Om. shanti.
Há um prazer delicado nas ilusões — como se fossem véus de seda cobrindo a nudez da verdade. Elas nos embalam, nos oferecem formas suaves para suportar o peso do existir. Mas a música não se apressa em sustentar fantasias; ela as dissolve lentamente, nota por nota, como quem convida o espírito a repousar sem máscaras.
E nesse sussurro aprendemos que o prazer mais sólido não está na ilusão que conforta, mas na lucidez que pacifica. Quando cessam as distrações do mundo, resta o espaço interior onde a consciência se torna clara como água parada. Ali, onde nada precisa ser provado, o saber floresce. E o coração, finalmente, descansa na própria verdade.
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