quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Namastê, buscadores!

"O Amor que Retorna com o Vento"


Respiremos,

o Amor que liberta.

Não grita,

não impõe,

não exige.


Apenas sustenta a chama:

como estrela que insiste,

mesmo em céus nublados.


Pois não há heresia em senti-lo.

Nem perigo em pensar livre —

quando o que nos move é o Amor verdadeiro.


Disseram-nos que o caminho é estreito.

Mas esqueceram de dizer

que o Amor atravessa frestas

em potes de barro —

e ainda assim ilumina tudo.


Há vozes que traçam mapas com linhas duras,

promessas retas,

muros altos pintados de céu.


Mas o vento…

não se curva a cercas.

E o coração… bem,

o coração sempre soube dançar

fora do compasso dos homens.


Há quem tema a liberdade

como se fosse desvio.

Como se o Amor, ao florescer sem grades,

fosse heresia — e não milagre.


Mas o Amor não foge das perguntas.

Ele as acolhe,

como quem colhe flores

no chão do mistério.


Não é que os antigos estivessem errados...

Apenas esqueceram

que o fogo não se guarda em caixas.

Que o canto do flautista é chama viva,

não manual de regras.


Há quem escute

nos intervalos dos sermões,

nas entrelinhas dos livros,

um sussurro que não exige fé cega —

apenas convida a ver… de olhos abertos.


Pois é um chamado suave e simples:

“O que você busca…

é o que já carrega.”


E então, a alma se ergue.

Não contra, mas além…


Lembrando que o primeiro altar é o coração.

É assim que floresce.

É assim que retorna com os ventos.

E quando encontra terreno fértil,

não ensina — desperta.


Porque o Amor nos chama a pertencer ao Todo,

a escutar o sussurro da alma.

E quem escuta… muda.


Não por revolta —

mas por reconexão.

Não por abandono —

mas por retorno.

Não por crítica —

mas por lembrança.


Enfim, o Amor não destrói templos.

Apenas nos lembra

que nós somos o templo.


Porque o Amor — o real, o profundo,

o anterior a qualquer credo —

nos convida a voar…

livres.