segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Om, shanti.

Acreditamento

Meu coração não é teu;
tampouco o teu é meu.

Não nos pertencemos...

Pertencemos a Deus,
que nos ama incondicionalmente.

Rendemos graças, ó Senhor!
Criaste-nos com identidades singulares,
em condições apropriadas
para seguirmos evoluindo com justiça.

Silenciamos diante das evidências:
o envelhecimento da matéria
adormece o amor original,
distanciando os próprios seres de si mesmos...

Em meio a essa clareza — “certezas” —,
junto às tristezas, as palavras se calam.
Precisam discernir, meditar,
para reaprender a amar verdadeiramente.

O amor gera dúvidas; faz parte do
“acreditamento”:
da fé, da perseverança, das afinidades,
da união “sem fronteiras”...

Vivenciando alegrias e derrotas
sem deixarmos de acreditar em nós.

Bordando, com afeto e cuidado, nossos nomes
nos corações uns dos outros...

O amor original, latente em todos nós,
simplesmente desperta
e renasce.


(Inspirado: E afinal, você sabe de onde vem o amor?)

de André J. Gomes