domingo, 30 de setembro de 2012

Namastê buscadores! 
Autoconhecimento – 
A Chave do Bem Viver 
por Valéria R. de Santana Diniz

Introdução:
O objetivo do presente estudo é refletir sobre a importância do auto conhecimento e de algumas questões relativas a ele, tendo como fim expandir a possibilidade da experimentação de um viver mais pleno, que aqui denominamos Bem Viver.

Portanto, comecemos conceituando:

Viver= Ter vida, estar com vida, existir.

(Também significa: Perpetuar, gozar a vida sabendo aproveitá-la, habitar/residir/morar, sustento/alimentação, dedicação, conviver, forma de existir)

Viver, portanto pode significar Ser e Estar (no sentido de existir). E neste raciocínio Bem Viver seria Bem Ser e Bem Estar. Façamos então algumas reflexões...

DESENVOLVIMENTO:

BEM SER

 A partir dos conceitos anteriormente colocados, podemos iniciar uma reflexão (*) sobre o tema e se objetivamos explicitar a importância do auto conhecimento, vale citar algumas características essenciais apresentadas pelos clientes quando buscam a Psicoterapia.

1º: Qualquer pessoa existente (1) é centralizada em si mesma. A isto acrescenta a percepção de que a neurose seria exatamente um recurso que o indivíduo utiliza para preservar seu próprio centro (2), sua própria existência. A neurose seria uma questão de ajustamento e é isto o que podemos perceber de cada paciente que entra pela primeira vez em nosso consultório: ele, como todos os seres humanos, exige centralidade e esta centralidade foi rompida.

2º: Toda pessoa existente possui a característica da auto-afirmação, a necessidade de preservar sua centralidade.

3º: Todas as pessoas existentes têm a necessidade e a possibilidade de sair de sua própria centralidade para participar com os outros seres.

4º: O lado subjetivo da centralidade é a consciência.

5º: A forma exclusivamente humana de percepção é a autoconsciência. Consciência, neste contexto, é a capacidade do indivíduo de reconhecer-se, de viver dentro do possível, transcender a situação concreta imediata. Acrescenta-se que o padrão neurótico é caracterizado pela repressão e bloqueio da consciência. (3)

Façamos um esclarecimento sobre o que vem a ser a consciência do meu ponto de vista:

Consciência (4) é o local onde habitam as leis de Deus. Ela envolve a participação, a atividade e o envolvimento do Ser e podemos dizer que existem níveis de consciência.

O consciente caracteriza o uso do potencial criador ou criativo da criatura.

O inconsciente é um local de armazenamento; não existe deste ponto de vista, inconsciência.

Percebemos a nossa existência ou a de outrem, questionando sobre seu conteúdo existencial (o que/quem sou? Ou o que/quem o outro é?), sua forma (como sou?) e significado (para que sou?) a partir das expressões peculiares à sua realidade. Faz-se, portanto, uma diferenciação entre saber (subjetivo) e conhecer (objetivo).

Esta é uma reflexão interessante no que diz respeito à tendência na nossa cultura em acreditar que uma coisa não será real a não ser que possamos expressá-la matematicamente (5). Isto significa abstrair a experiência, retirando sua condição de realidade concreta, segmentando-a para somente depois permitir percebê-la como real. É a negligência da realidade subjetiva, característica unicamente humana, como verdade existencial (6). Desta maneira o homem seria reconhecido não como um Ser, mas através de uma qualidade externa a ele que por este é exercida - por exemplo, sua atividade econômica, porém, “Ser é aquilo que permanece. É isso que constitui esse complexo infinito de fatores determinantes dentro de uma pessoa a quem as experiências acontecem e que possui um mínimo de liberdade, não importa quanto, para tornar-se consciente de que essas forças estão agindo sobre ela.

O termo “Ser humano” fica mais claro se considerarmos que o verbo “ser” implica em alguém estar passando por um processo de ser alguma coisa, de transformar-se. Só será possível compreender um outro ser humano se observarmos a direção que ele toma, no que ele está se transformando e só podemos conhecer a nós mesmos quando projetamos nosso potencial nas nossas ações. Este processo demanda consciência e responsabilidade de si e por si mesmo. Ser e não-ser, é a decisão tomada a cada instante. Discordamos da máxima de Descartes “Penso, logo existo” e a corrigimos: Eu sou, e portanto eu vejo, eu sinto, eu ajo.

A lucidez sobre o “Eu sou” não soluciona diretamente os nossos problemas existenciais, mas é uma condição de acesso à administração. Lembramos aqui que soluções vêem de Deus, a nós é possível administrar e gerir os problemas que vivemos. “A realização do sentimento de ser é uma das metas de qualquer terapia mas, no sentido mais específico, é uma relação consigo mesmo e com o mundo individual, é a experiência da própria existência pessoal, que é um pré-requisito para a possibilidade de trabalhar problemas específicos”.

O fenômeno ser e não-ser impõe-se mutuamente. Para que se compreenda o significado do termo existir, é necessário que haja conhecimento do fato que há a possibilidade de não existir. Assim sendo, a existência nunca é automática, ela pode ser confiscada ou eliminada a cada momento e se faz necessária a consciência do não-ser, de que eu poderia não existir (7). A questão que vem à tona neste momento é como o ser se relaciona com a morte. O confronto com a morte oferece a mais positiva realidade à própria vida, é o que torna a existência individual real, absoluta e concreta. O conformismo do homem moderno talvez seja a forma mais presente do fracasso existencial. Corresponde à perda da condição de uso do consciente, das potencialidades e de tudo o mais que caracterize o ser como único e original. Há certamente o ganho do escape temporário da ansiedade, ao preço contudo, da perda de seus próprios poderes e do sentido existencial.

Estas questões levam ao tratamento de quatro temas básicos da vida humana, que podemos denominar pressupostos básicos da existência. A saber: a morte, a liberdade, o isolamento existencial e a carência de sentido da vida. Em suma, disto tratam inúmeras questões e reflexões sobre a vida humana. Basicamente também é disto que a Doutrina Espírita trata e é no saber sobre isto que devemos nos debruçar.

R. May nos oferece uma reflexão interessante sobre a ansiedade, tão presente nestes tempos modernos. A ansiedade é uma característica ontológica (8) do homem, enraizada em sua existência. Ela representa uma ameaça aos alicerces da existência, é algo que somos e não algo que possuímos, é a experiência da ameaça de iminência do não-ser. Explicando ainda melhor, ele diz que “a ansiedade é o estado subjetivo da conscientização por parte do indivíduo de que sua experiência pode ser destruída, de que ele pode perder o próprio ser e seu mundo.”

A ansiedade ocorre no momento do aparecimento de alguma potencialidade ou possibilidade, a probabilidade do indivíduo preencher sua existência. Entretanto, esta possibilidade implica na destruição da segurança atual, que paradoxalmente provoca a tendência de rejeitar a nova potencialidade. É a presença de um nascimento, de algo novo, que marca o lugar da ansiedade, por sua vez fortemente ligada à liberdade, já que é necessário que haja liberdade para existir a possibilidade de vazão de uma nova potencialidade. As pessoas renunciam à liberdade na expectativa de se livrarem da ansiedade. De qualquer forma esta é uma forma positiva de se compreender a ansiedade: a presença de uma possibilidade. A condição enfim, do ser quando em confronto com a questão de dar vazão às suas possibilidades é a ansiedade. Se a liberdade, as potencialidades e a ansiedade são rejeitadas, a condição do ser passa a ser a da culpa, onde o indivíduo está em débito com aquilo que é dado em sua origem. A culpa é também uma característica ontológica do ser, pois está alojada no fato da autoconsciência. Esta culpa ontológica não deve ser confundida com a culpa neurótica ou mórbida, que acarretam formação de sintomas. A culpa ontológica produz efeitos produtivos na personalidade, como por exemplo, o acesso à condição de administração da própria vida – e não controle – atitudes que geram a vivência da aceitação produtiva e da sensação de conforto íntimo.

Um outro aspecto útil a se observar nesta questão do auto conhecimento é o mundo particular da pessoa. Um dos problemas mais fortes no homem moderno é o fato dele ter perdido seu mundo. Kierkegaard e Nietzsche diziam que os dois focos de ansiedade e desespero no homem ocidental eram a perda do senso de ser e a perda de seu mundo - tanto no que diz respeito ao mundo humano quanto ao mundo natural. Os sintomas de isolamento, alienação e a atitude de indiferença refletem o estado de uma pessoa cuja relação com o mundo foi rompida.

Penso ser muito pertinente a observação que o autor faz de que a manifestação típica do problema psíquico da atualidade não é a histeria, como era na época de Freud, mas o traço esquizóide - marca de problemas em pessoas que se isolam, não se relacionam, perderam o afeto, estão despersonalizadas e escondidas atrás do intelectualismo e do tecnicismo.

Historicamente, esta atitude de isolamento, mostrou-se recuada na Idade Média, onde o homem de alma cristã poderia ser considerado como tendo estabelecido um relacionamento com o mundo. Após Descartes é que ficou rompida a relação entre a alma e a natureza.

A pessoa e o mundo são uma estrutura unitária. O mundo é uma estrutura de relacionamentos importantes no qual a pessoa existe e de cujo plano participa. Diferencia-se do ambiente, pois não podemos ter a compreensão do mundo de uma pessoa através da descrição de seu ambiente. As influências operam da forma como a pessoa se relaciona com elas. Existem tantos espaços e tempos, quantos forem os sujeitos. O mundo não é só acontecimentos , mas as possibilidades com as quais o ser projeta ou constrói o seu mundo. É enfim, um padrão dinâmico que existe desde que o ser possui autoconsciência.

Uma reflexão sobre o tempo também é importante no presente estudo. Situa-se o tempo no centro do quadro psicológico humano - onde existência não “é”, mas deve ser considerada do ponto de vista do “sendo”. A existência emerge, se desenvolve no tempo, e não pode ser definida em pontos estáticos e sim transcendendo as limitações imediatas do tempo. As experiências psicológicas mais profundas são aquelas que abalam a relação do indivíduo com o tempo. A ansiedade grave e a depressão, por exemplo, apagam a noção de tempo e especialmente de futuro. Outro exemplo são os sintomas neuróticos, a repressão e outras formas de anulação da consciência, que objetivam boicotar uma relação normal do passado com o presente. A compreensão de si mesmo depende da projeção para o futuro, num processo de renovação. A memória, neste contexto, segundo Alfred Adler, é um processo criativo, um espelho do estilo de vida do indivíduo: lembramo-nos daquilo que nos é importante para o nosso jeito de viver.

A capacidade de transcender a situação imediata é uma característica complementar da existência do ser. Transcendere significa ultrapassar ou passar além de, que é justamente o que um ser humano normal se empenha em fazer cada instante. É a capacidade de abstrair, de usar símbolos, de orientar-se além dos limites imediatos do tempo e do espaço conhecidos, de pensar em termos do possível. É também o que fazemos quando trazemos ao momento presente tanto o passado quanto o futuro. A auto consciência remete à auto transcendência, e vice-versa. Esta capacidade de transcender a situação imediata não é uma aptidão, e sim outra característica ontológica do ser. É a base da liberdade humana - a liberdade em relação ao mundo é também um sinal da pessoa psicologicamente saudável.

Neste movimento de aprendizado e de busca as emoções têm papel fundamental. Emoção é o ato de mover. As emoções são mestras que têm por objetivo nos ensinar quem somos e o nosso viver. Cada uma delas traz consigo uma lição específica e sua presença em nossas vidas significa o que temos a aprender. É por isto que algumas emoções são mais freqüentes que outras. Elas trazem o nosso tema de vida. “Aprender a aprender a viver” significa aprender com as próprias emoções. E não conhecer as próprias emoções significa não conhecer a si mesmo. Saber de si mesmo relaciona-se com saber de suas emoções. É um suicídio psíquico se privar de se emocionar. (1)

 O auto conhecimento envolve a postura de auto dignificação do Ser, onde a compreensão da nossa filiação e merecimento faz-se imprescindível neste processo. Considerando a realidade prática, vale lembrar:

Para fazer por merecer e por merecer-se é preciso:

Acionar a causa e os efeitos positivos (na lei de causa e efeito todo ato e não ato tem conseqüências).

Sair da teoria e passar à prática, testando os conhecimentos (criar uma referência relativa a si mesma confiável - Referência é aquilo que parte de nós, relativa é o que serve para mim mas não serve para o outro e confiável é o que eu já experimentei e sei o resultado).

Fazer uso do próprio potencial (tomar posse do que já é nosso, ter domínio de si, ser dono de si).

Aceitar a realidade tal qual é e não como gostaríamos que ela fosse ( a realidade é o nosso espaço de realização).

Transformar culpas em responsabilidades, remorsos em arrependimentos e erros em acertos (devagar e com certeza).

Recuperar e acreditar na intenção (ação interior, primeira ação que antecede a materialização). (9)

BEM ESTAR

Faz-se necessário diferenciar bem estar de estar bem. Este segundo é circunstancial, depende do lado externo ao ser e nada tem a ver com o que pretendemos abordar, que envolve a intimidade deste ser.

Bem estar equivale a Base (Corpo Físico), Meio (Corpo Mental) e Topo (Espírito), circulando, movimentando com potencial máximo pessoal (pessoal no sentido de que cada pessoa tem um jeito). É aproveitar as situações favoráveis para colocar-se diante de si mesmo e do mundo com o que se tem. Em outras palavras, é uma aceitação produtiva da própria existência – o que sou, como sou e para que eu sou aqui e agora. Aceitação produtiva é ainda a utilização do auto conhecimento, mesmo que restrito, potencializando um máximo de objetivos – é saber usar o que se tem. Difere da postura de acomodação que geralmente produz a insatisfação crônica.

Bem Estar é mudança, é também dúvida já que as mudanças estabelecem questionamentos sobre a existência. São entradas e saídas do sistema, que é o Ser, dúvidas e certezas, onde a cada pergunta caberá também uma resposta, o que estabelece o crescimento.

Considerando então o ser como uma organização triunitária (9), e não apenas unitária com o mundo, bem estar da base é o estado consciente de que o corpo é sustentação, é o cuidado com o corpo, com a respiração, alimentação, sono. É o contato com a vida pelo prazer e pelo brincar. É a escuta atenta dos sinais do corpo, dos sintomas. É o respeito através do bom uso do mesmo. É também a gratidão pela “carteira de trabalho” neste plano da vida, via encarnação neste planeta. É a sensação de singularidade.

Bem estar do meio é o estado consciente de que a mente é o correio entre a base e o topo. Isto é, que leva e traz notícias da energia de baixo para cima e de cima para baixo. É a certeza de que as energias mentais são menos densas que a do corpo e devem ser trabalhadas de forma mais sutil. São energias hierarquicamente superiores à base. É também o respeito ao desconhecido localizado neste nível.

Bem estar com o topo é a vivência da intenção de parceria com Deus. (9)

Ao final destas reflexões fica colocada a importância do auto conhecimento como chave, instrumento de acesso, à possibilidade de um existir mais autêntico e por conseqüência mais pleno, uma vez que: Bem Ser + Bem Estar = Bem Viver.


( * ) Com base nas idéias de Rollo May, retiradas do livro “A Descoberta do Ser”, Ed. Rocco, Rio de Janeiro, 1988.
(1) Pessoa existente é um termo cujo conceito é importado do Existencialismo e refere-se à forma como a pessoa se coloca no mundo – como alguém que existe, que está engajada em seu projeto existencial ou alguém que não existe, aquela pessoa que passa pela vida e não a vive.
(2) Núcleo, eixo constituído pelos valores individuais, a parte íntima do indivíduo.
(3) Existe um 6o item nesta lista de características que é:A ansiedade é o estado do ser humano na luta contra aquilo que poderia destruir seu ser. É o estado de um ser em conflito com o não-ser, o que Freud caracterizou mitologicamente através do instinto de morte. Nota-se que estas etapas são conseqüência umas das outras.
(4) Esquema apresentado por Alcione Andrade, Psicóloga Clínica – apresentado em textos e reflexões feitas no Grupo Repensar, e no Grupo de Estudos de Espiritismo e Psicologia - AMEMG.
(5) R. Descartes - 1596 a 1650 - acreditava que a razão era o ponto alto da existência humana.
(6) Termo importado do Existencialismo, significa aquilo que é valor, aquilo que nos sustenta intimamente.
(7) não existir = não ser uma pessoa existente.
(8) Ontológico – aquilo que caracteriza o ser humano, que é inerente à sua natureza.
(9) ANDRADE, Alcione Albuquerque.

Visitem a Fonte:

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Namastê buscadores!
Sol a pino!

E o tempo passou...

Com ele, trouxe o vento,
em doce brisa e
imenso fronte escaldante.

Como lírios em campos de delírios flutuantes,
nas turvas águas do destino.

Luzes frescas em gotas secas,
raios do sol a pino.
Sutis sinais musicais,
remoçando o tempo, renovando anseios,
iluminado céu na lua ausente.
Delicada beleza nos clarins exultantes
de pequenas gentilezas.

Flores em sorrisos de alegria,
ascendendo sonhos perseverantes,
essenciais na coragem dos pequenos viajantes.
Repletos de amor, a disputar com o tempo
o simples direito de amar!

E mesmo quando o chão rachar em silêncios,
haverá sementes esperando a chuva.
Porque a esperança dança entre as rachaduras,
como dança o sol nas mãos de uma criança.

O tempo, esse velho escultor de instantes,
traz rugas, mas também raízes.
E, em cada suspiro guardado no peito,
floresce o que nunca morre: o desejo de viver.

Caminhantes do agora,
levamos na pele o calor dos dias
e, nos olhos, a bruma dos porquês.
Mas seguimos — como quem ama o caminho
mais do que a promessa de chegada.

Em cada gesto suave,
em cada palavra que não fere,
habita a revolução silenciosa
do ser que escolhe cuidar.

Que o sol nos abrace sem queimar,
que a noite nos envolva sem apagar...
e que, em meio ao caos e à pressa,
a alma siga leve,
como quem sabe que viver...
é um tipo de poema.



quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Namastê buscadores!
Puro refinamento das crenças!

Conflitos não são permanentes na matéria temporária.
Tempo de esclarecimento e solidariedade,
Reformulações amadurecidas,
Poderes curativos,
Fraternidade sutil,
Manifestando-se no plano temporal.

Puro refinamento das crenças!
Em direção uniforme à Paz Mundial...
Ciclos naturais, com acontecimentos inesperados,
A serem superados com o tempo — fé!
Mantendo a essência do amor por inteiro,
Apesar dos vendavais constantes.

Tempo que passa e, com afeto, a todos abraça.
Avançando, passo a passo...
Para um novo amanhã melhor, que vai chegar,
Em prol do amor incondicional!
Sem descrenças.
Puro — em sua própria essência.



sábado, 8 de setembro de 2012

Namastê buscadores!

É o Vento

É o Vento.
Sopro invisível do Eterno
a atravessar os véus da alma.

É o Vento que inspira —
não apenas o ar,
mas o sentido oculto da existência.
Brisa delicada de Amor primordial
que nos toca sem ser vista
e nos transforma sem alarde.

Ele ecoa versos antigos
na prosa silenciosa da paz,
desbravando desertos internos
até que floresçam jardins.

Seus poderes são sementes sutis:
germinam no solo dos anseios,
rompem a dureza dos medos,
e fazem do coração
terra fértil para o Amar.

Clareiam sentimentos,
como aurora que dissipa névoas,
recordando-nos
o verdadeiro sentido de estar.

Sim — sentir e compartilhar.
Assentar-se ao sol do agora,
entre jardins em flor,
onde cores entrelaçam esperança
e cada pétala sussurra confiança.

O Vento aponta direções invisíveis.
Revela os velhos caminhos
que já não nos cabem,
e nos convida a ultrapassá-los
com passos conscientes
e olhar desperto.

Há uma força sagrada nesse sopro:
ela nivela diferenças,
harmoniza contrastes,
conduz à unidade —
como rios que reconhecem
o mesmo Mar.

Sigamos, então, com fé e coragem,
neste voo sobre águas serenas,
onde o silêncio ensina
e o espírito desperta para si.

É o Vento do Novo Tempo.
Não o que passa —
mas o que inicia.
Sopro de renovo,
chamado de propósito,
luz que recorda
quem somos
antes mesmo de nascer o dia. 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Namastê buscadores!


Como corações transformados de carvão em brasas...

A solidariedade silenciosa dos homens

torna suas alegrias tristes.


Queimam os próprios sonhos,

como serpentes na fogueira da descrença.

Ousadia perdida no tempo,

ausente de perseverança!


Diante do fogo que adormece os mais puros sentimentos,

consumidos pela falta da necessária confiança...


A fé é a saída deste intenso e doloroso labirinto.

É o sopro da vida que emana paz,

desbravando a certeza diante da esperança,

que deve amadurecer,

expandindo os nossos ideais —

como pássaros a romper o silêncio das matas,

no balançar do vento, nas folhas das almas...


Sutis sussurros

a tentar reviver as boas intenções

nas corredeiras da vida.


Assim, todos seguem com a força das águas:

apagando incertezas,

recriando destinos,

direcionando todas as folhas

pelos jardins do verdadeiro caminho.


Puro êxtase —

diante de tamanha conquista dos seres.

Transformando a beleza sofrida dos sorrisos tristes

em emoções combustivas,

na ação viva do Amor Paterno,

pulsando no interior dos corações.


Silenciados pela alegria, sinônimo desse Amor,

em encontros intensificados com essa magnífica luz,

banimos, para sempre, a escuridão de nossas vidas.


Diante dos mistérios revelados,

desmascarando os segredos das angústias —

que, superadas,

nos encaminham rumo ao Paraíso

da Imensidão de Todos os Sentidos.