Om, shanti.
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Acreditamento
Meu coração não é teu;
tampouco o teu é meu.
Não nos pertencemos...
Pertencemos a Deus,
que nos ama incondicionalmente.
Rendemos graças, ó Senhor!
Criaste-nos com identidades singulares,
em condições apropriadas
para seguirmos evoluindo com justiça.
Silenciamos diante das evidências:
o envelhecimento da matéria
adormece o amor original,
distanciando os próprios seres de si mesmos...
Em meio a essa clareza — “certezas” —,
junto às tristezas, as palavras se calam.
Precisam discernir, meditar,
para reaprender a amar verdadeiramente.
O amor gera dúvidas; faz parte do
“acreditamento”:
da fé, da perseverança, das afinidades,
da união “sem fronteiras”...
Vivenciando alegrias e derrotas
sem deixarmos de acreditar em nós.
Bordando, com afeto e cuidado, nossos nomes
nos corações uns dos outros...
O amor original, latente em todos nós,
simplesmente desperta
e renasce.
(Inspirado: E afinal, você sabe de onde vem o amor?)