sábado, 27 de junho de 2020

Shalom!
16) UM RICO LEVITA DAS PROXIMIDADES DE NAZARÉ
Jesus, o Bom Carpinteiro

ELE ERA um bom carpinteiro. 
As portas que fabricava nunca eram abertas por ladrões, e as janelas que fazia estavam sempre prontas a abrir-se ao vento do leste e do oeste.

E confeccionou arcas de madeira de cedro, polidas e duradouras, e arados e forcados fortes e dóceis à mão.
E entalhou estantes para nossas Sinagogas. Entalhava em amora dourada; e em ambos os lados do suporte, onde repousavam os livros sagrados, esculpia asas abertas; e sob o suporte, cabeças de touros e pombas, e gamos de grandes olhos.
Tudo isso Ele fazia à maneira dos caldeus e dos gregos. Mas havia algo em Sua perícia que não era caldeu e nem grego.
Ora, essa minha casa foi construída por muitas mãos, há 30 anos. Procurei construtores e carpinteiros em toda a Galileia, todos possuíam a perícia e a arte da construção, e fiquei agradado e satisfeito com tudo o que me fizeram.
Mas vinde cá e olhai as duas portas e uma janela que foram construídas por Jesus de Nazaré. Em sua estabilidade, elas zombam de tudo o mais que existe em tudo em minha casa.
Não vedes que essas duas portas são diferentes de todas as outras portas? 
E essa janela que se abre para o leste, não é diferente das outras janelas?
Todas as minhas portas e janelas são atacadas pelo tempo, menos aquelas que Ele fez. Só elas se mantem fortes contras os elementos.
Olhai essas traves, como Ele as colocou; e esses pregos como partem de um dos lados da madeira e ficam firmemente seguros no outro lado.
E o mais estranho é que esse trabalhador que merecia o salário de dois homens recebeu o salário de um homem só; e é considerado agora um profeta em Israel.
Soubesse eu então que aquele jovem com serrote e plaina era um profeta, ter-Lhe-ia pedido para antes falar do que trabalhar...
E agora tenho ainda muitos homens trabalhando em minha casa e meus campos. Como distinguirei do homem que tem sua própria mão na ferramenta, e o homem cuja mão Deus coloca Sua mão?
Sim, como reconhecerei a mão de Deus?

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As aves na Bíblia
A Bíblia faz várias referências às aves, muitas vezes para ensinar lições valiosas. Por exemplo, quando Deus falou com um homem chamado Jó, ele mencionou o avestruz e sua surpreendente velocidade: “Quando [o avestruz] se levanta e se põe a correr, ri-se da velocidade do cavalo e do cavaleiro.”

* (Jó 39:13, 18, Sociedade Bíblica Portuguesa) Deus também perguntou a Jó: “É devido à tua compreensão que esvoaça o falcão . . . ou é às tuas ordens que a águia voa para cima?” (Jó 39:26, 27) O que aprendemos disso? As aves realizam suas façanhas sem nenhuma ajuda humana. Suas habilidades são prova da sabedoria de Deus, não da nossa.
O Rei Salomão escreveu sobre o som da rolinha, que anuncia a chegada da primavera. (Cântico de Salomão 2:12) Um salmista mencionou a andorinha quando estava escrevendo sobre seu desejo de servir no templo de Deus. Sonhando com esse privilégio, ele escreveu: “Até mesmo o próprio pássaro tem achado casa, e a andorinha, um ninho para si, onde ela pôs os seus filhotes [próximo de] teu grandioso altar, ó Jeová.” — Salmo 84:1-3.
Algumas das mais belas referências às aves foram feitas por Jesus Cristo. Veja estas palavras registradas em Mateus 6:26: “Observai atentamente as aves do céu, porque elas não semeiam nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós mais do que elas?” Essa ilustração tocante reafirma aos seguidores de Jesus que eles são preciosos aos olhos de Deus e que não precisam ficar ansiosos com respeito a satisfazer suas necessidades básicas. — Mateus 6:31-33.
Hoje, a observação de aves continua sendo um passatempo popular — e isso faz sentido, porque o canto, a beleza, os rituais de acasalamento e as brincadeiras das aves nos fascinam. Além disso, a pessoa que as observa com atenção pode aprender importantes lições sobre a vida.

Então, tire tempo para ‘observar atentamente as aves’.
Shalom!

“Árvores são poemas 
que a terra escreve para o céu."
"A tua dor é a quebra da casca que envolve o teu entendimento. 
Mesmo que a pedra do fruto se parta,
para que o seu coração fique ao sol, 
então você deve conhecer a dor."
*
"A águia não constrói seu ninho no salgueiro - chorão.
E o leão não busca sua caverna entre as samambaias."
*
"A neve e as tempestades matam as flores;
Mas nada podem contra as sementes."
*
"Tudo na natureza simboliza e proclama a maternidade. 
O sol é a mãe desta terra: 
Nutre-a com seu calor e guia-a com sua luz e não a deixa à tarde, 
senão após pô-la para dormir pela música das ondas do mar 
e dos pássaros e dos arroios. 
E esta terra é a mãe das árvores e das flores: 
Cria-as, nutre-as, e orienta-as.
E as árvores e as flores são por sua vez mães afetuosas
para os frutos saborosos e as sementes vivas. 
E a mãe de todo o universo é a alma eterna, 
suprema e imortal, cheia de beleza e de amor."
*
"Vós não estais encerrados em vossos corpos, 
nem confinados em vossas casas ou campos.
O vosso ser habita sobre as montanhas e vagueia sobre o vento.
Não é uma coisa que rasteja ao Sol para se aquecer,
ou escava buracos na escuridão para se proteger, 
mas é algo livre, um espírito que envolve a terra e se move no éter.

Se essas forem palavras vagas, não procurais esclarecê-las.
Vago e nebuloso é o começo de toda as coisas, mas não o seu fim.
E eu prefiro que vos lembreis de mim como de um começo.
A vida, e tudo que vive, é concebido na bruma, e não no cristal.
E quem sabe se o cristal não é a bruma em decomposição?

... Aquilo em vós que parece mais fraco e perdido, 
é o mais forte e mais determinado.
Não foi vosso alento que construiu e solidificou a estrutura de vossos ossos?
E não foi o sonho que nenhum de vós lembra de ter sonhado, 
que construiu vossa cidade e modelado tudo o que está nela?
Pudésseis antes ver as marés dessa respiração, 
deixaríeis de ver tudo o mais, 
e pudésseis ouvir o murmúrio do sonho, 
deixaríeis de ouvir qualquer outro som.
Mas vós não vedes nem ouvis, e isso é bom.
O véu que tolda vossos olhos será levantado pelas mãos que o teceram.
E o barro que tapa vossos ouvidos será removido pelos dedos que o amassaram. E então vereis. Então ouvireis.
E todavia não lamentareis ter conhecido a cegueira,
 nem sentireis teres sido surdos.
Pois nesse dia conhecereis o propósito oculto de todas as coisas;
E abençoareis as trevas como abençoais a luz..."
*
"E ao fim, quando baixei novamente à planície,
e da planície, após, desci os vales meus,
meus olhos viram num deslumbramento,
que também nas planícies e nos vales,
em tudo, estava Deus."

(Khalil Gibran)

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Namastê buscadores!

"Ame a vida como ela é... 
com seus dias nublados outros com sol,
 com suas lágrimas e seus sorrisos, 
com seus contratempos e suas vitórias. 
Porque ela é especial.
Devemos gerar coragem igual ao tamanho 
das dificuldades que enfrentamos"
(Dalai Lama)
por Cape Tranquillity
Oxygene - The Ocean
*
"... Educação muda pessoas.
Pessoas transformam o mundo."
(Paulo Freire)

Namastê buscadores!

"Tudo é símbolo.
E sábio é quem lê em tudo."
(Plotino)
[SAMURAIS JAPONESES - BUSHIDO]
por Julián Palomares
Professor voluntário de Nova Acrópole
Artigo da Revista esfinge n° 3
***
Como eram os samurais?
Como pensavam, sentiam e atuavam?
Que educação recebiam?

A resposta deve ser buscada no bushido.
O termo bushido significa literalmente 
“via do guerreiro”.
Era o código de honra e de ética que deviam praticar os guerreiros e nobres samurais. Desenvolvido em plena época feudal, entre os períodos Heian e Tokugawa (aproximadamente no século XII d.C.), baseava-se nos princípios éticos de lealdade, sacrifício, justiça, valor, modéstia e honra.

As fontes do bushido foram as doutrinas do xintoísmo, budismo, confucionismo e uma escola de pensamento, o zen.

O budismo aportou ao bushido o sentimento de confiança no destino, a submissão tranquila ao inevitável, o sangre frio, a serenidade diante do perigo ou da desgraça, e o não temer a morte. O zen representa o esforço humano para alcançar pela meditação um estado superior de consciência que leve a contemplar a unidade da vida.
O xintoísmo deu ao bushido a lealdade para com o soberano, a veneração à memória dos antepassados, a piedade subsidiária e o amor à pátria. Essa não era apenas a Terra, como também a mansão dos Deuses e dos espíritos dos antepassados.
Por último, o confucionismo marcou os cinco tipos de relações com o mundo dos homens, o mundo circundante e a família: entre senhor e servente, pai e filho, marido e esposa, irmão maior e irmão menor e entre amigos.

Para os samurais, os que apenas se dedicavam a ler e não vivenciavam os ensinamentos dos Mestres eram chamados “tontos que cheiram livro velho”. A ciência não chega a ser importante até que o espírito a tenha assimilado e se manifeste na forma de ser e no caráter. O saber apenas era considerado real quando era posto em prática na vida. 
Como dizia sempre Wan Yang Ming: 
“Saber e fazer são a mesma coisa”.

O bushido se sustenta especialmente sobre dois princípios básicos:
O primeiro é que todo samurai deve sempre ter presente na sua vida a ideia da morte, pois a existência humana, e muito especialmente a do guerreiro, é sobretudo transitória. Por isso, foi escolhida a frágil e efêmera flor da cerejeira como o símbolo da vida do samurai.

Isso lhe confere um enorme poder, pois um homem sem medo de morrer é quase invencível. Além disso, um samurai preferirá morrer a ver seu nome desacreditado (a morte não é eterna, a desonra sim), o que podia ocorrer se fosse tachado de covarde ou transgredisse alguma das normas do bushido.

O segundo princípio é o da lealdade e da fidelidade mais estritas, à disposição dos governantes do país, os daimyos, mas sobretudo ao imperador.

O educador e escritor Inazo Nitobe definiu assim as virtudes que os samurais deviam possuir: o sentido da justiça e da honestidade, o valor e o desprezo à morte, a boa convivência com todos, a educação e o respeito à etiqueta, à sinceridade e o respeito pela palavra dada, a lealdade absoluta para com os seus superiores e, finalmente, a defesa da honra do seu nome e do seu clã, o que se resumia em: dever (giri), resolução (shiki), generosidade (ansha), firmeza de alma (fudo), magnanimidade (doryo) e humanidade (ninyo).

Todos esses fatores fizeram do bushido um código muito simples aparentemente. Entretanto, esses valores atemporais alimentaram toda uma nação através dos séculos.

Um samurai devia portar-se sempre com justiça e consideração e não cometer nenhum abuso de poder, como exceder na cobrança de impostos ou nas punições. Era importante diferenciar o justo do injusto, já que a tendência natural do homem é seguir o segundo caminho. O bushido estabelecia que, em tempos de paz, os samurais deviam colocar sua força ao serviço dos mais fracos, e sua sabedoria devia agir como mestra dos ignorantes. Existe, de fato, uma expressão do bushido, “Bushi no Nasake” (cuja tradução seria “ternura do guerreiro”), que expressa a necessidade de que os homens mais fortes e valentes soubessem também se mostrar acessíveis a sentimentos como a compaixão, a doçura ou a justiça para com todos os seres, tal como ensina também o budismo.

O samurai devia possuir também uma especial educação e um amplo conhecimento sobre as coisas. Antigamente, os jovens guerreiros eram enviados ao combate na idade de quinze a dezesseis anos, logo, sua formação militar começava aos doze ou treze anos, sem muito tempo para se desenvolver intelectualmente. Posteriormente isso mudou e antes de se iniciar na carreira bélica, aos sete ou oito anos, os meninos eram introduzidos nos Quatro Livros de Confúcio, no aprendizado de Literatura e de História, assim como na arte da Caligrafia. Quando completavam quinze anos, lhes eram ensinados o tiro com arco, a equitação, o manejo da espada, e outras artes militares.

A katana é o sabre de combate dos samurais, que a consideravam como sua própria alma. Diz-se que na katana reside o espírito do samurai, motivo por que lhe confere mais cuidados do que a si mesmo, não permitindo que volte suja de sangue para a sua bainha, o que lhe causaria manchas de ferrugem. Por outro lado, o ato de desenbainhar era medido cuidadosamente, pois, uma vez que a espada estava fora de seu invólucro, a tradição exigia manchá-la de sangue (“não me tire sem valor nem me guarde sem honra”, era o lema). A relação do samurai com sua arma fica refletida nestes versos do mestre Morihei Ueshiba, fundador do Aikido: “Clara como o cristal, aguda e brilhante, a espada sagrada não admite lugar para alojar o mal”.

A katana tinha caráter sagrado, pois foi criada diante de um altar shinto por um sacerdote vestido de branco — símbolo de purificação — imbuído de um conhecimento divino e auxiliado pelos espíritos (kami). Após os ritos purificadores que clarificavam sua mente, o criador começava o seu trabalho com uma oração. “Ligava sua alma e seu espírito ao aço que forjava e corrigia”. Os segredos dessa ciência se transmitiam de pai para filho e constituíam parte do mistério da grande qualidade destas armas.

Com o restabelecimento de Meiji, quando o tempo dos samurais já havia passado e ocorriam mudanças no Japão, foi evidente que havia que se estabelecer um novo caminho que modularia a força da nação japonesa. Com a Segunda Guerra Mundial, surgiu um novo tipo de samurai, condicionado a buscar seu Caminho em meio à crescente modernização do país, e outro tipo de senhor para o qual oferecer os seus serviços. As grandes companhias (zaibatsu), ocuparam bem esse posto, pois desempenhavam mais o papel de uma família do que de uma empresa, o que gerava um sentimento de lealdade — gérmen do antigo bushido — inquebrantável para com os chefes, que perdura os nossos dias. Também ocorre o contrário: ser injusto, ou errar, com os subordinados acarreta a maior desonra para quem faz e para a sua companhia, pois os japoneses atuais outorgam o mesmo caráter aos negócios que seus avós à guerra, e por conseguinte, todo o combate é sagrado.

Como dizia o imperador Meiji: 
“Buscaremos em todo o mundo o quanto possa ser aprendido, 
e com isso reforçaremos o cimento do poder imperial”.

Nova Acrópole
Filosofia | Cultura | Voluntariado
www.acropole.org.br

sábado, 6 de junho de 2020

Namastê buscadores!
por LSDCoatedBrain
Vangelis: Creation Du Monde
*
Do poema "Para Abraçar o Infinito":

"Se nem chegas ao sol, corpo tangível,
nem à matéria-prima elementar,
como podes prender o Incognoscível
e o Infinito abraçar?

Volve a ti mesmo. Prostra-te. 
Contrito, tudo verás da Fé no esplendor.
Que importa que haja um círculo infinito,
se cada átomo é um centro refletor?

(Augusto de Lima)
https://www.carloscardosoaveline.com/para-abracar-o-infini…/

Namastê buscadores!

"Quando passamos a considerar que o propósito da vida é aprender 
e que tudo é aprendizado, as circunstâncias pelas quais nós aprendemos
 começam a ter menos importância."
(Robert Crosbie)

Do texto "O Propósito da Vida":
https://www.carloscardosoaveline.com/proposito-da-vida/
"Nosso planeta sempre foi e será sempre uma parte do oceano cósmico. 
A Terra é um corpo celestial feminino em construção, viajando com seus condiscípulos e o mestre Sol em torno do Centro da galáxia. 
A alma espiritual de cada humano é como uma pequena faísca ou centelha. 
Está intimamente ligada a todas as partes do sistema solar, e também constitui em si mesma uma miniatura viva do cosmo."
*
"É necessário desenvolver uma forte determinação.
 Isso só pode ocorrer pouco a pouco.  
O estudante deve erguer-se sozinho, por decisão própria, renunciando às facilidades ilusórias da “viagem de carona” e da “psicologia do rebanho”.
Ele deve tornar-se um ser plenamente atento. 
Deve desenvolver uma visão clara que o tornará capaz de distinguir o que é ainda apenas um potencial. A possibilidade sagrada da sabedoria altruísta é invisível ao olhar desatento. Ela é incompreensível para as mentes que se apegam a uma doença crônica chamada imediatismo."
*
"Quando estabelecemos um pensamento para contemplar e meditar ao longo do dia, o pensamento-chave se mantém como uma casca de amendoim oscilando em mar agitado. E no entanto, se há força de vontade suficiente, a casca de amendoim tem o poder de acalmar o mar de emoções ao seu redor."
*
"... O lado superior da alma mortal tem uma tarefa dupla. De um lado, ele é o discípulo ou “filho” da alma espiritual. De outro lado, ele deve ser o educador e protetor da natureza infantil e da natureza animal do indivíduo.
 Quando ele atua com eficiência, o campo de batalha da nossa consciência se transforma num lugar de cooperação consciente entre a consciência divina, que ensina, e a consciência material, que aprende."
*
"O caminho para regenerar uma cidade, um país ou uma civilização inteira consiste em cada indivíduo melhorar a si mesmo, ouvindo a voz da sua consciência. Deste modo cada família passa a purificar seus relacionamentos, através do bom senso, e os diferentes grupos sociais
 zelam pelo aperfeiçoamento moral de todos."

(Carlos Cardoso Aveline)

Do texto "Uma Pluralidade de Passos Integrados":
https://www.carloscardosoaveline.com/uma-pluralidade-de-pa…/
Do texto "Diálogo Sobre o Caminho Filosófico":
https://www.carloscardosoaveline.com/dialogo-caminho-filos…/
Do texto "O Poder do Pensamento":
https://www.carloscardosoaveline.com/o-poder-do-pensamento/
Do texto "Os Dois Lados da Alma Mortal":
https://www.carloscardosoaveline.com/os-dois-lados-da-alma…/
Do texto "Como Abandonar a Prática do Rancor":

https://www.carloscardosoaveline.com/como-abandonar-a-prat…/

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Om shanti, buscadores!
Falando aos pássaros...

Em tempos em que se fala a respeito de meio ambiente, ecologia, mundo sustentável, pensamos em quantas criaturas já nos exemplificaram a importância de viver em harmonia sobre o planeta.
Mesmo porque nós, criaturas humanas, fazemos parte desse meio ambiente. Lembramos de Francisco de Assis que, no século XIII tinha cuidados extremos com os animais.
Animais selvagens, maltratados por outras pessoas, costumavam fugir para junto dele. Em sua presença, encontravam refúgio.
Frequentemente libertava cordeiros da ameaça da morte porque sentia compaixão. Chegava a retirar minhocas da estrada para que não fossem esmagadas pelos passantes. Ele chamava a todos os animais de irmãos e irmãs.
Narram seus biógrafos, com leves alterações de forma e conteúdo que, certa feita, regressando a Assis, parou na estrada a uns dez quilômetros da cidade.
Estava aborrecido com a indiferença de muita gente. Anunciou que provavelmente seria ouvido com mais respeito pelos pássaros.
Ele viu uma multidão de pássaros reunidos: 
Pombos, corvos e gralhas.
Foi em sua direção, deixando seus companheiros na estrada.
 Quando estava bem perto das aves, saudou-as:
Que o Senhor vos dê a paz.

Surpreendeu-se porque os pássaros não voaram.
 Mexeram e viraram seus pescoços e ficaram ali, esperando.
Cheio de alegria, Francisco lhes pediu que ouvissem as suas palavras. 
E discursou:

Meus irmãos pássaros, vocês devem louvar seu Criador. 
E amá-lO sempre.
Ele lhes dá penas para vestir, asas para voar e tudo de que necessitam.
Deus lhes dá um lar na pureza do ar. 
E, embora vocês não plantem, nem realizem colheitas, 
Ele mesmo os protege e cuida.

Os pássaros abriram as asas e os bicos e continuaram olhando para ele.
Francisco passou por entre eles, indo e vindo, tocando suas cabeças e corpos com sua túnica. Ao finalizar sua fala, os abençoou e lhes deu permissão para que voassem a outro lugar.

Alguns dirão que isso é lenda. Mas é de conhecimento geral que certos homens e mulheres possuem um vínculo singular com animais. Pessoas sem qualquer treinamento especial, muito frequentemente, parecem saber os gestos ou tons de voz que são tranquilizadores.
E os animais sentem a simpatia, a delicadeza, a boa vontade e reagem a isso de maneiras consideradas, por vezes, maravilhosas.
O que ressalta do fato é que com sua atitude, Francisco ensinava que todas as criaturas na Terra merecem respeito.
Lecionava o amor pela natureza e que podemos estabelecer laços com todos os seres viventes.
Pensemos nisso pois já aprendemos que tudo em a natureza se encadeia por elos que ainda não podemos apreender.
E apoiemos, quanto possível, os movimentos e as organizações de proteção aos animais, através de atos de generosidade cristã e humana compreensão.
Lembremos: 
A luz do bem deve fulgir em todos os planos.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. Oito (1209-1210)
do livro Francisco de Assis, o santo relutante, de Donald Spoto,
ed. Objetiva; no item 604 de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec,
ed. FEB  e no cap. 33, do livro Conduta Espírita, pelo Espírito
André Luiz, psicografia de Waldo Vieira, ed. FEB.
Em 19.7.2016. 
Casa Bosque GIF by Borealis on trekking
"Quem ama preserva.
Preservar o meio ambiente, é preservar a VIDA."
*
"... O Planeta Terra é a tua única casa, amado ser...
E a tua verdadeira mãe (natureza) está a morrer...
Pela tua falta de respeito, consciência e compaixão...

Te peço então um momento de reflexão...
Não jogue seu lixo no chão!

Reduza, recicle, reutilize...
Pense, repense, reflita, respeite...
Preste mais atenção...
Mas não use a tua mente e sim o teu CORAÇÃO...
pois ele amado irmão, está sendo usado em vão!

Ainda é tempo de mudar...
Ainda é tempo de salvar os animais e natureza
que o amor só querem nos dar.
Mas a decisão é tua, amado ser...
Tua casa (Terra) e tua alma, amado ser...
Dependerão do que você escolher..."

Rama