
Naturezas — múltiplas e profundas.
Tramas vivas do existir.
Falíveis jardineiros, somos:
seres humanos em caminho,
cultivando hoje
as sementes que ontem lançamos.
Pois todo plantio encontra sua colheita,
no tempo silencioso da lei que equilibra.
A fé, então, não é palavra suspensa no vento;
é força em movimento,
corrente invisível que orienta a ação.
O despertar da consciência
não se faz em saltos abruptos;
a natureza caminha em ritmos sutis,
ajustando os anseios da alma
no compasso exato do tempo.
E quando os sinais se alinham em harmonia,
apontam para a obra coletiva —
a união com desígnios mais amplos,
onde a vida mesma concede suas bênçãos.
Assim, entre os escombros do presente,
ergue-se lentamente o futuro:
não por acaso,
mas pela paciente reconstrução
daquilo que aprendemos a transformar.