Shalom!

"No Amor fomos gerados.
No Amor nascemos."
Antes que houvesse forma, nome ou tempo, havia o Amor —
não como emoção passageira, mas como princípio vivo,
presença silenciosa, origem sem origem.
Dele viemos, não como estrangeiros criados à parte,
mas como centelhas acesas na mesma chama.
O Amor não nos foi dado — ele é o que somos,
desde antes do sopro, desde antes do ventre,
desde antes do verbo.
Fomos gerados no Amor:
no mistério que não precisa ser entendido, mas acolhido.
No silêncio onde o Todo se contempla.
E nascemos no Amor:
não só do ventre de uma mãe,
mas do seio do Invisível —
como rios que nascem da fonte e jamais deixam de lhe pertencer,
mesmo ao desaguar no mar.
A dor que sentimos na vida não é sinal de ausência,
mas de esquecimento.
A busca que carregamos não é por algo novo,
mas por algo antigo: o eco do lar que habita dentro.
Retornar ao Amor, então, não é ir a algum lugar,
mas desvelar aquilo que nunca deixou de ser.
"O que você procura, é o que você é."
