitamente pequena como um átomo,

Mas grande em poder;

Como botão que se desabrocha, 

Transformando-se em rosa;

Como semente que deseja tornar-se homem-luz.

Despertai, sonhadores! 

Rebelai, prisioneiros! 

Combatentes, rendei-vos à Luz! 

Dirigi vossos olhos e ouvidos 

Para o imo,

E vede o que ninguém percebeu no

reino dos sentidos."


Trecho extraído do Poema: "Cruz de Luz"

Revista Pentagrama Ano XVIII,  n⁰ 2-

Pentagrama Publicações 

Imagem: artvizual, por Pixabay.


 Namastê buscadores!

Meditemos!

"Livre é aquele que compreende"  

 (Spinoza)

por Vaughan Hamilton - Tchaikovsky-Hymn of the Cherubim - Liturgy of St John Chrysostom

***

Observe aquele sentimento superficial de amor ao próximo, respeito, perdão, altruísmo, compaixão e empatia só existem no momento de louvor extasiado da massa coletiva e não vivem alicerçados realmente no Eu individual, portanto logo se transformam em sentimentos inferiores como ódio, indiferença e condenação no íntimo individual, quando se está fora da "excitação superficial coletiva" como o promovida em cultos e grupos:

"Na história da entrada em Jerusalém no Domingo de Ramos reconhecemos o caráter falacioso de todos os estados extáticos. O verdadeiro entusiasmo, que persiste no “hosana” e não se transforma em 'crucificai-o'. A embriaguez do entusiasmo da massa popular é que se apodera do povo. A superfície bem pode estar agora concordando, excitada. Mas isto nada significa. Poucos dias depois veremos que a superfície pode amaldiçoar tão bem quanto abençoar." - Emil Bock

E você, seus sentimentos Crísticos permanecem alicerçados em sua alma individual na solidão do seu íntimo individual ou se transformam em pensamentos, sentimentos e atitudes inferiores perante o mundo no dia a dia?

DOMINGO DE RAMOS – Dia do antigo Sol – Centro, Eu, Humanização

No primeiro dia da Semana Santa, Jesus Cristo entra na cidade santa de Jerusalém, montado em um burrinho branco. Com brados de “Hosana” o povo o saúda com ramos de palmeiras. A força solar que emana do Eu do Cristo reascende no povo a antiga clarividência, vivenciada nos rituais das festividades em homenagem ao sol. A palmeira sempre fora considerada o símbolo do sol natural.

O Cristo atravessa em silêncio a vibração popular, sem se contagiar. Internamente, sabe que aquele entusiasmo, logo passará. Não tem consistência interna. É o entusiasmo natural que logo se transfere para outra novidade, para outro acontecimento externo. Cristo sabe o que ele próprio representa e a que veio. Quer penetrar na camada mais consciente da alma humana. O seu brilho é um brilho próprio que emana da própria essência de seu ser espiritual. O seu estado de alma é autoconsciente e acolhedor. Permanecerá.

Entrar em Jerusalém montado no burrinho, tinha para Cristo, o sentido de deixar clara a transição: da antiga exaltação visionária inconsciente, desencadeada pelos elementos externos da natureza, para a atitude receptiva, fruto da presença de espírito, do Sol interior na alma individual e vigorosa.

(Edna Andrade)

#antroposofia#pedagogiawaldorf #rudolfsteiner#paz#palestina#israel

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Somando conhecimento:

Livro de Kells
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O Livro de Kells (em inglês: Book of Kells; em irlandês: Leabhar Cheanannais), também conhecido como Grande Evangeliário de São Columba, é um manuscrito ilustrado com motivos ornamentais, feito por monges celtas por volta do ano 800 AD no estilo conhecido por arte insular.
Esta página (fólio 292) contém o texto ricamente decorado de introdução ao Evangelho segundo João

Peça principal do cristianismo irlandês e da arte hiberno-saxônica,[1] constitui, apesar de não concluído, um dos mais suntuosos manuscritos iluminados que restaram da Idade Média. Em razão da sua grande beleza e da excelente técnica do seu acabamento, este manuscrito é considerado por muitos especialistas como um dos mais importantes[1] vestígios da arte religiosa medieval. Escrito em latim, o Livro de Kells contém os quatro Evangelhos do Novo Testamento, além de notas preliminares e explicativas, e numerosas ilustrações e iluminuras coloridas. O manuscrito encontra-se exposto permanentemente na biblioteca do Trinity College de Dublin, República da Irlanda, sob a referência MS A. I. (58).

História

O fólio 29 contém o incipit do Evangelho segundo Mateus, chamado Liber generationis. Compare esta imagem com a página correspondente dos Evangelhos de Lindisfarne (ver aqui), em particular a forma do monograma Lib

O Livro de Kells é o mais ilustre representante de um grupo de manuscritos conhecido por estilo insular produzidos entre o final do século VI e o início do IX, nos monastérios da Irlanda, Escócia e do norte da Inglaterra.[2] Estão entre eles o Cathach de São Columba, o Ambrosiana Orosius, um fragmento de evangelho na biblioteca da catedral de Durham (todos do início do século VII), e o Livro de Durrow (da segunda metade do século VII). No começo do século VIII foram produzidos os Evangelhos de Durham, os Evangelhos de Echternach, os Evangelhos de Lindisfarne e os Evangelhos de Lichfield. Entre outros, o Evangeliário de St. Gall pertence ao final do século VIII e do Livro de Armagh (datado de 807-809) ao início do século IX.[3] Todos estes manuscritos apresentam semelhanças do ponto de vista do estilo artístico, da escrita e das tradições escritas, as quais têm possibilitado reagrupá-los na mesma família. O estilo plenamente conseguido das colorações coloca o Livro de Kells entre as obras mais tardias desta série, por volta do final do século VIII ou início do IX, ou seja, na mesma época do Livro de Armagh. A obra respeita a maioria das normas iconográficas e estilísticas presentes nestes escritos mais antigos: por exemplo, a forma das letras decoradas que iniciam cada um dos quatro Evangelhos é muito semelhante entre todos os manuscritos das Ilhas Britânicas compostos nesta época. Compare a página introdutória do Evangelho segundo Mateus nos Evangelhos de Lindisfarne com a do Livro de Kells. Ambas possuem intrincados desenhos decorativos no interior dos contornos das letras iniciais do texto.

O Livro de Kells deve seu nome à abadia de Kells, situada em Kells, no condado de Meath, Irlanda. A abadia, onde conservou-se o manuscrito por um grande período da Idade Média, foi fundada no início do século IX, na época das invasões viquingues, que começou em 794 e, eventualmente, dispersou os monges e as suas santas relíquias na Irlanda e na Escócia.[5] Os monges eram originários do monastério de Iona, localizado numa das ilhas Hébridas situada em frente à costa oeste da Escócia. Iona possuía uma das comunidades monásticas mais importantes da região desde que São Columba, o grande evangelizador da Escócia, que a havia tornado seu principal centro de irradiação no século VI. Quando a multiplicação das incursões viquingues acabou tornando a ilha de Iona demasiado perigosa, a maioria dos monges partiram para Kells, que converteu-se assim no novo centro das comunidades fundadas por Columba.

A determinação exata do lugar e da data da produção do manuscrito tem sido fonte de inúmeros debates. Segundo a tradição, o livro data da época de São Columba[6] (também conhecido por São Columcille), talvez escrito por ele mesmo em pessoa. Contudo, estudos paleográficos têm demonstrado que esta hipótese não é verdadeira, uma vez que o estilo caligráfico usado no Livro de Kells desenvolveu-se posteriormente à morte de Columba.[7] Evidências mostram que o Livro de Kells foi escrito por volta do ano 800.[8][9] Há uma outra tradição, com maior aceitação pelos estudiosos irlandeses, que sugere ele ter sido criado por ocasião do aniversário de 200 anos da morte do santo.

O manuscrito nunca foi terminado. Produziram-se, pelo menos, cinco teorias diferentes sobre a origem geográfica do manuscrito. Na primeira, o livro poderia ter sido escrito em Iona e trazido às pressas para Kells, o que explicaria a razão dele nunca ter sido concluído. Na segunda, sua redação poderia ter-se iniciado em Iona antes de ser continuada em Kells,[11] onde teria sido interrompida por algum motivo ignorado. Outros pesquisadores aventuram que o manuscrito poderia ter sido totalmente escrito na scriptoria de Kells. Uma quarta hipótese situa a criação original da obra no norte da Inglaterra, possivelmente em Lindisfarne, antes de ser levada até Iona e depois para Kells. O Livro de Kells, finalmente, poderia ter sido produzido em um monastério desconhecido na Escócia. Embora a questão da exata localização da produção do livro provavelmente nunca seja respondida de maneira conclusiva, a segunda teoria baseada na dupla origem de Kells e Iona é atualmente a mais amplamente aceita.[2] Por outro lado, sem querer determinar qual a hipótese correta, o certo é que o Livro de Kells foi produzido por monges pertencentes a uma das comunidades de São Columba, que mantinham estreitas relações com o monastério de Iona.

Período medieval

A abadia de Kells foi pilhada e saqueada pelos viquingues muitas vezes no século X, e como o livro sobreviveu lá não é conhecido.[12] Seja qual for o lugar em que foi criado, os historiadores estão totalmente convencidos da presença do Livro de Kells na abadia de mesmo nome no mínimo a partir do século XII, ou ainda no início do XI. Uma passagem dos Anais de Ulster, sobre o ano de 1006, registra que o grande Evangelho de Columcille [i.e Columba],[13] principal relíquia do mundo ocidental, foi subtraído sub-repticiamente em plena noite de uma sacristia da grande igreja de pedra de Cenannas [i.e Kells] devido ao seu precioso estojo.[2][14] O manuscrito foi encontrado meses mais tarde sob um monte de terra,[15] sem a sua capa decorada com ouro e pedras preciosas. Caso se concorde com esta muito provável hipótese, então o manuscrito em questão é mesmo o Livro de Kells, tratando-se então da primeira data em que se pode atribuir com bastante certeza a existência da obra em Kells. Geralmente assume-se que a "grande Evangelho de Columkille" é o Livro de Kells.

A retirada violenta da capa explicaria, ainda, a perda de algumas folhas do início e fim da obra.

No século XII, foram copiados certos documentos referentes às terras de propriedade da abadia de Kells sobre algumas folhas em branco do Livro de Kells, o que proporciona uma nova confirmação da presença da obra neste estabelecimento monástico. Devido à escassez de papel na Idade Média, a cópia de documentos no meio de obras tão importantes como o Livro de Kells era uma prática habitual.
O fólio 27 contém os quatro símbolos evangélicos (no sentido horário a partir do alto à esquerda: homem, leão, águia e touro)

Livro de Kildare

Um escritor do século XII, Giraldus Cambrensis (Geraldo de Gales), descreve em uma famosa passagem de sua Topographia Hibernica um grande livro evangélico que havia admirado em Kildare, nas proximidades de Kells, e que supõe-se seria o Livro de Kells.[17] A descrição, em todo caso, parece concordar:

“ Este livro contém a harmonia dos Quatro Evangelistas buscada por São Jerônimo, com diferentes ilustrações em quase todas as página e que se distinguem por cores variadas. Aqui podeis ver o rosto de majestade, divinamente desenhado, aqui os símbolos místicos dos evangelistas, cada um com suas asas, às vezes seis, às vezes quatro, às vezes duas; aqui a águia, ali o touro, lá o homem e acolá o leão, e outras formas quase que infinitas. Se observadas superficialmente, com um olhar rápido, pensareis que não são mais do que esboços, e não um trabalho cuidadoso. A mais refinada habilidade está toda ela ao seu redor, mas poderíeis não percebê-la. Olhai com mais atenção e penetrareis sem dúvida no coração da arte. Discernireis complexidades tão delicadas e sutis, tão cheias de contornos e de ligações, com cores tão frescas e vivas, que poderíeis deduzir que tudo isto é obra de um anjo, e não de um homem. ”

Uma vez que Geraldo informa ter visto este livro em Kildare, podia ser que trata-se de outra obra igual em qualidade, mas atualmente perdida. Mais provavelmente, Geraldo poderia simplesmente ter confundido Kells e Kildare.

A Abadia de Kells foi fechada devido às reformas eclesiásticas do século XII. A igreja da abadia foi transformada em uma igreja paroquial, na qual o Livro de Kells permaneceu.

Período moderno

O Livro de Kells permaneceu em Kells até 1654. Nesse ano, a cavalaria de Oliver Cromwell estabeleceu uma guarnição na igreja local, e o governador da aldeia enviou o manuscrito a Dublin para uma maior segurança. O livro foi apresentado aos universitários do Trinity College em 1661 por Henry Jones, que se converteria em bispo de Meath durante o reinado de Carlos II. Salvo em poucas ocasiões, como exposições temporárias, o Livro de Kells nunca mais deixou o Trinity College. Desde o século XIX é objeto de uma exposição permanente e aberta ao público na Velha Biblioteca (Old Library) da universidade.

No [século XVI, os números de capítulo dos Evangelhos, estabelecidos oficialmente no século XIII pelo Arcebispo da Cantuária, Stephen Langton, foram escritos às margens das páginas em números romanos. Em 1621, as folhas foram numeradas pelo bispo de Meath, James Ussher. Em 1849, a rainha Vitória e o príncipe Alberto foram convidados a assinar o livro: na realidade assinaram sobre uma folha colocada posteriormente à criação da obra, mas pensavam estar assinando sobre o original. Esta folha foi retirada quando o livro foi reencadernado em 1953.

O manuscrito sofreu várias reencadernações ao longo dos séculos. Em uma destas ocasiões, no século XVIII, as páginas foram recortadas sem o menor cuidado, ocasionando a perda de uma pequena parte das ilustrações. Em 1895 foi realizada uma nova encadernação, mas esta deteriorou-se rapidamente. No final da década de 1920, existiam muitas folhas soltas separadas do manuscrito. Finalmente, em 1953, a obra foi reencadernada em quatro volumes por Roger Powell, que se ocupou pessoalmente de alisar com todo o cuidado algumas páginas que haviam amassado.

No ano 2000, o volume que contém o Evangelho segundo Marcos foi enviado a Camberra, na Austrália, para uma exposição dedicada aos manuscritos iluminados. Foi a quarta vez que o Livro de Kells viajou para o estrangeiro a fim de ser exposto. Infelizmente, durante a viagem, o volume sofreu danos menores em sua pigmentação. Supõe-se que as vibrações produzidas pelos motores do avião podem ter sido a causa.

Reproduções

O fólio 183 do fac-símile de 1990 : Erat autem hora tercia (era a hora terceira)

Em 1951, uma editora suíça, a Urs Graf-Verlag Bern, produziu um fac-símile do Livro de Kells. A maioria das páginas foi reproduzida em fotografias em branco e preto. Havia, contudo, quarenta e oito páginas reproduzidas em cores, incluindo todas aquelas com decorações em toda a página.

Em 1974, Thames e Hudson, com autorização do Conselho do Trinity College Dublin, produziram uma edição fac-símile de todas as páginas totalmente ilustradas do manuscrito e uma seção representativa da ornamentação das páginas de texto. Foram também incluídos detalhes ampliados das ilustrações. Todas impressas em cores. As fotografias foram feitas por John Kennedy, Green Studio, Dublin.

Em 1979, as Éditions Facsimilé Lucerne, outra editora suíça, solicitaram autorização para produzir um fac-símile totalmente em cores. A permissão inicialmente foi negada pelos responsáveis do Trinity College, que temiam que o manuscrito sofresse danos durante a operação. Em 1986, depois de desenvolver um processo de um cuidadoso dispositivo de aspiração que permitia posicionar e fotografar as páginas sem ter que tocá-las, o editor obteve finalmente a permissão para produzir a edição fac-símile. Depois de fotografar cada página, era feita uma cópia para comparar atentamente as cores com as do original, para fazer os ajustes que fossem necessários. Em 1990 publicou-se o fac-símile em dois volumes: o fac-símile propriamente dito e um volume de comentários feitos por especialistas. A igreja de Kells (da Igreja da Irlanda), no local do antigo monastério, dispõe de um exemplar. Está também disponível de uma versão em CD-ROM[18] contendo todas as páginas escaneadas, assim como outras informações.

Referências:  Wikipédia

quinta-feira, 21 de março de 2024

Meditemos! "Deus dorme nas pedras, respira nas plantas, sonha nos animais, desperta nos homens..." (Poesia Indiana)

Namastê buscadores!

"Os que me procuram me acham..." 

Disse Jesus.

(Provérbios  8:17)

"Amar ao próximo não é sentir impulsos emocionais; é servir. Quando sacrificamos voluntariamente o que queremos, em favor do bem de outra pessoa, quando escolhemos suprir a necessidade de alguém, em vez de satisfazermos nossa própria necessidade, então, realmente amamos."

(Jeremias Pereira)

*

Meditemos!

"Deus dorme nas pedras,

 respira nas plantas, 

sonha nos animais, 

desperta nos homens..."

(Poesia Indiana)

quinta-feira, 14 de março de 2024

Om, shanti.

"Toda semente produz. 
A escolha é nossa."
(Emmanuel)
*
Hino ao Sol
Ensinamentos de provérbios Árabes...

por RuiGD



quarta-feira, 13 de março de 2024

 Բարի առավոտ!

Om, shanti.

"O duduk é facilmente o mais reconhecido instrumento musical armênio,  devido ao seu tom melancólico, também usado durante celebrações ou danças. Com diferentes variações e nomes, é usado em toda a região - os Bálcãs, o Oriente Médio, o Cáucaso e a Ásia Central.

"O Duduk e sua música, como é conhecida hoje, foram desenvolvidos ao longo de muitos séculos. Ao longo da história, a música do Duduk passou a abranger a sabedoria e as emoções das pessoas que a criaram. Tradicionalmente inseparável da identidade cultural e das celebrações sociais de todos os armênios, sua forma física e sonora foi aperfeiçoada ao longo dos séculos, resultando em sua forma atual. Não é por acaso que o Duduk Armênio se tornou tão popular em todo o mundo. É a voz do espírito armênio e comunica-se com as almas de outras pessoas e toca seus corações como uma memória de "ancestrais comuns".
Levon Minassian & Armand Amar
*
"Levon Minassian contribuiu para que o duduk fizesse parte dos valores culturais universais, misturando com os outros instrumentos do mundo suas influências armênias, ao mesmo tempo tão alegres e tão tristes.
A música que Levon Minassian nos dá, não pertence mais ao assim chamado folclore, museu de almas mortas e ressuscitadas, nem a um espaço geográfico limitado que é chamado de país, mas a essa esfera além do tempo e do tempo... a duração, onde a alma precisa continuar para descobrir que ainda tem uma.

Armand Amar é inspirado por diferentes influências e idiomas. Ele vai cedo para conhecer esse "outro lugar" prometido pela música não européia. Nascido em Jerusalém, ele passou sua infância no Marrocos e se mudou para Paris.
Mágico de percussão, apaixonado pela relação entre música e dança, compositor de muitas músicas de balé e cinema, ele rapidamente se estabeleceu como um dos embaixadores da nova geração de compositores de música cinematográfica. Autodidata, ele reuniu, através de suas composições de música de cinema, múltiplas culturas.

A colaboração entre Lévon Minassian e Armand Amar remonta a 2000, quando lançou o filme Amen, cuja música ele toca. Este será seguido por numerosas gravações de música de filme composta por Armand Amar, bem como um primeiro álbum, em 2003, Lévon Minassian and Friends...

Fonte: http://www.levonminassian.com/biographie/