segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

por Peia Luzzi = "Machi" from Four Great Winds

Om, shanti.
por Peia Luzzi
Peia  "Machi" from Four Great Winds

***

"Esta canção fala do poder de cura e medicinal da Mulher, da Lua e da própria Terra. 'Machi' é uma palavra que vem do povo mapuche do Chile e da Argentina. A Machi é uma mulher de medicina e às vezes também se refere a um curandeiro. Que as imagens aqui nos lembrem a todos que milagre esta vida é. Que possamos ver que, embora tenra e vulnerável, nossa Terra é sábia e resiliente além de qualquer medida. 'Onde há amor há vida' e aqui há muito amor. Seja abençoado."

***

Letras da música:
Machi machi machi - ma
Machi Cura
Machi Sana
Machi cántame una nana
Machi machi machi - ma
Machi machi machi - ma
Yo no lloro
Yo sólo canto
Con tu encanta
Pacha Mama
Madre Tierra
*
Tradução:
Machi está curando
Machi está se curando
Machi me canta uma canção de ninar
Eu não choro
Eu apenas canto
Com seu amor
Pacha Mama
Mãe Terra
*
Gratidão!
Namastê buscadores!

Revista Bula 
 POR CARLOS WILLIAN LEITE
EM COLUNISTAS

"Publicado no Brasil pela editora Sextante...  um pequeno manual que reúne 99 máximas do gênio alemão e sua aplicação a várias situações do dia a dia. No livro, cada capítulo é iniciado por um aforismo de Nietzsche, seguido de uma interpretação atual feita por Allan Percy, autor da compilação.

Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu em 1844, na cidade alemã de Röcken. Escreveu centenas textos críticos sobre religião, moral, cultura contemporânea, filosofia e ciência, exibindo uma predileção por metáfora, ironia e aforismo. Seu legado filosófico até hoje não perdeu o poder de inspirar.

'Aos 25 anos Nietzsche já era professor de filologia clássica. No entanto, sua atividade docente foi interrompida em 1870, quanto estourou a Guerra Franco-Prussiana. Nietzsche participou do conflito como enfermeiro, mas foi obrigado a abandonar Guerra por causa de uma disenteria, da qual nunca se recuperou totalmente. Obrigado a se aposentar prematuramente por conta de sequelas da doença, Nietzsche viveu na Riviera francesa e no norte da Itália, lugares que considerava ideais para pensar e escrever' (...)  aforismos compilados por Allan Percy."

1 — Quem tem uma razão de viver é capaz de suportar qualquer coisa.
3 — Nós nos sentimos bem em meio à natureza porque ela não nos julga.
6 — Nossos tesouros está na colmeia de nosso conhecimento. Estamos sempre voltados a essa direção, pois somos insetos alados da natureza, coletores do mel da mente.
8 — Nossa honra não é construída por nossa origem, mas por nosso fim.
11 — Precisamos amar a nós mesmos para sermos capazes de nos tolerar e não levar uma vida errante.
13 — Alegrando-se por nossa alegria, sofrendo por nosso sofrimento — assim se faz um amigo.
15 — O sucesso sempre foi um grande mentiroso.
16 — O homem é algo a ser superado. Ele é uma ponte, não um objetivo final.
19 — O reino dos céus é uma condição do coração e não algo que cai na terra ou que surge depois da morte.
22 — Os maiores êxitos não são os que fazem mais ruído e sim nossas horas mais silenciosas.
23 — O indivíduo sempre lutou para não ser absorvido por sua tribo. Se fizer isso, você se verá sozinho com frequência e, às vezes, assustado. Mas o privilégio de ser você mesmo não tem preço.
24 — Quem é ativo aprende sozinho.
26 — Não há razão para buscar o sofrimento, mas, se ele surgir em sua vida, não tenha medo: encare-o de frente e com a cabeça erguida.
27 — A razão começa na cozinha.
28 — O futuro influi no presente da mesma maneira que o passado.
30 — A maneira mais eficaz de corromper o jovem é ensiná-lo a admirar aqueles que pensam como ele e não os que pensam de forma diferente.
31 — Toda queixa contém em si uma agressão.
32 — No amor sempre existe algo de loucura e na loucura sempre existe algo de razão.
33 — Quem deseja aprender a voar deve primeiro aprender a caminhar, a correr, a escalar e a dançar. Não se aprende a voar voando.
34 — Quem luta contra monstros deve ter cuidado para não se transformar em um deles.
35 — São muitas as verdades e, por esse motivo, não existe verdade alguma.
36 — A mentira mais comum é a que o homem usa para enganar a si mesmo.
37 — Deveríamos considerar perdido o dia em que não dançamos nenhuma vez.
38 — Há mais sabedoria no seu corpo do que na sua filosofia mais profunda.
39 — Se ficar olhando muito tempo para o abismo ele olhará para você.
40 — As posições extremas não são seguidas de posições moderadas, e sim de posições contrárias.
42 — Eis a tarefa mais difícil: fechar a mão aberta do amor e ser modesto como doador.
44 — Todos os grandes pensamentos são concebidos ao se caminhar.
45 — Quem não sabe guardar suas opiniões no gelo não deveria entrar em debates acalorados.
48 — Amigos deveriam ser mestres em adivinhar e calar: não se deve querer saber tudo.
49 — Usar as mesmas palavras não é garantia de entendimento. É preciso ter experiências em comum com alguém.
50 — Estava só e não fazia outra coisa além de encontrar-se consigo mesmo. Então, aproveitou sua solidão e pensou em coisas muito boas por várias horas.
51 — A potência intelectual de um homem se mede pelo humor que ele é capaz de manifestar.
53 — De que vale o ronronar de alguém que não sabe amar, como um gato?
54 — Para chegar a ser sábio, é preciso querer experimentar certas vivências. Mas isso é muito perigoso. Mais de um sábio foi devorado nessa tentativa.
55 — O cérebro verdadeiramente original não é o que enxerga algo novo antes de todo mundo, mas o que olha para coisas velhas e conhecidas, já vistas e revistas por todos, como se fossem novas...
56 — Quem não dispõe de dois terços do dia é um escravo.
58 — O homem amadurece quando reencontra a seriedade que demonstrava em suas brincadeiras de criança.
59 — Ninguém é tão louco que não possa encontrar outro louco que o entenda.
60 — Na maior parte das vezes que não aceitamos uma opinião, isso acontece por causa do tom em que ela foi manifestada.
62 — Antes de se casar, pergunte a si mesmo: serei capaz de manter uma boa conversa com essa pessoa até a velhice? Todo o resto é passageiro num matrimônio.
63 — É muito difícil os homens entenderem sua ignorância no que diz respeito a eles mesmos.
64 — Pobre do pensador que não é o jardineiro, mas apenas o canteiro de suas plantas.
66 — A verdade é que amamos a vida não porque estamos acostumados a ela, mas porque estamos acostumados com o amor.
67 — O homem é a causa criativa de tudo o que acontece.
68 — Seus maiores bens são seus sonhos.
70 — As ilusões são certamente prazeres dispendiosos, mas a destruição delas é mais dispendiosa ainda.
71 — A essência de toda arte bela, de arte grandiosa, é a gratidão.
74 — Os poços mais profundos vivem suas experiências lentamente: esperam um bom tempo até saberem o que caiu em suas profundezas.
75 — Quando temos muitas coisas para guardar nele, o dia tem 100 bolsos.
78 — Quantos homens sabem observar? E, desses poucos que sabem, quantos observam a si próprios? “Cada pessoa é o ser mais distante de si mesmo.”
80 — Cada mestre não tem mais que um aluno e esse aluno lhe será infiel, pois está predestinado a ser mestre também.
81 — O mundo real é muito menor que o mundo da imaginação.
83 — A esperança é muito mais estimulante que a sorte.
84 — O que não nos mata nos fortalece.
85 — Quem vê mal sempre vê pouco. Quem escuta mal sempre escuta demais.
86 — Toda vez que me elevo, sou perseguido por um cachorro chamado Ego.
90 — Nossa vida nos parece muito mais bonita quando deixamos de compará-la com as dos outros.
92 — Eis a fórmula da felicidade: um sim, um não, uma linha reta, uma meta.
93 — A melhor maneira de começar o dia é se comprometer a fazer feliz ao menos uma pessoa antes de o sol se pôr.
94 — A simplicidade e a naturalidade são o objetivo supremo e último da cultura.
95 — A vida não é muito curta para que fiquemos entediados?

99 — O amor não é consolo — é luz.

Para Leitura do Artigo na Íntegra,
 por gentileza acessar à Fonte:
http://www.revistabula.com/3127-99-doses-de-nietzsche/
Indicação de Livro:

Quando Nietzsche Chorou

"Esta é uma envolvente mescla de fato e ficção, um drama de amor, fé e vontade tendo por pano de fundo o fermento intelectual da Viena do século XIX às vésperas do nascimento da psicanálise. Friedrich Nietzsche, o maior filósofo da Europa... Josef Breuer, um dos pais da psicanálise... um pacto secreto... um jovem médico interno de hospital chamado Sigmund Freud: esses elementos se combinam para criar a saga inesquecível de um relacionamento imaginário entre um extraordinário paciente e um terapeuta talentoso. Na abertura deste romance irresistível, a inatingível Lou Salomé roga a Breuer que ajude a tratar o desespero suicida de Nietzsche mediante sua experimental terapia através da conversa. Ao aceitar relutante a tarefa, o eminente médico realiza uma grande descoberta: somente encarando seus próprios demônios internos poderá começar a ajudar seu paciente. Assim, dois homens brilhantes e enigmáticos mergulham nas profundezas de suas próprias obsessões românticas e descobrem o poder redentor da amizade."
*
"No final do século XIX, Josef Breuer parece estar no auge de sua carreira após curar uma paciente com seu novo método de tratamento, a “terapia através da conversa”. No entanto, isso também se revela um grande tormento, pois ele desenvolve obsessivas fantasias sexuais com sua paciente, que causam a ele insônia e pesadelos. De férias em Veneza, Breuer encontra uma jovem russa que lhe pede um favor: tratar a depressão suicida do amigo Friedrich Nietzsche. A partir do encontro dos dois homens, o que se estabelece é uma relação na qual as funções de médico e paciente se confundem, pois, assim como o filósofo consegue alívio para suas angústias, Breuer também encontra, na filosofia de Nietzsche, algumas respostas para as próprias dores existenciais."

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Om, shanti.

Há cantos que não se escutam apenas com os ouvidos, mas com a memória antiga do coração. Esta obra nasce do sopro das Mães Sagradas, guardiãs invisíveis que embalam o mundo com sua força serena e indomável ternura. É um chamado suave e profundo, como água que brota da terra e encontra seu caminho, lembrando-nos da origem, do cuidado e da potência que habita o feminino ancestral. Ao ouvi-la, permita-se recolher as armas do cotidiano e repousar no colo daquilo que nutre, protege e desperta — como quem retorna, enfim, à fonte primeira de amor e consciência.
por Estudio185
Quatro Cântaros - Mataji - As Mães Sagradas

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Shalom!

Em tempos em que o mundo parece vestir o inverno por dentro, recordar os Direitos Humanos é reacender uma chama que insiste em não se apagar. Eles não são apenas palavras escritas em declarações solenes, mas o pulsar invisível que afirma que toda vida importa, que toda voz merece ser ouvida, que toda existência carrega dignidade. Quando o frio da indiferença tenta nos endurecer, que escolhamos ser abrigo; quando a injustiça ecoar alto, que sejamos coragem serena. Que este dia nos convoque a aquecer o mundo com gestos concretos, a transformar compaixão em ação e a lembrar, uns aos outros, que humanidade não é apenas o que somos — é o que decidimos praticar, todos os dias.



sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Om, shanti.
por HARMONICO101
Vivaldi - Concerto for Two Violins in A Minor RV522
*
“Entre Dois Mundos”

Às vezes, sinto o universo pulsar dentro de mim,
como rios de luz atravessando o silêncio da alma.

Por vezes, vozes sutis... anjos e guardiões...
me convocam a prosseguir, firme e sem medo.

Às vezes, o caminho se perde em neblina;
outras, flui sereno, sem esforço.
Nada é obstáculo: cada desafio é portal,
cada queda, iniciação.

Apego-me à luz,
onde confio e encontro força para continuar.

No coração desperto, aprendo
a amar além das formas e aparências,
a vencer o próprio reflexo sombrio,
a não julgar; apenas semear.

Semeio no solo sagrado:
alegria que floresce em silêncio,
amor que atravessa barreiras,
paz que repousa serena sobre tudo.

E assim, entre dois mundos,
caminho como iniciado:
cada passo é oferenda,
cada gesto, alquimia do espírito.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Shalom!
"Um sonho se guarda em volta dos meus passos.
África sonha quando escrevo. 
Escrevo para incentivar o povo africano a sonhar. 
Todos os meus escritos são tentativas de renascer-me África. 
Ser africano é ser invadido pelo sonho de liberdade. 
Sou um pouco da África que nasce. 
Sou um pouco da África que morre. 
Sou muito da África que sonha."
(Morgado Mbalate)
*
“Africanizando”
"Quando o meu sonho me ilumina eu escrevo África.
África me faz e me rodeia.
 Eu amo essa gente cheia de África.
O chão da África tem cheiro de mim.
Na África, todos os caminhos nos levam às fontes 
da terra e às origens do mundo.
E o que me torna africano?
É o amor pela terra e pela cultura. 
A terra me ilumina.
A cultura me encanta.
Minha alma é atravessada por imensos rios,
 como rio Nilo, que nasce no meu corpo.
Em mim, há quedas de águas, sobre mim,
 caminham cursos de rios.
A maioria dos rios da África nasce no planalto dos olhos.
Por isso, eu caminho de mãos dadas com a flora e a fauna.
Sou savana africana de mim mesmo.
A poesia africana é para se vestir dela e correr poemas pelo mundo.
E eu escrevo para justificar a poesia africana.
Não acredito na riqueza material fácil e rápida para todos os africanos.
Mas acredito no ideal de riqueza espiritual através da promoção da cultura.
Eu hoje escrevo o coração da África.
Nunca me separo da África porque a trago dentro de mim.
África é dentro de mim."
(Morgado Mbalate)
*
Biografia:

Mais conhecido por Morgado Mbalate é um poeta, escritor e filósofo moçambicano. Um dos poetas mais talentosos na nova geração de autores moçambicanos. Nasceu em Maputo, Moçambique, a 06 de Setembro de 1993. É licenciado em Filosofia e Especializado em Recursos Humanos pela Universidade São Tomás de Moçambique. Teve uma curta passagem pela Escola Nacional de Aeronáutica onde estudou Electrónica e Telecomunicações. Poeta, é autor do livro de Poesia Odisseia da Alma publicado pela Edições Esgotadas. De entre prémios e distinções, destaque para as menções honrosas no Premio Mondiale di Poesia Nósside 2014 e no Prémio Fernanda de Castro do IV Concurso Internacional de Poesia e Prosa 2017 (Brasil). Está inscrito em diversas Antologias Internacionais e têm textos publicados em revistas e jornais de Moçambique e Brasil, destaque para as revistas brasileiras Por dentro da África, Letrilha, e Oficina Poética. Participou do projeto o que nos abala de Socoraba (Brasil). Em 2016 foi colaborador da Rádio Cidade das Acácias. Atualmente é colaborador da revista brasileira Por dentro da África dedicada ao continente africano, com notícias, pesquisas, teses, e coberturas exclusivas desenvolvida pela jornalista brasileira Natalia da Luz.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Morgado_Mbalate