sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Namastê buscadores!

A Teosofia de Helena Blavatsky,
Catecismo Esotérico

1º - Que é o Eterno Absoluto?
- É AQUILO.
2º - Como o Universo veio à existência? 
- Por AQUILO.
3º - Onde estará, quando ocorrer o Pralaya, a morte do Universo? 
- Em AQUILO.
4º - De onde, procedem a Natureza animada e a supostamente inanimada?
- De AQUILO.
5º - De que substância ou essência, se formou o Universo? 
- De AQUILO.
6º - Em que já se converteu e voltará o Universo a converter-se outras vezes? 
- Em AQUILO.
7º - Então, AQUILO é, ao mesmo tempo, 
a causa instrumental e material, do Universo?
- Que outro, senão AQUILO, é, ou poderia sê-lo?
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O Preço do Crescimento Espiritual
“Existe uma estranha lei no Ocultismo que sempre ocorre: sempre que alguém presta “o juramento de aprendiz ou discípulo” em prova, certas consequências ocultas começam logo a aparecer. A primeira dessas consequências é o abrolhar, o vir à tona, de tudo que está latente na natureza do aprendiz: defeitos, hábitos, qualidades e desejos reprimidos, sejam bons, maus ou indiferentes. Por exemplo, se o discípulo é uma pessoa fútil, sensual ou ambiciosa, por herança kármica ou aparecimento na presente encarnação, todos esses vícios irromperão, mesmo que ele os tenha ocultado ou represado até ali. Eles se manifestarão inapelavelmente, e o discípulo terá de lutar, com mais esforço do que antes, para poder dominar essas tendências.” 
(A Doutrina Secreta, Blavatsky, volume VI)
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Curiosidades Místicas
Diz a Filosofia Oculta que, se se traçar uma linha que una o centro da Terra ao do Sol, projetando-o, extensivamente, no espaço, esta reta traçará, em razão do movimento do Sol e do da Terra em relação a ele, no período de 25.868 anos, o que é chamado um Ano Sideral, todo o Ciclo do Zodíaco. Se se dividir esse período por 12, ter-se-á o período em que esta reta apontará para uma das doze constelações, achando-se, portanto, a Terra sob sua influência. Essa interação Constelação, Sol e Terra, marcará o período da influência de cada Constelação sobre o destino da Terra. Segundo diz Sêneca, um dos mais notáveis cidadãos do império romano e escritor, Berose, sacerdote da Babilônia profetizava os acontecimentos e os cataclismos do mundo por meio do Zodíaco. O Antigo Testamento da Bíblia está repleto de alusões aos doze signos do Zodíaco, e todo o seu esquema se baseia nele: heróis, personagens e acontecimentos. Assim, o sonho de José, que viu “onze” estrelas inclinando-se diante de outra, a duodécima do conjunto, refere-se ao Zodíaco. Os católicos vêem, nesse fato, uma profecia da vinda do Cristo, representado pela duodécima estrela, e os apóstolos seriam as outra onze. Já falamos dos doze filhos de Jacob. De Mirville diz que Pitágoras considerava o número 12 sagrado e fala dele o seguinte: “Este número doze é perfeito. É o dos signos do Zodíaco, que o sol visita a cada ano (ano sideral); e foi, para honrar este número, que Moisés dividiu a sua nação em doze tribos, instituiu os doze pães da proposição e colocou doze pedras no peitoral dos pontífices levitas. 
(A Doutrina Secreta, vol. II, Blavatsky)


Namastê buscadores!

O verdadeiro papel da educação
 – Edgar Morin
por Revista Prosa Verso e Arte

“A educação deve ser um despertar para a filosofia,
 para a literatura, para a música, para as artes.
 É isso que preenche a vida.
 Esse é o seu verdadeiro papel.”

O filósofo francês Edgar Morin fala sobre um dos temas que o tornou uma influência mundial, a educação. Morin fala sobre a necessidade de estimular o questionamento das crianças, sobre reforma no ensino e sobre a importância da reflexão filosófica não tanto para que respostas sejam encontradas, mas para fomentar a investigação e a pluralidade de possíveis caminhos. Leia abaixo:

O senhor costuma comparar o nosso planeta a uma nave espacial, em que a economia, a ciência, a tecnologia e a política seriam os motores, que atualmente estão danificados. Qual o papel da educação nessa espaçonave?
Ela teria a função de trazer a compreensão e fazer as ligações necessárias para esse sistema funcionar bem. Uso o verbo no condicional porque acho que ela ainda não desempenha esse papel. O problema é que nessa nave os relacionamentos são muito ruins. Desde o convívio entre pais e filhos, cheio de brigas, até as relações internacionais — basta ver o número de guerras que temos. Por isso é preciso lutar para a melhoria dessas relações.

O que é preciso mudar no ensino para que o nosso planeta, ou a nave, entre em órbita?
Um dos principais objetivos da educação é ensinar valores. E esses são incorporados pela criança desde muito cedo. É preciso mostrar a ela como compreender a si mesma para que possa compreender os outros e a humanidade em geral. Os jovens têm de conhecer as particularidades do ser humano e o papel dele na era planetária que vivemos. Por isso a educação ainda não está fazendo sua parte. O sistema educacional não incorpora essas discussões e, pior, fragmenta a realidade, simplifica o complexo, separa o que é inseparável, ignora a multiplicidade e a diversidade.

O senhor então é contra a divisão do saber em várias disciplinas?
As disciplinas como estão estruturadas só servem para isolar os objetos do seu meio e isolar partes de um todo. Eliminam a desordem e as contradições existentes, para dar uma falsa sensação de arrumação. A educação deveria romper com isso mostrando as correlações entre os saberes, a complexidade da vida e dos problemas que hoje existem. Caso contrário, será sempre ineficiente e insuficiente para os cidadãos do futuro.

Na prática, de que forma a compreensão e a condição humana podem estar presentes em um currículo?
Ora, as dúvidas que uma criança tem são praticamente as mesmas dos adultos e dos filósofos. Quem somos, de onde viemos e para que estamos aqui? Tentar responder a essas questões, com certeza, vai instigar a curiosidade dos pequenos e permitir que eles comecem a se localizar no seu espaço, na comunidade, no mundo e a perceber a correlação dos saberes.

Mas uma pergunta como “quem somos?” 
Não é fácil de responder. E não precisa ser respondida. É a investigação e a pluralidade de possíveis caminhos que tornam o assunto interessante. Podemos ir pelo social, somos indivíduos, pertencentes a determinadas famílias, que estão em certa sociedade, dentro de um mundo que tem passado, história. Todos temos um jeito de ser, um perfil psicológico que também dá outras informações sobre essa questão. Mas também somos seres feitos de células vivas, entramos na biologia—, que são formadas por moléculas,— temos então a química. Todas essas moléculas são constituídas por átomos que vieram de explosões estelares ocorridas há milhões de anos… E assim por diante. Sempre instigando a curiosidade e não a matando, como frequentemente faz a escola.

Como temas tão profundos podem ser tratados sem que a aula fique chata?
É só não deixar enjoativo o que é por natureza passional. Um jornal francês de literatura fez uma pesquisa entre os alunos e descobriu que até os 14 anos os jovens gostam de ler e lêem muito. Quando vão para o liceu, lêem menos. É verdade que eles começam a sair mais de casa e ter outros interesses, mas um dos principais motivos é que os professores tornam a literatura chata, decupando-a em partes pequenas e analisando minuciosamente o seu vocabulário, em vez de dar mais valor ao sentido do texto, à sua ação. Nada mais passional do que um romance, nada tão maravilhoso quanto a poesia! Nada retrata melhor a problemática humana do que as grandes obras literárias. Os saberes não devem assassinar a curiosidade. A educação deve ser um despertar para a filosofia, para a literatura, para a música, para as artes. É isso que preenche a vida. Esse é o seu verdadeiro papel.

A literatura e as artes deveriam ter mais destaque no ensino?
Sem dúvida. Elas poderiam se constituir em eixos transdisciplinares. Pegue-se Guerra e Paz, de Tolstói, por exemplo. O professor de Literatura pode pedir a seu colega de História para ajudá-lo a situar a obra na história da Rússia. Pode solicitar a um psicólogo, da escola ou não, que converse com a classe sobre as características psicológicas dos personagens e as relações entre eles; a um sociólogo que ajude na compreensão da organização social da época. Toda grande obra de literatura tem a sua dimensão histórica, psicológica, social, filosófica e cada um desses aspectos traz esclarecimentos e informações importantes para o estudante. Todo país tem suas grandes obras e certamente também os clássicos universais servem para esse fim.

O professor deve buscar sempre o trabalho interdisciplinar?
Ele deve ter consciência da importância de sua disciplina, mas precisa perceber também que, com a iluminação de outros olhares, vai ficar muito mais interessante. O professor pode procurar ter essa cultura menos especializada, enquanto não existir uma mudança na formação e na organização dos saberes. O professor de Literatura precisa conhecer um pouco de história e de psicologia, assim como o de Matemática e o de Física necessitam de uma formação literária. Hoje existe um abismo entre as humanidades e as ciências, o que é grave para as duas. Somente uma comunicação entre elas vai propiciar o nascimento de uma nova cultura, e essa, sim, deverá perpassar a formação de todos os profissionais.

Como o professor vai aprender a trabalhar de forma conjunta?
Ele vai se autoformar quando começar a escutar os alunos, que são os porta-vozes de nossa época. Se há desinteresse da classe, ele precisa saber o porquê. É dessa postura de diálogo que as novas necessidades de ensino vão surgir. Ao professor cabe atendê-las.

Como acontece uma grande reforma educacional?
Nenhuma mudança é feita de uma só vez. Não adianta um ministro querer revolucionar a escola se os espíritos não estiverem preparados. A reforma vai começar por uma minoria que sente necessidade de mudar. É preciso começar por experiências pilotos, em uma sala de aula, uma escola ou uma universidade em que novas técnicas e metodologias sejam utilizadas e onde os saberes necessários para uma educação do futuro componham o currículo. Teríamos, desde o começo da escolarização, temas como a compreensão humana; a época planetária, em que se buscaria entender o nosso tempo, nossos dilemas e nossos desafios; o estudo da condição humana em seus aspectos biológicos, físicos, culturais, sociais e psíquicos. Dessa forma começaríamos a progredir e finalmente a mudar.

Como tratar temas tão profundos como o estudo da condição humana nos diversos níveis de ensino?
Os professores polivalentes da escola primária são os ideais para tratar desses assuntos. Por não serem especialistas, têm uma visão mais ampla dos saberes. Eles podem partir da problemática do estudante e fazer um programa de ensino cheio de questões que partissem do ser humano. O polivalente pode mostrar aos pequenos como se produz a cultura da televisão e do videogame na qual eles estão imersos desde muito cedo. Já a escola que trabalha com os jovens deve dedicar-se à aprendizagem do diálogo entre as culturas humanísticas e científicas. É o momento ideal para o aluno conhecer a história de sua nação, situar-se no futuro de seu continente e da humanidade. Às universidades caberia a reforma do pensamento, para permitir o uso integral da inteligência.

Fonte: revista Nova Escola | Fronteiras do Pensamento

Saiba mais sobre Edgar Morin:
Edgar Morin – (artigos, conferências e entrevista)

Fonte: 
https://www.revistaprosaversoearte.com