sábado, 29 de novembro de 2014

Namastê buscadores!
"O arquétipo da criança interior diz respeito à nossa criatividade e espontaneidade. 
Em todo adulto espreita essa criança - uma criança eterna,
 algo que está sempre vindo a ser e que implora atenção e educação
 incessantes. Essa é a parte da personalidade humana 
que nos traz de volta nossa verdadeira essência".

(Carl Gustav Jung) 
1875-1961

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Namastê buscadores!

"O mundo não para esperando você ficar bem."

Ao contrário, ele nos força a reagir
através de novas adversidades ininterruptas...

A vida é uma escola e, como tal, reprova o tempo letivo
do não aprendizado.
Não adianta sermos indiferentes, ausentes
ou nos entregarmos a um processo doloroso
de negação do óbvio.

Elas persistirão com suas mutações engenhosas,
provocadas pelos nossos próprios egos.

Afinal, fazem parte dos nossos processos evolutivos:
vencê-las, sem trocas de endereços.

Somente temos uma chance de superação:
enfrentando-as,
vivenciando-as,
deixando nossas zonas de conforto...

Reinos criados pelas fugas
de nossas próprias indecisões:
medo,
vaidade,
orgulho,
ambição desmedida
ou tantas distrações
de ordem espiritual ou terrena.

Somos Uno, porém singulares.

Somos apenas transitórios corpos mortais
se autodescobrindo no cotidiano da vida.

Nesse profundo entendimento, somos apenas
o que deixamos nos corações das pessoas
antes de seguirmos como espíritos imortais
rumo à casa do Supremo Criador.

Lembremo-nos:

Coragem, respeito, boa vontade e amor ao próximo
são palavras mágicas que, uma vez enraizadas
em nosso próprio ser, nos tornam verdadeiramente singulares.

“Felicidade é a única coisa que podemos doar sem possuir.”

E é o retorno dessa vibração pacificadora
que nos torna felizes.

domingo, 16 de novembro de 2014

Namastê buscadores!

"O amor é um estado de ser, e nesse estado, o 'eu', 
com suas identificações, ansiedades e posses, está ausente.'' 
  (Jiddu Krishnamurti)
Assim eu vejo a vida.
A vida tem duas faces:
Positiva e negativa...
O passado foi duro, mas deixou o seu legado.
Saber viver é a grande sabedoria.
Que eu possa dignificar, minha condição de mulher...
Aceitar suas limitações...
E me fazer pedra de segurança dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes...
Aceitei contradições, lutas e pedras...
Como lições de vida e delas me sirvo...
Aprendi a viver.

(Cora Coralina)

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Om shanti!
Lucidez!

Um sol interno se ergue
no horizonte da consciência coletiva.

Um fogo sutil adentrou,
não para cegar,
mas para revelar.

Cicatrizou feridas antigas do nosso ser comum,
iluminou sombras até que se tornassem aprendizado,
fortaleceu corações na expansão do amor fraterno.

Ensinou-nos que despertar
é assumir responsabilidade,
é transformar dor em consciência,
é reconhecer o “eu” dentro do “nós”.

Tecendo uma rede invisível
entre consciências que já não querem dormir,
somou fraternidade ao caminho.

Ensinou-nos resiliência
não como resistência ao mundo,
mas como alinhamento ao propósito.

E fez florescer consciências —
uma a uma —
até que o singular se reconhecesse
no plural.

Porque quando um desperta,
o coletivo se eleva.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Om shanti!
Você precisa de coragem para permanecer verdadeiro consigo mesmo, no mundo artificial de hoje. Isto não é uma coisa pequena. No entanto, o verdadeiro propósito de uma jornada espiritual é restaurar a coragem - a coragem de permanecer naquilo que acredita. Sua natureza original, verdadeira, é de paz e divindade. Experimentar isto é estar convencido do valor absoluto das suas qualidades. Você pode enfrentar qualquer oposição com a força de suas convicções.
Muitas pessoas têm dificuldade de acreditar no seu Eu mais elevado. Outras simplesmente não acreditam mais no futuro. A auto realização remove as dúvidas. Minha natureza original é paz. Não sou escravo dos meus traços de personalidade. ( Sou o criador deles ). Sou um espectador e um ator no drama da vida. O que quer que esteja acontecendo é benéfico. À medida que você incorpora essas verdades em sua vida, sua coragem nunca falhará.

(Dadi Janki - Livro Companheira de Deus)
(Brahma Kumaris)

sábado, 8 de novembro de 2014

Namastê buscadores!

 Texto sobre a Alma Humana...
por Milene Mizuta

“Quando aquilo que eu penso conecta-se ao que sinto, mágicas acontecem, eu sou capaz de dizer não quando necessário sem medo de não ser aceito, digo sim com amor sem me sentir lesado, abro mão e me sacrifico entendendo que aquilo é necessário, aceito e respeito minhas escolhas e as escolhas do outro, largo o controle, entro no fluxo, falo o que sinto, acolho o que o outro sente, aprendo a amar meu irmão, confio com o coração na minha lógica, que nasce a partir das minhas vivências, não explico, compreendo. Que eu, como Homem Moderno, aqueça meus pensamentos e disso faça surgir a moral humana, aquela que regula e equilibra as boas ações no mundo. Pensar com o coração, me faz começar algo com certeza e terminar algo com dignidade, integra intelecto e índole, o pensar com o coração criou a música uma escala lógica e cadenciada de notas que quando tocadas de forma harmônica volta para o coração e enche nosso peito.”
Vou contar uma estória feita de gente de verdade que existe no mundo real.
Como pode ser uma estória? 
Porque não chamamos de história? 
Simplesmente porque histórias requerem fatos reais que se interligam de forma lógica e cronológica, e nossa vida não se faz assim, a nossa vida se faz de fatos que estão fora da lógica, do entendimento, da realidade sensorial, por detrás de cada fato existe um mundo de conto de fadas que ignoramos e transformamos nossa vida em um amontado de fotografias sem tridimensionalidade, não colocamos cor nem movimento, e na estória, pode tudo e nesse texto eu quero poder tudo…
Era uma vez Romeu, menino que tinha um olhar profundo, nasceu em uma casa de forma retangular, com grandes escadas que se conectavam a muitos quartos de cor branca, com uma mobília muito bem organizada. As pessoas da casa de Romeu se encontravam somente nos corredores e juntas se destinavam a algum lugar onde algo deveria ser feito, tudo era muito organizado na vida de Romeu. Na cidade de onde ele veio era sempre inverno, flocos de neve caiam todos os dias e a paisagem era sempre alva, cortada por árvores sem folhas com troncos negros que ramificavam em mil vertentes e afinavam em suas pontas até quase desaparecerem. As grandes janelas da casa de Romeu iam do chão até o teto e a limpeza era tão impecável que era possível ver tudo ao redor. Tudo funcionava em perfeita ordem ao redor de Romeu.
A brincadeira predileta de Romeu era sair pela porta e se afundar até o pescoço na fria neve, olhar para o céu e contar todos os flocos de neve que caiam em direção ao seu nariz. Romeu era feliz, sempre existia neve, sempre haviam flocos a serem contados.
Era uma vez Julieta, menina cega. E por ser cega seus pais almofadaram toda a casa para que ela não se machucasse, na casa de Julieta tudo era redondo, nada tinha pontas, não haviam escadas somente uma grande sala com tapetes e almofadas. As pessoas da casa de Julieta, tinham muito medo que ela se machucasse, por isso abriram grandes janelas que não tinham vidros, e ela ficava sentada no meio dessa sala e sentia em seu rosto o ambiente externo que invadia tudo. Julieta nasceu em um lugar onde sempre era sol, com vento morno e árvores que davam frutas em abundância, enchendo a casa de fragrância. Chovia muito todos os dias e em seguida abria-se um lindo sol, que queimava até a mais negra pele. Julieta não sabia como era o mundo, por isso sua brincadeira predileta era girar em torno daquela sala almofadada e se jogar em algum canto sentindo o macio de algo que a aconchegava.
Romeu e Julieta cresceram…
E de tanto se afundar na neve alva, Romeu criou um cabeça de gelo. E de tanto girar no calor Julieta criou um coração de vento.
Romeu ordenava coisas, com sua cabeça de gelo, e as congelava com seu olhar profundo, guardando-as em uma caixa, nessa caixa tudo tinha um nome, um lugar e um significado, dentro dela deveriam se manter para sempre.
Julieta bagunçava coisas, com seu coração de vento, girava tão forte que fazia grandes furacões em sua casa afastando todos de perto. Julieta não encontrava mais suas coisas e não podia mais pentear seu próprio cabelo que se tornou um grande emaranhado no topo de sua cabeça e deixou de mostrar seu lindo rosto que tinha bochechas de cor carmim…
Julieta e Romeu continuam a viver em seus reinos, mas no meio disso tudo surgiu um ser mágico capaz de fazer com o que os dois se encontrassem, aquecendo o pensamento frio de Romeu e ordenando a profunda confusão de Julieta. O nome desse personagem é: Ser Humano.
Em nossa cabeça vive o Romeu, que vê a vida de forma alva, conta flocos de neve, e que vive em um lugar ordenado e claro, envolto a um líquido transparente nosso cérebro é nossa janela para o mundo. Esfria coisas, ordena fatos, organiza e explica o que se passa ao nosso redor. Nosso Romeu, questiona, diferencia, nosso Romeu, pensa.
Em nosso sistema rítmico em nosso coração vive Julieta, que roda infinitas vezes em seu próprio eixo, nos confunde, não enxerga, é redonda, aquecida, confortável, colorida. Julieta roda para qualquer lugar e não se sabe para onde vai. Nossa Julieta, sente.
E todos os dias vivemos um conto Shakespeariano dentro de nós, entre encontros e desencontros de Romeu e Julieta ao final do dia temos o sentimento que algo que deveria surgir do mais idealizado amor, morreu.
Romeu nos faz congelar nossas emoções tornando-as conceitos lógicos, tentando concatenar uma sequência lógica de fatos que façam sentido. Romeu joga neve branca no que é colorido, e nos afunda em uma neve fria e alva, fazendo o sentimento gelar. E como consequência disso eu me torno frio e pontudo, machuco, julgo, separo, segrego, explico e entendo.
Julieta nos faz temer nossos atos, pede excessiva segurança e faz o nosso pensamento se tornar algo tão confuso, mas tão confuso que nos sentimos dentro de um tornado, somos jogados por todos os lados, perdendo nossas certezas e não observando a vida como ela realmente é. E como consequência disso, eu me desespero, peço aceitação constante, meus olhos cegam, meus sentimentos explodem e me queimam como brasa, jogando fogo para todos que estão ao meu redor.
Mas existem momentos em que Romeu e Julieta realmente se encontram, quando isso acontece, Romeu entrega para Julieta uma luneta mágica do qual ela vê estrelas e consegue conta-las, e Julieta entrega para Romeu uma pele de lã de carneiro que colocada ao redor do seu ombro aquece seu coração e desmancha as finas camadas de gelo. E como consequência disso chega aos meus olhos a verdade, o mundo como ele é, tridimensional, com todos os lados de uma mesma coisa e ainda com o colorido que só o coração pode dar.
Quando aquilo que eu penso conecta – se ao que sinto, mágicas acontecem, eu sou capaz de dizer não quando necessário sem medo de não ser aceito, digo sim com amor sem me sentir lesado, abro mão e me sacrifico entendendo que aquilo é necessário, aceito e respeito minhas escolhas e as escolhas do outro, largo o controle, entro no fluxo, falo o que sinto, acolho o que o outro sente, aprendo a amar meu irmão, confio com o coração na minha lógica, que nasce a partir das minhas vivências, não explico, compreendo.
E toda e qualquer tipo de ação que nasce desse encontro de amor, faz germinar na terra ações que crescem fortes como as árvores de Romeu com flores e cores do mundo de Julieta.
Dentro do meu conto de fadas, o final sempre é feliz, porque a felicidade está em compreender aquilo que se vive e confiar no porvir.
Dentro da nossa alma existe um palco, onde Romeu e Julieta se encontram todos os dias, abrem-se as cortinas e o espetáculo se faz do amanhecer ao anoitecer, esses dois personagens, pedem incessantemente que eu como Homem Moderno, aqueça meus pensamentos e disso faça surgir a moral humana, aquela que regula e equilibra as boas ações no mundo. Pensar com o coração, me faz começar algo com certeza e terminar algo com dignidade, integra intelecto e índole, o pensar com o coração criou a música uma escala lógica e cadenciada de notas que quando tocadas de forma harmônica volta para o coração e enche nosso peito.
Essa é a vivência do aprendizado, quando eu faço aquilo que está em conexão com o que penso e sinto, minha ação torna-se assertiva no mundo e quando volta para meu peito, toca profundamente minha alma, colore meu dia e em minha cabeça fica gravada a mais linda memória que jamais vou esquecer. E diante de meus olhos surge uma linda porta de vidro vinda da casa de Romeu, pronta para ser aberta, que vai chegar em um caminho florido e cheio de cores vindo do mundo de Julieta.
As vezes a porta vai ser demasiada pesada, então temos que lembrar que além dela existem árvores frondosas com cheiro de frutas, as vezes o vento vai ser demasiado revolvo, então temos que lembrar que existe uma porta de vidro segura onde sempre poderemos nos abrigar.
Em nós vive o mundo. E nada do que venha ao nosso encontro seremos incapazes de suportar, a não ser a dor de passar por uma vida com Julieta e Romeu perdidos dentro de nossos medos. Confia Romeu, Compreende Julieta e dessa ordem vai nascer a força do sol no mundo, o amor.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Om shanti!

HUMILDADE!

A humildade vem de entender que a força por trás de tudo que o ajuda a dar aos outros não vem de você, mas do poder do amor. Não é verdade que se você for humilde os outros o oprimirão. É quando você não é humilde que pode facilmente ser influenciado pelos outros, e as coisas parecem difíceis. Quando há humildade, há o poder da verdade. No íntimo você sabe que alcançará seu objetivo, independente do que os outros digam ou pensem. 
Uma pessoa humilde nunca pensa que está se curvando diante de outros. A cabeça não fica nem empinada nem para baixo - ela olha de frente... A humildade revela sua verdade. O ego o faz criticar os outros e você é pego numa teia. O ego põe uma tranca no intelecto, obscurecendo sua própria responsabilidade.
O ego o faz dizer: "Esta falha é sua. Não tem nada a ver comigo". A humildade é a chave para abrir essa tranca. Ela o liberta da auto decepção. A humildade permite-lhe ouvir e obedecer à sua consciência. Com a humildade há o poder da realização que permite a transformação ocupar seu lugar. A alma consegue reconhecer um erro num segundo. É fácil escolher um argumento rapidamente. 
Você é capaz de dizer :
 " OK, eu estou errado ... "
A humildade torna o coração honesto, grande e limpo.
Ela lhe permite ser cooperativo e ter relacionamentos
 fáceis com todos...

(Texto de Dadi Janki - Livro Companheira de Deus)
(Brahma Kumaris)