quinta-feira, 18 de abril de 2019

Om, shanti.

Transformação

O Amor é um som que atravessa o espaço,
um murmúrio antigo que pede paz.

Só crê na metamorfose de tudo que toca,
silencioso, mantendo os fios invisíveis
que unem corações além do tempo.

Entre caminhos e trigais do existir,
desliza, suavizando passos,
respeitando a dança única de cada ser em evolução.

Semeador de transformações sutis,
apaga dúvidas, dissolve desesperanças,
tocando os quintais secretos de quem se deixa libertar.

Ensina enquanto aprende,
amanhecendo com canções que surgem do nada,
na intenção silenciosa de se multiplicar
em gotas invisíveis, infinitas e luminosas.

E nos oceanos da vida,
pisca a luz de novas esperanças,
como ecos da própria eternidade,
sinalizando que a transformação não conhece fim:

Paz… Paz… Paz…



       
Om, shanti.

A MENTE QUÂNTICA E A EXPERIENCIA DA REALIDADE
*
"A filosofia ocidental e a ciência dominante consideram a consciência como computacional, epifenomênica, acausal e ilusória, enquanto as abordagens filosóficas orientais e a física quântica consideram a consciência como uma característica intrínseca do universo, desempenhando um papel ativo. Como um correlato neural da consciência, o nosso cérebro representa um terminal de conexão com todo o universo através da dimensão quântica não local, onde a fonte de tudo isso começa com o conceito da "coerência quântica". Pesquisadores sugerem que dentro do cérebro, um bilhão de microtúbulos estão em constante estado de entrelaçamento entre eles, como se fossem instrumentos musicais tocando a mesma nota ao mesmo tempo. Esse é um caso típico de coerência quântica de objetos mesoscópicos descritos por apenas uma função de onda como se fossem apenas uma entidade. Portanto, o cérebro adquire exatamente o mesmo papel que o macrouniverso físico e causal, enquanto a consciência é um processo não-local capaz de se manifestar quando algumas condições particulares de coerência quântica estão presentes no próprio cérebro. Desta forma, o universo é uma espécie de processo no qual o “corpo” da partícula responde às leis causais / locais da física, enquanto a “consciência” da partícula obedece às leis não locais provenientes do potencial quântico. Sob essa luz, o cérebro é uma espécie de “receptor de rádio” que permite ao universo se conscientizar através dos seus muitos terminais sensíveis. Caso contrário, sem a vida inteligente no universo, o mecanismo da consciência seria apenas mecânico."
Leitura:
-Di Sia, P. Mindfulness, Consciousness and Quantum Physics. University of Padova.
-Fritz-Albert Popp (2003). Integrative Biophysics: Biophotonics. Springer
-Van Lommel, P (2006). Near-Death Experience, Consciousness, and the Brain: A New Concept about the Continuity of Our Consciousness Based on near-death experience in survivors of cardiac arrest. World Futures, 62: 134–151
-Penrose, R. & Hameroff, S. (2011). Consciousness in the Universe: Neuroscience, Quantum Space-Time Geometry and Orch OR Theory. Journal of Cosmology, 2011, 14.
-Hameroff, S. (2011). The quantum mind. Pensamiento, 67: 641-659
-Teodorani, M. (2014). Entanglement and Quantum Brain. Congrès International de la Vision Intégrative de la Santé", Nantes (France).