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Para atingir o supremo ideal do mundo – paz por meio da fraternidade –, possa a yoga, a ciência da comunhão pessoal com a Divindade, espalhar-se com o tempo entre todos os homens, em todas as terras.”
Trabalho filantrópico para o bem comum: SOMOS UM TODO CHAMADO AMOR. “Seja um estudante, não um seguidor… debata, pondere e considere de todos os ângulos.” (Jim Rohn). Aqui, toda leitura que gera consciência pode se tornar semente, e, quando compartilhada, amplia o bem. Este espaço não busca números, mas alcance de consciência. Se fizer sentido para você, compartilhe.

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Namastê buscadores!
A importância da cultura maker na educação
Cultura Maker na Educação:
O que é e como funciona?
Ela está nas redes sociais, na televisão e nas revistas; faz parte da rotina de jovens criativos e de pessoas com desejo de colocar a mão na massa e criar seus próprios objetos. Estamos falando da cultura maker, movimento que se espalhou pelo mundo e encontrou adeptos em muitos espaços da sociedade, inclusive na educação.
Baseado na ideia de que qualquer pessoa é capaz de construir suas próprias coisas, e com a tecnologia a favor como importante ferramenta criativa, a cultura maker chegou nas escolas como um instrumento pedagógico aliado das metodologias ativas de aprendizagem.
Mas como esse movimento cultural começou? Como a cultura maker na educação se tornou uma tendência? E afinal, ela traz benefícios para o desenvolvimento dos alunos?
Tentando responder essas e outras perguntas sobre a cultura maker na educação, o TutorMundi elaborou este artigo completo sobre o tema. Boa leitura!
O que é cultura maker?
A cultura maker é um conceito difundido em 2005, em uma publicação chamada Revista Make. Logo após seu lançamento, uma convenção de criadores, realizada em 2006, chamada Maker Faire, fundou os pilares do movimento e o tornou popular no mundo todo.
Hoje, o movimento maker está presente em festivais, espaços colaborativos, laboratórios e fábricas espalhadas em centenas de países.
A concepção da cultura maker absorveu ideias de movimentos anteriores. É possível associá-la ao Do it Yourself (DIY, ou faça você mesmo) do punk rock dos anos 1970, além da influência da criação dos primeiros computadores domésticos, nos anos 1980.
Esse movimento tem como características principais o uso da criatividade e dos recursos disponíveis para criar objetos, produtos e soluções para problemas do cotidiano.
Também conhecida pelo ato de “colocar a mão na massa”, a cultura maker motivou muitas pessoas a buscarem alternativas para empreender e construir, utilizando recursos como programação, eletrônica e robótica na resolução de questões da sociedade.
O físico estadunidense Chris Anderson, autor do best seller “A Cauda Longa”, afirma que a cultura maker é uma nova revolução industrial, por transferir o poder de criação das grandes indústrias para as mãos das pessoas.
Conceitualmente, a cultura maker é definida em quatro eixos principais:
Como funciona a educação maker na prática?
A cultura maker na educação cria uma ponte entre o conhecimento teórico e a sua aplicação prática. Os alunos podem ver o resultado dos estudos se materializar e servir para resolver problemas reais.
Na escola, a educação maker pode acontecer tanto na sala de aula, utilizando materiais diversos para criar, como em salas dedicadas à prática, conhecidos como espaços maker.
Guia das Metodologias Ativas para escolas
Em ambientes mais modernos, é possível também dispor de equipamentos como impressoras 3D, máquinas de corte a laser, materiais para prototipagem, entre outros itens.
Entretanto, se a sua escola não dispõe de recursos tecnológicos, não desanime. O objetivo da cultura maker é estimular a criação e a colaboração na busca por respostas para desafios.
São exemplos práticos da cultura maker na educação:
Culinária na cultura maker
Independente do que for aplicado, é possível obter os benefícios da educação maker no processo de ensino-aprendizagem. Confira quais são eles a seguir.
Quais são os benefícios da cultura maker na educação?
A cultura maker é baseada em pilares que trazem muitas vantagens para o processo de ensino aprendizagem. Através da colaboração e da criatividade, o aluno é estimulado a desenvolver a sociabilidade e o trabalho em equipe na busca de soluções para os desafios.
O espaço maker também permite que o aprendizado aconteça em um ambiente mais acolhedor e estimulante, diferente dos modelos do ensino tradicional. O estudante é desafiado a desenvolver habilidades que vão além do conteúdo programático das aulas.
Na educação maker, além de buscar respostas com base naquilo que estudaram nas aulas, o aluno desenvolve a curiosidade, a liderança e a comunicação, tornando-se protagonista do próprio aprendizado.
Como explicamos neste artigo do nosso blog, atividades que colocam o aluno em movimento e em papel ativo na construção do conhecimento são capazes de ativar camadas profundas da pirâmide de aprendizagem, com maiores níveis de retenção.
Também podemos associar a prática da cultura maker na educação às metodologias ativas de aprendizagem.
Outro fator que joga a favor da educação maker é a possibilidade de estimular o pensamento crítico nos alunos. Na proposta de soluções para problemas cotidianos, os alunos podem ser inseridos a questões como reciclagem, desigualdade social, cuidados com o meio ambiente, saneamento, entre outros temas sociais.
Como aplicar a cultura maker na educação?
A adoção da cultura maker nas escolas não pode ser vista apenas como a inclusão de novas tecnologias, mas como uma ferramenta para revolucionar a educação. Um fator fundamental para o sucesso é a capacitação e a formação continuada de professores.
Implementar novas metodologias educacionais exige cuidado, principalmente ao adotar propostas que modificam o formato tradicional que os professores estão acostumados a ensinar. Por isso, a decisão deve ser estratégica e envolver muito treinamento.
A gestão escolar pode oferecer para os professores cursos sobre a metodologia, com o objetivo de capacitar o corpo docente para atuar com a cultura maker na educação.
Com a equipe docente alinhada, é necessário escolher quais metodologias serão utilizadas, de acordo com os recursos financeiros, espaciais, pessoal e físico disponíveis.
A cultura maker pode fazer parte do planejamento escolar da escola, integrando o projeto político pedagógico, servindo inclusive como diferencial competitivo que vai destacar a instituição da concorrência e trazer novos alunos.
Conclusão
Modernizar as escolas faz parte do compromisso firmado na Base Nacional Comum Curricular para oferecer um ensino de qualidade para todos. Mais do que inserir tecnologias em sala de aula, essa modernização está ligada à metodologias inovadoras, que colocam o aluno no centro do processo de aprendizagem e estimulam o seu protagonismo.
Portanto, à primeira vista, cultura maker pode parecer uma abordagem muito cara para algumas escolas, mas a sua aplicação não depende de grandes investimentos. O essencial é promover um aprendizado criativo e colaborativo, com olhar para a sustentabilidade.
https://avamec.mec.gov.br/ava-mec-ws/instituicao/seb/conteudo/modulo/4427/uni1/slide5.html

(...) O movimento maker, ou “faça você mesmo”, descontrói os padrões de atividades estanques e permite que os alunos desenvolvam seu conhecimento teórico através da prática. Com as atividades maker, os alunos aprendem a partir da construção de seus projetos, tornando o aprendizado um processo prazeroso. São práticas que atraem os alunos, deixando-os mais interessados no ensino, estimulando o aprender, exercitando a concentração, a atenção, a memória e o pensamento.
Instituições que incorporam a cultura maker dentro de sala de aula colocam o processo de aprendizagem em destaque, e não o produto. O desenvolvimento de atitudes críticas e autônomas dos estudantes reconfigura o processo de ensino-aprendizagem elucidando os seguintes aspectos pedagógicos:
Quando inseridos na cultura de construir projetos com as próprias mãos, os estudantes são capazes de analisar, sintetizar, comparar, compreender e, a partir de conclusões, interferir em situações diversas. Essas práticas contribuem para a formação de cidadãos críticos e, por isso, tem ganhado notoriedade em espaços escolares.
A inserção da educação maker nas escolas pode acontecer aliada à tecnologia, com a criação de espaços dedicados às experimentações e atividades prática. Mas, também é possível aplicar a cultura maker numa rotina de aprendizado com estruturas menores, considerando o que a criatividade e o orçamento permitirem.
A disciplina do Pensamento Computacional apresenta fundamentos da Ciência da Computação para desenvolver habilidades relacionadas à resolução de problemas. O conteúdo programático evolui conforme uma trilha de aprendizagem que vai da Educação Infantil aos Anos Finais do Ensino Fundamental. O processo é dividido em etapas que consideram eletrônica digital, robótica, programação e inteligência artificial. Os métodos e produtos estão baseados em recursos didáticos do movimento maker para solucionar problemas interdisciplinares.
Já na disciplina prática de Empreendedorismo Criativo, os alunos desenvolvem projetos reais multidisciplinares, ampliando e descobrindo suas habilidades e potências. Nela, os jovens do 9º ano do Ensino Fundamental ao 3ª ano do Ensino Médio são estimulados a desenvolverem habilidades empreendedoras e gerar soluções criativas para os desafios do futuro. Tudo isso em um ambiente colaborativo e dinâmico.
https://www.somoseducacao.com.br/educacao-maker/
***CULTURA MAKER NA EDUCAÇÃO É CAPAZ DE TORNAR O MODELO TRADICIONAL MENOS TEÓRICO E MAIS PARTICIPATIVO***