sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Om, shanti.

Music by Era - I Believe
“I Believe” é uma música sobre fé na humanidade,
 paz entre os povos e o poder do amor para transformar o mundo.


A Nota do Espírito

No silêncio antes das palavras
respira uma presença antiga,
tão suave
que quase passa despercebida.

Ali não há fronteiras,
nem nomes que separem o que vive.

Eu acredito
que o coração quando se torna claro
reconhece no outro
não um estranho,
mas outra forma da mesma luz.

O medo nasce da distância inventada,
da ilusão de que estamos sós
num universo fragmentado.

Mas quando a alma se aquieta,
os rostos tornam-se espelhos,
e cada olhar revela
uma centelha do mesmo fogo secreto.

Cada ser é um sinal vivo
inscrito no grande livro invisível,
uma vibração única
na harmonia do todo.

Somos notas diferentes
na mesma música eterna,
e o Espírito; silencioso compositor 
tece com nossas vidas
uma melodia que atravessa o tempo.

O aprendizado mais profundo
não é tornar-se outro,
mas retirar os véus do esquecimento
e permitir que a essência apareça.

E quando enfim aceitamos
a forma interior que nos habita,
descobrimos que o segredo
guardado no centro de todas as buscas
é simples como respirar:

lembrar que já somos
a nota do Espírito

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Om Shanti!!!

Perseveremos!
#studymusic #musicforstudying #ambientmusic
4 horas de música ambiente de estudo para se concentrar
 - melhorar nosso foco e concentração
*
Segue este belo texto, de uma amiga:

"Não há florestas de ipês.
Há ipês nas florestas.
Um aqui, outro lá.
Como não há multidão de amigos.
Há amigos na multidão.
Raros, consistentes, mas poucos.
O ipê marca sua presença na paisagem,
como o amigo marca sua presença na memória.
No ipê, a flor é frágil e passageira.
O tronco é sólido e resistente.
O tronco é a alma.
A flor é a palavra.
No amigo, mais que na palavra é na alma
que se apoia o coração que busca.
Mais importante que aquilo que se diz
é aquilo que se é...
O ipê chama atenção, mas não se exibe.
É assim com o amigo. Presente na hora exata.
Não alardeia a amizade que oferece.
O ipê nada pede.
Nasce espontâneo e não fica a exigir cuidados.
Como o amigo, que não é interesseiro.
Entre tantas lições que nos dá o ipê,
esta, da amizade, é das mais preciosas.
Não é rico, porque não tem frutos.
Consegue ser amado por aquilo que é.
Ele vem dizer, todos os anos, que a amizade é um tesouro.
Como o ouro da cor que o reveste.
Cultive a amizade, ela é forte como o tronco do ipê.
É como a vida que não desiste."
(Autor desconhecido)
Namastê buscadores!

 Estudo biográfico:

Ailton Krenak - Uma fonte de sabedoria


Uma sinfonia para a terra e um canto
 ao seu povo e seus ancestrais
Ailton Krenak | foto: Guito Moreto/ Agência O Globo

"Se eu pudesse inspirar uma atitude global seria:
 pare e sonhe. Se nós tivermos coragem para sonhar, 
é porque acreditamos que existem mundos, possibilidades."
- Ailton Krenak, em "Ainda dá tempo de salvar o planeta". 
Revista Trip, 2020.
*
ESBOÇO BIOBIBLIOGRÁFICO DE AILTON KRENAK
Ailton Krenak - líder indígena, ambientalista, escritor, pesquisador e jornalista. Nasceu em 29 de setembro de 1953, em Itabirinha de Mantena, Minas Gerais, na região do vale do rio Doce, território do povo Krenak, um lugar cuja ecologia se encontra profundamente afetada pela atividade de extração de minérios. 
Ativista do movimento socioambiental e de defesa dos direitos indígenas, organizou a Aliança dos Povos da Floresta, que reúne comunidades ribeirinhas e indígenas na Amazônia. É um dos mais destacados líderes do movimento que surgiu durante o grande despertar dos povos indígenas no Brasil, que ocorreu a partir da década de 1970. Contribuiu também para a criação da União das Nações Indígenas (UNI).
Ailton tem levado a cabo um vasto trabalho educativo e ambientalista, como jornalista, e através de programas de vídeo e televisivos. A sua luta nas décadas de 1970 e 1980 foi determinante para a conquista do “Capítulo dos índios” na Constituição de 1988, que passou a garantir, pelo menos no papel, os direitos indígenas à cultura autóctone e à terra. É coautor da proposta da Unesco que criou a Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço em 2005 e é membro de seu comitê gestor. 
Na década de 1990, criou o Festival de Danças e Culturas Indígenas, na Serra do Cipó. 
Foi assessor especial do Governo de Minas Gerais para assuntos indígenas de 2003 a 2010. 
A sua luta em defesa dos povos indígenas, foi reconhecido nacional e internacionalmente, recebeu: Prêmio "Direitos Humanos Lettelier-Moffit", da Fundação Letellier - USA (1987); Prêmio "Onassis - Homem e Sociedade", da Fundação Aristóteles Onassis - Grécia (1989); "Prêmio Nacional de Direitos Humanos" - Brasil (2005); "Comendador Ordem do Mérito Cultural", da Presidência da República do Brasil (2008); Prêmio "Chico Mendes" de Florestania – Acre (2008); "Grã-Cruz da Ordem do Mérito Cultural", da Presidência da República do Brasil (2015); Prêmio Mestre das Periferias, do Instituto Maria e João Aleixo - IMJA(2018);  Prêmio Juca Pato de "Intelectual do Ano", da União Brasileira de Escritores - UBE(2020); Prêmio "Trip Transformadores" (2021). 
Em 2016, a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) ortorgou a Krenak o título de Professor Doutor Honoris Causa, um reconhecimento pela sua importância na luta pelos direitos dos povos indígenas e pelas causas ambientais no país. É na UFJF professor de Cultura e História dos Povos Indígenas e Artes e Ofícios dos Saberes Tradicionais.
Publicou os seguintes títulos: "O lugar onde a Terra descansa" (2000); "Ailton Krenak: encontros" (2015); "Ideias para adiar o fim do mundo" (2019); "O amanhã não está à venda" (2020) e a "A vida não é útil" (2020). O seu livro "Ideias para adiar o fim do mundo" está traduzido para o inglês, italiano, francês, espanhol, holandês e alemão. Participa ainda de várias antologias poéticas e ensaísticas; tem artigos publicados em revistas e periódicos no Brasil e exterior.  
Participou e é protagonista (de vários) das séries documentais: "Índios no Brasil" (2000) e "Taru Andé – O encontro do céu com a terra" (2006-2007); "Guerras do Brasil.doc" - episódio 'As Guerras da Conquista' (2018); dos documentários: "Tamboro" (2009); "Índio Cidadão?" (2014); "Índios no poder" (2015); "Ailton Krenak e o sonho da pedra" (2017); "Amazônia - o despertar da Florestania" (2018); e do especial "Falas da Terra" (2021).
Participou de exposições de artes: "Armadilhas Indígenas" (2016); "A queda do céu" (2019); "O Rio dos Navegantes" (2019-2020) e "Moquém_Surarî: arte indígena contemporânea" (2021).
Ailton Krenak | foto: Adriana Moura  

"Se a Terra adoecer, nós adoecemos junto.
Não tem jeito de sermos pessoas saudáveis 
com o planeta todo quebrado."
- Ailton Krenak, em entrevista "trocamos nossa
 humanidade por coisas". Revista TRIP, 26.6.2021.
*
"Se a gente não aprender a pisar suavemente
 na Terra, o céu cai sobre a nossa cabeça."
- Ailton Krenak, em entrevista "trocamos nossa
 humanidade por coisas". Revista TRIP, 26.6.2021.
*
"Eu sou um sujeito coletivo. O fato de ter me dedicado desde muito cedo a olhar em torno de mim, reconhecer as realidades que me circundavam, pensar o que eu podia fazer para ajudar a melhorar essas realidades e fazer o que podia, resultou na biografia de alguém chamado de importante liderança indígena no nosso Brasil."
- Ailton Krenak ao receber o título de doutor honoris causa da UFJF (2016)
*

"Cada igarapé tem um nome, e esse nome é invocação de outros seres, dos seus parentescos, das narrativas mais antigas que chegam em nossa memória. Isso que dá sentido para chamar a terra de mãe, porque ela não é uma coisa; não é uma gleba, um lote, um terreno, uma fazenda."

Ailton Krenak, em "A Potência do Sujeito Coletivo
 - Parte I" (entrevista). Revista Periferias, s./data.
Ailton Krenak - foto: Miguel Manso

Excertos do livro "Ideias para adiar o fim do mundo". de Ailton Krenak


Da conferência "Ideias para adiar o fim do mundo"
{IDEIAS PARA ADIAR O FIM DO MUNDO — Palestra proferida no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, em ciclo de seminários coordenado por Susana de Matos Viegas, no dia 12 de março de 2019, como atividade preparatória à 
“Mostra ameríndia: Percursos do cinema indígena no Brasil”}

"Há centenas de narrativas de povos que estão vivos, contam histórias, cantam, viajam, conversam e nos ensinam mais do que aprendemos nessa humanidade. Nós não somos as únicas pessoas interessantes no mundo, somos parte do todo. Isso talvez tire um pouco da vaidade dessa humanidade que nós pensamos ser, além de diminuir a falta de reverência que temos o tempo todo com as outras companhias que fazem essa viagem cósmica com a gente." 
- Ailton Krenak, da conferência 'Ideias para adiar o fim do mundo',  no livro "Ideias para adiar o fim do mundo". Companhia das Letras, 2019.
*
"Cantar, dançar e viver a experiência mágica de suspender o céu é comum em muitas tradições. Suspender o céu é ampliar o nosso horizonte; não o horizonte prospectivo, mas um existencial. É enriquecer as nossas subjetividades, que é a matéria que este tempo que nós vivemos quer consumir. Se existe uma ânsia por consumir a natureza, existe também uma por consumir subjetividades — as nossas subjetividades. Então vamos vivê-las com a liberdade que formos capazes de inventar, não botar ela no mercado. Já que a natureza está sendo assaltada de uma maneira tão indefensável, vamos, pelo menos, ser capazes de manter nossas subjetividades, nossas visões, nossas poéticas sobre a existência." 
- Ailton Krenak, da conferência 'Ideias para adiar o fim do mundo',  no livro "Ideias para adiar o fim do mundo". Companhia das Letras, 2019.
*
"Definitivamente não somos iguais, e é maravilhoso saber que cada um de nós que está aqui é diferente do outro, como constelações. O fato de podermos compartilhar esse espaço, de estarmos juntos viajando não significa que somos iguais; significa exatamente que somos capazes de atrair uns aos outros pelas nossas diferenças, que deveriam guiar o nosso roteiro de vida. Ter diversidade, não isso de uma humanidade com o mesmo protocolo. Porque isso até agora foi só uma maneira de 
homogeneizar e tirar nossa alegria de estar vivos."
- Ailton Krenak, da conferência 'Ideias para adiar o fim do mundo',  no livro "Ideias para adiar o fim do mundo". Companhia das Letras, 2019.
Ailton Krenak - foto: João Kehl/Revista Cult


“Aqui, do outro lado do rio, há uma montanha que guarda a nossa aldeia. Hoje ela amanheceu coberta de nuvens, caiu uma chuva e agora as nuvens estão sobrevoando seu cume. Olhar para ela é um alívio imediato para todas as dores. A vida atravessa tudo, atravessa uma pedra, a camada de ozônio, geleiras. A vida vai dos oceanos para a terra firme, atravessa de norte a sul, como uma brisa, em todas as direções. A vida é esse atravessamento do organismo vivo do planeta numa dimensão imaterial. A vida que a gente banalizou, que as pessoas nem sabem o que é e pensam que é só uma palavra. Assim como existem as palavras “vento”, “fogo”, “água”, as pessoas acham que pode haver a palavra “vida”, mas não. 
Vida é transcendência, está para além do dicionário,
 não tem uma definição.”

– Ailton Krenak, do texto “Não se come dinheiro”, no livro “A vida não é útil”. 

*

“Nós estamos, devagarzinho, desaparecendo com os mundos que nossos ancestrais cultivaram sem todo esse aparato que hoje consideramos indispensável. Os povos que vivem dentro da floresta sentem isso na pele: veem sumir a mata, a abelha, o colibri, as formigas, a flora; veem o ciclo das árvores mudar. Quando alguém sai para caçar tem que andar dias para encontrar uma espécie que antes vivia ali, ao redor da aldeia, compartilhando com os humanos aquele lugar. O mundo ao redor deles está sumindo. Quem vive na cidade não experimenta isso com a mesma intensidade porque tudo parece ter uma existência automática: você estende a mão e tem uma padaria, uma farmácia, um supermercado, um hospital. Na floresta não há essa substituição da vida, ela flui, e você, no fluxo, sente a sua pressão. Isso que chamam de natureza deveria ser a interação do nosso corpo com o entorno, em que a gente soubesse de onde vem o que comemos, para onde vai o ar que expiramos. Para além da ideia de “eu sou a natureza”, a consciência de estar vivo deveria nos atravessar de modo que fôssemos capazes de sentir que o rio, a floresta, o vento, as nuvens são nosso espelho na vida. Eu tenho uma alegria muito grande de experimentar essa sensação e fico procurando comunicá-la, mas também respeito o fato de que cada um tem a sua passagem por este mundo.”

- Ailton Krenak, do texto "A vida não é útil", no livro 

"A vida não é útil". Companhia das Letras, 2020. 

*

"A nossa mãe, a Terra, nos dá de graça o oxigênio, nos põe para dormir, nos desperta de manhã com o sol, deixa os pássaros cantar, as correntezas e as brisas se moverem, cria esse mundo maravilhoso para compartilhar, e o que a gente faz com ele? O que estamos vivendo pode ser a obra de uma mãe amorosa que decidiu fazer o filho calar a boca pelo menos por um instante. Não porque não goste dele, mas por querer lhe ensinar alguma coisa. “Filho, silêncio.” A Terra está falando isso para a humanidade. E ela é tão maravilhosa que não dá uma ordem. Ela simplesmente está pedindo: “Silêncio”. Esse é também o significado do recolhimento."
- Ailton Krenak, no livro "O amanhã não está à venda". 
Companhia das Letras, 2020.
*
"Para algumas pessoas, a ideia de sonhar é abdicar da realidade, é renunciar ao sentido prático da vida. Porém, também podemos encontrar quem não veria sentido na vida se não fosse informado por sonhos, nos quais pode buscar os cantos, a cura, a inspiração e mesmo a resolução de questões práticas que não consegue discernir, cujas escolhas não consegue fazer fora do sonho, mas que ali estão abertas como possibilidades."
- Ailton Krenak, da conferência "Do sonho e da terra", no livro "Ideias para adiar o fim do mundo". Companhia das Letras, 2019.

Ailton Krenak | foto acervo Elástica.

OBRAS DE AILTON KRENAK

Livros
:: O lugar onde a Terra descansa. Ailton Krenak. [fotografias de Adriana Moura, Zaida Siqueira, Igor Pessoa e José Caldas]. Rio de Janeiro: ECO Rio/Núcleo de Cultura Indígena, 2000.
:: Ailton Krenak: encontros. [organização de Sergio Cohn; apresentação Eduardo Viveiros de Castro]. Coleção Tembetá. Rio de Janeiro: Azougue, 2015. {a obra reúne uma série de entrevistas concedidas por Krenak entre 1984 e 2013; e o discurso na Constituinte, no Congresso Nacional, em 1987}. Disponível no link. (acessado em 9.9.2021).
:: Ideias para adiar o fim do mundo. Ailton Krenak. [capa Alceu Chiesorin Nunes]. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. 
:: Ideias para adiar o fim do mundo. Ailton Krenak. .. [posfácio de Eduardo Viveiros de Castro; capa Alceu Chiesorin Nunes]. Nova edição. São Paulo: Companhia das Letras, 2ª ed., 2020. 
:: O amanhã não está à venda. Ailton Krenak. São Paulo: Companhia das Letras, 2020. {disponível em e-book grátis no link.}.
:: A vida não é útil. Ailton Krenak. [pesquisa e organização de Rita Carelli; capa Alceu Chiesorin Nunes]. São Paulo: Companhia das Letras, 2020. 

Caderno educativo em e-book
:: Caminhos para a cultura do Bem Viver. Ailton Krenak. [org. Bruno Maia; ilustração de capa Bruno Big]. Rio de Janeiro: Cultura do Bem Viver/Escola Parque, 2020. Disponível no link. (acessado em 13.9.2021).

AILTON KRENAK NA REDE

:: Instagram: @_ailtonkrenak
:: Contato: ailtonkrenak@gmail.com
:: Biblioteca do Ailton Krenak. Disponível no link. (acessado em 16.9.2021).
KRENAK DO RIO DOCE -  NA REDE
OUTRAS FONTES DE PESQUISA
:: SELVAGEM ciclo de estudos sobre a vida [Concebido por Anna Dantes, orientado por Ailton Krenak, produzido por Madeleine Deschamps e realizado por um coletivo que envolve parceiros, apoiadores, participantes e público]. Site oficial e Canal do Youtube (acessado em 16.9.2021).
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Arte: Ailton Krenak, por Edu Santos | Guará Arts.
© Direitos reservados ao autor/e ou ao seus herdeiros
© Pesquisa, seleção, edição e organização: Elfi Kürten Fenske
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Para acesso à leitura integral, deste trabalho de conscientização... 
Por gentileza, acessem diretamente à Fonte: 
https://www.elfikurten.com.br/2021/09/ailton-krenak.html
Direitos Reservados © 2021 Templo Cultural Delfos 

terça-feira, 21 de setembro de 2021

 Namastê buscadores!

As Crianças e o Mundo Real, 
a Desconstrução das Fantasias Infantis - Parte 1

Autor: Jon Talber [1]

Por que será que criamos um mundo de fantasias para nossas crianças, se o mundo que irão herdar, o real, em nada se assemelha a essa bizarra caricatura?

"Quando a realidade é tratada como uma fantasia, na cabeça da criança, a fantasia se torna uma realidade impossível de ser alcançada..."

"Uma coisa precisamos entender de uma vez por todas: para uma criança, ainda imatura e sem senso crítico formado, as posturas patológicas, mesmo aquelas mais absurdas, são para elas, simples ensinamentos que irão integrar ao seu comportamento, e o mais importante, farão isso sem hesitar..."

Examinando com olhos imparciais as raízes primárias da Questão...

Lembrando sempre que criança não aprende senão por meio da imitação, e que a arte de imitar é um atributo inato. Não ensinamos uma criança a imitar; apenas lhes mostramos o que precisam imitar, ou repetir, o que dá no mesmo.

Imitar é uma coisa tão natural quanto o ato de respirar. É uma função do cérebro; um recurso imprescindível para a sobrevivência do ente que ora adentra naquele novo mundo. Sim, é isso mesmo, o mundo parece uma coisa Nova para a criança, uma vez que em sua mente, nenhuma experiência do viver existe.

Ela não sabe o que significa mãe, ou pai, ou irmão, ganância ou religião. Ou seja, não sabe o significado de nada que exista à sua volta. Não sabe o que é desafeto ou afeto; medo ou coragem; antipatia ou simpatia; raiva ou compreensão. Não sabe o que é sentimento, nem desejo. E como nada conhece da vida, sequer sabe o que é estar viva.

Mas, para quem já está no mundo e dele já é parte integrante e atuante, quer dizer nós os adultos, tudo isso já é coisa conhecida. Somos inquilinos mais antigos, e agora somos replicadores dos mesmos procedimentos que antes foram usados para nos informar como as coisas desse mundo supostamente funcionavam. Para essa “nova” criança ou geração, o necessário agora é apenas se adaptar às regras psicológicas que já tornam a sociedade um lugar finalizado e pronto para abrigar os novos inquilinos. E tão logo essa criança seja condicionada segundo esses parâmetros, terá adquirido uma personalidade, uma identidade pessoal capaz de interagir socialmente com as demais.

Conheça quais são os efeitos dos pensamentos

 Negativos dentro do universo infantil

E é desse mundo tão bem conhecido por todos nós, ou cartilha, que esse novo inquilino ainda criança irá copiar todos os elementos necessários para compor os modelos de comportamentos mais adequados para si mesmo. Ali já estão estabelecidas suas futuras preferências, opiniões, crenças, Frustrações, ideais, sentimentos, medos, vícios, e consequentemente, sua forma de pensar. De sua parte não precisará ter trabalho algum. Sua mente ora vazia, logo será preenchida como se fora uma folha de papel em branco, que agora se reproduz numa copiadora, recebendo a imagem de um imenso gabarito com os procedimentos operacionais e protocolos transmitidos por uma matriz que podemos chamar de tradição.

O resto é adaptação, conformação, treinamento intensivo, para que se torne um hábil imitador; um mímico dos hábitos já adotados pelos outros. Não existirá, portanto, um gesto novo, mas apenas um novo “ente”, que ao seu temperamento inato, irá gradualmente agregar as antigas condutas, todas já aprovadas para uso pela mesologia onde nasceu; o local onde foi “educado” ou vive.

Os verdadeiros criadores dos conflitos infantis...

E como regra, há um mundo especial construído apenas para as crianças. Este, intencionalmente é separado do mundo dos adultos. Ali não se fala de problemas ou doenças, ou de coisas desagradáveis. E até os personagens são surreais; criados pela fantasia dos adultos. Não se trata de um Mundo Infantil, mas de um bizarro mundo adulto hipoteticamente idealizado para acolher às crianças. Não foi feito para as crianças ou mesmo para suprir suas necessidades, mas para que os adultos pudessem colocar suas crias dentro dele, com a intenção de condicioná-las ou domesticá-las conforme padrões e protocolos já estabelecidos.

Não é um mundo de novas descobertas, mas de velhos hábitos e grandes ilusões, especialmente projetado para os novos inquilinos. Um bioma que antagoniza com os fatos. Ali a criança sorri e recebe presentes e mimos todo o tempo, como se isso fosse prática comum no mundo real. Por isso mesmo, inevitavelmente, à medida que cresce, já mergulha num ambiente repleto de conflitos, uma vez que ficará frustrada, angustiada, ao se deparar com a rudeza própria de um mundo de verdade, cuja existência até então desconhecia.

Como tudo lhe foi ocultado, passará grande parte de sua vida, da juventude em diante, tentando superar os dramas pessoais, e outro tanto tentando se adaptar a essa “nova” realidade, absolutamente diferente daquela extraordinária utopia ou paraíso onírico que lhe foi apresentado desde a primeira infância.

As Crianças e o Mundo Real, 

a Desconstrução das Fantasias Infantis - Parte 2

Os problemas do mundo real precisam ser levados a sério desde cedo, ou desde tarde continuarão sem solução...

"A verdadeira inteligência se desenvolve em meio às turbulências das necessidades mais urgentes e não em meio à calmaria estacionária..."

"Uma criança, apesar de imatura não é burra... Burrice é queimar a mão no fogo por ignorar um risco conhecido; imaturidade é queimar a mão no fogo por desconhecer os riscos..."

Examinando os conflitos humanos...

O que são os conflitos senão uma visão antagônica de qualquer aspecto da vida? Aprendemos, tomamos conhecimento de alguma coisa, que pode ser uma ideia ou um comportamento, e após nos identificarmos com aquela condição, logo nos confrontamos com outra realidade que diverge da nossa. Como fomos orientados a receber, conviver, com tais contradições, isso é que fará toda diferença na trilha da vida.

Mas, o modo de como lidar com esses contrastes não faz parte da pedagogia da vida. Por isso, desde cedo, nossa mente se torna inflexível, fossilizada, velha, apesar do aspecto somático jovem.

É a fantasia que ganha consistência em nossas vidas sob mil disfarces. É o aspecto religioso com as promessas de um mundo melhor quando sequer tentamos compreender as razões da deformação do nosso. É o misticismo de um lugar mágico repleto de prazeres que nos aguarda em um local incerto, atemporal, o combustível necessário para que durante todo nosso viver a ilusão de um bioma de faz de contas acompanhe nossa sombra.

E o Mundo real versus mundo ideal será para sempre, na mente do jovem ou adulto, antes uma criança mergulhada num reino de ilusões, uma fantasia que jamais poderá ser alcançada; um sonho que nunca será erradicado por completo das suas aspirações mais profundas. Trata-se de um paradoxo concebido após a criação daquele universo paralelo repleto de maravilhas e harmonia, que ora entra em brutal conflito com a crua patológica realidade.

A verdadeira educação é um processo que está além da pauta das pedagogias sociais disponíveis em nosso tempo...

Cuidar de uma criança com carinho é uma coisa, inventar uma realidade paralela como forma de carinho é acima de tudo uma maldade pautada na ignorância e falta de respeito; uma mentira cujas consequências negativas a acompanhará para sempre.

Zelo, cuidado e boa condução, são requisitos necessários dentro do mundo real, não em um de faz de contas. Precisamos ensinar ética e respeito justamente porque nosso mundo é carente destas coisas. E o melhor lugar para começar esse magistério é dentro de nossas casas, onde a criança está segura, sob nossos cuidados.

Quando mostramos para uma criança que existe um mundo virtual, de faz de contas, preparado especialmente para elas e onde os problemas humanos não existem, estamos também lhes ensinando a não enfrentar com altivez e coragem as dissidências e percalços da vida real. Isso talvez explique o grande sucesso dos fármacos entorpecentes, aqueles que são usados maciçamente como forma de mascarar a dura realidade dos fatos que ainda não temos competência para enfrentar.

Atribuir culpa ao mundo pelas suas distorções não é a solução. Entretanto, individualmente, é possível perceber de maneira inequívoca que, mesmo não sendo os autores das anomalias e deformações desse mundo, como agentes replicadores de costumes e tradições, sem dúvida, ainda somos agentes ativos no processo de reafirmação e consolidação desse Status Quo.

E quanto tempo mais isso irá durar vai depender da nossa vontade e pioneirismo; da nossa firme convicção de que algo precisa ser feito. (...) 

As Crianças e os Conflitos com os Pais;

 as Causas e os Efeitos - Parte 1

Autor: Jon Talber - Alberto Filho [1]

"O ato de Compartilhar as boas experiências deveria ser uma coisa tão natural quanto o ato de sentir satisfação por não repetir erros..."

"A prática sistemática da competição entre indivíduos é o combustível que incita e Apoia a animosidade e o antagonismo entre amigos..."

"Uma das mais recorrentes reclamações dos jovens tem sido a falta de espaço para falar ou serem ouvidos dentro de suas próprias casas..."

Examinando com olhos imparciais 

as raízes primárias da Questão...

Você sabia que as crianças e os jovens preferem escutar os adultos que também lhes dão ouvidos? Observe a si mesmo. Com quem você prefere conversar? Com um amigo que lhe escuta, ou com outro que o trata com indiferença, aquele tipo que olha atravessado para suas opiniões? Por que essa verdade não poderia servir também de modelo, como uma evidência concreta e incontestável de um fato, enfim, como lastro para o início do nosso relacionamento com nossos filhos?

Psicologicamente uma criança é feita das memórias que lhes são transmitidas pelos sentidos a partir das experiências de vida. Ela escuta, observa, toca, sente o cheiro, o paladar, e se tudo isso agrada, é gravado como coisa boa, necessária ao seu bem estar. A mesma regra se aplica aos aspectos desagradáveis. Bem estar é uma regra instintiva cultivada por todo animal, seja racional ou não. Trata-se de um recurso necessário à sua sobrevivência.

Se os agrados exagerados criam mais estragos que benefícios, a gratificação discreta, bem conduzida e carinhosa, além de lhes ensinar de maneira inteligente e sensata sobre os princípios da cordialidade, aumenta sua autoestima e edifica.

Pais carinhosos, com presença marcante no seu dia a dia, então, se tornam coisa necessária ao seu progresso sensorial e saúde mental. Assim, ela sentirá prazer ao conviver com seus pais no dia a dia. Nesses primeiros contatos, quando já está na idade das perguntas, o princípio da dúvida deve ser incentivado. O estímulo à dúvida a tornará mais curiosa, mais próxima dos pais, e a depender da receptividade, verá neles amigos e confidentes com os quais sempre poderá contar, e de cuja presença, jamais abrirá mão.

Compreendendo o processo cognitivo infantil.

Uma criança aprende por imitação, depois por aceitação de padrões, e por último, emocionalmente. As habilidades motoras ela imita; os conceitos ela aceita; os sentimentos ela sensorialmente experimenta, e eis a base de onde brotará sua personalidade e modelo comportamental.

Se a televisão ou Internet estão presentes em todas suas horas de vigília, logo servirão como modelos inspiradores. E aquelas fantasias, por mais distorcidas e bizarras que sejam aos olhos de alguém mais esclarecido, para ela, trata-se de uma realidade com a qual poderá se identificar, e assim, digna de ser imitada. Por isso, não se engane, até as propagandas terão impacto sobre o comportamento infantil, interferindo de maneira dramática no status do seu temperamento original. Lembre-se, a criança ainda está coletando subsídios para montar sua personalidade e caráter, e o mais importante, não possui uma gota de discernimento ou bom senso.

O Despertar da Autoconfiança

Seria possível a qualquer um o despertar da Autoconfiança?

E, algumas vezes, ao contrário dos pais, televisão e Internet estão sempre presentes e dispostas a preencher seus momentos ociosos, todas as horas, sempre que for necessário. Por isso, as conceituações e doutrinas ali dramatizadas, dentro de suas cabeças, terão mais força condicionante que as palavras dos pais, nem sempre tão presentes, especialmente na hora de desfazer suas dúvidas. Aqui vale o velho ditado: “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, ou a versão adaptada para estas ocasiões: “Falsos conceitos em terra sem dono – como é o caso da mente infantil – de tanto insistir se fixa como patrono...”

O tamanho da alienação, uma Lavagem Cerebral

 que começa cada vez mais cedo...

Lavagem Cerebral, vencer pela insistência, essa é a regra dos criadores de comportamentos, alienações, fanatismos, da subserviência planejada, dirigida, que é praticada pela poderosa máquina criadora de novos hábitos. E esses verdadeiros “guias” com suas ideias, que depois se transformam em verdadeiras doutrinas existenciais, acabarão por criar nos jovens, ainda imaturos, comportamentos patológicos muitas vezes contrários aos exemplos de casa, ou mesmo aos princípios da ética universal.

Educar com conflito é o mesmo que conduzir por rédeas; você até conduz, mas não pela vontade do conduzido. Pela dominação não há educação, apenas conformação ou resignação. Pela conformação não existe um cidadão, apenas um protótipo de gente, sem vontade própria. Por dentro não será em nada diferente de um autômato ou zumbi amestrado, movido pelas ideias dos oportunistas, sob domínio do poder hipnótico ou força sedutora de quem quer que seja.

Compreender um filho é entender que ele ainda não possui uma personalidade, a exemplo da nossa. Examinar nossa própria personalidade nos faculta a encontrar as falhas causadoras dos conflitos, uma vez que todas elas estão hospedadas no interior de nossa psique. E neles, em nossos filhos, por enquanto, esse repertório patológico ainda não existe.

Criança birrenta, malcriada, insegura, tudo isso reflete aquilo que ora somos. Elas não têm como aprender sozinhas, por esse motivo, não poderão prescindir de um mestre, ou de vários. E se não estamos presentes, outros certamente se encarregarão de ocupar este espaço. Lembre-se, criar uma mania ou vício é a coisa mais simples do mundo; desfazer-se disso depois, acredite, não é.

As Crianças e os Conflitos com os Pais;

 as Causas e os Efeitos - Parte 2

O ato de Compartilhar as boas experiências deveria ser uma coisa tão natural quanto o ato de sentir satisfação por não repetir erros...

"A verdadeira inteligência se desenvolve em meio às turbulências das necessidades mais urgentes e não em meio à calmaria estacionária..."

"Sem o exemplo pessoal caseiro que lhe sirva de gabarito para construir uma personalidade austera, a saúde da psique infantil estará irremediavelmente comprometida..."

Um exemplo pessoal que vale como

 uma lição para toda vida...

Saber o que psicologicamente somos é fundamental para a correta condução psicológica dos nossos filhos e discentes. Mesmo quando tentamos esconder aquilo que somos, ainda assim, podemos ver nossas verdadeiras inclinações incorporadas no comportamento deles, uma vez que sua inocência ainda não permite o agir dissimulado, uma prática corrente entre os adultos.

Quem não gosta de mimo ou de um agrado, ou de ser tratado com cordialidade? Existe mimo sem instrução? Existe comportamento sem instrutor? Então, por que ficamos chocados quando nossas crianças, no seu modo espontâneo de ser, acabam por expressar através de Comportamentos que consideramos Inadequados os reflexos de toda deseducação que receberam dentro de casa, de nós mesmos?

Conduzir não é suprir. Educação não é repetição. No entanto, a negação dessa repetição, sim. Correção não é condução cega, mas a ausência desta, sim. Corrige-se aquilo que está gasto, falho. Assim o problema é a correção e não aquilo que ela se presta a consertar.

Existe a correção porque existe a falha; existe a falha porque falhamos, porque tudo falhou, e perceber essa verdade pode significar a erradicação ou descontinuidade desse processo nosográfico. Saber onde falhamos de nada serve se continuamos a seguir a mesma velha e surrada cartilha, já corrompida, violada, que um dia adotamos como guia para nossas próprias vidas. Trata-se de um roteiro que não mais deveria servir para nossas crianças.

Se você percebe uma falha pessoal e não a corrige na origem, com o tempo acreditará tratar-se de uma virtude...

Entretanto, por algum motivo desconhecido, lá nas profundezas do nosso inconsciente, queremos consertar o mundo ou o remodelar de conformidade com nossas inclinações. Felizmente não sabemos como fazê-lo. Conforta-nos a ideia de que tudo funcionaria melhor se cada um de nós fosse uma espécie de guia condutor, uma medida, o gabarito padrão que serviria de referência comportamental para o resto da humanidade.

Perceber que falhamos, que a sociedade falhou, que nossos vícios e manias serão heranças incondicionais para nossos filhos, não por que assim o desejamos, mas porque a mente do mundo está doente, deformada, deteriorada como uma ferida que nunca cicatriza, isso seria o primeiro indício do Despertar da Inteligência.

Educar nossos filhos, não pelo mesmo manual que usamos como tutorial para nossas vidas, mas, com uma nova postura, onde iremos mostrar para eles o mundo exatamente como ele é. Um bioma Viciado, Doente, Deformado, enfim, sua verdadeira feição. Isso é sabedoria, e acima de tudo, decência; um dever responsável, uma conduta da mais elevada ética, respeito e dignidade.

Talvez, desde cedo cientificados de todos esses problemas, tenham mais sucesso que nós na tentativa de resolvê-los, uma vez que desde tarde, apenas aprendemos a empurrar a sujeira para debaixo do tapete.

Notas:

Editoria de Saúde e Educação do Site Mundo Simples.

Email: contato@mundosimples.com.br

Veja mais detalhes sobre o autor ou autores nas notas abaixo.

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[1] Jon Talber - jontalber@gmail.com

É Pedagogo, Antropólogo e autor especializado em Educação Integral e Consciencial. É colaborador voluntário do nosso Site.

O autor não possui Website, Blog ou página pessoal em nenhuma rede social.

Alberto Filho - albfilho@gmail.com

É pesquisador das Ciências Cognitivas e orientador em educação infantil e adulta, inclusive da terceira idade, com especialização em Educação Integral. É também escritor de contos infantis e adultos, e um dos colaboradores deste Site.

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Para Refletirmos... 

"Conhecer a si mesmo contempla duas condições: enumerar todos os traços fracos ou falhos, assim como os fortes ou qualidades. E se os primeiros precisam de ajuste e reciclagem, os outros precisam ser potencializados..."

Mais artigos dos autores em:

 https://www.sitededicas.com.br

https://www.mundosimples.com.br/

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

 Om Shanti!!!

Perseveremos no Amor!

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*

"Quando você é diferente, o mundo todo é diferente.

Não é uma questão de criar um mundo diferente,

é apenas uma questão de criar um você diferente.

Você é o seu mundo, então se você muda, o mundo muda."

*

"Escute os sons da natureza e da mesma forma escute as pessoas. 

Escute sem impor coisa alguma ao que você está escutando – 

não julgue, pois no momento em que você julga, a escuta cessa."

*

"A liberdade é algo interno; é da consciência. Você pode ser livre em qualquer lugar ... , em uma prisão, você pode ser livre -  e você pode não ser livre fora da prisão, em sua própria casa, visivelmente absolutamente livre, mas você será um prisioneiro se sua consciência não for livre."

*

"O ser é você e descobrir o seu ser é o começo da vida."

(Osho)

"Não importa o tempo que leva até os seus "olhos abrirem" para a realidade... O importante é você reconhecer e agir quando a ficha finalmente cair."

"Se a gente não olha para dentro de nós, será muito difícil entendermos o que realmente queremos para nossa vida, qual deverá ser a nossa jornada de iluminação e como podemos ser pessoas melhores. 

O autoconhecimento é definitivamente a chave para evoluirmos."

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

      Namastê buscadores!

 Site TODA MATÉRIA:

LITERATURA BRASILEIRA


 Escrito por Márcia Fernandes 

As Escolas Literárias são as formas como estão divididas a literatura mediante as características apresentadas em cada uma delas. Essa divisão depende, entre outros aspectos, principalmente dos momentos históricos.

Também chamadas de movimentos literários, as escolas literárias dividem-se em eras, sendo elas: era colonial e era nacional.

Escolas da Era Colonial

As escolas da era colonial refletem a influência da literatura portuguesa, afinal surge com o descobrimento do Brasil até alguns anos antes da sua independência.

EscolasCaracterísticasAutores e Obras
Quinhentismo (1500 - 1601)Textos de caráter informativo e de caráter pedagógico.

O Quinhentismo representa a primeira manifestação literária no Brasil que também ficou conhecida como "literatura de informação".

É um período literário que reúne relatos de viagem com características informativas e descritivas. São textos que descrevem as terras descobertas pelos portugueses no século XVI, desde a fauna, a flora e o povo.

Vale lembrar que o Quinhentismo brasileiro ocorreu paralelo ao Classicismo português e o nome do período refere-se a data de início: 1500.

  • Pero Vaz de Caminha - Carta de Pero Vaz de Caminha a el-rei D. Manuel
  • Gândavo - Tratado da Terra do Brasil
  • José de Anchieta - Poema à Virgem
Barroco
(1601 - 1768)
Caracteriza-se pelos detalhes, pelo exagero e pelo rebuscamento. Nele destaca-se o cultismo e o conceptismo.

Barroco no Brasil tem início no final do século XVII. No país, essa tendência artística teve grande destaque na arquitetura, escultura, pintura e literatura.

Na literatura, o marco inicial do barroco é a publicação da obra “Prosopopeia” (1601) de Bento Teixeira. Na escultura e arquitetura, Aleijadinho foi, sem dúvida, um dos maiores artistas barrocos brasileiros.

  • Gregório de Matos - Triste Bahia
  • Bento Teixeira - Prosopopeia
  • Botelho de Oliveira - Música do Parnaso
Arcadismo
(1768 - 1808)
Exaltação da natureza e linguagem simples. Este período literário é marcado principalmente pela simplicidade dos temas abordados.

No Brasil, o Arcadismo teve como marco inicial a publicação de Obras Poéticas, de Cláudio Manuel da Costa em 1768 e, ademais, a fundação da Arcádia Ultramarina, em Vila Rica.

Vale lembrar que o nome dessa escola literária provém das Arcádias, ou seja, das sociedades literárias da época.

  • Cláudio Manuel da Costa - Obras Poéticas
  • Santa Rita Durão - Caramuru
  • Tomás Antônio Gonzaga - Marília de Dirceu

As escolas da era nacional caracterizam-se pela autonomia da literatura brasileira, cujo país, nesse momento, já é independente.

EscolasCaracterísticasAutores e Obras
Romantismo (1836 - 1881)

Cada uma das fases do Romantismo apresenta características distintas:

1.ª fase: nacionalismo e indianismo

2.ª fase: egocentrismo e pessimismo

3.ª fase: liberdade

  • 1.ª fase: Gonçalves Dias - Canção do Exílio
  • 2.ª fase: Álvares de Azevedo - Lira dos Vinte Anos
  • 3.ª fase: Castro Alves - O Navio Negreiro
Realismo
Naturalismo
Parnasianismo
(1881 - 1893)

Realismo: objetividade, temática social, linguagem objetiva

Naturalismo: linguagem mais próxima da coloquial, temática polêmica

Parnasianismo: arte pela arte, culto à forma

  • Realismo: Machado de Assis - Memórias Póstumas de Brás Cubas
  • Naturalismo: Aluísio de Azevedo - O Mulato
  • Parnasianismo: Olavo Bilac - Tratado de Versificação
Simbolismo
(1893 - 1910)
Subjetivismo, espiritualidade e misticismo são características que refletem o estilo desta escola.
  • Cruz e Sousa - Tropos e Fantasias
  • Alphonsus de Guimarães - Kyriale
  • Augusto dos Anjos - Eu
Pré-Modernismo
(1910 - 1922)
O Pré-Modernismo rompe com o academicismo, além do que é marcado pela marginalidade das suas personagens.
  • Euclides da Cunha - Os Sertões
  • Lima Barreto - Triste Fim de Policarpo Quaresma
  • Graça Aranha - Canaã
Modernismo
(1922 - 1950)

O Modernismo se divide em três fases, caracterizadas por:

1.ª fase: renovação estética, radicalismo

2.ª fase: temáticas nacionalistas

3.ª fase: inovações linguísticas e experimentações artísticas

  • 1.ª fase: Manuel Bandeira - Libertinagem
  • 2.ª fase: Graciliano Ramos - Vidas Secas
  • 3.ª fase: Clarice Lispector - A Legião Estrangeira
Pós-Modernismo
(1950 - até hoje)
Espontaneidade, liberdade artística, multiplicidade de estilos e combinação de tendências são as principais marcas dessa escola literária.
  • Ariano Suassuna - Auto da Compadecida
  • Millôr Fernandes - Millôr Definitivo: A Bíblia do Caos
  • Paulo Leminski - Agora é que são Elas

Saiba mais sobre as escolas literárias da era nacional:

Escrito por Daniela Diana

O trovadorismo é um movimento literário que esteve marcado pela produção de cantigas líricas (focadas em sentimentos e emoções) e satíricas (com críticas diretas ou indiretas).
Considerado o primeiro movimento literário europeu, ele reuniu registros escritos da primeira época da literatura medieval entre os séculos XI e XIV.
Esse movimento, que ocorreu somente na Europa, teve como principal característica a aproximação da música e da poesia.
Nessa época, as poesias eram feitas para serem cantadas ao som de instrumentos musicais. Geralmente, eram acompanhadas por flauta, viola, alaúde, e daí o nome “cantigas”.
O autor das cantigas era chamado de “trovador”, enquanto o “jogral” as declamava e o “menestrel”, além de recitar também tocava os instrumentos. Por isso, o menestrel era considerado superior ao jogral por ter mais instrução e habilidade artística, pois sabia tocar e cantar.

Todos os manuscritos das cantigas trovadorescas encontradas estão reunidas em documentos chamados de “cancioneiros”.
Em Portugal, esse movimento teve como marco inicial a Cantiga da Ribeirinha (ou Cantiga de Guarvaia), escrita pelo trovador Paio Soares da Taveirós, em 1189 ou 1198, pois não se sabe ao certo o ano em que ela foi produzida.
Escrita em galego-português (língua que se falava na época), a Cantiga da Ribeirinha (ou Cantiga de Guarvaia) é o registro mais antigo que se tem da produção literária desse momento nas terras portuguesas.

Embora o trovadorismo tenha surgido na região da Provença (sul da França), ele se espalhou por outros países da Europa, pois os trovadores provençais eram considerados os melhores da época, e seu estilo foi imitado em toda a parte.
O trovadorismo teve seu declínio no século XIV, quando começou outro movimento da segunda época medieval portuguesa: o humanismo.

Contexto histórico do Trovadorismo
O trovadorismo teve origem no continente europeu durante a Idade Média, um longo período da história que esteve marcado por uma sociedade religiosa. Nele, a Igreja Católica dominava inteiramente a Europa.
Nesse contexto, o teocentrismo (Deus no centro do mundo) prevalecia, cujo homem ocupava um lugar secundário e estava à mercê dos valores cristãos.
Dessa maneira, a igreja medieval era a instituição social mais importante e a maior representante da fé cristã. Ela que ditava os valores, influenciando diretamente no comportamento e no pensamento do homem. Assim, somente as pessoas da Igreja sabiam ler e tinham acesso à educação.
Nesse período, o feudalismo era o sistema econômico, político e social que vigorava. Baseado em feudos, grandes extensões de terras comandadas pelos nobres, a sociedade era rural e autossuficiente. Nele, o camponês vivia miseravelmente e a propriedade de terra dava liberdade e poder.

Principais características do Trovadorismo
  • União da música e da poesia;
  • Recitação de poemas com acompanhamento musical;
  • Produção de cantigas líricas (que evidencia os sentimentos, emoções e percepções do autor) e satíricas...;
  • Principais temas explorados: amor, sofrimento, amizade e críticas política e social.

Saiba mais sobre as Características do Trovadorismo.

Escrito por:

 Márcia Fernandes

Professora, pesquisadora, produtora e gestora de conteúdos on-line.
 Licenciada em Letras pela Universidade Católica de Santos

E

Daniela Diana
 Licenciada em Letras pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) em 2008 e Bacharelada em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2014. Amante das letras, artes e culturas, desde 2012 trabalha com produção e gestão de conteúdos on-line.

As citações são para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais. 
Para a leitura integral deste, ou de outros estudos, por gentileza acessem o link:
 https://www.todamateria.com.br/romantismo-no-brasil/

"A EDUCAÇÃO É O ÚNICO CAMINHO PARA INDEPENDÊNCIA."