terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Om, shanti.

Lembre-se:
 "Que nem o mais forte dos ventos pode derrubar uma montanha."

“A percepção de ser uma alma, livre da influência limitada do corpo, afeta nosso pensar. Quando vejo a mim e os outros como almas, eu sentirei uma afinidade espiritual em relação a eles, mesmo quando sou consciente de que eles são diferentes de mim em muitos aspectos. Conexões entre almas são coloridas pelas qualidades inatas da alma: amor, paz, verdade e pureza. Quando vejo os outros como meus irmãos espirituais, filhos de um Deus, eu verei com compaixão e entendimento, além de seus papéis e erros...”
*
"Os obstáculos que surgem não são para prejudicá-lo, eles vem apenas para se despedir de você. Deixe-os vir e ir mas não deixe que os obstáculos sentem-se com você como seus convidados. Agora faça esse esforço: deixe que os obstáculos simplesmente venham e vão embora. Se você permitir que eles sejam seus convidados de novo e de novo, então isso tornar-se um hábito. Eles se sentiriam em casa com você. Portanto, deixe-os vir e deixe-os ir. Não tenha misericórdia deles."

(Brahma Kumaris)

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

"Como o Girassol que: "Busca e Acha" a Luz, o Brilho e o Calor dos estudos, dos conhecimentos para a nossa alma; Como a Borboleta que: Após o casulo das provas e expiações "Pede e Obtém" a transformação, voando a liberdade; ...

Om, shanti.
"Como o Girassol que: "Busca e Acha" a Luz, o Brilho e o Calor dos estudos, dos conhecimentos para a nossa alma;
Como a Borboleta que: Após o casulo das provas e expiações "Pede e Obtém" a transformação, voando a liberdade;
Como a Estrela que: Brilha a Luz onde há escuridão de nossas escolhas, pois o "Julgo é Suave e o Fardo é Leve";
Como a Pomba que: Transmite a semente da Boa Nova, do Consolador Prometido, do Evangelho de JESUS;
Como os corações: Onde manifestamos nossos sentimentos de FRATERNIDADE, AMOR, CARIDADE, ESPERANÇA."
(Angela Caneo)
80 anos
Centro Espírita "Ismênia de Jesus"
 Muito Trabalho, Amparo e Dedicação

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Shalom!

Como funcionam as 5  fases do amor

Em um artigo para o site MenAlive, o psicólogo Jed Diamond afirma que o amor tem exatamente 5 estágios, mas que a maioria das pessoas emperra e pula no terceiro. Conheça as características de cada um:
Fase 1 - Paixão: o momento de encantamento em que tudo parece maravilhoso no relacionamento, especialmente por estarmos inundados de hormônios relacionados à felicidade e ao bem-estar.

Fase 2 - Comprometimento: quando o casal percebe que a louca paixão dá lugar a um amor mais profundo e calmo. É o momento de alegria e satisfação, autoconhecimento e aceitação, em que ambos começam a vislumbrar laços ainda mais fortes e até a possibilidade de constituir uma família.

Fase 3 - Desilusão: segundo o especialista, é o período em que a maioria das pessoas sentem vontade de pular fora da relação e o ponto em que grande parte das uniões chega ao fim. A fase pode chegar aos poucos ou de uma vez, mostrando que pequenos defeitinhos no outro se tornam insuportáveis e a irritação e a decepção roubam o lugar da felicidade e da intenção de seguir adiante. Quem sobrevive, pode ainda experimentar outras duas fases.

Fase 4 - Amor real:  o estágio em que o casal conseguiu enfrentar a superar os dramas e as turbulências da terceira fase e percebem que, apesar de brigas e desilusões, sentem que o sentimento de carinho é maior e que merece ser cuidado. No período, os parceiros se unem para um bem comum e se apoiam mutuamente criando a compreensão do que é amar a si próprio e ser amado.

Fase 5 - Transformação: a fase do amor mais amplo e humanitário, quando os parceiros românticos estabelecem que a convivência a dois é feliz e saudável, sem margens para preocupações, e que agora, juntos, são até mesmo capazes de transformar o mundo. É neste período em que ocorre a compreensão de que, se puderam superar diversidades em nome de um bem maior, o mesmo conceito pode ser aplicado para a criação de um mundo melhor.

Fonte:
http://www.msn.com/pt-br/estilo-de-vida/relacionamento/psicólogo-diz-amor-tem-5-estágios-mas-maioria-de-nós-emperra-e-pula-fora-no-3º
Namastê!
Como funcionam as 5  fases do amor
Em um artigo para o site MenAlive, o psicólogo Jed Diamond afirma que o amor tem exatamente 5 estágios, mas que a maioria das pessoas emperra e pula no terceiro. Conheça as características de cada um:

Fase 1 - Paixão: o momento de encantamento em que tudo parece maravilhoso no relacionamento, especialmente por estarmos inundados de hormônios relacionados à felicidade e ao bem-estar.

Fase 2 - Comprometimento: quando o casal percebe que a louca paixão dá lugar a um amor mais profundo e calmo. É o momento de alegria e satisfação, autoconhecimento e aceitação, em que ambos começam a vislumbrar laços ainda mais fortes e até a possibilidade de constituir uma família.

Fase 3 - Desilusão: segundo o especialista, é o período em que a maioria das pessoas sentem vontade de pular fora da relação e o ponto em que grande parte das uniões chega ao fim. A fase pode chegar aos poucos ou de uma vez, mostrando que pequenos defeitinhos no outro se tornam insuportáveis e a irritação e a decepção roubam o lugar da felicidade e da intenção de seguir adiante. Quem sobrevive, pode ainda experimentar outras duas fases.

Fase 4 - Amor real:  o estágio em que o casal conseguiu enfrentar a superar os dramas e as turbulências da terceira fase e percebem que, apesar de brigas e desilusões, sentem que o sentimento de carinho é maior e que merece ser cuidado. No período, os parceiros se unem para um bem comum e se apoiam mutuamente criando a compreensão do que é amar a si próprio e ser amado.

Fase 5 - Transformação: a fase do amor mais amplo e humanitário, quando os parceiros românticos estabelecem que a convivência a dois é feliz e saudável, sem margens para preocupações, e que agora, juntos, são até mesmo capazes de transformar o mundo. É neste período em que ocorre a compreensão de que, se puderam superar diversidades em nome de um bem maior, o mesmo conceito pode ser aplicado para a criação de um mundo melhor.

Fonte:
http://www.msn.com/pt-br/estilo-de-vida/relacionamento/psicólogo-diz-amor-tem-5-estágios-mas-maioria-de-nós-emperra-e-pula-fora-no-3º

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Om, shanti.

"Seja humilde, e permanecerás integro.
Curva-te, e permanecerás ereto.
Esvazia-te, e permanecerás repleto.
Gasta-te, e permanecerás novo."
(Lao Tsé - Tao Te Ching)
por  Maria
Celebration ( Secret Garden )

Om, shanti.
Bênçãos e Orações Celtas:

ORAÇÃO CELTA DA MANHÃ
Amanheço hoje,
Com a forças do céu,
A luz do Sol,
O esplendor do Fogo,
O resplendor das chamas,
A velocidade do Vento,
A rapidez do Raio,
A firmeza da Rocha,
A estabilidade da Terra,
A profundidade do Mar.
Amanheço hoje,
Pelas forças secretas e
Divinas que me guiam...
Se olhas a vida com ambição
Corres o risco de perder tudo!
*
BÊNÇÃO  CELTA
Que a Luz da tua alma cuide de ti.
Que todas as tuas preocupações e ansiedades por envelhecer sejam transfiguradas.
Que te seja concedida uma sabedoria com o olho da tua alma,
 para vislumbrares esse belo tempo de colheita.
Que tenhas o compromisso de colher a tua vida, cicatrizar o que te feriu, 
permitir-lhe chegar mais perto de ti e fundir-se contigo.
Que tenhas grande dignidade e consciência do quanto és livre e,
 acima de tudo, que te seja concedida a maravilhosa dádiva de
 encontrar a luz eterna e a beleza que está no teu intimo.
Que sejas abençoado e que descubras um amor maravilhoso 
em ti por ti mesmo.
Autoria de John O’Donohue
*
ORAÇÃO CELTA
Que sejas abençoado nos Nomes Sagrados daqueles que suportam
 a nossa dor pela montanha da transfiguração acima.
Que conheças o suave abrigo e a graça restauradora quando
 fores chamado a resistir na morada da dor.
Que os pontos de escuridão no teu íntimo se voltem na direção da luz.
Que te seja concedida a sabedoria de evitar a falsa resistência e,
 quando o sofrimento bater à porta da tua vida, sejas capaz 
de lhe vislumbrar a dádiva oculta.
Que sejas capaz de enxergar os frutos do sofrimento.
Que a memória te abençoe e te abrigue com a arduamente obtida
 luz do esforço passado, que isso te dê confiança e segurança.
Que uma janela de luz sempre te surpreenda.
Que a graça da transfiguração te cure as feridas.
Que saibas que, embora a tempestade possa rugir, 
nem um fio do teu cabelo será magoado.
“Ecos Eternos” de John O’Donohue
*
ORAÇÃO CELTA
Que atendas ao teu anseio de ser livre.
Que as molduras da tua integração sejam suficientemente
 amplas para os sonhos da tua alma.
Que te levantes todos os dias com uma voz de bênção 
murmurando em teu coração que algo de bom te vai acontecer.
Que encontres uma harmonia entre a tua alma e a tua vida.
Que a mansão da tua alma nunca se torne um local assombrado.
Que reconheças o anseio eterno que vive no cerne do tempo.
Que haja benevolência no teu olhar quando contemplares o teu íntimo.
Que nunca coloques muros entre a luz e ti.
Que o teu anjo te liberte das prisões da culpa, medo, 
decepção e desespero.
Que permitas que a beleza espontânea do mundo invisível
 te recolha, cuide de ti e te inclua na integração.
“Ecos Eternos” de John O’Donohue
*
ORAÇÃO CELTA
Que despertes para o mistério de estar aqui e compreendas
 a silenciosa imensidão da tua presença.
Que tenhas alegria e paz no templo dos teus sentidos.
Que recebas grande encorajamento quando novas fronteiras acenam.
Que respondas ao chamado do teu Dom e encontre 
a coragem para seguir-lhe o caminho.
Que a chama da raiva te liberte da falsidade.
Que o ardor do coração mantenha a tua presença 
flamejante e que a ansiedade jamais te ronde.
Que a tua dignidade exterior reflita uma dignidade interior da alma.
Que tenhas humildade para celebrar os milagres
 silenciosos que não buscam atenção.
Que sejas consolado na simetria secreta da tua alma.
Que sintas cada dia como uma dádiva sagrada tecida 
em torno do cerne do assombro.
“Ecos Eternos” de John O’Donohue
*
BÊNÇÃO CELTA
No dia que o peso apoderar-se dos teus ombros, e tropeçares,
 que a argila dance, para equilibrar-te!
E, quando teus olhos congelarem, por trás da janela cinzenta, 
e o fantasma da perda chegar a ti...
Que um bando de cores, índigo, vermelho, verde
E azul celeste, venha despertar em ti, uma brisa de alegria.
Quando a vela se apagar no barquinho do pensamento, e uma
 sensação de escuro estiver sobre ti, que surja para ti, 
uma trilha de luar amarelo, para levar-te a salvo pra casa.
Que o alimento da terra seja teu!
Que a claridade da luz te ilumine!
Que a fluidez do oceano te inunde!
Que a proteção dos antepassados, esteja com você!
E assim... que um vento teça essas palavras de amor à tua volta,
 num invisível manto, para zelar por tua vida, onde estiveres.
Que assim seja!
E assim se faça.
*
*
"Sua autoria se perde no tempo,
 junto as tradições deste povo e sua magia."
(Blog - Coisas de Iarinha)
http://coisasdeiarinha.blogspot.com.br/2013/11/bencaos-e-oracoes-celtas.html

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Shalom!
por Anthonys Melodies
Leora - Anthony Greninger
*
Acima das Nuvens

De lá
acima do véu das nuvens 
onde o 
Princípio gerador da Vida,
vela silencioso
sobre as belezas do Infinito...

É dali que se aquieta
cada coração que desperta
para mais um giro da aurora
no universo abençoado.

Ali,
cada chama é mantida desperta,
e a Vida se derrama
em sutis raios de luz solar,
descendo, serena,
até os confins de todos os seres
como pura essência
de Amor divino em resplendor.

De lá
acima das nuvens 
brota a Inspiração da Vida,
Sopro invisível
que oxigena os pulmões
de incontáveis existências;

Que as sustenta
sob o manto guardião
da Mãe Natureza.

É dali que a luz
toca os bons sentimentos,
que a intuição desperta
a criatividade universal,
e que o tempo paciente
nos lapida
nos círculos infinitos do aprender.

De lá
vibra a Unidade
mistério silencioso
onde o Todo se reconhece.

O Amor Maior
se torna corrente viva,
e a fraternidade
germina como semente de paz
no interior do ser.

Ali,
os frutos de cada Estação 
no Espaço
e no Tempo 
amadurecem em segredo,
até que,
pela perseverança do espírito,
floresçam. 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Namastê!

"Quanto mais luz você deixa entrar, 
mais brilhante será o mundo em que vive."
(Shakti Gawain)


"O despertar da consciência muda os hábitos e a mudança de hábitos desperta a consciência.

Somos causa e efeito, simultaneamente. Qualquer novo insight que surge do estado consciente ocasiona uma revolução interna e consequentemente externa. 

Na realidade, tudo ocorre conectadamente, interno e externo. Qualquer mínimo movimento no sentido de se observar mais, por si só, move expressivas mudanças sem esforço. Mas, atenção, não crie expectativas. Muito menos, crie programas de mudanças de hábitos. 

Todo programa está ligado ao tempo, o que te prende ainda mais ao controle da mente, quando o caminho das mudanças é justamente a libertação dela. Comece de muito perto. Acolha o "agora" como poder interior. Não são os planos, esquemas, disciplina, metas e projeções que trazem resultados. Estes, são movidos pelo ego/tempo e geram círculos viciosos baseados no medo do fracasso, autocobrança e culpa.

As reais mudanças acontecem naturalmente. Os resultados nem sequer são esperados. Eles surgem espontaneamente. O poder está na meditação. Auto-observação! Aceite, primeiramente o estado em que se encontra agora. Pare de lutar consigo mesmo. 

Aumente as doses de autocompreensão e contemple a mágica que vem do teu próprio Ser."

(Valéria Centenaro)
Despertar Insights

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Namastê buscadores!
 
Abolindo Preconceitos!  

Ciganos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ciganos é um exônimo para roma (em singular: rom, termo que, traduzido para o português, significa "homem") e designa um conjunto de populações nômades que têm, em comum, a origem indiana e uma língua (o romani) originária do noroeste do subcontinente indiano. Também são conhecidos pelos termos boêmios, gitanos, calons (no Brasil), judeus (em Minas Gerais), quicos (em Minas Gerais e São Paulo),[17] calés e calós.
Essas populações constituem minorias étnicas em numerosos países e são conhecidas por vários exônimos. O endônimo "rom" foi adotado pela "União Romani Internacional" (em romani: Romano Internacionalno Jekhetanipe) e pela Organização das Nações Unidas.[18]
Na Europa, esses povos, de origem indiana e língua romani, são subdivididos em diversos grupos étnicos:
  • Rom (singular) ou roma (plural) propriamente ditos, presentes na Europa centro-oriental e, a partir do século XIX, também em outros países europeus e nas Américas;
  • Sinti, encontrados na Alemanha, bem como em áreas germanófonas da Itália e da França, onde também são chamados manoush;
  • Caló, os ciganos da península Ibérica, embora também presentes em outros países da Europa e na América, incluído o Brasil.
  • Romnichals, principalmente presentes no Reino Unido, inclusive colônias britânicas, nos Estados Unidos e na Austrália.
Além de migrarem voluntariamente, esses grupos também foram historicamente submetidos a processos de deportação, subdividindo-se vários clãs, denominados segundo antigas profissões e procedência geográfica, que falam línguas ou dialetos diferentes.[19]
Segundo um estudo feito pela revista Current Biology, a diáspora dos ciganos começou há 1500 anos no Noroeste da Índia.[20][21]
"Cigano" provém do termo grego bizantino athígganos.[22] "Gitano" provém do termo castelhano gitano.[23] "Judeu" provém do termo latino judaeu.[24] "Boêmio" é uma referência à antiga crença de a etnia ser originária da Boêmia, região da atual República Tcheca.[25]

História

Ver artigo principal: História do povo cigano
Em razão da ausência de uma história escrita, a origem e a história inicial dos povos roma foram um mistério por muito tempo. Até meados do século XVIII, teorias da origem dos roma se limitavam a especulações. No final do século, antropólogos culturais levantaram a hipótese da origem indiana dos roma, baseada na evidência linguística - o que foi posteriormente confirmado pelos dados genéticos.
Em 1777, Johann Christian Cristoph Rüdiger, professor da Universidade de Halle, na Alemanha, em carta ao linguista Hartwig Bacmeister, sugere uma possível ligação entre o romani e as línguas da Índia. Rüdiger baseava suas conjecturas em pistas fornecidas pelo próprio Bacmeister e por seu professor, Christian Büttner, mas também na sua própria pesquisa, realizada com a ajuda de uma falante de romani, Barbara Makelin, e apoiada em gramáticas hindustani. A hipótese teve ampla circulação entre seus colegas acadêmicos. Em 1782, Rüdiger publicou um artigo intitulado "Sobre o idioma indiano e a origem dos ciganos",[26] no qual compara as estruturas gramaticais do romani com as do hindustani. Trabalhos seguintes deram apoio à hipótese de que a língua romani possuía a mesma origem das línguas indo-arianas do norte da Índia. Baseado no dialeto sinti, este é o primeiro esboço gramatical acerca de uma variedade do romani, e é também a primeira comparação sistemática do romani com outra língua indo-ariana.[27]

Origem e migrações

Os roma originaram-se de populações do noroeste do subcontinente indiano, das regiões do Punjab e do Rajastão, obrigadas a emigrar em direção ao ocidente, possivelmente em ondas, entre c. 500 e 1000 d.C. Iniciaram a sua migração para a Europa e África do Norte, pelo planalto Iraniano, no século XI, por volta de 1050. A saída da Índia provavelmente ocorreu no contexto das invasões do sultão Mahmud de Ghazni (região do atual Afeganistão).[28] Mahmud fez várias incursões no norte da Índia, capturando os povos que ali viviam. Segundo o antropólogo José Pereira Bastos, professor da Universidade Nova de Lisboa, no inverno de 1019-1020, o sultão saqueou a cidade sagrada de Kannauj, que era então "uma das mais antigas e letradas da Índia, capturando milhares de pessoas, e vendendo-as em seguida aos persas". Estes, por sua vez, venderam os prisioneiros como escravos na Europa. No Leste Europeu, cerca de 2300 deles foram para a zona dos principados cristãos ortodoxos da Transilvânia e da Moldávia, onde foram convertidos em escravos do príncipe, dos conventos e dos latifundiários.[29]
Por volta do século XI, a língua romani já apresenta claros traços de línguas indo-arianas modernas.[30]
Já no século XIV, devido à conquista territorial e política de estados indianos, muitas caravanas rom partiram para a EuropaOriente Médio e Norte da África. É a segunda onda migratória que os roma denominam Aresajipe. Um primeiro grupo tomou rumo oeste e atingiu a Europa através da Grécia; o segundo partiu para o sul, adentrando o Império Bizantino e chegando à SíriaEgito e Palestina.
Na Europa, em razão de clivagens internas e da interação com as várias populações europeias, os roma emergiram como um conjunto de grupos étnicos distintos, dentro de um conjunto maior. Alguns desses grupos foram escravizados nos Bálcãs, no território da atual Romênia, enquanto outros puderam se movimentar, espalhando-se principalmente pela HungriaÁustria e Boêmia, chegando à Alemanha em 1417. Em 1422, chegaram a Bolonha. Em 1428, já havia ciganos na França e na Suíça. Em 1500, surgiram os primeiros ciganos ingleses.
A terceira onda migratória deu-se entre o século XIX e início do século XX, da Europa para as Américas, após a abolição da servidão na Europa Oriental, entre 1856 e 1864. Alguns estudiosos apontam, ainda, a ocorrência de uma outra grande migração, proveniente da Europa Oriental, desde a queda do Muro de Berlim em 1989.[31]
A migração dos ciganos para o Brasil é antiga: a documentação conhecida indica que sua história no Brasil iniciou em 1574, quando o cigano João Torres, sua mulher e filhos foram degredados para o Brasil. [32] Em Minas Gerais, a presença cigana é nitidamente notada a partir de 1718, quando chegam ciganos vindos da Bahia, para onde haviam sido deportados de Portugal.[33] No Brasil, estudos demonstraram a existência de ciganos de pelo menos dois grupos: os Calon que migraram para o país desde o século XVI, e os Rom que, de acordo com as indicações, migraram para o Brasil somente a partir de meados do século XIX.[34]

Perseguições

Ver também: Porajmos
Durante as perseguições do século XV, contra judeus e muçulmanos, começa também a caça aos ciganos. Segundo o antropólogo José Pereira Bastos, professor da Universidade Nova de Lisboa, "eram considerados vagabundos e delinquentes. Na Alemanha e nos Países Baixos, eram exterminados a tiros por caçadores pagos por cabeça. Na Europa, o propósito de extermínio dos ciganos sempre foi muito claro".[29] Os anos de 1555 e 1780 são particularmente marcados por atos de violência contra os ciganos, em vários países.
A falta de uma ligação histórica precisa a uma pátria definida ou a uma origem segura não permitia que fossem reconhecidos como grupo étnico bem individualizado, ainda que por longo tempo tenham sido qualificados como egípcios. O clima de suspeitas e preconceitos se percebe no florescimento de lendas e provérbios tendendo a pôr os roma sob mau prisma, a ponto de recorrer-se à Bíblia para considerá-los descendentes de Caim, e portanto, malditos.[35][36] Difundiu-se, também, a lenda de que eles teriam fabricado os pregos que serviram para crucificar Jesus (ou, segundo outra versão, que eles teriam roubado o quarto prego, tornando, assim, mais dolorosa a crucificação). Caracterizados pelo nomadismo, o modo de vida dos ciganos e suas condições de subsistência são sempre determinados pelo país em que se encontram: os mais ricos são os ciganos suecos e os mais pobres encontram-se nos Bálcãs e no sul da Espanha.
Embora mantendo sua identidade, em alguns aspectos os roma revelam grande capacidade de integração cultural: sempre professam a religião local dominante, da mesma forma que suas danças, músicas, narrativas e provérbios manifestam a assimilação da cultura no meio em que vivem. Sua capacidade de assimilar a música folclórica permitiu que muitas peças fossem salvas do esquecimento, principalmente as do Oeste Europeu. Excluindo as publicações soviéticas sobre o assunto, existem apenas nove livros escritos em romani.
Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), entre 200 000 e 500 000 ciganos europeus teriam sido exterminados nos campos de concentração nazistas. Entre os roma, o massacre é denominado de porajmos e começou a ser recuperado pela historiografia apenas a partir dos anos 1970.[37]
No dia 2 de abril de 2009, o presidente do Parlamento EuropeuHans-Gert Pöttering, recebeu um prêmio pelo trabalho desenvolvido pelo Parlamento Europeu na defesa dos direitos da comunidade rom na Europa. O prêmio foi entregue por representantes das principais organizações europeias, em nome da comunidade rom, antes do Dia Internacional dos Roma, que se celebra no dia 8 de abril.[38] Dos 12 a 15 milhões de roma que vivem na Europa, 10 milhões vivem em Estados-Membros da União Europeia, a maioria dos quais adquiriu a cidadania europeia com o alargamento de 2004 e a adesão da Romênia e da Bulgária em 2007.

Deportação de ciganos da França em 2010

Em fins de julho de 2010, o presidente da FrançaNicolas Sarkozy, decidiu, após dois incidentes envolvendo membros franceses da comunidade cigana, promover o retorno em massa dos roma à Romênia e Bulgária,[39] o que suscitou uma grande polêmica.[40]

Polêmica envolvendo o termo

Em 2012, o Ministério Público Federal (MPF) do Brasil ajuizou, no dia 22 de fevereiro uma ação civil pública contra a Editora Objetiva e o Instituto Houaiss, solicitando a imediata retirada de circulação, suspensão de tiragem, venda e distribuição das edições do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, sob a alegação de que a publicação é discriminatória e preconceituosa em relação à etnia cigana.[41][42][43][44][45][46] A palavra "cigano" tem, no dicionário, como um de seus significados, "que ou aquele que trapaceia; velhaco, burlador" e "que ou aquele que faz barganha, que é apegado ao dinheiro; agiota, sovina". Estes termos são expressos para uso da palavra cigano de forma pejorativa, ou seja, de forma depreciativa.[47][48][49][50][51]

Genética

Estudos genéticos confirmam a Índia como sendo o local de origem dos ciganos. De acordo com um estudo genético, a análise de linhagens uniparentais revela com consistência o Noroeste da Índia como sendo a região de origem dos ciganos.[52]
Um estudo genético de 2012 também chegou à mesma conclusão, tendo inferido que a origem dos ciganos teria se dado por volta de 1500 anos atrás, sendo que após rápida migração os ciganos teriam alcançado a Europa aproximadamente 900 anos atrás.[53]
Um estudo genético de 2011, focado no estudo de linhagens maternas (DNA mitocondrial), também verificou a origem indiana dos ciganos, tendo apontado o estado do Punjab como a fonte de origem deles.[54]
Assim, tanto no sentido cultural, como a sua associação genética aos demais grupos indo-europeus, desqualifica todos os argumentos defendidos pelos nazistas no século XX de que os ciganos não fossem reconhecidos como "arianos". Cabe lembrar também que o próprio termo "ariano", vulgarmente usado para se referir aos caucasianos do ramo indo-europeu, deve ser evitado.

Demografia

Religião

Os roma não têm uma religião própria, um deus próprio, sacerdotes ou cultos originais. Parece singular o fato de que um povo não tenha cultivado, no decorrer dos séculos, crenças em uma divindade particular, nem mesmo primitiva, do tipo antropomórfico ou totêmico. O mundo do sobrenatural é constituído pela presença de uma força benéfica, Del ou Devél, e de uma força maléfica, Beng, contrapostas, numa espécie de zoroastrismo, provável resíduo de influências que esta crença teve sobre grupos que, em época remota, atravessaram o Irã. Ademais, as crenças ciganas incluem uma série de entidades, cuja presença se manifesta sobretudo à noite. Mas, em geral, os roma parecem ter-se adaptado, ao longo da história, às confissões vigentes nos países que os hospedaram, embora sua adesão pareça ser exterior e superficial, com maior atenção aos aspectos coreográficos das cerimônias, como as procissões e as peregrinações, próprias de uma religiosidade popular, sobretudo católica.
Um sinal de mudança se dá pela difusão do movimento pentecostal, ocorrida a partir dos anos 1950, através da Missão Evangélica Cigana, surgida na França. Em seguida a isso, registram-se, todavia, profundas lacerações no interior de muitas famílias, devido às radicais mudanças de costume que a adesão a essa religião impõe, dada a natureza fundamentalista do movimento religioso em questão. Tais imposições, muitas vezes, acabam por induzir os roma a uma recusa de suas peculiaridades culturais. Os ciganos são também uma linha cultuada e praticada na umbanda brasileira,[55] que apropria-se assim de simbolismos e práticas exógenas à cultura africana original, dentro do que possa ser entendido como um sincretismo religioso.

Idiomas

A maioria dos roma fala algum dialeto do romani, língua muito próxima das modernas línguas indo-europeias do norte da Índia e do Paquistão, tais como o prácrito, o marati e o punjabi.
Tanto o sistema fonológico como a morfologia podem ter sua evolução facilmente reconstruída a partir do sânscrito. O sistema numeral também reflete parcialmente o vocabulário sânscrito. Com as migrações, os roma levaram sua língua a várias regiões da Ásia, da Europa e das Américas, modificando-a. De acordo com as influências recebidas, distinguem-se dialetos asiáticos de europeus. Entre as línguas que mais influenciaram nas formas modernas do romani estão o grego, o húngaro e o espanhol.[carece de fontes]

Educação

Segundo o relatório de Ofsted de 1999, os alunos ciganos de famílias itinerantes apresentam resultados mais baixos que os de qualquer grupo étnico minoritário e são o grupo de maior risco no sistema de ensino no Reino Unido. O relatório Swann revela diversos factores que influenciam a formação de crianças ciganas da mesma forma que influenciam outros grupos minoritários étnicos. Entre estes factores, os que têm maior peso foram identificados como o racismo e discriminaçãomitosestereótipos e a necessidade de uma maior ligação das escolas com os pais das crianças ciganas. [56][57] [58][59][60]
No Brasil, Mirian Stanescon foi a primeira cigana a se formar num curso superior. Formou-se em direito na Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro, em 1973.[61]

Maiores concentrações rom no mundo

Os ciganos representam a maior minoria da Europa, cerca de 11 milhões.[62]s roma não representam, como já se salientou, um povo compacto e homogêneo. Mesmo pertencendo a uma única etnia, existe a hipótese de que a migração desde a Índia tenha sido fracionada no tempo e que, desde a origem, eles fossem divididos em grupos e subgrupos, falando dialetos diferentes, ainda que afins entre si. O acréscimo de componentes léxicos e sintáticos das línguas faladas nos países que atravessaram no decorrer dos séculos acentuou fortemente tal diversificação, a tal ponto que podem ser tranquilamente definidos como dois grupos separados, que reúnem subgrupos muitas vezes em evidente contraste social entre si.
As diferenças de vida, a forte vocação ao nomadismo de alguns, contra a tendência à sedentarização de outros pode gerar uma série de contrastes que não se limitam a uma simples incapacidade de conviver pacificamente. Em linhas gerais, poder-se-ia afirmar que os sintos são menos conservadores e tendem a esquecer com maior rapidez a cultura ancestral. Talvez este fato não seja recente, mas, de qualquer modo, é atribuído às condições socioculturais nas quais por longo tempo viveram.
Em comunicação apresentada durante o encontro "Ciganos no século XXI", realizado em Lisboa, em setembro de 2010, o espanhol Santiago González Avión, diretor da Fundação Secretariado Cigano, na Galiza[86] apontou as divisões entre as próprias comunidades ciganas. "Entre os ciganos de nacionalidade espanhola, a fragmentação é forte. Galegos e castelhanos dividem-se. E há discriminação também entre os ciganos transmontamos, de nacionalidade portuguesa, e os espanhóis", apontou González. O documento também denuncia a situação de pobreza e exclusão social destes grupos. [29]
Quanto aos roma de imigração mais recente, nota-se, ao invés, uma maior tendência à conservação das tradições, da língua e dos costumes próprios dos diversos subgrupos. Sua origem, de países essencialmente agrícolas do leste europeu, favoreceu certamente a conservação de modos de vida tradicionais. Antigamente, era muito respeitado o período da gravidez e o tempo sucessivo ao nascimento do herdeiro; havia o conceito da impureza ligada ao nascimento, com várias proibições para a parturiente. O aleitamento ainda dura muito tempo, às vezes se prolongando por alguns anos.
No casamento, tende-se a escolher o cônjuge dentro do próprio grupo ou subgrupo, com notáveis vantagens econômicas. É possível a um rom casar-se com uma gadjí, isto é, uma mulher não-rom, a qual deverá porém submeter-se às regras e às tradições rom. Vige naturalmente o dote. No grupo dos sintos, geralmente o casamento é precedido pela fuga do casal. Aos filhos é dada uma grande liberdade, mesmo porque logo deverão contribuir com o sustento da família e com o cuidado dos menores. No que se refere à morte e aos ritos a ela conexos, o luto pelo desaparecimento de um companheiro dura em geral muito tempo. Entre os sintos parece prevalecer o costume de se queimar a kampína (o trailer) e os objetos pertencentes ao morto. Entre os ritos fúnebres praticados pelos roma está a pomána, banquete fúnebre no qual se celebra o aniversário da morte de uma pessoa. A abundância de alimento e bebidas exprime o desejo de paz e felicidade para o defunto.
Além da família extensa, entre os roma encontramos a kumpánia, ou seja, o conjunto de várias famílias (não necessariamente unidas entre si por laços de parentesco) mas todas pertencentes ao mesmo grupo, ao mesmo subgrupo ou a subgrupos afins.
O nômade é, por sua própria natureza, individualista, e mal suporta a presença de um chefe: se tal figura não existe entre os roma, é entretanto devido ao respeito para com os mais velhos, que sempre são solicitados a dirimir eventuais controvérsias.
Entre os roma, a máxima autoridade judiciária é constituída pelo krisnitóri, isto é, por aquele que preside a kris. A kris é um verdadeiro tribunal rom, constituído pelos membros mais velhos do grupo, que se reúne em casos especiais, para resolver problemas delicados, envolvendo controvérsias matrimoniais ou ações que resultem em danos a membros do grupo. Na kris podem participar também as mulheres, que são admitidas para falar. A decisão cabe aos anciãos designados, presididos pelo krisnitóri. Ouvidas as partes litigantes, é punida a parte culpada.
Em tempos recentes, a controvérsia se resolve, em geral, com o pagamento de uma soma proporcional ao tamanho da culpa. No passado, se a culpa era particularmente grave, a punição podia consistir no afastamento do grupo ou, às vezes, em castigos corporais.

Referênciasara cima

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ciganos