quinta-feira, 22 de março de 2012

Namastê buscadores!

Livres

Livres como o Vento primordial, seguimos —
não dispersos,
mas conduzidos pelo sopro invisível
do Criador.

Vibramos pensamentos
como asas sutis que aprendem a planar
ao sabor da consciência desperta.

Livres no Amor, crescemos.
Não em altura externa,
mas em profundidade de ser.
Caminhamos em busca de nós mesmos
até perceber
que sempre habitamos
o próprio coração do Eterno.

Livres na Verdade, resplandecemos.
Acolhendo diferenças
como notas diversas
de uma mesma sinfonia sagrada.
Harmonia não é uniformidade —
é unidade que honra a multiplicidade.

Livres para Amar, transcendemos.
Como águas que fluem
pelas complexidades da terra,
atravessamos nossos desejos mais profundos
sem nos aprisionar a eles.

Livres do medo,
a mente se expande
quase tocando o Céu —
não por fuga,
mas por elevação.

Sentimos o Amor florescer,
a alma entoar seu cântico antigo,
a alegria crescer
como aurora que não se cansa de nascer.

E o poder da Criação
nos rejuvenesce por dentro —
ensinando-nos a criar,
criar e criar…
não por vaidade,
mas por participação consciente
na Obra maior.

Livres, descobrimos a força da União:
força suave, porém invencível,
que somente o Amor sustenta
e que a fé burila
como quem lapida um diamante oculto.

Livres, semeamos intenções puras,
germinamos ações luminosas,
e percebemos a presença
da amada Paz do Criador —
Sol interior
que nos faz brilhar sem competir.

Pura chama.
Viva luz.

E assim ampliamos as nascentes oportunidades
de cada gesto compartilhado,
sabendo que a verdadeira liberdade
não é fazer o que se quer,
mas tornar-se aquilo que se É. 

Namastê buscadores!
Navegar!

Navega pelo oceano do conhecimento...
Faz da humildade teu barco à vela.
Balança na suavidade do vento;
faz das ondas, obstáculos vencidos.
Flutua silenciosamente...
O que vale é saber passar.

No oceano da vida, sossegadamente,
fitemos o horizonte a despontar.
Vamos, sigamos!
A vida proclama o amor a ficar.
Como no voar dos pássaros,
a gentil habilidade de se direcionar.
Na força das águas, um turbilhão
de pensamentos a organizar.
No poder do destino, livre-arbítrio:
é uma questão de pensar.

Não fiques a derivar
nas incertezas e formas do mar.
Entre ilhas de verdes montes...
Entre a neblina espessa a ultrapassar...
Navega sempre!
Sempre pelas ondas vivas do mar.


 Namastê buscadores!
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Florescer

Jardim secreto da alma;
Paraíso perdido no tempo...
Gotas de chuva em folhas secas;
Campos vastos de gramas verdejantes...
Sublime amor!
Retratado na beleza das flores entre relvas...
Intensidade de aromas frescos da mata molhada;
Arco-íris de espectro disperso,
colorindo com delicadeza.
Visão gentil!

Imensidão dos sentidos...
Reflexos de gotículas d’água
se formam na chuva fina...
Luminoso fenômeno a iluminar os corações sedentos.
Esperança de vida,
Determinação desmedida,
Renovação de sintonias vividas...
Feliz de quem ama com a intensidade das ondas no oceano da vida,
Abatendo os rochedos da desesperança.
Amar, simplesmente!
Entre flores nos jardins da vida,
Entre sensações que aquecem todos os sentidos...
Florescendo o vigor do fortalecimento divino.
À vida!

Namastê buscadores!

Sinfonia da Vida

O som das notas ecoa nas almas:
penetra nos seres, anestesia as dores,
alimenta o tempo.

Há sinfonia viva que apresenta reflexos atemporais;
aproxima distâncias, estreita laços.
Perene, sentimos as horas, os dias, os anos...
Há vida própria no aprendizado colhido.

Música real!
Paisagens em cores, entre espaços de tempo,
desbravam descobertas de novos caminhos...
Flores, relvas e borboletas hão de inspirar
sonhos imortais.

O tempo continua a voar
com a mesma intensidade que hoje nos sorri;
amanhã pode expirar.
Mas o amor, primeiro a ser aprendido,
deixa o céu atordoado
pela coragem que ele próprio impõe aos homens.

Sintonia em flor há de ser celebrada
na poesia de tempos antigos,
por ser estimada precocemente na delicadeza.
Futilidades, caprichos e passatempos —
não permanentes
em naturezas não duradouras.

As melodias ouvidas são doces,
mas as não ouvidas são ainda mais...
Que toquem, então, o espírito,
na esperança e na paz.


Namastê buscadores!
Flores

Um feixe de aveleiras, entrelaçadas em madressilvas.

Hesitantes, desabrocham...

Orgulhosas, espalham-se ao vento.

Diante do céu azul, flores campestres
inclinam, serenas, sua beleza —
em justa troca.

O velho tempo continua a fluir;
e o tempo das flores
continua a esvair-se.

Ah, se pudéssemos ser tal qual as delicadas flores:
acolhendo o Sol, que do Céu vem;
aconchegando o Amor, que do Céu se fixa...

Flores —
de todas as sutilezas e formas,
de todos os aromas e cores —
expressando no mundo
nossas próprias linguagens,

em puro encanto...
das flores.

Namastê buscadores!

Alma

Poeirinha cósmica em chão de estrelas,
Aconchega-se c’alma em corpo temporal;
Em luz e sombras, equilibrando a vida.
Vinda do Amor incondicional,
Escolha acertada em azul-turquesa.

Desafio corajoso em tempo real.
Encruzilhadas e ciladas
Hão de ser desvendadas, superadas!

Alma, essência íntima do silêncio infinito...
Descobridora humilde dos mistérios maiores,
Fôlego que anima a vida silenciosa
Da Inteligência viva, em aprendizado,
Plantando e colhendo; religando-se à Origem.


Namastê buscadores!
Ilusões!

Confrontações:
erros,
tentativas,
acertos —
ilusões.

Pensamentos apressados...
Conflitos guardados há gerações,
ecoando na carne do tempo.
Tempo corrido,
esvaído,
sofrido —
não vivido.

Ilusões plantadas;
sementes lançadas
em solo infértil de medo e silêncio.
Colhe-se o vazio
quando não se cultiva a verdade.

Vida real é vida fértil —
terra revolvida pela consciência.
É tempo de curar,
de acreditar,
de agir
e ousar sonhar.

Sonhos não são névoa a se dissipar ao amanhecer.
Sonhos são fogo —
esperanças vivas
à espera de realização.


Namastê buscadores!

A Vida é Feita de Eternidade

A vida é feita de sabores diversos e surpreendentes.

É o doce inesperado na travessia amarga,
O amargo necessário no amadurecimento doce.

O verdadeiro tempero é o amor que brota
Espontaneamente de cada ser —
Sem cobrança, sem interesse...
Apenas por existir.

A vida é rica na percepção de virtudes e valores
Que se revelam com o tempo e o silêncio,
A serem conquistados não por conquista,
Mas por transformação.

É o acolhimento dos aprendizados
Que encontramos pelos caminhos variados...
Uns suaves, outros pedregosos,
Mas todos repletos de propósito.

É fonte de descobertas —
Internas e externas —
Que devem ser compartilhadas
Como pão partido em mesa farta.

Pois o que verdadeiramente a faz valer
Não é o quanto se possui,
Mas o quanto se doa.

São as adversidades,
Corajosamente vencidas com humildade,
Que nos fazem crescer em plenitude.

A dor é semente de sabedoria
Quando regada com aceitação e coragem.

A vida se torna plena
Através do exercício salutar da compaixão —
A mais alta forma de inteligência do coração.

E quando vivemos o amor sem fronteiras,
Sem etiquetas, sem barreiras,
Acima dos interesses passageiros
Que o mundo nos ensina a desejar,
É aí que nos aproximamos do eterno.

Conscientes da Lei de Causa e Efeito,
Sabemos que cada gesto gera ondas
Que alcançam tempos e lugares além da nossa vista.
Nada se perde — tudo se transforma.

E nesse ciclo divino de semear e colher,
A alma desperta.

Porque a vida é feita de Fé Viva —
Fé que não espera milagres,
Mas os constrói com atos diários.

Fé que não foge das sombras,
Mas acende luzes com o coração.

E Fé Viva...
É feita de Eternidade.


 Namastê buscadores!

Escolhas

A vida humana é tecida por escolhas. Cada decisão é um movimento silencioso da consciência, conduzindo-nos, passo a passo, ao encontro de nós mesmos.

O tempo presente expõe dores, conflitos e desafios que parecem envolver toda a humanidade.

 Diante disso, surge a pergunta essencial: como colaborar para a cura do Planeta Azul?

A resposta não se encontra fora — ela nasce no santuário interior de cada coração.

Cada ser é chamado a assumir sua parcela na grande obra da vida: reconhecer limites, despertar virtudes, compreender deveres e honrar responsabilidades. O exemplo de Jesus Cristo permanece como guia dessa jornada, ensinando que o amor e a renovação interior são os verdadeiros caminhos da transformação espiritual. Seus ensinamentos indicam que a evolução começa dentro de cada indivíduo, por meio do autoconhecimento e da reforma íntima.

Quando a consciência se volta para dentro e trabalha sobre si mesma, nasce um olhar mais sereno, sensível e maduro sobre a existência. Assim, a evolução pessoal deixa de ser um movimento isolado e passa a harmonizar-se com o bem coletivo.

Desse modo, cada gesto consciente torna-se uma semente no advento de um novo tempo

 — o tempo de um mundo mais regenerado, onde o bem gradualmente supera o mal.

No fim, a Lei é simples e silenciosa:

A escolha — ontem, hoje e sempre — pertence a cada um.