segunda-feira, 29 de abril de 2013

Om shanti!

O Evangelho Segundo o Espiritismo

A Quem Muito Foi Dado, Muito Será Pedido

10 – Porque aquele servo, que soube a vontade de seu Senhor, e não se apercebeu, e não obrou conforme a sua vontade, dar-se-lhe-ão muitos açoites. Mas aquele que não a soube, e fez coisas dignas de castigo, levará poucos açoites. Porque a todo aquele, a quem muito foi dado, muito será pedido, e ao que muito confiaram, mais contas lhe tomarão. (Lucas, XII: 47-48).
           
11 – E Jesus lhe disse: Eu vim a este mundo para exercitar um juízo, a fim de que os que não vêem, vejam, e os que vêem, se tornem cegos. E ouviram alguns dos fariseus que estavam com ele, e lhe disseram: Logo, também nós somos cegos? Respondeu-lhes Jesus: Se vós fôsseis cegos, não teríeis culpa; mas como agora mesmo dizeis: Nós vemos, fica subsistindo o vosso pecado. (João, IX: 39-41).
           
12 – Estas máximas encontram sobretudo a sua aplicação no ensinamento dos Espíritos. Quem quer que conheça os preceitos do Cristo é seguramente culpado, se não os praticar. Mas além de não ser suficientemente difundido o Evangelho que os contêm, senão entre as seitas cristãs, mesmo entre estas, quantas pessoas existem que não o lêem, e entre as que o lêem, quantas não o compreendem! Disso resulta que as próprias palavras de Jesus ficam perdidas para a maioria. O ensinamento dos Espíritos, que reproduz essas máximas sob diferentes formas, que as desenvolve e comenta, pondo-as ao alcance de todos, tem sido de particular, ou seja, não é circunscrito. Assim, todos, letrados ou não, crentes ou descrentes, cristãos ou não cristãos, podem recebê-lo, pois os Espíritos se comunicam por toda à parte. Nenhum dos que o recebam, diretamente ou por intermédio de outros, pode pretextar ignorância, ou pode desculpar-se com a sua falta de instrução ou com a obscuridade do sentido alegórico. Aquele, pois, que não o põe em prática para se melhorar, que o admira apenas como interessante e curioso, sem que seu coração seja tocado, que não se faz menos fútil, menos orgulhoso, menos egoísta, nem menos apegado aos bens materiais, nem melhor para o seu próximo, é tanto mais culpado, quanto teve maior facilidade para conhecer a verdade.
Os médiuns que obtêm boas comunicações são ainda mais repreensíveis por persistirem no mal, pois escrevem freqüentemente a sua própria condenação, e se não estivessem cegos pelo orgulho, reconheceriam que os Espíritos se dirigem a eles mesmos. Mas, em vez de tomarem para eles as lições que escrevem, ou que vêem os outros escreverem, sua única preocupação é a de aplicá-las as outras pessoas, incidindo assim nestas palavras de Jesus: “Vedes um argueiro no olho do próximo, e não vedes a trave no vosso”.
(Ver cap. X, nº 9).
Por estas palavras: “Se fosseis cegos, não teríeis culpa”, Jesus confirma que a culpabilidade está na razão do conhecimento que se possui. Ora, os fariseus, que tinham a pretensão de ser, e que realmente eram, a parte mais esclarecida da nação, tornavam-se mais repreensíveis aos olhos de Deus que o povo ignorante.
O mesmo acontece hoje.
Aos espíritas, portanto, muito será pedido, porque muito receberam, mas também aos que souberam aproveitar os ensinamentos, muito lhes será dado. O primeiro pensamento de todo espírita sincero deve ser o de procurar, nos conselhos dados pelos Espíritos, alguma coisa que lhe diga respeito. O Espiritismo vem multiplicar o número dos chamados, e pela fé que proporciona, multiplicará também o número dos escolhidos.

http://evangelhoespirita.wordpress.com/capitulos-1-a-27/cap-18-muitos-os-chamados-e-poucos-os-escolhidos/a-quem-muito-foi-dado-muito-sera-pedido/

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Om shanti!

Na água meu reflexo...
do meu reflexo minha imagem...
Águas são tudo,
tudo das milhões de gotas que de seu
caem do céu...
Água é pura e saborosa,
pura como o vento
e saborosa como mel...
(Cleyton Leonardo P.)


Paciência
Paciência capacita-nos a pensar e julgar claramente e a tornar possível o domínio de ações nervosas ou reações de pânico. Paciência acalma a pressa ou o desespero que iniciam atividades precipitadas ou mal intencionadas e, assim, menos erros são cometidos. A causa principal da impaciência é o desejo e seu irmão é a ganância que demanda “tudo agora”. Com paciência é possível redescobrir as qualidades internas positivas de si e, desse modo, pode-se criar um relacionamento digno e gratificante com Deus. Este é por si só o preenchimento de todos os desejos. Paciência dá à alma a habilidade de apreciar o momento e não ter nenhum desejo ou ansiedade em relação ao futuro. Assim como leva tempo para uma criança aprender a caminhar, falar e comunicar-se, apesar de seus momentos como bebê serem lindos e únicos, da mesma forma, paciência ajuda a alma a apreciar o processo de descoberta e aprendizagem, o que torna as recompensas do crescimento mais valiosas e duradouras. Com paciência podemos obter tudo, nada está além de nossa capacidade.
Todas as coisas vêm àquele que é paciente.
Se existir paciência consigo, então haverá paciência e paz com os outros. Paciência significa polidez. Permitir que os outros experimentem e recebam primeiro o que é precioso para mim é uma grande caridade e isto resulta em felicidade interna. Paciência verdadeira também ajuda os outros a acostumarem-se com situações novas e idéias e a ajustarem-se a elas.
Comece a pensar sobre paciência. Por que ela é uma virtude? Como pode ser cultivada? Quais são os meus pensamentos quando estou sendo paciente? Quais são os meus pensamentos quando estou sendo paciente? Quais são meus sentimentos? Quando é apropriado usar essa virtude? Se você tem tido dificuldade em exercitar a introversão e manter sua atenção em si mesmo, se você está sem sossego e acha difícil permanecer em silêncio, esta é uma oportunidade para praticar paciência com você mesmo.
Reivindique a virtude da paciência como sua própria.
  
* Extraído do livro "As Virtudes Divinas”, de Karin Coyote, publicado pela Editora Brahma Kumaris
Fonte:
http://www.bkwsu.org/brazil/audio_e_textos/virtudes_e_poderes/paciencia?set_language=p

domingo, 21 de abril de 2013

Om shanti!
Compreensão...

Se desejas compreensão, hás de dar compreensão...
Se desejas paz, hás de oferecer paz...
Se desejas amor, ama profundamente...

 Para que esse amor resplandeça e restabeleça tudo que está em tua volta.
Se te revelas um bom amigo, hás de encontrar muitos deles em tua estrada...
É dando que se recebe em um fluxo de retorno sempre.
Se queres ser ajudado, não percas a oportunidade de auxílio.
Se cultivas alegria hás de sempre distribuí-la...
Na vida caro irmão, as leis atuam muitas vezes em dobro ou mais
assim, se ofereces em mãos benditas a tua bondade.
Hás de receber na hora exata o que estarás necessitando
porque o amor e a luz do Cristo nos alivia,
na medida em que nos doamos cada vez mais
pois, o registro das atitudes e do coração
com a força das leis divinas são implacáveis.
 Se ainda duvidas que a vida é um eterno dar e receber...
Lembra-te de Francisco, o mensageiro de Assis.
O mensageiro da paz que envolvido da Luz do Cristo
continua irradiando e se expandindo a toda humanidade!
 Dar e receber são dois polos que se unem
como se fosse um conúbio de forças de uma dança conivente.
É  impecável ao mesmo tempo
dentro da vida com amor e por amor...
Para a glória de quem sabe doar e de quem sabe receber
com consciência, humildade e muita beneficência.

   (CASTRO ALVES)
Mensagem canalizada por Francyska Almeida

quinta-feira, 18 de abril de 2013


Shalom!
"A luz de Deus me envolve
O amor de Deus me penetra
O poder de Deus me protege
A presença de Deus me guarda
  Onde quer que eu esteja...
 

Ali Deus está
Tão radiante quanto o sol
Tão puro quanto a neve
Tão sutil quanto o éter
É o ser
É o espírito dentro do meu coração
Esse ser Sou Eu
Eu Sou esse ser
  Nosso coração é o santuário do amor de Deus
Nele nós encontramos a paz
  Pense no seu coração,
Una as mãos
E entregue seus problemas à Deus, dizendo:


  Abro a janela do meu coração
Abro a janela do meu coração
Abro a janela do meu coração

Entrego
Confio
Aceito e
Agradeço"


(
Professor Hermógenes, DOC Hermógenes)


terça-feira, 16 de abril de 2013

Om shanti!
PULMÃO DE AÇO 

 por Eliana Zagui...

CLÁUDIA COLLUCCI DE SÃO PAULO Faz 36 anos que Eliana Zagui vive deitada num leito de UTI do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas de São Paulo. Vítima de paralisia infantil aos dois anos, ela perdeu os movimentos do pescoço para baixo. Respira com ajuda de equipamentos. Na cama, a menina se formou no ensino médio, aprendeu inglês, italiano, fez curso de história da arte e tornou-se pintora. Tudo isso usando a boca para escrever, pintar e digitar. Hoje, lança (só para convidados) seu primeiro livro: "Pulmão de Aço - uma vida no maior hospital do Brasil" (Belaletra Editora). Pulmão de aço é o nome de uma máquina, inventada na década de 1920, parecida com um forno. As pessoas com insuficiência respiratória eram colocadas dentro dela, com a cabeça de fora. Eliana ficou cinco dias lá dentro, mas não funcionou. A pólio havia paralisado completamente o diafragma e a deglutição. Ela teve, então, que ser conectada para sempre a um respirador artificial. Só consegue ficar poucas horas longe do aparelho. Eliana Zagui, 38, é vítima de paralisia infantil e desde de um ano e meio mora no Hospital das Clinicas Entre 1955 e o final da década de 70, 5.789 crianças vítimas da pólio foram internadas no HC. Sete delas, atingidas com mais severidade, ficavam lado a lado na UTI. "Nós nos apegávamos um ao outro, como numa grande família. Era a única maneira de suportar aquilo tudo", lembra Eliana. Da turminha, só sobreviveram ela e Paulo Machado, 43, que divide o quarto com a amiga e cuja história de vida também aparece no livro. "A Eliana é minha irmã, a minha família. Tem temperamento forte. Quando vejo que ela está brava, coloco os fones de ouvido e fico na minha", diz. Eles poderiam viver com suas famílias, com o apoio do hospital. Mas nunca houve interesse por parte delas. Os parentes raramente os visitam. "Não me magoo mais. Já sofri muito e hoje aprendi que cada um é cada um." Eliana e Paulo passam a maior parte do tempo na internet. Ela gosta de sites de relacionamentos, de pintura e artesanato. Paulo é aficionado por cinema. Está envolvido na produção de uma animação cuja protagonista é Teca, o apelido carinhoso pelo qual chama Eliana. E, para ela, o amigo é o Teco. Quando é necessário, ele faz as vezes de irmão mais velho. "Dias atrás, eu me irritei no Face [Facebook] e postei uma mensagem malcriada. O Paulo viu e me chamou a atenção", conta Eliana, que chegou a ter 3.000 amigos virtuais. "Fiz uma limpa no final do ano e só deixei uns cem. Agora tenho uns 300, mas preciso limpar de novo." A saudade dos amigos reais, os quais viu morrer um a um, é o que mais a entristece. "Foram momentos tão bons. Mas não voltam mais." No livro, ela relata que flertou com o suicídio. "Avaliava as possibilidades: arrancar a cânula da traqueia com a boca, cortar ou furar o pescoço." E encerra com humor. "Descobrimos que até para morrer antes da hora precisamos da ajuda de alguém." Eliana diz que, volta e meia, essas ideias ainda a visitam, mas que hoje tenta aliviar suas angústias nas sessões semanais de análise.    Eliana Zagui, que desde os dois anos vive em hospital, escreve em seu livro dedicatória. Pergunto se sonha em viver na casa dos pais. "Não. Eu iria estagnar", responde convicta. Mas, sim, ela sonha em morar fora do hospital. Em dezembro último, pela primeira vez em 36 anos, passou o Natal fora do HC, na casa de amigos. Foi de maca e com respirador artificial portátil. "Foi uma experiência ótima, indescritível." Quanto ao livro, Eliana diz esperar que ele ajude "aqueles que não querem nada com a vida". "É claro que cada um tem as suas dores. A minha desgraça não é maior que a sua nem a sua é maior que a minha. Mas é sempre bom poder aprender a tirar o que vale a pena da vida.

" PULMÃO DE AÇO AUTORA Eliana Zagui - PREÇO R$ 36 PÁGINAS 240 EDITORA Belaletra

segunda-feira, 8 de abril de 2013

XVII - O Homem de Bem

3 – O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e caridade, na sua maior pureza. Se interroga a sua consciência sobre os próprios atos, pergunta se não violou essa lei, se não cometeu o mal, se fez todo o bem que podia, se não deixou escapar voluntariamente uma ocasião de ser útil, se ninguém tem do que se queixar dele, enfim, se fez aos outros aquilo que queria que os outros fizessem por ele.

Tem fé em Deus, na sua bondade, na sua justiça e na sua sabedoria; sabe que nada acontece sem a sua permissão, e submete-se em todas as coisas à sua vontade. Tem fé no futuro, e por isso coloca os bens espirituais acima dos bens temporais. Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções, são provas ou expiações, e as aceita sem murmurar.

O homem possuído pelo sentimento de caridade e de amor ao próximo faz o bem pelo bem, sem esperar recompensa, paga o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte e sacrifica sempre o seu interesse à justiça.
Encontra usa satisfação nos benefícios que distribui, nos serviços que presta, nas venturas que promove, nas lágrimas que faz secar, nas consolações que leva aos aflitos. Seu primeiro impulso é o de pensar nos outros., antes que em si mesmo, de tratar dos interesses dos outros, antes que dos seus. O egoísta, ao contrário, calcula os proveitos e as perdas de cada ação generosa.

É bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças nem de crenças, porque vê todos os homens como irmãos. Respeita nos outros todas as convicções sinceras, e não lança o anátema aos que não pensam como ele.
Em todas as circunstâncias, a caridade é o seu guia. Considera que aquele que prejudica os outros com palavras maldosas, que fere a suscetibilidade alheia com o seu orgulho e o seu desdém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever do amor ao próximo e não merece a clemência do Senhor.

Não tem ódio nem rancor, nem desejos de vingança. A exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas, e não se lembra senão dos benefícios. Porque sabe que será perdoado, conforme houver perdoado. É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que ele mesmo tem necessidade de indulgência, e se lembra destas palavras do Cristo: “Aquele que está sem pecado atire a primeira pedra”.

Não se compraz em procurar os defeitos dos outros, nem a pô-los em evidência. Se a necessidade o obriga a isso, procura sempre o bem que pode atenuar o mal. Estuda as suas próprias imperfeições, e trabalha sem cessar em combatê-las. Todos os seus esforços tendem a permitir-lhe dizer, amanhã, que traz em si alguma coisa melhor do que na véspera. Não tenta fazer valer o seu espírito, nem os seus talentos, às expensas dos outros.

Pelo contrário, aproveita todas as ocasiões para fazer ressaltar a vantagens dos outros. Não se envaidece em nada com a sua sorte, nem com os seus predicados pessoais, porque sabe que tudo quanto lhe foi dado pode ser retirado. Usa mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe tratar-se de um depósito, do qual deverá prestar contas, e que o emprego mais prejudicial para si mesmo, que poderá lhes dar, é pô-los ao serviço da satisfação de suas paixões.

Se nas relações sociais, alguns homens se encontram na sua dependência, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus. Usa sua autoridade para erguer-lhes a moral, e não para os esmagar com o seu orgulho, e evita tudo quanto poderia tornar mais penosa a sua posição subalterna. O subordinado, por sua vez, compreende os deveres da sua posição, e tem o escrúpulo de procurar cumpri-los conscientemente. (Ver cap.XVII, nº 9)

O homem de bem, enfim, respeita nos seus semelhantes todos os direitos que lhes são assegurados pelas leis da natureza, como desejaria que os seus fossem respeitados. Esta não é a relação completa das qualidades que distinguem o homem de bem, mas quem quer que se esforce para possuí-las, estará no caminho que conduz às demais.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Namastê buscadores!

O Evangelho Segundo o Espiritismo

XIII – A Piedade

MICHEL
Bordeaux, 1862
17 – A piedade é a virtude que mais vos aproxima dos anjos. É a irmã de caridade que vos conduz para Deus. Ah!, deixai vosso coração enternecer-se, diante das misérias e dos sofrimentos de vossos semelhantes. Vossas lágrimas são um bálsamo que derramais nas suas feridas. E quando, tocados por uma doce simpatia, conseguis restituir-lhes a esperança e a resignação, que ventura experimentais! É verdade que essa ventura tem um certo amargor, porque surge ao lado da desgraça; mas se não apresenta o forte sabor dos gozos mundanos, também não traz as pungentes decepções do vazio deixado por estes; pelo contrário, tem uma penetrante suavidade, que encanta a alma.
A piedade, quando profundamente sentida, é amor: o amor é devotamento é o olvido de si mesmo; e esse olvido, essa abnegação pelos infelizes, é a virtude por excelência, aquela mesma que o divino Messias praticou em toda a sua vida, e ensinou na sua doutrina tão santa e sublime. Quando essa doutrina for devolvida à sua pureza primitiva, quando for admitida por todos os povos, ela tornará a Terra feliz, fazendo reinar na sua face à concórdia, a paz e o amor.
           
O sentimento mais apropriado a vos fazer progredir, domando vosso egoísmo e vosso orgulho, aquele que dispõe vossa alma à humildade, à beneficência e ao amor do próximo, é a piedade, essa piedade que vos comove até as fibras mais íntimas, diante do sofrimento de vossos irmãos, que vos leva a estender-lhes a mão caridosa e vos arranca lágrimas de simpatia. Jamais sufoqueis, portanto, em vossos corações, essa emoção celeste, nem façais como esses endurecidos egoístas que fogem dos aflitos, para que a visão de suas misérias não lhes perturbe por um instante a feliz existência. Temei ficar indiferente, quando puderdes ser úteis! A tranqüilidade conseguida ao preço de uma indiferença culposa é a tranqüilidade do Mar Morto, que oculta na profundeza de suas águas a lama fétida e a corrupção.
           
Quanto a piedade está longe, entretanto, de produzir a perturbação e o aborrecimento de que se arreceia o egoísta! Não há dúvida que a alma experimenta, ao contato da desgraça alheia, confrangendo-se, um estremecimento natural e profundo, que faz vibrar todo o vosso ser e vos afeta penosamente. Mas compensação é grande, quando conseguis devolver a coragem e a esperança a um irmão infeliz, que se comove ao aperto da mão amiga, e cujo olhar, ao mesmo tempo umedecido de emoção e recolhimento, se volta com doçura para vós, antes de se elevar ao céu, agradecendo por lhe haver enviado um consolador, um amparo. A piedade é a melancólica, mas celeste precursora da caridade, esta primeira entre as virtudes, de que ela é irmã, e cujos benefícios prepara e enobrece.

Visitem a Fonte: 
http://evangelhoespirita.wordpress.com/capitulos-1-a-27/cap-13-que-a-mao-esquerda-nao-saiba-o-que-faz-a-direita/instrucoes-dos-espiritos/iii-a-piedade/

terça-feira, 2 de abril de 2013

Namastê!
"A alegria que se tem em pensar e aprender
 faz-nos pensar aprender ainda mais."
(Aristóteles)
 *
"Raros são aqueles que decidem após madura
 reflexão; os outros andam ao sabor das ondas 
e longe de se conduzirem deixam-se levar pelos primeiros."
(Sêneca)
"Há três métodos para ganhar sabedoria: 
primeiro, por reflexão, que é o mais nobre;
 segundo, por imitação, que é o mais fácil;
 e terceiro, por experiência, que é o mais amargo."
(Confúcio)

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Om, shanti.
Responsabilidade
“Com a motivação de cumprir o dever designado, permanecendo
 fiel à meta, uma pessoa responsável persevera, porém nunca com
 teimosia. Quando existe a consciência de ser um instrumento ou
 um facilitador, há flexibilidade, há leveza no desempenho do
 papel. Quem está agindo não assume ou controla o resultado.
 Responsabilidade é ter a maturidade para saber quando uma
 responsabilidade deve ser passada para outro. 
Cooperação e humildade são seus pilares”.
*
Coragem
“Coragem é dar um passo em direção a uma área de dificuldade sem uma solução em mente, mas ainda sentindo que a vitória está adiante. É dizer o que você acredita, sem diluir, sem desejar aprovação, sabendo que um pensamento profundamente conectado com o ideal é forte o suficiente para resistir à oposição. Coragem é poder.”
*
“Para nadar no oceano preciso, antes de tudo, ultrapassar a zona de arrebentação. Ondas grandes e pequenas vêm ao meu encontro, criando resistência no avançar. Situações tensas, pensamentos negativos, relacionamentos competitivos, vêm para reduzir minha força e coragem. Mas com bravura sou capaz de vencer a zona de conflito e chegar às águas tranquilas para o mergulho desejado. E lá no fundo do oceano encontro, uma a uma, as pérolas preciosas: as virtudes que me tornam singular.”

* Extraído do livro "A Paz de Todo Dia - volume 1”,
 publicado pela Editora Brahma Kumaris