quinta-feira, 19 de novembro de 2020

 Namastê buscadores!

"Acredite em seu verdadeiro Eu.
Tenha fé no Divino dentro de você.”
Amma
(Sri Mata Amritanandamayi Devi)
por 40 Fingers
40 FINGERS - Africa (TOTO) - Official Video
*
"Música composta em 1982 por David Paich e Jeff Porcaro:
Integrantes da Banda Americana Toto.
David Paich, teve a ideia da letra, vendo os documentários
sobre os sofrimentos da população Africana...
Portanto, o relacionamento descrito nesta bela música,
é por Amor Fraternal ao Continente Africano."

domingo, 8 de novembro de 2020

Namastê buscadores!
#musicaderezo #aledemaria #canarinhobranco 
Ale de Maria SOL AZUL
*
"Quem quiser ouvir alguém falar sobre Deus, deve ir às Igrejas e aos Templos… Mas, quem quiser encontrá-LO basta ir à Natureza e conversar diretamente com Ele.… Num futuro não muito distante uma nova forma de interagir com Deus surgirá, inspirada nos princípios que regem as relações entre o artista e sua arte… Sabemos que o Espírito do autor acompanha sua obra… Se o Universo é uma Obra de Arte criada por Deus, é lá que Ele está… Portanto, quem reconhecer e aceitar a Natureza como sendo uma obra de Arte, estará em comunhão com o Espírito do Seu Criador… Dessa maneira, a presença do Deus Único Criador do Universo pode ser percebida em cada folha, em cada gota de orvalho, nos oceanos, nos astros, nos frutos, nas flores, nos minerais, nos animais, nas aves, nos peixes, em mim e em você… Esse conceito fará do Universo absoluto o Templo vivo de Deus, enquanto a Natureza relativa será vista como a Obra Dele, cristalizada na Terra… Essa maneira de se religar a Ele não demonizará outras religiões, e nem necessitará fazer guerras para impor verdades relativas… Iluminados como: Jesus, Jeová, Moisés, Maomé, Buda, Santos, os Profetas e tantos outros, divinizados ou não, continuarão sendo exemplos incontestáveis de humanismo… Os Orixás africanos serão reconhecidos como a personificação da Vida natural… A faculdade mediúnica, presente em todos os seres vivos, independente da modalidade, será o Portal pelo qual transcenderemos do mundo do poder egocêntrico para alcançarmos a plenitude da Luz Fraternal…"

 (Reze, Ore, Cante e Dance, sem culpa…
Leia a Natureza, porque nem tudo está escrito)
Carlos Buby

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Namastê buscadores!
por Ancestral Way Music
✧ Flow with the Universe | Sufi Music for the Soul✧
*
"Qual é a escuta profunda? 
Sama é uma saudação dos segredos
 de dentro do coração, uma carta.
 Os ramos de sua inteligência, 
ganham novas folhas no vento dessa escuta.
 O corpo alcança a paz... 
O som do galo vem,
lembrando você do seu amor pelo amanhecer.
É a flauta da palheta e os lábios do cantor:
A habilidade de como o espírito respira;
Nós nos tornamos tão simples e comuns...
Ouça e sinta a sua beleza
A ausência indizível.
Há uma lua dentro de cada ser humano;
Aprenda a ser seu companheiro. 
Dê mais de sua vida; 
Há esta escuta profunda..."
✻.Rumi.✻

domingo, 25 de outubro de 2020

Om shanti!

por pialien
Rodrigo Dias - Flor do Bem
*
Música de Juraildes Da Cruz 
cantado por Rodrigo Dias

"Veja meu amigo como outro está
Preste muita atenção
Às vezes o pouco que nos parece ser
É um tesouro para seu irmão
O homem que nos disse que o amor constrói
Deixou para nós esta lição
Fazer o bem, mesmo sem olhar a quem
Unindo todos num só coração
Quem recebe o bem
Sabe o bem que tem
E faz de alguém um ser feliz também

Da vida só se leva a vida que se tem
E a amizade é a flor do querer bem
Olhe pro alto que o sol pra sempre vem
Com sua luz nunca se esquece de ninguém

Vivendo aprendemos a plantar o amor
Semeando a compreensão
O bom jardineiro não esquece a flor
Cuidando com dedicação
Aquele que só planta em seu coração
Flores de um mundo melhor
Também faz o mesmo pelo seu irmão
E a lição podemos ter de cor
Pois quem planta o bem
Colhe o bem que vem
E é assim que alguém nos faz feliz também

Da vida só se leva a vida que se tem
E a amizade é a flor do querer bem
Olhe pro alto que o sol pra sempre vem
Com sua luz nunca se esquece de ninguém (2x)

Olhe pro alto que o sol pra sempre vem
E essa luz nunca se esquece de ninguém."

domingo, 18 de outubro de 2020

Namastê buscadores!

"O DNA humano é como um programa de computador, 
mas muito mais avançado do que qualquer software jamais inventado.
 DNA não faz uma família, é o AMOR que faz."
por pepi8220
Abel Korzeniowski -  Dance for Me Wallis



domingo, 11 de outubro de 2020

Namastê buscadores!

“Deus esconde-se da mente do homem, 

mas revela-se ao seu coração.”

(Provérbios Africanos)

por Rosacruz Áurea

"CAPACIDADES DA NOVA CONSCIÊNCIA "

A identidade da consciência é constituída de dois polos: o polo universal e integrado ao todo e o polo individual separado do todo. O segredo de toda a senda, de todos os mais elevados mistérios, é reconhecer as duas fontes de identidade, os dois lados do primeiro e mais importante dos atributos da consciência. A partir da razão superior, que permite o fluir da força infinita da identidade universal, a identidade individual se torna capaz de transformar a si mesma. [...] Trata-se do verdadeiro discernimento, o autoconhecimento, que é a capacidade de reconhecer, a cada instante, qual o polo da identidade da consciência nos move.
Quando essa primeira nova capacidade orgânica é conquistada, ela permite que as duas outras capacidades também se manifestem. A nova força, proveniente do polo universal em nós, dá à consciência a capacidade de discernir, de perceber os infinitos véus de suas próprias projeções e, assim, passo a passo, ela se liberta do ciclo vicioso de seus infinitos pensamentos, sentimentos e reações.
Nasce então a segunda nova capacidade orgânica da consciência, que é a percepção objetiva de si mesma. A força da nova identidade, unida agora à nova percepção objetiva, permite à nova consciência manifestar sua terceira nova capacidade orgânica: o poder de manifestação livre e autônoma.

"A Busca da Nova Consciência"
- Série renovação 3 - Pentagrama Publicações -
“Precisamos aceitar a nossa existência em todo o seu alcance;
Tudo, mesmo o inaudito, tem de ser possível nela.
No fundo, está é a única coragem que se exige de nós:
Sermos corajosos diante do que é mais estranho,
mais maravilhoso e mais inexplicável
entre tudo com que deparamos.”
(Rainer Maria Rilke)
*
"Caminha lento... não te apresses,
pois o único lugar que tens que chegar é a ti mesmo!"
(Ortega Y Gasset)

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Om shanti, buscadores!
Volver a los 17 - Mercedes Sosa  &  Milton Nascimento 
*

OUTRASPALAVRAS

Volver a los 17

Por Theotonio de Paiva*
Para Anna
Anna fez 17, semana passada. Mas o que realmente significa fazer 17 anos? Talvez as milhões de eternas comemorações de todos os jovens do mundo em sua mais que suprema potência. E a minha e a tua potência de vida, rejuvenescidas pelo outro. Ou algo ainda como o sussurrar, num bel canto miúdo, a delicadeza de uma felicidade incontestável. Que caminhos além dos 17? – irão se perguntar os mais velhos, com as suas angústias pelo imponderável. Na medida do presente momento, importa pouco. De algum modo, os caminhos que são traçados e, posteriormente, deságuam na memória, recebem tanta valia quanto aqueles executados no chão de terra poeirenta, a cada passo, a cada minuto, no aqui e agora. Ou poderia se pensar em olhar para trás e para frente e não ver um mundo à deriva, mas que caminha e se faz viver, assim como em Volver a los 17.
O ciclo, naquela dimensão secular da canção, talvez não nos faça sábios competentes. Provavelmente, numa modesta conjectura, a esperança na alma, o sortilégio das palavras e a busca no inolvidável do amor nos enrede na pedra e nos dê a suprema placidez. Talvez.
Era um antigo álbum duplo editado pela Philips. A canção era de Violeta Parra, atentaria para isso tempos depois. Quem seria Violeta Parra? Qual a sua história? Que voz linda, percebo agora: doce e forte como somente as princesas, a cada cem anos, conseguem transmitir em seus sonhos. Por que havia escrito aquela poesia, posta em música, que tanto me fascinara quando jovem?
Sem dúvida, sabia de uma nebulosa importância política, presente no repertório daquela cantora. Mais tarde, a conheceria melhor e visualizaria a compositora apaixonada pelo folclore de sua terra, cuja paixão e desilusão a levaram a um trágico desenlace. E ainda de seu companheiro, Victor Jara, barbaramente assassinado pela ditadura de Pinochet.
Mas que, diacho, aquele “volver” traduziria? Acaso, alguma vivência tão dramática como aquela que os duros tempos nos obrigavam a presenciar ou, ao menos, intuir?
Volver a los 17, quem sabe, significaria voltar a ter esperanças nos verdes anos, quando não mais se é quem é. Mas foram tantas as mudanças, tantos os pequenos e grandes fatos ocorridos, que um relance de olhos não distingue no tempo a dor suprema pela qual se deixou abater.
No entanto, a voz que tornaria a música conhecida, era de outra mulher, Mercedes Sosa. Tempos depois, os meus gostos musicais se ampliariam, melhor, se multiplicariam, e acabaria me afastando daquelas melodias que me deixavam profundamente tocado. Naquela época, a minha idade quase que se confundia com o tema da canção, assim como nas amarras do tempo, o meu passo se faz “retrocedido” enquanto o compasso de Anna avança. E qual dos dois se expõe inexoravelmente na vantagem de uma condição última?
Naquelas condições, entretanto, era como se quisesse voltar a mim mesmo pelos caminhos que eu já havia perdido e mais não podia ser. Doce contradição. Não sabia decerto por qual motivo aquilo determinava em mim uma fusão com um estado de embriaguez na alma e me tornava capaz de vivenciar um sentimento de nostalgia. Curiosa nostalgia, cuja existência sequer poderia compreender, ou viver mais intensamente ainda.
A dona daquela voz me acompanharia ainda por alguns anos, associada às canções de protesto, que se faziam necessárias, numa época de fortes contrastes. Acompanhariam igualmente aquelas palavras incrustadas no poema. Mas a insurreição da qual a canção falava era outra, capaz de passar pelas nossas veias, outrora não corrompidas, com a esperança de mil sóis.
Recordo-me de uma das primeiras vezes que ouvi as imagens cálidas que a aproximavam a uma volta no tempo da delicadeza e ao esforço em decifrar certos signos, conquanto a devida competência para isso não me dera as honras da sua graça hospitaleira. E eu, embatucado com aquele “torvelinho de pureza original”, cingia o meu corpo em frêmitos para entender a ciência do amor.{...}
Eram outros tempos, diria um antigo cronista. O país era outro. A cidade ia sendo aos poucos desvirginada por mim. Começava a conhecer cada pedaço de suas curvas e gretas. O mundo, ainda distante e difícil de ser amealhado na palma de uma mão tão frágil, quanto jovem, se tornaria difícil de ser recomposto aos olhos de hoje. Assim como os dias que correm seriam inadmissíveis para quem olhasse de frente para um futuro incerto. Contudo, o que significaria, de fato, “volver a los 17”? Que mistérios aquela canção nos provoca a entender e a desvelar, com as suas cores e traços de uma fotografia que, hoje, não precisa mais do tempo e da escuridão profunda para se mostrar? E, curiosamente, essa era mais ou menos a idade que eu tinha e a idade que Anna tem agora.
E a canção que ainda nos habita sugere um outro olhar, o olhar do encantamento. Naquela atitude de quem abre uma janela de par em par e, numa contemplação vadia aos céus, pode testemunhar alguns querubins a nos admirar pela existência infinita que temos, com os nossos ciclos e siglos de vida.
Theotonio de Paiva, dramaturgo e diretor de teatro, é doutor em Teoria Literária pela UFRJ e colaborador do Outras Palavras.
Fonte: 
https://outraspalavras.net/poeticas/volver-a-los-17/

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Namastê buscadores!

Qual é a diferença entre sinceridade e verdade? 
 "Falar a verdade, implica em dosar palavras...
Portanto, dizer a verdade tem a ver com o que você
 acha certo, e não necessariamente com o que é certo.
 E sinceridade é não brigar quanto a isso.
 É não disputar o que se sente."
O que é uma amizade de verdade?

 "Amizade verdadeira é aquela que existe entre pessoas, entre pessoas e animais, onde um pode confiar no outro acima de qualquer coisa. Amizade verdadeira é aquela que ambas as partes preocupam-se e zelam pela outra pessoa, independente da situação, do momento."

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Namastê buscadores!

"A paz não pode ser mantida pela força. 
Só pode ser alcançada através da compreensão.”
 (Albert Einstein)
por Stela Lecocq Müller
Timeless Prayer
*


"Não foram as bruxas que queimaram. Foram mulheres.
Mulheres que eram vistas como:
Muito bonitas,
Muito cultas e inteligentes,
Porque tinham água no poço,
uma bela plantação (sim, sério), Que tinham uma marca de nascença, Mulheres que eram muito habilidosas com fitoterapia,
Muito altas, Muito quietas, Muito ruivas,
Mulheres que tinham uma forte conexão com a natureza,
Mulheres que dançavam, Mulheres que cantavam, ou qualquer outra coisa, realmente. Qualquer mulher estava em risco de ser queimada nos anos 1600.
Mulheres eram jogadas na água e se podiam flutuar,
eram culpadas e executadas. Se elas afundassem e se afogassem, eram inocentes. Mulheres foram jogadas de penhascos. As mulheres eram colocadas em buracos profundos no chão.
Por que escrevo isso?
Porque conhecer nossa história é importante quando estamos construindo um novo mundo. Quando estamos fazendo o trabalho de cura de nossas linhagens e como mulheres. Para dar voz às mulheres que foram massacradas, para dar-lhes reparação e uma chance de paz.

Não foram as bruxas que queimaram.
Foram mulheres."
- Fia Forsström
Gravura de R. Brend’Amour
“La Illustracion Iberica”, 1885
(Witch Wolf) 

sábado, 5 de setembro de 2020

Namastê buscadores!

"Todo um cosmo onde o bem não existe sem o mal,   
o sacro sem o profano e a fé sem maldições e dúvidas:  
 A oscilação onde se encontra a grandeza da humanidade."
Acesso pelo youtube: https://youtu.be/IAY3ZSEOnwg

por Andréa Campos

O Sagrado e o Profano: Magnificat de Bach e Carmina Burana 

de Carl Orff com a OSM.

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Namastê buscadores!
por HALIDONMUSIC
4 Hours Happy Classical Music
*
Para pensarmos:
"O verdadeiro estudante estuda, aprende, investiga, explora, não apenas até aos vinte ou vinte e cinco anos, porém durante toda a vida. Ser estudante é aprender continuamente; e quando se está aprendendo, não há mestre, há? Quando sois um estudante, não há ninguém, em particular, a ensinar-vos, porque estais aprendendo de todas as coisas. A folha levada pelo vento, o murmúrio das águas à beira do rio, o voo de uma ave nas alturas, o pobre homem que passa transportando pesado fardo — de todos estais aprendendo, e, por conseguinte, não há nenhum mestre determinado, e não estais seguindo ninguém. Assim, pois, o dever do estudante é aprender.
Viveu, outrora, em Espanha, um famoso pintor chamado Goya; foi dos maiores, e quando já estava muito velho escreveu ao pé de um dos seus quadros: 
"Ainda estou aprendendo.” 
Podeis aprender dos livros, mas isso não vos leva muito longe. Um livro só pode dar-vos o que o autor tem para dizer. Mas o aprender que vem do autoconhecimento é ilimitado, porque aprender do autoconhecimento é saber escutar, saber observar e, por conseguinte, aprender de todas as coisas."

(Jiddu Krishnamurti)

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Namastê buscadores!
"A música clássica foi trazida ao mundo como contribuição dos Mestres Ascensionados à humanidade. Sua nota e afinação perfeita ressoam com a vibração do espirito, trazendo uma poderosa cura terapêutica e espiritual em todos os níveis. Cada Mestre Ascensionados está ligado à uma determinada música e composição. Quando você as escuta, começa a se alinhar com a vibração dele e recebe cada vez mais influxos de sua energia amorosa e curativa. É uma verdadeira medicina para a alma. Beethoven foi um dos grandes compositores que trouxe, com sua perfeita inspiração, o som do espírito. Cada Sinfonia de Beethoven guarda um segredo oculto, capaz de atingir diretamente as células do nosso corpo, fazendo-as vibrar na mais alta frequência, ocasionando desde a cura de doenças até os males da alma. Isso nos mostra cada vez mais que o som é a medicina do futuro."
ver erik winkowski GIF por Vimeo
Morph Love Music GIF por Sennheiser

Namastê, buscadores!

Nota de contexto referente à publicação de 2020

Este material foi originalmente publicado em 2020, durante o período da pandemia, como parte de um projeto simbólico e voluntário denominado “Gráfico Artesanal”.

Naquele momento, o conteúdo foi desenvolvido sem o suporte técnico de revisão e diagramação profissional, o que resultou em limitações naturais na escrita, no ritmo e na estrutura textual.

Com o passar do tempo, compreendeu-se a necessidade de revisão mais aprofundada e amadurecimento do material. Por esse motivo, o conteúdo original foi posteriormente retirado do blog, permanecendo apenas este registro contextual.

Trata-se de uma criação de caráter simbólico, não comercial, voltada à expressão livre e ao propósito de contribuição ao Bem Comum.

Encontra-se em processo de revisão e ampliação para futura edição em formato digital (PDF).

Agradecemos a compreensão.

Atualizado em 2026.

domingo, 2 de agosto de 2020

Namastê buscadores!

Descobrindo lindezas...
"Fizeste-me sem fim.
E eu viverei nas pessoas que amo... E elas viverão em mim... E sempre que eu lembrar essa verdade, lembrarei que jamais serei sozinho... E aprenderei que sou feito de infinitos. E assim permanecerei... Pois o que nasce do amor, no amor floresce, no amor se multiplica e sendo amor, jamais desaparece... Fizeste-me sem fim... E eu apenas agradeço, com o melhor de todos os sentimentos que possam existir em mim..." (Aluísio Cavalcante Jr.)
Namastê buscadores!
por Gibran Khalil Gibran

26) TOMÉ

Sobre os Antepassados de Suas Dúvidas

"Meu avô, que era advogado, disse, certa vez: 
'Aceitemos a verdade, mas somente quando a verdade se tornar manifesta.'
Quando Jesus me chamou, eu atendi, pois Sua ordem era mais potente que a minha vontade; contudo, guardei meu juízo.
Quando Ele falava e os outros eram vergados como ramos ao vento, eu escutava imóvel. Contudo, eu O amava.
A três anos, Ele nos deixou, um grupo disperso, para cantarmos Seu nome e sermos seu testemunho junto às nações.
Naquele tempo, eu era chamado de Tomé o Desconfiado. A sombra do meu avô ainda estava sobre mim, e eu sempre queria ser a verdade manifesta.
Eu poria até a mão sobre minha própria ferida, para sentir o sangue, antes de acreditar em minha dor.
Ora, um homem que ama com seu coração e, entretanto guarda uma dúvida em seu espírito, não passa de um escrevo nas galés, que adormece ao seu remo e sonha com a liberdade, até que a chicotada do capataz o desperte.
Eu próprio fui esse escravo, e sonhei com a liberdade, mas o sono do meu avô estava sobre mim. Minha carne necessitava do chicote do meu próprio dia.
Mesmo na presença do Nazareno, eu fechava os olhos para ver as minhas mãos acorrentadas ao remo.
A dúvida é uma dor solitária demais para saber que a fé é a sua irmã gêmea.
A dúvida é uma criança infeliz e extraviada; embora, sua própria mãe, que lhe deu nascimento, a encontre e a envolva, ela se retrai por desconfiança e por medo.
Pois a dúvida não conhecerá a verdade
até que suas feridas sejam tratadas e curadas.
Duvidei de Jesus até que Ele se fez manifesto a mim 
e meteu as minhas mãos em Suas próprias feridas.
Então, realmente acreditei; e fiquei liberto 
de meu ontem e dos om tens dos meus antepassados.
O morto em mim enterrou seus mortos; 
e o vivo viverá para o Rei Ungido, esse que era Filho do Homem.
Disseram-me ontem que devo partir e proclamar 
Seu nome entre os persas e os hindus.
Irei. 
E deste dia até o meu último dia, à aurora e à noite,
 verei meu Senhor levantar-se em Sua majestade 
e ouvi-lo-ei falar."

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Namastê buscadores!

"Pergunta o conquistador de reinos:
– "Não é a paz o prêmio da vitória?"
Responde o andarilho do deserto:
–" A paz é o prêmio da vitória sobre si mesmo!
Vencer as próprias paixões animais, sem outras 
armas além do Amor, da Caridade e da Sagrada 
Compreensão de nossa unidade inquebrantável com
 toda a criação, é viver em paz consigo mesmo e com
 todas as coisas e criaturas, tanto abaixo,
 na terra, como acima, no céu.
É somente para esses conquistadores que o Oásis da Paz 
foi estabelecido no meio de um imenso deserto sem trilhas."
*
"Tu, porém, deves sempre estar sereno. 
No caleidoscópio da mudança, procura somente o imutável.
Nada há, no Tempo, que valha uma lágrima. 
Nada há que valha um sorriso.
Tanto a face que sorri como a que chora 
são igualmente indecorosas e distorcidas.
Queres evitar o sal das lágrimas?
Evita, então, as contorções do riso.
Uma lágrima, ao evaporar, torna-se uma risada.
Uma risada, quando condensada, torna-se uma lágrima.
Não sejas nem volátil para a alegria
 nem condensável para a tristeza, serenamente igual para ambos."
*
"Vosso alento levado pelo vento certamente se alojará em algum peito. 
Não pergunteis de quem é o peito. 
Cuidai apenas de que o próprio alento seja puro."
(Mikhail Naimy)
*
"Assim como o olho do homem busca as estrelas
 de onde teve sua origem primitiva, a alma
 penetra e vê no estado divino do ser, onde vive."
(Jacob Boehme)
"O cuidado e a solicitude possuem, sem dúvida alguma, suas funções próprias na economia da Natureza. Nos homens comuns eles colocam o cérebro para trabalhar, e até os músculos para se movimentarem, e se não fosse por esses o mundo não teria realizado metade do progresso que conseguiu nos planos físicos e intelectual.  Mas, em um determinado estágio da evolução humana, eles são substituídos por um senso de dever e amor pela Verdade [...].
Portanto, livre-se de todo o desespero e, 
com sua Alma voltada para a Fonte de Luz,
 trabalhe para a grande meta para a qual você está aqui,
 com seu coração abrangendo toda a humanidade, 
embora perfeitamente renunciante ao resultado de suas tarefas."

(Annie Besant-A Doutrina do Coração)

terça-feira, 28 de julho de 2020

Om Shanti!

Os Tesouros do Tempo...
por VideosOBK
MEDITAÇÃO - As Cores da Alma


Namastê buscadores!

O Livro dos Reis

Abul-Qâsem Ferdowsi Tusi

Shahnameh
O grande épico persa
por Leonardo Malves

توانا بود هر که دانا بود  Sê capaz de ser sábio.
O Shahnameh relata o reinado mítico de 50 xás ou reis persas com muitos contos fantásticos e aventura. Com quase 60.000 dísticos (estrofes de dois versos), o Shahnameh é um dos mais longos épicos já escrito — fruto dos esforços do poeta Ferdowsi. Mas a grandiosidade encontra-se nas muitas histórias do poema.
Shahname significa ‘Livro dos Reis’ e é grafado com várias alternativas como Šāh-nāmah ou Sahnama (em português o apropriado deveria ser Xaname; o título ‘xá’ está bem assimilado).
A obra possui três grandes partes. Como na divisão da História por Giambattista Vico, o tempo é dividido em três eras: a Mítica, a Heroica e a Histórica. Na Era Mítica relata a narrativa da criação do Mundo e a introdução do Mal, com reinados centenários como as vidas dos patriarcas antediluvianos da Bíblia. A Era Heroica retrata quatro gerações, centradas no reinado de Zal e os feitos de seu filho Rostam. E, por fim, — a Era Histórica ou dos Homens, com narrativas sobre Dario e Alexandre; as várias dinastias do período áureo da Pérsia.
O cerne do poema é a história do valente Rostam. Esse herói — congênere de Gilgamesh, Hércules e Ulisses — enfrenta dragões, apaixona-se por uma princesa e sofre a tragédia de matar o próprio filho Sohrab sem o saber em uma batalha.
Escrito para os reis, o épico é majestoso em sua pretensão. É um extenso conselho moral para um reinado glorioso.
Os persas passavam por fervor de renascimento nacional quando o sultão Mahmud de Gházni (971 –1030) se emancipou do controle árabe do Califado Abássida fundando o Império Gaznévida. O poeta Abu ʾl-Qasim Hassan ibn Ali Ferdowsi Tusi (c. 940–1020) decidiu registrar o espírito do tempo com o monumental épico baseado no folclore, em outros poemas menores e em sua própria criatividade. Em seu trabalho, deliberadamente evitando arabicismos, marcou o início do idioma persa contemporâneo, como fez o Chanson de Roland para o francês ou a Divina Commedia para o italiano. Um milênio depois, os leitores do farsi moderno conseguem compreender essa epopeia sem grandes dificuldades.
ferdowsi
Ferdowsi (ou Ferdusi) era de uma aristocrática família de fazendeiros do nordeste do Irã cuja sorte diminuiu com o fim da dinastia sassânida. Esperava cair nos favores de Mahmud que, entretanto, só lhe pagou a metade da quantia esperada e em uma moeda de menor valor. Desgostoso, Ferdowsi torrou seu prêmio na visita a um banho público e a um bar. Ferdowsi retornou para Tus, fez um poema satírico contra Mahmud, morreu na pobreza.
Como Os Lusíadas, a narrativa heroica do Shahnameh constrói um propósito nacional. Ainda hoje o poema faz parte da identidade de vários povos irânicos (e até mesmo de turcos e de caucásios), sendo importante para a religião parsi, pois registra as crenças da época zoroastriana do Irã pré-islâmico. Seus personagens dão nomes a muitos bebês e suas citações viraram provérbios. As rádios iranianas transmitem diariamente trechos do poema.
Há várias adaptações dessa epopeia. Desde quadrinhos (aliás, os manuscritos com as iluminuras do poema precedem as graphic novels), cinema e versões infantis ou edições luxuosas. O Livro dos Reis passou a ser recitado na arte do naqqal. Contadores de estórias fazem performances no Irã e na Ásia Central apresentando-se em cafés e festas privadas. Normalmente um naqqali conta de forma teatral um capítulo de 90 minutos por dia e em seis meses o poema inteiro.
wp-1482371410062.png
Esse épico persa, pouco conhecido no Ocidente, faz parte do cânone da literatura mundial. Um admirador da beleza do épico foi o artista William Morris, que iniciou uma tradução ao inglês. Todavia, poucas são as traduções disponíveis. Em português há uma tradução parcial de João Francisco Diel de Sousa Literatura e imagens persas no Livro dos Reis, baseada no texto em inglês do iranista Dick Davis, que recentemente lançou sua tradução definitiva (Penguin Classics, 2016). O Wikisources contém o texto em inglês.

Da Wikipédia, a enciclopédia livre
(...)
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Composição
Ferdowsi começou a escrever o Shahnameh em 977 dC e o completou em 8 de março de 1010. [4] O Shahnameh é um monumento de poesia e historiografia, sendo principalmente a reformulação poética do que Ferdowsi, seus contemporâneos e seus antecessores consideravam o relato do Irã. História antiga de muitos desses relatos já existiam em prosa, um exemplo é o Abu-Mansuri ShahnamehUma pequena parte do trabalho de Ferdowsi, em passagens espalhadas por todo o Shahnameh, é inteiramente de sua própria concepção.
O primeiro a empreender a versificação da crônica de Pahlavi foi Daqiqi, um contemporâneo de Ferdowsi, poeta na corte dos samânidas, que chegou a um fim violento após completar apenas mil versos. Esses versículos, que tratam da ascensão do profeta Zoroastro, foram posteriormente incorporados por Ferdowsi, com reconhecimento, em seu próprio poema. O estilo do Shahnameh mostra características da literatura escrita e oral. Alguns afirmam que Ferdowsi também usava as máscaras zoroastrianas, como o agora perdido Chihrdad , como fontes. [6]
Muitas outras fontes pahlavi foram usadas na composição do épico, sendo proeminente o Kārnāmag-ī Ardaxšīr-ī Pābagān, que foi originalmente escrito durante o final da era sassânida e dava conta de como Ardashir cheguei ao poder, devido à sua proximidade histórica. considerado altamente preciso. O texto foi escrito no final do persa médio, que foi o ancestral imediato do persa moderno . Uma grande parte das crônicas históricas dadas em Shahnameh é baseada nesse épico e existem de fato várias frases e palavras que podem ser comparadas entre o poema de Ferdowsi e essa fonte, de acordo com o Zabihollah Safa . [7]
Segundo um relato das fontes, um persa chamado Dehqan na corte do rei Anushehrawan Dadgar compôs um livro volumoso em prosa, conhecido como Khoday NamehApós a queda do Império IranianoKhoday Nameh chegou à posse do rei Yaqub Lais e, em seguida, o rei Samani Nuh ordenou ao poeta Daqiqi que o terminasse, mas Daqiqi foi morto por seu escravo. Ferdowsi obteve o livro através de um amigo.

Conteúdo



Kai Khorso entronizado segurando a espada com a qual executará Afrasiyab pelo assassinato de Siyavash
O trabalho está dividido em três partes sucessivas: as idades "míticas", "heroicas" e "históricas".
Father Time, uma imagem semelhante a Saturno, é um lembrete da tragédia da morte e da perda, mas o próximo nascer do sol chega, trazendo consigo a esperança de um novo dia. No primeiro ciclo da criação, o mal é externo (o diabo ). No segundo ciclo, vemos o início do ódio familiar, do mau comportamento e do mal que permeiam a natureza humana. Os dois filhos mais velhos de Shāh Fereydūn sentem ganância e inveja do irmão inocente e, pensando que o pai o favorece, eles o assassinam. O filho do príncipe assassinado vinga o assassinato, e todos estão imersos no ciclo de assassinato e vingança, sangue e mais sangue. No terceiro ciclo, encontramos uma série de xás defeituosos. Há uma história semelhante a Fedra de Shāh Kay Kāvus, sua esposa Sūdābeh , e sua paixão e rejeição por seu enteado, Sīyāvash .
É apenas nas caracterizações das muitas figuras da obra, masculinas e femininas, que a visão original de Zoroastro sobre a condição humana se manifesta. Zoroastro enfatizou o livre arbítrio humanoTodos os personagens de Ferdowsi são complexos... Os melhores personagens têm falhas e os piores momentos da humanidade.
A historiografia tradicional no Irã afirmou que Ferdowsi ficou triste com a queda do Império Sassânida e seu governo subsequente por "árabes" e "turcos". Shahnameh , afirma o argumento, é em grande parte seu esforço para preservar a memória dos dias dourados da Pérsia e transmiti-la a uma nova geração, para que eles possam aprender e tentar construir um mundo melhor. [8] Embora a maioria dos estudiosos tenha sustentado que a principal preocupação de Ferdowsi era a preservação do legado pré-islâmico do mito e da história, vários autores contestaram formalmente essa visão. [9]

Idade mítica



Cenas do Shahnameh esculpidas em relevos no mausoléu de Ferdowsi em Tus, Irã
Essa parte do Shahnameh é relativamente curta, totalizando cerca de 2.100 versos ou quatro por cento do livro inteiro, e narra eventos com a simplicidade, previsibilidade e rapidez de uma obra histórica.
Após uma abertura em louvor a Deus e à Sabedoria, o Shahnameh faz um relato da criação do mundo e do homem, como os sassânios acreditam Esta introdução é seguida pela história do primeiro homem, Keyumars , que também se tornou o primeiro rei após um período de moradia nas montanhas. Seu neto Hushang , filho de Sīyāmak , acidentalmente descobriu o fogo e estabeleceu a Festa de Sadeh em sua homenagem. Histórias de Tahmuras , Jamshid , Zahhāk , Kawa ou Kaveh , Fereydūn e seus três filhos SalmTur e Iraj , e seu neto Manuchehr estão relacionados nesta seção.

Idade heroica

Quase dois terços dos Shahnameh são dedicados à era dos heróis, desde o reinado de Manuchehr até a conquista de Alexandre, o Grande (Eskandar). Essa época também é identificada como o reino de Keyaniyan, que estabeleceu uma longa história da era heroica na qual mito e lenda são combinados. [10] A principal característica deste período é o principal papel desempenhado pelos heróis Saka ou Sistānī, que aparecem como a espinha dorsal do Império Persa. Garshāsp é brevemente mencionado com seu filho Narimān , cujo próprio filho Sām atuou como o principal paladino de Manuchehr enquanto reinava em Sistān por direito próprio. Seus sucessores foram seu filho Zāl e o filho de Zal, Rostam , o mais corajoso dos valentes, e depois Farāmarz.
Entre as histórias descritas nesta seção estão o romance de Zal e Rudāba , as Sete Etapas (ou Trabalhos) de RostamRostam e Sohrab , Sīyāvash e Sudāba , Rostam e Akvān Dīv, o romance de Bijan e Manijeh, as guerras com AfrāsīyābDaqiqi conta 's da história de Goshtāsp e Arjāsp e Rostam e esfandiar .

Idade histórica

Uma breve menção à dinastia arsácida segue a história de Alexandre e precede a de Ardashir I , fundador do Império Sassânida . Depois disso, a história dos sassânidas é relacionada com muita precisão. A queda dos sassânidas e a conquista árabe da Pérsia são narradas romanticamente.

Mensagem

Ferdowsi não esperava que seus leitores passassem por cima de eventos históricos indiferentemente, mas pediu que pensassem com cuidado, para ver as bases para a ascensão e queda de indivíduos e nações; e aprender com o passado para melhorar o presente e moldar melhor o futuro. Ferdowsi enfatiza sua crença de que, uma vez que o mundo é transitório e como todos são meros transeuntes, é prudente evitar crueldade, mentira, avareza e outros males; em vez disso, deve-se buscar justiça, honra, verdade, ordem e outras virtudes.
A mensagem singular que o Shahnameh de Ferdowsi se esforça para transmitir é a ideia de que a história do Império Sassânida era um todo completo e imutável: começou com Keyumars, o primeiro homem, e terminou com seu quinquagésimo herdeiro e sucessor, Yazdegerd III, seis mil anos da história do Irã. A tarefa de Ferdowsi era impedir que essa história se perdesse para as futuras gerações persas.
De acordo com Jalal Khaleghi Mutlaq, o Shahnameh ensina uma grande variedade de virtudes morais, como adoração a um Deus; retidão religiosa; patriotismo; amor de esposa, família e filhos; e ajudando os pobres. (...)
Influência na língua persa


Rustam mata o turaniana herói Alkus com sua lança
Após o Shahnameh, várias outras obras de natureza semelhante surgiram ao longo dos séculos na esfera cultural da língua persa. Sem exceção, todas essas obras foram baseadas em estilo e método no Shahnameh, mas nenhuma delas conseguiu alcançar o mesmo grau de fama e popularidade.
Alguns especialistas, acreditam que a principal razão pela qual a língua persa moderna, hoje é mais ou menos a mesma que a do tempo de Ferdowsi há mais de mil anos é devido à própria existência de obras como a Shahnameh, que tiveram influência cultural e lingüística duradoura e profunda. Em outras palavras, o próprio Shahnameh se tornou um dos principais pilares da moderna língua persa. Estudar a obra-prima de Ferdowsi também se tornou um requisito para alcançar o domínio da língua persa pelos subsequentes poetas persas, como evidenciado por inúmeras referências ao Shahnameh em suas obras.
Alega-se que Ferdowsi se esforçou ao máximo para evitar quaisquer palavras extraídas da língua árabe, palavras que cada vez mais se infiltraram na língua persa após a conquista árabe da Pérsia no século VII. Ferdowsi é até citado:
بسی رنج بردم در این سال سی ؛
‌عجم زنده کردم بدین پارسی
Eu lutei muito nesses trinta anos para manter o persa ajam (ou seja, não árabe ou especificamente iraniano).
Ferdowsi seguiu esse caminho não apenas para preservar e purificar a língua persa, mas também como uma declaração política severa contra a conquista árabe da Pérsia. [14] Essa afirmação foi posta em causa por Mohammed Moinfar, que observou que existem numerosos exemplos de palavras em árabe no Shahnameh que são efetivamente sinônimos de palavras persas usadas anteriormente no texto. Isso põe em causa a ideia do abandono deliberado de Ferdowsi pelas palavras em árabe. [15]
Shahnameh tem 62 andares, 990 capítulos e cerca de 50.000 dísticos rimados, tornando-se mais de três vezes o comprimento de Homer's Ilíada , e mais de doze vezes o comprimento do alemão NibelungenliedSegundo o próprio Ferdowsi, a edição final do Shahnameh continha cerca de sessenta mil discotes. Mas esta é uma figura redonda; a maioria dos manuscritos relativamente confiáveis ​​preservou um pouco mais de cinquenta mil distichs. Nezami-e Aruzi relata que a edição final do Shahnameh enviada à corte do sultão Mahmud de Ghazni foi preparada em sete volumes.

Escritores ocidentais também elogiaram  literatura de Shahnameh e persa em geral. A literatura persa foi considerada por pensadores como Goethe como um dos quatro principais corpos da literatura mundial. Goethe foi inspirado pela literatura persa, que o levou a escrever seu divã do oeste a leste. Goethe escreveu:

"Quando voltamos nossa atenção para um povo civilizado e pacífico, os persas, devemos - já que foi na verdade a poesia deles que inspirou esse trabalho - voltar ao período mais antigo para poder entender os tempos mais recentes. Sempre parecerá estranho aos historiadores que, não importa quantas vezes um país tenha sido conquistado, subjugado e até destruído por inimigos, sempre existe um certo núcleo nacional preservado em seu caráter e, antes que você perceba, reaparece um fenômeno nativo há muito familiar. Nesse sentido, seria agradável aprender sobre os persas mais antigos e segui-los rapidamente até os dias atuais em um ritmo ainda mais livre e constante."

Poetas famosos da Pérsia e da tradição persa elogiaram e elogiaram Ferdowsi. Muitos deles foram fortemente influenciados por seus escritos e usaram seu gênero e histórias para desenvolver seus próprios épicos, histórias e poemas persas: 

  • Asadi Tusi nasceu na mesma cidade que Ferdowsi. Seu Garshaspnama foi inspirado pelo Shahnameh, como ele atesta na introdução. Ele elogia Ferdowsi na introdução e considera Ferdowsi o maior poeta de seu tempo. 

  • Masud Sa'ad Salman mostrou a influência do Shahnameh apenas 80 anos após sua composição, recitando seus poemas na corte de Ghaznavid na Índia.

  • Othman Mokhtari, outro poeta da corte de Ghaznavid, na Índia, comentou: "Alive is Rustam através do épico de Ferdowsi, senão não haveria nenhum vestígio dele neste mundo". 

  • Sanai acreditava que o fundamento da poesia foi realmente estabelecido por Ferdowsi. 

  • Nizami Ganjavi foi fortemente influenciado por Ferdowsi e três de seus cinco "tesouros" tinham a ver com a Pérsia pré-islâmica.

  • Seus Khosro-o-Shirin, Haft Peykar e Eskandar-nameh usaram o Shahnameh como uma fonte importante.

  • Nizami observa que Ferdowsi é "o sábio sábio de Tus" que embelezou e decorou as palavras como uma nova noiva.

  • Khaghani, o poeta da corte do Shirvanshah, escreveu sobre Ferdowsi: "A vela dos sábios nesta escuridão da tristeza. As palavras puras de Ferdowsi dos Tusi são tais. Seu puro sentido é um nascimento angelical, Nascido angelical é qualquer um que seja como Ferdowsi."

  • Attar escreveu sobre a poesia de Ferdowsi: "Olhos abertos e através da doce poesia veem o éden celestial de Ferdowsi".

  • Em um poema famoso, Sa'adi escreveu: "Não assedie a formiga que está arrastando uma semente, porque ela tem vida e a doce vida é querida." 

  • "Quão docemente transmitiu o Ferdowsi de natureza pura, que as bênçãos estejam sobre seu puro lugar de descanso.

  • No Baharestan, Jami escreveu: "Ele veio de Tus e sua excelência, renome e perfeição são bem conhecidos. 
  • Sim, que necessidade há das letras de outras músicas daquele homem que compôs versos como os do Shah-nameh?"
Muitos outros poetas, por exemplo, Hafez, Rumi e outros poetas místicos, usaram imagens de heróis de Shahnameh em sua poesia. (...)


O historiador árabe Ibn Athir observa em seu livro Al-Kamil, que: 
"Se o chamamos Alcorão de 'Ajam, não falamos nada em vão. Se um poeta escreve poesia e os poemas têm muitos versos, ou se alguém escreve muitas composições, sempre será que alguns de seus escritos podem não ser excelentes. Mas no caso de Shahnameh, apesar de ter mais de 50 mil dísticos, todos os seus versos são excelentes. " 

Referências e estudo completo, através da fonte:
https://en.wikipedia.org/wiki/Shahnameh