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Espirais de Orvalho
Entre os esporos,
o silêncio caminha pelos grãos
e saúda os prados na aurora.
Colheitas de ouro amadurecem na terra,
colheitas de sóis cintilam
além do alcance do olhar.
Um orvalho secreto desce
sobre as piscinas aquáticas do peito,
onde os corações, ainda velados,
pressentem o acordar.
Espirais de almas erguem-se úmidas de luz,
ligam-se a sóis invisíveis
como fios de clara respiração.
Cachoeiras translúcidas escorrem
pela extensão frutuosa das terras,
lavando a matéria em silêncio.
Sussurros do céu brilham no orvalho,
fluem sobre os corações
e neles semeiam o despertar.
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