Om shanti, buscadores!
"Apenas viver não é suficiente, disse a borboleta.
É preciso ter sol, liberdade e uma pequena flor."
(Hans Christian Andersen)
Trabalho filantrópico para o bem comum: SOMOS UM TODO CHAMADO AMOR. “Seja um estudante, não um seguidor… debata, pondere e considere de todos os ângulos.” (Jim Rohn). Aqui, toda leitura que gera consciência pode se tornar semente, e, quando compartilhada, amplia o bem. Este espaço não busca números, mas alcance de consciência. Se fizer sentido para você, compartilhe.
Namastê, buscadores!
"O Tempo que se Sente"
Com ecos de Husserl, Heidegger e Merleau-Ponty
O tempo vivido
não se mede em relógios,
mas pulsa na alma
como um rio de experiências.
No silêncio da consciência,
ele revela sua verdadeira face:
o tempo fenomenológico.
Um caminho de retorno
à essência do ser,
uma jornada interior
que convida o indivíduo
a contemplar o mundo
como ele aparece à consciência,
livre das amarras
da ciência empírica,
da metafísica,
dos julgamentos prévios.
Não como mera aparência,
mas como aquilo que se mostra à consciência,
aquilo que se dá
na experiência vivida.
É um chamado místico
ao “rumo às coisas mesmas”,
ao real enquanto aparece,
não enquanto é rotulado
ou teorizado.
Ao contrário do tempo cronológico —
frio, mecânico, linear —
o tempo fenomenológico
é o tempo da experiência,
que se desenha na intimidade,
nos afetos,
nas memórias.
Ele não se mede,
mas se sente.
É o tempo da espera,
da saudade,
da angústia
ou da alegria —
o tempo que pulsa dentro do ser.
Esse tempo não obedece ao relógio.
Ele é fluxo da consciência,
onde passado, presente e futuro
se entrelaçam
como um tecido existencial.
Para compreendê-lo,
é preciso cessar o ruído exterior
e voltar-se à escuta da própria alma.
Uma suspensão mística do mundo exterior,
como quem fecha os olhos
para ver melhor por dentro.
A fim de contemplar
o fenômeno em sua pureza.
Como um farol
que ilumina o que percebe,
a essência de cada coisa
se revela nesse contato
entre o sujeito e o mundo,
entre o olhar e o que é olhado.
Como em um exercício espiritual…
É como contemplar infinitas formas de um triângulo e,
por fim, enxergar o triângulo ideal:
aquele que habita além do tempo e da matéria.
Compreender o ser
em sua experiência interna,
e não segundo padrões externos.
É um convite à consciência desperta.
Um lembrete:
a realidade verdadeira
não está nos fatos,
mas na forma como os fatos
nos atravessam.
Portanto,
um caminho místico
de retorno ao ser,
uma forma de olhar o mundo sem véus,
reconhecendo que,
antes de compreender o mundo,
é preciso
compreendê-lo em nós.