domingo, 29 de junho de 2025

 Namastê buscadores!

Meditemos!

"Todo o conhecimento humano começou com intuições, 

passou daí aos conceitos e terminou com ideias."

(Immanuel Kant)

Em várias tradições filosóficas temos a “oportunidade” de coletar ensinamentos que iluminam nossa mente e nossas ações. Um desses preciosos ensinamentos que coletamos da tradição grega, refere-se ao mito do Deus Kairos, o deus da oportunidade.

Em suas representações antigas, aparece como um jovem de movimentos rápidos, com asas nas costas e nos pés, calvo na nuca e à frente da cabeça traz uma grande mecha de cabelo.

Uma figura no mínimo estranha, mas que se refere a um provérbio popular presente em várias tradições, a sábia advertência de “tomar a oportunidade pelos cabelos”.

Assim é a Oportunidade, veloz, precisa, e devemos agarrá-la imediatamente, sem titubeio, sem lentidão; agarrá-la pelo topete, de frente, pois se nos deixar para trás, não poderemos aproveitá-la mais, nossas mãos encontrarão o vazio. Não haverá mais remédio que esperar a próxima ocasião oportuna, que não sabemos quando nem se realmente chegará.

Na Filosofia aprendemos que o tempo é acelerado e que o destino escreve um valor oculto em meio às coisas mais insignificantes. Aquele que tenha a consciência desperta, saberá descobrir o significado do que o Tempo e o Destino querem nos dizer. É o papel da filosofia, buscar conhecimentos e aprender a ler nas entrelinhas da vida, o que ela nos traz, nos mostra, nos toca. Se não soubermos aproveitar as oportunidades que, por bondade, a vida nos trouxe, vamos adiar nosso crescimento e nossa felicidade.

O que são as oportunidades na visão filosófica?

Os presentes mais importantes. Como diriam os antigos gregos, “a oportunidade é um dom dos deuses”. Toda oportunidade é única. Cada dia que passa, cada instante é de alguma maneira único e constitui uma variedade de oportunidades que jamais se dará outra vez.

Trecho do artigo "A Arte de Aproveitar as Oportunidades" de Alice Amaral diretora da Nova Acrópole de Goiânia.

"Como foi dito acima, o filósofo é dotado de um espírito inquisitivo e curioso, vivendo em busca do desconhecido. Assim, o caminho para a sabedoria é um processo longo e contínuo, através do qual o indivíduo vai crescendo e se aperfeiçoando.

Para isso, só precisa do essencial: pensar! Atento a si mesmo e ao resto do mundo, o verdadeiro pensador está sempre disposto a aprender."

sábado, 14 de junho de 2025

Namastê buscadores!

"Veneza não foi construída em solo firme…

 mas também não flutua.

Ela fica sobre centenas de milhares de estacas de madeira cravadas no solo lamacento da lagoa.

Desde 421 d.C., esta cidade única desafia o tempo, a água e a engenhosidade humana.

Enquanto a maioria das cidades se apoia em fundações de rocha ou concreto, Veneza se ergue sobre uma estrutura complexa de madeira e pedra.

Os postes — geralmente feitos de madeira de amieiro, uma espécie particularmente resistente à água — eram cravados profundamente no leito da lagoa, onde a ausência de oxigênio e o contato contínuo com a água os tornavam duráveis ​​ao longo do tempo.

Eles não se petrificam de fato, mas endurecem e se preservam surpreendentemente bem, criando uma base estável para construções acima.

O Campanário de San Marco é sustentado por aproximadamente 100.000 postes.

A Basílica della Salute exigiu mais de um milhão.

Cada pilha foi plantada manualmente, com paciência e precisão, atingindo até três metros de profundidade no lodo e na argila.

Mas por que construir ali mesmo, no meio da lagoa?

No início do século V, muitas populações do Vêneto buscaram refúgio das invasões bárbaras.

As ilhas lamacentas e de difícil acesso da lagoa ofereciam proteção natural.

Com o tempo, esses abrigos temporários se transformaram em vilas, depois em píeres e, finalmente, em uma cidade completa.

Veneza não domesticou a natureza.

Ele aprendeu a conviver com ela, adaptando-se aos seus ritmos e desafios.

Não flutua por magia: resiste graças à engenhosidade, à perseverança e a uma história que continua, dia após dia, a desafiar a água."

"Escolha a Calma, é uma campanha de utilidade pública, inclusiva por natureza, que visa promover a escolha consciente pela Paz e Não violência na sociedade."

A PAZ COMO REALIDADE

"A paz como realidade, análise de conflitos e violência interna, as razões da existência de conflitos, o que é paz, o respeito às ações e normas .

Analisando a realidade atual, com tantos conflitos existentes no âmbito internacional, e situações de violência interna, por disputas por controle, nas zonas de alto risco em virtude do tráfico de drogas, podemos dizer que a Paz é uma utopia.

Na esfera internacional os conflitos acontecem por inúmeras razões, como as religiosas, por questões de aumento territorial, por domínio de regiões ricas, por diferenças históricas, por questões étnicas.

Para que a paz possa se tornar algo viável, palpável e possível de ser conquistada (sim, pois isto é fruto de conquista individual e coletiva) é necessário começar a pensar na Paz como uma construção individual. Quando cada indivíduo perceber que o coletivo é fruto do individual, que uma sociedade pacífica se constrói com indivíduos pacíficos, tolerantes, desprovidos de preconceitos e atitudes discriminatórias poderemos pensar na paz universal com mais esperança.

A paz é fruto de exercício pessoal diário, na atitude pacífica no âmbito familiar. Não há como conceber paz com violência doméstica, maus tratos, fome, alcoolismo, falta de escolaridade.

Portanto, a paz passa também por ações governamentais, políticas públicas que proporcionem condições mínimas de uma vivência digna, com perspectiva de futuro para as novas gerações, geração de emprego para a população jovem e adulta, pela não discriminação do idoso ou do diferente, incluindo nestas diferenças, a religião, a raça, a opção sexual, o portador de necessidades especiais, o obeso, o índio, o estrangeiro. Há que ser percebido que a diferença enriquece, acrescenta e aprimora.

Se faz importante neste aspecto a educação em Direitos Humanos, desde a educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e no âmbito universitário. Deve englobar o educando, os professores e toda a comunidade escolar e a família, com ações multidisciplinares e integradas.

É importante que ações e normas de organismos internacionais sejam respeitadas.

Quando o indivíduo perceber a riqueza que existe na diferença e a possibilidade de crescimento nas relações entre estes elementos diferentes, haverá um avanço considerável. É necessário conviver e administrar as diferenças e não eliminá-las. Só assim será possível a humanidade conquistar a paz."

https://meuartigo.brasilescola.uol..br/religiao/a-paz-como-realidade.htm