quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Om, shanti.
Dekuji
“Seja qual for o tipo de trabalho que você faça,
 o importante é fazê-lo com amor. Sem desejo por
 nome ou fama. Sem levantar a voz. Sem causar
 tristeza. Deixar que todos que vierem até você levem
 consigo algo de bom. Para isso é preciso humildade,
 generosidade, doçura, educação, paciência e amor.
E se você estiver muito ocupado para recebê-los,
 procure não dar essa sensação. Você pode estar
ocupado, mas permaneça leve e tranquilo.”

(Dadi Janki)
Brahma Kumaris

Namastê!

Autoconhecimento.

por Diogo Beltrame.

"Um grande motivo que impede a pessoa de materializar aquilo que deseja no mundo físico, é a incongruência que existe entre a mente, o coração e a ação. Enquanto essas três dimensões do ser não estiverem trabalhando de forma harmoniosa, todo tipo de confusão permanecerá.
É muito comum uma pessoa pensar em algo, sentir o oposto daquilo que pensa, e fazer o contrário daquilo que deveria ser feito caso estivesse sendo íntegra com o seu pensamento.
Não adianta pensar em dinheiro, fazendo afirmações positivas, se o sentimento que aflora for de escassez e as atitudes forem motivadas pelo medo dessa escassez. Neste caso, a crença da falta fala mais alto, portanto a energia criadora acaba sendo canalizada nela, atraindo essa escassez para a vida dessa pessoa e que, uma vez confirmada pelo mundo externo, tornará a crença ainda mais forte e robusta.
No caso dos relacionamentos, vida profissional, e de todos os tipos de relação com o mundo externo, essa premissa também se aplica e só existe uma única forma de achar essa harmonia que resultará numa experiência de vida mais tranquila e produtiva:
Todo poder está no subconsciente e nas informações registradas nele, pois todas as sensações e emoções são desencadeadas a partir desse registro, ou seja, do sistema central de crenças. Nenhum trabalho de âmbito superficial pode salvar uma pessoa dela mesma. Afirmações ajudam, assim como mentalizações positivas também, mas nada disso é suficientemente eficaz no sentido de limpar e re-significar as informações equivocadas vindouras do passado. Na melhor das hipóteses, a pessoa pode sentir uma pequena sensação de estar um pouco mais leve ao realizar esse trabalho raso, pois esse tipo de procedimento tem o mesmo resultado que o de apagar os dados de um computador apertando a tecla delete. Os arquivos selecionados não ficam mais expostos na área de trabalho, mas ainda assim estarão gravados no HD e continuarão a pesar e influenciar o sistema como um todo.
Assim ocorre com o ser humano. O fato de um medo, uma mágoa, ou um trauma gerado por uma experiência passada não estar mais disponível no campo consciente, não garante que tais energias tenham sido transmutadas, pelo contrário, isso indica que tais aspectos sombrios foram bloqueados e arremessados para as profundezas do seu campo mental devido a sua própria negação em compreendê-los, e de lá continuarão a manipular todos os seus pensamentos, ações e reações.
Somente através do autoconhecimento é que a pessoa pode se certificar daquilo que de fato têm dentro de si para posterior liberação. Precisa de bastante disposição para mergulhar nas profundezas da mente e limpar o que precisa ser limpo. Isso dá trabalho e precisa de tempo, pois é um penoso processo de interiorização e enfrentamento das sombras acumuladas por tanto tempo.
Portanto, esteja ciente que muitas forças dentro de você vão se empenhar em paralisar esse processo através da auto-sabotagem involuntária. O ego, sendo em essência o medo, não tem interesse em ser descoberto ou enfraquecido, e por isso fará de tudo para interromper a sua jornada rumo a libertação."

Diogo Beltrame
Psicoterapeuta Metafísico Quântico, Coach Pessoal, Pesquisador Metafísico, Prof. Formador de Terapeutas Quânticos, Mestre em Reiki, Rebirthing e TQA, Palestrante e Escritor na empresa Yoga Spanda - Escola de Yoga e terapias Complementares
https://www.facebook.com/diogo.beltrame.5?fref=ts

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Namastê buscadores!
O princípio primordial... a matéria primeira de todas as coisas... encontra-se presente em toda criação e em todas as manifestações do Universo. Na origem do mundo sensível que habita cada ser, repousa uma força criadora silenciosa, tecendo a sutil magia das sintonias que cada indivíduo é chamado a vivenciar. No infinito das formas e sob a regência das leis universais, revelam-se as múltiplas inteligências, como fontes de experiências físicas e espirituais que conduzem o ser em sua jornada evolutiva. Segundo a tradição hermética, toda a realidade manifesta-se a partir de um princípio universal de consciência e mente, onde espírito, energia e matéria são expressões de uma mesma essência.

Na matéria viva, todos nós buscamos harmonizar nossas funções psíquicas, integrando os dons e potenciais que, como centelhas celestes, trazemos em nossa essência. Assim caminhamos nesta morada do tempo, aprendendo a manifestar de modo mais pleno nossa presença no mundo. Essa luz interior... princípio vivo e silencioso... possui a função de iluminar nossos passos; contudo, ela apenas se revela quando permitimos que se manifeste em nossa consciência.

Creiamos, portanto, nessa chama interior. Exercitemos uma fé lúcida e positiva, unificando nossos pensamentos mais elevados na direção do amor e da paz universal. Pois o grande princípio que sustenta a vida confia em cada um de nós como instrumentos conscientes da obra maior.

(Rose)

sábado, 26 de novembro de 2016

Om, shanti.
"Vivo na certeza de ser uma energia consciente,
 o ser que habita este corpo... 
Minha existência não acaba quando acaba o corpo."
*
"Ser realista enquanto lidando com o mundo interior e as situações externas. Não há nada aqui que possamos chamar de nosso. Não trouxemos nada conosco quando chegamos ao mundo.  Precisamos ser uma luz entre milhões. Não precisamos trilhar o caminho da vida com a luz da lâmpada dos outros, porque se a lâmpada deles queimar, ficaremos na escuridão. São nossos pensamentos, sentimentos, emoções, imaginações e visões que fazem nosso mundo real. Toda essa riqueza de experiências está dentro de cada um."
Acenda sua Luz! Seja sua própria luz!

(Brahma Kumaris)

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Om shanti!
O MUNDO QUE EU NEGO
por Leonardo Maia

Como obter essa “compreensão mais elevada das coisas”, de algo que eu nego? Por que aquilo se manifesta perante o Cosmos e como isso reflete na consciência das pessoas e na minha própria?
O Cosmos é um agrupamento de manifestações específicas a serem consideradas ou toda manifestação possui razão de ser e reflete a Sabedoria Divina?
Quer ter uma “compreensão mais elevada” da sociedade? Olhe para suas relações, para os indivíduos e para o mundo em constante mutação que a influencia…
Quer ter uma “compreensão mais elevada” de outro ser humano? Olhe para seu contexto, para o seu caminho de vivência, sua biografia, para suas crenças e pensamentos, para suas relações e para o mundo em constante mutação que o influencia…
Quer compreender a criança? Busque perceber sua vivência e o que ela absorve do mundo. O mundo não é estático e está em constante metamorfose. Se vc não busca compreender o sentido por trás de todas as manifestações, você não está caminhando, e sim construindo uma parede em volta de si com uma concepção estática daquilo que considera como Verdade.
Antroposofia (palavra derivada do grego anthropós, homem, e sophia, sabedoria) é uma filosofia de vida que reúne os pensamentos científico, artístico e espiritual numa unidade e que responde às questões mais profundas do homem moderno sobre si mesmo e sobre suas relações com o universo.
Elaborada no início deste século pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925), a Antroposofia é um método de conhecimento que aborda o ser humano em seus níveis físico, vital, anímico e espiritual, e mostra como essas naturezas, absolutamente distintas entre si, atuam em constante inter-relação. Trata-se de uma Ciência que se interessa pelos processos físicos abordados pelas ciências naturais e também por todos aqueles processos que não podem ser materialmente mensuráveis. Esta abrangente e organizada compreensão do ser humano e de seus relações com o Cosmos trouxe um substancial enriquecimento a todos os campos práticos da sociedade, contribuindo, com suas descobertas, para uma vida humana mais íntegra. Rudolf Steiner chamou de “a compreensão mais elevada das coisas”.
Visitem as Fontes:
http://www.antroposofy.com.br/forum/o-mundo-que-eu-nego/
*

Rudolf Steiner


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Rudolf Steiner (Kraljevec, fronteira austro-húngara, 27 de fevereiro de 1861 — DornachSuíça30 de março de 1925) foi filósofo, educador, artista e esoterista. Foi fundador da Antroposofia, da Pedagogia Waldorf, da agricultura biodinâmica, da medicina antroposófica e da Euritimia, esta última criada em conjunto com a colaboração de sua esposa, Marie Steiner-von Sivers. Seus interesses eram variados: além do ocultismo, se interessou por agriculturaarquiteturaartedramaliteraturamatemáticamedicinafilosofiaciência e religião.[1]
Sua tese de doutorado na Universidade de Rostock foi sobre a teoria do conhecimento de Fichte.[1]
Após terminar os estudos dedicou-se a partir de 1883 a editar as obras científicas de Johann Wolfgang von Goethe. Tornou-se profundo conhecedor da obra de Goethe, escrevendo inúmeras obras sobre este, dedicando-se à explicação do pensamento do autor alemão. Ao mesmo tempo escrevia sobre assuntos filosóficos.
Após um período de vivência em BerlimAlemanha, no qual sobreviveu como escritor de uma revista literária, Steiner ininterruptamente aderiu a uma trajetória de conferencista e escritor, desenvolvendo a Ciência Espiritual Antroposófica, ou Antroposofia. Entre 1902 e 1912, ele foi o líder da Sociedade Teosófica na Alemanha, mas rompeu com esta e fundou a Sociedade Antroposófica.[1] O motivo do rompimento de Steiner com a Sociedade Teosófica foi que eles não davam a Jesus Cristo e o Cristianismo um lugar especial, mas ele também incorporou conceitos do Hinduísmo, como karma e reencarnação.[1]
Em Dornach construíram a sede da Sociedade Antroposófica, denominada Goetheanum onde está atualmente a Escola Superior Livre de Ciência Espiritual. O primeiro Goetheanum foi destruído por um incêndio em 1922. Foi reconstruído e tem participação importante na obra de Steiner como um grande centro de contribuições para os campos do Conhecimento Humano. Steiner, entre outras obras, dedicou-se principalmente aos campos da Organização SocialAgriculturaArquiteturaMedicina, e Pedagogia; também Farmacologia e no tratamento de crianças com a Síndrome de Down, dentro da Pedagogia Curativa.

Oferecendo alternativas além das condições materiais de soluções de todos os problemas dos quais tratou, Steiner obteve reconhecimento mundial.[carece fontes] Em todos os continentes surgiram centros de atividades antroposóficas como desdobramentos práticos da Ciência Espiritual por ele desenvolvida.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Om shanti, buscadores!

“Todos tem uma papel diferente para desempenhar. Por isso não deveríamos discriminar. Precisamos deixar de ter pensamentos tais como: Este está fazendo algo bom! Aquele está fazendo algo ruim! Cada um é único e diferente. Um não pode ser igual a outro. Cada um tem uma papel diferente a cumprir. Por mais que a gente tente, nunca encontraremos dois atores representando o mesmo papel em uma cena. Todos são importantes na grande peça da vida. Por que deveríamos achar que um é bom e o outro não? Tudo é preciso, tudo é benéfico. Isso é aceitação.” 
(Dadi Janki)
*
"Cultive a alegria. Seja Leve! Não importa o que aconteça, mantenha o bom humor. Não importa o problema, encontre uma maneira de resolvê-lo. Preserve sua personalidade de felicidade e contentamento. Você terá boas experiências ao permanecer satisfeito. Todos gostam de ficar na companhia de pessoas felizes." 
(BK Nirwair)
*
"Sentimentos de proximidade. Sentimentos de conhecer um ao outro muito bem. Sentimento de que todos fazem parte de uma Família. Esses são exemplos de bons sentimentos, ou seja, preenchidos com amor. Quando há somente esse tipo de sentimento em seu coração, então é muito fácil confiar. Você começa a desenvolver fé nos aspectos mais elevados de si mesmo e essa autoconfiança torna-se a base para confiar nos outros. Confiança é cultivada ao cultivar bons sentimentos."
*
"Quando doamos nossas fraquezas e dificuldades a Deus,
 Ele nos oferece coragem e poder para superá-las. "
*
"Você é produto do que você pensa. 
Por isso, desenvolva o hábito da apreciação. 
Aprecie a si mesmo e o mundo a sua volta." 

(Brahma Kumaris)

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Om, shanti.
"Somos Versos de Deus!"

Tema do evento: 

Poesia Espírita no Rio de Janeiro
"Nem sempre conseguiremos agradar a todos, entretanto, 
nossas atitudes precisam ser pautadas nos preceitos cristãos,
 pois mesmo desagradando à muitos, se nossas consciências
 estiverem em sintonia com Deus, poderemos seguir em frente 
com a certeza de que estamos realizando a vontade do Pai..."

(Vanessa M. Matos)

domingo, 20 de novembro de 2016

Om shanti! 

Por um Novo Tempo!

Sentimentos complexos,
multidões em silêncio.

Notas em profusão;
luz nos movimentos.

Sonhos diversos
afetando universos...

Dança das emoções,
pulsando respirações.

Raros momentos,
grandes efeitos...

Vozes nas gotas
do profundo silêncio.

Marcas geométricas
nos mares do tempo...

Levezas acalmando
corações.

Seres em busca do Amor,
no autoconhecimento.

Clara expansão
dos sentidos que orientam...

Entre sombras e luz,
aprendendo na experiência
a unidade de todas as coisas.

E na fraternidade universal,
sob o sopro do infinito,
renasce em todos nós
a esperança serena
por um Novo Tempo.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Om, shanti.

Blog: Artigos sobre Filmes
por 

Hector e a procura da felicidade 

(Hector and the Search for Happiness)

A medicina não é uma ciência exata. Enquanto alguns casos precisam de apenas um comprimido outros devem ser analisados com muito cuidado para a obtenção de um diagnóstico eficaz. Entre esses casos a psiquiatria tem um papel bastante particular.
Encontrar um psiquiatra nem sempre é fácil. Não basta o profissional ter uma boa formação e competência, pois é necessário estabelecer um vínculo muito específico entre médico e paciente. É comum que um psiquiatra extremamente renomado não consiga estabelecer uma relação satisfatória com determinado paciente.
Porém o que acontece nesse filme do diretor Peter Chelsom é que o protagonista Hector (Simon Pegg) não tem conseguido bons resultados com nenhum de seus pacientes e começa a desenvolver questões mais profundas sobre sua própria existência. Suas dúvidas sobre o que é a felicidade e qual o caminho pelo qual deve guiar seus pacientes começam a ficar incontroláveis.
A própria vida particular de Hector já daria uma ótima análise psiquiátrica. Casado com Clara (Rosamund Pike), o casal seguia uma vida linear e aparentemente isenta de problemas, mesmo com Clara fazendo por vezes um papel mais parecido com o de mãe do que com o de esposa. O que fica explícito desde o início é que a felicidade não se resume à ausência de problemas.
Cansado do cotidiano insólito de seu consultório e em busca de uma resposta mais concreta para o que é a felicidade, o psiquiatra parte sozinho para uma viagem pelo mundo. Clara não se opõe e até, como sempre, ajuda o marido em tudo o que está ao seu alcance. Mas para quem até então tinha uma vida constante ao extremo, uma súbita ruptura causa transtornos inevitáveis.
Com o caderno de anotações que ganhou de Clara, Hector parte para a China e visita um monastério, depois viaja para um povoado muito pobre e violento na África para encontrar um amigo médico e de lá vai para Los Angeles, onde encontra uma antiga amiga, por quem era apaixonado.
É claro que o filme não dá uma resposta sobre o que é a felicidade, até porque a dúvida é antiga e nunca se chegou a um consenso. Apesar disso Hector passa por uma série de situações inusitadas e cômicas, nos mostrando nas entrelinhas alguns detalhes que aparecem em nosso próprio cotidiano, geralmente com formas distintas, para que prestemos atenção em tudo o que nos cerca e tiremos algumas conclusões particulares.
Os destinos do personagem não foram aleatórios, ele poderia, ao invés de ir para cantos distintos do mundo, fazer uma viagem pelos países europeus, tudo muito mais prático, porém mais homogêneo. Entre uma grande cidade chinesa e seu distante monastério, um vilarejo na África e a Los Angeles que é quase uma referência do estilo de vida americano há muito pouco em comum.
Com tantas diferenças não dá para imaginar que a resposta sobre o que é felicidade seja a mesma em todos os cantos. Estamos acostumados com um estilo de vida padronizado, consumimos os mesmos produtos, seguimos os mesmos horários, assistimos aos mesmos programas. Talvez este seja o pior legado do imperialismo. A imposição de um padrão único de vida para todos, no mundo inteiro, suprime individualidades e dissemina um padrão, independente de qualquer fator local.
Hector vai aos poucos preenchendo seu caderno com ideias e frases que tentem resumir sua procura pela felicidade. Algumas frases escritas servem somente para uma pessoa, outras são amplas e de interpretação variável, portanto servem para quem quiser interpretá-las de forma conveniente, às vezes uma ideia que remete à felicidade é incompatível com a vida matrimonial.
Talvez o ponto em comum entre as anotações de Hector seja exatamente a felicidade que se pode extrair daquele momento específico. Quando a conjetura mudar e a situação vivida for outra caberá ao protagonista, ou quem quer que seja, encontrar um sentido e um caminho que leve a um sentimento feliz, sempre disposto a aceitar que momentaneamente esse caminho pode não existir. Ninguém é feliz o tempo todo e saber lidar com os momentos difíceis é uma etapa importante da busca de Hector. O conceito de felicidade é múltiplo, cada pessoa tem sua própria ideia individual e variável, relacionada diretamente com as experiências pelas quais passa ao longo da vida. Ainda que não seja expressa de uma forma evidente, essa parece ser a lição que Hector aprende e talvez tente levar aos seus pacientes. De fato, um psiquiatra que chegue com conceitos prontos para todos os pacientes não parece mesmo muito bem preparado.

http://artigosdecinema.blogspot.com.br/2015/07/hector-e-procura-da-felicidade-hector.html

sábado, 12 de novembro de 2016

Om, shanti.

Pensamentos e Poesia
por Robert Frost...



"Educação é a habilidade de escutar quase tudo
 sem perder o humor ou sua auto-confiança."
*
"Antes de construir um muro pergunto sempre 
quem estou murando e quem estou deixando de fora."
*
“A razão pela qual a preocupação mata mais pessoas do que o
 trabalho é que as pessoas preocupam-se mais do que trabalham.”
*
"Algo que estávamos retendo nos fazia fracos 
até verificarmos que éramos nós mesmos."
*
"É absurdo pensar que o único meio de saber se um poema é
 imortal seja aguardar que ele perdure. Quem sabe ler um bom
 poema deve poder dizer, no momento em que é por ele atingido,
 se recebeu ou não um golpe de que nunca mais se curará.
 Significa isto que a perenidade em poesia, como no amor,
 apreende-se instantaneamente; não necessita de ser provada 
pelo tempo. A verdadeira prova de um poema não reside no
 facto de nunca o havermos esquecido, mas de nos apercebermos
 imediatamente de que jamais poderemos esquecê-lo."
*
The road not taken
Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;
Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,
And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.
I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I-
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.
*
A estrada não trilhada
Num bosque, em pleno outono, a estrada bifurcou-se,
 mas, sendo um só, só um caminho eu tomaria.
Assim, por longo tempo eu ali me detive,
e um deles observei até um longe declive
no qual, dobrando, desaparecia…
Porém tomei o outro, igualmente viável,
e tendo mesmo um atrativo especial,
pois mais ramos possuía e talvez mais capim,
embora, quanto a isso, o caminhar, no fim,
os tivesse marcado por igual.
E ambos, nessa manhã, jaziam recobertos
de folhas que nenhum pisar enegrecera.
O primeiro deixei, oh, para um outro dia!
E, intuindo que um caminho outro caminho gera,
duvidei se algum dia eu voltaria.
Isto eu hei de contar mais tarde, num suspiro,
nalgum tempo ou lugar desta jornada extensa:
a estrada divergiu naquele bosque – e eu
segui pela que mais ínvia me pareceu,
e foi o que fez toda a diferença.

#Tradução por Renato Suttana*

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Namastê buscadores!

A emblemática passagem de todos nós pelas marcas do tempo gera uma grande virada consciencial em nosso íntimo. As experiências acumulam-se como sinais discretos no pergaminho da alma, refinando pouco a pouco nosso modo de ser e de estar diante do mundo exterior que nos acolhe e nos prova.

Na silenciosa escola da existência, aprendemos que cada instante carrega um símbolo, cada encontro guarda uma chave. Assim, o ser humano, peregrino entre o visível e o invisível, vai lapidando sua consciência. A sábia natureza, em sua harmonia velada, compensa-nos com o redescobrimento das coisas simples, permitindo que a serenidade tome as rédeas das decisões antes temidas.

No percurso, descobrimos que o vazio ocioso do tempo perdido é apenas uma miragem passageira. Quando criamos novos espaços com leveza natural, abrimos portais interiores onde o espírito respira com mais liberdade.

Perseverando, vamos transmutando, pouco a pouco, nossas sombras existenciais... como o alquimista que, na chama paciente do espírito, converte o chumbo da ignorância em ouro de consciência.

Nesse processo, as meias-verdades se desnundam e o horizonte interior se aclara. Então, em uma hora propícia; quando o coração se torna receptivo ao sopro do alto... a luz da reforma íntima brilha intensamente, iluminando o caminho de todos nós.

Caminhamos juntos, em passos quase sinfônicos, avançando nesse conjunto harmonioso de conceitos e experiências diversas. Se escutarmos com atenção, perceberemos as notas sutis desta grande sinfonia da vida vibrando nas folhas vivas da criação.

E, nesse silêncio cheio de sentido, sentimos aquecer em nossos corações a chama serena do amor incondicional, cuja luz cintila sobre todos nós.

(Rose)

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Om, shanti.

"Você é produto do que você pensa.
 Por isso, desenvolva o hábito da apreciação. 
Aprecie a si mesmo e o mundo a sua volta." 
(Brahma Kumaris)
*
"Você é a própria luz. 
Acredite nisso e brilhe, por amor a você e a quem o criou. 
Construa, viva, conquiste, não aceite as derrotas, os "nãos"!
O impossível é apenas uma força te convidando para realizar.
Acredite... 
Dentro de você existe um universo em permanente construção."
(Paulo Roberto Gaefke)
Namastê buscadores!
A raiva pode ser o disfarce de uma tristeza 
que não conseguimos suportar
por Ana Macarini 

Há limites e limites. Quantas vezes não chegamos à nossa capacidade máxima de suportar um mau trato, uma indiferença, uma agressão velada?

Quantas vezes já chegamos à situação de não ter mais absolutamente nada para dar e, mesmo assim, nos deparamos com o outro a esperar de nós mais uma prova, outra necessidade a ser suprida, outra urgência que não pode esperar?

Ahhhh… sim, e a culpa é inteiramente nossa, caso não tenhamos a capacidade de colocar pontos finais onde já não cabem mais “pingos nos is”.

A questão é que chega uma hora em que, ainda que não sejamos capazes de encerrar os ciclos, as nossas fontes de energia vão acabar se esgotando. E, ainda que sejamos teimosos o suficiente para continuar funcionando no “stand by”, uma hora ou outra a gente vai ficar tão seco, tão vazio que não haverá mais jeito de deixar pra lá.

Tristezas não reconhecidas vão deixando a gente com pequenas sequelas afetivas que acabam por aflorar no corpo, a fim de que não tenhamos mais como ignorá-las. Os músculos ficam tensos, a respiração perde o compasso, os batimentos cardíacos ficam alterados. E essas reações físicas atingem os nossos pensamentos em cheio, fazendo-nos ficar em estado de alerta. A nossa incapacidade de estabelecer linhas de limitação aos abusos vai criando por debaixo das inúmeras camadas de insatisfação, abandono e tristeza um sentimento de raiva.

A raiva é aquela coceira insuportável num ponto das costas que a gente não alcança. A raiva é aquele amargor no peito que precisa vazar para fora de alguma forma, antes de nos envenenar. A raiva deixa a gente fora do eixo; tudo irrita além do normal; nada parece satisfazer. A raiva mina a alegria, rouba o prazer das pequenas, médias e grandes coisas. A raiva azeda a vida.

Quando estamos encharcados de raiva, sentimos alguns poderes momentâneos; somos acometidos por inesperados rompantes de coragem e alguns pensamentos perpassam por nossas mentes, fazendo-nos crer que realmente não dá mais, que já deu, que não é possível adiar uma atitude. Só que a raiva é fogo de palha. No fim, a gente acaba rosnando, mas não arranja força para largar aquele osso que até já se esfarelou entre os nossos dentes cerrados de rancor.

Inúmeras vezes ficamos “raivosos” por não sermos hábeis o suficiente para interpretar uma tristeza. Outras vezes, esse comportamento irritadiço e impaciente pode estar servindo de máscara para uma tremenda insegurança em nossa própria força para mudar o que não nos serve mais. Ainda, em outras circunstâncias, é a culpa que nos faz eriçar os pelos e cobrir as feridas com espinhos de proteção.

A agressividade, em incontáveis casos, é apenas o disfarce para um esgotamento emocional. A gente precisa arranjar um jeito de aprender a reconhecer que fragilidade e fraqueza não são a mesma coisa. A gente precisa descobrir uma forma de se perdoar por não ter mais o que ofertar. A gente precisa respirar num ritmo possível e parar de arrancar a casquinha de um ferimento que vem lutando há muito tempo para cicatrizar.

Que hoje seja esse dia! O dia em que nos foi destinada a libertação de tudo o quanto nos faça ser alguém que não conseguimos mais reconhecer. Que hoje, ao deitarmos nossas cansadas cabecinhas no travesseiro sejamos capazes de tomar a corajosa decisão de cortar fora o que nos fere, sem mágoa, sem rancor, sem medo de ficar a sós com a nossa misteriosa e própria pessoa. Que hoje a nossa tristeza seja permitida para que possa, enfim, ter a chance de ser compreendida, apaziguada e começar a ser curada.

Ana Macarini
"Ana Macarini é Psicopedagoga e Mestre em Disfunções de Leitura e Escrita. Acredita que todas as palavras têm vida e, exatamente por isso, possuem a capacidade mágica de serem ressignificadas a partir dos olhos de quem as lê!"

Visitem a Fonte:
CONTI outra
http://www.contioutra.com/raiva-pode-ser-o-disfarce-de-uma-tristeza-que-nao-conseguimos-suportar/

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Om, shanti.

Motivação...

 por Osho

“Quanto mais viva a pessoa estiver, mais problemas ela terá. 
Mas não há nada de errado nisso, porque lutar com os
 problemas, enfrentar desafios é a forma pela qual crescemos”.
"O caminho do coração é o caminho da coragem. É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser. Coragem é seguir trilhas perigosas. A vida é perigosa... A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido. O perigo está presente, mas ela assumirá o risco. O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador. A cabeça é um homem de negócios. Ela sempre calcula – ela é astuta. O coração nunca calcula nada."
*
"Você não pode ser sincero se não for corajoso.
Não pode ser amoroso se não for corajoso.
Não pode ser confiante se não for corajoso. 
Não pode investigar a realidade se não for corajoso, portanto
 a coragem vem em primeiro lugar e tudo o mais a sucede. "
*
"A vida deveria ser uma celebração contínua, um festival de luzes por todo o ano. Somente então você pode se desenvolver, você pode florir. Transforme pequenas coisas em celebração... Tudo o que você faz deveria expressar a si próprio; deveria ter a sua assinatura. Então a vida se torna uma celebração contínua."

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Om shanti, buscadores!

“…uma das formas de reverter a escassez de interações com ambientes
naturais é a criação, por famílias e escolas, de um momento verde na rotina,
em que possa realizar caminhadas ao ar livre ou, ainda, cuidar de um jardim.”


Reconectar é preciso:
Novo Livro sobre Criança e Natureza.

por Christiana Profice

“Nós dependemos da Terra e não ela de nós. 
Quando falamos em salvar o planeta, na verdade, 
estamos falando em salvar a humanidade” 

O que aconteceria com nosso planeta se deixássemos de interagir em ambientes naturais e ficássemos confinados em ambientes artificiais, conectados a telas e eletrônicos? Esse cenário de filme de ficção em alguns contextos nem parece muito distante. Se você vive em uma cidade, observe à sua volta e se pergunte: quantas crianças você vê brincando nas ruas, nas praças, nos parques? Quantas crianças ainda contam com um quintal e uma árvore para subir, ou simplesmente brincar debaixo de sua sombra?

A realidade nas cidades mudou rapidamente nas últimas décadas. O desenvolvimento tecnológico aliado ao estilo de vida nas metrópoles foi sorrateiramente afastando os seres humanos de sua (própria) natureza.

“Atualmente, mesmo que as pessoas continuem dependentes dos recursos do mundo natural, este não é mais seu lugar de moradia; o mundo natural é visto como um lugar distante, um ambiente de lazer, de turismo e de contemplação.” 

Em mais uma bem-vinda publicação em português sobre o tema criança e natureza, Christiana Profice sinaliza que as dificuldades causadas pelo estilo de vida urbano não são suficientes para explicar o desinteresse das pessoas por seu meio natural e faz uma abordagem mais abrangente do tema considerando os aspectos históricos, econômicos e sociais que estão levando à desconexão entre as pessoas e a natureza.

As crianças se desenvolvem a partir de suas interações em diferentes ambientes e grupos, como sua casa, sua família, a escola, os colegas e a vizinhança. São também impactadas por contextos que influenciam sua vida, como o trabalho dos pais ou as empresas e serviços próximos de sua casa. Crescem dentro de uma sociedade que cultiva determinados valores e crenças e que se organiza de uma forma própria.

O ambiente em que a criança vive é que vai fornecer a ela os elementos para seu desenvolvimento e, portanto, é impossível entender as pessoas sem entender o ambiente onde vivem. A natureza fornece à criança uma imensa riqueza de estímulos à imaginação, aos sentidos e à sua capacidade de interagir. É quando um galho vira uma espada ninja, uma folha boiando vira um barquinho ou a árvore vira uma cabana.

É durante esse processo de interagir com a natureza usando todos os sentidos – tato, olfato, visão, audição e até paladar -, explorá-la, imaginar-se através dela, criar e recriar com seus elementos que nós, seres humanos, estabelecemos na infância uma relação de empatia e afeto pelos demais seres vivos.

Essa identificação com a natureza nos traz a sensação de pertencimento, de apego à natureza, definida por estudiosos como Biofilia.

Se afastamos as crianças de seu ambiente natural, esse ciclo de biofilia se interrompe. Essa atração natural, essa necessidade que as crianças têm de estarem em contato com a natureza é desrespeitada, e isso tem muitas consequências ruins para a infância.

O jornalista Richard Louv compilou, estudou e relacionou pesquisas sobre os efeitos dessa desconexão e cunhou a expressão Transtorno do Déficit de Natureza, que traduz as desordens emocionais e cognitivas e também as consequências individuais e sociais da ausência de natureza na vida das crianças, sugerindo que é urgente promover uma reconexão. A boa notícia é que, mesmo nas grandes cidades, é viável e simples aproximar as crianças dos ambientes naturais.

“…uma das formas de reverter a escassez de interações com ambientes naturais é a criação, por famílias e escolas, de um momento verde na rotina, em que possa realizar caminhadas ao ar livre ou, ainda, cuidar de um jardim.”

Mesmo com todas as dificuldades que a vida urbana oferece e mesmo com a competição desleal do consumismo e dos eletrônicos, devolver à criança o direito ao brincar livre na natureza é possível. Mais do que possível necessário, para que possam desenvolver-se integralmente e estabelecer empatia com o meio ambiente, desejando cuidar e preservar o planeta para si e para as gerações futuras.

Christiana Profice aborda no livro todos os aspectos que ajudam a entender a importância da conexão com a natureza no desenvolvimento das crianças. A autora foi do paleolítico ao contemporâneo, percorrendo estudos sobre a infância em ambientes urbanos, rurais e indígenas, buscando entender a relação das crianças com a natureza e o com meio ambiente.
http://criancaenatureza.org.br/noticias/reconectar-e-preciso-novo-livro-sobre-crianca-e-natureza/