quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Om, shanti.
TUDO É ENERGIA | COMO VOCÊ CRIA A SUA REALIDADE A PARTIR DO CAMPO QUÂNTICO
*
"Quanto mais os físicos quânticos observam a natureza da realidade, mais evidências eles estão descobrindo de que tudo é energia nos níveis mais fundamentais. O que percebemos como o nosso mundo material, na verdade não é nem físico ou material. O seu corpo físico caminha no mundo da matéria, mas um aspecto mais sutil de você, se move e interage em um nível de energia pura. De acordo com a física quântica, somos parte de um campo de energia vasto e invisível, que contém todas as realidades possíveis e responde aos nossos pensamentos e sentimentos. Todas as suas interpretações da realidade são baseadas unicamente no "mapa interno" que você possui, sendo ele um resultado de suas experiências. Os seus pensamentos e sentimentos estão ligados a essa energia invisível e determinam o que a energia pode formar e mudam literalmente o universo partícula por partícula para criar sua vida física. O mundo é literalmente o seu espelho, permitindo que você experimente no plano físico o que você mantém mentalmente como a sua verdade. A física quântica tem coisas surpreendentes a dizer sobre a natureza energética da realidade que pode libertar as nossas mentes de suas superstições e restrições para podermos criar a realidade de nossa escolha."

Fontes:
--Goswami, A. (1995). The Self-Aware Universe: How Consciousness Creates the Material World. ISBN-10: 9780874777987
-Wilber, K. (2001). A Brief History of Everything. ISBN-10: 1570627401
-McCraty, R. (2004). The Energetic Heart: Bioelectromagnetic Communication Within and Between People. Clinical Applications of Bioelectromagnetic Medicine: 541-562.
- Dispenza, J. (2014). Como criar um novo eu. Descubra o método quântico para controlar a sua mente e mudar a sua vida. ISNB: 9789892324661

Om, shanti. O Que é Uma Egrégora Esotérica? "A importância da Egrégora para o desenvolvimento espiritual dos estudantes místicos; como é formada e como vitaliza as Escolas Iniciáticas legítimas."

Om, shanti.

 O Que é Uma Egrégora Esotérica? 

"A importância da Egrégora para o desenvolvimento espiritual dos estudantes místicos; como é formada e como vitaliza as Escolas Iniciáticas legítimas."

(Realidade Fantástica)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Om shanti, buscadores!

"A palavra 'Dhammapada' significa, literalmente, Caminho [pada] da Lei [dhamma].
Esta não é a única tradução possível. A palavra páli 'Dhamma' − que corresponde à palavra sânscrita 'Dharma' − significa não só 'lei', mas também 'virtude', 'dever', e 'característica essencial de um ser'.

Com 423 versículos distribuídos por 26 capítulos, o 'Dhammapada' budista não constitui apenas uma obra-prima da literatura universal. Devido ao valor permanente do seu conteúdo, ele é um dos livros mais lidos de todos os tempos, e tudo indica que não perderá esta posição no futuro."

O DHAMMAPADA
Capítulo Um
OS VERSOS GÊMEOS
1. Tudo o que somos é resultado do que pensamos no passado. Tudo o que somos se baseia em nossos pensamentos e é formado por nossos pensamentos. Se alguém fala ou age com um mau pensamento, o sofrimento o acompanha, assim como a roda da carreta segue os passos do boi que a puxa. (1)
[Nota:]
No original, é usada a palavra Dhamma. Tudo e todas as pessoas expressam o seu Dhamma, a sua característica própria e peculiar. O Dhamma da água é a umidade, e assim sucessivamente. Na psicologia budista, Dhamma não é apenas Lei, Religião, e Dever, mas também Qualidade, Fenômeno, Característica, etc., e se torna o precursor ou anunciador da ação mental. Dhamma, como natureza mental, é o resultado de Vijnana, chamada de Manas.
Assim, as criaturas têm seu caráter definido pela mente. Em tudo, o elemento primordial é a mente.

2. Tudo o que somos é resultado do que nós pensamos no passado. Tudo o que somos se baseia em nossos pensamentos e é formado por nossos pensamentos. Se alguém fala ou age com pensamento puro, a felicidade o acompanha assim como sua própria sombra, que nunca se afasta dele. (2)

3. “Ele me desrespeitou, ele me bateu e dominou, e depois me roubou” – quem expressa tais pensamentos amarra sua mente à intenção de vingar-se. Em tais pessoas o ódio não cessa. (3)

5. Nesse mundo a inimizade nunca é eliminada pelo ódio. A inimizade é eliminada pelo amor. Essa é a Lei Eterna. (5)
 [Nota:]
No original, “Lei Eterna” ou Dhammo Sanatano, a lei antiga ou eterna, a fonte e a base de todo Dharma. Os hindus se referem frequentemente à sua religião como “Sanatana Dharma”, ou Religião Eterna. Cada uma das religiões pretende ser a fonte da crença e da prática religiosa. Este versículo ensina o princípio básico da Vida Correta, e todo homem que começa a exercitar a vivência deste ensinamento é um verdadeiro Sanatanista, um seguidor da Religião da Sabedoria original, Bodhi Dharma ou Sanatana Dharma, a Religião Eterna.

6. Os muitos que não sabem disso também esquecem que um dia, nesse mundo, morreremos.
Eles não se controlam. Mas aqueles que conhecem a Lei encerram seus conflitos em seguida.
(6)

7. Quem vive em busca de prazeres, com seus sentidos descontrolados, sem moderação ao comer, indolente, desvitalizado – a ele verdadeiramente Mara 2 derruba, assim como uma tempestade derruba uma árvore. (7)

8. Quem vive disciplinando a si mesmo, sem dar atenção a prazeres, com seus sentidos controlados, moderado ao comer, cheio de fé e coragem (Virya) – a ele verdadeiramente Mara não derruba, assim como uma tempestade não derruba uma montanha rochosa. (8)
[Nota:]
A disciplina é mental e consiste em lembrar que os objetos do mundo causam infelicidade, e em estar atento e prevenido em relação a eles.
A energia − Virya− é dissipada quando flui para fora visando entrar em contato com os objetos dos sentidos. A conservação da energia é considerada uma virtude, Paramita. Virya é “a energia destemida que abre caminho até a Verdade divina, fora do lodo das mentiras terrestres”.

9. Quem não está livre de vícios, quem não observa a moderação e a veracidade, pode vestir o manto amarelo, mas não o merece. (9)

10. Quem libertou-se dos vícios e está bem estabelecido nas virtudes, quem observa a moderação e a veracidade, realmente merece o manto amarelo. (10)

11. Aqueles que vivem no mundo de prazeres da fantasia enxergam verdade no que é irreal e inverdade no que é real. Eles nunca chegam à verdade. (11)

12. Aqueles que se estabelecem no mundo do pensamento correto enxergam verdade no que é real e inverdade no que é irreal. Eles chegam à verdade. (12)

13. A chuva flui para dentro de uma casa com telhado mal construído, assim como os desejos fluem para dentro de uma mente mal treinada. (13)
Nota:
2 Mara: O princípio da sub-inteligência egoísta que surge da ignorância espiritual. O deus da tentação, que tentou desviar Buddha do seu caminho. (NT)

15. Quem faz o mal sofre neste mundo e sofre no mundo seguinte; ele padece nos dois. Aflito, ele se inquieta ao rever os seus atos pecaminosos. (15)

16. Quem é virtuoso tem contentamento nesse mundo e tem alegria no mundo seguinte; ele se alegra nos dois. Ele tem satisfação e contentamento ao rever seus atos puros. (16)

17. Quem faz o mal se lamenta aqui, e se lamenta depois daqui. “Fiz o mal”, ele diz a si mesmo. Seu tormento é maior quando está no lugar do mal. (17)

18. O ser humano correto é feliz aqui, e é feliz depois daqui. “Fiz o bem”, ele diz a si mesmo. É grande o seu prazer no lugar abençoado. (18)

19. Aquele que cita os textos sagrados mas é preguiçoso e não os aplica na vida é como um homem do campo que conta as vacas alheias. Ele não partilha as bênçãos da Vida Correta. (19)

20. Aquele que abandona a luxúria, o ódio e a loucura, que adquire verdadeiro conhecimento e uma mente serena, que não tem cobiça nesse mundo nem em qualquer outro, e que aplica em si mesmo os ensinamentos dos textos sagrados que recita, ainda que sejam poucos textos – tal pessoa participa das bênçãos da Vida Correta. (20)
*
"Não cometer nenhum pecado, fazer o bem e purificar sua própria mente, tal é o ensinamento de todos que estão acordados."

"Na verdade, nós vivemos felizes, se não deixarmos que aflijam aqueles que nos afligem, sim, vivendo entre os homens que nos afligem, nos abstenhamos de nos afligir." 

"O homem que tem medo, busca refúgio nas montanhas, nos bosques sagrados ou nos templos. No entanto, em tais abrigos eles não servem, pois onde quer que ele vá, suas paixões e sofrimentos o acompanharão."

"O Cizaña danifica os campos, como Greed fere Humanidade, portanto, aquele que se livrar da ganância produz frutos abundantes."

"Aquele que não se esforça quando é o momento de se esforçar, que, mesmo jovem e forte, é indolente, que é baixo em mente e pensamento, e preguiçoso, que vago nunca encontra o caminho para a sabedoria." 

"Coisas nocivas e prejudiciais são fáceis de executar, coisas boas e benéficas são realmente difíceis de fazer" 

"Como uma bela flor, cheia de cor mas sem perfume, é estéril a bela palavra de quem não age de acordo com ela. Como uma bela flor, cheia de cor e com perfume, assim é a bela palavra daquele que age segundo ela fértil ."

"Como uma rocha sólida não se move com o vento, o sábio permanece sem ser perturbado por calúnias e lisonjas"

"Na verdade vivemos felizes se não odiarmos aqueles que nos odeiam, se entre os homens que nos odeiam vivemos livres do rancor". 

"Uma mente irrefletida é um teto pobre. A chuva de paixão inundará a casa. Mas assim como a chuva não pode atravessar um teto forte, as paixões não podem penetrar uma mente organizada." 
Dhammapada 1: 13-14

"Sábios são aqueles que dominam o corpo,
 a palavra e a mente.
 Eles são os verdadeiros Mestres."
Dhammapada 17:14

"Como o viajante que, voltando de uma longa jornada, é recebido por sua família e amigos, da mesma forma que as boas obras feitas nesta vida nos receberão na outra, com a alegria de dois amigos que se reencontram." 
Dhammapada 16: 11-12

Acorde! Nunca seja negligente. Siga a lei da virtude.
 Aquele que pratica a virtude vive feliz neste mundo e no próximo."
Dhammapada (V168)

"Maior que a conquista na batalha de mil vezes mil homens
 é a conquista de si mesmo". 
Buda Dhammapada (v103)

"O homem que faz o mal sofre neste mundo e sofre no outro. Ele sofre e lamenta ver todo o dano que ele fez. No entanto, o homem que faz o bem é feliz neste mundo e também no outro. Nos dois mundos ele se alegra, vendo todo o bem que ele fez." 
Dhammapada 1: 15-16

"Da mesma forma que uma cidade fronteiriça é vigiada, vigie-se, por dentro e por fora. Não pare de observar por um momento, se você não quiser que a escuridão o derrube." 
Dhammapada 22:10.

"Vigilância é o caminho para a imortalidade, negligência é o caminho para a morte, aqueles que permanecem vigilantes nunca morrem, os negligentes são como se já estivessem mortos." 
Dhammapada 2: 1

"O perfume das flores não vai contra o vento. Nem sândalo nem rosa ou jasmim. No entanto, o perfume do homem virtuoso se estende por toda parte e em todas as direções." 
Dhammapada 4:11

"É fácil ver as falhas dos outros, mas quão difícil é ver a nossa! Nós exibimos as falhas dos outros como o vento espalha a palha, enquanto escondemos o nosso como o jogador trapaceiro esconde seus dados." 
Dhammapada 18:18

"O homem que tem medo, busca refúgio nas montanhas, nos bosques sagrados ou nos templos. Contudo, tais abrigos são inúteis, pois onde quer que ele vá, suas paixões e sofrimentos o acompanharão."
Dhammapada 14: 10-11.

"Assim como o leite fresco não azeda de repente, nem os frutos das más ações surgem repentinamente. Sua malícia permanece oculta, como o fogo entre os carvões." 
Dhammapada 5:12

"Seu pior inimigo não pode prejudicá-lo tanto quanto seus próprios pensamentos. Nem seu pai, nem sua mãe, nem seu mais querido amigo podem ajudá-lo tanto quanto sua própria mente disciplinada."
Dhammapada 3: 10-11

"Aquele que faz valas controla a água, aquele que faz flechas as acerta, o carpinteiro domina a madeira e o sábio domina sua mente." 
Dhammapada 6: 5

"Desfrute assistindo, guarde sua própria mente, remova-se do caminho da miséria, como é feito com o elefante que entrou na lama."
 Dhammapada 23: 8

"Por mais pequeno que um desejo possa ser, 
ele te mantém preso, como um bezerro a uma vaca." 
Dhammapada 20:12

"Não tente mudar o seu dever por alguém, ou negligencie o seu trabalho para fazer o trabalho de outro. Não importa quão nobre seja. Você está aqui para descobrir seu próprio caminho e se entregar a ele de corpo e alma."
Dhammapada 12:10

"O verdadeiro buscador não se identifica com o nome ou com o formulário, ele não se arrepende do que ele não tem ou pelo que ele poderia ter sido." 
Dhammapada 25: 8

"Domine suas palavras, domine seus pensamentos, não faça mal a ninguém. Siga estas indicações fielmente e você avançará no caminho dos sábios."
Dhammapada 20: 9

"Por que as coisas têm de se arrepender depois? Não há necessidade de viver com tantas lágrimas. Não apenas o que é certo, que o que você não tem que se arrepender, cujo fruto que colheremos com alegria doce." 
Dhammapada 5: 8-9

"Apresse-se a fazer o bem, restrinja sua mente ao mal, 
pois quem quer que seja lento em fazer o bem, se recria no mal"
 Dhammapada Chap. 9
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 Citações de Buda:

"O amor verdadeiro nasce da compreensão" 

"A verdade é nobre e doce, tem a faculdade de nos libertar do mal, 
não há outro salvador no mundo além da verdade." 

"Seja como irmãos, una-se em amor, em santidade,
 una-se em seu zelo pela verdade"

"Não magoe os outros com o que lhe causa dor" 

"Não perca seu tempo, não tente mudar ninguém, 
você não pode nem mesmo mudar as pessoas que você ama... 
Você só pode mudar a si mesmo"

"Meu ensinamento é apenas sobre o sofrimento 
e a transformação do sofrimento" 

"Cuide do exterior tanto quanto do interior, 
porque tudo é um"

"Alegra-te porque cada lugar está aqui e cada momento é agora" 

"Sejam suas próprias lâmpadas, sejam abrigos de vocês mesmos,
prendam-se à verdade como uma lâmpada, prendam-se à verdade como um refúgio." 

"Vigilância e lucidez são os caminhos da imortalidade, aqueles que assistem não morrem, a negligência é o caminho da morte, os negligentes são como se já estivessem mortos". 

"Ninguém nos salva, somente nós mesmos. 
Ninguém pode e ninguém deveria.
 Nós mesmos devemos viajar pela estrada.

"Agarrar-se ao ódio é como tomar veneno
 e esperar que a outra pessoa morra". 

"O objetivo principal é a auto-realização íntima do Ser, não deve ser negligenciada pelos objetivos secundários, e o melhor serviço que pode ser feito aos outros é a libertação de si mesmo"

"A maioria dos seres humanos é como folhas que caem de árvores, que voam e voam pelo ar, hesitam e finalmente caem no chão. Outros, por outro lado, são quase como estrelas; eles seguem o caminho fixo deles / delas, nenhum vento os alcança, porque eles levam dentro da lei deles / delas e o objetivo deles / delas -SIDHARTA

"Não ocupe a mente com absurdo e não perca tempo em coisas vãs" 

"Tudo o que somos surge com nossos pensamentos, com nossos pensamentos, construímos o mundo, 
falamos ou agimos com uma mente pura e a felicidade o seguirá como a si mesmo, inseparável." 

"Não há fogo como paixão: 
não há mal como o ódio" 

"Não ofenda os outros como você não quer ser ofendido"
 (Udanavarga 5:18)

"Se você quer conhecer o passado, então olhe para o seu presente que é o resultado.
Se você quiser saber o seu futuro, olhe para o seu presente que é a causa "

"Um tolo que reconhece sua tolice é um homem sábio, 
mas um tolo que pensa que é sábio é, na verdade, um tolo."

"Avançando esses três passos, você se aproximará dos deuses: 
Primeiro: Fale com sinceridade. 
Segundo: Não se deixe vencer pela raiva. 
Terceiro: Dê, mesmo que você tenha muito pouco para dar."

"Nossas boas e más ações nos seguem quase como uma sombra" 

"A maior vitória é aquela que se conquista" 

"O ódio não pára com ódio, o ódio cessa com amor.
 Esta é uma lei muito antiga." 

Fonte:
http://www.filosofiaesoterica.com/wp-content/uploads/2016/07/O-Dhammapada.pdf
*
Citações parciais para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Namastê buscadores!
"O mundo é o caminho no qual a alma deve provar a experiência, testemunhar a fé, desenvolver as tendências, conhecer o bem, aprender o melhor, enriquecer os dotes individuais."

(Chico Xavier)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Om shanti!
Poder de Julgar ou Decidir 
por Kiran Coyote 
(Brahma Kumaris)

O poder de julgar nos permite tomar decisões rápidas, claras, precisas e imparciais. O julgamento correto acontece após a avaliação e não é influenciado pela situação, emoções ou pelas opiniões dos outros. O julgamento real é autêntico e possui três dimensões. Primeiro eu avalio uma situação para ver qual é a resposta necessária. Então, eu não julgo as pessoas, mas julgo as ações de acordo com a justiça ou qualidade, ética ou valores. Por fim, eu julgo a mim mesmo – não para punir, mas para me assegurar que meus pensamentos, palavras e ações são da mais alta qualidade e dessa forma agrego benefícios para a cena em que me encontro. 

Você tem medo de tomar decisões? Você se preocupa se as decisões as quais toma são de fato boas decisões? Você acha difícil decidir, especialmente sob pressão do tempo ou circunstâncias? Você não está sozinho! 

Vamos encarar os fatos: As decisões da vida são raramente vistas a preto e branco, como sim ou não, boa ou ruim, certo ou errado. Se fossem, a vida seria muito mais simples. A moralidade seria apenas um livro de regras; dilemas éticos deixariam de existir; nós não falaríamos sobre consciência ou moral. Se nossas decisões significassem apenas a escolha entre “uma ou outra”, então não precisaríamos das capacidades extraordinárias de avaliação sutil, de análise, raciocínio e sensibilidade moral que nos definem como seres humanos e que nos distinguem das outras espécies.

O bom julgamento - ou habilidade de julgar com sabedoria - é o sexto poder espiritual da nossa série sobre os “Oito Poderes da Alma."

O poder do bom julgamento nos ajuda a perceber quando uma ação é apropriada e relevante, como também a frequência pela qual devemos realizá-la. Somos exigidos a avaliar, a “pesar” as opções. É desta forma, então, que ele é frequentemente simbolizado pela balança da justiça. 

É um poder que depende muito do quinto poder - o poder do discernimento – o qual vimos anteriormente. Somente quando você tiver claramente discernido sobre a natureza de algo você poderá anunciar um julgamento correto ou uma decisão sobre isso. 

Mesmo em casos precisos (como aquelas decisões “a preto e branco” da vida), você poderá até discernir sobre a melhor coisa a fazer, mas ainda sim opta por outra, porque:

• Hesita entre sua opinião e pela opinião dos outros;
• Se deixa influenciar por tendências arraigadas ou crenças tradicionais; 
• Assusta-se com possíveis consequências; 

Em outras palavras, enquanto você e eu possuirmos a habilidade de julgar (e somos rápidos em fazer isso) sentiremos frequentemente a falta do poder do bom julgamento. Isto explica por que as decisões que você toma, as escolhas que você faz, podem não necessariamente refletir sua clareza de percepção e discernimento; podem não resultar em você estar seguindo a sua própria verdade, agindo de acordo com seu próprio interesse, ou se comportando de acordo com seus valores e princípios.

O Poder do Bom Julgamento é algumas vezes também chamado de “O Poder de Decisão”. A decisão manifesta-se em uma ação – quer seja a decisão de dirigir seus pensamentos numa direção diferente, a decisão de segurar a língua quando necessário, a decisão de colocar o dinheiro no banco em vez de gastá-lo, ou até mesmo a decisão de simplesmente não fazer nada (a “não ação” é sem dúvida uma outra forma de ação; em alguns casos pode até ser preferível à reação). Talvez você, assim como eu, tenha feito sua lista de resoluções de ano novo; decisões para mudar alguma coisa em sua vida – desistir de um mau hábito, ou começar um novo programa de exercícios – e falhou por não conseguir cumpri-las. 

A falta de ação é outro indicador de que está faltando o bom poder de julgamento, pois julgamento sem aplicação se torna ineficiente, impotente. Nos sistemas judiciais do mundo, o que aconteceria se os juízes anunciassem suas decisões e as sentenças nunca fossem implementadas? O caos se instalaria e, consequentemente, a lei não seria respeitada. Da mesma forma, sempre que eu não seguir minhas decisões, minha autoconfiança e meu autorrespeito se enfraquecerão. 

A boa notícia é que a simples escolha de praticar a meditação Raja Yoga regularmente é uma decisão que reforça a minha vontade e minha determinação. Se existe um hábito do passado de estar fazendo uma ação errada e agora ao invés de praticar tal ação eu decida em favor da ação correta – o poder e a força de caráter aumentarão dentro da alma. Aqui segue um simples exemplo: levantar cedo para meditar. Minhas tendências passadas me dizem para continuar na cama. Quando eu me deixo vencer por elas eu perco meu poder; entretanto, se eu me recusar a ouvi-las e em vez disso me levantar, me tornarei mais forte por isso.

As decisões se tornam muito mais complicadas quando as escolhas não são claras – quando as decisões são vistas como “Certas versus Certas” ao invés de “Certas versus Erradas”. Por exemplo: a maioria de nós valoriza muito a
honestidade e a integridade. Outro valor fundamental para a maioria de nós é cuidar de nossos entes queridos com responsabilidade. No entanto, qual decisão você toma caso se encontre numa situação em que esses valores se
chocam? Quando, por exemplo, por agir de forma honesta você coloca as pessoas que ama em risco?

O respeito à lei e a compassividade são dois valores que podem contrapor-se em algumas situações: será você rigorosamente faz cumprir a lei em sua família ou no seu trabalho? Ou ainda, quando uma má ação vem à luz, será
que circunstâncias extenuantes algumas vezes sugerem a necessidade de misericórdia e compaixão?

Em uma escala global, dilemas como estes podem trazem enormes consequências: Por exemplo, está correto se concentrar nas necessidades imediatas da população global (cada vez mais crescente) em se tratando de moradia e alimentação, e está também correto dar igual atenção para o impacto que tais esforços podem produzir sobre a sustentabilidade ambiental da humanidade ao longo prazo. Contudo, e se a pressão do tempo ou a realidade econômica não permitirem realizar ambos?

Rushworth M. Kidder, fundador do instituto Ética Global e autor do livro How Good People make Tough Choices - Simon&Schuster, 1995 - (Tradução livre: Como pessoas boas fazem escolhas difíceis) identificou quatro grandes categorias entre o “certo” versus “os dilemas certos” que frequentemente carregam um elevado grau de ambiguidade e, portanto, exigem o uso de julgamento sensato. São eles: 

• Verdade versus lealdade: Você sempre diz a verdade? E quando você está sendo pressionado a revelar algo que você prometeu não revelar? Será que você não vê nenhum problema em algumas vezes comprometer sua honestidade e sua integridade com o objetivo de manter seus compromissos, cumprir suas responsabilidades ou manter suas promessas? 

• Longo prazo versus curto prazo: Será que você poderia desorganizar a vida dos membros de sua família e submetê-los a dificuldades e inconvenientes a fim de melhorar em sua carreira, decisão que, a longo prazo, irá proporcionar maiores oportunidades para seus filhos? 

• Individual versus comunidade: Você, em circunstâncias excepcionais, escolheria violar o direito individual à privacidade a fim de proteger a comunidade de, por exemplo, terroristas ou agressores sexuais? 

• Justiça versus clemência: Você suspenderia da escola um jovem ofensor e o colocaria atrás das grades ou providenciaria aconselhamento? E se somente você estiver inclinado à misericórdia, mas os outros não? Existem alguns valores fundamentais comuns geralmente aceitos que são responsáveis por guiar nossas decisões “certas versus erradas”, e que são sustentados pelas tradições de fé do mundo:

• Não mate ou mutile; respeite a vida. 

• Não minta ou pratique fraude; seja honesto e justo. 

• Não trapaceie, não roube ou prive. 

• Não se envolva em adultério ou comportamento imoral; seja fiel, amoroso e moral. 

• Obedeça à lei, cumpra suas responsabilidades; seja responsável, fidedigno e confiável. 

Entretanto, no caso dos dilemas mais complexos - certos versus certos dilemas - como você decidiria? Você toma uma decisão que poderá beneficiar um maior número de pessoas? Ou você se mantém preso aos seus princípios, independentemente do resultado, concluindo que, obedecendo aos seus princípios terá um bem maior no seu caminho. Ou então, você aplica a Regra de Ouro, se colocando no lugar do outro e toma decisão considerando este princípio? Mesmo a base do seu processo de tomada de decisão exige um julgamento sensato. O Sr. Kidder identifica os princípios básicos de tomada de decisão conforme segue abaixo: 

1- Baseado no cuidado: Fazer apenas o que você não se importaria se alguém fizesse a você.
2- Baseado em regra: Agir apenas de forma que gostaria que os outros também seguissem. 
3- Baseado no final: Fazer o que poderá produzir benefícios para a maioria das pessoas. 

Estes três princípios podem nos ajudar a pensar sobre as consequências das nossas ações. Em alguns casos (particularmente o dilema entre justiça versus clemência), o motivo, a intenção e as circunstâncias que envolvem a injustiça devem ser considerados também. O Sr. Kidder nos mostra nove “pontos de inspeção” para resolver os dilemas éticos os quais achei úteis: 

1- Primeiro, certifique-se que você está lidando com um dilema ético ao invés de um simples conflito de valores culturais, sociais ou financeiros. 
2- Identifique se você está somente envolvido ou se você está na verdade moralmente responsável e apto para agir a fim de influenciar o resultado da situação.
3- Certifique de que você possui fatos verdadeiros: como as coisas ocorreram desde o início até o ponto atual, quem estava envolvido, o que foi dito ou não, quais são as possíveis consequências para o futuro.
4- Teste se é um caso entre “certo versus errado” ou “certo versus certo”. Sua decisão será a de violar a lei? Isto perturbaria sua consciência? Se a sua decisão fosse feita pública, tal situação poderia lhe causar algum desconforto? Isto poderia também ser feito por uma pessoa a qual você tem grande consideração? 
5. Se é realmente um dilema ético, identifique qual dos quatro tipos de dilemas descritos acima se encaixa?
6- Tente aplicar os três princípios básicos mencionados acima para resolver o dilema. Qual é o mais relevante?
7- Veja se é possível “pensar fora da caixa” e chegar a um acordo entre os dois “certos”. 
8- Exercite sua coragem moral e tome a decisão. 
9- Frequentemente reavalie sua decisão a fim de reforçar e aperfeiçoar o seu bom julgamento.

No meu próprio caminho espiritual encontrei as análises e os “pontos de inspeção” mencionados pelo Sr. Kidder reafirmados e reforçados por muitos dos ensinamentos do Raja Yoga. Diariamente sou confrontado com desafios éticos que podem ser pequenos e sutis: Será que é uma atitude egoísta se distanciar um pouco da minha vida familiar para meditar e desenvolver-me espiritualmente ou eu deveria sacrificar estes esforços em favor do serviço? Será que é melhor lidar com questões e conflitos imediatamente ou esperar até que surja um momento adequado, esperar até que o tempo traga uma maior clareza e difunda algumas das cargas emocionais - especialmente quando a demora significar que todos os envolvidos deverão tolerar a falta de resolução? 

Devo ser compassivo e tolerante comigo mesmo quando cometer algum erro ou devo me disciplinar de alguma forma? Estou sendo verdadeiramente honesto comigo mesmo? Ou estou permitindo lealdade a velhas tendências, velhas crenças que influenciam ainda minhas decisões? 

Quando o poder do Bom Julgamento é aplicado para si mesmo, isto não é feito com o objetivo de criticar ou punir a si mesmo, mas sim para garantir que nossos pensamentos, palavras e ações sejam consistentemente de alta qualidade e adequados a cada situação. Algumas perguntas para refletir: eu considero as motivações, bem como as consequências das minhas decisões? Eu favoreço um princípio da tomada de decisão sobre os outros? O quanto me tornei corajoso moralmente? Quando tomo uma decisão, será que eu a sigo até o fim? 

O Raja Yoga tem me ensinado a usar o poder do bom julgamento para julgar o comportamento ao invés de julgar as pessoas; julgar ações ao invés dos indivíduos - para a justiça ou para apropriabilidade, para ética ou valor. Com um estado de mente imparcial, se eu me deparar com alguém fazendo algo errado de acordo com as leis universais, valores ou códigos de conduta, posso então aprender a usar o Poder do Bom Julgamento para me ajudar a avaliar se esta pessoa percebe que está agindo de forma errada. Se assim for, posso mostrar sentimentos de compaixão e tentar inspirar-lhe, através do meu próprio exemplo ou até mesmo como um treinamento, “coaching”, para tentar mudar o comportamento. Se ele/ela não percebe a imprecisão ou inadequação do comportamento, se não está fazendo nenhum esforço para superar a fraqueza, se está tentando afirmar como certo o que está errado, posso então sutilmente incentivá-lo(a) a ter a realização do erro, gerando respeito e bons votos para com o indivíduo.

Desta forma, os pratos da balança de bom julgamento permitem o equilíbrio entre o amor e a lei, ou seja, a aplicação de leis e disciplinas que me mantém “dentro dos limites” ou códigos de conduta adequado, bem como simultaneamente expressando amor espiritual para todos. 

Considerando que todas as ações apresentam dois lados, o Poder do Bom Julgamento me permite dar uma pausa na confluência entre ambos, e então, julgar ao invés de inclinar para algum dos lados. Aprendo assim a me manter alheio e amoroso, o qual é o objetivo de todas as práticas espirituais. 

Brahma Kumaris World Spiritual Organization 
Fonte: http://www.brahmakumaris.org
*
Citações parciais para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Om, shanti.
por Kate Price
Fauré: Cantique de Jean Racine (Choir of New College, Oxford)
*

Tempos de travessias

Ciclos que se encerram em silêncio
enquanto outros se anunciam
no íntimo dos que pressentem o chamado.

Preparam-se os campos invisíveis
onde joio e trigo se distinguem
não por julgamento externo,
mas pela vibração que cada consciência sustenta.
O que é sombra busca a própria purificação;
o que é semente fértil inclina-se à luz.

Amor e gentileza deixam de ser escolhas ocasionais,
tornam-se frequência necessária
para atravessar os portais do tempo interior.

Cada ser é conduzido,
no instante exato,
ao seu ponto de equilíbrio.
Ali, diante de si mesmo,
descobre que a verdadeira travessia
não é geográfica,
é vibracional.

Muitas lições foram semeadas
nos livros da experiência e da dor,
nos encontros e desencontros,
nos silêncios que educam a alma.
Contemplá-las é iniciação.
Vivenciá-las é transmutação.

O livre-arbítrio permanece sagrado,
lei inviolável da consciência em evolução.
Entretanto, toda escolha
alimenta luz ou densidade.
Palavras são sementes.
Pensamentos, correntes sutis
que fortalecem campos individuais e coletivos.

O que se propaga, expande-se.
O que se cultiva, floresce.

Sustentai, pois, a fé lúcida,
não a fé ingênua,
mas aquela que nasce do autoconhecimento.
Da fonte invisível de toda Vida... 
revigora os perseverantes
que aceitam a própria lapidação.

A alquimia do joio em trigo
realiza-se no laboratório do espírito,
onde impulsos densos são refinados
em consciência desperta.

Despertar é recordar.
Recordar é alinhar-se.
Alinhar-se é amar.

E amar o próximo como a si mesmo
torna-se consequência natural
da percepção de Unidade.

Assim se atravessam os tempos.
Não como quem foge da tempestade,
mas como quem aprende
a tornar-se luz
em meio à própria travessia.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Shalom!

Fábulas Edificantes para todas as Idades
A Formiga e a Pomba

Uma Formiga foi à margem do rio para beber água, no entanto, de forma inesperada, acabou sendo arrastada por uma forte correnteza, estando prestes a se afogar.

Uma Pomba, que estava numa árvore sobre a água observando a tudo, arranca uma folha e a deixa cair na correnteza perto da mesma.

Então, subindo na folha a Formiga pode flutuar em segurança até a margem mais próxima.

Eis que pouco tempo depois, um caçador de pássaros, escondido sob a densa folhagem da árvore, se prepara para capturar a Pomba.

E ele, cuidadosamente prepara sua armadilha, colocando visgo no galho onde ela repousa, sem que a mesma perceba o iminente perigo.

A Formiga, percebendo sua má intenção, imediatamente dá-lhe uma forte ferroada no pé. Tomado pelo susto e gritando de dor, ele assim deixa cair sua armadilha de visgo, e isso dá chance para que a Pomba desperte e voe para longe, se pondo finalmente a salvo.
Moral da História 1:
Não existe ato de boa vontade ou gentileza que seja coisa em vão... 
Moral da História 2:
Gratidão não se mede pelo tamanho do ato, e sim pelo valor de sua utilidade...
Notas sobre O Autor:
Esopo, o mais conhecido dentre os fabulistas, foi sem dúvida um grande sábio que viveu na antiguidade. Sua origem é um mistério cercado de muitas lendas. Mas, pode ter ocorrido por volta do ano 620 A.C. 
E embora várias localidades reivindiquem o posto maternal é comum que o tratem como originário de uma cidade chamada Cotiaeum na província da antiga Frígia, Grécia.
Acredita-se que já nasceu escravo e pertenceu a dois senhores. O Segundo viria a torná-lo livre ao reconhecer sua grande e natural sabedoria. Conta-se que mais tarde ele se tornaria embaixador. 
Em suas fábulas, ou parábolas, ricas em ensinamentos, ele retrata o drama existencial do homem, substituindo os personagens humanos por animais, objetos ou coisas inanimadas do reino vegetal, mineral, ou forças da natureza. 

Notas:

Editoria de Educação do Site de Dicas. 
Veja mais detalhes sobre o autor ou autores nas notas abaixo.
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Proibida a reprodução para fins comerciais sem a autorização expressa do autor ou site.
Sobre a Autoria:
As Fábulas publicadas nesse site, quando comparadas com as versões disponíveis no ocidente, são consideradas as mais fiéis transcrições em língua portuguesa dos escritos originais de Esopo. Usamos como referência a obra de Rev. Geo. Fyler Towwnsend, M.A., cujo trabalho resume uma vasta compilação a partir dos originais Gregos, e publicada por George Routledge and Sons, London, 1905. 
Para Pensar...

"Sem organização pessoal e disciplina o surgimento de uma boa cognição não é possível, e isso ocorre porque o cérebro tende a ordenar seus pensamentos de acordo com a natureza dos seus hábitos pessoais."

Fonte: https://www.sitededicas.com.br/fabula-a-formiga-e-a-pomba.htm