quinta-feira, 26 de setembro de 2024

 Shalom!

"Cada batimento cardíaco é infinitamente mais do que uma simples pulsação. É um mistério para o plano da alma, é uma energia misteriosa que elabora os milagres do Espírito. Livre do espaço e do tempo, o coração é o mensageiro silencioso e sutil do Ser Divino"

Revista Pentagrama - Ano 22 - nº 2 - Rosacruz Áurea 


A compaixão é esse fato admirável. Só a compaixão é o princípio de toda a justiça livre e de toda a caridade verdadeira. A compaixão é um fato incontestável da consciência do homem; ela é essencialmente própria e não depende de noções anteriores, de ideias a priori, religiões, dogmas, mitos, educação e cultura. É o produto espontâneo, imediato, inalienável da natureza, resiste a todas as provas, e mostra-se em todos os tempos e em todos os países . Em toda a parte é invocada com confiança, tão grande é a certeza de que ela existe em todos os homens. (...) O ente que não conhece a compaixão está fora da humanidade." - As Dores do Mundo, de Schopenhauer 

(O Mistério da Ética - O Homem é a morada do Fogo-Logos, Alberto Brum, Editora Garbha-Lux, pag. 138)

*Os fragmentos, pertencem ao texto - Autodidata: o que é, vantagens e como se tornar - Escrito por Redação - Acesse a fonte para leitura na íntegra: https://www.ead.com.br/blog/autodidata

Namastê buscadores!
Somando...
[...]
"Responda a si mesmo as perguntas
 a seguir e reflita..." 

Curiosidade

Gosto de investigar? Quando vejo algo diferente, vou atrás para entender do que se trata ou deixo pra lá?

Iniciativa

Eu consigo tomar decisões e iniciar novos projetos? Quando quero aprender algo, vou atrás até conseguir?

Aplicação

Eu consigo transportar as coisas da teoria para a prática? Consigo criar formas de testar o que aprendi? 

Autonomia

Eu consigo me organizar para aprender, testar e avaliar o que aprendi sozinho?

Flexibilidade

Tenho paciência para quando errar, tentar um novo caminho? Sei me adaptar às diferentes situações que podem surgir? 
(...)

A seguir, algumas dicas que vão te ajudar nessa missão.

Desenvolva o hábito de estudar

Independente do que você quer aprender, o autodidatismo exige certa frequência... exige esforço, tentativa e erro, repetições, revisões. E tudo isso leva tempo. Se você não criar o hábito de estudar, não terá regularidade para aprender teoria e aplicar a prática de forma eficiente. Dessa forma, você evita se perder quando os assuntos começarem a ficar mais complexos, pois saberá o que precisa aprender a cada etapa da sua rotina de estudos.

Use a tecnologia como aliada
Se antes era necessário viajar muitas horas ou dia para coletar uma simples informação, hoje em dia temos quase tudo ao alcance de um clique: livros, textos, vídeos, contatos com as pessoas, protótipos e modelos.

Aplique o que aprendeu

A tentativa e erro é uma das principais características do modelo de estudos... A melhor forma de verificar se o que você aprendeu realmente está certo é aplicando. Quando não está, é necessário observar o que está dando errado.

Gerencie bem o seu tempo

Dedicar um tempo exclusivo aos estudos é essencial para manter um ritmo saudável, sem exaustão mental e física. O cérebro precisa de múltiplos estímulos para funcionar bem, o que inclui se alimentar bem, fazer exercícios físicos e garantir que os nutrientes nos mantenham bem e assim possamos ampliar nosso conhecimento... Cada aprendizado tem seu tempo. Mas é preciso paciência e observar evoluções. Lembre-se: os erros e percalços também podem nos ensinar muitas coisas [...]"

*Os fragmentos acima, pertencem ao texto - Autodidata: o que é, vantagens e como se tornar - Escrito por Redacao - Acesse a fonte para leitura na íntegra:
https://www.ead.com.br/blog/autodidata

terça-feira, 24 de setembro de 2024

Namastê buscadores!

A ilusão do "eu separado"

Uma vaga é oceano, quando se eleva, recebe o nome de "onda".

 Quando recebe este nome, é como se tivesse uma existência independente...

... Parece rolar pela superfície, que é toda água - água fluindo na água - 
e isso chamamos de vida.  Então ela diminui e isso é chamado de espuma.

Nada aconteceu com a água. É apenas um movimento espontâneo, mas por causa do nome e da forma, aparece como uma existência separada. 

O tempo todo é apenas o jogo da água subindo, fluindo, baixando - nenhuma história. A mente faz a história criando uma identidade ilusória. No verdadeiro entendimento, é tudo um só. 

Quando a identidade surge, chamamos de vida. Quando diminui, chamamos de morte. Mas, realmente, se você olhar da perspectiva do puro Eu, não existe uma existência autônoma e independente. Todas as ações são as ações do oceano, apenas são uma manifestação transitória do todo.

(Mooji)

 Shalom!


"O coração nos chama. A vida em seu fluxo pulsa continuamente como um chamado a todos, indistintamente, sem induzir ou forçar nada: como o sol, que não escolhe a quem oferecer sua luz. [...] 

Nele – no centro do nosso coração – há a semente da verdadeira vida: a semente da eternidade, do Amor Real. Voltar-se para esse Real é enxergar e ouvir além da razão, que tenta entender a vida com a mente. Como Antoine de Saint-Exupéry nos diz:

'Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos'."

Trecho extraído do artigo: - "O Pulsar da Vida" - Revista Logon. 

Rosacruz Áurea 

Namastê buscadores!


Recomeçar sempre

Os dias turbulentos que vivemos na Terra exigem coragem interior para superá-los de maneira digna... 

Frente a tantos desafios, muitas vezes nos fechamos para a realidade, pensando estar tudo perdido neste mundo...

São chances de colocarmos em prática as lições aprendidas ao longo da nossa jornada evolutiva, oportunizando o tão necessário crescimento na direção da luz.

Nada supera a bênção sagrada de estarmos vivendo o momento presente, quando a Terra atravessa o período de sua transição para um mundo melhor.

Diariamente Deus nos acompanha, oferecendo-nos a oportunidade de recomeçar...

Todos corremos o risco de tombar com a ventania, mas vergarmos com ela e nos restabelecer, pondo-nos novamente de pé é para os corajosos, para aqueles que confiam em Deus....

* * *

A vida nos convida à permanência construtiva em nossos deveres sem esmorecer.

Cada nascimento assinala que um Espírito reinicia sua jornada evolutiva na Terra.

A natureza nos exemplifica, constantemente, a lição do recomeço.

Após a tempestade, a atmosfera se renova e o sol volta a brilhar.

A árvore, após a poda, reverdece e frutifica.

A lagarta após a hibernação no casulo, ressurge como a borboleta que alça voos suaves sobre as flores.

A lua jamais interrompe seu périplo ao redor da Terra. Ressurge a cada anoitecer, prestando seu serviço e mostrando sua beleza.

Tudo ao nosso redor nos convida a seguirmos as sagradas leis.

Desistir da vida – jamais!

Recomeçar – sempre!

Redação do Momento Espírita

*

"A caridade e o estudo nobre, a fé e o bom ânimo, o otimismo e o trabalho, a arte e a meditação construtiva constituem temas renovadores, cujo mérito não será lícito esquecer, na reabilitação das nossas ideias."

(André Luiz) 

Livro: Ação e Reação, psicografia de Chico Xavier, Feb Editora

sábado, 21 de setembro de 2024

Om shanti!

"A paz de espírito é essencial para haver paz no mundo. Quando somos sobrecarregados pela raiva não temos paz interior, mas quando somos movidos pelo amor e pela compaixão temos. A coisa mais importante no mundo de hoje é como nos conectamos uns com os outros como seres humanos. Todos nós queremos viver num mundo mais pacífico, mas se não nos conectarmos uns com os outros não há base para a paz. Quanto mais cuidarmos dos outros, maior será a nossa própria sensação de paz. Onde há menos bondade no mundo, há mais problemas e a paz é perturbada. Vamos fazer da gentileza com os outros o nosso #DesafioDaPaz 

(Dalai-lama)

"As guerras começam nas mentes dos seres humanos, portanto é nas mentes dos seres humanos que precisamos plantar sementes de paz." 

"Se a paz é para ser alcançada, precisamos começar com a paz interior. Se a coerência social é para ser adquirida, coerência interna é o ponto de partida. Se o crime deve ser eliminado, precisamos erradicar o crime de nossas mentes e almas. Se a estabilidade mundial é necessária, precisamos começar pela estabilidade interna. Não podemos mais oferecer as soluções de supermercado ao problema mundial. A paz não será vendida nesses mercados" 

"A família da humanidade está passando por alguns momentos extremamente desafiadores, e nós seremos capazes de passar pelo tumulto desta mudança ao fortalecermos nosso potencial espiritual interno e ao acessarmos o poder e a sabedoria que vêm do Supremo, Deus. A clareza na mente e a pureza no coração nos ajudarão a lidarmos com as dificuldades que a vida traz diante de nós.

Para toda a humanidade este é um momento para reflexões profundas e desenvolvimento espiritual. É um momento para revisarmos a forma como nos posicionamos neste mundo e termos clareza sobre nossos objetivos na vida.

O tempo está nos chamando para emergirmos nossa natureza inata de paz e usarmos ativamente nosso poder espiritual e a capacidade de amar. O tempo está nos solicitando para mostrarmos nossa generosidade de espírito."

#Paz #Cooperação #Amor #Unidade #Humanidade 

"A luz do bem deve fulgir em todos os planos."

- Quando nós mudamos, o mundo muda!

(Brahma Kumaris)


quarta-feira, 18 de setembro de 2024

Namastê buscadores!
Simbolismo

Wikipédia

Simbolismo é um movimento literário da poesia e das outras artes que surgiu na França, no final do século XIX, como oposição ao realismo, ao naturalismo e ao positivismo da época. Movido pelos ideais românticos, estendendo suas raízes à literatura, aos palcos teatrais, às artes plásticas. Como escola literária, teve suas origens na obra As Flores do Mal, do poeta Charles Baudelaire. Ademais, os trabalhos de Edgar Allan Poe, os quais Baudelaire admirava e traduziu para francês, foram de significativa influência, além de servirem como fontes de diversos tropos e imagens. Fundamentou-se principalmente na subjetividade, no irracional e na análise profunda da mensagem, a partir da sinestesia.

Origens e características

A partir de 1881, na França, poetas, pintores, dramaturgos e escritores em geral, influenciados pelo misticismo advindo do grande intercâmbio com as artes, pensamento e religiões orientais, procuram refletir em suas produções a atmosfera presente nas viagens a que se dedicavam. No fin de siècle, os grandes fatores que contribuíram à disseminação do simbolismo foram o individualismo de origem iluminista radical, defendendo-se ideias de igualdade de gênero; o pessimismo filosófico, como o de Schopenhauer; e a crença em uma realidade invisível, motivada pela busca dos simbolistas a temas inconscientes, pelas descobertas científicas como a dos raios X e pelo ocultismo.

Marcadamente individualista e místico, foi, com desdém, apelidado de "decadentismo" - clara alusão à decadência dos valores estéticos então vigentes e a uma certa afetação que neles deixava a sua marca...

O simbolismo foi, no início, uma reação literária contrária ao naturalismo e realismo, movimentos anti-idealistas que exaltavam a realidade cotidiana, renunciando ao ideal. Também houve crítica contra o impressionismo. Pode-se dividir dois grandes ramos de simbolistas: o ramo idealista, em que artistas otimistas desejavam reformar a sociedade, com mudanças por meio do poder das imagens e pela promoção da iluminação pessoal; e o ramo decadente, de teor mais pessimista, em que os artistas criavam por razões pessoais e expressivas, celebrando o hedonismo, degeneração e escapismo da realidade cruel. Esses artistas polarizavam um ideal do feminino, representando simbolicamente as mulheres tanto como virgens (mais por parte da vertente idealista) quanto como prostitutas (a exemplo do motivo de femme fatale).

A primeira declaração de agenda simbolista foi o manifesto simbolista de Jean Moréas, publicado em 18 de setembro de 1886, em que afirmava os simbolistas como "inimigos da instrução, da declamação, da falsa sensibilidade e da descrição objetiva". Assinalava que a arte simbolista deveria "revestir a Ideia de uma forma sensível que, no entanto, não seria seu objetivo em si, mas que, embora servindo para expressar a Ideia, permaneceria sujeita":

"Nesta arte, as cenas da natureza, as ações dos seres humanos e todo o resto dos fenômenos existentes não serão nomeados com o objetivo de expressarem a si mesmos; serão plataformas sensíveis destinadas a encaixar e a mostrar suas afinidades esotéricas com os Ideais primordiais."

Suas obras deveriam expressar ideias autenticamente, uma verdade transcendente. Os seguidores deste movimento acreditavam que a arte devia capturar as verdades mais absolutas, as quais podiam ser obtidas através de métodos indiretos e ambíguos. Dessa forma, escreviam armados de um estilo altamente sugestivo e metafórico. Assim, por exemplo, afirmava Mallarmé, de que a arte não deveria mostrar diretamente o objeto, mas sugeri-lo: "esse é o sonho. É o uso perfeito deste mistério que constitui o símbolo". (...)

Já a primeira descrição de uma obra simbolista está presente na crítica de Georges Aurier à arte de Paul Gauguin em 1896, em que a caracteriza como: "ideísta", porque seu ideal único é a expressão da ideia; "simbolista", porque expressa a ideia por meio de formas; além de "sintética", "subjetiva" e "decorativa" (que era no contexto o oposto de "imitativa"). "Ideísmo" frequentemente se referia na época ao pensamento neoplatônico, em que os objetos são representações de um ideal para além da apreensão, e a obra de arte é vista como um "envelope" material para uma dimensão maior. Aurier faz citações à alegoria da caverna de Platão e às correspondências baudelairianas e de cunho esotérico swedenborgiano. Ele cunhou o neologismo "ideísta" para distinguir o novo idealismo desses artistas, em relação ao "idealismo" como termo que já era frequentemente utilizado para se referir às pinturas grandiosas da Academia Francesa; Joséphin Peladan, em seus salões de arte da Rose-Croix, também advogava pelo que chamava de "arte idealista" contra o naturalismo e realismo.

Os simbolistas foram separando-se do parnasianismo pois não partilhavam da devoção ao verso perfeito parnasiano. O simbolismo se inclinava mais para o hermetismo, desenvolvendo um modelo de versificação livre desdenhador da objetividade do Parnasianismo. Não obstante, várias características parnasianas foram assimiladas, como o gosto pelo jogo de palavras, a musicalidade nos versos e, sobretudo, o lema de Théophile Gautier da arte pela arte. Os movimentos se fragmentaram completamente quando Arthur Rimbaud e outros poetas (Círculo dos poetas Zúticos) se fartaram do estilo perfeccionista parnasiano, publicando várias paródias sobre o modo de escrever de suas mais imponentes figuras.

Movimento

A poesia simbolista possui objetivos metafísicos, além disso, busca a utilização da linguagem literária como instrumento de desenvolvimento cognitivo, encontrando-se entre o mistério e o misticismo. Foi considerado, na época, uma corrente irmã gêmea obscura do Romantismo. Em relação ao estilo, baseavam seus esforços em encontrar uma musicalidade perfeita em rimas, deixando a beleza do verso em segundo plano. Dentre os principais aspectos estão.

Subjetivismo

A visão objetiva da realidade não desperta mais interesse, e, sim, está focalizada sob o ponto de vista de um único indivíduo. Dessa forma, é uma poesia que se opõe à poética parnasiana e se reaproxima da estética romântica, porém, mais do que voltar-se para o coração, os simbolistas procuram o mais profundo do "eu" e buscam o inconsciente, o sonho.

Musicalidade

A musicalidade é uma das características mais destacadas da estética simbolista, segundo o ensinamento de um dos mestres do simbolismo francês, Paul Verlaine, que em seu poema "Art Poétique", afirma: De la musique avant toute chose... ("A música antes de mais nada...") Para conseguir aproximação da poesia com a música, os simbolistas lançaram mão de alguns recursos, como por exemplo a aliteração, que consiste na repetição sistemática de um mesmo fonema consonantal, e a assonância, caracterizada pela repetição de fonemas vocálicos.

Transcendentalismo

Um dos princípios básicos dos simbolistas era sugerir através das palavras sem nomear objetivamente os elementos da realidade. Ênfase no imaginário e na fantasia. Para interpretar a realidade, os simbolistas se valem da intuição e não da razão ou da lógica. Preferem o vago, o indefinido ou impreciso. O fato de preferirem as palavras névoa, neblina, e palavras do gênero, transmite a ideia de uma obsessão pelo branco (outra característica do simbolismo) como podemos observar no poema de Cruz e Sousa:

"Ó Formas alvas, brancas, Formas claras De luares, de neves, de neblinas!... Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas... Incensos dos turíbulos das aras..." [...]

Dado esse poema de Cruz e Sousa, percebe-se claramente uma obsessão pelo branco, sendo relatado com grande constância no simbolismo.

Filosofia

A estética de Schopenhauer e o simbolismo possuíam preocupações comuns; ambos tendiam a considerar a Arte como um refúgio contemplativo do mundo da luta e da vontade. Como resultado desse desejo de um refúgio artístico, os simbolistas utilizaram temas característicos do misticismo, um senso agudo de mortalidade e do poder maligno da sexualidade, que Albert Samain definiu como "fruto da morte sobre a árvore da vida". O poema Les fenêtres de Mallarmé expressa com êxito esses temas tão prezados pela estética simbolista.

Literatura

Os temas são místicos, espirituais, ocultos. Abusa-se da sinestesia, sensação produzida pela interpenetração de órgãos sensoriais: "cheiro doce" ou "grito vermelho", das aliterações (repetição de letras ou sílabas numa mesma oração: "Na messe que estremece") e das assonâncias, repetição fônica das vogais: repetição da vogal "e" no mesmo exemplo de aliteração, tornando os textos poéticos simbolistas profundamente musicais.

No Brasil o simbolismo tem início em 1893 com a publicação de dois livros: Missal (prosa) e Broquéis (poesia), ambos de Cruz e Sousa. Estende-se até o ano de 1922, data da Semana de Arte Moderna.

Em Portugal liga-se às atividades das revistas Os Insubmissos e Boêmia Nova, fundadas por estudantes de Coimbra, entre eles Eugénio de Castro, que, ao publicar um volume de versos intitulado Oaristos, instaurou essa nova estética em Portugal. Contudo, o consolidador estará, a esse tempo, residindo verdadeiramente no Oriente - trata-se do poeta Camilo Pessanha, venerado pelos jovens poetas que irão constituir a chamada geração Orfeu. O movimento simbolista durou aproximadamente até 1915, altura em que se iniciou o modernismo.

Portugal

Com a publicação de Oaristos, de Eugênio de Castro, em 1890, inicia-se oficialmente o simbolismo português, durando até 1915, época do surgimento da geração Orfeu, que desencadeia a revolução modernista no país, em muitos aspectos baseada nas conquistas da nova estética.

Conhecidos como adeptos do nefelibatismo (espécie de adaptação portuguesa do decadentismo e do simbolismo francês), e, portanto como nefelibatas (pessoas que andam com a cabeça nas nuvens), os poetas simbolistas portugueses vivenciam um momento múltiplo e vário, de intensa agitação social, política, cultural e artística. Com o episódio do ultimato inglês, aceleram-se as manifestações nacionalistas e republicanas, que culminarão com a Proclamação da República, em 1910.

Portanto, os principais autores desse estilo em Portugal seguem linhas diversas, que vão do esteticismo de Eugênio de Castro ao nacionalismo de Antônio Nobre e outros, até atingirem maioridade estilística com Camilo Pessanha: o mais importante poeta simbolista português. Os nomes de maior destaque no simbolismo português são: Camilo Pessanha, António Nobre, Augusto Gil e Eugénio de Castro.

Brasil

No Brasil, três grandes poetas destacaram-se dentro do movimento simbolista: Augusto dos Anjos, Cruz e Sousa e Alphonsus de Guimaraens, autor de Sete dores de Maria. Com Cruz e Sousa, a angústia de sua condição, reflete-se no comentário de Manuel Bandeira: "Não há (na literatura brasileira) gritos mais dilacerantes, suspiros mais profundos do que os seus". São também escritores que merecem atenção: Raul de Leoni, Emiliano Perneta, Da Costa e Silva, Dario Vellozo, Arthur de Salles, Ernãni Rosas, Petion de Villar, Marcelo Gama, Maranhão Sobrinho, Saturnino de Meireles, Pedro Kikerry, Alceu Wamosy, Eduardo Guimarães, Gilka Machado, Onestaldo de Penafort e Lívio Barreto.

Teatro

Buscaram os autores, dentre os quais o belga Maeterlinck, o italiano Gabriele D'Annunzio e o norueguês Ibsen, levar ao palco não personagens propriamente ditos, mas alegorias a representar sentimento, ideia - em peças onde o cenário (som, luz, ambiente, etc.) tenham maior destaque.

Artes plásticas

Pintura

No âmbito da pintura, Gustave Moreau foi um dos principais expoentes do simbolismo. Suas pinturas mais conhecidas são "Júpiter e Semele", "Europa e o touro" e "Os unicórnios". Odilon Redon, outro artista francês, produziu obras seminais como "O carro de Apolo" e "Druida".

Oriundo do Impressionismo, Paul Gauguin deixa-se influenciar pelas pinturas japonesas que aparecem na Europa, provocando verdadeiro choque cultural, abandonando as técnicas ainda vigentes nas telas do movimento onde se iniciou, como a perspectiva, pintando apenas em formas bidimensionais. A temática alegórica passa a dominar, a partir de 1890. Ao artista não bastava pintar a realidade, mas demonstrar na tela a essência sentimental dos personagens.

Ainda na França, outros artistas, como Gustave Moreau, Odilon Redon, Maurice Denis, Paul Sérusier e Aristide Maillol, aderem à nova estética. Na Áustria, usando de motivos eminentemente europeus do estilo rococó, Gustav Klimt é outro que, assim como Gauguin, torna-se conhecido e apreciado. Na Bélgica, Jean Delville proporá a "arte idealista" dentro desse movimento. O norueguês Edvard Munch, autor do célebre quadro "O grito", alia-se primeiro ao simbolismo, antes de tornar-se um dos prodígios do Expressionismo.

No Brasil, o movimento simbolista influenciou a obra de pintores como Eliseu Visconti e Rodolfo Amoedo. A tela "Recompensa de São Sebastião", de Eliseu Visconti, medalha de ouro na Exposição Universal de Saint Louis, em 1904, é um exemplo da influência simbolista nas artes plásticas do Brasil.

Características marcantes

Do ponto de vista pictórico, as características mais relevantes são as seguintes:

Técnicas

O intuito dos artistas simbolistas é o de criar uma pintura autônoma em relação à realidade, opondo-se fortemente ao realismo, onde cada símbolo possui uma significação própria a partir das perspectivas do espectador e ou pintor. Não existe uma leitura única, mas sim a transmissão de coisas distintas que a obra conceda a cada indivíduo.

Cor

Às vezes se utilizam de cores fortes e pastéis para ressaltar o sentido onírico do sobrenatural.

Temática

Perdura o interesse pelo subjetivo, pelo irracional, similaridades compartilhadas também com o Romantismo.

Grupos simbolistas

Les Nabis

Como consequência do simbolismo, surge o grupo de Les Nabis. Possui a particularidade de ter formas mais simplificadas e cores mais puras. A arte torna-se uma realidade autônoma do real, pois nela estão patentes emoções, sentimentos e ideologias.

A escola de Pont-Aven

Desde 1873 a cidade de Pont-Aven era frequentada pelos alunos da Escola de Belas Artes de Paris. Em 1886, Gauguin aporta e em 1888 se instala um grupo de pintores dispostos a seguir seus ensinamentos na Academia. Participam da exposição do Café Volpini em 1889. Neste mesmo ano, Gauguin segue para o Taiti e por consequência o grupo se desvanece. As vertentes desta Escola constituíram-se pela vontade de sintetizar formas, compêndios que se moviam entre o Impressionismo e o simbolismo.

Principais representantes

O pecado por Franz Stuck

Gustave Moreau (1826–1898): Prolífico desenhista e de grande virtuosismo técnico. Narrador de visões únicas e oníricas. Sua fonte de inspiração maior era a mitologia.

Gustav Klimt (1862–1918): Um dos maiores e mais importantes representantes do simbolismo, cujas obras mais destacadas são O beijo, Palas Atenea, Judith I, As três idades da mulher, Nuda Veritas e Dânae. A maioria de seus quadros está carregada de um sentido lírico-decorativo e retrata mulheres fatais, jovens e sensuais.

Odilon Redon (1840–1916): Representa o mágico, o visionário e fabuloso. O sonho, A Esfinge, O nascimento de Vênus, As flores do mal, Mulher e flores.

Carlos Schwabe: Um pintor de grande imaginação. Transmitia com maestria imagens oníricas. O precursor do modernismo. Spleen e ideal, A boda do poeta e da musa.

Franz von Stuck (1863—1928): Tornou-se conhecido por cartuns para Blätter Fliegende, e por decorações de livros. Durante 1889 exibiu suas primeiras pinturas, quando ganhou uma medalha de ouro do The Guardian. Obras mais conhecidas: O pecado.

Escultura

O simbolismo possui uma estética acadêmica, e se relaciona mais às realizações esculturais de vanguarda.

Principais representantes

Jean-Joseph Carriès (1855-1894)

Charles Van der Stappen (1843-1910)

George Minne (1866-1914)

Auguste Rodin (1840-1917)

Antoine Bourdelle (1861-1929)

Max Klinger (1857-1920)

Ver também

Arte visionária

A Arte Visionária pode ser entendida como um fazer artístico ou processo criativo, onde a produção está condicionada às experiências advindas de estados não ordinários de consciência ENOC. A Arte Visionária tem como propósito transcender o mundo físico, retratar visões que muitas vezes incluem temas espirituais e místicos ou, pelo menos, alicerçados em tais experiências. Essa busca na arte não é um fenômeno novo, diversos movimentos artísticos do passado tiveram essa mesma preocupação. A Arte Visionária na atualidade não defende um novo estilo específico, é possível encontrar artistas visionários sem treinamento acadêmico, como os naïfs, ou muito técnicos e de grande destreza e virtuosismo similar aos hiper-realistas. Ela pode usar materiais convencionais de pintura e desenho, ou então todos os tipos de inovações tecnológicas da fotografia, cinema e computação. Embora predominantemente figurativa, há artistas que trabalham com formas abstratas ou uma mescla de ambas. 

Segundo en: Laurence Caruana, escritor do Primeiro Manifesto da Arte Visionária:

“Onde os Surrealistas tentaram, através do estado onírico, se elevar as mais altas realidades (e contra o uso de narcóticos) os artistas visionários usam tudo a sua disposição – mesmo com grande risco pessoal – acessar diferentes estados de consciência e expor as visões resultantes. Os artistas visionários buscam mostrar o que repousa além das fronteiras de nossa percepção. Através dos sonhos, transes ou outros estados alternativos, o artista busca ver o invisível (ou o mundo dos espíritos) – atingindo um estado visionário que transcende nosso modo ordinário de percepção. A tarefa que o espera, consequentemente, é comunicar suas visões de forma reconhecível como na visão do dia-a-dia.” (CARUANA 2013, 01)

Conceituação

Há evidências de que a necessidade de retratar visões pode estar associada ao surgimento da arte no passado remoto. Investigadores como en:Henrich Klüver e en:David Lewis-Williams descobriram que vários desenhos e pinturas rupestres possuem padrões visuais típicos dos que estão presentes nos estados não ordinários de consciência e que ainda são realizadas por culturas diversas como as indígenas e bosquímanas por todo o planeta, além dos estados patológicos, xamânicos e psicodélicos (ver ENOC). Em 2009 a BBC de Londres realizou um interessante documentário a esse respeito em uma série de cinco capítulos chamado “Como a Arte Fez o Mundo”, sendo que o segundo capítulo, “O Dia em que as Imagens Nasceram”, discute o fenômeno (é possível assistir no Youtube).

Pelo fato da Arte Visionária se ocupar de estados não ordinários ou alternativos de consciência, o termo pode abranger também estados patológicos, pessoas acometidas de esquizofrenias, psicoses, epilepsias, aura de enxaqueca, etc., que também podem retratar suas experiências visuais resultantes desses estados. Desta forma a conceituação é parecida com a de Arte Bruta, tal como proposta pelo artista Jean Dubuffet em 1945 e que, no Brasil temos exemplos na obra de artistas como Bispo do Rosário e Moacir soares Faria, este documentado pelo cineasta Walter Carvalho em 2005 no filme Moacir Arte Bruta.

Escolas e organizações

No início de 2013, na cidade de Viena na Áustria, foi fundada a Academia Vienense de Arte Visionária. Fundada por Laurence Caruana e vários seguidores e assistentes do pintor vienense Ernst Fuchs.

A Escola Vienense de Realismo Fantástico, que inclui Ernst Fuchs e Arik Brauer, é também considerada um catalisadora técnica e filosófica importante em sua forte influência sobre a cultura visionária contemporânea.

A Society for the Art of Imagination, fundada por Brigid Marlin atua como importante portal para eventos visionários. Recentemente uma nova onda de artistas visionários colaboram mutuamente na divulgação de seus trabalhos e ideias tanto na internet como em festivais como o Burning Man e Boom Festival, e espaços como Temple of Visions, Tribe 13, Synergenesis e o Interdimensional Art Movement.

No Brasil, em julho de 2013 ocorreu na cidade de Campinas a Primeira Mostra Internacional de Arte Visionária reunindo diversos artistas nacionais e internacionais, e graças ao incentivo de artistas como Antar Mikosz e Ernesto Boccara e toda uma comunidade este movimento se consagra hoje como Bienal Internacional de Cultura Psicodélica e Artes Visionárias, onde a ciência e a arte se encontram como no período da renascença, criando o que pode ser chamado de uma "Renascença Psicodélica"

A Bienal Internacional de Cultura Psicodélica e Arte Visionária (BICPSIeAV) teve sua fundação em 2013, através de um edital lançado por Rodrigo Henrique Binotto Nini, e é uma bienal internacional com foco em uma pesquisa planetária e forte perfil Latino Americano. Considerando a ancestralidade dos acessos aos Estados Não-Ordinários de Consciência (ENOC) e uma rica cultura em expansão graças, a aproximação cada vez maior de uma expressão visionária através de uma jornada de autoconhecimento projeta um futuro de abundância e prosperidade, enquanto trabalha a totalidade da existência. Tal arte visionária e cultura psicodélica que estavam a margem da sociedade começam agora, graças a ciência, novamente a se aproximar de seu centro. A Bienal destaca o cenário artístico de sua temática, valorizando uma expressão de arte que por anos se encontrava espalhada em vários pontos do Brasil e do Mundo e graças a este manifesto bienal o grande público tem acesso a ampla capacidade de produção de artistas visionários, enquanto cria-se a oportunidade para que cientistas e pesquisadores entrem em diálogo com o contexto cultural, histórico, sociopolítico e medicinal que englobam a temática, expandindo assim a retórica do movimento.

Tendo críticas à proliferação da cultura bienal, ou "biennização", como já foi chamado, a BICPSIeAV visa criar um modelo sustentável baseado em melhores práticas que priorizem os artistas, a produção artística e a meticulosa apresentação e mediação da arte. A Bienal baseia-se em um processo de pesquisa que começa desde o local, expandindo para o regional e nacional e, finalmente, para o transnacional. Com o objetivo de dar acesso e valorizar uma cultura que é planetária, a Bienal pretende arraigar asas e visitar países da América Latina. Refletindo a perspectiva global da Bienal e a missão de aumentar o engajamento artístico no Brasil e no resto do mundo, propoe oficinas e workshops para que juntos os artistas e público possam explorar um território que ainda permanece relativamente inexplorado apesar da prolífica produção artística.

A Bienal Internacional de Cultura Psicodélica e Arte Visionária é um ambiente crítico de experimentação artística e produção de conhecimento, ativador de cooperação e intercâmbio entre atores e instituições locais e nacionais, instigador de generosidade em relação a todos os atuadores e um barômetro de questões sociais, políticas e econômicas atuais, filtradas através de práticas artísticas.

Academia Brasileira de Arte Visionária

Patrimônio Imaterial da Humanidade - SITE - INSTAGRAM

Professor Coordenador/Fundador - Neurocientista Rodrigo Henrique Binotto Nini

História

William Blake (1757–1827)

Hieronymus Bosch (c. 1450–1516)

Salvador Dalí (1904–1989)

Max Ernst (1891–1976)

Morris Graves (1910–2001)

Edward Burne-Jones (1833–1898)

Frida Kahlo (1907–1954)

Nicholas Roerich (1874–1947)

Gustave Moreau (1826–1898)

Samuel Palmer (1805–1881)

Remedios Varo (1908–1963)

João Cardoso (1994–Presente)

Referências

https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Simbolismo



 Namastê buscadores!

"No mês de setembro as escolas Waldorf comemoram a época de São Micael... É Micael que nos ensina a lutar com coragem contra as tentações do mal..."

"... Os dragões são tudo aquilo que nos prendem ao mundo material, levando a uma preocupação exagerada e fazendo com que esqueçamos da nossa essência, do nosso “Eu interior”.

Os professores preparam os espíritos de seus alunos contando histórias sobre heróis que corajosamente conseguem enfrentar e vencer terríveis dragões; desafios e jogos de coragem são propostos às crianças com a intenção de despertar nelas uma vivência de sua força interior e, assim, superar obstáculos e dificuldades; músicas em homenagem ao Arcanjo Micael e a heróis valentes são entoados com alegria nas salas de aula, desde o jardim até as classes posteriores.

Micael representa a força e a coragem que devemos ter em nossa luta diária para estarmos sempre alertas ao que é bom e ao que é mau, tendo lucidez e discernimento em nossas escolhas. Se quisermos que nossas crianças tenham coragem para um dia enfrentar todos os “dragões” apresentados pela vida, precisamos ser dignos de exemplo de coragem, de consciência."

Trechos do site: https://escolaensinovivo.com.br/

"Qual a importância e relevância da compreensão da Ciência Espiritual, principalmente na atual época?

Uma das tarefas da atualidade, segundo a Antroposofia é que o ser humano desenvolva, em equilíbrio, as três forças fundamentais da alma: "o Pensar, o Sentir e o Querer”. 

Para isso é necessário o desenvolvimento do ser humano de forma integral, integrando mente, coração e mãos/pernas (os membros que remetem a ação e movimento).

O desequilíbrio entre essas três forças fundamentais da alma pode gerar indivíduos com frieza intelectual e indiferença social (perda do sentido humanitário), pessoas excessivamente sensíveis ou inflamadas com pouca clareza de pensamento ou pessoas impulsivas, sem prudência e impositivas ou seu oposto, pessoas excessivamente passivas, sem ímpeto ou capacidade de atuação no mundo) - desequilíbrios extremamente comuns hoje em dia.

O desafio é a busca pela coerência consciente entre os discursos e as atitudes, decisões e escolhas e que elas estejam permeadas pelo calor do coração, sempre em busca da dignificação e florescimento de todos os seres humanos - em todas as esferas."

(Leonardo Maia)

As cinco qualidades da Alma segundo a Antroposofia:

- Domínio sobre os impulsos da vontade

- Domínio sobre o curso dos pensamentos

- Imparcialidade na percepção da vida

- Positividade ao julgar o mundo

- Serenidade diante do prazer e da dor

Rudolf Steiner - A Ciência Oculta (1910)

#antroposofia #rudolfsteiner #pedagogiawaldorf #educação #psicologia #teosofia #rosacruz *Biblioteca Virtual da Antroposofia 

segunda-feira, 16 de setembro de 2024

Om shanti, om...
"Quando Deus me lançou como uma pedra, 
neste lago maravilhoso,
 perturbei a sua superfície com incontáveis círculos.
 Mas quando atingi as profundezas, 
fiquei completamente tranquilo."

(Khalil Gibran)

Namastê buscadores!

Direitos Humanos

História Hoje: símbolo da paz era lançado há 'mais de' 65 anos

Desenho foi feito pelo artista gráfico britânico Gerald Holtom 

Três linhas e um círculo. O símbolo da paz, difundido em todo o mundo, foi lançado em 4 de abril de 1958, na Semana Santa. Desenhado pelo artista gráfico britânico Gerald Holtom, foi criado como logotipo da Campanha pelo Desarmamento Nuclear, na Grã-Bretanha, e acabou ganhando um significado muito maior.

Antes de ser uma referência de paz e amor, simbolizava a revolta contra a guerra nuclear. De acordo com o designer, ele fez um desenho de si mesmo onde representa “um indivíduo em desespero, com as palmas das mãos estendidas para fora e para baixo” inspirado no camponês da pintura Os fuzilamentos de três de maio, do artista espanhol Francisco de Goya. O símbolo também incorporava as letras D de desarmamento e N de nuclear do alfabeto semafórico.

A princípio, Gerald Holtom pensou em colocar uma cruz no centro do círculo mas não teve apoio de religiosos que participavam da campanha de desarmamento.

O Comitê de Ação Direta Contra a Guerra Nuclear usou o emblema na primeira grande marcha antinuclear. Os manifestantes saíram de Londres até o local onde as armas nucleares britânicas eram fabricadas.

Além de grandes cartazes, foram produzidos botons em argila branca com o desenho pintado em preto. Aquele material seria capaz de resistir a uma guerra nuclear.

No início dos anos 1960, o símbolo apareceu nos folhetos do Comitê de Ação Não-Violenta, uma organização civil norte-americana. E, logo depois, foi a vez do movimento hippie colorir o desenho e difundi-lo internacionalmente representando paz e amor.

Edição: Sheily Noleto/ Renata Batista

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/direitos-humanos/audio/2023-04/historia-hoje-simbolo-da-paz-era-lancado-ha-65-anos


Shalom buscadores!

"A literatura é a arte da palavra ou da escrita, 

e pode ter funções sociais como emocionar, divertir, 

fazer pensar e mostrar a realidade."

Ao todo, existem 14 escolas literárias no mundo e no Brasil, são elas: Trovadorismo, Humanismo, Classicismo, Quinhentismo, Barroco, Arcadismo, Romantismo, Realismo, Naturalismo, Parnasianismo, Simbolismo, Pré-Modernismo, Modernismo e Tendências Contemporâneas (Pós Modernismo). 

Reflexionemos juntos: 

20 citações de filósofos para ajudar...

por Pedro Menezes Pedro Menezes

 Professor de Filosofia, Mestre

 em Ciências da Educação.

A prova de redação do Enem exige, dentre outras coisas, uma boa argumentação que seja capaz de sustentar o que está sendo dito e reforçar uma proposta crítica sobre o tema. 
A argumentação pode, e deve, estar apoiada em fundamentações teóricas encontradas no pensamento de grandes nomes da história da filosofia... 

 1. "Nada é permanente, exceto a mudança." (Heráclito de Éfeso) 
Heráclito (540 a.C.-470 a.C.) é favorável à ideia de que tudo está em constante movimento e transformação. Reforçando a ideia da mudança (devir), Heráclito afirmou também a impossibilidade de se entrar num mesmo rio duas vezes. Ao retornar, o rio e suas águas já estariam mudados, já seria outro rio, pois tudo o que existe está em constante transformação. 

 2. "O ser é e o não-ser não é." (Parmênides de Eleia) 
Nesta frase famosa e enigmática, Parmênides (530 a.C.-460 a.C.) afirma que, ao contrário do pensamento de Tales e Heráclito, o movimento e a transformação são apenas ilusórios. Assim, tudo é imóvel e imutável, tudo permanece. 
 
3. "Só sei que nada sei." (Sócrates) 
A frase dita por Sócrates (469 a.C.-399 a.C.) é, provavelmente, a frase mais famosa da história da filosofia. Nela, Sócrates chama a atenção para a sabedoria contida na ignorância. Para ele, não saber é muito melhor que saber mal. Essa frase é o espírito do método socrático (ironia e maiêutica). O objetivo da ironia é abandonar os preconceitos e falsas certezas, estar consciente da própria ignorância ("nada saber"). A partir daí, buscar um conhecimento verdadeiro.

 4. "Uma vida sem reflexão não vale a pena ser vivida." (Sócrates) 
Segundo Platão, esta frase foi dita por Sócrates após ter sido julgado e sentenciado à morte. Ela traz consigo o porquê da filosofia, o questionamento e a reflexão, todos motores da atitude filosófica. 

 5. "Creio para compreender e compreendo para crer melhor."(Santo Agostinho) 
Para os filósofos da Idade Média, a razão estava subordinada à fé. Para Santo Agostinho (354-430), conhecimento mais puro e nobre era o conhecimento vindo das escrituras (Bíblia Sagrada). 

 6. "O desordenado amor por si mesmo é a causa de todos os pecados." (São Tomás de Aquino)
São Tomás de Aquino (1225-1274) buscava fazer uma união entre a filosofia aristotélica e a religião cristã. Elaborou provas racionais para a existência de Deus ("Cinco Provas da Existência de Deus"). 

 7. "Penso, logo existo." (Descartes) 
Para o "pai do pensamento moderno", René Descartes (1596-1650), tudo pode ser posto em dúvida. Sendo assim, a primeira certeza que se tem é o fato de poder duvidar. A dúvida nasce do pensamento. Deste modo, para o filósofo, o pensamento (razão) é a única fonte segura de conhecer a realidade. A esta forma de interpretar a realidade chamou-se racionalismo.

 8. "O homem é o lobo do homem." (Hobbes)
O filósofo inglês Thomas Hobbes (1588-1679) afirma que os grandes inimigos dos seres humanos são eles próprios, por serem naturalmente violentos. E, com medo de uma morte violenta em uma guerra de todos contra todos, os seres humanos preferem fazer um pacto ou contrato social com o objetivo de garantir a sua segurança e de seus bens. Assim, surge o Estado como o garantidor da ordem.

 9. "Onde não há lei, não há liberdade." (Locke)
John Locke (1632-1704) acredita que o Estado surge para garantir, através das leis, os direitos naturais dos indivíduos, principalmente, o direito natural à propriedade. Esta teoria serviu de base para o desenvolvimento do liberalismo. 

 10. "O homem nasceu livre, e em toda parte se encontra acorrentado." (Rousseau) 
Para o filósofo Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), o ser humano é bom por natureza. Entretanto, sente a necessidade de associar-se com outros indivíduos. Realiza o pacto social e, com isso, abandona sua liberdade natural e, em retorno ,recebe a liberdade civil, que está limitada à vontade geral e à liberdade dos outros indivíduos. 

 11. "Não é da benevolência do padeiro, do açougueiro ou do cervejeiro que eu espero que saia o meu jantar, mas sim do empenho deles em promover seu auto-interesse." (Adam Smith)
O filósofo britânico Adam Smith (1723-1790) é o pai do liberalismo econômico. Ele afirmava que os indivíduos tendem a lutar pelos seus próprios interesses. Sem o auto-interesse, nada poderia garantir que o indivíduos se dispusessem a qualquer tipo de produção. Essa potência seria a fonte para a riqueza das nações, o motor necessário para a produção e para a eficiência de uma sociedade. 

 12. "O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele." (Kant)
O filósofo prussiano Immanuel Kant (1724-1804) possui em sua filosofia uma forte marca dos ideais do Iluminismo. Com isso, a busca pelo conhecimento (a luz do iluminismo) é uma diretriz de seu pensamento. 

 13. "Existe apenas um único erro inato, que é o de acreditarmos que vivemos para sermos felizes." (Schopenhauer)
O filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860) é conhecido como o "filósofo do pessimismo". Afirmou que a vida é sofrimento e que a busca pela felicidade é um caminho para a frustração. A felicidade é, para ele, um momento efêmero em meio ao sofrimento e nunca deve ser entendida como uma constante. 

 14. "O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte."(Nietzsche) 
Friedrich Nietzsche (1844-1900) acreditava na potência humana, na "vontade de poder" como uma maneira de "viver a vida como obra de arte". Nietzsche afirma que o indivíduo deve ser um poeta da própria vida, capaz de vivê-la da forma mais bela possível. É dele também a frase que afirma que "Deus está morto" 

 15. "A história da sociedade até aos nossos dias é a história da luta de classes." (Marx) 
Karl Marx (1818-1883) foi o responsável pela estruturação da teoria da luta de classes. Para ele, o Estado, historicamente, se desenvolveu a partir do conflito entre grupos sociais antagônicos, privilegiando o interesse das elites. Uma minoria dominante (a burguesia) controla os meios de produção e, a partir daí, exerce seu poder sobre uma maioria (o proletariado).

 16. "Os limites de minha linguagem significam os limites de meu mundo." (Wittgenstein)
Ludwig Wittgenstein (1889-1951) foi um outro pensador austríaco que representou uma viragem da filosofia para a linguagem. Para o filósofo, a compreensão do mundo passa pelo uso da linguagem. Portanto, a linguagem é a forma pela qual interpreta-se o mundo. 
 
17. "O consumidor não é soberano, como a indústria cultural queria fazer crer; não é o seu sujeito, mas o seu objeto." (Adorno)
O filósofo Theodor Adorno (1906-1969), um dos principais expoentes da Escola de Frankfurt, teceu duras críticas ao que chamou de indústria cultural. Para ele, o sistema capitalista, através de sua indústria cultural, apropriou-se de formas de cultura para a produção de bens de consumo (produtos). Esses produtos possuem uma aparência de cultura, mas, na verdade, não passam de objetos consumíveis que visam o lucro e fomentam o mercado. 

 18. "Não se nasce mulher: torna-se." (Beauvoir) 
Esta célebre frase da pensadora francesa causou bastante repercussão e discussões acaloradas por estar presente na prova do Enem de 2015. Nela, para além do feminismo, Simone de Beauvoir (1908-1986) afirma seu pensamento existencialista. Reforça a existência com um caráter condicionante à compreensão do indivíduo. 

 19. "O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós."(Sartre)
O existencialista francês Jean-Paul Sartre (1905-1980) nega a possibilidade de neutralidade diante do mundo. O pensador nos atenta para a nossa condição de sujeitos livres, obrigados a realizar escolhas a todo momento, estando os seres humanos "condenados à liberdade". 

20. "A única coisa que podemos ter certeza, é a incerteza." (Bauman)
O sociólogo polonês Zygmunt Bauman (1925-2017) desenvolveu uma importante teoria sobre os dias de hoje. Segundo ele, abandonamos a solidez característica da modernidade anterior. Nossas relações foram liquefeitas e vivemos em uma modernidade líquida. Segundo ele, trata-se de um tempo em que as relações assumem uma característica de fluidez e frágil estabilidade e que nada é feito para durar. 

Fonte: https://www.todamateria.com.br/citacoes-enem/