quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Om, shanti. "Neste episódio, a professora Lúcia comenta os degraus esotéricos ou internos de 13 a 21 (Final da 2a.parte)"

Om, shanti.

"Neste episódio, a professora Lúcia 
comenta os degraus esotéricos ou internos de 13 a 21
(Final da 2a.parte)"
por NOVA ACRÓPOLE - Escola Internacional de Filosofia
Série: Comentários do livro LUZ NO CAMINHO 5 - DEGRAUS  13 a 21 
(Final da 2a.parte)

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Namastê buscadores!
 Mabel Collins
(09/09/1851–31/03/1927)
"Suas três principais obras esotéricas são: Luz no Caminho, O Idílio do Lótus Branco e Pelas Portas de Ouro. Mabel afirmava que estes livros não eram escritos por ela, mas por Hilarion, um Adepto grego (que, segundo a literatura teosófica, é o Chohan do Quinto Raio) que tomava o controle de sua escrita, deixando-a inconsciente durante o processo.

***Segundo Raul Branco – no texto Todas as Mensagens dos Mestres Vêm da Mesma Fonte? 
– a Tradição Esotérica sugere que os Mestres, geralmente, usam dois métodos para transmitir informações que gostariam de divulgar à Humanidade. No caso de uma obra que no atual estágio evolutivo da Humanidade pode agora ser divulgada, mas que deve ser transmitida absolutamente sem erros, geralmente imprimem telepaticamente o texto na mente do discípulo para que este, por sua vez, possa escrevê-lo de forma correta. Este parece ter sido particularmente o caso da obra Luz no Caminho, escrita por Mabel Collins no século XIX. De acordo com Leadbeater, em casos excepcionais, os Mestres podem até ditar a mensagem a ser transmitida: 'Há casos, em que uma incumbência de grande importância é ditada palavra por palavra, e anotada no plano físico, na hora, pelo recipiendário; mas tais casos são sumamente raros.' O outro método, geralmente usado com discípulos mais avançados, é a transmissão telepática de informações, conceitos e idéias, deixando por conta do discípulo a formulação do texto final de acordo com seus dons intelectuais e literários. Estas transmissões normalmente ocorrem no plano mental abstrato ou no búdico (intuitivo). 

Lembramos que nos planos superiores, as comunicações não são realizadas por palavras, como em nosso mundo. Os conceitos são expressos de uma forma simbólica sintética, e devem ser decodificados ou traduzidos em palavras, pela mente concreta, para serem inteligíveis em nosso plano. Um exemplo clássico das comunicações por meio de discípulos avançados é o conhecido trabalho de Blavatsky A Doutrina Secreta. Ela era capaz de recolher informações dos registros akáshicos, ler à distância textos que se encontravam em outros lugares (como na biblioteca secreta do Vaticano) e receber comunicações de diferentes Mestres que colaboraram na obra. Todavia, a tarefa não era meramente a de receber um ditado, mas, sim, a de compor, com suas próprias palavras, o texto a ser produzido. A Condessa de Wachtmeister, companheira constante de Madame Blavatsky durante o período em que escreveu A Doutrina Secreta, relata que, um dia 'ao entrar no gabinete de Blavatsky, encontrei o chão coberto de folhas manuscritas. Perguntei a razão desse aspecto de confusão, e ela respondeu: — Sim, tentei doze vezes escrever esta página corretamente, e toda vez o Mestre diz que está errado. Acho que vou ficar louca escrevendo-a tantas vezes. Mas, deixe-me sozinha; não descansarei enquanto não o conseguir, ainda que tenha de ficar aqui a noite toda. Uma hora mais tarde ouvi sua voz me chamando, e, ao entrar, verifiquei que ela havia, finalmente, concluído o trecho e de maneira satisfatória.

Seja como for, esclarece o Mestre Kut Hu Mi (citação de Marina Cesar Sisson no texto Quem era John King?, publicado originalmente no Informativo HPB nº 05, Dez./1999): 'Nossos modos de ação são estranhos e não usuais e, muito freqüentemente, propensos a criar suspeita. Esta última é uma armadilha e uma tentação. Feliz é aquele cujas percepções espirituais sempre lhe sussurram a verdade!'..." 
Pensamentos por Mabel

"Quando o discípulo está preparado para aprender, então é aceito e reconhecido. Assim deve ser porque ele acendeu a sua Lâmpada, e esta não pode mais ficar oculta."

"Absolutamente, cada homem é, para si mesmo, 
o Caminho, a Verdade e a Vida."

As Três Verdades absolutas: 

"1ª) A Alma do homem é imortal e o seu futuro é o de algo cujo crescimento e esplendor não têm limites; 

2ª) O Princípio que dá a vida mora em nós e fora de nós; é imortal e eternamente benéfico; não é ouvido, nem visto, nem apreendido pelo olfato, mas pode ser percebido pelo homem desejoso de o perceber; e 

3ª) Cada homem é seu absoluto legislador, o dispensador de glória ou de escuridão para si mesmo, o decretador de sua vida, recompensa e punição."

"Antes que os olhos possam ver, devem ser incapazes de lágrimas. 
Antes que o ouvido possa ouvir, deve ter perdido sua sensibilidade.
Antes que a voz possa falar na presença dos Mestres, 
deve ter perdido o poder de ferir. 
Antes que a Alma possa estar na presença dos Mestres, 
seus pés devem ser lavados com o Sangue do Coração."

"Mata a ambição. Mata o desejo de viver. Mata o desejo de conforto. Trabalha como aqueles que são ambiciosos. Respeita a vida como aqueles que a desejam. Sê feliz como os que vivem em função da felicidade pessoal."

"Deseja somente o que está dentro de ti. 
Deseja somente o que está além de ti."

"Deseja somente o que é inalcançável. Pois dentro de ti está a Luz do Mundo – a única Luz que pode ser projetada sobre o Caminho. Se fores incapaz de percebê-La dentro de ti, é inútil procurá-La em outra parte. Está além de ti, porque quando a alcançares já te perdeste. É inatingível porque sempre recua. Entrarás na Luz, mas nunca tocarás na Chama."

"A Sabedoria está 'além de nós' porque só podemos alcançá-La deixando de lado o pequeno eu pessoal e ativando o hemisfério cerebral direito – sede da intuição espiritual. Como ensinou São Francisco de Assis, é morrendo que se nasce para a Vida Eterna. É deixando de existir para o hemisfério cerebral esquerdo, lógico, linear e quase sempre prisioneiro do egocentrismo, que nascemos para a consciência do hemisfério cerebral direito, que é intuitiva, criativa, capaz de perceber simultaneamente cada instante e a eternidade inteira. Entraremos na Luz, mas nunca tocaremos a Chama, porque ela é de uma dimensão superior à humana."

"Mata todo sentido de separação. Não te iludas imaginando que podes te afastar do mau e do insensato. Eles são tu mesmo, embora em grau menor do que o teu amigo ou o teu Mestre. Todavia, se permitires que cresça no teu interior a idéia de separação de qualquer coisa ou pessoa má, estarás criando um carma que te ligará a esta pessoa ou coisa, até que tua Alma reconheça que não pode permanecer isolada."

"Lembra-te de que o pecado e a vergonha do mundo são o teu pecado e a tua vergonha, pois tu és parte do mundo. Teu carma está inseparavelmente ligado ao Grande Carma."

"O Poder que o discípulo deve cobiçar é aquele que fará com que ele 
apareça como nada aos olhos dos outros."

"Aprende a olhar inteligentemente os Corações dos homens, mas de um ponto de vista absolutamente impessoal; caso contrário, tua visão estará distorcida."

"A inteligência é imparcial: nenhum homem é teu inimigo; nenhum é teu amigo. Todos são teus instrutores. Teu inimigo torna-se um mistério que deve ser resolvido, mesmo que isto possa necessitar um longo tempo, porque o homem deve que ser compreendido."

"Quando houveres encontrado o começo do Caminho, a Estrela da tua Alma mostrará a sua Luz; e, através desta Luz, perceberás como são grandes as trevas nas quais ela brilha. Mente, Coração e cérebro, todos estarão obscuros e em trevas, até que a primeira grande batalha tenha sido ganha. Não fiques apavorado nem aterrorizado com esta visão; conserva teus olhos fixos na pequena Luz... E ela crescerá."

"Não vivas no presente nem no futuro, 
mas, sim, no eterno."

"O homem que se crê justo prepara para si mesmo um leito de lodo. 
Abstém-te, não para permaneceres limpo; mas porque se abster é um dever."

"Estuda a sensação e observa-a porque unicamente assim poderás começar a entender a ciência do conhecimento próprio e colocar o pé no primeiro degrau da Escada."

"Cresce como cresce a flor, inconscientemente, mas ardendo em ânsias de entreabrir tua Alma à brisa. Assim é como deves avançar: abrindo a tua Alma ao Eterno. Mas há de ser o Eterno Aquele que deve desenvolver a tua força e a tua beleza, e não o desejo de crescimento, porque, no primeiro caso, florescerás com a louçania da pureza, e no outro endurecerás com a avassaladora paixão da importância pessoal."

"O Caminho há de ser buscado por ser o Caminho, e sem ter em conta os teus pés que O devem percorrer. Quando, após séculos de luta e de numerosas vitórias, ganhares a derradeira batalha e exigires o último Segredo, estarás, então, preparado para um Caminho mais avançado. E quando o Segredo final desta grande lição for revelado, Nele estará aberto o mistério do novo Caminho – um Caminho que conduz muito além de toda experiência humana e que se acha absolutamente fora do alcance da percepção e da imaginação do homem."

"Não desejes semear coisa alguma para a própria colheita; 
trata de lançar a semente cujo fruto alimentará o mundo."

"Para cada temperamento existe uma Via que parece a mais desejável. Contudo, só pela devoção não se encontra o Caminho, nem pela mera contemplação religiosa, nem pelo ardor de progresso, nem pelo laborioso sacrifício de si mesmo, nem pela estudiosa observação da vida. Nenhuma destas coisas, por si só, faz adiantar o discípulo mais do que um passo. Todos os degraus são necessários para subir a Escada. Os vícios dos homens se convertem em degraus da escada, um a um, à proporção que vão sendo dominados. As virtudes do homem são, em verdade, degraus necessários, dos quais se não pode prescindir de modo algum. Entretanto, ainda que criem uma bela atmosfera e um futuro feliz, são inúteis, se estão isoladas. A natureza toda do homem deve ser sabiamente empregada por aquele que deseja entrar no Caminho. Cada homem é absolutamente, para si mesmo, o Caminho, a verdade e a vida. Só o é, porém, quando domina firmemente toda a sua individualidade, e quando, pela energia de sua acordada espiritualidade, reconhece que esta individualidade não é ele mesmo, mas uma coisa que ele criou trabalhosamente para seu uso e por cujo meio se propõe – à proporção que o seu crescimento desenvolve lentamente a sua inteligência caminho – a alcançar a Vida além da individualidade. Quando sabe que para isto existe a sua assombrosa vida complexa e separada, então, em verdade e só então, se acha no Caminho. Busca-o nas profundidades do mais íntimo do teu ser. Busca-O provando toda a experiência, utilizando os sentidos a fim de compreender o desenvolvimento e a significação da individualidade, a formosura e a obscuridade desses outros fragmentos divinos que com ele e a seu lado combatem e que formam a raça à qual pertence. Busca-O estudando as leis do Ser, as leis da Natureza e as leis do Sobrenatural: e busca-O prosternando sua Alma ante a pequena Estrela que arde no seu interior. Enquanto vigia e adora com perseverança, a sua Luz irá sendo cada vez mais brilhante. Então poderá reconhecer que encontrou o começo do Caminho. E quando chegar ao fim, a sua Luz se converterá subitamente em Luz Infinita."

"Não condenes o homem que cede. Estende-lhe a mão como a um teu irmão peregrino, cujos pés se tornaram pesados de lama. Tem presente – ó discípulo! – que, por grande que seja o abismo que existe entre o homem virtuoso e o pecador, é ainda maior entre o homem virtuoso e aquele que obteve o conhecimento; e é incomensurável entre o homem virtuoso e aquele que se acha nos umbrais da Divindade. Portanto, guarda-te de imaginar, antes do tempo, que és alguma coisa distinta da massa!"

"Tu és uma parte da Harmonia!"

"Enquanto a natureza toda não tiver sido vencida e se tornado submissa ao Eu Superior, a Flor não poderá se abrir. Mas, um dia, no silêncio profundo ocorrerá o misterioso sucesso, o qual provará que o Caminho foi encontrado. É uma Voz que fala onde não há ninguém que fale... É um Mensageiro que vem, mensageiro sem forma nem substância... É a Flor da Alma que se abriu, e com ela nascem a confiança, o conhecimento e a certeza."

"Quando o discípulo for capaz de entrar no Templo do Saber, 
encontrará sempre o seu Mestre."

"Distancia-te na batalha que se irá travar e, ainda que combatas, não sejas o guerreiro. Procura o Guerreiro e deixa que ele combata por ti. Recebe Dele as ordens para a batalha, e obedece-lhe. Obedece-Lhe, não como se ele fosse um general, mas como se fosse tu-próprio, e as tuas palavras faladas a expressão dos teus desejos secretos, porque ele és tu-próprio, mas infinitamente mais sábio e mais forte do que tu és. Procura-O bem; se não, na febre e na pressa da batalha, podes passar por Ele, e Ele não te conhecerá a não ser que o conheças. Se o teu grito encontrar o Seu ouvido atento, então Ele lutará em ti e encherá o inerte vácuo interior. E se for assim, então poderás atravessar a batalha calmo e sem cansaço, pondo-te de lado e deixando que Ele se bata por ti. Então te será impossível errar uma cutilada. Mas se O não procurares, se passares por Ele, então não haverá para ti salvaguarda. O teu cérebro ondeará, o teu coração se tornará irregular, e na poeira do prélio te falharão a vista e os sentidos, e não poderás distinguir os teus amigos dos teus inimigos. Ele és tu-próprio. Tu, porém, és apenas finito e susceptível de erro; Ele é eterno e está seguro. Ele é a verdade eterna. Uma vez apossado de ti e tornado o teu Guerreiro, nunca te abandonará; e no dia da Grande Paz tornar-se-á uno contigo."

"Tão-somente através do teu próprio Coração vem a única Luz 
que poderá Iluminar tua vida e torná-la clara a teus olhos."

"Procura em teu Coração a raiz do mal e arranca-a. Esta raiz vive no Coração do discípulo fervoroso, tanto quanto no homem de desejos. Somente o forte pode destruí-la. O fraco tem que esperar o seu crescimento, a sua frutificação e a sua morte."

"Não ouças senão a Voz que é insonora."

"O artista puro que trabalha por amor à sua obra, está, às vezes, mais firmemente colocado no caminho correto do que o ocultista que imagina ter removido seu interesse de si mesmo, mas que, na realidade, só ampliou os limites de experiência e de desejo, e transferiu seu interesse para coisas relativas a uma dimensão maior da vida."

"Não olhes senão o que é invisível, 
tanto ao sentido interno como ao externo."

"O grande perigo para o discípulo, através de sua peregrinação, é que uma semente de orgulho espiritual germine dentro de si e afogue sua natureza superior, antes que ele esteja consciente de seu crescimento e cresça como erva daninha em boa terra."

"A Palavra só vem com a Sabedoria. 
Alcança a Sabedoria e alcançarás a Palavra."

Referencias pela Fonte: 
http://paxprofundis.org/livros/mabel/collins.htm

Om, shanti. "Neste episódio, a professora Lúcia comenta os degraus esotéricos ou internos de 04 a 12 (da 2a.parte)"

Om, shanti.

"Neste episódio, a professora Lúcia 
comenta os degraus esotéricos ou internos de 04 a 12
(da 2a.parte)"

por NOVA ACRÓPOLE - Escola Internacional de Filosofia
Série: Comentários do livro LUZ NO CAMINHO 4 - DEGRAUS  04 a 12 
(da 2a.parte)

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Shalom!

"Entre as civilizações, como entre as pessoas, 
o diálogo sincero tornar-se-á criador de 
fraternidade e de paz." 
(Paulo VI)
"O amor não vê com os olhos, vê com a mente; 
por isso é alado, é cego e tão potente."

(William Shakespeare)

"Neste episódio, a professora Lúcia comenta os degraus exotéricos de 17 a 21 e 1 a 3 (da 2a.parte)"

Om shanti.

"Neste episódio, a professora Lúcia 
comenta os degraus exotéricos de 17 a 21
 e 1 a 3 (da 2a.parte)"
por NOVA ACRÓPOLE - Escola Internacional de Filosofia
Série: Comentários do livro LUZ NO CAMINHO 3 - DEGRAUS 17 a 21
e 1 a 3 (da 2a.parte)

domingo, 28 de outubro de 2018

"Neste episódio, a professora Lúcia comenta os degraus exotéricos de 8 a 16.:"

Om, shanti.

"Neste episódio, a professora Lúcia 
comenta os degraus exotéricos de 8 a 16.:"
por NOVA ACRÓPOLE - Escola Internacional de Filosofia
Série: Comentários do livro LUZ NO CAMINHO 2 - DEGRAUS 8 A 16
Namastê buscadores!

 “Dentro de ti está a luz do mundo” – diz o texto –
 “a única luz que pode ser projetada sobre o Caminho”. 

"Estas regras são para TODOS os que seguem o Caminho, para estes foram escritas e não há melhores. Elas nos foram dadas por aqueles que SABEM."
"Antes que os olhos possam ver, devem ser incapazes de lágrimas. 
Antes que o ouvido possa ouvir, deve ter perdido a sensibilidade. 
Antes que a voz possa falar em presença dos Mestres, 
deve ter perdido a possibilidade de ferir.
 Antes que a alma possa erguer-se na presença dos Mestres, 
é necessário que seus pés tenham sido lavados no sangue do coração. " 

(Mabel Collins)
Nascimento: 9 de setembro de 1851, Saint Peter Port
Falecimento: 31 de março de 1927, Gloucester, Reino Unido
Livro: Luz no Caminho

"Mabel Collins é lembrada hoje, quando em tudo, como sendo a autora do trabalho espiritual Light on the Path. Poucas pessoas percebem que ela era uma autora prolífica, escrevendo pelo menos 46 livros. Ela escreveu uma série de artigos, alguns dos quais formavam a base para seus livros e também era correspondente de moda do The World, escrevendo uma coluna regular. A maioria dos romances de Mabel é ficção romântica de sensações. Nos últimos anos, suas experiências no ocultismo e na teosofia foram usadas como base para sua escrita de ficção.  

O nome de Mabel aparece de novo e de novo em histórias teosóficas. No entanto, ninguém sabia muito sobre isso - na verdade, eu vi escrito que a vida dela era um completo mistério. Como muitos desses mistérios, a informação está lá assim que você começa a olhar. Mabel Collins foi uma figura instrumental na teosofia precoce, mas devido às disputas em que ela estava envolvida ela desapareceu mais ou menos dos livros de história. Ela era uma autora, uma médium, uma teosofista, uma escritora de moda, uma ativista anti-vivissecção ... a lista é muito mais longa do que a das realizações da maioria das pessoas."

sábado, 27 de outubro de 2018

Om, shanti. Série: Comentários do livro LUZ NO CAMINHO 1 - DEGRAUS 1 A 7

Om, shanti.

Série: Comentários do livro LUZ NO CAMINHO 1 - DEGRAUS 1 A 7

"NOVA ACRÓPOLE apresenta mais uma leitura comentada de valiosíssimo material para a expansão da consciência humana. Desta vez, a professora e voluntária LÚCIA HELENA GALVÃO comenta o livro LUZ NO CAMINHO, da escritora inglesa do século XIX, Mabel Collins. Esse texto traz parte do conteúdo de um livro antiquíssimo tibetano - LIVRO DOS PRECEITOS DE OURO.

Indica 21 leis (ou degraus) a serem seguidas por aqueles que QUEREM ENTRAR no caminho da elevação espiritual (degraus externos ou exotéricos), e outras 21 leis para os que chegam a esta condição e começam a trilhar de fato o Caminho (21 degraus esotéricos ou internos)."
por NOVA ACRÓPOLE - Escola Internacional de Filosofia
Série: Comentários do livro LUZ NO CAMINHO 1 - DEGRAUS 1 A 7
Neste episódio, a professora Lúcia comenta os degraus exotéricos de 1 a 7.

NOVA ACRÓPOLE é uma organização filosófica presente em mais de 50 países desde 1957, e tem por objetivo desenvolver em cada ser humano aquilo que tem de melhor, por meio da Filosofia, da Cultura e do Voluntariado.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Namastê buscadores!

 Élfico (Quenya): 
"Nai tielyar nauvar laiquë ar hwesta cana le"
Tradução Literal: 
"Que seus caminhos sejam verdes e haja brisa atrás de você"
por Marcus Viana - DANÇA ÉLFICA 1

Om, shanti.

Esclarece o papel da autoconsciência 
na construção do amor próprio. 


Imagem relacionada
Certa vez, estava mostrando para uma classe de crianças de 6 anos de idade alguns quadros que ilustravam o ciclo de vida da borboleta e perguntei-lhes como achavam que isso acontecia. A face de um pequeno menino iluminou-se e ele exclamou: “Eu sei, a lagarta tem o coração de uma borboleta!”. Que sábia alma velha. É verdade que se soubermos, dentro de nossos corações, em que queremos nos tornar, então nos tornaremos aquilo.
Uma amiga percebeu recentemente que ela só era capaz de se ver através dos olhos de outras pessoas. Um conselheiro perguntou-lhe como se via, e ela respondeu que as pessoas a achavam atraente, inteligente e divertida. Posteriormente, ao ser questionada a respeito do que ela via, percebeu com horror que não via nada, só um reflexo dela mesma nos olhos de outras pessoas, experimentando um profundo sentimento de estar desconectada de si mesma.  
É um sentimento assustador quando não sabemos quem somos. E muitos de nós não sabemos, ou chegamos a um ponto na vida onde buscamos seriamente um pouco de clareza. Nunca houve um tempo em que nós estivemos com mais necessidade de buscar algo como uma simples e velha sabedoria – a espiritual, ao invés de uma explicação material de quem nós somos. Por muito tempo fomos surpreendidos com uma identidade baseada em fatores externos como nosso trabalho, aparência, talentos e relacionamentos. Olhamos as outras pessoas, situações e circunstâncias para nos definirmos, para nos afirmarmos e para serem a fonte de nosso prazer. Nós nos perdemos ao nos compararmos com os outros e ao nos medirmos a partir de padrões materiais de sucesso e de realizações. 
Começar a nos recuperar dessa confusão significa uma mudança de percepção de autoconsciência física para autoconsciência espiritual ao nos vermos como uma alma ou consciência espiritual que está além da forma. O estado natural da alma é força interna, e a expressão mais elevada da alma é expressar aquela força na forma de amor, confiança, coragem, e muitas outras qualidades positivas. Ter nosso centro de gravidade firmemente ancorado nessa parte de nós torna-nos maiores que o detalhe de nossas vidas diárias. Dessa forma, para qualquer desafio que a vida nos apresente, podemos ficar firmes e sólidos. Ter uma experiência do Eu “traz um sentimento de estar em um terreno sólido dentro de si mesmo, num pedaço de eternidade o qual nem sequer a morte física pode tocar…” (Marie-Louise Von Franz).
É um grande desafio trabalhar com uma visão de si mesmo que está além da imagem! – para sua borboleta ter asas de compaixão, coragem, paz e amor ao invés de promoção, beleza, riqueza e sucesso! Ainda assim, tenho visto muitas pessoas que meditam pela primeira vez conectadas com essa realidade interna, suspirando aliviadas e compartilhando experiências de uma liberdade interna e leveza que nunca haviam sentido antes. 
É claro que o verdadeiro desafio vem na integração dessa experiência na vida diária. A autoconsciência espiritual não significa ignorar seu mundo físico, social e emocional, mas usar isso para lhe dar a força do poder, as ferramentas e forças para trazer a cura e mudança em todas as áreas de sua vida. Quando não há uma consciência espiritual, você pode se pegar tentando fazer mudanças superficiais quando as coisas dão errado, como colocar enfeites e decorações em cima de uma estrutura que está cedendo ou pôr mais cobertura em um bolo podre – o equivalente a comprar mais roupas, comer mais comida, ou beber mais álcool quando você se sente deprimido. Sem uma prática espiritual como a meditação, você pode saber muito bem que mudanças nas atitudes e comportamentos seriam boas para você, mas, simplesmente, não tem energia ou poder para colocá-las em prática.  
A energia e a força interna experimentadas na meditação o equipam com as armas certas para lutar uma guerra não violenta – armas como paciência, tolerância, perdão, compaixão, aceitação e generosidade. O quão profundamente acreditamos em nossos egos positivos e o quão reais tenham sido as experiências de nosso eu espiritual, essa realidade será inevitavelmente desafiada. Você pode acreditar ser uma alma pacífica, amorosa, mas será que consegue manter essa experiência face a doenças ou críticas? Uma consciência espiritual significa estar sempre pronto com as armas certas, onde batalha e vitória são uma oportunidade para a alquimia. Onde havia medo, deixe que haja coragem, onde havia mentiras e ilusões – verdade; onde havia raiva – aceitação; onde havia feridas – perdão. Ataques não virão somente de fora. Nossa autoimagem é feita de camadas e camadas de experiências passadas dentro do nosso próprio subconsciente na forma de hábitos profundamente arraigados de padrões negativos de pensamento e comportamento. Mudança duradoura e curativa requer um compromisso profundo para fazer emergir ouro a partir do chumbo.
Ao despertarem para a sua espiritualidade, as pessoas tipicamente descobrem um senso de propósito e significado na vida. Isso não deveria ser somente uma sensação passageira! O desafio é viver diariamente com um senso de significado e propósito. Será que você entende o significado dos papéis que desempenha, o trabalho que faz, os talentos que tem? Esse é um campo minado em potencial de tensão, frustração e tédio, de sonhos não realizados e sentimentos de fracasso. Ainda a partir de uma perspectiva espiritual, tudo o que você faz é apresentado exatamente com o que você precisa para seu crescimento e mudança interna. Você pode precisar estar em uma situação para aprender paciência e humildade. Você pode estar explodindo para mudar as coisas em um nível externo, mas a melhor coisa que pode fazer, agora mesmo, é mudar sua atitude e percepção frente ao que faz. E então, esperar pacientemente pelo momento quando a mudança que acontecerá não será uma reação contra algo ruim, mas uma escolha consciente para se mover em direção a algo bom.  
O que significa traduzir autoconsciência espiritual em suas relações com outras pessoas? Você é capaz de amar? Você se ama bastante para amar outras pessoas? – considerando o amor como um verbo e não algo que será achado numa pessoa ideal, ou numa situação ideal? – sendo tão comprometido para ver ouro em outras pessoas assim como você vê o ouro em você, apreciando o quão profundamente conectadas estão essas duas percepções? Quando nossos recursos internos estão fracos não conseguimos suportar os ataques e defesas de outras pessoas, e a coisa mais fácil que acontece é realçar suas fraquezas como um modo de evitar a responsabilidade por aquilo que estamos sentindo. Ser estável em nossa própria consciência do eu espiritual é ser capaz de reverter as coisas ao nosso redor, de forma a enfrentar alguém vindo de um contexto de raiva, medo ou ciúme. Passo a não ser ameaçado, mas posso desarmar a negatividade do outro ao vê-lo além daquilo, a partir de sua bondade. Para manter essa visão precisamos de muito poder espiritual. Quando você está cansado e com sua energia em baixa, apega-se à aparência externa das coisas e é muito mais fácil culpar, criticar e derrubar os outros.
A verdadeira consciência do eu é ver e aceitar o completo ciclo de vida de mudanças – que é a lagarta, o casulo e então, a borboleta; assim como o alquimista que usa o chumbo para fazer ouro e a luz do dia que sempre segue a noite. Uma perspectiva espiritual dá uma compreensão dessa história completa e permite ver a história de algum lugar “fora de” ou “além de” você, sem se prender muito a qualquer pormenor. Isso lhe permite ver fraqueza e força com equanimidade e estabilidade; vendo a fraqueza como uma realidade temporária, mas não a parte final da verdadeira identidade; vendo a fraqueza como o avesso da força e sempre fazendo a escolha para se mover de encontro à luz, movendo-se para o ouro e movendo-se para o voo.  
Sem ver todo o quadro, é muito fácil ficar preso a uma pequena parte da história. Muitas pessoas podem aceitar suas fraquezas, mas não suas forças. Quando indagados a listar coisas positivas e negativas sobre eles, a lista negativa vem mais fácil e é bastante longa! Talvez se sintam mais seguros ao ficarem em terreno familiar: “É minha personalidade ser assim”, “Eu não posso mudar, eu nasci assim!”. Ver a si mesmo em uma luz positiva é sair da zona de conforto em direção a um território perigosamente desconhecido. Faz-me lembrar das crianças cujo único modo de alcançar e estabelecer contato com os outros é por violência física, pois é a única linguagem que eles conhecem. Para elas, as estratégias de buscar atenção resultam em serem constantemente advertidas. Mas, através disso, adquirem exatamente o que querem: atenção. Para aqueles cujas novas e subsequentes experiências de vida foram caracterizadas pela dor e o sofrimento, é necessário um esforço hercúleo de vontade e coragem para dar um passo além disso e entrar numa linguagem de amor. 
Talvez menos comum, mas certamente um perigo potencial, é quando aceitamos nossas forças, mas vamos por vários caminhos a fim de evitar enfrentar e aceitar as fraquezas. Nenhum de nós é perfeito, e até mesmo as almas mais grandiosas têm um lado de sombra. E essa sombra tem de ser vista e abraçada se quisermos continuar crescendo. Coragem só pode vir ao se enfrentar o medo. Compaixão só pode vir ao se compreender a raiva. A paz que podemos experimentar está somente em contraste ao caos. Toda fraqueza é a força fora de equilíbrio: um sentimento de inutilidade pode ser humildade distorcida, e arrogância pode ser confiança por razões erradas. 
É uma arte olhar para a Bela e para a Fera com equanimidade. E a maior ameaça a isso é o medo. O medo é o grande espelho distorcido. Olhamo-nos no espelho e vemos a Fera, e ficamos com a Fera, porque ela diz “Eu não tenho nenhum motivo pelo qual viver” e tem muitas desculpas para não ter de fazer qualquer coisa. Ou, nós olhamos para dentro do espelho e vemos a Bela e ignoramos a Fera. E se a Fera não adquire pelo menos um aceno de reconhecimento, ela nos perseguirá, levando-nos ao labirinto de nosso subconsciente, demandando sacrifícios – uma oportunidade perdida aqui, uma relação danificada lá. Ela fará a sua cabeça, manifestando-se como projeções, negações, desculpas e distorções da verdade. Assim, a Bela tem de se apaixonar pela Fera para transformá-lo num príncipe. E o único modo para a Bela amar a Fera é ir além do medo. Olhe para dentro do espelho e veja além da Fera. Somente veja a luz. A luz preenche você com o amor e a coragem para enfrentar e transformar suas fraquezas, junto com a força para expressar sua determinação.
***
Por dezesseis anos, Lesley Edwards dedicou-se ao desenvolvimento espiritual interior com a Brahma Kumaris. Sua carreira levou-a a ensinar, e ela se entregou de coração a seu trabalho com crianças em diversas escolas de Londres. Permaneceu igualmente comprometida com sua busca espiritual. Como estudante e professora na Brahma Kumaris, ela foi um membro muito amado e respeitado na família BK. Por quase quatro anos, conduziu uma grande batalha interior com a esclerose múltipla e, por fim, o câncer. Faleceu em junho de 1999, mas o legado que deixou nos corações e mentes de todos que a conheciam foi a visão de imensa coragem, serviço altruísta e aceitação serena de seu papel entre nós nesta vida.
Durante seus últimos cinco anos, uma de suas principais áreas de foco foi o desenvolvimento da autoestima. Ela desenvolveu e conduziu cursos pelo Reino Unido, compartilhando tudo o que aprendeu em sua própria jornada. Este é o primeiro de dois artigos que ela escreveu antes de sua morte. Como você viu, pela maneira profunda e articulada com que discorre sobre esse importante tópico, ela realizou seu trabalho interno e nos falou diretamente de sua própria experiência.

(Brahma Kumaris)

Para mais informações sobre este e outros assuntos, conheça nossos Livros, CDs e DVDs.
Fonte: https://www.brahmakumaris.org.br
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O que é Mapa-Múndi?

mapa-múndi nada mais é que uma representação do nosso planeta. Também conhecido como “planisfério terrestre”, é uma imagem da superfície da Terra representada num plano. A origem de seu nome vem do latim: a palavra “mappa”, antes de significar realmente a representação de um território, significava “lenço”. “Mappa mundi” era a palavra em latim referente à representação de todo o território do mundo. Antes de aprendermos mais sobre o mapa-múndi, precisamos de uma noção básica de cartografia, apresentada no próximo tópico.

Cartografia

Cartografia

É chamada de cartografia a ciência dos mapas. Resumidamente falando, trata-se da área que aborda desde a concepção e produção até a utilização e estudo dos mapas. A cartografia é uma ciência indispensável aos estudos de geografia, porém suas aplicações tornaram-se bastante populares e invadiram o nosso dia a dia, fato que podemos comprovar, por exemplo, quando usamos aplicativos de smartphones que nos ajudam a encontrar o caminho até algum lugar.

Os primeiros mapas são datados do século VI a.C. Na Grécia Antiga, os gregos fundaram o mais importante centro de estudo e conhecimento geográfico da época no ocidente. Isso se deveu principalmente às expedições marítimas e militares. O mapa mais antigo já encontrado foi confeccionado em uma tábua de argila representando um estado da Suméria, local onde ele provavelmente foi feito.
Existem resquícios da cartografia ao longo quase toda a história do homem, desde a Pré-História, quando eram usadas representações do terreno para definir as áreas de caça e pesca. Também havia mapas na Babilônia, porém só no século III a.C. Eratóstenes de Cirene e Hiparco lançaram o que hoje é considerada a base da cartografia. Quanto mais o homem conhecia o mundo, mais a cartografia evoluía. Esse foi um período importante não só para o avanço da ciência dos mapas, mas também para a criação do mapa-múndi da maneira como conhecemos.
Atualmente, imagens aéreas e fotografia tiradas por satélites fazem parte das ferramentas comumente utilizadas na cartografia. O advento dos recursos tecnológico abriram a possibilidade de mapas cada vez mais precisos, porém o trabalho de um cartógrafo ainda é de extrema importância nesse meio. Existem diversos tipos de representações de terrenos, e cada uma das projeções cartográficas tem o seu próprio objetivo.

Projeções Cartográficas

As projeções cartográficas são técnicas essenciais para a cartografia e compõem o sistema que serve de base para criação dos mapas. Essas técnicas consistem na representação do globo (ou parte dele) em uma superfície plana. Tais representações nunca estão livres de distorções, e normalmente são trabalhadas de modo que possam valorizar uma característica em detrimento de outra. Por exemplo: um mapa que prioriza a fidelidade às formas do território paga o preço de ter suas proporções distorcidas em relação às reais.
Existem diversos tipos de projeções cartográficas, e elas podem ser classificadas de acordo com a superfície em que são projetadas e também de acordo com suas propriedades espaciais. Veja a seguir:

Classificação quanto à superfície de projeção:

  • Planas ou Polares: Também conhecidas como azimutais. Este é um tipo de projeção obtida com um plano tangente ao globo, que projeta uma imagem circular. É bastante usada em navegação aérea e para representação dos pólos. Nas projeções polares, as distorções aumentam conforme aumenta a distância do centro do mapa.
  • Cônicas: Este tipo é resultado da projeção do território sobre um cone que o envolve e depois é planificado. As projeções cônicas dão origem a mapas com formato de parte de um círculo. Tem paralelos e meridianos separados por medidas iguais.
  • Cilíndricas: Essa técnica consiste em envolver o globo com um cilindro, produzindo uma projeção em que há uma escala mais real nos arredores da Linha do Equador e em que paralelos e meridianos são retos e se cruzam em ângulos retos.

Classificação quanto às propriedades espaciais:

  • Conformes ou isogonais: Nesta projeção, os ângulos representados no mapa são iguais aos ângulos do globo e há distorções das áreas.
  • Equidistantes: O objetivo desta projeção é manter a escala real ao longo de certas linhas. Normalmente as projeções azimutais são equidistantes.
  • Equivalentes ou isométricas: Esta projeção mantém as proporções das áreas, porém a forma e os ângulos dos continentes sofrem distorções.

Representações do Mapa-Múndi

Em toda a história da cartografia, o mapa-múndi foi representado de diversas formas, cada uma com características e objetivos diferentes. Conheça a seguir as mais famosas projeções cartográficas do nosso globo.

Projeção de Mercator

Esta representação cilíndrica e conforme foi apresentada por Geradus Mercator, em 1569. Os paralelos afastam-se entre si à medida que se distanciam da Linha do Equador, o que resulta em polos muito grandes.
Projeção de Mercator

Projeção de Robinson

Desenvolvida para minimizar as distorções das áreas e dos ângulos, esta projeção cilíndrica criada por Arthur H. Robinson é uma das que melhor representam as formas e áreas dos continentes, mesmo distorcendo um pouco os polos. Os paralelos são representados como linhas retas e os meridianos são curvos.
Projeção de Robinson

Projeção de Behrmann

Assim como a representação de Peters, esta projeção também preza pela fidelidade às áreas e apresenta distorção de formas dos continentes, além de ter também um alongamento das Américas e da África.
Projeção de Behrmann

Projeção azimutal equidistante polar

O nome desta projeção fala por si mesmo: ela é do tipo azimutal, ou seja, trata-se de uma imagem do globo projetada sobre uma superfície plana. Além disso, as distâncias estão em escalas fiéis. No caso desta, em particular, o centro da projeção é o Polo Norte.
Projeção azimutal equidistante polar

Projeção descontínua de Goode

A projeção descontínua de Goode é uma modificação da projeção de Moolweide, eliminando várias partes de oceanos. Além disso, os meridianos centrais da projeção correspondem quase perfeitamente aos meridianos centrais dos continentes.
Projeção descontínua de Goode

Projeção Sinusoidal

Esta projeção é equivalente e “pseudocilíndrica”. Possui os paralelos retos e os meridianos vão se curvando conforme a longitude aumenta, fazendo com que a representação da Terra fique com um formato parecido com o de um losango, porém com as extremidades horizontais arredondadas.
Projeção Sinusoidal

Projeção de Peters

Também conhecida como Projeção de Gall-Peters, foi proposta inicialmente por James Gall, em 1885, e retomada por Arno Peters em 1973. É uma projeção cilíndrica e equivalente, com representação da área dos continentes bem fiel, mas uma distorção na forma. É considerada uma projeção “terceiro-mundista”, visto que realça os países historicamente subdesenvolvidos. Foi batizada pelo próprio Peters como “mapa para um mundo mais solidário”.
Projeção de Peters

Projeção de Mollweide

Criada por Karl Mollweide, em 1805, com o objetivo de corrigir a projeção de Mercator. É uma projeção cilíndrica e tem os meridianos curvos, fazendo o mapa tomar a forma de uma elipse. Seu objetivo é a conservação das áreas, sendo assim do tipo equivalente.
Projeção de Mollweide

Projeção de Albers

Esta projeção, usada em uma província do Canadá e pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos, é do tipo cônica e equivalente. É representada como um semicírculo e apresenta fidelidade quanto às áreas dos continentes.
Projeção de Albers

Projeção de Hölzel

Esta projeção tenta se assemelhar à forma do nosso globo terrestre. É uma projeção cilíndrica e equivalente, com o contorno de elipse, porém com os pólos achatados.
Projeção de Hölzel

Projeção de Van Der Grinten

Esta projeção foi proposta em 1904, por Alphons Van Der Grinten. Trata-se de uma projeção cilíndrica. As linhas meridionais se curvam à medida em que aumentam de longitude, e o globo fica representado dentro de um círculo. Os pólos sofrem uma grande distorção nesta projeção.
Projeção de Van Der Grinten

Planisfério

O planisfério é a planificação de uma esfera celeste que mostra parte do céu visto em uma determinada latitude pelo período de um ano. Apesar de ser considerado uma carta celeste, que é um mapa do céu noturno, o planisfério é um pouco diferente dos tipos mais simples, uma vez que consegue abranger o período de um ano em sua representação. A Lua, o Sol e os planetas não são incluídos no planisférios, uma vez que sua posição muda muito mais freqüentemente que a das estrelas. Apenas as estrelas mais brilhantes vistas da Terra são representadas.
Planisfério
A luz do Sol ofusca a nossa visão das estrelas durante o dia, por conta disso elas são visíveis apenas no céu noturno. Isso também significa que não podemos ver todas as estrelas em volta da Terra pelo período de um dia, mas durante o ano, com o movimento de translação da Terra em torno do Sol, o céu noturno vai mudando aos poucos. A cada dia, nosso planeta se move aproximadamente 1º, e como consequência vemos o Sol se movendo 1º para o leste (embora essa mudança sutil não seja percebida diariamente). A imagem do céu noturno acompanha esse movimento e as estrelas aparecem a 1º de diferença a oeste em relação ao dia anterior. Depois de um ano, suas posições voltam àquelas do início.
Independente da posição em que você se encontre na Terra, só é possível ver uma parte do céu. A posição em relação à latitude, ao contrário da longitude, é relacionada ao posicionamento vertical no planeta Terra, e cada um desses pontos tem uma visão diferente do céu, com as estrelas em posições diferentes. Muitas vezes, para latitudes muito próximas um mesmo planisfério pode servir, uma vez que a posição entre os astros não muda tanto. Outra curiosidade é que um mesmo planisfério de uma determinada latitude pode ser usada em qualquer longitude.
A palavra planisfério também costuma ser usada para designar a representação da superfície da Terra num plano, e neste caso dizemos trata-se de um planisfério terrestre.

Pangéia e a teoria da deriva dos continentes

Existe uma teoria de que os continentes nem sempre estiveram nas posições que estamos acostumados a ver nos mapas. Essa ideia foi proposta pela primeira vez por Abraham Ortelius, em 1596. Sua suspeita era de que as Américas foram “recortadas” da África e da Europa, e que isso podia ser notado nos contornos dos continentes. Mesmo com essa sugestão tão antiga, apenas em 1912, com a publicação da teoria “Deriva dos Continentes”, de Alfred Lothar Wegener, um meteorologista alemão, é que a ideia da deriva continental ganhou atenção e foi considerada pelo meio científico. Para Wegener, além das semelhanças nas costas dos continentes, fósseis da mesma espécie encontrados nas costas tanto da África quanto da América, que são separadas por um oceano, eram evidências inegáveis de que em algum momento da história do nosso planeta esses territórios já tinham sido um só.
Pangéia
Alfred Wegener viu esses fósseis como a prova que faltava para validar sua teoria, uma vez que foram comprovados que eram da mesma espécie e que seria impossível esses indivíduos terem atravessado o oceano a nado. Surgiu assim a idéia da Pangeia, um continente único que teria dado origem a todos os outros a partir da sua divisão.
Baseado na teoria de Alfred Wegener, o geólogo sul-africano Alexander Du Toit propôs que a Pangeia inicialmente dividiu-se em dois grandes continentes: Laurásia e Gondwana. Esses, por sua vez, se dividiram formando os continentes que conhecemos hoje. Essa ideia da formação dos continentes se apóia em algumas provas encontradas pelo mundo, como resquícios de plantas tropicais na Antártica -- que sugerem que o continente gelado já esteve perto dos Trópicos -- e materiais glaciais encontrados na área desértica da África.
Quando pensamos nesta teoria da deriva continental, fica difícil imaginar quantidades de terra tão grandes como os continentes se movendo sobre o mar. O que explica essa movimentação é a existência das placas tectônicas, placas de terra que estão “boiando” sobre o manto de magma no interior do nosso planeta. Essa movimentação é lenta, e para chegar da Pangeia até os continentes atuais levaram centenas de milhões de anos. Além disso, até hoje as placas se movem e isso pode ser sentido nos terremotos e maremotos.

Linhas imaginárias

Os pólos terrestres são dois pontos naturais causados pelo movimento da Terra em torno do seu eixo. Nesses pontos que está baseada a rede geográfica, que é formada pelas linhas imaginárias que têm o objetivo principal de determinar as coordenadas de pontos da superfície terrestre, as chamadas coordenadas geográficas. Existem dois tipos de linhas imaginárias: os meridianos, que seguem o eixo terrestre, indo de norte a sul; e os paralelos, que são perpendiculares ao eixo do planeta e dão a volta em sua superfície.
A palavra “meridiano” significa literalmente “linha de lugares que tem o meio-dia no mesmo momento”, ou seja, os meridianos são as linhas que, além de definirem a longitude (posição geográfica de leste a oeste), definem os fuso horários. Já os paralelos são os círculos perpendiculares ao eixo terrestre -- e, portanto, paralelos entre si --, são as linhas que definem a latitude (posição geográfica de norte a sul).
Dentre os paralelos e meridianos, algumas linhas são bem importantes e merecem destaque. Veja a seguir.

Linha do Equador

A Linha do Equador é aquela que divide nosso planeta em dois hemisférios: o sul (ou meridional) e o norte (ou setentrional). É o ponto de latitude 0° do planeta Terra, ou seja, é o meio horizontal da esfera que a dividi em duas partes iguais. É a partir dele que os outros paralelos são contados.

Meridiano de Greenwich

Diferente do que acontece com os paralelos, qualquer meridiano divide o planeta em duas partes iguais, uma vez que eles seguem o eixo terrestre. Entretanto, um deles foi eleito como o ponto de longitude 0° do planeta: o meridiano de Greenwich, estabelecido como o “centro do mundo” em 1884. O local onde a linha passa fica perto do centro de Londres, na Inglaterra. Divide o planeta entre leste (oriente) e oeste (ocidente), além de ser o ponto 0 para a definição dos fusos horários.

Linha Internacional de Data

Também conhecida como LID, a Linha Internacional de Data é a linha imaginária que indica quando acaba um dia e quando um novo se inicia. Foi definida ao fim do século XIX, é quase como um antimeridiano de Greenwich, localizado a 180 graus em relação ao meridiano inicial. Porém, como se trata de um fuso, não segue uma linha reta, fazendo desvios, cortando o Estreito de Bering e contornando o Kiribati. A LID determina a mudança de data civil na Terra, instituída por convenção internacional. Enquanto à sua direita (ocidente) possui uma dia a menos, sua esquerda (oriente) possui um dia a mais. É por isso que costumamos dizer que se “perde” um dia em uma viagem do Ocidente ao Oriente e se “ganha” um dia no sentido inverso.

Trópico de Câncer e Trópico de Capricórnio

Os trópicos de Câncer e de Capricórnio são paralelos localizados nos hemisférios norte e sul, referentes às latitude 23°26’ e -23º26’, respectivamente. São as linhas às quais a radiação solar incide perpendicularmente no solstício de verão de cada um dos hemisférios. São esses trópicos que delimitam as regiões intertropicais. Além disso, são linhas que ajudam na compreensão do clima terrestre e são usadas para a divisão das zonas térmicas, junto com o Equador e os Círculos Polares.

Curiosidades

O primeiro mapa-múndi

O mapa-múndi mais antigo já encontrado tem sua origem na Babilônia, entre os séculos VII e VI a.C. Feito em argila, foi a primeira representação gráfica a apresentar a superfície do planeta com dois hemisférios lado a lado. O mapa foi desenhado com base em informações fornecidas por navegantes e representava o mundo com um rio de água salgada em sua volta, chamado Oceanus.
O primeiro mapa-múndi com a representação gráfica que conhecemos atualmente foi desenhado em 1507 por Martin Waldseemüller, um cartógrafo alemão, e dividia a Terra em Oriente e Ocidente. Waldseemüller foi o primeiro a utilizar o termo “América” para designar o “novo mundo”. Há uma outra versão que diz que o primeiro mapa-múndi foi feito em 1502, a mando do espião italiano Alberto Cantino, e o mapa foi chamado de Planisfério de Cantino.

Bandeira da ONU

Bandeira da ONU
Bandeira da ONU
A Organização das Nações Unidas (ONU) é uma organização nacional que visa melhorar o relacionamento entre os países em diversos setores, como segurança , direitos humanos e saúde, além de promover a paz mundial. Sua bandeira precisava passar essa noção de união, então foi eleito como seu símbolo uma projeção azimutal equidistante polar, centrada no Pólo Norte. Assim, todos os países e continentes (com exceção da Antártica) podem ser representados de forma mais igualitária. Os ramos de oliveira dos dois lados do mapa representam a paz em todo o globo.

Fonte: https://www.estadosecapitaisdobrasil.com/mapa-mundi/