sábado, 31 de agosto de 2019

Namastê buscadores!

Dica Música:
Música e Emoção 
– O Ser Musical
por
A UNIICA

A Música é a expressão artística mais antiga conhecida pelo Ser Humano. Ela é inerente á nossa essência. Nossa pulsação é compassada e rítmica, assim como nossa respiração, nosso caminhar, nossa fala, nossos movimentos. O canto é a forma mais comum de expressão entre os povos, mesmo que estes não tenham desenvolvido a escrita e utilizem somente instrumentos musicais para marcar o ritmo (LEINIG, 2008). A Música é um dos fenômenos mais intrigantes da humanidade. Nossa sensibilidade ao tempo, nossa tendência a ordenar informações auditivas e nossa habilidade em classificar e imitar padrões sonoros são características únicas dos seres humanos (STORR, 1993). Em recente dissertação de mestrado da Prfª Ana Margarida Macedo Baltazar da Universidade de Lisboa em 2009 inicia sua tese afirmando na introdução:
Com algumas exceções (Sacks, 2007/2008) os seres humanos desenvolvem muito cedo uma propensão para música, que é moldada depois pela cultura e contextos da vida…

Independente da origem mais longínqua da música e de suas funções  evolutivas é surpreendente como ela ocupa lugar em nossas vidas. Está presente em nas aparelhagens de nossas salas, em nossos quartos, nos rádios de nossos carros, nos filmes e em quase todos os eventos sociais, como casamentos, inaugurações, aniversários, etc. (BALTAZAR, 2009).

A música é, antes de tudo, movimentos, sons, silêncios e ruídos; tensão e relaxamento. Ela é de grande importância para qualquer idade e se faz necessária, se não essencial na fase inicial da vida, como forma de estabelecer laços emocionais, desenvolver atitudes e atividades de grupo, interação e integração e tantas outras. A Música é um estimulo acústico indutor de grandes emoções nos ouvintes (Juslin & Laukka, 2004 apud Ramos, 2010). Em diversos estudos os efeitos emocionais da música nos indivíduos pode ser mensurado através das abordagens categórica e dimensional. A Abordagem categórica emprega quatro emoções básicas desencadeadas pela escuta musical: Alegria, Serenidade, Raiva (ou Medo) e Tristeza. A Abordagem Dimensional considera duas categorias arousal e valência afetiva (Russel, 1980 apud Ramos 2010):

O arousal um conceito psicológico originado da noção de estado de excitação fisiológica, está relacionado com os estados pré-ativação internos (altos e baixos), em que os mecanismos neurais e cognitivos são ativados, levando o sujeito a prestar atenção à música que esta sendo executada. Já a valência afetiva esta associada a um valor hedônico (positivo ou negativo) podendo variar de pessoa para pessoa. (RAMOS, 2010)

A Musicoterapia trabalha com a premissa de que a música é esta condutora, a desencadeadora de emoções e estados emocionais. Através da música se pode criar um espaço potencial de acolhimento: através da musica, na musica e das relações que surgem da experiência musical. Isto nos possibilita liberar emoções, desenvolver novas formas de comunicação (ou aprimoramento e melhora das formas já existentes) e abertura para eventuais insights (SHAPIRA, 2007apud Dias, 2011). A Música é portadora de histórias, de sentimentos e valores, pois ela vem de cada um de nós, de nossos pacientes/clientes/alunos, de forma a contar de cada um aquilo que somos, de onde viemos, como nos desenvolvemos, nos transformamos; durante certo tempo e espaço. A Música é portadora de histórias:

  • A Música é ponte que estabelece conexões diversas a níveis inter e intrapessoais.
  • A Música é lugar seguro, sendo parte da terapia.
  • A Música é portadora e relatora da história do ser humano.
  • A Música é resposta às necessidades humanas, visualizando os processos musicoterapêuticos.
  • A Música é sustentação do desenvolvimento da identidade (PURDON, apud SHARIRA, 2007 apud DIAS, 2011).


Finalizando a Música é um fenômeno complexo multidimensional que impacta e ativa diferentes aspectos do funcionamento humano em distintas etapas da vida. Sabemos que através das qualidades intrínsecas da música e seus elementos podem promover: alivio da ansiedade e do estresse, ajudar no tratamento da depressão, facilitar a expressão dos canais de comunicação, regular os estados de animo e humor,  favorecer a motivação e possibilidade de desenvolver mecanismos de adaptação a situações novas e ou traumáticas como no Estresse Pós-traumático (LICHTENSZTEJN, 2009).

Referencias Bibliográficas:
BALTAZAR, Ana Margarida Macedo – All you need is music: caracterização da regulação emocional em jovens através da música. Tese de Mestrado, Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, 2009 – Disponível:www.periodicoscapes.com.br, 2009.
DIAS, Magali – o Ser Musical – Anais do XIII Fórum Paranaense de Musicoterapia, Paraná: AMTPR – 2011.
LICHTENZTEJN, Marcela – Música e Medicina: La aplicacion ede la musica em el âmbito de la salud, Buenos Aires: Elemento, 2009.
RAMOS, Danilo – Emoções de uma escuta musical afetam a percepção subjetiva do tempo. Disponível: www.scileo.br/prc, 2010.
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A UNIICA
A Unidade Intermediária de Crise e Apoio à Vida (UNIICA) é uma clínica de excelência no atendimento psiquiátrico em Curitiba. Está instalada em um complexo hospitalar moderno e diferenciado, que garante a segurança, a integridade física do paciente e o seu conforto, ao mesmo tempo em que proporciona o resgate de um atendimento adequado e humano ao paciente psiquiátrico.
A UNIICA oferece atendimento de urgência e emergência em psiquiatria tendo como foco o tratamento de patologias psiquiátricas incluindo aquelas provocadas pelo uso de álcool e outras drogas. Além disso, tem se proposto, e com resultados positivos, a acolher pacientes complexos, com um, dois ou mais diagnósticos, sejam eles apenas psiquiátricos ou psiquiátricos e clínicos – situação reconhecidamente problemática até hoje em nossos meios.
Na sua fundamentação filosófica, a equipe da UNIICA defende a ideia de que sua missão não é tratar somente doenças, mas cuidar de pessoas. Por isso, existe uma grande preocupação com o atendimento humanizado, buscando aproximar o paciente e a família à equipe multiprofissional, e assim, sua reinserção na sociedade.

Fontes:
http://uniica.com.br/artigos/lista-artigos/

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Shalom!

"Deve ser tocado de todos os telhados deste mundo - 
Para que todos fiquem em silêncio e sintam como a vida é preciosa."
(Dietrich von Oppeln)

por Xaver Varnus
*
"Lista de Schindler" na maior sinagoga europeia em Budapeste. Csongor Korossy-Khayll (violino) e Xaver Varnus no grande órgão Jemlich da sinagoga, com a participação de Balazs Barnkopf (órgão de teatro) e Balazs Elischer (Hammond Organ). Gravado ao vivo em 2017. Agradecimentos especiais ao Rabino Chefe Robert Frolich, Kati Frolich, Dr. Peter Kunos e Ivan Róna.

domingo, 25 de agosto de 2019

Om shanti!

“Está ruim? Polvilhe com amor”.

O melhor mantra.

por Yoskhaz

Eram os meus primeiros dias no mosteiro, quando nem pensava em me tornar um discípulo da Ordem. O convite era para que me hospedasse por curto período. Minha vida passava por momentos de grandes turbulências, eram problemas sobre problemas. Como se não bastassem, dúvidas existenciais me assolavam. Eu estava ali na procura da fórmula que me levasse à solução dos conflitos. A figura do Velho, como carinhosamente chamávamos o decano do mosteiro, era o que mais me chamava atenção, seja pelo seu jeito cativante ou pela visão desconcertante em relação à vida. Naquela manhã, ele fizera uma reflexão para todos os presentes sobre o poder transformador do amor. Suas palavras suscitaram muitos questionamentos em mim, porém não ouvi nada que me ajudasse de modo objetivo. Logo em seguida, o encontrei no refeitório tomando café. Aproveitei a oportunidade para relatar um recente conflito com um parente sobre questões de herança, fato gerador de uma escalada crescente de confusões em minha família. Falei que não sabia como pacificar a briga. O monge disse com a voz serena: “Entenda que cada qual só consegue viajar até a fronteira da própria consciência.  Perceber a sombra alheia é passo importante para iluminar a sua. No entanto, para transmutá-la será necessário que suas escolhas passem a ser diferentes e melhores do que foram até agora”. De pronto perguntei como deveria agir. O Velho arqueou os lábios em belo sorriso e falou: “Está ruim? Polvilhe com amor”.

Por um lado, achei interessante, por outro, enigmático.

Na manhã seguinte, o encontrei no jardim interno do mosteiro a podar as roseiras. Perguntei se poderíamos conversar um pouco. Ele assentiu com a cabeça e sorriso nos olhos. Contei de como o término de um namoro antigo ainda me atormentava. O monge franziu as sobrancelhas e falou: “Agradeça pela saudade, pois ela só existe onde há amor. Fora disto resta apenas o vazio. O mel da vida está em se encantar com o voo, não em construir jaulas”. Aflito, confessei que não sabia como fazer para aliviar meu sofrimento. O Velho disse apenas: “Está ruim? Polvilhe com amor”.

Por um lado, achei poético; por outro, pouco prático.

Naquela noite, surgiu uma nova oportunidade de ficar a sós com o Velho, logo após o jantar. Reclamei da minha insatisfação quanto à atividade profissional que exercia. Falei da dificuldade cada vez maior em trabalhar com o que não gostava. Ele arqueou os lábios em leve sorriso e falou: “Todos temos um dom que nos diferencia. É o uso do seu dom que dá asas aos seus sonhos, seja através de um ofício ou arte. O exercício do dom, por mais simples que seja, transcende ao mundano e nos conecta ao sagrado. O dom é o talento pessoal ligado ao dharma, ao seu propósito de vida. Abandonar o dom enferruja a essência do ser” e antes que eu fizesse qualquer comentário, o Velho finalizou: “Ficou ruim? Polvilhe com amor”.

Por um lado, achei elegante; por outro, patético.

Irritadíssimo, falei que estava perdendo o meu tempo ali dentro enquanto a minha vida virava um inferno lá fora. Agradeci com sarcasmo e avisei que partiria imediatamente. O Velho apenas cerrou as pálpebras de modo suave, como fazia toda vez que ouvia algo lamentável. Não disse palavra.

Arrumei minhas coisas e saí. No pátio externo do mosteiro, utilizado como estacionamento pelos visitantes, um homem franzino estava à beira de um ataque histérico pelo fato de um outro carro estar parado fora da faixa, o que dificultava bastante a sua manobra, sem, no entanto, impossibilitá-la. Era o meu carro. Ao perceber, o pequeno homem se dirigiu a mim de maneira agressiva, me acusando de todos os males do mundo. Também irritado, fui rapidamente levado à fúria e cogitei seriamente em silenciá-lo com um soco, o que não seria difícil face a desproporção de nossos tamanhos. Neste exato instante, aos gritos, ele disse que não suportava ficar nem mais um minuto naquele lugar. Tinha vindo em busca de ajuda e apenas ouvira um bocado de asneiras. Aquelas palavras travaram o meu punho e eu o percebi como um perfeito espelho. O descontrole e a visão enevoada eram sensações parecidas com as minhas. “Polvilhe com um pouco de amor”, ouvi a voz suave do monge soprando em meu coração. Naquele instante me ocorreu que toda a raiva daquele homem, embora dirigida a mim, não eram para mim. Revelava apenas a sua agonia diante da incapacidade em solucionar os próprios problemas. Mortes? Falências? Doenças? Separações? Frustrações? Eu não sabia o motivo, mas percebia, pela primeira vez, de maneira cristalina, o sofrimento e a confusão nos olhos de alguém. Emoções densas que, misturadas, explodiam em ódio e precisavam ser transferidas para alguém. Me vi espelhado naquele homem desesperado e entendi que eu não queria ser assim. Naquele instante, aprendi a importância do outro na minha vida e, também, o significado e a beleza do amor, ali se manifestando através da compaixão. Senti compaixão por ele e por mim. Tudo mudou dentro de mim em frações de segundos.

Pedi desculpas, o que de pouco adiantou. O frágil homem continuou atirando impropérios e absurdas acusações. Mas tudo aquilo tinha perdido o poder de me ferir ou me irritar. O amor me protegia. Dele e de mim mesmo, vez que a ofensa só nos atinge se nos permitimos estar na mesma frequência vibracional do outro. Todavia, algo tinha mudado. Toda a minha ira acabara de se transformar em compreensão e paciência. Eu estava em um lugar onde as ofensas não conseguiam chegar. Entendi que o amor funciona como um escudo. Mais ainda, começava a perceber a fantástica força transformadora do amor. Logo que eu manobrei o carro, ele partiu. Não sem antes abrir o vidro e gritar a última ofensa. Sorri e agradeci a ele pela maravilhosa lição.

Girei nos calcanhares e retornei ao mosteiro.

Fui informado que o Velho lia na biblioteca. Subi as escadas aos saltos. Ele estava só e me recebeu com um sorriso que jamais esquecerei. Sentei-me ao seu lado, relatei o fato ocorrido no pátio. Confessei que estava encantado ao perceber que o Universo sempre conspira a nosso favor. O monge deu uma risada gostosa e emendou: “Sim, é verdade. O Universo insiste em nos ajudar, pena que nós teimamos em atrapalhar. Até mesmo quando os planos dão errado, não tenha dúvida, é a vida nos corrigindo a rota, adequando os desejos do ego às necessidades da alma”.

Roguei para que aprofundasse mais um pouco sobre o poder transformador do amor. O bom monge falou com a sua enorme paciência: “Estamos neste planeta unicamente para evoluir. Nada mais. É uma viagem infinita composta de inúmeros trechos. São os ciclos evolutivos. Cada um deles possui quatro momentos distintos: Aprender, Transmutar, Compartilhar e Seguir. Assim seguimos, estação a estação, a jornada rumo às Terras Altas. Evoluir é expandir o nível de consciência. Isto apenas é possível quando, concomitantemente, ampliamos a capacidade do coração. A sabedoria precisa de doses cavalares de amor para atingir o seu real valor e melhor sentido. Somente assim alavancamos a nossa evolução. Sabedoria sem amor apenas agiganta as sombras que nos habitam. Sem amor a mais fina sabedoria é incapaz de descortinar o véu que encobre a essência da vida. O amor é o caminho da luz e o perfeito destino. Nada fora dele nos trará alegria ou paz”.

Ficamos sem dizer palavra por um tempo que não sei precisar. Comecei a refletir sobre todos os conflitos que me furtavam a tranquilidade e me levaram até ali. Olhando pelas lentes do amor, apresentavam soluções simples. Ao mesmo tempo, desconcertantes, ousadas e fora do meu padrão de comportamento até aquele dia. Os singelos conselhos do Velho, absurdos até o momento, começavam a se tornar absolutamente geniais. Na medida que avançava com as minhas reflexões, tudo ganhava cores que eu desconhecia, oferecendo escolhas impensadas. Pura Luz. Eu ria e chorava ao mesmo.

Falei para o monge que tudo parecia se resolver como que por mágica. Ele sorriu e disse: “Pela primeira vez você está se dando conta de viver um milagre. Milagres nada mais são do que transformações movidas pelo infinito poder do amor. Eles são muito comuns, pena que a maioria das pessoas não consegue perceber por sempre esperar pelas situações cinematográficas”. Deu uma pequena pausa e concluiu: “Todo o encantamento deste momento se explica pelo início de encerramento de um ciclo. Hoje você aprendeu uma valiosa lição através de uma situação corriqueira e aparentemente comum que já deve ter acontecido inúmeras vezes na sua vida, mas você não conseguia perceber a oportunidade se apresentando. A lição foi aprendida. Agora você passará um tempo transmutando ideias, conceitos e atitudes. Enfim, se transformando. Depois irá compartilhar com toda a gente esse seu novo jeito de ser. O amor e a sabedoria não podem descansar na teoria, precisam que você os vivencie nas menores questões do dia a dia. Então, estará pronto para seguir”.

Tornamos a ficar um bom tempo sem dizer palavra, até que o Velho quebrou o silêncio: “Vou lhe ensinar um poderoso mantra”, falou. Ele me observou por instantes. Seus olhos pareciam já ter visto de tudo um pouco nesta vida. Depois sorriu, piscou um dos olhos, com jeito maroto, como sempre fazia quando contava um segredo e disse: “Está ruim? Polvilhe com amor”. Rimos.

Então, finalizou: “O amor é o sal da Terra, o tempero da vida. Sem ele tudo é insosso e intragável”.

Todos os textos do autor estão em www.yoskhaz.com

Om shanti!
"O amor não é uma nuvem rosa de sonhos,
 mas um material de construção.
É uma força com a qual trabalhamos. 
Essa força comporta dois aspectos:
 harmonia e responsabilidade."
(Revista Pentagrama Ano 2011 nº6)
*
"Quando atravessares um oceano, tenhas bem 
definido o seu destino utilizando-se, para tanto,
 boas ferramentas de navegação. Só assim terás 
certeza absoluta que podereis perder de vista 
o seu ponto de partida e evitares ficar à deriva..."
(Sergio Leal Caldas)
*
"É a sinceridade que coloca uma coroa sobre nossas
 vidas; sem ela, as nossas melhores ações ficarão
 sem valor; e as aparentes virtudes tornam-se 
hipócritas, desprovidas de todo brilho."
(Confúcio)
*
"Sempre andaram em busca de Deus, mas nunca em
 busca de si mesmos. E Ele não está em outro lugar. 
Não há um Deus senão aquele dentro de cada um..."
(Hermann Hesse)
*
"Me estude como achar melhor,
mas saiba que assim não irá me conhecer...
Pois entre a imagem que faz de mim
e a essência do que sou
há incontáveis véus."
(Rumi)
*

sábado, 24 de agosto de 2019

Om shanti!

"A estrela da manhã na altura resplandece.
E a cotovia, a sua linda irmã,
Vai pelo azul um cântico vibrando,
Tão límpido, tão alto que parece
Que é a estrela no céu que está cantando!
E assevera concluindo: 
Límpido foi o canto de Auta..." 
Ao Sol do Campo
por 
Auta de Souza

"Jesus descia sobre o meu Horto...
Estrelas lindas no céu brilharam,
Voltou-me o riso, já quase morto.
E a sua boca falou tão doce,
Como se a corda de uma harpa fosse:

'Filha adorada que o teu gemido
Ergueste n‘asa de uma oração,
Na treva escura sempre envolvido,
Por que soluça teu coração?
Levanta os olhos para o meu rosto,
Que à vista dele foge o Desgosto.
Não tenhas medo do sofrimento.
Ele é a escada do Paraíso...
Contempla os astros no firmamento,
Doces reflexos de meu sorriso.
Não pensa em dores nem canta mágoas
A garça nívea fitando as águas.
Sigo-te os passos por toda parte,
Vivo contigo como um irmão.
Acaso posso desamparar-te
Quando me trazes no coração?
Nas oliveiras do mesmo Horto,
Enquanto orares, terás conforto..."
*
"Prossegue, semeador, alçando monte acima,
A plantação da fé na gleba da esperança,
Ara, semeia, aduba, e, intimorato, avança,
Consagrando a servir no sonho que te arrima.
Não aguarde lauréis de transitória estima
E se a nuvem de angústia e lágrimas te alcança,
Deténs na própria fé refúgio e segurança,
No grande espinheiral de amor que te sublima.
Vara vento, granizo, injúria, lama, prova
E espalha, aqui e além, a paz que te renova,
No tempo a recordar solo vivo e fecundo.
Ama, serve e constrói!... Onde lidas e esperas,
Trazes contigo a luz dos gênios de outras eras
Que promovem, com Cristo, a redenção do mundo."
*
"... Colhe as flores da estrada com brandura, 
E planta novos sonhos de carinho;
Socorre a inquietação que te procura,
E eis que a paz te enobrece no caminho. 
... Mas se buscas sorrir e dar guarida
Ao cansado viajor de passo errante,
Renascerás, feliz, na Luz Perene!... 
O sacrifício é a luz que nos redime,
Sê fiel a Jesus! Ama e perdoa'.
Guarda a paz do Evangelho que te inspira!
Foge das Babilônias da mentira
Para a Jerusalém da eternidade."
*
"... Nina irmã, devotada mensageira
Dos celeiros de amor da Eterna Aurora,
Deus te abençoe a luz que resplendora
Nos caminhos da Vida Verdadeira.
Vai, minha irmã, por este mundo afora,
Cura a lepra do mal e da cegueira,
Que as tuas mãos de santa e de enfermeira
Mitiguem toda a angústia de quem chora.
Nesta noite de paz e de esperanças,
Guarda no teu escrínio de lembranças
Nossas preces de dúlcida saudade...
Recebe, nas Celestes Primaveras,
Nossas rosas votivas de outras eras,
Nossos lírios de amor da Eternidade! "
*
"... Hoje, Senhor, resplende novo dia,
Que deveres e júbilos condensa,
Nova esperança luminosa e imensa
Renascendo da noite espessa e fria...
Dá-me trabalho por excelso guia,
Ensina-me a servir sem recompensa ...
Uma prece de amor e de alegria.
  Que eu Te veja na dor com que me elevas
Por flamejante sol, rompendo as trevas,
Ante a beleza do Celeste Abrigo!
E que eu possa seguir na caravana
Dos que procuram na bondade humana
A glória oculta de viver contigo."
*
"... Lembra o clarão do sol por nova aurora
Em que a vida mais alta se te aponte.
Do pensamento em paz a que te elevas,
Deixa que a luz de Deus dissipe as trevas,
Guardando a prece por seguro abrigo!...
E ama, serve, e segue, estrada a estrada, 
Na certeza serena e imaculada
De que a bênção do Mestre vai contigo."
*
"Querida irmã, que amamos ternamente,
Mensageira do Bem...
Que Deus te guarde a luz brilhante e bela
E a pureza de lírio alvinitente.
És para nós o amor que se desvelo,
A generosa fé, que segue à frente,
Consolo ao coração aflito e crente
Quando negrejam sombras de procela.
Jardineira da Paz e da Ternura,
Como é sublime a rica semeadura
Que te engrandece o místico jardim!...
Deus te guarde e esperança nobre e calma 
E espalhe no céu claro de tua alma
As estrelas do amor que não tem fim!..."
*
"Alma cansada..., alma sincera...
Guarda a bênção da fé sob o madeiro
Trabalha, serve e crê, ajuda e espera,
Imitando o Celeste Companheiro...
Um dia, o doloroso cativeiro
Será livre e ridente primavera.
A cruz que te aguilhoa, dia a dia,
É o luminoso preço da alegria
Na vida que te aguarda além da morte."
*
"Fatigado romeiro da fé pura,
Sem bordão de conforto a que te arrimes,
Por mais cansado, não te desanimes
Na jornada de pranto e de amargura.
Além do Grande Além, na imensa Altura,
Brilham no Eterno Amor em que te exprimes
As pátrias generosas e sublimes
Da beleza, da graça e da ventura!
Na subida de pedra, cinza e lama,
Sangrem-se os pés embora, nutre a chama
Que arde, incessante, no teu peito aflito;
Sonha acima da escura tempestade
E chegarás, cantando, à Eternidade
Sob a glória celeste do Infinito!... 
*
TEMPO DE MÃES
"Para qualquer criatura,
Bons e maus, crentes ou ateus,
Em qualquer parte do Mundo,
Mãe é a presença de Deus."

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Namastê buscadores!

Conhecer é Aprender...


 A Ocultura é a primeira Enciclopédia 
eletrônica de Ocultismo do Brasil.
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A Alquimia é uma tradição antiga que combina elementos de química, física, astrologia, arte, metalurgia, medicina, misticismo e religião. Existem três objetivos principais em sua prática. Um deles é a transmutação dos metais inferiores em ouro, o outro a obtenção do Elixir da Longa Vida, uma panaceia universal, um remédio que curaria todas as doenças e daria vida eterna àqueles que o ingerissem. Ambos estes objetivos poderiam ser atingidos ao obter a pedra filosofal, uma substância mítica que amplifica os poderes de um alquimista. Finalmente, o terceiro objetivo era criar vida humana artificial, o homunculus. É reconhecido que, apesar de não ter carácter científico, a alquimia foi uma fase importante na qual se desenvolveram muitos dos procedimentos e conhecimentos que mais tarde foram utilizados pela química.
Alguns estudiosos da alquimia admitem que o Elixir da Longa Vida e a pedra filosofal são temas simbólicos, que provêm de práticas de purificação espiritual, e dessa forma, não poderiam ser considerados substâncias reais. Há pesquisadores que identificam o Elixir da Longa Vida como um líquido produzido pelo próprio corpo humano, que teria a propriedade de prolongar indefinidamente a vida daqueles que conseguissem realizar a chamada "Grande Obra", tornando-se assim verdadeiros alquimistas. Existem referências dessa substância desconhecida também na tradição da Yoga.

Introdução
Alguns, influenciados pelo conhecimento científico moderno, atribuam à alquimia um caráter de "proto-ciência", devemos nos lembrar que ela tem mais de religião que de ciência. Assim, ao contrário da ciência moderna que busca descobrir o novo, a alquimia preocupava-se com os segredos do passado, e em preservar certo conhecimento antigo.
Parte desta confusão de tratar a alquimia como proto-ciência é conseqüência da importância que, nos dias de hoje, se dá à alquimia física (que manipulava substâncias químicas para obter novas substâncias), particularmente como precursora da química.
No entanto, muito do trabalho alquímico relacionado com os metais era apenas uma metáfora para um trabalho espiritual. Torna-se mais clara a razão para ocultar toda e qualquer conotação espiritual deste trabalho, na forma de manipulação de "metais", se nos lembrarmos que na Idade Média qualquer um poderia ser acusado de heresia, satanismo e outras coisas, acabando por ser perseguido pela Inquisição da Igreja Católica.
Como ciência oculta, a alquimia reveste-se de um aspecto desconhecido, oculto, místico e mítico. Muitos dos textos alquímicos, rebuscados e contraditórios, devem ser entendidos sob esta perspectiva, mais interessados em esconder que em revelar.
A própria transmutação dos metais é um exemplo deste aspecto místico da alquimia. Para o alquimista, o universo todo tendia a um estado de perfeição. Como, tradicionalmente, o ouro era considerado o metal mais nobre, ele representava esta perfeição. Assim, a transmutação dos metais inferiores em ouro representa o desejo do alquimista de auxiliar a natureza em sua obra, levando-a a um estado de maior perfeição a alquimia vem se desenvolvendo nos tempos modernos.
Portanto, a alquimia é uma arte filosófica, que busca ver o universo de uma outra forma, encontrando nele seu aspecto espiritual e superior!
A alquimia se baseia na "Troca Equivalente", para se criar algo era preciso dar algo de igual valor. O mesmo principio é usado hoje em dia:

"Na natureza nada se cria nada se destrói, tudo se transforma."

Conclusão

O buscador reflete através de seus pensamentos, palavras e sentimentos, atitudes que revelam a sua relação consigo mesmo. Tais relações apontam para a Jornada Mística ou Alquimia Interior que foram registradas pelos alquimistas através das suas pranchas e de seus escritos alquímicos. É bem verdade que a prática alquímica continha um caminho prático e uma filosofia, tornando-se muitas vezes obscura a sua interpretação, e em função disto, estas concepções traduziam muito mais a percepção e a experiência de um alquimista ou um grupo de alquimistas, do que uma escola de pensamento alquímico.

O estudante contemporâneo das práticas alquímicas deve ter o cuidado ao olhar tais princípios, compreendendo que a alquimia traduzia também uma concepção especulativa de viver, além de uma prática manipulativa de elementos e uma forma operativa de processos. Ciente disto, é possível que o estudante alquímico se transforme em um verdadeiro buscador e não um Soprador seduzido pelo "ouro dos tolos".

Referências


Síntese:
A alquimia é uma tradição antiga que combina conhecimentos e práticas de diversas áreas, como filosofia natural, medicina, astrologia, metalurgia e misticismo. Mais do que uma disciplina científica no sentido moderno, ela funciona como um sistema simbólico e espiritual que busca compreender e transformar a natureza e o ser humano.

Um dos seus objetivos mais conhecidos é a chamada transmutação dos metais, isto é, a ideia de transformar substâncias comuns em ouro, entendido não apenas como um metal precioso, mas como símbolo de perfeição e realização. Outro objetivo central é a busca pelo Elixir da Longa Vida, uma substância ou princípio capaz de curar todas as doenças e prolongar a existência indefinidamente. Esses dois elementos estariam ligados à obtenção da pedra filosofal, um princípio mítico que representaria a chave da transformação total da matéria e do espírito. Em algumas tradições, também aparece a ideia da criação de vida artificial, o homúnculo.

Embora muitas interpretações modernas tenham tratado a alquimia como uma “protoquímica”, ela não era apenas um estágio inicial da ciência, mas também uma forma de pensamento profundamente filosófica e espiritual. Muitos processos alquímicos relacionados aos metais podem ser entendidos como metáforas de transformação interior, ligadas ao aperfeiçoamento moral e espiritual do praticante, conhecido como a “Grande Obra”.

Por isso, os textos alquímicos frequentemente usam linguagem simbólica e obscura, tanto para preservar conhecimentos considerados secretos quanto para evitar perseguições religiosas e políticas na Idade Média. Nesse contexto, a transformação dos metais inferiores em ouro pode ser vista como um símbolo do esforço humano de atingir um estado de maior perfeição.

Além disso, algumas interpretações defendem que conceitos como o elixir e a pedra filosofal não devem ser entendidos literalmente, mas como representações de processos internos de purificação e transformação espiritual. Há até paralelos com tradições orientais, como a Yoga, que também abordam a ideia de refinamento do corpo e da consciência.

Em síntese, a alquimia pode ser entendida como uma tradição híbrida entre ciência simbólica e filosofia espiritual, que influenciou o desenvolvimento da química moderna, mas cujo núcleo original estava voltado para a transformação integral da realidade — tanto material quanto interior.

Om shanti!
Artigo:
Estória sobre uma Alma

"Certa vez, uma alma desceu ao plano da forma a fim de ver e conhecer as criaturas deste mundo. Mas como poderia conhecê-las sem penetrar seu interior e atingir suas essências? Talvez adquirindo os poderes que o intelecto me oferece, ou fazendo uso da minha inteligência para poder dominar sobre elas e assim conhecê-las, disse a alma.

Mas isto é contra os princípios de onde venho, raciocinou a alma, que a esta altura já estava encarnada. Se eu tivesse o conhecimento da Natureza e das criaturas, poderia governar o mundo e este seria como sempre o imaginei, diz a alma, como se fosse dona da verdade. Mas como posso adquirir o conhecimento da Natureza e das criaturas? Simplesmente fazendo com que meu desejo e minha vontade se voltem para a natureza e as criaturas e toda minha inteligência e meu intelecto estejam a serviço desta vontade.

E a alma, após esta ideia conclusiva, se empenhou nesta árdua tarefa, que era a de conhecer todas as ciências para poder governar sobre todas as coisas por seu próprio poder e como Deus fazer o que quiser. E assim a Vontade e o Desejo desta alma, que antes de encarnar era pura e que estava ao serviço das leis superiores, ficou submetida à inteligência e ao intelecto.

E a inteligência e o intelecto ensinaram a esta alma a obter a astúcia, a engenhosidade, a razão e a sutileza para poder governar sobre o plano da forma. Após adquirir estes atributos a inteligência e o intelecto apresentaram à alma os poderes de Mercúrio, poder que se encontra na raiz ígnea da criatura, na forma de uma serpente. A alma então adquiriu o fundamento de todas as coisas e o domínio sobre os quatro elementos e então todas as propriedades da Natureza despertaram nela, e cada propriedade de cada elemento passou a exercer sua própria concupiscência e desejo.

Surgiu então, nesta alma o orgulho, ou seja o desejo de ser grande e poderosa, de ter todas as coisas submetidas a si mesma; depois surgiu a avareza, um desejo de obter todas as coisas e de atraí-las para sua posse.

Foi assim que, depois de separar-se dos planos superiores, onde tudo é harmonia e equilíbrio, esta alma tornou-se faminta e avarenta e todas as virtudes celestes desapareceram. Surgiu neste ponto a inveja, propriedade esta, que torna a vida da alma uma eterna inimizade para com Deus e todas as criaturas, esta inveja não pode suportar que a avareza não atraia o que deseja para si. Por último surgiu nesta alma um tormento que é o desejo de afastar do caminho todos os que não se submetem a seu orgulho e vaidade.

Foi assim que a alma desceu e conheceu as profundezas do inferno. Estando a vontade central da alma comprimida pela concupiscência e o desejo, surgiu nela o arrependimento e junto com ele a angústia e o medo. No meio deste arrependimento, deste medo e desta angústia esta alma se lembrou do único recurso de que dispunha: a oração.

Orando com fervor ela atraiu um lampejo da Graça, que ativou no arrependimento a própria força do Cristo, que todas as almas levam na essência da sua vontade. Surgiu nesta alma um novo desejo, não aquele que originou a sua queda mas sim o de se elevar até o Pai através do próprio filho.

Para sair das profundezas em que esta alma se encontrava só poderia escolher entre dois caminhos:

A Via Punitiva ou a Via Purgativa, ou seja,
A Via Seca ou a Via Úmida. 
A Via Úmida ou Via Purgativa

A Alquimia define a Via Úmida como: 
"A via na qual o homem após retirar com muito cuidado todas as coisas supérfluas e alheias à sua natureza essencial, se retrogradam ou dissolvem em um licor úmido e diáfano, que é o primeiro ser metálico, para que avançando com a arte real, adquira uma qualidade mais nobre e uma virtude mais ativa, isto é, que deste licor se faça a medicina universal para todos os metais e todas as doenças".

Ou seja, o homem tem que purgar e purificar todos os componentes que pertencem ao plano da forma, que são alheias a alma de tal forma que não fique dentro dele a não ser o mais puro caos ou o caos essencial; este caos essencial é composto pelo caos dos quatro elementos. Após este desprendimento pelo apego às coisas materiais, que não pode ser feito a não ser por intermédio de uma grande dose de sacrifício é que pode ter início o trabalho espiritual desta via.

Temos a esta altura do trabalho, duas partes; uma interna, que nada mais seria do que a alma em toda sua composição ternária e aquilo que deixamos de lado, ou seja, nossas cobiças materiais (tais como: orgulho, avareza, inveja, etc.). Seria um erro pensar que o que deixamos de lado está definitivamente acabado, o homem deve fazer um trabalho para transmutar estas suas criações, transmutando-as e dissolvendo-as pode continuar então com sua obra interior. Mas de que forma podemos fazer isto? Uma destas formas é perder o apego pelos objetos materiais e o valor que supostamente eles representam, outra forma é a de nos preocupar única e exclusivamente com nossa evolução, outra é a de aceitarmos com resignação e humildade as provas que a Natureza nos impõe, etc., etc.

Estamos então, somente com nossa alma, sua composição ternária e o caos dos elementos. Como fazer então o trabalho da Via Úmida em nossa alma? Como diz a Alquimia, através de sucessivas destilações, circulações e digestões devemos unir com perfeição o fixo com o volátil e depois transformar tudo em um elemento volátil.

Ou como diz Jacob Boehme: 
"Quando tudo fique reduzido ao puríssimo primeiro princípio, líquido e de igual peso a sua natureza essencial e não tendo mais nada à evaporar e que o homem poderá realizar sua obra".

Falando de outra forma, podemos dizer que a alma deve ser purificada de todos os seus desejos, de todas suas ansiedades e de todos os vestígios de astralidade a fim de atrair para si o Espírito Santo;
neste ponto, podemos entregar nossa vontade ao Criador e fazer delas uma só, de tal forma que a natureza da alma se transforme definitivamente de elementar a etérea e possa por fim residir em nosso interior o Espírito Santo, teremos então transformado nossa alma em um Santuário no qual não mais será habitado pela dor e a angústia mas sim pela Luz e pela Glória.

Via Seca ou Via Punitiva
A via Seca é totalmente oposta à via Úmida pois ela parte do princípio de que nada temos para nos desfazer pois na realidade nada possuímos e nada somos. Nesta via devemos fazer aflorar os atributos da alma através da extração do Mercúrio e do Enxofre dos princípios elementares do ser interior. Em outras palavras, o Amor e a Verdade começam a gerar um sofrimento interior responsável posteriormente pela dor que a alma experimenta, este sofrimento e esta dor provocam o sangramento do coração ao igual que uma coroa de espinhos, e este sangue vertido na terra purifica a alma fazendo com que a vitalidade colocada ao serviço da materialidade volte ao plano ao qual pertence e assim purificados e martirizados pelo sofrimento e pela dor possam elevar os corações e as mentes até o Criador.

E o Amor e a Verdade iniciais serão transformadas em Fogo e Sabedoria. E assim esta alma ceifará a carne dos ossos e conhecerá o ouro e a prata, o batismo pela água e pelo fogo, virtudes essenciais para transformar o Cristo Doloroso em Cristo Glorioso. E é por intermédio desta água e deste fogo que as almas se despojam das máculas terrestres. 

Assim o que está embaixo é análogo ao que está encima, e como diz Stanislas de Guaita:

'O ciclo de Pedro, estando completo, marcará o advento do ciclo de João; a era do Cristo Doloroso estará então encerrada, e ver-se-á despontar no horizonte a alvorada do Santo Paracleto inaugurando o reino do Cristo Glorioso'."

Fonte:
http://www.sca.org.br/uploads/news/id82/EstoriaSobreUmaAlma.pdf


Paul Sédir ...

Namastê buscadores!

"A manifestação da vida universal é como a correnteza de
um rio, sempre em movimento. As ondas mudam constantemente 
e o próprio rio pode alterar o seu leito."
Paul Sédir
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Paul Sédir do seu nome verdadeiro Yvon Le Loup, nascido em 2 de janeiro de 1871 em Dinan e morreu em 3 de fevereiro de 1926 em Paris, é um esoterista e místico francês, autor de numerosos livros sobre esoterismo e misticismo cristão.

Biografia 
Yvon Le Loup rue nascido Lainerie de Dinan em Brittany em 2 de janeiro de 1871. Ele é o filho de Hipólito The Wolf e sua esposa Seraphine Foeller, Neustadt perto de Fulda (Hessen-Nassau). Ele não viveu muito tempo em sua Bretanha natal, a maior parte de sua infância foi passada em Paris .

Yvon Le Loup ingressou no Banque de France em 28 de outubro de 1892 como "agente auxiliar" e permaneceu por vinte anos no mesmo departamento de "Deposits de titres".

Ele estudou o oculto sozinho por cerca de dois anos, quando conheceu Papus ( D Dr. Gerard Encausse) em 1889 para "Livraria Wonderful", que era o ponto de encontro para os interessados em esoterismo. Também era uma editora, equipada com salas de conferência. Esta livraria foi fundada por Lucien Chamuel por volta de 1888. Papus imediatamente mostrou-lhe uma grande amizade. 

Yvon Le Loup está com fome de conhecimento. Papus abre os tesouros de sua biblioteca pessoal e descobre livros sobre filosofia, simbolismo e esoterismo. Ele se torna um colaborador de Papus. Através deste último ele conhece Stanislas de Guaitaque também lhe dá acesso à sua biblioteca.

Ele é iniciado na Ordem Martinista, onde se torna o Iniciador Desconhecido Superior e membro do Conselho Supremo. Ele cessará suas atividades martinistas em 1910.

Outros esoteristas que ele conheceu na época incluem Paul Adam , François Charles Barlet , F.-R. Gaboriau, Emile Gary de Lacroze, Julien Lejay, Jules Lermina , Victor Emile Michelet, René Filipe.

Ele também freqüenta Verlaine em algumas tavernas do Quartier Latin. Foi a época em que Stanislas de Guaita empreendeu a renovação da Ordem Rosacruz e Papus fundou a Ordem Martinista . Yvon Le Loup juntou-se a estas duas empresas e adquiriu as diferentes fileiras. Na Ordem Cabalística do Rosacruz, ele se torna um médico em Cabala e, na Ordem Martinista, ele é um membro do Conselho Supremo.

Via Charles Barlet, tornou-se membro da Irmandade Hermética de Luxor, da qual Barlet era o representante oficial da França.
Mais tarde, Le Loup se afiliou à Igreja Gnóstica da França, onde foi consagrado bispo sob o nome de Tau Paul, bispo de Concorezzo. Posteriormente, em 1897, Marc Haven, Emmanuel Lalande de seu nome real, o fez juntar-se à FTL (Fraternitas Thesauri Lucis), da qual ele foi um dos fundadores, com Papus.

Com Philipon, que se chama Jean Tabris, ele renova a Maçonaria de Misraïm, e é membro da Sociedade Alquímica da França por François Jollivet-Castelot . Mais tarde, Auguste de Villiers de L'Isle-Adam, Jules Barbey de Aurevilly , Gustave Flaubert, Honoré de Balzac e Joséphin Peladan tornaram-se seus iniciadores. Ele também é recebido no Rito de Misraim.

Em outubro de 1890, publicou seu primeiro artigo intitulado "  Experiências de Ocultismo Prático  " em seu próprio nome. O pseudônimo que ele usará mais tarde é o anagrama do "desejo". Papus o adicionou como conferencista em sua "Sociedade de Conferências Espíritas", depois lhe deu um curso em sua "Faculdade de Ciências Herméticas" que acabara de ser fundada. Paul Sédir, assim, rapidamente se torna um mestre nas esferas onde Papus estava ativo. Ele também obteve altos graus nas várias organizações ocultistas mencionadas.

Alguns anos depois, em 1897, ele conheceu Maître Philippe em Lyon . Posteriormente, Sédir o vê várias vezes em Paris e também o visita várias vezes em Lyon... Abandonando seus títulos, rejeitando toda a iniciação, toda a sabedoria esotérica e dedicando-se exclusivamente ao ideal do Evangelho...

Ele tem apenas uma doutrina: o amor ao próximo e a busca do Reino de Deus. Ele lecionou extensivamente sobre o caminho místico cristão e em julho de 1920 fundou "Amizades Espirituais", uma associação cristã livre e caridosa. Essas palestras são então coletadas e publicadas. O resto de sua vida, ele se dedica ao caminho místico cristão e sua difusão. Em maio de 1921, ele se casou com Marie-Jeanne Coffineau.

Depois de uma doença curta, ele morre 3 de fevereiro de 1926 em Paris. "Amizades espirituais" continuam a difusão do trabalho de Sédir.

Obras 
  • Temperamentos e Cultura Psíquica, segundo Jakob Böhme ; Chamuel, 1894. Uma segunda edição completamente refeita será feita em Chacornac em 1906.
  • Os Espelhos Mágicos Teorias, construções, treinamentos ; Chamuel, 1894. 3a ed. 1907 avaliação [1]  [ arquivo ]
  • Encantamentos . (A Palavra, o som e a luz astral, experimentam teorias da Índia e de Boehme); Chamuel, 1897
  • Beato Jacob Boehme (o coordenador filósofo, sua vida, suas obras, suas doutrinas e um vocabulário de terminologia); Chamuel, 1897
  • Criação Teorias esotéricas ; Chamuel, 1898
  • Sonhos Teorias, prática, interpretação ; Beaudelot, 1900
  • O Cabbale , A Casa De Arte, 1900
  • Medicina oculta . (Revisão de toda a terapêutica: alquímica, mágica, magnética, astral, voluntária, religiosa, teúrgica); A Casa da Arte, 1900. Reeditado por Beaudelot em 1910.
  • Letras mágicas . (Romano de iniciações orientais); Ollendorff, 1901
  • Elementos do hebraico, segundo o método de Fabre d'Olivet ; Ollendorff, 1901
  • As plantas mágicas. Botânica oculto, constituição secreta de plantas, virtudes do simples, medicina hermética, poções, unguentos, poções, tinturas, arcanos, essências espagíricas ; Chacornac, 1902 [2]  [ arquivo ]
  • Cartas Mágicas , 1903. [3]  [ arquivo ] [4]  [ arquivo ]
  • Fakirism Hindu e Yogas. Taumaturgia popular. Constituição do homem invisível segundo o Bramanismo. Força magnética e força mental. Treinamento Ocultista ; Chacornac, 1 r  edição 1906, 2 e  Edição grandemente aumentada, 1911 [5]  [ arquivo ]
  • Breviário místico . (Regras de conduta, fórmulas de oração, temas de meditação); Chacornac, 1909
  • Conferências sobre o Evangelho . 3 volumes; Beaudelot, 1908, 1909, 1911
  • História e doutrinas da rosacrucianistas ( 1 st ed. 1910). Biblioteca de Amizades Espirituais. Ed. 1918 [6]  [ arquivo ] [7]  [ arquivo ]
  • A guerra de 1914 segundo o ponto de vista místico , 1910 - Conferências realizadas em Paris em 1915 e 1916; Beaudelot, então Biblioteca de Amizades Espirituais. "A guerra atual de acordo com o ponto de vista místico" [8]  [ arquivo ]
  • O martírio da Polônia ; Crès, 1917 [9]  [ arquivo ]
  • O Pastor de Brie, cachorro da França . Biblioteca de Amizades Espirituais.
  • Em colaboração com Papus  : O Almanaque do Magista ; Chamuel, 1894-1899.
  • Iniciações , Alberto Magno, 1949 [10]  [ arquivo ]
  • Outras obras [ edit | mudar o código ]
  • As Cruzes de Rosa
  • Os sete jardins místicos
  • O caminho místico
  • Prefácio para Les Logia Agrapha por Emile Besson
  • Obras de inspiração cristã [ mudança | mudar o código ]
  • Cinco volumes contêm o comentário de Sedir sobre o Evangelho:
  • A Infância de Cristo , edição Legrand, 1926
  • O Sermão da Montanha
  • Curas de Cristo
  • O reino de deus
  • A coroação do trabalho
  • Amizades espirituais
  • Alguns amigos de deus
  • Canção das Canções
  • Dever Espiritualista,
  • Biblioteca Universal Beaudelot (1910) [11]  [ arquivo ]
  • Direções Espirituais
  • A disputa de Shiva contra Jesus
  • Educação da Vontade
  • Energia ascética
  • Forças místicas e a conduta da vida
  • Os Sete Jardins Místicos (1918) [12]  [ arquivo ]
  • Fragmentos. Edição antológica
  • iniciações
  • Meditações para cada semana
  • Misticismo cristão
  • O caminho místico
  • Oração
  • Sonhos
  • O sacrifício
*
"O Verdadeiro é a Lei de nosso ser essencial, 
o princípio que nos constitui; 
através dele alcançamos o pleno desenvolvimento, 
fixando-nos apenas no que é imune à toda escravidão. 
Matéria, Erro e Cadeias constituem a trindade de Baixo;
esta se opõe à trindade do Alto: Espírito, Verdade, Asas."
(Paul Sédir)