terça-feira, 19 de novembro de 2019

Namastê buscadores!

  Quais são as 14 obras de misericórdia:
Nº 938 – Que se entende por obra de misericórdia?

Obra de misericórdia é aquela com que se socorre o nosso próximo nas suas necessidades corporais ou espirituais.
Nº 939 – Quantas são as obras de misericórdia?
As obras de misericórdia são catorze: sete corporais e sete espirituais, conforme são corporais ou espirituais as necessidades que se socorrem.
Nº 940 – Quais são as obras de misericórdia corporais?
As obras de misericórdia corporais são:
1ª Dar de comer a quem tem fome;
2ª Dar de beber a quem tem sede;
3ª Vestir os nus;
4ª Dar pousada aos peregrinos;
5ª Assistir aos enfermos;
6ª Visitar os presos;
7ª Enterrar os mortos.
Nº 941 – Quais são as obras de misericórdia espirituais?
As obras de misericórdia espirituais são:
1ª Dar bom conselho;
2º Ensinar os ignorantes;
3ª Corrigir os que erram;
4ª Consolar os aflitos;
5ª Perdoar as injúrias;
6ª Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo;
7ª Rogar a Deus pelos vivos e mortos.

 Em resumo, como bem disse São João da Cruz:
 “Ao entardecer desta vida, seremos julgados pelo amor
E não pelo que dizemos da boca para fora.“
Fontes: https://pt.aleteia.org/

Citações parciais para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

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 Estudo biográfico = Experiências:

“Suporto as contingências da vida, resoluta. 
Eu não consegui armazenar dinheiro para viver.
Resolvi armazenar paciência”.
Carolina de Jesus

Carolina Maria de Jesus foi uma das vozes mais importantes da literatura brasileira do século XX. Nascida em Sacramento, Minas Gerais, em 1914, enfrentou desde cedo a pobreza, o preconceito e a exclusão social. Mesmo tendo estudado apenas até o segundo ano escolar, aprendeu a ler e desenvolveu grande interesse pela escrita e pela leitura.

Ao mudar-se para São Paulo após a morte da mãe, passou a viver na favela do Canindé, sustentando seus três filhos como catadora de papel. Em meio às dificuldades da fome, da violência e da desigualdade, registrava em cadernos o cotidiano da favela, transformando sua experiência em testemunho social.

Seu talento foi descoberto pelo jornalista Audálio Dantas, que ajudou a publicar, em 1960, o livro Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada. A obra teve enorme repercussão no Brasil e no exterior, sendo traduzida para diversas línguas e tornando Carolina uma das primeiras escritoras negras brasileiras a alcançar reconhecimento internacional.

Além de escritora, Carolina também foi poetisa e compositora. Sua obra retrata de forma direta e sensível a realidade das periferias brasileiras, denunciando a fome, a desigualdade e o racismo. Mesmo após sua morte, em 1977, seu legado permaneceu vivo por meio de livros publicados postumamente e de estudos acadêmicos sobre sua contribuição para a literatura e para a representação da população negra e pobre no Brasil.

A trajetória de Carolina Maria de Jesus simboliza resistência, coragem e a força da escrita como instrumento de denúncia social e transformação cultural.