Trabalho filantrópico para o bem comum: SOMOS UM TODO CHAMADO AMOR. “Seja um estudante, não um seguidor… debata, pondere e considere de todos os ângulos.” (Jim Rohn). Aqui, toda leitura que gera consciência pode se tornar semente, e, quando compartilhada, amplia o bem. Este espaço não busca números, mas alcance de consciência. Se fizer sentido para você, compartilhe.
quinta-feira, 18 de setembro de 2025
Om, shanti.

A Dança dos Dois Ecos
Em nós, habitam ecos antigos,
feitos de janelas límpidas e escadas com floreiras,
onde os pensamentos caminham como rio sereno,
e cada gesto tem morada num sentido maior.
Também mora em nós um vento ardente,
que dança sobre um chão de estrelas cintilantes,
onde os sentimentos giram em redemoinhos de luz —
sem hora, sem margem, sem fim.
Um eco conta as cores do arco-íris com precisão.
O outro recolhe o perfume da chuva com o peito.
Um ordena o mundo com palavras...
O outro acolhe silêncios como relíquias.
Ambos nos habitam —
não em disputa, mas em rito.
No teatro das almas,
as cortinas se abrem, diariamente,
para o mesmo enigma sagrado:
pensamentos que congelam,
sentimentos que incendeiam.
Mas, quando um eco consegue se curvar ao outro —
não para dominá-lo, mas para acolhê-lo —
nasce o toque que cura,
e o olhar que vê além da forma.
É nesse instante tênue e sutil
que nos tornamos inteiros.
Nem só razão,
nem só emoção,
mas como uma dança antiga,
que começa com certeza
e termina em sagrado silêncio.
Pensar com o coração —
é música que pulsa em espirais,
escada de luz que sobe e retorna ao peito,
fazendo das memórias flores,
e da lógica, puro amor.
E, se um dia a estrada pesar em nossos ombros,
que nos lembremos das frutas além dos pomares.
E, se a ventania nos lançar ao caos,
que nos abracemos na firmeza da razão.
Há, em cada um de nós, dois ecos,
duas águas de uma mesma nascente.
E o mundo, em seu sussurro ancestral,
ainda canta:
Conhece-te.
Humaniza-te.
Integra-te.
A dualidade não é ruptura —
é ponte.
A mente que analisa,
o coração que sente —
ambos são asas do mesmo voo.
Que possamos ouvir nossos ecos
e, em sua dança,
tecer consciência com amor,
lucidez com ternura.
Pois viver plenamente
é lembrar, todos os dias,
da sagrada arte
de humanizar o ser com
presença e consciência.