Livres
Livres como o Vento primordial, seguimos —
não dispersos,
mas conduzidos pelo sopro invisível
do Criador.
Vibramos pensamentos
como asas sutis que aprendem a planar
ao sabor da consciência desperta.
Livres no Amor, crescemos.
Não em altura externa,
mas em profundidade de ser.
Caminhamos em busca de nós mesmos
até perceber
que sempre habitamos
o próprio coração do Eterno.
Livres na Verdade, resplandecemos.
Acolhendo diferenças
como notas diversas
de uma mesma sinfonia sagrada.
Harmonia não é uniformidade —
é unidade que honra a multiplicidade.
Livres para Amar, transcendemos.
Como águas que fluem
pelas complexidades da terra,
atravessamos nossos desejos mais profundos
sem nos aprisionar a eles.
Livres do medo,
a mente se expande
quase tocando o Céu —
não por fuga,
mas por elevação.
Sentimos o Amor florescer,
a alma entoar seu cântico antigo,
a alegria crescer
como aurora que não se cansa de nascer.
E o poder da Criação
nos rejuvenesce por dentro —
ensinando-nos a criar,
criar e criar…
não por vaidade,
mas por participação consciente
na Obra maior.
Livres, descobrimos a força da União:
força suave, porém invencível,
que somente o Amor sustenta
e que a fé burila
como quem lapida um diamante oculto.
Livres, semeamos intenções puras,
germinamos ações luminosas,
e percebemos a presença
da amada Paz do Criador —
Sol interior
que nos faz brilhar sem competir.
Pura chama.
Viva luz.
E assim ampliamos as nascentes oportunidades
de cada gesto compartilhado,
sabendo que a verdadeira liberdade
não é fazer o que se quer,
mas tornar-se aquilo que se É.

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