domingo, 3 de março de 2024

 Om shanti, Om...

"A imagem 1: A Nebulosa do Caranguejo é o que resta de uma estrela que uma vez explodiu em um espetáculo brilhante de destruição e renovação cósmica. Observatórios renomados, como o Hubble, têm nos fornecido imagens e dados incríveis por anos, mas agora o Webb leva nossa compreensão um passo adiante, mergulhando mais profundamente na composição e nas origens desta nebulosa."

" A imagem 2: Mostra Herbig-Haro 211 com riqueza de cores e formações: do centro irradia uma nuvem rosada e horizontal, com extremidades em arco, flanqueada por mechas amarelo-alaranjadas e azuis. No coração dessa estrutura, uma faixa rosada cruza cada lóbulo, que se torna mais vibrante nas extremidades.A fascinante interação entre a formação estelar e o meio interestelar é ilustrada aqui com arte e ciência, destacando a potência do Telescópio Webb em desvendar os mistérios do universo. "

 Crédito: ESA/Webb, NASA, CSA, T. Ray (Dublin)
Skynews Astronomia
 

"Os homens cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim e não encontram o que procuram. E, no entanto, o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa." (Antoine de Saint - Exupéry)

Shalom, buscadores!
Meditemos:
por Mundo Eurus
Enya - Echoes In Rain (Tradução) HD Video
- A Flor Esqueleto -




  Namastê buscadores!

#Artigo Sócrates:
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Ateniense, não só de nascimento, mas acima de tudo por convicção. Viveu na sua infância a Atenas do esplendor, o século de Péricles. Atenas era então o lugar de encontro dos mais brilhantes pensadores daquela época. Grandes escultores – como Fídias – arquitetos e pintores, a tinham embelezado. Seus políticos a haviam colocado, depois das guerras contra o invasor persa, na liderança das cidades-estado da Hélade.
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Viveu também a época da decadência, das desgraças da guerra contra Esparta, do empobrecimento, da perda do domínio marítimo, dos trinta tiranos. Seu papel em todo esse processo foi sempre ativo; foi visto valorosamente em combate quando a nação assim o precisou e participou ativamente do Aerópago. Mas sempre brilhou, no fundo, durante toda a sua vida, a sua chama de mestre, a sua vida, a sua ânsia de filósofo. Ele preferia ser professor do que político.
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Sócrates fez do magistério um verdadeiro apostolado; para ele nenhuma outra função era superior a essa que ele se havia imposto, e por isso tratou levá-la a cabo com a maior fidelidade.
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Tudo aquilo que preocupa o comum dos homens foi sacrificado por Sócrates com o objetivo de poder educar a maior quantidade de seres no sentido do dever, da justiça e em benefício da humanidade.
Filho de um escultor, Sofronisco e de uma parteira de nome Fenaretes, tomou da arte da sua mãe a inspiração para o seu sistema de ensino: “a Maiêutica”, a arte de fazer parir. Sócrates procura produzir em seus interlocutores o descortinar da ideia, sua saída ao exterior a partir do interior de si mesmos.
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Para tanto desenvolveu o maravilhoso diálogo, conhecido desde então com o nome socrático, um jogo de perguntas e respostas, logicamente encadeadas, que vão procurar acordar os homens da sua letargia de pequenas vaidades, ódios, temores e orgulhos, mostrando-lhe o mundo dos grandes valores e dos grandes amores.
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“Só sei que nada sei”
foi sua resposta ao oráculo da pitonisa de Delfos, quando esta lhe afirmou ser ele o mais sábio entre os homens do seu tempo. Depois chegou à conclusão de que o oráculo tinha razão, já que na verdade ninguém sabia de nada, nem ele, nem os demais, mas havia uma grande diferença: enquanto os outros não eram conscientes da sua ignorância, ele sim era da sua.
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Aí estava a diferença entre Sócrates e os demais. Temos a imagem de um só Sócrates simples, de bons costumes, altamente preocupado com a moral, com uma entrega total à sua vocação de mestre, que é representada na sua discussão com sua mulher Xantipa, que o recriminava por não se dedicar a atividades mais lucrativas. Caminhante incansável de ruas e praças públicas da velha Atenas, onde de maneira aberta criticava aos sofistas sua falta de amor à sabedoria, que os havia levado a prostituí-la.
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Sócrates faz seu o velho aforismo de Delfos:
“Conhece-te a ti mesmo e conhecerás a natureza e os deuses”.
Não há sabedoria sem esse “conhecer-se” interior e sem as possibilidades que isso traz. No fim da sua vida, acusado injustamente de corruptor da juventude e condenado por esse motivo a beber cicuta, reúne com seu exemplo o ideal de toda uma vida dedicada à superação e ao conhecimento interior.
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Depois do julgamento, não quis se retratar sobre suas supostas culpas, pois considerava que essa era a missão para qual Deus o havia colocado na Terra entre os homens e não se podia retratar do que dizia e fazia.
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Para terminar, menciona-se um ensinamento que Sócrates deixou também a seus discípulos quando lhe perguntaram por que aceitava o julgamento e sua morte se eram tão injustos; ele respondeu que é melhor suportar uma injustiça do que cometê-la.
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Xima Moreno, investigadora de Nova Acrópole.
Artigo retirado da Revista Esfinge.

#Fragmentos do Artigo As cartas de Sêneca:

"Ensina, tu, com razão, a elevar o pensamento para a imensidão. Uma coisa muito grande e generosa é a alma humana. Ela não tolera mais limites do que aqueles que são comuns à divindade. Por princípio, não aceita uma pátria no sentido restrito do termo, Éfeso ou Alexandria, ou qualquer outro lugar, caso exista, de maior população ou maiores construções. Sua pátria compreende tudo o que é rodeado pelo universo até os confins mais distantes, é tudo o que se encontra sob a abóbada celeste, os mares e as terras, onde o ar separa e une ao mesmo tempo o mundo dos deuses e dos homens, onde as divindades, cada uma em seu posto, cumprem uma missão específica.
Além disso, não permite que restrinjam a sua duração.
“Todos os anos são meus”
(...)
Influenciado pela escola estóica e também pelos ideais epicuristas, Sêneca refletiu sobre as mais profundas contradições da condição humana, questionamentos universais, que acompanham a sociedade desde o início da Era Cristã até a atualidade. Sua filosofia aborda a busca da felicidade, o medo da morte, as desilusões, a amizade e levanta uma das principais questões dos nossos dias: como conjugar qualidade de vida e tempo escasso. Leitores do século XXI serão surpreendidos por lições como: “A duração de minha vida não depende de mim. O que depende é que não percorra de forma pouco nobre as fases dessa vida; devo governá-la, e não por ela ser levado.”; “O defeito maior da vida é ela não ter nada de comple­to e acabado, e o fato de sempre deixarmos algo para depois.” Ou ainda: “Não deixemos nada para mais tarde. Acertemos nossas contas com a vida dia após dia”. As cartas de Sêneca fazem parte de uma longa tradição do gênero epistolar, e se distinguem das cartas comuns por não se destinarem à comunicação de natureza pessoal ou familiar, aproximando-se mais da crônica histórica. É comum ao gênero a presença de um interlocutor para desenvolver a filosofia por meio do diálogo. No caso de Lucílio, não há confirmação de que ele tenha existido. – por Lúcia Sá Rebello em “Sêneca e a reflexão sobre as contradições da condição humana” | no livro ‘Aprendendo a viver – cartas a Lucílio‘ de Lúcio Anneo Sêneca. [tradução do latim por Lúcia Sá Rebello e Ellen Itanajara Neves Vranas]. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2010.