Om shanti, buscadores!
.gif)
Santo Agostinho...
Com direção de Rosselini, Santo Agostinho (Agostino d'Ippona), 1972. O filme termina com Agostinho, já idoso, diante do pão e do vinho, pregando para sua congregação em Hipona, citando conceitos básicos de seu livro Cidade de Deus, justamente nos dias em que Roma caía sob domínio dos bárbaros, e o Cristianismo era acusado de ser o grande vilão.
"Vocês conhecem a minha dor por esta nossa sociedade repleta de injustiças, na qual, a corrupção, a desordem , a violência, o amor pelo poder e o dinheiro, recobriram de vergonha a dignidade dos homens que perderam o conhecimento do que eles são desde o início dos séculos: filhos de Deus e herdeiros do paraíso. Os sofrimentos desta vida, como disse São Paulo, não são comparáveis com a glória que um dia deverá tomar conta de nós. Se assim for, não vamos nos deixar invadir por pensamentos carnais, não é esse o momento. O mundo está desorientado. O velho arrasado. A nossa carne é humilhada para que a esperança viva e resplandeça. Quando os pagãos nos disseram: Roma caiu por causa de sua fé; nós respondemos que a doutrina de Cristo, não nos foi dada para guardar os bens da terra, mas para reformar a nossa vida e nos levar até os bens invisíveis. Os reinos, os poderes e tudo o que me diz respeito, são na realidade como rios depois da chuva: nascem, crescem e se perdem no mar. Na realidade não passam de um ligeiro murmúrio entre dois silêncios. E enquanto o mundo agitado desmorona, Cristo nos diz:
“Por que se perturbar? Eu havia previsto tudo isto… Se surpreendem que o mundo pereça? É como se surpreender que o homem envelheça.” O mundo é como o homem: ele nasce, cresce e envelhece. Que a fé de vocês então acorde, porque Cristo veio ao mundo para recriá-los enquanto tudo está desmoronando. E não se recusem a rejuvenescer em Cristo. A natureza viciada pelo pecado, da à luz aos cidadãos da cidade terrena. A graça que libera a natureza do pecado, dá à luz aos cidadãos da cidade de Deus. Os primeiros descendentes de Caim, envelhecem como os bens da terra aos quais eles foram ligados; os segundos, descendentes de Abel, são regenerados de idade em idade, para que vivam na esperança de uma pátria celeste; e assim é que dois amores geram duas cidades:
O amor de Deus gera Jerusalém; o amor por este mundo gera a Babilônia.
Que cada um de vocês se pergunte o que ama e descobrirá de qual cidade é cidadão. Se descobrir que é cidadão da Babilônia, que arranque do seu coração a ganância. Se tiver a sorte de descobrir-se cidadão de Jerusalém, aceite a sua escravidão e aguarde a sua próxima libertação.
E não se admire ao ver que na Terra, os justos e os ímpios estão juntos, eles são da mesma forma como na oliveira, que cresce tanto o que se joga como aquilo que fica, tanto o que se ama como aquilo que se desagrada. Porque a história do mundo compreende tanto a história do pecado, que é aquela dos líderes do império, como a história da salvação, que é aquela dos patriarcas e dos profetas.
Logo chegará o dia em que os malvados deixarão suas riquezas como em um sonho, mas aqueles que servem a Deus possuirão a Terra, a verdadeira Terra, a Jerusalém eterna. A iniquidade é inútil. A iniquidade não é nada. Só a justiça é poderosa. A verdade pode ser temporariamente escondida, mas não poderá ser vencida, jamais! A iniquidade poderá aparecer com frequência, mas triunfar, jamais! As cidades terrestres morrerão, mas a cidade de Deus é, e estará eternamente em sua glória!"
"Vocês conhecem a minha dor por esta nossa sociedade repleta de injustiças, na qual, a corrupção, a desordem , a violência, o amor pelo poder e o dinheiro, recobriram de vergonha a dignidade dos homens que perderam o conhecimento do que eles são desde o início dos séculos: filhos de Deus e herdeiros do paraíso. Os sofrimentos desta vida, como disse São Paulo, não são comparáveis com a glória que um dia deverá tomar conta de nós. Se assim for, não vamos nos deixar invadir por pensamentos carnais, não é esse o momento. O mundo está desorientado. O velho arrasado. A nossa carne é humilhada para que a esperança viva e resplandeça. Quando os pagãos nos disseram: Roma caiu por causa de sua fé; nós respondemos que a doutrina de Cristo, não nos foi dada para guardar os bens da terra, mas para reformar a nossa vida e nos levar até os bens invisíveis. Os reinos, os poderes e tudo o que me diz respeito, são na realidade como rios depois da chuva: nascem, crescem e se perdem no mar. Na realidade não passam de um ligeiro murmúrio entre dois silêncios. E enquanto o mundo agitado desmorona, Cristo nos diz:
“Por que se perturbar? Eu havia previsto tudo isto… Se surpreendem que o mundo pereça? É como se surpreender que o homem envelheça.” O mundo é como o homem: ele nasce, cresce e envelhece. Que a fé de vocês então acorde, porque Cristo veio ao mundo para recriá-los enquanto tudo está desmoronando. E não se recusem a rejuvenescer em Cristo. A natureza viciada pelo pecado, da à luz aos cidadãos da cidade terrena. A graça que libera a natureza do pecado, dá à luz aos cidadãos da cidade de Deus. Os primeiros descendentes de Caim, envelhecem como os bens da terra aos quais eles foram ligados; os segundos, descendentes de Abel, são regenerados de idade em idade, para que vivam na esperança de uma pátria celeste; e assim é que dois amores geram duas cidades:
O amor de Deus gera Jerusalém; o amor por este mundo gera a Babilônia.
Que cada um de vocês se pergunte o que ama e descobrirá de qual cidade é cidadão. Se descobrir que é cidadão da Babilônia, que arranque do seu coração a ganância. Se tiver a sorte de descobrir-se cidadão de Jerusalém, aceite a sua escravidão e aguarde a sua próxima libertação.
E não se admire ao ver que na Terra, os justos e os ímpios estão juntos, eles são da mesma forma como na oliveira, que cresce tanto o que se joga como aquilo que fica, tanto o que se ama como aquilo que se desagrada. Porque a história do mundo compreende tanto a história do pecado, que é aquela dos líderes do império, como a história da salvação, que é aquela dos patriarcas e dos profetas.
Logo chegará o dia em que os malvados deixarão suas riquezas como em um sonho, mas aqueles que servem a Deus possuirão a Terra, a verdadeira Terra, a Jerusalém eterna. A iniquidade é inútil. A iniquidade não é nada. Só a justiça é poderosa. A verdade pode ser temporariamente escondida, mas não poderá ser vencida, jamais! A iniquidade poderá aparecer com frequência, mas triunfar, jamais! As cidades terrestres morrerão, mas a cidade de Deus é, e estará eternamente em sua glória!"