sábado, 24 de maio de 2014

Om, shanti.

"Não se agarre a nada. Se você começar a se desprender, uma tremenda liberação de energia acontecerá dentro de você. A energia que estava envolvida no apego às coisas, trará um novo amanhecer ao seu ser, uma nova luz, uma nova compreensão, um tremendo descarregar."
(Osho)
"Afaste-se e deixe Deus cuidar dos detalhes."

Uma das minhas afirmações espirituais favoritas, já me ajudou em momentos em que eu precisava recompilar todas as áreas da minha vida. O único momento em que tive problemas verdadeiramente foi quando me esqueci desta afirmação da Verdade:
ESTOU MUITO INTERESSADO EM VER COMO A CONSCIÊNCIA RESOLVE ISSO!
A palavra "ISSO" na afirmação acima, substitui qualquer problema que o universo possa estar nos apresentando. Quando deixamos a Consciência trabalhar de um certa maneira especial, que não compreendemos, gloriosas respostas parecem surgir do "nada". Ao compreender a afirmação acima, capacitamo-nos para sermos mais objetivos e para nos tornarmos aptos a ficar de fora, permitindo que essa Mente Una, esse Gigante Invisível que chamamos de Deus, trabalhe na solução de determinado "ISSO".
Como Emerson disse:
"Precisamos tirar nossa inflada insignificância do caminho."
Que é outra maneira de dizer:
"Afaste-se e deixe Deus cuidar dos detalhes."
Ou como no Salmo de Davi:
"Entrega o teu caminho ao Senhor Deus, confia Nele, e o mais Ele fará."

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Shalom!

"Chegará o momento"


Chegará, sim, o momento em que reconhecerá quanto a humilhação sofrida foi importante para que você se superasse em suas limitações...

Quanto teve oportunidade de se proteger da fascinação, através da crítica de quem não o poupou com os seus ataques...

Quanto as suas dificuldades físicas cooperaram para que o seu espírito não se desmandasse na invigilância...

Quanto você foi beneficiado por aquele que agiu pensando em estar lhe causando este ou aquele prejuízo...

Quanto a injustiça, padecida em determinado momento, despertou em você maior senso de respeito pelo direito de seus semelhantes...

Quanto a frustração experimentada, no campo de seus sentimentos, impediu que desse livre curso aos propósitos de natureza inferior...

Quantas lágrimas derramadas lhe desobstruíram a visão e permitiram que passasse a enxergar o que, estando diante de seus olhos, você não via...

Quanto a sua precoce sensação de desamparo possibilitou que agisse com maior cuidado, acautelando-se em suas atitudes e decisões...

Quanto você pôde discernir com a queda que o induziu a reconsiderar intransigentes pontos de vista...

Sim, chegará o momento em que você admitirá que o dissabor experimentado em certa fase da vida foi justamente o que o impediu que a sua existência redundasse em completo fracasso.

do livro "A Fé Transporta Montanhas" 
(Carlos A. Baccelli - espírito Maria Máximo) 
Shalom!

Poema Divino

Pai nosso, que estás no céu, na terra, no fogo, na água e no ar. Pai nosso, que estás nas flores, no canto dos pássaros, no coração a pulsar; que estás na compaixão, na caridade, na paciência e no gesto de perdão.

Pai nosso, que estás em mim, que estás naquele que eu amo, naquele que me fere, naquele que busca a verdade. Pai nosso, que estás naquele que caminha comigo e naquele que já partiu, deixando-me a alma ferida pela saudade.

Santificado seja o Teu nome por tudo o que é belo, bom, justo e gracioso, por toda a harmonia da Criação. Sejas santificado por minha vida, pelas oportunidades tantas, por aquilo que sou, tenho e sinto e por me conduzir à perfeição.

Venha a nós o Teu reino de paz e justiça, fé e caridade, luz e amor. Reino que sou convocado a construir através da mansidão de espírito, reflexo da grandeza interior.

Seja feita a Tua vontade, ainda que minhas rogativas prezem mais o meu orgulho do que as minhas reais necessidades.

Ainda que muitas vezes eu não compreenda mais do que o silêncio em resposta às minhas preces, não te ouvindo assim dizer: Filho aguarda, tua é toda a eternidade.

O pão nosso de cada dia me dá hoje e que eu possa dividi-lo com meu irmão. As condições materiais que ora tenho de nada servem se não me lembro de quem vive na aflição.

Pão do corpo, pão da alma, pão que é vida, verdade e luz. Pão que vem trazer alento e alegria: é o Evangelho de Jesus.

Perdoa as minhas ofensas, os meus erros, as minhas faltas. Perdoa quando se torna frio meu coração; quando permito que o mal se exteriorize na forma de agressão.

Que, mais do que falar, eu saiba ouvir. Que, ao invés de julgar, eu busque acolher. Que, não cultivando a violência, eu semeie a paz. Que, dizendo não às exigências em demasia, possa a todos agradecer.

Perdoa-me, assim como eu perdoar àqueles que me ofenderem, mesmo quando meu coração esteja ferido pelas amarguras e dissabores da ingratidão.

Possa eu, Senhor da Vida, lembrar de que nenhuma mágoa é eterna e de que o único caminho que me torna sublime é a humilde estrada da reconciliação.

Não me deixes cair nas tentações dos erros, vícios e egoísmo, que me tornam escravo de minha malevolência.

Antes, que Tua luz esteja sobre mim, iluminando-me, para que eu te encontre dentro de minh'alma, como parte que és de minha essência.

E livra-me de todo o mal, de toda violência, de todo infortúnio, de toda enfermidade. Livra-me de toda dor, de toda mágoa e de toda desilusão.

Mas ainda assim, quando tais dificuldades se fizerem necessárias, que eu tenha força e coragem de dizer: Obrigado, Pai, por mais esta lição!
* * *
Tudo o que nos cerca é poesia Divina. Há um traço de Deus em cada ser da Criação.
Busquemos por Ele no desabrochar das flores, no correr das águas, no canto do vento, no cintilar das estrelas.
Mas, acima disso, busquemos por Ele em nosso interior. Basta que, por um instante, fechemos os olhos e O sintamos: lá Ele está, dando rima aos versos de nossas vidas...

Redação do Momento Espírita.
 28/05/2013

domingo, 18 de maio de 2014

Om, shanti.

À sombra das montanhas invisíveis da alma, caminho em silêncio como quem aprende a ouvir o próprio destino. Cada passo desfaz antigos véus, e no espelho do tempo reconheço que o verdadeiro caminho não se encontra fora, mas no território secreto onde o espírito se prova e se purifica. Ali, entre quedas e auroras, o buscador se torna caçador de si mesmo, recolhendo nas trilhas do coração as centelhas esquecidas da própria essência. E quando o sopro do invisível atravessa o peito, compreende-se enfim que toda busca era apenas o lento despertar do que sempre esteve guardado no interior do Ser. 

por sitevale
CAÇADOR DE MIM...
Milton Nascimento

sábado, 17 de maio de 2014

Om, shanti.

“Bem me quer…”

Recordo-me das crianças despetalando flores,
murmurando com inocência:
“Bem me quer… mal me quer…”

Há algo de eternamente doce nesse gesto,
como se, por um instante, uma dança invisível se revelasse
entre o acaso e a esperança.
Cada pétala que cai sussurra
um pequeno mistério do jardim da vida.

Guardamos essas imagens como lembranças discretas
de um tempo em que os sonhos eram simples
e o futuro parecia vir ao nosso encontro.

Mas a vida, silenciosa mestra,
ensina; cedo ou tarde; que sonhar pede coragem.
Não basta desejar: surgem caminhos, desvios
e, sobretudo, os inevitáveis “mas”…
momentos em que tudo parece escapar das mãos.

Então compreendemos:
nem todo sonho floresce pela força da vontade.
Há o outro.
Há o tempo.
Há o mistério que conduz os ciclos invisíveis.

Ainda assim, não cedamos à descrença.
Quando ela se instala, o mundo escurece;
e até o céu parece chorar em silêncio.

É justamente aí que a esperança precisa renascer.

Persistir no sonho também é aceitar
um tempo mais profundo, diferente do nosso.
Nem tudo acontece quando queremos,
mas tudo amadurece na hora justa.

Confiar na sabedoria de Deus
é mais que fé; é humildade.

Nossa caminhada é longa,
e o espírito se lapida, lentamente,
pelo buril do amor incondicional:
aquele que nada exige
e se revela na fraternidade espontânea.

A vida é um grande jardim.
Nele, lançamos sementes todos os dias,
muitas vezes sem perceber.
Algumas repousam sob a terra do tempo;
outras seguem com o vento,
como convites silenciosos a novos caminhos.

Nesse novo tempo...
essa aurora que sussurra nas entrelinhas...
talvez o gesto mais sábio seja escolher a calma.

Sim, escolher a calma.

É na serenidade que o coração aprende a escutar.
Nos encontros, nas pausas, nas esperas,
revelam-se verdades antes invisíveis.
E, pouco a pouco, os antigos dilemas se transformam.

Já não repetimos “mal me quer”.

Como quem compreende o segredo das pétalas que caem
e do botão que renasce,
aprendemos a reconhecer o bem.

E então dizemos;
não mais como crianças que interrogam o destino,
mas como almas que começam a entender
o jardim do espírito:

“Bem me quer… bem me quer.”

terça-feira, 13 de maio de 2014

Om, shanti.

PEQUENOS ATOS VALEM MAIS 
DO QUE GRANDES PROMESSAS... 

Quando o discurso não condiz com as atitudes,
 a Verdade é traída...
 A Vida se faz mentira... 
E a Luz perde a mira da Esperança perdida... 
A flor do deserto é um ato solitário, 
com grande significado... 
Mas quem plantaria uma flor, 
tão bonita e perfumada, 
num terreno tão distante, 
sem ninguém pra contemplar, 
ou promessas pra fazer?...
Pois é... DEUS... 
Portanto, 
PARA QUEM SEMEIA AMOR TODA TERRA É FÉRTIL... 
Plante, renove as esperanças, 
e se encante com o seu ato de Plantar!

(Carlos Buby)

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Shalom!

No silêncio crepuscular da guerra interior, dois espíritos se encontram entre ecos de metal e sombras de lembrança; não são apenas irmãos de armas, mas viajantes do tempo que carregam cicatrizes invisíveis, sinais gravados no âmago da alma. Cada nota da guitarra é um fio de destino que entrelaça coragem e medo, revelando que a verdadeira batalha não se trava apenas no campo, mas na luz oculta do coração, onde o companheirismo e a memória tornam-se pontes secretas para a eternidade. É nesse espaço liminar, entre o som e o silêncio, que se aprende: lutar lado a lado é, ao mesmo tempo, reconhecer a própria fragilidade e o sagrado elo que nos conecta ao infinito — e, mesmo após o eco da guerra, a esperança humana floresce, cultivando o compromisso de preservar a vida e a paz sobre a terra.
por Dire Straits
Dire Straits
Dire Straits - Brothers In Arms

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Om, shanti.

Há melodias que parecem nascer do próprio coração do silêncio, como se viessem de um jardim oculto onde a alma repousa entre lembranças antigas e esperanças futuras. Cada vibração desperta camadas profundas do ser, revelando que a sensibilidade também é um caminho de conhecimento. Nesse fluxo sereno, o sentir torna-se linguagem da alma, e o espírito aprende que a verdadeira força não está no ruído do mundo, mas na delicadeza que une beleza, contemplação e mistério. Assim, ao escutar com o coração desperto, percebemos que certas harmonias não apenas passam por nós — elas nos transformam, recordando que dentro de cada ser humano existe um espaço sagrado onde o amor, a memória e a eternidade silenciosamente se encontram.

por Tatiana Blue
Secret Garden - Apassionata