domingo, 24 de março de 2024

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Meditemos!

"Livre é aquele que compreende"  

 (Spinoza)

por Vaughan Hamilton - Tchaikovsky-Hymn of the Cherubim - Liturgy of St John Chrysostom

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Observe aquele sentimento superficial de amor ao próximo, respeito, perdão, altruísmo, compaixão e empatia só existem no momento de louvor extasiado da massa coletiva e não vivem alicerçados realmente no Eu individual, portanto logo se transformam em sentimentos inferiores como ódio, indiferença e condenação no íntimo individual, quando se está fora da "excitação superficial coletiva" como o promovida em cultos e grupos:

"Na história da entrada em Jerusalém no Domingo de Ramos reconhecemos o caráter falacioso de todos os estados extáticos. O verdadeiro entusiasmo, que persiste no “hosana” e não se transforma em 'crucificai-o'. A embriaguez do entusiasmo da massa popular é que se apodera do povo. A superfície bem pode estar agora concordando, excitada. Mas isto nada significa. Poucos dias depois veremos que a superfície pode amaldiçoar tão bem quanto abençoar." - Emil Bock

E você, seus sentimentos Crísticos permanecem alicerçados em sua alma individual na solidão do seu íntimo individual ou se transformam em pensamentos, sentimentos e atitudes inferiores perante o mundo no dia a dia?

DOMINGO DE RAMOS – Dia do antigo Sol – Centro, Eu, Humanização

No primeiro dia da Semana Santa, Jesus Cristo entra na cidade santa de Jerusalém, montado em um burrinho branco. Com brados de “Hosana” o povo o saúda com ramos de palmeiras. A força solar que emana do Eu do Cristo reascende no povo a antiga clarividência, vivenciada nos rituais das festividades em homenagem ao sol. A palmeira sempre fora considerada o símbolo do sol natural.

O Cristo atravessa em silêncio a vibração popular, sem se contagiar. Internamente, sabe que aquele entusiasmo, logo passará. Não tem consistência interna. É o entusiasmo natural que logo se transfere para outra novidade, para outro acontecimento externo. Cristo sabe o que ele próprio representa e a que veio. Quer penetrar na camada mais consciente da alma humana. O seu brilho é um brilho próprio que emana da própria essência de seu ser espiritual. O seu estado de alma é autoconsciente e acolhedor. Permanecerá.

Entrar em Jerusalém montado no burrinho, tinha para Cristo, o sentido de deixar clara a transição: da antiga exaltação visionária inconsciente, desencadeada pelos elementos externos da natureza, para a atitude receptiva, fruto da presença de espírito, do Sol interior na alma individual e vigorosa.

(Edna Andrade)

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