segunda-feira, 10 de junho de 2019

Om, shanti.

Sob o eco profundo de The Dark Side of the Moon, da lendária Pink Floyd, a vida se revela como um rito silencioso que começa no invisível — uma centelha microscópica pulsando no ventre do mistério. Da fecundação nasce o primeiro acorde, um batimento tímido que logo se transforma em ritmo, respiração, choro e descoberta. Crescemos atravessando luzes e sombras, aprendendo que cada escolha projeta seu próprio eclipse interior.

Entre o brilho das conquistas e o peso das ilusões, o ser humano caminha como quem atravessa um prisma: fragmentado por desejos, reconstruído por experiências. O tempo, implacável e sagrado, nos conduz por corredores de memórias, onde a inocência se torna busca, e a busca se torna consciência.

E no entardecer da existência, quando o corpo silencia e o olhar volta-se para dentro, compreendemos que toda a jornada foi uma iniciação. Não viemos apenas para viver, mas para despertar. O lado escuro da lua não é ausência de luz — é o espaço onde enfrentamos nossos próprios abismos para reconhecer que sempre fomos parte do mesmo universo que nos gerou.

Do primeiro pulsar ao último suspiro, a vida é travessia: um ciclo perfeito entre sombra e claridade, onde a verdadeira felicidade não está no aplauso do mundo, mas na harmonia íntima de quem atravessou a própria noite e encontrou paz na própria essência.

por Roger Echoes
PINK FLOYD - DARK SIDE OF THE MOON - LEGENDAS - Parte 1


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