sábado, 31 de agosto de 2024

Om shanti, reflexionemos juntos!

A FREQUÊNCIA DO MILAGRE

por Elainne Ourives

Cristo foi um dos poucos humanos ao longo da História a conseguir elevar sua Frequência Vibracional acima de 1.000 hertz: a Frequência do Milagre!

(...)

Dito isso, quero conversar mais a fundo com você sobre as nossas emoções. Em especial, aquelas que elevam nossa Frequência, nos colocando mais próximos da vibração de amor do Criador (...)

A FREQUÊNCIA VIBRACIONAL DE JESUS

ACEITAÇÃO – 350 Hertz: Quando esta frequência é alcançada, uma verdadeira mudança acontece na usa vida. Crenças antigas que o impediam de ser quem sempre sonhou vão desaparecer. Suas habilidades e competências são todas aumentadas e ficam a serviço do bem da humanidade. Aqui, você não só define claramente suas metas como as alcança. 

Como Jesus alcançou esse nível de consciência? Através do perdão! A inesquecível frase de Jesus enquanto estava pregado na cruz resume muito bem esse fato:  

“E Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem.” 

(Lucas 23, 34) 

Jesus foi capaz de perdoar até mesmo os seus ferozes assassinos, aqueles que injustamente tiraram a sua vida de maneira brutal.  

Siga o exemplo de Cristo: pratique o perdão. Perdoe todos os atores que passaram pela sua vida, pois eles fizeram de você a pessoa que é hoje! 

Outro importante fator: pratique o perdão consigo mesmo. Perdoe a si mesmo. Os erros do passado foram o melhor que você podia fazer na época com a consciência que tinha. 

Aprenda com o erro, se perdoe e siga em frente. 

RAZÃO – 400 Hertz: Este nível é da medicina e da ciência. O nível da consciência dos mestres, no qual se é desapegado de tudo. Nesta frequência, enxerga-se o mundo como um todo conectado, pois não existe mais sofrimento por coisas externas (...) 

Jesus alcançou este patamar da evolução da consciência ao perceber a união existente entre tudo e todos no Universo. Essa percepção o ajudou muito com seus poderes curativos.  

Seus poderes de cura são imortais na memória da humanidade, como no episódio em que restabeleceu a visão de um cego simplesmente com o toque da sua mão e o poder de suas palavras. 

AMOR – 500 Hertz: Aqui não existe mais o ego, somente o amor incondicional. Tudo o que se faz é por um bem maior. Esse nível é alcançado apenas por 1 em 250 pessoas em cada geração. Uma parcela mínima da população vive nesse estado. 

O amor de Jesus por tudo e todos é muito conhecido. Ele amava incondicionalmente toda humanidade, como se todos fossem seus irmãos de sangue.  

Mais do que isso, Ele sabia da importância desse sentimento para nossas vidas. Ele pregava fortemente a prática constante do amor para seus discípulos e todos os que o seguiam. 

Quem não lembra de uma das mais famosas frases da nossa história? 

“Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei.”

 (João 13:34-35) 

Pratique o amor incondicionalmente com todos aos seu redor. Não ame somente os que são próximos a você. Ame toda a Criação!

Ensine isso para os seus filhos também, para que as futuras gerações cresçam sabendo da importância desse precioso ensinamento de Cristo. 

ALEGRIA – 540 Hertz: Estado de felicidade inabalável. A alegria é o maior estado de consciência que o ego pode atingir. Nível de expansão da consciência em que a pessoa age através de uma forte intuição, derivada de um estado de consciência muito elevado. A energia dessas pessoas é radiante e é muito bom estar perto delas. 

Vibrar na alegria, sem dúvida, foi um fator determinante para o grande número de seguidores que Jesus conquistou ao longo da sua vida e mesmo após a sua morte. 

Como eu disse, estar perto de quem vibra nessa frequência é maravilhoso! A simples presença dessa pessoa melhora todo o ambiente ao redor. 

A Cocriação de sonhos está alinhada com a frequência da alegria! 

PAZ – 600 Hertz: Estado de total transcendência. Esse nível só é alcançado por uma pessoa entre 10 milhões. 

Como Jesus atingiu sua PAZ? Através da felicidade. Viveu feliz ao longo de toda a sua vida. Não nasceu rico, não tinha nenhum lugar especial na sociedade de sua época. 

Mesmo assim, nunca se vitimizou. Sempre vibrou felicidade em todas as células do seu ser. 

“Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: Alegrem-se!” 

(Filipenses 4:4) 

Estando feliz, você está em paz. Esse foi o caminho de Jesus.  

Procure a sua felicidade e a sua paz. 

ILUMINAÇÃO – 1.000 Hertz: É a união do ser com o Todo. O fim do individualismo. O fim do ego. Só o fato de pensar sobre pessoas desse nível pode fazer com que você aumente seu nível de consciência. Pouquíssimas pessoas, ao longo da história, foram capazes de atingir esse nível. Jesus foi uma delas. É um processo Indescritível. 

É esse o nível de consciência que eu chamo de Frequência dos Milagres. Bem, eu não preciso dizer aqui para você todos os milagres operados por esse ser fantástico. Você certamente já ouviu falar sobre eles

 (...) 

Vibrando na Frequência da Iluminação, tudo, absolutamente tudo, é possível! 

Fonte: https://elainneourives.com.br/blog/jesus-cristo

Perseveremos na elevação Vibracional!

Namastê buscadores!

Saúde mental

Terapia sonora: o que é, tipos e os benefícios pessoais e nas empresas.

Alguns especialistas consideram a terapia sonora como fonte de conforto e força.

Sua aplicabilidade implica no uso de instrumentos que emitem vibrações sonoras. Isso pode acontecer por meio da música ou da batida de instrumentos como tambor, tigelas, sinos, metais ou taças de vidro.

Esses sons únicos ajudam no tratamento de diversos distúrbios físicos e mentais. Melhora a autoestima, a memória e muitos outros problemas, como estresse, depressão ou autismo.

Realizada em ambiente adequado, por profissional especializado, a terapia sonora pode ser usada sozinha ou alinhada a terapias tradicionais ou a psicologia positiva. A forma como o instrumento será tocado vai depender de cada caso.

Isso leva a pessoa a um profundo relaxamento. O uso prolongado dessa terapia gera impactos profundos e beneficiam os tratamentos. Mas como saber qual o tipo e a intensidade do som indicado para cada indivíduo?

A terapia sonora também pode ser aplicada em empresas? Neste texto vamos conhecer quais os tipos, os benefícios pessoais e no ambiente corporativo. Boa leitura!

O que é terapia sonora?

Terapia sonora é o uso clínico da combinação de sons com objetivo de tratar problemas de saúde física ou mental. Uma prática que aproveita as vibrações do som em benefício do bem-estar humano.

Essa técnica ajuda a aliviar as tensões do dia a dia; proporciona maior clareza mental; reduz o estresse, melhora o humor e a auto expressão.

Com base em evidências na comunidade de saúde, as experiências deste tipo de terapia podem incluir ouvir, cantar, tocar instrumentos e até compor ou tocar músicas.

Para isso não é necessário habilidade ou talento musical e sim, sensibilidade para sentir e perceber os seus efeitos positivos.

A terapia sonora pode ajudar a pessoa em todos os sentidos. Sejam eles emocionalmente, psicologicamente, fisicamente, espiritualmente, socialmente e até cognitivamente. Os benefícios dessa prática vão muito além:

– Melhora a memória;

– Reduz a pressão arterial e a tensão muscular;

– Melhora a percepção das emoções e dos pensamentos;

– Aprimora a comunicação e as habilidades sociais;

– Facilita o enfrentamento dos problemas;

– Promove equilíbrio, alegria e motivação;

– Estimula a concentração;

– Melhora o sono.

Para que serve a terapia sonora?

Sessão de terapia sonora.

Será que a vibração de sons realmente consegue promover benefícios à saúde de forma generalizada? Sim, estudiosos e psicoterapeutas exaltam as vantagens da terapia sonora, quando comparada a outros métodos mais tradicionais.

Já está comprovado cientificamente que essa vibração sonora atua dissolvendo bloqueios e relaxando regiões, como os músculos. Durante a terapia as emoções podem se extravasar.

Alguns pacientes choram, outros se sentem felizes ou angustiados. Alguns chegam a dormir após um relaxamento profundo. Por isso, o profissional que irá conduzir o tratamento precisa estar muito bem preparado para acolher o paciente.

Afinal o som escolhido pode despertar suas memórias boas e ruins. A terapia sonora se mostrou eficiente para tratar fibromialgia; dores crônicas; constipação intestinal; insônia; esclerose múltipla e até Parkinson.

Para obter resultados mais eficientes, o ideal é que o desenvolvimento musical esteja integrado ao terapêutico. Mas como escolher o som correto? Na realidade não existe um protocolo certo para isso e nem as vias escolhidas.

O terapeuta pode usar tigelas tibetanas, mesa lira, taças de cristal, terapia vibroacústica, entre outros instrumentos. Também não existe metodologia para a frequência. Isso porque cada paciente é único, com biótipo diferente e precisa ser respeitado.

Os caminhos são os mais diversos possíveis. Por isso essa terapia deve ser conduzida por um profissional responsável e experiente.

Entendendo problemas que podem ser tratados com som, como pressão e zumbido no ouvido

Praticada desde 1945 pelo Departamento de Guerra dos Estados Unidos, como já vimos, a terapia sonora tem inúmeras aplicabilidades. Entre elas para o tratamento de pressão e zumbido no ouvido.

Somente o zumbido afeta a vida de mais de 300 milhões de brasileiros, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Apesar de ser gerada a partir de estímulos do organismo, a Medicina já identificou mais de 200 diferentes causas para o problema. Somente o médico a partir de avaliação clínica e exames específicos poderá apontar a intensidade e frequência do zumbido.

O tratamento pode incluir terapia sonora aliada a medicamentos e mudança de hábitos. Durante as terapias o especialista libera sons adicionais aos ouvidos. Assim, ao longo do tempo o paciente aprende a focar nesses sons e não mais no zumbido.

Quanto à pressão no ouvido ela pode ter origem inflamatória no conduto auditivo. Isso dificulta a passagem do som, gerando uma sensação de abafamento. A terapia sonora se mostra eficiente também nestes casos.

Quais são os tipos de terapia sonora?

Terapia sonora e relaxamento.

Na terapia sonora o paciente pode ter papel ativo no processo produtivo de música, por exemplo, ou passivo, quando ele somente ouve os sons. Em alguns casos o terapeuta pode combinar os dois tipos ou usá-los em separado.

As abordagens sonoras podem ser diversificadas, bem como a frequência do som.

Alguns pesquisadores identificaram que frequência entre 20 e 50 hertz, imperceptíveis ao ouvido humano, podem repercutir nos órgãos internos. Entre eles o sistema visceral, tecidos moles, intestinos e estômago.

A faixa de 80 hertz atinge os ossos, crânio e cabeça. Uma sessão pode durar em média 40 minutos e quando tem música associada, geralmente não são composições conhecidas. A melodia pode ser monótona, sem alteração de volume e sem voz.

Uma conversa antes do início e exercícios de respiração ajudam no processo de relaxamento. O paciente deve estar aberto para deixar que o som possa agir em seu corpo, deixando-o vibrar em perfeita harmonia.

Para isso o terapeuta precisa sintonizar o canal certo para que o som externo organize o som interno. Para isso existem alguns diferenciais entre as terapias sonoras. A seguir vamos conhecer alguns tipos e entender os efeitos do som no organismo:

Terapia sonora analítica

Esta terapia incentiva o uso do diálogo musical improvisado. A pessoa é estimulada a cantar ou tocar um instrumento. Isso ajuda para que consiga expressar seus pensamentos inconscientes.

Assim, ela pode refletir sobre eles e até discuti-los com os seu terapeuta na próxima sessão, por exemplo.

Terapia cognitivo-comportamental musical (CBMT)

Aqui nessa abordagem o profissional combina terapia cognitivo-comportamental com música (CBMT). Neste tipo de terapia sonora a música é um mecanismo que reforça alguns comportamentos e pode até modificar outros.

Essa abordagem não deve ser improvisada e sim muito bem estruturada. O terapeuta pode optar em incluir no tratamento que a pessoa ouça música, dance, cante ou toque algum instrumento.

Terapia de música comunitária

Neste formato a terapia é focada na utilização da música como um facilitador de mudanças, em especial no nível da comunidade. As sessões acontecem em grupo, em ambiente tranquilo, que propicia extremo envolvimento de cada um dos envolvidos nesse processo de cura.

Método Bonny de imaginação guiada e música (GIM)

GIM ou BMGIM vem do inglês Bonny Method of Guided Imagery and Music. Desenvolvido pela musicoterapeuta Helen Lindquist Bonny, o processo terapêutico faz uso da música clássica como técnica de tratamento.

É mais uma forma de tratamento que possibilita o desenvolvimento pessoal e da imaginação. Por meio das melodias eruditas é possível encontrar explicação para uma série de emoções.

Ao experimentar essa possibilidade afloram sentimentos, memórias e até imagens. Pode ser adotada por musicoterapeutas, psicólogos, entre outros profissionais da área da saúde como instrumento transformador e de desenvolvimento.

Psicoterapia vocal

É uma prática onde o terapeuta utiliza em suas sessões, vários exercícios vocais, sons naturais e técnicas de respiração.

Método que possibilita que o paciente possa se conectar com suas emoções e impulsos. Assim consegue desenvolver ao longo do tempo uma conexão maior consigo mesmo.

Quais são os benefícios da terapia sonora?

Terapia sonora e saúde mental.

Aplicada de forma personalizada, a terapia sonora pode ser desenvolvida para pessoas de todas as idades. Sua versatilidade oferece inúmeros benefícios, em vários níveis de experiências.

A diversidade de instrumentos e sons permite enfrentar os desafios de saúde física e mental.

Uma sonoridade que ativa determinadas regiões do cérebro mexendo com memórias, emoções, funções involuntárias, retransmissão sensorial, entre outras coisas.

Projetado para realizar várias funções, o protocolo de terapia sonora permite que o paciente desvie a atenção do seu problema, buscando altos níveis de relaxamento. Os efeitos podem ser:

– Espiritual, permitindo que a pessoa explore suas próprias crenças;

– Cognitivo, onde o paciente desenvolve maior controle, habilidades para enfrentar as adversidades, além de diminuir os efeitos da demência;

– Social. Este é um dos efeitos positivos da terapia sonora. Ela abre as oportunidades para a pessoa ampliar as amizades. No trabalho seu efeito é positivo ao promover maior união entre as equipes e bem-estar na organização como um todo.

Benefícios físicos

Especialistas já comprovaram que ao ouvir, tocar, escrever ou cantar música, os pacientes sentem menos dor. A terapia sonora alivia ansiedade e estresse, promovendo alterações fisiológicas benéficas ao ser humano. Entre os benefícios físicos já detectados podemos citar:

– Melhora a respiração e a frequência cardíaca;

– Equilibra a pressão sanguínea

– Tiras as tensões, deixando a musculatura mais relaxada;

– Reduz as dores físicas, como a de cabeça ou no peito;

– Melhora a qualidade do sono;

– Permite o relaxamento muscular;

– Diminui a sensação de fadiga, entre outros.

Benefícios mentais

A música é um dos melhores remédios que as pessoas podem experimentar sem medo. Ela mexe com nossas emoções e pode despertar alegria e tristeza. Pode acalmar, energizar e elevar a altos graus de relaxamento físico e mental.

Ela mexe e, em muitos casos, pode estar ligada com o estado de espírito. Nos ambientes de trabalho, onde lidamos com diversas situações que podem ser bem estressantes, a terapia sonora promove equilíbrio e bem-estar.

Os benefícios mentais são diversos. Vamos ver alguns deles:

– Diminuir os sintomas gerados por estresse ou ansiedade;

– Minimizar as inquietações;

– Melhorar o foco e a concentração;

– Amenizar a tristeza ou a depressão;

– Proporcionar maior motivação;

– Eliminar a sensação de sobrecarga

– Reduzir a irritabilidade ou raiva

– Acalmar a mente, deixando-a mais clara;

– Equilibrar as emoções mais intensas;

– Facilitar a meditação e o autoconhecimento;

– Harmoniza os ambientes, em especial no trabalho;

– Promove paz e equilíbrio nas relações interpessoais;

– Aumenta a criatividade;

– Promove maior conexão espiritual, e muito mais.

Como esses benefícios individuais da terapia sonora podem ser transformados em benefícios para uma empresa?

Terapia sonora e práticas de relaxamento.

Cuidar para transformar é um dos lemas que o setor de recursos humanos (RH) desenvolve na promoção de pessoas. Manter um clima organizacional em plena harmonia depende da adoção de muitas ferramentas e benefícios.

Tudo para gerar bem-estar e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. Entre elas a terapia sonora. Seus benefícios individuais podem ser revertidos também para a empresa.

Essa metodologia de tratamento pode ser útil no tratamento de quadros de ansiedade e estresse. Além disso, aumenta os níveis de consciência e de foco. Desta forma as pessoas se tornam mais motivadas, engajadas e produtivas.

O comportamento do time pode ser alterado para melhor o entrosamento, a atenção, a comunicação e a cognição. Ao proporcionar relaxamento e prazer, a equipe tem melhor percepção do ambiente e de como estão inseridos nele.

A música provoca diversos efeitos sobre a atividade cerebral. Alguns estudos de neuroimagem funcional mostram efeitos positivos sobre as estruturas centrais, que processam as emoções. São as chamadas estruturas límbica e paralímbica).

A terapia sonora oferece sensações de conforto, de segurança e de bem-estar. Ao ouvir determinados sons as pessoas são estimuladas a visualizarem imagens positivas.

Desta forma, se tornam mais calmas, felizes, de bom humor e mais concentradas para as tarefas diárias.

Tratamento com terapia sonora.

Praticada com sucesso há décadas, a terapia sonora é uma das formas de tratamento que promovem maior prazer e bem-estar. Seus efeitos e eficácia podem ser percebidos já nas primeiras sessões.

Trabalhando por meio de diversos instrumentos, como tambores, tigelas ou taças de vidro ou cristal, os terapeutas obtêm sonoridades únicas. Sons que vão relaxar, inspirar, mexer com as emoções e os sentimentos mais profundos.

Seus efeitos e benefícios são diversos. Entre eles a redução da dor, melhora da frequência respiratória e cardíaca, regula a pressão arterial, minimiza os efeitos da ansiedade, depressão e estresse.

A música acalma, eleva o estado de espírito e o humor, porém a prática de terapia sonora somente deve ser aplicada por profissionais habilitados. Por meio da repetição de sons, o paciente é induzido a se distrair, esquecendo-se de seu problema central.

Deixa-se embalar pela melodia, criando imagens e emoções novas e positivas. O protocolo de terapia sonora tem várias funções.

Desde estimular uma respiração mais rítmica, liberando as tensões, até a sugestão de novas imagens e sentimentos que celebrem a vida.

Um tratamento que pode beneficiar pessoas de todas as idades e classes sociais.

No trabalho, sua aplicação é imensa, propiciando à equipe, novas experiências, maior integração, melhora as relações interpessoais e também a produtividade.

Para saber mais informações acesse www.conexasaude.com.br

https://www.conexasaude.com.br/blog/terapia-sonora/

segunda-feira, 26 de agosto de 2024

Namastê buscadores!

"O IMPOSSÍVEL É O SOBRENOME DO MEDO"

"Músicas afinadas em 741 Hz ajudam na resolução de problemas, purificação do corpo e expressão pessoal. Elas também ajudam a despertar a intuição e a promover uma vida simples e pura.

Essa frequência é ideal se você está com dificuldades em adotar um estilo de vida saudável, expressar a criatividade ou revelar seus pensamentos."

Reflexionemos juntos, buscadores!

“A ciência desafia Deus,

 a religião isola Deus e a

 espiritualidade vê Deus em tudo.”

(Gian Kumar)

"Toda inovação começa com uma ideia, mas é a persistência e a execução disciplinada que a transformam em algo grandioso.  Muitas vezes, as grandes inovações não surgem de momentos de inspiração súbita, mas de um processo contínuo de trabalho árduo, experimentação e aperfeiçoamento. (...) e a vontade de perseverar, mesmo diante dos fracassos e das dificuldades, que fazem uma ideia se tornar realidade."

(Roberto Shinyashiki) 

*

“Na vida, crescer significa aprofundar-se

 dentro de si mesmo - é aí que suas raizes se encontram.” 

(Osho)

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“A voz da consciência é a voz de Deus. Todos a possuem, mas nem todos lhe dão ouvidos. Aqueles que têm uma sensibilidade desenvolvida podem detectar o erro pela perturbação interior de desconforto que ele produz.

A luz de Deus está sempre presente, guiando por meio da sabedoria discernidora e do sentimento tranquilo. Se a pessoa não distorce seu sentimento com emoções, nem sua inteligência discernidora com a racionalização de um comportamento errôneo, ela será ajudada por essa voz interior. 

Seguir a luz da orientação interior da sabedoria é o caminho da verdadeira felicidade, o caminho para estar sempre com Deus, o caminho para libertar-se da influência coerciva dos maus hábitos que usurpam o poder de decisão do ser humano.”

(Paramahansa Yogananda)

*

🍃O Preço do Amanhã...🍃

Om shanti!🕊


Namastê buscadores!

Somando...

O Futuro das Cidades Inteligentes: Como Nanosensores Estão Transformando

 o Ambiente Urbano

Por Caio Verdejo / 06/06/2024

As cidades inteligentes representam a próxima grande transformação urbana, integrando tecnologias avançadas para criar ambientes mais eficientes, sustentáveis e habitáveis. Essas cidades utilizam uma vasta gama de inovações tecnológicas para coletar, analisar e aplicar dados em tempo real, melhorando a qualidade de vida dos seus habitantes e a gestão dos recursos urbanos. Entre essas inovações, os nanosensores emergem como uma das ferramentas mais poderosas e versáteis.

Nanosensores são dispositivos minúsculos capazes de detectar mudanças físicas, químicas ou biológicas no ambiente com uma precisão excepcional. Eles são projetados para monitorar uma variedade de condições em tempo real, desde a qualidade do ar até a integridade estrutural de edifícios. A capacidade de fornecer dados detalhados e imediatos permite uma resposta rápida e informada a uma ampla gama de desafios urbanos.

Neste artigo, exploraremos a palavra-chave “O Futuro das Cidades Inteligentes: Como Nanosensores Estão Transformando o Ambiente Urbano”. Nosso objetivo é mostrar como essa tecnologia está sendo aplicada em diversas áreas das cidades inteligentes, destacando exemplos específicos de sua implementação e os impactos positivos que já estão sendo observados. Prepare-se para uma viagem fascinante através das inovações que estão moldando o futuro das nossas cidades, tornando-as mais inteligentes, seguras e sustentáveis.

1. O Papel dos Nanosensores nas Cidades Inteligentes

Definição e Características dos Nanosensores

Nanosensores são dispositivos minúsculos que operam em uma escala nanométrica, ou seja, um bilionésimo de metro. Eles são projetados para detectar e medir mudanças em propriedades físicas, químicas ou biológicas no ambiente. Devido ao seu tamanho reduzido, nanosensores podem ser integrados em uma variedade de materiais e superfícies, tornando-os extremamente versáteis e aplicáveis em diversos contextos urbanos. Suas características incluem alta sensibilidade, precisão e capacidade de fornecer dados em tempo real, o que os torna ideais para o monitoramento contínuo e detalhado.

Importância dos Nanosensores para a Coleta de Dados em Tempo Real

A capacidade de coletar dados em tempo real é uma das principais vantagens dos nanosensores. Em um ambiente urbano complexo, onde as condições podem mudar rapidamente, a obtenção de dados imediatos é crucial para a tomada de decisões eficazes. Nanosensores permitem que as cidades monitorem e respondam rapidamente a diversas situações, como níveis de poluição do ar, condições estruturais de edifícios e fluxos de tráfego. Isso não só melhora a eficiência operacional, mas também aumenta a segurança e o bem-estar dos cidadãos. A coleta de dados em tempo real facilita a gestão proativa, permitindo intervenções antes que problemas menores se tornem grandes crises.

Áreas Inovadoras Onde os Nanosensores Podem Ser Aplicados

Os nanosensores estão encontrando aplicações inovadoras em várias áreas das cidades inteligentes, contribuindo para a criação de ambientes urbanos mais conectados e eficientes. Algumas dessas áreas incluem:

Monitoramento Ambiental: Nanosensores podem medir a qualidade do ar, detectar poluentes e monitorar a saúde dos ecossistemas urbanos. Eles são essenciais para a gestão ambiental e a criação de políticas públicas eficazes.

Infraestrutura Urbana: Em pontes, edifícios e outras estruturas críticas, nanosensores monitoram vibrações, tensões e outras mudanças estruturais, prevenindo desastres e aumentando a segurança.

Gestão de Tráfego: Sensores de movimento e pressão ajudam a otimizar os fluxos de tráfego, reduzir congestionamentos e diminuir as emissões de carbono. Eles são integrados em sistemas de transporte inteligente para melhorar a mobilidade urbana.

Saúde Pública: Nanosensores biológicos podem detectar patógenos em espaços públicos e alimentos, monitorar a disseminação de doenças e garantir a segurança alimentar. Eles também são utilizados em dispositivos wearables para monitorar condições de saúde em tempo real.

Gestão de Resíduos: Nanosensores em lixeiras e sistemas de coleta de resíduos ajudam a otimizar a gestão de lixo, promovendo práticas mais sustentáveis e eficientes.

Os nanosensores estão desempenhando um papel central na evolução das cidades inteligentes, fornecendo dados cruciais que ajudam a transformar a gestão urbana. Com a capacidade de monitorar praticamente qualquer aspecto do ambiente urbano, eles são uma ferramenta indispensável para a criação de cidades mais inteligentes, seguras e sustentáveis.

Monitoramento Ambiental com Nanosensores

Qualidade do Ar: Avanços Recentes na Detecção de Poluentes

Nos últimos anos, os avanços na tecnologia de nanosensores têm revolucionado o monitoramento da qualidade do ar em áreas urbanas. Esses sensores minúsculos são capazes de detectar uma ampla gama de poluentes atmosféricos, incluindo dióxido de carbono (CO2), monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio (NOx) e partículas em suspensão (PM2.5 e PM10). A sensibilidade e a precisão dos nanosensores permitem a detecção de poluentes em concentrações muito baixas, proporcionando dados detalhados e em tempo real sobre a qualidade do ar.

Esses dados são essenciais para a formulação de políticas ambientais eficazes e para a implementação de medidas imediatas em resposta a altos níveis de poluição. Cidades como Toronto e Pequim já estão utilizando nanosensores para monitorar a qualidade do ar em tempo real, permitindo intervenções rápidas e informadas para proteger a saúde pública. Além disso, a análise contínua dos dados ajuda a identificar fontes de poluição, orientar estratégias de mitigação e aumentar a conscientização pública sobre a importância da qualidade do ar.

Qualidade da Água: Inovações no Monitoramento de Contaminantes e Sua Importância

A segurança e a qualidade da água são cruciais para a saúde pública e o bem-estar ambiental. Nanosensores têm se mostrado uma ferramenta poderosa no monitoramento de contaminantes em sistemas de água potável, rios, lagos e oceanos. Esses sensores podem detectar a presença de uma variedade de poluentes, incluindo metais pesados, pesticidas, produtos químicos industriais e microorganismos patogênicos.

As inovações recentes em nanosensores químicos e biológicos permitem a detecção rápida e precisa de contaminantes, muitas vezes em níveis de concentração muito baixos. Isso é particularmente importante para a identificação precoce de problemas de qualidade da água, permitindo que as autoridades tomem medidas preventivas antes que os contaminantes atinjam níveis perigosos. Em cidades como Amsterdã, esses sensores são usados para monitorar a qualidade da água nos canais, prevenindo a contaminação e garantindo um ambiente aquático seguro e limpo.

Impacto no Clima: Nanosensores como Ferramenta para Mudanças Climáticas

Os nanosensores também desempenham um papel vital no monitoramento de mudanças climáticas. Eles são capazes de medir parâmetros climáticos importantes, como temperatura, umidade, níveis de gases de efeito estufa (como CO2 e metano) e padrões de precipitação. Esses dados são fundamentais para a modelagem climática e a previsão de eventos climáticos extremos.

Ao fornecer dados detalhados e em tempo real, os nanosensores ajudam os cientistas e formuladores de políticas a entender melhor as tendências climáticas e a avaliar o impacto das atividades humanas no meio ambiente. Isso, por sua vez, permite o desenvolvimento de estratégias de adaptação e mitigação mais eficazes para combater as mudanças climáticas. Além disso, a capacidade de monitorar continuamente o clima urbano ajuda as cidades a se preparar melhor para eventos extremos, como ondas de calor, enchentes e tempestades, protegendo vidas e reduzindo danos materiais.

Em resumo, os nanosensores estão transformando a maneira como monitoramos o ambiente urbano, proporcionando dados cruciais para a gestão da qualidade do ar e da água, bem como para o entendimento e a resposta às mudanças climáticas. Com esses avanços tecnológicos, as cidades inteligentes podem se tornar mais resilientes, sustentáveis e preparadas para os desafios ambientais do futuro.

Nanosensores na Infraestrutura Urbana

Monitoramento Estrutural: Casos de Uso em Novas Construções e Manutenção Preventiva

O uso de nanosensores para monitorar a integridade estrutural de edificações e infraestruturas críticas está se tornando cada vez mais comum nas cidades inteligentes. Esses sensores são integrados em novas construções e em estruturas existentes para detectar alterações mecânicas, como vibrações, tensões e deformações, que podem indicar problemas estruturais.

Um exemplo notável é a implementação de nanosensores em pontes e arranha-céus em Tóquio, onde a detecção precoce de fissuras e deslocamentos estruturais é crucial devido à alta atividade sísmica da região. Em novos projetos de construção, os nanosensores são instalados durante a fase de construção, permitindo um monitoramento contínuo e em tempo real da integridade estrutural desde o início. Isso garante que qualquer problema potencial seja identificado e tratado antes que se torne crítico, aumentando a segurança e a longevidade das estruturas.

A manutenção preventiva é outro benefício significativo do uso de nanosensores. Em vez de depender de inspeções periódicas, que podem ser caras e demoradas, as cidades podem usar dados de nanosensores para realizar manutenções baseadas na condição real das estruturas. Isso não só melhora a segurança, mas também otimiza os custos de manutenção, prolongando a vida útil das infraestruturas urbanas.

Gestão de Tráfego: Tecnologias Emergentes para Otimização de Fluxos de Veículos

A gestão eficiente do tráfego é um dos principais desafios das grandes cidades, e os nanosensores estão desempenhando um papel crucial na solução deste problema. Esses sensores podem ser integrados em sistemas de transporte inteligente para monitorar o fluxo de veículos, identificar congestionamentos e otimizar os tempos dos semáforos.

Em Barcelona, por exemplo, nanosensores de movimento e pressão são usados para fornecer dados em tempo real sobre a densidade do tráfego e as velocidades dos veículos. Esses dados são analisados por algoritmos de inteligência artificial que ajustam dinamicamente os sinais de trânsito para minimizar os congestionamentos e melhorar a fluidez do tráfego. Além de reduzir os tempos de viagem, isso também contribui para a diminuição das emissões de CO2, promovendo uma mobilidade urbana mais sustentável.

A integração de nanosensores em veículos também está se tornando uma prática comum. Esses sensores podem fornecer dados adicionais sobre a condição das estradas e o comportamento do tráfego, permitindo uma gestão ainda mais precisa e eficiente dos fluxos de veículos. Em última análise, essas tecnologias emergentes ajudam a criar um sistema de transporte mais inteligente, seguro e ecológico.

Gestão de Resíduos: Sistemas Inteligentes para Coleta e Reciclagem Eficiente

Os nanosensores estão revolucionando a gestão de resíduos nas cidades inteligentes, tornando o processo de coleta e reciclagem mais eficiente e sustentável. Esses sensores podem ser instalados em lixeiras e contêineres de reciclagem para monitorar os níveis de resíduos em tempo real.

Em cidades como Amsterdã, esses sensores informam quando uma lixeira está cheia e precisa ser esvaziada, permitindo uma rota de coleta otimizada. Isso reduz os custos operacionais e minimiza a pegada de carbono associada ao transporte de resíduos. Além disso, evita o transbordamento de lixeiras, melhorando a higiene urbana e a qualidade de vida dos cidadãos.

Além da coleta de resíduos, os nanosensores também desempenham um papel crucial na reciclagem. Eles podem detectar diferentes tipos de materiais em lixeiras de reciclagem, ajudando a separar os resíduos automaticamente para reciclagem adequada. Isso aumenta a eficiência do processo de reciclagem e reduz a quantidade de resíduos que acabam em aterros.

A gestão inteligente de resíduos, facilitada pelos nanosensores, não só melhora a eficiência operacional, mas também promove práticas de sustentabilidade, ajudando as cidades a reduzir seu impacto ambiental e a se moverem em direção a uma economia circular.

Em resumo, a aplicação de nanosensores na infraestrutura urbana está transformando a maneira como gerenciamos e mantemos nossas cidades. Desde a monitorização estrutural até a gestão de tráfego e resíduos, esses sensores proporcionam dados cruciais que ajudam a criar ambientes urbanos mais seguros, eficientes e sustentáveis.

Aplicações em Saúde Pública

Monitoramento de Epidemias: Tecnologia de Ponta na Detecção de Patógenos

O uso de nanosensores para o monitoramento de epidemias representa um avanço significativo na saúde pública. Esses sensores são capazes de detectar a presença de patógenos em ambientes urbanos, como espaços públicos, transportes coletivos e hospitais, com alta precisão e em tempo real.

Em cidades como Nova Iorque, os nanosensores biológicos são utilizados para identificar rapidamente vírus e bactérias, permitindo uma resposta imediata e eficaz a surtos epidêmicos. Essa capacidade de detecção precoce é crucial para impedir a propagação de doenças, proporcionando dados essenciais para as autoridades de saúde pública implementarem medidas preventivas e de contenção.

Além disso, os nanosensores podem ser integrados em sistemas de ventilação e ar condicionado em edifícios públicos e privados para monitorar a qualidade do ar e detectar patógenos, garantindo ambientes mais seguros e saudáveis para os cidadãos. Essa tecnologia de ponta não só melhora a vigilância epidemiológica, mas também fortalece a capacidade das cidades de responder rapidamente a emergências de saúde pública.

Qualidade Alimentar: Novos Métodos para Garantir Segurança nos Alimentos

A segurança alimentar é uma preocupação crítica nas cidades, e os nanosensores estão desempenhando um papel vital na garantia de alimentos seguros e de alta qualidade. Esses sensores podem ser aplicados ao longo de toda a cadeia de suprimentos alimentares, desde a produção até o consumo, para detectar contaminantes e patógenos.

Em Nova Iorque, por exemplo, os nanosensores são usados em mercados e restaurantes para monitorar a presença de bactérias nocivas como Salmonella, E. coli e Listeria. Esses sensores fornecem resultados rápidos e precisos, permitindo que os estabelecimentos alimentares tomem medidas imediatas para remover alimentos contaminados e evitar surtos de doenças transmitidas por alimentos.

Além disso, os nanosensores podem detectar resíduos de pesticidas e outras substâncias químicas nos alimentos, garantindo que os produtos sejam seguros para o consumo. Essa tecnologia oferece uma camada adicional de segurança para os consumidores e ajuda a construir confiança na cadeia alimentar, promovendo práticas agrícolas e de manuseio de alimentos mais seguras e sustentáveis.

Monitoramento de Saúde Pessoal: Wearables e Dispositivos com Nanosensores

Os nanosensores também estão revolucionando o monitoramento da saúde pessoal através de wearables e dispositivos inteligentes. Esses sensores podem ser incorporados em pulseiras, relógios inteligentes, roupas e outros acessórios, fornecendo dados contínuos sobre várias métricas de saúde.

Esses dispositivos podem monitorar sinais vitais como frequência cardíaca, níveis de oxigênio no sangue, temperatura corporal e pressão arterial, fornecendo informações valiosas para a gestão da saúde pessoal. Em Tóquio, por exemplo, wearables com nanosensores são usados por pacientes com condições crônicas para monitorar sua saúde em tempo real, permitindo ajustes rápidos no tratamento e intervenções precoces em caso de anomalias.

Além disso, os nanosensores em dispositivos pessoais podem detectar indicadores biológicos de doenças, como marcadores de estresse ou inflamação, ajudando na prevenção e no diagnóstico precoce de condições médicas. Isso empodera os indivíduos a gerenciar melhor sua saúde, promovendo um estilo de vida mais saudável e ativo.

Esses avanços em tecnologia de nanosensores para a saúde pública não só melhoram a capacidade de resposta a emergências sanitárias e garantem a segurança alimentar, mas também oferecem ferramentas poderosas para o monitoramento contínuo da saúde pessoal. À medida que essas tecnologias se tornam mais acessíveis e integradas ao cotidiano urbano, elas têm o potencial de transformar significativamente a saúde pública nas cidades inteligentes, proporcionando ambientes mais seguros e saudáveis para todos.

Benefícios Econômicos e Sociais

Redução de Custos Operacionais: Eficiência em Serviços Públicos e Infraestrutura

A implementação de nanosensores nas cidades inteligentes proporciona uma redução significativa nos custos operacionais. Esses dispositivos permitem uma gestão mais eficiente dos serviços públicos e da infraestrutura urbana ao fornecer dados em tempo real e altamente precisos.

Por exemplo, o uso de nanosensores para monitorar a integridade estrutural de pontes e edifícios em Tóquio permite a detecção precoce de problemas, evitando reparos caros e prevenindo desastres. Além disso, a manutenção preventiva baseada em dados reais reduz a necessidade de inspeções frequentes e diminui os custos associados a intervenções emergenciais.

Na gestão de tráfego, como visto em Barcelona, os nanosensores ajudam a otimizar os fluxos de veículos e a reduzir congestionamentos, resultando em economias substanciais no consumo de combustível e na manutenção das vias. Da mesma forma, a eficiência na coleta de resíduos, facilitada por nanosensores que monitoram os níveis de lixo em tempo real, reduz os custos operacionais e melhora a eficácia do serviço.

Melhoria na Qualidade de Vida: Exemplos de Impactos Positivos nos Cidadãos

Os nanosensores desempenham um papel crucial na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos nas cidades inteligentes. Ao monitorar a qualidade do ar e da água, esses sensores garantem um ambiente mais saudável, reduzindo a exposição a poluentes e contaminantes. Em Toronto, por exemplo, a utilização de nanosensores para monitorar a qualidade do ar tem resultado em políticas ambientais mais eficazes e em uma melhoria geral na saúde pública.

Os avanços na segurança alimentar, como os implementados em Nova Iorque, garantem que os cidadãos tenham acesso a alimentos seguros e de alta qualidade, minimizando os riscos de doenças transmitidas por alimentos. Além disso, o monitoramento contínuo da saúde pessoal através de wearables com nanosensores permite que os indivíduos acompanhem suas condições de saúde e tomem medidas proativas para manter seu bem-estar.

O impacto positivo desses sensores também se reflete na segurança e na resiliência urbana. Em Amsterdã, os nanosensores ajudam a prevenir enchentes ao monitorar os níveis de água nos canais, protegendo os cidadãos e suas propriedades. Esses exemplos ilustram como a tecnologia de nanosensores pode criar ambientes urbanos mais seguros, saudáveis e sustentáveis.

Estímulo à Inovação: Como os Nanosensores Impulsionam o Desenvolvimento de Novas Tecnologias

A adoção de nanosensores nas cidades inteligentes está impulsionando o desenvolvimento de novas tecnologias e estimulando a inovação. O uso desses dispositivos cria uma demanda por soluções tecnológicas avançadas, incentivando startups e empresas de tecnologia a desenvolverem novos produtos e serviços.

Por exemplo, a necessidade de sistemas de análise de dados em tempo real para processar a enorme quantidade de informações geradas pelos nanosensores está levando ao desenvolvimento de algoritmos de inteligência artificial e machine learning mais sofisticados. Esses avanços estão sendo aplicados não apenas na gestão urbana, mas também em setores como saúde, transporte e energia.

Além disso, os nanosensores estão promovendo a pesquisa e o desenvolvimento de materiais e tecnologias de fabricação avançadas. A miniaturização e a integração de sensores em dispositivos wearables, infraestrutura urbana e sistemas de transporte estão abrindo novas possibilidades para a inovação tecnológica.

Os benefícios econômicos e sociais proporcionados pelos nanosensores são vastos e diversos. Desde a redução de custos operacionais e a melhoria da qualidade de vida até o estímulo à inovação, esses dispositivos estão transformando as cidades inteligentes em ambientes mais eficientes, seguros e resilientes. À medida que mais cidades adotam essa tecnologia, os impactos positivos continuarão a se expandir, beneficiando os cidadãos e impulsionando o progresso tecnológico.

Desafios e Considerações Éticas

Privacidade e Segurança dos Dados: Medidas para Proteger Informações Sensíveis

A implementação de nanosensores nas cidades inteligentes traz à tona preocupações significativas sobre privacidade e segurança dos dados. Esses sensores coletam uma vasta quantidade de informações em tempo real, incluindo dados ambientais, de tráfego e até informações de saúde pessoal. A proteção dessas informações sensíveis é crucial para garantir a confiança dos cidadãos e a integridade dos sistemas urbanos.

Medidas rigorosas de segurança cibernética devem ser adotadas para proteger os dados coletados por nanosensores contra acessos não autorizados e ataques cibernéticos. Isso inclui a criptografia de dados, a autenticação multifator para acesso aos sistemas de dados e a implementação de firewalls robustos. Além disso, é essencial estabelecer políticas claras de privacidade que definam como os dados serão coletados, armazenados, utilizados e compartilhados. As cidades devem garantir a transparência sobre suas práticas de dados e fornecer aos cidadãos o controle sobre suas informações pessoais.

Custos de Implementação: Análise Econômica e Sustentabilidade Financeira

Embora os benefícios dos nanosensores sejam numerosos, os custos de implementação podem ser um desafio significativo. A instalação de uma rede abrangente de nanosensores exige um investimento inicial considerável em tecnologia e infraestrutura. Além disso, os custos contínuos de manutenção, atualização e operação dos sistemas de nanosensores também devem ser considerados.

Uma análise econômica detalhada é necessária para avaliar a viabilidade e a sustentabilidade financeira dos projetos de nanosensores. Isso inclui a realização de estudos de custo-benefício para identificar os retornos econômicos e sociais esperados dos investimentos em nanosensores. Parcerias público-privadas podem ser uma solução eficaz para compartilhar os custos e os riscos associados à implementação dessa tecnologia. Além disso, a busca por financiamentos e subsídios governamentais pode ajudar a aliviar a carga financeira inicial.

Políticas e Regulamentações: Necessidade de um Framework Legal para Adoção Segura

A adoção segura e eficaz de nanosensores nas cidades inteligentes exige um framework legal e regulamentar robusto. As políticas e regulamentações devem abordar questões críticas como privacidade, segurança dos dados, interoperabilidade dos sistemas e padrões de qualidade dos sensores.

É essencial que os governos estabeleçam diretrizes claras sobre a coleta, uso e proteção dos dados gerados por nanosensores. Essas diretrizes devem garantir que os dados sejam utilizados de maneira ética e responsável, protegendo os direitos e a privacidade dos cidadãos. Além disso, as regulamentações devem promover a interoperabilidade entre diferentes sistemas de nanosensores, permitindo uma integração eficiente e a troca de dados entre diferentes setores e plataformas.

Os padrões de qualidade para os nanosensores também são fundamentais para garantir a precisão e a confiabilidade dos dados coletados. Regulamentações específicas devem ser desenvolvidas para certificar a conformidade dos sensores com esses padrões, promovendo a confiança nos dados gerados.

A criação de um framework legal abrangente é crucial para facilitar a adoção segura e eficaz de nanosensores nas cidades inteligentes. Isso não só protege os direitos dos cidadãos, mas também garante que os benefícios econômicos e sociais da tecnologia sejam plenamente realizados.

Em resumo, embora os nanosensores ofereçam inúmeras vantagens para as cidades inteligentes, sua implementação apresenta desafios significativos em termos de privacidade, custos e regulamentações. Abordar esses desafios de maneira proativa e responsável é essencial para garantir que a tecnologia possa ser adotada de forma segura e eficaz, promovendo um ambiente urbano mais inteligente, seguro e sustentável.

Conclusão

Neste artigo, exploramos como os nanosensores estão transformando o ambiente urbano e desempenhando um papel crucial no desenvolvimento das cidades inteligentes. Discutimos diversas aplicações dessa tecnologia inovadora, desde o monitoramento ambiental e estrutural até a gestão de tráfego, resíduos e saúde pública. Os nanosensores estão ajudando as cidades a coletar dados em tempo real, permitindo uma gestão mais eficiente e proativa dos recursos urbanos.

Os benefícios econômicos e sociais dessa tecnologia são vastos, incluindo a redução de custos operacionais, a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e o estímulo à inovação tecnológica. No entanto, também abordamos os desafios e considerações éticas associados à implementação dos nanosensores, como a privacidade e a segurança dos dados, os custos de implementação e a necessidade de um framework legal robusto.

À medida que avançamos para um futuro cada vez mais tecnológico, os nanosensores serão essenciais para enfrentar os desafios urbanos e criar cidades mais inteligentes, seguras e sustentáveis. Eles proporcionam uma base sólida para a coleta de dados detalhados e precisos, que são fundamentais para a tomada de decisões informadas e eficazes.

 (...)

*Sou Caio Verdejo, apaixonado por sustentabilidade e jardinagem urbana. Através do meu blog compartilho meu conhecimento sobre hortas urbanas, oferecendo dicas práticas e soluções criativas para quem deseja cultivar hortaliças orgânicas na cidade. Com anos de experiência em jardinagem em pequenos espaços, meu objetivo é ajudar iniciantes e entusiastas a transformar áreas urbanas em oásis verdes e produtivos. Além de escritor, sou defensor da alimentação saudável e da conexão com a natureza, mesmo em ambientes urbanos.

Acesso à Fonte:

 https://virtualmind7.com/2024/06/06/o-futuro-das-cidades-inteligentes-como-nanosensores-estao-transformando-o-ambiente-urbano/

 Namastê buscadores!

Somando...

O processo pedagógico Waldorf é uma preparação para o desenvolvimento necessário do ser humano da época atual, chamada de Época da Alma da Consciência, onde o ser humano deve caminhar, agir e pensar por si, em liberdade e consciente de suas escolhas. O que antes vinha da mente coletiva deve vir por escolha própria, onde assumo os papéis através do meu livre arbítrio e defino o meu destino através do reflexo de minhas ações, conduzida pela autonomia do meu pensamento.

É interessante que este é um processo evolutivo segundo Rudolf Steiner, em direção à individualização do ser humano, ao chamado "EU" da Antroposofia, que é o reflexo da parcela espiritual do ser humano. A pedagogia Waldorf é como uma iniciação moderna, onde são fortalecidas as capacidades superiores do ser humano para tal desenvolvimento.

Perceba que a autonomia do pensamento requer o desenvolvimento do pensar vivo, aquele que emana da própria individualidade do ser humano, que é diferente daquele da mera memorização, que é a repetição dos chamados "pensamentos mortos", que são extremamente potencializados na sociedade contemporânea, processo apontado por Steiner como movimentos de involução na evolução.

Na Pedagogia Waldorf temos uma preparação gradual da força do pensamento individual, que é estimulado em cada setênio:

1º setênio - imaginação: perceba na capacidade de fantasia e imaginação da criança pequena um mundo próprio emana do germe do pensamento individual, por exemplo ao narrar-se contos de fadas: ao não se apresentar imagens prontas como ilustrações ou desenhos animados, ao ouvir o conto, as crianças desenvolvem a capacidade de criar as próprias imagens interiormente - cada criança imagina sua própria princesa, seu próprio sapo, rei, dragão dentro de sua capacidade criativa interior. Quando apresenta-se as imagens prontas nas ilustrações ou desenhos animados, anula-se o processo interior de criação de tais imagens, gerando uma passividade interior e absorção de padrões exteriores prontos.

2º setênio - inspiração: os conteúdos são apresentados de forma que a criança tenha a capacidade de idealizar - (imaginar de maneira ideal) gerando um reflexo em seu interior de inspiração. É um aspecto essencial deixar-se a criança inspirar-se pela beleza do mundo - a palavra chave do segundo setênio é o mundo é belo. A beleza inspiradora deve refletir tanto esteticamente quanto no próprio mundo interior, na inspiração de ideais nobres e sublimes. Isso gera o exercício de criação das imagens ideais pelo próprio indivíduo inspiradas pelo conteúdo apresentado. O reflexo interior deste processo é expressado nas atividades artísticas do currículo.

3º setênio - intuição: aqui o jovem é estimulado a compreender a realidade do mundo, instigado a pensar verdadeiramente o mundo. Steiner indica que o jovem deve se interessar profundamente pelos enigmas do mundo, de forma que saio de si próprio e direcione seu pensamento autônomo para a verdade que se oculta nos processos da realidade. Aqui o pensamento crítico deve ser profundamente estimulado, o qual trará enormes benefícios ao indivíduo, especialmente se direcionado à busca essencial pela verdade do mundo. Por isso a necessidade de despertar o interesse do jovem, para que não se volte para dentro de si mesmo (o desinteresse pelo mundo pode se refletir numa mera busca de satisfação de impulsos pessoais e sensoriais). Aqui existe o contraponto na decoreba contemporânea dos conteúdos exigidos hoje, especialmente relacionado ao desafio do vestibular - onde a memorização e absorção de conteúdos prontos sem interferência da individualidade enfraquecem o pensamento vivo do indivíduo. Na educação tradicional este processo que já tem sua influência na educação contemporânea desde o 2º setênio, onde a repetição do conteúdo exposto é o foco de análise do desenvolvimento da criança e o ponto principal de avaliação (quanto melhor absorver as informações de forma passiva e repeti-las, melhor será a nota e mais inteligente será considerada a criança).

Não coincidentemente, a Antroposofia chama os três estágios de iniciação de imaginação, inspiração e intuição.

por Leonardo Maia

#antroposofia #rudolfsteiner #pedagogiawaldorf #educação #infância #maternidade #paternidade #alfabetização

quarta-feira, 14 de agosto de 2024

Shalom!
"[...] Em todas as culturas, a poesia e o canto são o que formam as consciências e que despertam a sabedoria nos seres humanos.
O filósofo Jorge Angel Livraga, no seu artigo “A verdadeira poesia” ensina que “Os antigos concebiam que todo o Universo era harmônico, regido pelos números e proporções de ouro. Isto se refletiu na ordem dos sons, que alternados com silêncio, deram origem à musica, ao canto e à poesia, todos eles expressão do Homem que tratou desde sempre de fazer surgir da sua alma as misteriosas sementes que Deus havia depositado nela, para melhor e mais justa compreensão de si mesmo, da Natureza e de Deus.” A poesia deve elevar a alma despertando o homem adormecido e transformando consciências, fazendo assim a Roda do Mundo girar."

Texto adaptado extraído do artigo 
“A Poesia–Transformadora do Mundo” - por José Carlos Fernández 
– Diretor Nacional da Nova Acrópole de Portugal

Namastê buscadores!
Por que você deveria estudar
 (e questionar) as religiões?
por André Mazzetto


[...] O tema do texto é porque você deve estudar religião, não que a escola ou seus pais devam te ensinar religião. O verbo de interesse aqui não é ensinar, é estudar e questionar, e consequentemente, entender.

A religião já colocou os dedos em praticamente tudo no mundo. Já foi usado para fazer guerra e paz, ditou a distribuição e utilização de recursos, então não é uma surpresa a sua importância no mundo [...]
 Estudar e questionar as religiões é necessário.

Estudar as semelhanças e diferenças entre as religiões é uma maneira de quebrar barreiras e unir pessoas, não para a violência. Colocamos religiões em um armário, e cada uma dentro de uma gaveta [...]

Ainda temos dificuldade em aceitar e abraçar culturas diferentes. Não deveria ser assim. O novo e o diferente normalmente são interessantes. A divulgação das diferenças normalmente ocorre a partir da suspeita do desconhecido. Faz parte da nossa natureza nos proteger de ameaças em potencial, até que aquela ameaça se torne algo “normal”.

O que observamos em nosso mundo é que temos um hábito tão trágico de generalizar as ideias centrais de reflexões e filosofias (incluindo o ateísmo) sem prestar atenção suficiente aos blocos de construção fundamentais.

 Aqui vai então a forma com a qual eu questiono as religiões, mas, antes disso, precisamos ver os três blocos de construção presentes em todas as religiões [...]

Eu não posso questionar nem o juízo ético, nem a orientação prática, mas posso (e devo, e vou…sempre!) questionar a declaração factual. De onde alguém tirou que essa declaração é verdadeira? Como essa informação foi passada? [...]

Eu já sei a sua resposta: está escrito na Bíblia. O problema é que está escrito apenas lá, ou seja, só há uma fonte. Passo para as próximas perguntas: 

Quem escreveu a Bíblia? Quando?

Todas estas perguntas estão relacionadas a fatos, não valores. Hoje há uma quantidade sem tamanho de pesquisas tentando datar a Bíblia. Há livros inteiros sobre esse assunto [...]

Sabe qual é o problema de muitos textos, escritos por pessoas diferentes, em épocas diferentes sendo reunidos? O primeiro é que aparecem muitas contradições, como:

Saul cometeu suicídio (I Samuel 31:4–6) (I Crônicas 10:4–5).
Saul foi morto por um amalecita (II Samuel 1:8–10).
Saul foi morto pelos filisteus (II Samuel 21:12).

O segundo é que a história vai se modificando a cada cópia manual (lembre-se que não havia imprensa), e a cada tradução palavras diferentes são colocadas, podendo mudar completamente o significado de uma frase. Os escritos do Levítico podem refletir nada mais do que o preconceito de alguns eruditos em Jerusalém, ou uma tradução mal feita. Eu não posso questionar se você deve ou não obedecer a Bíblia, mas posso questionar a origem deste livro.


Muitas vezes, eu vi declarações como “todas as religiões são iguais”. Se você pesquisar um pouco, verá que essa declaração é um absurdo. Todas as religiões reivindicam a exclusividade nas ideias centrais, como a origem do Universo e do homem, a natureza do pecado, a salvação, o significado da vida etc.

Por isso, é importante estudar religiões por comparação. O objetivo é compreender as diferenças nas idéias básicas e preencher as lacunas. [...]

Boas conversas contêm um senso de vulnerabilidade. Para ouvir, temos que suspender nossos preconceitos. Deixe de lado e escute. Isso não significa que você tenha que ser legal e concordar com tudo. O objetivo é alcançar os verdadeiros argumentos e a troca. É quando conversas de verdade acontecem.

Precisamos de pessoas e políticos que tenham alguma compreensão das dimensões reais religiosas da vida em outras nações e culturas, para que não procedam de forma ignorante, assumindo que “todos os hindus” , “todos os judeus” ou “todos os muçulmanos” pensam da mesma forma e acreditam na mesma coisa. O importante é que você entenda que seu sistema de valor não é único, nem válido unicamente.

Por que estudar a religião no século XXI? Porque é importante. 
Como vou abrir meu leque de opções se não for assim?

Em última instância, estude para compreender e aceitar, ou pelo menos tolerar, desenvolvendo o conhecimento e a compreensão crítica [...]

O fato é que precisamos aprender a viver com outros seres humanos diferentes, quais sejam suas práticas e crenças religiosas."

#Religião

Conjunto de sistemas culturais, de crenças e visões de mundo

por Wikipédia 

Religião é uma série de sistemas socioculturais compostos por práticas, organizações, morais, crenças, cosmovisões, textos sagrados, lugares santificados, profecias ou ética que geralmente relacionam a humanidade a elementos sobrenaturais, transcendentais e espirituais - embora não haja consenso acadêmico sobre o que precisamente constitui uma "religião". Diferentes religiões podem ou não conter vários elementos que vão desde o divino, a sacralidade, a fé e um ser ou seres supremos.

Símbolos religiosos da esquerda para a direita, de cima para baixo: cristianismo, islã, hinduísmo, budismo, judaísmo, fé Baháʼí, eckankar, siquismo, jainismo, wicca, unitário-universalismo, xintoísmo, taoísmo, thelema, tenrikyo e zoroastrismo

As práticas religiosas podem incluir rituais, sermões, festivais, venerações (de divindades ou santos), sacrifícios, festas, transes, iniciações, serviços matrimoniais e funerários, meditações, orações, músicas, artes ou danças. As religiões têm histórias e narrativas que podem ser preservadas em textos, símbolos e locais sagrados, que visam principalmente dar sentido à vida, além de muitas vezes terem contos simbólicos que podem tentar explicar a origem da vida, do universo e de outros fenômenos; alguns seguidores acreditam que estas são histórias verdadeiras; outros as consideram um mito. Tradicionalmente, tanto a fé como a razão têm sido consideradas fontes de crenças religiosas.

Existem cerca de 10 mil religiões diferentes em todo o mundo, embora quase todas tenham grupos de seguidores relativamente pequenos e regionais. Quatro religiões - cristianismo, islamismo, hinduísmo e budismo - representam mais de 77% da população mundial. Cerca de 92% da população global segue uma das quatro religiões principais citadas ou se identifica como não religiosa, o que significa que as mais de 9 mil religiões restantes representam apenas 8% da população do planeta. O grupo demográfico sem filiação religiosa inclui aqueles que não se identificam com nenhuma religião específica, como ateus e agnósticos, embora muitos ainda tenham várias crenças religiosas.[10]

Muitas religiões mundiais também são religiões organizadas, como as religiões abraâmicas, enquanto outras são indiscutivelmente menos, em particular as religiões populares, as religiões indígenas e algumas religiões orientais. Uma parte da população mundial também é membro de novos movimentos religiosos. O estudo da religião compreende uma ampla variedade de disciplinas acadêmicas, como teologia, filosofia da religião, religião comparada e estudos científicos sociais. As teorias da religião oferecem várias explicações para as suas origens e funcionamento, incluindo os fundamentos ontológicos do ser e da crença religiosa.[11]

Etimologia

O termo religião é derivado da palavra latina religiō, que segundo o filósofo romano Cícero vem de relegere: re (que significa "de novo") + lego (que significa "ler", "examinar", "escolher"). Contrariamente, alguns estudiosos modernos como Tom Harpur e Joseph Campbell argumentaram que religiō é derivado de religare: re (que significa "de novo") + ligare ("ligar" ou "conectar"), o que foi destacado por Santo Agostinho seguindo a interpretação dada por Lactâncio em Divinae institutiones, IV, 28. O uso medieval do termo também alterna com a designação de comunidades vinculadas, como as das ordens monásticas: "ouvimos falar da 'religião' do Velocino de Ouro, de um cavaleiro 'da religião de Avis'".[14]

Na antiguidade clássica, religiō significava consciência, senso de direito, obrigação moral ou dever para com qualquer coisa. No mundo antigo e medieval, a raiz etimológica latina do termo era entendida como uma virtude individual de adoração em contextos mundanos; nunca como doutrina, prática ou fonte real de conhecimento. Religiō era mais frequentemente usado pelos antigos romanos não no contexto de uma relação com os deuses, mas como uma série de emoções gerais que surgiram da atenção intensificada em qualquer contexto mundano, como hesitação, cautela, ansiedade ou medo, bem como sentimentos de limitação, restrição ou inibição. O termo também estava intimamente relacionado a outras expressões, como scrupulus (que significava "muito precisamente") e superstitio (que significava muito medo, ansiedade ou vergonha). O conceito compartimentado de religião, onde as coisas religiosas e mundanas eram separadas, não foi usado até 1500, quando o conceito contemporâneo de religião foi utilizado pela primeira vez para distinguir os domínios da Igreja Católica e das autoridades civis; a Paz de Augsburgo marca esse exemplo, que foi descrito por Christian Reus-Smit como "o primeiro passo no caminho para um sistema europeu de Estados soberanos".[20]

Definição

Não há consenso acadêmico sobre uma definição de religião. Existem, no entanto, dois sistemas de definição geral: o sociológico/funcional e o fenomenológico/filosófico.[24]

A religião é um conceito moderno encontrado em textos do século XVII devido a eventos como a divisão da cristandade durante a Reforma Protestante e a globalização na Era das Explorações, que envolveu o contato com inúmeras culturas estrangeiras com línguas não-europeias. Alguns argumentam que, independentemente da sua definição, não é apropriado aplicar o termo religião a culturas não-ocidentais, enquanto alguns seguidores de várias religiões repreendem o uso da palavra para descrever o seu próprio sistema de crenças.[29]

O conceito de "religião antiga" deriva de interpretações modernas de uma série de práticas que estão em conformidade com um conceito moderno de religião, influenciado pelo discurso cristão do início da modernidade e do século XIX. O conceito de religião foi formado nos séculos XVI e XVII, apesar de antigos textos sagrados, como a Bíblia, o Alcorão e outros, não terem uma palavra ou mesmo um conceito de religião nas línguas originais nem o fizeram os povos ou as culturas em que eles foram escritos. Por exemplo, não existe um equivalente preciso de "religião" em hebraico e o judaísmo não distingue claramente entre identidades religiosas, nacionais, raciais ou étnicas. Um dos seus conceitos centrais é halakha, cujo significado é "caminhada" ou "caminho" e às vezes traduzido como "lei", que orienta a prática e crença religiosa e muitos aspectos da vida diária. Embora as crenças e tradições do judaísmo sejam encontradas no mundo antigo, os antigos judeus viam a sua identidade como sendo étnica ou nacional e não implicava um sistema de crenças obrigatório ou rituais regulamentados. No século I, Josefo usou o termo grego ioudaismos (judaísmo) como um termo étnico que não estava ligado a conceitos abstratos modernos de religião ou a um conjunto de crenças. O próprio conceito de "judaísmo" foi inventado pela Igreja Cristã e foi no século XIX que os judeus começaram a ver a sua cultura ancestral como uma religião análoga ao cristianismo. A palavra grega threskeia, usada por escritores gregos como Heródoto e Josefo, é encontrada no Novo Testamento e às vezes é traduzida como "religião" nas traduções atuais, mas o termo era entendido como "adoração" genérica até o período medieval. No Alcorão, a palavra árabe din é frequentemente traduzida como "religião" nas traduções modernas, mas até meados de 1600 os tradutores expressavam din como "lei".[3]

A palavra sânscrita dharma, às vezes traduzida como "religião", mas também significa lei. Em todo o Sul da Ásia clássico, o estudo da lei consistia em conceitos como penitência através da piedade e tradições, bem como práticas cerimoniais. O Japão medieval inicialmente tinha uma união semelhante entre a lei imperial e a lei universal (ou de Buda), mas estas mais tarde se tornaram fontes independentes de poder. Quando navios de guerra estadunidenses apareceram na costa japonesa em 1853 e forçaram o governo local a assinar tratados exigindo, entre outras coisas coisas, liberdade religiosa, o país teve que lidar com este conceito.[43][44]

Embora tradições, textos sagrados e práticas tenham existido ao longo do tempo, a maioria das culturas não se alinhou com as concepções ocidentais de religião, uma vez que não separavam a vida quotidiana do sagrado. Os nativos americanos eram considerados como povos sem religiões e também não tinham uma palavra para "religião" em suas línguas nativas. Ninguém se identificava como "hindu" ou "budista" ou outros termos semelhantes antes de 1800. "Hindu" tem sido historicamente usado como identificador geográfico, cultural e, posteriormente, religioso para povos indígenas do subcontinente indiano.[48][49]

A Enciclopédia de Religiões MacMillan afirma:

A própria tentativa de definir a religião, de encontrar alguma essência ou conjunto de qualidades distintivo ou possivelmente único que distinga o religioso do resto da vida humana, é principalmente uma preocupação ocidental. A tentativa é uma consequência natural da disposição especulativa, intelectualista e científica do Ocidente. É também o produto do modo religioso ocidental dominante, o que é chamado de tradição judaico-cristã ou, mais precisamente, a herança teísta do judaísmo, do cristianismo e do islamismo. A forma teísta de crença nesta tradição, mesmo quando rebaixada culturalmente, é formativa da dicotômica visão ocidental da religião. Ou seja, a estrutura básica do teísmo é essencialmente uma distinção entre uma divindade transcendente e tudo o mais, entre o criador e sua criação, entre Deus e o homem. 

Crença religiosa

Tradicionalmente, a fé, além da razão, tem sido considerada fonte de crenças religiosas. A interação entre fé e razão, e a sua utilização como suporte para crenças religiosas, tem sido um assunto de interesse para filósofos e teólogos. A origem da crença religiosa como tal é uma questão em aberto, com possíveis explicações incluindo a consciência da morte individual, um sentido de comunidade e sonhos.[51]

Mitologia

Um manuscrito que descreve o clímax da Guerra de Kurukshetra no épico hindu Mahabharata, uma fonte chave da mitologia hindu

A palavra mito tem vários significados:

Uma história tradicional de eventos ostensivamente históricos que serve para revelar parte da visão de mundo de um povo ou explicar uma prática, crença ou fenômeno natural; Uma pessoa ou coisa que tem apenas uma existência imaginária ou inverificável; ou Uma metáfora para a potencialidade espiritual do ser humano.[52]

As antigas religiões politeístas, como as da Grécia, Roma e Escandinávia, são geralmente categorizadas sob o título de "mitologia". As religiões dos povos pré-industriais, ou culturas em desenvolvimento, são igualmente chamadas de "mitos" na antropologia da religião, um termo que pode ser usado pejorativamente tanto por pessoas religiosas quanto por não religiosas. Ao definir as histórias e crenças religiosas de outra pessoa como mitologia, implica-se que elas são menos reais ou verdadeiras do que as próprias histórias e crenças religiosas. Joseph Campbell observou: "A mitologia é frequentemente considerada como a religião de outras pessoas, e a religião pode ser definida como mitologia mal interpretada."[53]

Na sociologia, entretanto, o termo "mito" tem um significado não pejorativo. Lá, o mito é definido como uma história que é importante para o grupo, seja ou não objetiva ou comprovadamente verdadeira.[54]

Práticas

As práticas de uma religião podem incluir rituais, sermões, veneração de uma divindade (deus ou deusa), sacrifícios, festivais, festas, transes, iniciações, serviços funerários, serviços matrimoniais, meditação, oração, música religiosa, arte religiosa, dança sacra ou outros aspectos da cultura humana. [55]

Ciência da religião

Uma série de disciplinas estudam o fenômeno da religião: teologia, religião comparada, história da religião, antropologia da religião, psicologia da religião (incluindo neurociência da religião), sociologia da religião, entre outros.

Daniel L. Pals menciona oito teorias clássicas da religião, focando em vários aspectos da religião: animismo e magia, de E. B. Tylor e J.G. Frazer ; a abordagem psicanalítica de Sigmund Freud; e ainda Émile Durkheim, Karl Marx, Max Weber, Mircea Eliade, EE Evans-Pritchard e Clifford Geertz.[58]

Teorias da religião

As teorias sociológicas e antropológicas geralmente tentam explicar a origem e a função da religião. Estas teorias definem o que apresentam como características universais da crença e da prática religiosa.

Origens e desenvolvimento

História das religiões

A origem da religião é incerta. De acordo com os antropólogos John Monaghan e Peter Just, "Muitas das grandes religiões do mundo parecem ter começado como algum tipo de movimento de revitalização, à medida que a visão de um profeta carismático desperta a imaginação de pessoas que buscam uma resposta mais abrangente para seus problemas do que sentem de crenças cotidianas. Indivíduos carismáticos surgiram em muitos momentos e lugares no mundo. Parece que a chave para o sucesso a longo prazo - e muitos movimentos vêm e vão com pouco efeito a longo prazo - tem relativamente pouco a ver com o profetas, que aparecem com surpreendente regularidade, mas mais a ver com o desenvolvimento de um grupo de apoiadores que sejam capazes de institucionalizar o movimento."[60]

O desenvolvimento da religião assumiu diferentes formas em diferentes culturas. Algumas religiões colocam ênfase na crença, enquanto outras enfatizam a prática. Algumas centram-se na experiência subjetiva do indivíduo religioso, enquanto outras consideram as atividades da comunidade religiosa as mais importantes. Algumas afirmam ser universais, acreditando que suas leis e cosmologia são obrigatórias para todos, enquanto outras se destinam a ser praticadas apenas por um grupo bem definido ou localizado. Em muitos lugares, a religião tem sido associada a instituições públicas como educação, hospitais, família, governo e hierarquias políticas.

Monoghan e Just também afirmam que "uma coisa que a religião ou crença nos ajuda a fazer é lidar com problemas da vida humana que são significativos, persistentes e intoleráveis. Uma maneira importante pela qual as crenças religiosas conseguem isso é fornecendo um conjunto de ideias sobre como e por que o mundo é construído, que permite às pessoas acomodar ansiedades e lidar com o infortúnios."[61]

Sistema cultural

Embora o conceito de religião seja difícil de definir, um modelo padrão de religião, usado em cursos de estudos religiosos, foi proposto por Clifford Geertz, que simplesmente o chamou de “sistema cultural”.[62] Uma crítica do modelo de Geertz por Talal Asad categorizou a religião como "uma categoria antropológica".[63] A classificação quíntupla de Richard Niebuhr (1894–1962) da relação entre Cristo e cultura, no entanto, indica que religião e cultura podem ser vistas como dois sistemas separados, embora com alguma interação.[64]

Construcionismo social

Uma teoria acadêmica moderna da religião, o construcionismo social, diz que a religião é um conceito moderno que sugere que toda prática e adoração espiritual segue um modelo semelhante às religiões abraâmicas como um sistema de orientação que ajuda a interpretar a realidade e a definir os seres humanos.[65]

Ciência cognitiva

A ciência cognitiva da religião é o estudo do pensamento e do comportamento religioso da perspectiva das ciências cognitivas e evolutivas.[66] O campo emprega métodos e teorias de uma ampla gama de disciplinas, como: psicologia cognitiva, psicologia evolutiva, antropologia cognitiva, inteligência artificial, neurociência cognitiva, neurobiologia, zoologia e etologia. Os estudiosos deste campo procuram explicar como as mentes humanas adquirem, geram e transmitem pensamentos, práticas e esquemas religiosos por meio de capacidades cognitivas comuns.

Alucinações e delírios relacionados a conteúdo religioso ocorrem em cerca de 60% das pessoas com esquizofrenia. Embora este número varie entre culturas, isto levou a teorias sobre uma série de fenômenos religiosos influentes e possível relação com perturbações psicóticas. Várias experiências proféticas são consistentes com sintomas psicóticos, embora diagnósticos retrospectivos sejam praticamente impossíveis.[67][68][69] Episódios esquizofrênicos também são vivenciados por pessoas que não acreditam em deuses.[70]

O conteúdo religioso também é comum na epilepsia do lobo temporal e no transtorno obsessivo-compulsivo. O conteúdo ateísta também é comum na epilepsia do lobo temporal.[73]

Comparativismo

Religião comparada

A religião comparada é o ramo do estudo das religiões preocupado com a comparação sistemática das doutrinas e práticas das religiões do mundo. Em geral, o estudo comparativo da religião produz uma compreensão mais profunda das preocupações filosóficas fundamentais da religião, como ética, metafísica, natureza e salvação. O estudo desse material visa proporcionar uma compreensão mais rica e sofisticada das crenças e práticas humanas relativas ao sagrado, ao numinoso, ao espiritual e ao divino.[74]

No campo da religião comparada, uma classificação geográfica comum das principais religiões do mundo inclui as religiões do Oriente Médio (como o zoroastrismo e as religiões iranianas), as religiões indianas, as religiões da Ásia Oriental, as religiões africanas, as religiões americanas, as religiões oceânicas e as religiões helenísticas clássicas.[75]

Classificação

Uma divisão aproximada do mundo entre sistemas de crenças: abraâmico em rosa, dármico em amarelo.

Nos séculos XIX e XX, a prática acadêmica da religião comparada dividiu a crença religiosa em categorias filosoficamente definidas chamadas religiões mundiais. Alguns acadêmicos que estudam o assunto dividiram as religiões em três grandes categorias:

Religiões mundiais, termo que se refere a religiões transculturais e internacionais;

Religiões indígenas, que se referem a grupos religiosos menores, específicos de uma cultura ou de uma nação; e

Novos movimentos religiosos, que se refere às religiões recentemente desenvolvidas.[76]

Alguns estudiosos recentes argumentaram que nem todos os tipos de religião são necessariamente separados por filosofias mutuamente exclusivas e, além disso, que a utilidade de atribuir uma prática a uma determinada filosofia, ou mesmo chamar uma determinada prática de religiosa, em vez de cultural, política ou social, é limitada.[77][78][79]

Classificação morfológica

Alguns estudiosos classificam as religiões como religiões universais que buscam aceitação mundial e procuram ativamente novos convertidos, como o cristianismo, o islamismo, o budismo e o jainismo, enquanto as religiões étnicas são identificadas com um grupo étnico específico e não procuram convertidos. Outros rejeitam a distinção, salientando que todas as práticas religiosas, qualquer que seja a sua origem filosófica, são étnicas porque provêm de uma cultura particular.[82][83][84]

Classificação demográfica

Os cinco maiores grupos religiosos em termos de população mundial, estimados em 5,8 bilhões de pessoas e 84% da população, são o cristianismo, o islamismo, o budismo, o hinduísmo (com os números relativos ao budismo e hinduísmo dependentes da extensão do sincretismo) e religiões tradicionais.

Cinco maiores religiões 2015 (bilhões) [85] 2015 (%)

Cristianismo 2,3 31%

islamismo 1,8 24%

Hinduísmo 1,1 15%

Budismo 0,5 6,9%

Religião popular 0,4 5,7%

Total 6.1 83%

Uma pesquisa global em 2012 pesquisou 57 países e relatou que 59% da população mundial se identificou como religiosa, 23% como não religiosa, 13% como ateus convictos e também uma diminuição de 9% na identificação como religiosa quando comparada com a média de 2005 de 39 países.[86] Uma pesquisa de acompanhamento em 2015 descobriu que 63% do mundo se identificava como religioso, 22% como não religioso e 11% como ateus convictos Em média, as mulheres são mais religiosas que os homens.[88] Algumas pessoas seguem múltiplas religiões ou múltiplos princípios religiosos ao mesmo tempo, independentemente da permissão ou não do sincretismo. Prevê-se que as populações sem religião diminuam, mesmo tendo em conta as taxas de desfiliação, devido às diferenças nas taxas de natalidade.[92][93]

Os estudiosos indicaram que a religiosidade global pode estar aumentando devido aos países religiosos terem taxas de natalidade mais altas em geral.[94]

Principais grupos religiosos 

Abraâmicas

Religiões abraâmicas são as religiões monoteístas cuja origem comum é reconhecida em Abraão ou o reconhecimento de uma tradição espiritual identificada com ele. Essa é uma das três divisões principais em religião comparada, junto com as religiões indianas (Darma) e as religiões da Ásia Oriental.

As religiões abraâmicas se espalharam globalmente através do Cristianismo sendo adotado pelo Império Romano no século IV e o islamismo pelos impérios islâmicos do século VII. As principais religiões abraâmicas em ordem cronológica de fundação são o judaísmo (a base das outras duas religiões) no século VII a.C., cristianismo no século I e o islamismo no século VII.

Cristianismo, islamismo e judaísmo são as religiões abraâmicas com o maior número de adeptos. Religiões abraâmicas com menos adeptos incluem a Drusa (às vezes considerada uma parte do islamismo), a Bahá'í e a Rastafári.

No início do século XXI havia 3,8 bilhões de seguidores das três principais religiões abraâmicas e estima-se que 54% da população mundial se considere adepta de uma dessas religiões, cerca de 30% de outras religiões e 16% é não religiosa.[99][100]

Judaísmo

Judaísmo (em hebraico: יהדות, Yahadút) é uma das três principais religiões abraâmicas, definida como "religião, filosofia e modo de vida" do povo judeu. Originário da Torá Escrita e da Bíblia Hebraica (também conhecida como Tanakh) e explorado em textos posteriores, como o Talmud, é considerado pelos judeus religiosos como a expressão do relacionamento e da aliança desenvolvida entre Deus com os Filhos de Israel. De acordo com o judaísmo rabínico tradicional, Deus revelou as suas leis e mandamentos a Moisés no Monte Sinai, na forma de uma Torá escrita e oral. Esta foi historicamente desafiada pelo Caraísmo, um movimento que floresceu no período medieval que mantém milhares de seguidores atualmente e, que afirma que apenas a Torá escrita foi revelada. Nos tempos modernos alguns movimentos liberais, tais como o judaísmo humanista, podem ser considerados não teístas.[104]

O judaísmo afirma uma continuidade histórica que abrange mais de três mil anos. É uma das mais antigas religiões monoteístas, que sobrevive até os dias atuais, e a mais antiga das três grandes religiões abraâmicas. Os hebreus/israelitas já foram referidos como judeus nos livros posteriores ao Tanakh, como o Livro de Ester, com o termo judeus substituindo a expressão Filhos de Israel. Os textos, tradições e valores do judaísmo influenciaram mais tarde outras religiões monoteístas, tais como o cristianismo, o islamismo e a Fé Bahá'í. Muitos aspectos do judaísmo também influenciaram, pela ética secular ocidental e pelo direito civil.[111]

Os judeus são um grupo etno-religioso e incluem aqueles que nasceram judeus ou foram convertidos ao judaísmo. Em 2010, a população judaica mundial foi estimada em 13,4 milhões, ou aproximadamente 0,2% da população mundial total. Cerca de 42% de todos os judeus residem em Israel e cerca de 42% residem nos Estados Unidos e Canadá, com a maioria restante na Europa.[113]

Os judeus podem ser divididos em 3 grupos. O judaísmo ortodoxo (judaísmo haredi e o judaísmo ortodoxo moderno), o judaísmo conservador e o judaísmo reformista. A principal diferença entre esses grupos é a sua abordagem em relação à lei judaica. O ortodoxo sustenta que a Torá e a lei judaica são de origem divina, eterna e imutável, e que devem ser rigorosamente seguidas. Os conservadores e reformistas são mais liberais, com o judaísmo conservador, geralmente promovendo uma interpretação mais "tradicional" de requisitos do judaísmo do que o judaísmo reformista. A posição reformista típica é de que a lei judaica deve ser vista como um conjunto de diretrizes gerais e não como um conjunto de restrições e obrigações cujo respeito é exigido dos judeus. Historicamente, tribunais especiais aplicaram a lei judaica; hoje, estes tribunais ainda existem, mas a prática do judaísmo é voluntária. A autoridade sobre assuntos teológicos e jurídicos não é investida em qualquer pessoa ou organização, mas nos textos sagrados e nos rabinos e estudiosos que interpretam esses textos.[118]

Cristianismo

Santo Sepulcro, em Jerusalém, sede dos dois locais mais sagrados do cristianismo: o Calvário, onde Jesus teria sido crucificado, e o túmulo onde ele teria sido sepultado ...

Cristianismo (do grego Xριστός, "Christós", messias, ungido, do heb. משיח "Mashiach") é uma religião monoteísta abraâmica baseada na vida e nos ensinamentos de Jesus de Nazaré. É a maior e mais difundida religião do mundo, com cerca de 2,4 bilhões* de seguidores, representando um terço da população global. Estima-se que seus adeptos, conhecidos como cristãos, constituem a maioria da população em 157 países e territórios. A maioria dos cristãos acredita que Jesus é o Filho de Deus, cuja vinda como o Messias foi profetizada na Bíblia hebraica (chamada de Antigo Testamento no cristianismo) e registrada no Novo Testamento.[122]

O cristianismo permanece culturalmente diverso em seus ramos ocidental e oriental, bem como em suas doutrinas relativas à justificação e à natureza da salvação, eclesiologia, ordenação e cristologia. Os credos de várias denominações cristãs geralmente têm em comum Jesus como o Filho de Deus — o Logos encarnado — que ministrou, sofreu e morreu na cruz, mas ressuscitou dos mortos para a salvação da humanidade. Os quatro evangelhos canônicos de Mateus, Marcos, Lucas e João descrevem a vida e os ensinamentos de Jesus, com o Antigo Testamento como contexto do evangelho.

O cristianismo começou no século I como uma seita judaica com influência helenística, na província romana da Judeia. Os discípulos de Jesus espalharam sua fé pela região do Mediterrâneo oriental, apesar de serem significativamente perseguidos. A inclusão dos gentios levou o cristianismo a se separar lentamente do judaísmo (século II). O imperador Constantino descriminalizou o cristianismo no Império Romano pelo Édito de Milão (313), convocando posteriormente o Concílio de Niceia (325), onde o cristianismo primitivo foi consolidado no que se tornaria a igreja estatal do Império Romano (380). A Igreja do Oriente e a Ortodoxia Oriental dividiram-se por diferenças na cristologia (século V), enquanto a Igreja Ortodoxa e a Igreja Católica se separaram no Cisma Oriente-Ocidente (1054). O protestantismo se dividiu da Igreja Católica em várias denominações na era da Reforma Protestante (século XVI). Após a Era dos Descobrimentos (séculos XV a XVII), o cristianismo se expandiu por todo o mundo por meio do trabalho missionário, comércio extensivo e colonialismo. Essa religião um papel proeminente no desenvolvimento da civilização ocidental, particularmente na Europa desde a Antiguidade Tardia até a Idade Média.[125][126][127]

Os seis principais ramos cristãos são a Igreja Católica (1,3 bilhão), o Protestantismo (800 milhões),[nota 1] a Igreja Ortodoxa (220 milhões), as Igrejas Ortodoxas Orientais (60 milhões), a Igreja do Oriente (0,6 milhões) e o Restauracionismo (35 milhões), embora existam milhares de comunidades menores, apesar dos esforços em direção à unidade (ecumenismo). Apesar de um declínio na adesão no Ocidente, o cristianismo continua sendo a religião dominante na região, com cerca de 70% dessa população se identificando como cristã. O cristianismo está crescendo na África e na Ásia, os continentes mais populosos do mundo. Os cristãos continuam sendo muito perseguidos em muitas regiões do mundo, particularmente no Oriente Médio, Norte da África, Leste Asiático e Sul da Ásia.[135][136]

Islamismo

Islamismo é uma religião abraâmica monoteísta centrada no Alcorão e nos ensinamentos de Maomé. Seus crentes são chamados muçulmanos e totalizam aproximadamente 1,9 bilhão* de pessoas em todo o mundo, o que faz deles a segunda maior população religiosa do mundo depois dos cristãos.[141][142][143]

Os muçulmanos acreditam que o islamismo é a versão completa e universal de uma fé primordial que foi revelada muitas vezes por meio de profetas anteriores, como Adão (que se acredita ser o primeiro homem), Abraão, Moisés e Jesus, entre outros; essas revelações anteriores são atribuídas ao judaísmo e ao cristianismo, que são considerados no islamismo como religiões predecessoras espirituais. Os muçulmanos consideram o Alcorão a palavra literal de Deus e a revelação final inalterada. Juntamente com o Alcorão, os muçulmanos também acreditam nas revelações anteriores, como o Tawrat (Torá), o Zabur (Salmos) e o Injil (Evangelho). Eles também consideram Maomé como o principal e último profeta islâmico, por meio de quem a religião foi completada. Os ensinamentos e exemplos normativos de Maomé, chamados de suna, documentados em relatos chamados de hádice, fornecem um modelo constitucional para os muçulmanos. O islamismo ensina que Deus (Alá) é único e incomparável. Afirma que haverá um "Julgamento Final" em que os justos serão recompensados no paraíso (Jannah) e os injustos serão punidos no inferno (Jahannam). Os Cinco Pilares - considerados atos obrigatórios de adoração - compreendem o juramento e credo islâmico (shahada); orações diárias (salah); esmola (zakat); jejum (sawm) no mês do Ramadã; e uma peregrinação (haje) a Meca. A lei islâmica, a xaria, abrange praticamente todos os aspectos da vida, desde bancos, finanças e bem-estar até os papéis masculinos e femininos e o meio ambiente. Festivais religiosos proeminentes incluem o Eid al-Fitr e o Eid al-Adha. Os três locais mais sagrados do islamismo em ordem decrescente são Masjid al-Haram em Meca, Al-Masjid an-Nabawi em Medina e a Mesquita Al-Aqsa em Jerusalém.[155]

O Islã, em sua forma atual e final, originou-se no século VII em Meca. O domínio muçulmano expandiu-se para fora da Arábia sob o Califado Ortodoxo e o subsequente Califado Omíada governou da Península Ibérica ao Vale do Indo. Na Era de Ouro Islâmica, principalmente durante o reinado do Califado Abássida, grande parte do mundo muçulmano passou por um florescimento científico, econômico e cultural. A expansão do mundo muçulmano envolveu vários Estados e califados, bem como um extenso comércio e conversão religiosa como resultado das atividades missionárias islâmicas (dawa) e por meio de conquistas.[159][160]

Existem duas grandes denominações islâmicas: sunismo (85–90%) e xiismo (10–15%). Enquanto as diferenças entre sunitas e xiitas surgiram inicialmente de divergências sobre a sucessão de Maomé, elas cresceram para cobrir uma dimensão mais ampla, tanto teológica quanto jurídica. Os muçulmanos constituem a maioria da população em 49 países do planeta.[165][166] Aproximadamente 12% dos muçulmanos do mundo vivem na Indonésia, o país de maioria muçulmana mais populoso; 31% vivem no sul da Ásia; 20% vivem no Oriente Médio–Norte da África; e 15% vivem na África subsaariana. Comunidades muçulmanas consideráveis também estão presentes nas Américas, China e Europa. Devido em grande parte a uma taxa de fertilidade mais alta, o islamismo é o principal grupo religioso que mais cresce no mundo e, se as tendências atuais se mantiverem, ultrapassará ligeiramente o cristianismo como a maior religião do mundo até o final do século XXI.[172]

Ásia Oriental

No estudo da religião comparada, as religiões da Ásia Oriental (também como religiões do Extremo Oriente, religiões chinesas ou religiões taoicas) formam um subconjunto das religiões orientais. Este grupo inclui a religião chinesa em geral, que inclui ainda a Adoração Ancestral, a religião popular chinesa, o confucionismo, o taoísmo e as organizações salvacionistas populares (como yiguandao e weixinismo), bem como elementos extraídos do budismo mahayana que formam o núcleo do budismo chinês e do leste asiático em geral. O grupo também inclui o xintoísmo japonês, a tenrikyo e o xamanismo coreano, todos os quais combinam elementos xamânicos e culto ancestral indígena com várias influências das religiões chinesas. As religiões salvacionistas chinesas influenciaram o surgimento de novas religiões japonesas, como o tenrismo e o jeungsanismo coreano; já que esses novos movimentos religiosos se baseiam nas tradições indígenas, mas são fortemente influenciados pela filosofia e teologia chinesas.[180]

Todas essas tradições religiosas, mais ou menos, compartilham os principais conceitos chineses de espiritualidade, divindade e ordem mundial, incluindo Tao, 道 ("Caminho", Pinyin dào, japonês tō ou dō e coreano do) e Tian, 天 ("Céu" , ten japonês e cheon coreano').

As primeiras filosofias chinesas definiram o Tao e defenderam o cultivo da "virtude" que surge desse conhecimento. Algumas antigas escolas filosóficas chinesas se fundiram em tradições com nomes diferentes ou foram extintas, como o mohismo (e muitas outras pertencentes às antigas Cem Escolas de Pensamento Chinesas), que foi amplamente incorporada ao taoísmo. As religiões do Leste Asiático incluem muitas posturas teológicas, incluindo politeísmo, não-teísmo, henoteísmo, monoteísmo, panteísmo, panenteísmo e agnosticismo.[184]

O lugar das religiões taoicas entre os principais grupos religiosos é comparável às religiões abraâmicas encontradas na Europa e no mundo ocidental, bem como no Oriente Médio e no mundo muçulmano, e as religiões dármicas no subcontinente indiano, planalto tibetano e sudeste da Ásia.[185]

Taoísmo

O taoismo, também chamado daoismo e tauismo, é uma tradição filosófica e religiosa originária do Leste Asiático que enfatiza a vida em harmonia com o "Tao" (romanizado atualmente como "Dao"), a ordem geral do universo, que no chinês significa "caminho" ou "princípio" (encontrado também em outras filosofias/religiões chinesas), e no taoismo designa a "fonte" e a força motriz por trás de tudo existente. Robinet afirma que o taoismo é um "estilo de vida". Hansen afirma que a identificação desta tradição ocorreu pela primeira vez no início da Dinastia Han, com a escola dao-jia.

É, basicamente, indefinível: "O Tao do qual se pode discorrer não é o eterno Tao." A principal obra do taoismo é o Tao Te Ching, um livro conciso e ambíguo que contém os ensinamentos atribuídos a Lao Zi (chinês: 老子, pinyin: Lǎozi, Wade–Giles: Lao Tzu). Juntamente com os escritos de Zhuangzi, estes textos formam os alicerces filosóficos dessa religião. Este taoismo filosófico, individualista por natureza, não foi institucionalizado.

Ao longo do tempo, no entanto, foram sendo criadas formas institucionalizadas do taoismo na forma de diferentes escolas que, frequentemente, misturaram crenças e práticas que antecediam até mesmo os textos-chave do taoismo — como, por exemplo, as teorias da Escola dos Naturalistas, que sintetizaram conceitos como o do yin-yang e o dos cinco elementos. As escolas taoistas tradicionalmente reverenciam Lao Zi e os "imortais" ou "ancestrais" e possuem diversos rituais de adivinhação e exorcismo, além de práticas que visam a atingir o êxtase e obter maior longevidade ou mesmo a imortalidade.

As tradições e éticas taoistas variam de acordo com a escola, porém, no geral, enfatizam a serenidade, a não ação (wu-wei), o vazio, a moderação dos desejos, a simplicidade, a espontaneidade, a contemplação da natureza e os Três Tesouros: compaixão, moderação e humildade.

O taoismo teve uma influência profunda na cultura chinesa no decorrer dos séculos. Os clérigos do taoismo institucionalizado (chinês: 道士, pinyin: dàoshi), geralmente, tomam cuidado para deixar clara a distinção entre suas tradições rituais e os costumes e práticas encontrados na religião popular chinesa, uma vez que estas distinções podem ser pouco perceptíveis. A alquimia chinesa (especialmente neidan), a astrologia chinesa, o zen-budismo, diversas artes marciais, a medicina tradicional chinesa, o feng shui e diversos estilos de qiqong têm suas histórias entrelaçadas com a do taoismo. Além da China em si, o taoismo teve grande influência nas sociedades do leste da Ásia.

Após Lao Zi e Zhuangzi, a literatura do taoismo cresceu com regularidade e passou a ser compilada na forma de um cânone, chamado Daozang, por vezes publicado à mando do Imperador da China. Ao longo da história chinesa, o taoismo foi, por diversas vezes, decretado a religião do Estado. A

Mas após o século XVII, no entanto, ele perdeu muita popularidade, sendo até reprimido nas primeiras décadas da República Popular da China e até mesmo perseguido durante a Revolução Cultural de Mao Tsé-Tung (como todas as outras atividades religiosas). Porém continuou a ser praticado livremente em Taiwan. Hoje em dia, é uma das cinco religiões reconhecidas pela República Popular da China e, embora não costume ser compreendida com facilidade longe de suas raízes asiáticas, tem seguidores em diversas sociedades ao redor do mundo.[194]

Confucionismo 

O confucionismo ou confucianismo, também conhecido como ruísmo ou classicismo ru, é um sistema de pensamento e comportamento originário da China antiga. Variadamente descrito como uma tradição, uma filosofia, uma religião humanista ou racionalista, um modo de governar, ou simplesmente um modo de vida, o confucionismo desenvolveu-se a partir do que mais tarde foi chamado de cem escolas de pensamento a partir dos ensinamentos do filósofo chinês Confúcio (551–479 a.C.).

Confúcio se considerava um transmissor de valores culturais herdados das dinastias Xia (c. 2070–1600 a.C.), Shang (c. 1600–1046 a.C.) e Zhou ocidental (c. 1046–771 a.C.). O confucionismo foi suprimido durante a dinastia Qin legalista e autocrática (221–206 a.C.), mas sobreviveu. Durante a dinastia Han (206 a.C.—220 d.C.), as abordagens confucionistas superaram o "proto-taoista" Huang-Lao como a ideologia oficial, enquanto os imperadores misturavam ambos com as técnicas realistas do legalismo.[198]

Um renascimento confucionista começou durante a dinastia Tang (618–907). No final desse período, o confucionismo se desenvolveu em resposta ao budismo e ao taoismo e foi reformulado como neoconfucionismo. Essa forma revigorada foi adotada como base dos exames imperiais e a filosofia central da classe oficial acadêmica na dinastia Sung (960–1297). A abolição do sistema de exames em 1905 marcou o fim do confucionismo oficial. Os intelectuais do Movimento Quatro de Maio do início do século XX culpou o confucionismo pelas fraquezas da China. Eles buscaram novas doutrinas para substituir os ensinamentos confucionistas; algumas dessas novas ideologias incluem os "Três Princípios do Povo" com o estabelecimento da República da China, e depois o maoísmo sob a República Popular da China. No final do século XX, a ética do trabalho confucionista foi creditada com a ascensão da economia do Leste Asiático.[198]

Com particular ênfase na importância da família e harmonia social, ao invés de uma fonte sobrenatural de valores espirituais, o núcleo do confucionismo é humanista. De acordo com a conceituação de Herbert Fingarette do confucionismo como um sistema filosófico que considera "o secular como sagrado", o confucionismo transcende a dicotomia entre religião e humanismo, considerando as atividades comuns da vida humana — e especialmente as relações humanas — como manifestação do sagrado, porque são a expressão da natureza moral da humanidade (xìng 性), que tem uma ancoragem transcendente no Céu (Tiān 天). Enquanto Tiān tem algumas características que se sobrepõem à categoria de divindade, é principalmente um princípio absoluto impessoal, como o Dào (道) ou o bramã. O confucionismo se concentra na ordem prática que é dada por uma consciência mundana do Tiān. A liturgia confucionista (chamada 儒 rú, ou às vezes no chinês tradicional: 正統, chinês simplificado: 正统, pinyin: zhèngtǒng, significando 'ortopraxia') liderado por sacerdotes confucionistas ou "sábios de ritos" (chinês tradicional: 禮生, chinês simplificado: 礼生, pinyin: lǐshēng) adorar os deuses em templos chineses públicos e ancestrais é preferido em certas ocasiões, por grupos religiosos confucionistas e por ritos religiosos civis, sobre o ritual taoista ou popular.[205]

A preocupação mundana do confucionismo repousa sobre a crença de que os seres humanos são fundamentalmente bons, ensináveis e aperfeiçoáveis por meio de esforços pessoais e comunitários, especialmente autocultivo e autocriação. O pensamento confucionista se concentra no cultivo da virtude em um mundo moralmente organizado. Alguns dos conceitos e práticas éticas básicas confucionistas incluem rén, yì e lǐ, e zhì. Rén (仁, 'benevolência' ou 'humanidade') é a essência do ser humano que se manifesta como compaixão. É a forma-virtude do Céu. Yì (chinês tradicional: 義, chinês simplificado: 义) é a defesa da justiça e a disposição moral para fazer o bem. Lǐ (chinês tradicional: 禮, chinês simplificado: 礼) é um sistema de normas rituais e propriedade que determina como uma pessoa deve agir corretamente na vida cotidiana em harmonia com a lei do Céu. Zhì (智) é a capacidade de ver o que é certo e justo, ou o inverso, nos comportamentos exibidos pelos outros. O confucionismo despreza a pessoa, passiva ou ativamente, pelo fracasso em defender os valores morais cardinais de rén e yì.

Tradicionalmente, culturas e países da esfera cultural do Leste Asiático são fortemente influenciados pelo confucionismo, incluindo China, Taiwan, Coreia, Japão e Vietnã, bem como vários territórios colonizados predominantemente por chineses han, como Singapura. Hoje, foi creditado por moldar as sociedades do Leste Asiático e as comunidades chinesas no exterior e, até certo ponto, outras partes da Ásia. Nas últimas décadas tem havido conversas de um "revival confucionista" na comunidade acadêmica, e houve uma proliferação popular de vários tipos de igrejas confucionistas. No final de 2015, muitas personalidades confucionistas estabeleceram formalmente uma Igreja Nacional do Santo Confucionismo (chinês tradicional: 孔聖會, chinês simplificado: 孔圣会, pinyin: Kǒngshènghuì) na China para unificar as muitas congregações confucionistas e organizações da sociedade civil.

Religiões populares

Religião popular chinesa: as religiões nativas dos chineses han, ou, por metonímia, de todas as populações da esfera cultural chinesa. Inclui o sincretismo do confucionismo, taoísmo e budismo, wuísmo, bem como muitos novos movimentos religiosos, como Falun Gong e Yiguandao.

Outras religiões populares e novas do Leste Asiático e do Sudeste Asiático, como o xamanismo coreano, o Chondogyo e o Jeung San Do na Coreia do Sul; xintoísmo, Shugendo, religião Ryukyuan e Shinshūkyō no Japão; areligião popular vietnamita, Cao Đài e Hòa Hảo no Vietnã.

Religiões 

As religiões indianas são praticadas ou foram fundadas no subcontinente indiano. Às vezes são classificadas como as religiões dármicas, pois todas apresentam o dharma, a lei específica da realidade e os deveres esperados de acordo com a religião.[212]

Hinduísmo 

Hinduísmo é uma religião indiana ou darma, uma ordem religiosa e universal ou modo de vida seguido por seus adeptos. É a terceira maior religião do mundo, com mais de 1,2–1,35 bilhão de seguidores conhecidos como hindus, o que representa entre 15% e 16% da população global. A palavra hindu é um exônimo e embora o hinduísmo seja considerado a religião mais antiga do mundo, muitos praticantes se referem à sua religião como Sanātana Dharma (sânscrito: सनातन धर्म, lit. o Dharma Eterno), um uso moderno, que se refere a ideia de que suas origens estão além da história humana, conforme revelado nos textos hindus. Outro endônimo é Vaidika Dharma, o dharma relacionado aos Vedas.[226]

O hinduísmo é um sistema diverso de pensamento marcado por uma variedade de filosofias e conceitos compartilhados, rituais, sistemas cosmológicos, locais de peregrinação e fontes textuais compartilhadas que discutem teologia, metafísica, mitologia, yajna védico, ioga, rituais agâmicos e construção de templos, entre outros assuntos. Temas proeminentes nas crenças hindus incluem os quatro Puruṣārthas, os objetivos da vida humana; ou seja, dharma (ética/deveres), artha (prosperidade/trabalho), kama (desejos/paixões) e moksha (libertação/liberdade das paixões e do ciclo de morte e renascimento), bem como karma (ação, intenção e consequências) e saṃsāra (ciclo de morte e renascimento). O hinduísmo prescreve os deveres eternos, como honestidade, abster-se de ferir os seres vivos (Ahiṃsā), paciência, tolerância, autocontrole, virtude e compaixão, entre outros. As práticas hindus incluem adoração (puja), rituais de fogo (homa/havan), recitações (pravachan), devoção (bhakti), canto (japa), meditação (dhyāna), sacrifício (yajna), caridade (dāna), serviço altruísta (sevā), homenagem aos ancestrais (śrāddha), ritos de passagem voltados para a família, festivais anuais e peregrinações ocasionais (yatra). Juntamente com as várias práticas associadas ao ioga, alguns hindus deixam seu mundo social e posses materiais e se envolvem ao longo da vida em Sannyasa (monasticismo) para alcançar o moksha.[233]

Os textos hindus são classificados em Shruti ("ouvido") e Smriti ("lembrado"), cujas principais escrituras são os Vedas, os Upanixade, os Purānas, o Mahābhārata, o Rāmāyana e os Āgamas. Existem seis escolas āstika de filosofia hindu que reconhecem a autoridade dos Vedas: Sânquia, Yoga, Niaia, Vaisesica, Mimansa e Vedanta. Enquanto a cronologia purânica apresenta uma genealogia em milhares de anos, começando com os rishis védicos, os estudiosos consideram o hinduísmo como uma fusão ou síntese da ortopraxia bramânica com várias culturas indianas, tendo diversas raízes e nenhum fundador específico. Esta síntese hindu surgiu após o período védico, entre c. 500–200 a.C. e c. 300 d.C., no início do período clássico do hinduísmo, quando os épicos e os primeiros Puranas foram compostos. Floresceu no período medieval, com o declínio do budismo na Índia.[244]

Atualmente, as quatro principais denominações do hinduísmo são o vixenuísmo, o xivaísmo, o shaktismo e a tradição smarta. Fontes de autoridade e verdades eternas nos textos hindus desempenham um papel importante, mas também há uma forte tradição hindu de questionar a autoridade para aprofundar a compreensão dessas verdades e desenvolver ainda mais a tradição. O hinduísmo é a fé mais amplamente professada na Índia, Nepal, Ilhas Maurício e em Bali, Indonésia. Números significativos de comunidades hindus são encontrados em outros países do sul da Ásia, no sudeste da Ásia, no Caribe, nos Estados do Golfo, América do Norte, América do Sul, Europa, Oceania, África e outras regiões.ecido como Jain Dharma, é uma religião indiana que traça suas ideias espirituais e história através da sucessão de vinte e quatro tirthankaras (pregadores supremos do Dharma). O jainismo é considerado um dharma eterno com os tirthankaras orientando cada ciclo temporal da cosmologia. Os três principais pilares do jainismo são ahiṃsā (não-violência), anekāntavāda (não-absolutismo) e aparigraha (ascetismo).

Os monges jainistas, após se posicionarem no estado sublime de consciência da alma, fazem cinco votos principais: ahiṃsā (não-violência), satya (verdade), asteya (não roubar), brahmacharya (castidade) e aparigraha (não-possessividade). Esses princípios afetaram a cultura jainista de várias maneiras, como levando a um estilo de vida predominantemente lactovegetariano. Parasparopagraho jīvānām (a função das almas é ajudar umas às outras) é o lema da fé e o mantra Ṇamōkāra é a oração básica e mais comum dessa religião.

O jainismo é uma das religiões mais antigas do mundo em prática até hoje. Possui duas grandes subtradições antigas, digambara e svetambara, com diferentes visões sobre práticas ascéticas, gênero e os textos que podem ser considerados canônicos; ambos têm mendicantes apoiados por leigos (śrāvakas e śrāvikas). A tradição svetambara, por sua vez, tem três sub-tradições: mandirvāsī, deravasi e sthānakavasī. A religião tem entre quatro e cinco milhões de seguidores, conhecidos como jainistas, que residem principalmente na Índia, onde somam cerca de 4,5 milhões de acordo com o censo de 2011. Fora da Índia, algumas das maiores comunidades estão no Canadá, Europa e Estados Unidos, com o Japão hospedando uma comunidade crescente de convertidos.[253]

Budismo

O budismo é uma religião indiana baseada nos ensinamentos de Sidarta Gautama, conhecido como o Buda. De caráter filosófico, é considerado não teísta porque o conceito budista de “Deus” é diferente do conceito ocidental onde um único ser supremo, divino, eterno, celestial e todo-poderoso é criador de todas as coisas. Entre as suas maiores linhas de pensamento, o controle dos eventos da Terra e do universo está nas mãos de Devas, de Bodisatvas, dos próprios humanos, de espíritos famintos e de seres dos infernos. Surgiu na Índia Antiga como uma tradição ascética entre os séculos VI e IV a.C. Atualmente é a quarta maior religião do mundo, com mais de 520 milhões de seguidores (cerca de 7% a 8% da população global), conhecidos como budistas. No Brasil, segundo o censo de 2010, residem aproximadamente 245 mil budistas. Em Portugal, há cerca de 64 mil budistas.[260]

Como expresso nas Quatro Nobres Verdades do Buda, a meta do budismo é a superação do sofrimento (dukkha) causado pelo desejo e pela ignorância em relação à verdadeira natureza da realidade, formada pela impermanência e não existência de fenômenos condicionados (Saṅkhāra) mentais permanentes, negando que eles tenham uma realidade substancial independente e que sejam um eu/self (anatta).[261][262][263]

O budismo abrange diversas tradições, crenças e práticas espirituais baseadas nos ensinamentos do Buda e em suas interpretações. Os dois maiores ramos do budismo são o theravāda ("Escola dos Anciões" em páli) e o mahāyāna ("O Grande Veículo" em sânscrito). A maioria das tradições budistas se concentram na superação do eu individual através da conquista do nirvana ou da busca do caminho de Buda, o que leva ao fim do ciclo de morte e renascimento. As escolas do budismo divergem em suas interpretações sobre a natureza exata do caminho para a libertação, a importância e a canonicidade dos textos budistas e, especialmente, seus ensinamentos e suas práticas. Entretanto, as bases de todas as tradições e práticas são as Três Joias: o Buda (o mestre), o dharma (os ensinamentos baseados nas leis do universo) e a sangha (a comunidade budista). Encontrar refúgio espiritual nas Três Joias ou Três Tesouros é, em geral, o que distingue um budista de um não-budista. Outras práticas incluem a renúncia à vida secular para se tornar um monge (bhikkhu) ou monja (bhikkhuni), a meditação e o cultivo das paramitas.

O budismo theravada é amplamente seguido no Sri Lanka e em países do Sudeste Asiático, como Camboja, Laos, Mianmar e Tailândia. A tradição mahayana, que inclui escolas como o Zen (Chan), a Terra Pura, o Nichiren, o Shingon e o Tendai (Tiantai), é mais difundida nos países do Leste Asiático, tais como China, Coreia, Japão, Singapura, Taiwan e Vietnã. O vajrayana, um conjunto de ensinamentos surgidos nas comunidades tântricas da Índia, pode ser visto tanto como uma escola separada do budismo quanto como uma tradição esotérica do budismo mahayana. Seu maior expoente, o budismo tibetano, é praticado na região dos Himalaias (Butão, Nepal, Tibete e partes da Índia), na Mongólia e nas repúblicas de Buriácia, Calmúquia e Tuva da Federação Russa. Na Índia, a tradição mais seguida é a navayana ("Novo Veículo" em sânscrito), um movimento neo-budista fundado por B.R. Ambedkar, que rejeitou as doutrinas originais das tradições theravada e mahayana para interpretar o budismo sob um viés de luta de classes. Ele inspirou milhares de dálites, membros da casta inferior no hinduísmo, a se converterem ao budismo.

Siquismo 

Siquismo (em panjabi: ਸਿੱਖੀ) é uma religião dármica (também categorizada como uma religião étnica por alguns estudiosos) e uma filosofia que se originou na região ocidental do Himalaia e sub-Himalaia do Punjabe no subcontinente indiano, por volta do final do século XV. É a religião organizada mais recentemente fundada e é a quinta maior do mundo, com cerca de 25 a 30 milhões de adeptos (conhecidos como siques) no início do século XXI.[285][286]

O siquismo se desenvolveu a partir dos ensinamentos espirituais de Guru Nanak (1469–1539), o primeiro guru da fé, e dos nove gurus siques que o sucederam. O décimo guru, Gobind Singh (1666–1708), nomeou a escritura Guru Granth Sahib como sua sucessora, encerrando a linhagem de gurus humanos e estabelecendo a escritura como o 11º e último guru eternamente vivo, um guia religioso e espiritual para os siques. Guru Nanak ensinou que viver uma "vida ativa, criativa e prática" de "veracidade, fidelidade, autocontrole e pureza" está acima da verdade metafísica e que o homem ideal "estabelece união com Deus, conhece Sua Vontade e realiza essa Vontade". Guru Har Gobind, o sexto guru sique (1606–1644), estabeleceu o conceito de coexistência mútua dos reinos miri ('político'/'temporal') e piri ('espiritual').[292]

A escritura sique abre com o Mul Mantar ou alternativamente soletrado "Mool Manta" (em panjabi: ਮੂਲ ਮੰਤਰ), oração fundamental sobre ik onkar (em panjabi: ੴ, 'Um Deus'). As crenças centrais do siquismo, articuladas no Guru Granth Sahib, incluem fé e meditação em nome de um único criador; unidade divina e igualdade de toda a humanidade; engajar-se em seva ('serviço altruísta'); lutando pela justiça para o benefício e prosperidade de todos; e conduta honesta e meios de subsistência enquanto vive a vida de um chefe de família. Seguindo esse padrão, o siquismo rejeita as alegações de que qualquer tradição religiosa em particular tenha o monopólio da verdade absoluta. O siquismo enfatiza o simran (em panjabi: ਸਿਮਰਨ, meditação e lembrança dos ensinamentos dos gurus), que pode ser expresso musicalmente através do kirtan, ou internamente através do naam japna ('meditação em Seu nome') como um meio de sentir a presença de Deus. Ensina os seguidores a transformar os "Cinco Ladrões" (ou seja, luxúria, raiva, ganância, apego e ego).[301]

A religião se desenvolveu e evoluiu em tempos de perseguição religiosa, conquistando convertidos tanto do hinduísmo quanto do islamismo.[302] Os governantes mogóis da Índia torturaram e executaram dois dos gurus siques — Guru Arjan (1563–1605) e Guru Tegh Bahadur (1621–1675) — depois que eles se recusaram a se converter ao Islã. A perseguição aos siques desencadeou a fundação da Khalsa pelo Guru Gobind Singh em 1699 como uma ordem para proteger a liberdade de pensamento e religião, com membros expressando as qualidades de um Sant-Sipāhī ('santo-soldado' ).[310][311]

Indígenas e folclóricas

Religiões indígenas ou religiões folclóricas referem-se a uma ampla categoria de religiões tradicionais que podem ser caracterizadas pelo xamanismo, animismo e culto aos ancestrais, onde tradicional significa "indígena, aquilo que é aborígine ou fundacional, transmitido de geração em geração..." São religiões intimamente associadas a um determinado grupo de pessoas, etnia ou tribo; muitas vezes não têm credos formais ou textos sagrados. Algumas religiões são sincréticas, fundindo diversas crenças e práticas religiosas.[314]

Africanas 

As religiões tradicionais africanas, também referidas como religiões indígenas africanas, englobam manifestações culturais, religiosas e espirituais originárias do continente africano e que continuam sendo praticadas nesse continente nos dias atuais. Há uma multiplicidade de religiões dentro desta categoria. Religiões tradicionais africanas envolvem ensinamentos, práticas e rituais, e visam a compreender o divino. Mesmo dentro de uma mesma comunidade, no entanto, podem haver pequenas diferenças quanto à percepção do sobrenatural. São religiões que não foram significativamente alteradas pelas religiões adotadas mais recentemente (cristianismo, budismo, islamismo, judaísmo e outras). Estima-se que estas religiões sejam seguidas atualmente por aproximadamente 100 milhões de pessoas em todo o território africano.

Os africanos quase sempre reconhecem a existência de um Deus Supremo ou Demiurgo que criou o Universo (Olodumarê, ou Olorum, Mawu, Zambi etc). Muitas histórias tradicionais africanas falam que Deus, ou seu filho, uma vez viveu entre os homens, mas que, quando os homens fizeram algo que ofendeu a Deus, o divino retirou-se para os céus. Religiões tradicionais africanas são definidas em grande parte por linhagens étnicas e tribais, como a religião iorubá.

Iranianas

As religiões iranianas são aquelas que se originaram na área do Grande Irã isto é, entre falantes de diferentes línguas iranianas como por exemplo o zoroastrismo e o maniqueísmo.

Zoroastrismo 

O zoroastrismo, masdaísmo, masdeísmo ou parsismo é uma religião iraniana e uma das religiões organizadas mais antigas do mundo, baseada nos ensinamentos do profeta iraniano Zoroastro. Tem uma cosmologia dualista de bem e mal dentro da estrutura de uma ontologia monoteísta e uma escatologia que prediz a conquista final do mal pelo bem. O zoroastrismo exalta uma divindade incriada e benevolente da sabedoria conhecida como Ahura Mazda (lit. 'Senhor da Sabedoria') como seu ser supremo.[322] Historicamente, as características únicas do zoroastrismo, como seu monoteísmo, messianismo, crença no livre arbítrio e julgamento após a morte, concepção de céu, inferno, anjos e demônios, entre outros conceitos, podem ter influenciado outros sistemas religiosos e filosóficos, incluindo as religiões abraâmicas e o gnosticismo, o budismo e a filosofia grega.[327]

Com possíveis raízes datando do II milênio a.C., o zoroastrismo entra na história registrada por volta de meados do século VI a.C. Serviu como religião oficial dos antigos impérios iranianos por mais de um milênio (aproximadamente de 600 a.C. a 650 d.C.), mas declinou a partir do século VII como resultado direto da conquista árabe-muçulmana da Pérsia (633–654), o que levou à perseguição em larga escala do povo zoroastrista. Estimativas recentes colocam o número atual de zoroastristas no mundo entre cerca de 110 mil e 120 mil adeptos no máximo, com a maioria vivendo na Índia, Irã e América do Norte; acredita-se que seu número esteja diminuindo.[331][332]

Os textos mais importantes do zoroastrismo são aqueles contidos no Avestá, que inclui os escritos centrais pensados para serem compostos por Zoroastro conhecidos como Gatas, que definem os ensinamentos de Zoroastro e que são poemas dentro da liturgia de adoração, o Iasna que serve como a base para a adoração. A filosofia religiosa de Zoroastro dividiu os primeiros deuses iranianos da tradição proto-indo-iraniana em emanações do mundo natural como ahuras e daevas,[334] os últimos dos quais não eram considerados dignos de adoração. Zoroastro proclamou que Ahura Mazda era o criador supremo, a força criativa e sustentadora do universo por meio da asha e que os seres humanos têm a escolha entre apoiar Ahura Mazda ou não, tornando-os responsáveis ​​por suas escolhas. Embora Ahura Mazda não tenha um oponente equivalente, Angra Mainyu (mentalidade/espírito destrutivo), cujas forças nascem de Aka Manah (pensamento maligno), é considerada a principal força adversária da religião, posicionando-se contra Spenta Mainyu (espírito criativo/ mentalidade). A literatura persa média desenvolveu Angra Mainyu ainda mais em Ahriman, tornando-o mais próximo de ser o adversário direto de Ahura Mazda.[336]

Além disso, a força vital que se origina de Ahura Mazda, conhecida como asha (verdade, ordem cósmica), se opõe a druj (falsidade, engano). Ahura Mazda é considerado totalmente bom e trabalha em gētīg (o reino material visível) e mēnōg (o reino espiritual e mental invisível) através dos sete Amesa Espentas.

Novos movimentos religiosos 

Movimento Hare Krishna

Membro do Movimento Hare Krishna em Moscovo, Rússia.

Um novo movimento religioso (NMR), também conhecido como uma nova religião ou espiritualidade alternativa, é um grupo religioso ou espiritual que tem origens modernas, mas é periférico à cultura religiosa dominante em sua sociedade. Os NMRs podem ter uma origem nova ou fazer parte de uma religião mais ampla, caso em que são distintos das denominações preexistentes. Alguns NMRs lidam com os desafios que o mundo moderno representa para eles abraçando o individualismo, enquanto outros NMRs lidam com eles adotando meios coletivos fortemente integrados.[343] Os estudiosos estimam que os NMRs agora chegam a dezenas de milhares em todo o mundo, com a maioria de seus membros vivendo na Ásia e na África. A maioria dos NMRs tem apenas alguns membros, alguns deles têm milhares de membros e alguns deles têm mais de um milhão de membros.[344]

Não existe um critério único e consensual para definir um "novo movimento religioso".[345] Há um debate sobre como o termo "novo" deve ser interpretado neste contexto.[346] Uma perspectiva é que deve designar uma religião que é mais recente em suas origens do que as religiões grandes e bem estabelecidas como o cristianismo, o judaísmo, o islamismo, o hinduísmo e o budismo.[346] Uma perspectiva alternativa é que "novo" deveria significar que uma religião mais recente em sua formação.[346] Alguns estudiosos veem a década de 1950 ou o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945 como o momento decisivo,[347] enquanto outros olham desde meados do século XIX,[348] como a fundação da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias em 1830[346][349] e do Tenrikyo em 1838.[350]

As novas religiões frequentemente enfrentam uma recepção hostil de organizações religiosas estabelecidas e também de várias instituições seculares. Nas nações ocidentais, movimentos contra a propagação de seitas foram criados tanto por forças seculares quanto por cristãos e surgiram durante os anos 1970 e 1980 para se opor a esses grupos emergentes. Na década de 1970, um campo distinto de estudos das novas religiões desenvolveu-se dentro do estudo acadêmico da religião. Existem agora várias organizações acadêmicas e periódicos revisados por pares dedicados ao assunto, que contextualizam o surgimento dos NMRs na modernidade, relacionando-o como um produto e uma resposta aos processos modernos de secularização, globalização e individualização.[343]

Aspectos relacionados

O estudo do direito e da religião é um campo relativamente novo, com vários milhares de estudiosos envolvidos em faculdades de direito e departamentos acadêmicos, incluindo ciência política, religião e história, desde 1980.[351] Os estudiosos da área não se concentram apenas em questões estritamente legais sobre liberdade religiosa, mas também estudam as religiões à medida que são qualificadas por meio de discursos judiciais ou da compreensão jurídica dos fenômenos religiosos. Os expoentes analisam o direito canônico, o direito natural e o direito estatal, muitas vezes em uma perspectiva comparativa.[352][353] Os especialistas exploraram temas da história ocidental relacionados ao cristianismo e à justiça e à misericórdia, ao governo e à equidade, e à disciplina e ao amor.[354] Tópicos de interesse comuns incluem o casamento e a família[355] e os direitos humanos.[356] Fora do cristianismo, os estudiosos analisaram as ligações entre a lei e a religião no Oriente Médio muçulmano[357] e na Roma pagã. [358]

Os estudos concentraram-se na secularização.[359][360] Em particular, a questão do uso de símbolos religiosos em público, como os lenços de cabeça islâmicos que são proibidos nas escolas francesas, tem recebido atenção acadêmica no contexto dos direitos humanos e do feminismo.[361]

Ciência 

A ciência reconhece a razão e a evidência empírica; e as religiões incluem revelação, fé e sacralidade, ao mesmo tempo que reconhecem explicações filosóficas e metafísicas no que diz respeito ao estudo do universo. Tanto a ciência como a religião não são monolíticas, intemporais ou estáticas porque ambas são empreendimentos sociais e culturais complexos que mudaram ao longo do tempo através de línguas e culturas diferentes.[362]

Os conceitos de ciência e religião são uma invenção recente: o termo "religião" surgiu no século XVII em meio à colonização e globalização e à Reforma Protestante.[3][16] O termo "ciência" surgiu no século XIX a partir da filosofia natural em meio a tentativas de definir de forma restrita aqueles que estudavam a natureza (ciências naturais).[16][363][364] Foi no século XIX que surgiram pela primeira vez os termos budismo, hinduísmo, taoísmo e confucionismo.[16] No mundo antigo e medieval, as raízes etimológicas latinas da ciência (scientia) e da religião (religio) eram entendidas como qualidades internas do indivíduo ou virtudes, nunca como doutrinas, práticas ou fontes reais de conhecimento.[16]

Em geral, o método científico ganha conhecimento testando hipóteses para desenvolver teorias através da elucidação de fatos ou avaliação por experimentos e assim só responde a questões cosmológicas sobre o universo que podem ser observadas e medidas. Desenvolve teorias do mundo que melhor se adaptam às evidências fisicamente observadas. Todo o conhecimento científico está sujeito a posterior refinamento, ou mesmo rejeição, face a evidências adicionais. As teorias científicas que têm uma esmagadora preponderância de evidências favoráveis são frequentemente tratadas como verdades de facto na linguagem geral, como as teorias da relatividade geral e da seleção natural para explicar respectivamente os mecanismos da gravidade e da evolução.

A religião não tem um método per se, em parte porque as religiões emergem ao longo do tempo a partir de diversas culturas e é uma tentativa de encontrar significado no mundo e de explicar o lugar da humanidade nele e a relação com ele e com quaisquer entidades postas. Em termos de teologia cristã, as pessoas confiam na razão, na experiência, nas escrituras e na tradição para testar e avaliar o que vivenciam e em que deveriam acreditar. Além disso, os modelos religiosos, a compreensão e as metáforas também são passíveis de revisão, tal como os modelos científicos.[365]

Em relação à religião e à ciência, Albert Einstein afirma (1940): "Pois a ciência só pode determinar o que é, mas não o que deveria ser, e fora do seu domínio, julgamentos de valor de todos os tipos permanecem necessários.[366] A religião, por outro lado, lida apenas com avaliações do pensamento e da ação humana; não pode falar justificadamente de fatos e relações entre fatos[366] ... Agora, embora os domínios da religião e da ciência em si estejam claramente separados um do outro, ainda assim existe entre os dois fortes relações e dependências recíprocas. Embora a religião possa ser aquilo que determina os objetivos, ela aprendeu, no entanto, com a ciência, no sentido mais amplo, quais meios contribuirão para a consecução dos objetivos que estabeleceu.[367]

Moralidade

Religião e moralidade não são sinônimos. Embora seja “uma suposição quase automática”.[368] Muitas religiões têm estruturas de valores relativas ao comportamento pessoal destinadas a orientar os adeptos na determinação entre o certo e o errado. Estes incluem o halacá do judaísmo, a xaria do islamismo, o direito canônico do catolicismo, o Nobre Caminho Óctuplo do budismo e o conceito de bons pensamentos, boas palavras e boas ações do zoroastrismo, entre outros.[369]

Política

A religião teve um impacto significativo no sistema político de muitos países.[370] Notavelmente, a maioria dos países de maioria muçulmana adotam vários aspectos da xaria, a lei islâmica.[371] Alguns países até se definem em termos religiosos, como o Irã. A sharia afecta assim até 23% da população global, ou 1,57 bilhão de pessoas que são muçulmanas. Contudo, a religião também afeta as decisões políticas em muitos países ocidentais. Por exemplo, nos Estados Unidos, 51% dos eleitores teriam menos probabilidade de votar num candidato presidencial que não acreditasse em Deus.[372] Os cristãos representam 92% dos membros do Congresso dos Estados Unidos, em comparação com 71% do público em geral (em 2014). Ao mesmo tempo, embora 23% dos adultos norte-americanos não tenham filiação religiosa, apenas um membro do Congresso (Kyrsten Sinema, D-Arizona), ou 0,2% desse órgão, afirma não ter filiação religiosa.[373] Na maioria dos países europeus, contudo, a religião tem uma influência muito menor na política[374], embora costumava ser muito mais importante no passado. Por exemplo, o casamento entre pessoas do mesmo sexo e o aborto eram ilegais em muitos países europeus até recentemente, seguindo a doutrina cristã (geralmente católica). Vários líderes europeus são ateus (por exemplo, o antigo presidente da França, François Hollande, ou o primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras). Na Ásia, o papel da religião difere amplamente entre os países. Por exemplo, a Índia ainda é um dos países mais religiosos e a religião ainda tem um forte impacto na política, dado que os nacionalistas hindus têm como alvo minorias, como os muçulmanos e os cristãos, que historicamente pertenciam às castas inferiores.[375] Em contraste, países como a China ou o Japão são em grande parte seculares e, portanto, a religião tem um impacto muito menor na política.

A secularização é a transformação da política de uma sociedade, passando da estreita identificação com os valores e instituições de uma determinada religião para valores não religiosos e instituições seculares. O objectivo disto é frequentemente a modernização ou proteção da diversidade religiosa da população.

Economia

A renda média correlaciona-se negativamente com a religiosidade (autodefinida).[86]

Um estudo descobriu que existe uma correlação negativa entre a religiosidade e a riqueza das nações.[376] Por outras palavras, quanto mais rica é uma nação, menor é a probabilidade dos seus habitantes se autodenominarem religiosos, independentemente do que esta palavra signifique para eles (muitas pessoas identificam-se como parte de uma religião (não irreligião), mas não se identificam como religiosas).[376]

O sociólogo e economista político Max Weber argumentou que os países cristãos protestantes são mais ricos devido à sua ética de trabalho protestante.[377] De acordo com um estudo de 2015, os cristãos detêm a maior riqueza (55% da riqueza total mundial), seguidos pelos muçulmanos (5,8%), hindus (3,3%) e judeus (1,1%). De acordo com o mesmo estudo, constatou-se que os irreligiosos ou adeptos de outras religiões detêm cerca de 34,8% da riqueza global total (embora representem apenas cerca de 20% da população mundial, ver secção sobre classificação).[378]

Saúde

Os pesquisadores da Clínica Mayo examinaram a associação entre envolvimento religioso e espiritualidade, e saúde física, saúde mental, qualidade de vida relacionada à saúde e outros resultados de saúde.[379] Os autores relataram que: "A maioria dos estudos mostrou que o envolvimento religioso e a espiritualidade estão associados a melhores resultados de saúde, incluindo maior longevidade, habilidades de enfrentamento e qualidade de vida relacionada à saúde (mesmo durante doenças terminais) e menos ansiedade, depressão e suicídio".[380]

Os autores de um estudo subsequente concluíram que a influência da religião na saúde é amplamente benéfica, com base numa revisão da literatura relacionada.[381] De acordo com o acadêmico James W. Jones, vários estudos descobriram "correlações positivas entre crenças e práticas religiosas e saúde física e mental, além de longevidade".[382]

Uma análise dos dados do Inquérito Social Geral dos Estados Unidos de 1998, embora confirmando amplamente que a atividade religiosa estava associada a uma melhor saúde e bem-estar, também sugeriu que o papel das diferentes dimensões da espiritualidade/religiosidade na saúde é mais complexo. Os resultados sugeriram "que pode não ser apropriado generalizar as descobertas sobre a relação entre espiritualidade/religiosidade, entre denominações, ou assumir que os efeitos são uniformes para homens e mulheres."[383]

Críticas 

A crítica da religião é o criticismo às ideias, à verdade ou à prática da religião, incluindo as suas implicações políticas e sociais. [384] Autores como Hector Avalos,[385] Regina Schwartz,[386] Christopher Hitchens,[387] e Richard Dawkins[388] argumentaram que as religiões são inerentemente violentas e prejudiciais à sociedade, pois usam a violência para promover os seus objetivos, de formas que são endossadas e exploradas pelos seus líderes.

O antropólogo Jack David Eller afirma que a religião não é inerentemente violenta, argumentando que "religião e violência são claramente compatíveis, mas não são idênticas". Ele afirma que “a violência não é essencial nem exclusiva da religião” e que “virtualmente toda forma de violência religiosa tem seu corolário não religioso”.[389][390] Algumas religiões também praticam o sacrifício de animais, o ritual de matança e oferenda de um animal para apaziguar ou manter o favor de uma divindade.[391]

Os termos ateu (falta de crença em quaisquer deuses) e agnóstico (crença na incognoscibilidade da existência de deuses), embora especificamente contrários aos ensinamentos religiosos teístas (por exemplo, cristãos, judeus e muçulmanos), não significam, por definição, o oposto de religioso. Existem religiões (incluindo o budismo, o taoísmo e o hinduísmo), de fato, que classificam alguns de seus seguidores como agnósticos, ateus ou não-teístas. O verdadeiro oposto de religioso é a palavra irreligioso. A irreligião descreve a ausência de qualquer religião; antirreligião descreve uma oposição ativa ou aversão às religiões em geral.

Superstição

Os pagãos gregos e romanos antigos, que viam as suas relações com os deuses em termos políticos e sociais, desprezavam o homem que tremia constantemente de medo ao pensar nos deuses (deisidaimonia), como um escravo poderia temer um senhor cruel e caprichoso. Os romanos chamavam esse medo dos deuses de superstitio.[392] O antigo historiador grego Políbio descreveu a superstição na Roma antiga como um instrumentum regni, um instrumento de manutenção da coesão do Império Romano.[393]

A superstição foi descrita como o estabelecimento não racional de causa e efeito.[394] A religião é mais complexa e muitas vezes composta por instituições sociais e tem um aspecto moral. Algumas religiões podem incluir superstições ou fazer uso do pensamento mágico. Os adeptos de uma religião às vezes pensam nas outras religiões como superstição.[395][396] Alguns ateus, deístas e céticos consideram a crença religiosa como uma superstição.

Cultura

Cultura e religião costumam ser vistas como intimamente relacionadas.[40] Paul Tillich via a religião como a alma da cultura e a cultura como a forma ou estrutura da religião.[397] Em suas próprias palavras:

A religião, como preocupação última, é a substância que dá sentido à cultura, e a cultura é a totalidade das formas nas quais a preocupação básica da religião se expressa. Resumindo: a religião é a substância da cultura, a cultura é a forma da religião. Tal consideração impede definitivamente o estabelecimento de um dualismo entre a religião e a cultura. Todo ato religioso, não só na religião organizada, mas também no movimento mais íntimo da alma, é culturalmente formado.[398]

Ernst Troeltsch, da mesma forma, via a cultura como o solo da religião e pensava que, portanto, transplantar uma religião de sua cultura original para uma cultura estrangeira iria na verdade matá-la, da mesma maneira que transplantar uma planta morreria ao ser tirada do seu solo natural para um solo estranho.[399] No entanto, tem havido muitas tentativas na situação pluralista moderna de distinguir cultura de religião.[400] Domenic Marbaniang argumentou que os elementos baseados em crenças de natureza metafísica (religiosa) são distintos dos elementos baseados na natureza e no natural (cultural). Por exemplo, a língua (com a sua gramática) é um elemento cultural, enquanto a sacralização da língua em que um determinado texto religioso é escrito é mais frequentemente uma prática religiosa. O mesmo se aplica à música e às artes.[401]

Ver também

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Notas e referências:

https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Religiao