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por VIATMOS
Flows of Universes —
Deep Space Ambient & Meditative Cosmic Journey
O Laboratório do Coração e o
Magnetismo Invisível
O jaleco desbota diante da aurora,
o trono de cinza desaba no chão.
A voz que mandava calar-se lá fora
não dita as regras na quarta dimensão.
Deixamos as salas de testes e espelhos,
as falsas correntes de um raio menor.
Nenhum simulacro nos dobra os joelhos,
perante a centelha do Todo-Amor.
A mente que outrora cedia ao comando,
no transe da egrégora que o medo criou,
agora desperta, seus corpos alinhando,
na pura frequência que a Fonte emanou.
Não há mais o agente, não há o instrumento,
a culpa adormecida no Karma se desfaz.
O Eu Superior assume o governo,
gerando o discernimento e a paz.
O fio sutil que liga o infinito
ao átomo livre que habita o peito,
não aceita o erro que foi prescrito,
nem marcha na via do falso direito.
Caminham os poucos que aguentam a estrada,
sem cercas no campo, sem dogmas no olhar.
A força divina, na alma ancorada,
é a única ordem que vamos escutar.
O teste acabou. O véu se rompeu.
O templo da escolha é o teu próprio altar.
E além das paredes de ferro e ensaio,
a vida se espalha em perfeita extensão.
A flor não pede licença ao raio
para erguer o perfume do chão.
Há um magnetismo que rege a semente,
um sopro divino que a terra conduz.
A seiva que sobe, sutil, consciente,
só obedece ao comando da luz.
O campo infinito que não tem cercas
se veste de cores que o olho não vê.
São as primaveras de leis universais,
tecendo o milagre que passa a ser.
A raiz que se ancora na noite profunda
não teme o mistério que habita o sutil.
Ela sabe que a força que o Cosmos inunda
deságua em fartura no peito que a ouviu.
Tudo é pulsação, harmonia e enlace,
o átomo dança no ritmo do Amor.
Como se o Invisível, por fim, mostrasse
que a única ordem é o desabrochar da flor.
Livre é o perfume que ganha o espaço,
livre é o espírito que aprendeu a voar.
No abraço eterno do campo cósmico,
somos a primavera que veio para ficar.
Om, shanti.