Puro…
como silêncio que escapa entre folhas,
como amor que não pergunta.
Suave…
como brisa que se desfaz,
como murmúrio que escapa da água.
Amável…
como colo que dissolve formas,
como relva que balança em silêncio.
Alegre…
como passos ainda não dados,
como luz que nasce sem alarde.
Doce…
como sombras de pássaros,
como entardecer que se esconde no tempo.
Assim é:
luz no sentir…
paz que sussurra…
amor sem medida —
descoberto em cada instante,
em cada ser.
Respira…
o mundo em suspenso,
o instante como eco de luz
o ser como espelho do silêncio etéreo.
