segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Namastê buscadores!

"A responsabilidade é a base de uma vida significativa,
 sem ela, como indivíduos, sofreremos as consequências da falta de sentido."
(Nature Healing Society)
por Nature Healing Society
MÚSICA DA BOA MANHÃ - 528 HZ Impulsionam Energia Positiva |

Música de meditação de manhã pacífica para acordar
*
Para pensarmos:

"Visto que nossa vida começa e termina com a necessidade de afeto e cuidados, não seria sensato praticarmos a compaixão
 e o amor ao próximo enquanto podemos?"

 (Dalai Lama - 1935)

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Namastê buscadores!
"Procurem a vida realmente prática e material, mas procurem-na
 de modo que ela não os torne insensíveis ao Espírito que nela atua. 
Procurem o Espírito, mas não com volúpia metafísica, por egoísmo metafísico; 
procurem-no por quererem usá-lo desinteressadamente na vida prática, no mundo material."
(Rudolf Steiner)
*
“Sermos donos da nossa história pode ser duro,
mas nunca tão difícil quanto passarmos a nossa vida a fugir dela.
Abraçar as nossas vulnerabilidades é arriscado, mas não tão 
perigoso quanto desistir do amor, do pertencimento e da alegria – 
que são as experiências que nos tornam mais vulneráveis.
Só quando somos suficientemente corajosos para explorar a nossa escuridão, 
descobrimos o poder infinito da nossa luz."
(Brené Brown)
A Coragem de Ser Imperfeito
*
"O amor é o único livre de apegos. 
Quando você ama a tudo, 
você está apegado a nada."
(Mikhail Naimy)

por Rosacruz Áurea

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Namastê buscadores!
Atenção, educadores:

A crítica excessiva dos pais mutila 
o cérebro emocional de seus filhos
Como fazer uma crítica realmente construtiva para as crianças?
por site Psicologias do Brasil
A educação que recebemos em nossa infância e o tipo de relacionamento que estabelecemos com nossos pais deixa marcas profundas. Sua atenção ou negligência, sua crítica ou elogio, determinam o estilo de apego que iremos desenvolver e tem um enorme impacto na imagem que formamos de nós mesmos, nossa autoestima e a atitude que assumimos antes da vida.

No entanto, tudo parece indicar que as consequências da crítica na infância não se limitam ao nível psicológico, mas também alteram a configuração do cérebro. Neurocientistas da Universidade Binghamton descobriram que, quando os pais criticam excessivamente seus filhos, eles afetam as áreas do cérebro dedicadas a processar estados emocionais.

As crianças podem criticar a maneira como o cérebro percebe e processa a informação emocional? Essa foi a pergunta que alguns neurocientistas levantaram e, para responder, recrutaram 87 crianças com idades entre 7 e 11 anos.

Antes, eles pediram aos pais para falar sobre seus filhos por cinco minutos. Eles foram capazes de avaliar o nível de crítica dos pais. Então analisaram a atividade cerebral das crianças enquanto eles viam uma série de imagens de rostos que mostravam diferentes emoções. Eles descobriram que os filhos de pais muito críticos prestavam menos atenção a todas as expressões faciais emocionais, sem distinguir entre emoções positivas e negativas.

Na prática, as crianças sujeitas a constantes críticas evitam prestar atenção aos rostos que expressam qualquer tipo de emoção. Obviamente, a longo prazo, tal comportamento poderia afetar suas relações com os outros e poderia até ser uma das razões pelas quais as crianças expostas a altos níveis de crítica correm maior risco de sofrer de depressão e ansiedade.

Para evitar o desconforto gerado pela crítica, o cérebro infantil é “desconectado”
Todos nós temos uma tendência a evitar coisas que nos fazem sentir desconfortáveis, ansiosos ou tristes porque esses sentimentos são aversivos. Podemos implementar diferentes estratégias para evitar tais situações, mas tem sido apreciado que as crianças cujos pais são muito críticos são mais propensas a usar estratégias de enfrentamento evitativo quando estão em perigo.

Na verdade, é um mecanismo básico de proteção: quando uma situação da qual não gostamos, mas não podemos escapar, nosso cérebro tende a “desconectar-se”. É exatamente o que acontece conosco quando estamos em uma reunião chata que não podemos nos livrar. No entanto, essa situação é perigosa quando é repetida por um longo tempo durante toda a infância, pois o cérebro infantil não será capaz de estabelecer as conexões necessárias para processar adequadamente as informações emocionais.

As crianças que são vítimas de críticas constantes evitariam focar e processar as expressões emocionais de raiva, nojo ou desconforto de seus pais para não sentirem os sentimentos aversivos que elas geram. Como resultado dessa mutilação do sistema de processamento emocional, também são incapazes de perceber as expressões positivas dos outros.

De fato, não é o primeiro estudo que analisa o impacto no nível cerebral de uma educação negativa. Pesquisas anteriores realizadas na Harvard Medical School revelaram que os gritos danificam o cérebro infantil, especificamente o vermis cerebelar, uma área fundamental para manter um bom equilíbrio emocional.

Como fazer uma crítica realmente 
construtiva para as crianças?
Existem dois tipos de críticas: críticas destrutivas, que não levam a lado nenhum e só geram desconforto, e críticas construtivas, que nos permitem crescer. Infelizmente, estima-se que 9 de 10 críticas “construtivas” realmente não são. Como os pais podem garantir que as críticas que fazem aos filhos realmente os ajudem a amadurecer?

– Você tem que se concentrar no comportamento, não na criança. Isso significa não usar rótulos generalizadores como “você está desorganizado”. Você tem que ser o mais preciso possível e dizer: “você não pegou seus brinquedos, isso não está certo”.

– Informe-se antes de criticar, pois muitas vezes criticamos assumir que nossas conjecturas são verdadeiras. Portanto, antes de dar vazão à raiva ou ao desapontamento, sempre pergunte o que aconteceu, ouça a versão da criança e tente entender sua perspectiva, embora isso não signifique que a compartilhemos. No entanto, uma crítica baseada na empatia é muito mais construtiva.

– Focando na solução, em vez de enfatizar o erro. Todos nós cometemos erros, mas se as críticas permanecerem nesse nível, isso não servirá para crescer. Portanto, é conveniente perguntar à criança o que ela pode fazer para resolver o problema ou propor diretamente algumas soluções.

– Introduzir um elemento positivo. Diz-se que para cada crítica cinco elogios são necessários. E a verdade é que nunca dói uma de lima e outra de areia. Portanto, não devemos nos limitar a destacar o negativo, devemos reforçar as características positivas da criança. Por exemplo, você pode dizer: “Foi ótimo que ontem você coletou seus brinquedos sem ser lembrado, eu gostaria que fosse assim todos os dias pois sei que você é uma criança responsável”.

TEXTO TRADUZIDO DE RINCON DA PSICOLOGÍA 

Dicas...

A autoestima é fundamental na vida de uma pessoa, pois ela é capaz de nos encorajar a superar desafios, experimentar coisas novas e acreditar em nós mesmos.

Para evitar esses erros, precisamos primeiro saber quais são. Aqui estão quatro exemplos de comportamentos dos pais que debilitam a autoestima das crianças.

1. Gritar ou bater
Nada diminui mais a autoestima de uma criança do que gritar com ela ou fazê-la vítima de um castigo físico. Certamente, a maioria de nós, pais e mães, já gritou com seus filhos ou lhes deu umas palmadas. Mas é importante que você saiba que, ao fazer isso, você estará intimidando seu filho.
Embora possa parecer que, ao bater ou gritar, você interrompeu um mau comportamento, essa é uma correção a curto prazo, e o que você realmente conseguiu com isso foi fazer com que se seu filho sentisse diminuído.

2. Pensando em conflitos passados
Depois que um conflito for resolvido, não o mencione. As crianças devem poder começar de novo com uma folha em branco. Os pais que trazem à tona os erros passados ​​das crianças estão ensinando-as a guardar rancor por longos períodos de tempo.
Além disso, as crianças precisam saber que, quando um assunto é resolvido, ele se torna parte do passado. Quanto mais uma criança puder ser reforçada por seus comportamentos e escolhas positivas no futuro, melhor ela se sentirá consigo mesma. E, naturalmente, eles terão menos probabilidade de repetir más escolhas do passado por atenção negativa.

3. Injetando culpa
Uma coisa é perguntar a uma criança como ela se sentiria se estivesse no seu lugar ou se alguém estivesse em uma determinada situação. Muitas vezes, porém, os pais levam isso ao limite e tentam fazer com que seus filhos se sintam culpados por causa de seus pensamentos, sentimentos ou ações. Os pais que usam a culpa para controlar seus filhos correm o risco de aliená-los.
Um bom exemplo disso é uma mulher que costumava atirar um monte de culpa em seu filho de 14 anos, Harold, com quem seu vizinho tinha encontrado substâncias ilícitas certa vez. Por 10 minutos seguidos, a mãe encheu seu filho de declarações como: “Você imagina como estou envergonhada pelo fato de que os vizinhos agora conhecem nossos problemas?” e “Você não percebe como arruinou minha confiança em você?” Com os comentários da mãe, Harold ficou agitado e saiu furioso.
Posteriormente, um psicólogo treinou a mãe para deixar de lado o ego ferido e dar ao filho o que ele realmente precisava: apoio e compreensão. Ela usou uma abordagem calma, firme e não controladora para fazer Harold se abrir para ela sobre como ele cedeu à pressão dos colegas. Eles se reconectaram, e Harold logo abandonou seu grupo problemático de colegas junto com seu interesse em substâncias ilícitas.

4. Falando com sarcasmo
Um exemplo do sarcasmo empregado para repreender um filho seria dizer: “Você é tão inteligente!”, quando seu filho faz uma má escolha. O uso do sarcasmo magoa as crianças porque os envergonha. Além disso, repreender uma criança através do sarcasmo cria um obstáculo para os pais que tentam se comunicar efetivamente com seus filhos.

Conclusão
Suas maneiras de interagir com seu filho exercem uma enorme influência na definição de como ele ou ela desenvolve o valor próprio em sua vida. Quanto mais você se comunica com seu filho de maneira positiva, mais você pode influenciá-lo a fazer o mesmo – e obter autoestima no processo.


REDAÇÃO PSICOLOGIAS DO BRASIL
https://www.psicologiasdobrasil.com.br/
Os assuntos mais importantes da área- e que estão em destaque no mundo- são a base do conteúdo desenvolvido especialmente para nossos leitores.

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Om shanti!

"Escolha a Calma!"
por Lotus Azul Blog
Música Relaxante com lindas imagens da natureza.
*
"Muitos estudos testaram o poder da música em nosso cérebro: é capaz de nos relaxar, nos encorajar, de nos concentrar. Uma música que tenha um ritmo semelhante aos batimentos cardíacos pode ser mais eficaz do que o midazolam, um dos ansiolíticos mais usados em cirurgias, razão pela qual, desde o início do século passado, centros cirúrgicos de meio mundo tocam jazz, rock ou música clássica, segundo um artigo da British Medical Journal.

A música pode controlar a pressão arterial e a saúde do coração, de acordo com um estudo da Sociedade Europeia de Cardiologia. Existem músicas que podem ser tão relaxantes que, assim como os tranquilizantes, deveriam ser proibidas ao volante."

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Namastê buscadores!
Quem foi?
Sri Aurobindo em um selo indiano, de 1964.
(Calcutá, 15/08/1872-Puducherry, 05/12/1950)
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Foi filósofo, yogi, guru, poeta e nacionalista indiano. Ele se juntou ao Movimento de independência da Índia dos domínios britânicos, e, durante algum tempo foi um dos seus líderes mais influentes. Em momento posterior, tornou-se um reformador espiritual, apresentando suas visões sobre o progresso humano e a evolução espiritual.
Durante o serviço civil indiano, Aurobindo estudou no King's College, em Cambridge, Inglaterra. Depois de voltar para a Índia, ele assumiu várias funções civis sob o marajá do estado principesco de Baroda e se envolveu cada vez mais na política nacionalista e no movimento revolucionário nascente em Bengala. Ele foi preso após vários atentados a bomba ligados à sua organização, mas em um julgamento altamente público em que enfrentou acusações de traição, Aurobindo só pode ser condenado e preso por escrever artigos contra o domínio britânico na Índia. Ele foi libertado por não haver nenhuma prova de seus crimes após o assassinato de uma testemunha de acusação durante o julgamento. Durante sua permanência na prisão, ele teve experiências místicas e espirituais, o que o levou a se mudar para Pondicherry, deixando a política para se dedicar ao trabalho espiritual.
Durante sua estada em Pondicherry, Sri Aurobindo desenvolveu um método de prática espiritual chamado Integral Yoga. O tema central de sua visão foi a evolução da vida humana em uma vida divina. Ele acreditava em uma percepção espiritual que não apenas liberava o homem, mas transformava sua natureza, permitindo uma vida divina na Terra. Em 1926, com a ajuda de seu colaborador espiritual, Mirra Alfassa (referido como "A Mãe"), ele fundou o Ashram Sri Aurobindo.
Suas principais obras literárias são The Life Divine, que trata dos aspectos teóricos do Yoga Integral; Síntese do Yoga, que trata da orientação prática para o Yoga Integral; e Savitri: A Legend and a Symbol, um poema épico. Seus trabalhos também incluem filosofia, poesia, traduções e comentários sobre os Vedas, Upanishads e o Bhagavad Gita. Ele foi indicado para o Prêmio Nobel de Literatura em 1943 e para o Prêmio Nobel da Paz em 1950.
Conversão da política para a espiritualidade
Em julho de 1905, o vice-rei da índia, George Curzon, 1.° Marquês Curzon de Kedleston, dividiu Bengala. Isso provocou uma onda de raiva pública contra os britânicos, levando a uma agitação civil e uma campanha nacionalista feita por grupos de revolucionários, que incluíam Aurobindo. Em 1908, Khudiram Bose e Prafulla Chaki tentaram matar Magistrate Kingsford, um juiz conhecido por condenar sentenças particularmente severas contra nacionalistas. No entanto, a bomba lançada em sua carruagem de cavalo errou o alvo e, em vez disso, atingiu outra carruagem e matou duas mulheres britânicas - a esposa e filha do advogado Pringle Kennedy. Aurobindo também foi preso sob a acusação de planejar e supervisionar o ataque. Aurobindo foi sentenciado a pena de prisão solitária na prisão Alipore. O julgamento do caso Alipore Bomb durou um ano, e ele acabou sendo absolvido em 6 de maio de 1909.
Durante este período no Presídio, sua visão da vida mudou radicalmente devido a experiências espirituais. Consequentemente, seu objetivo passou a ser muito mais amplo do que a libertação do país. Aurobindo disse que foi "visitado" por Swami Vivekananda na Cadeia Alipore: "É um fato que eu estava ouvindo constantemente a voz de Vivekananda falando comigo por uma quinzena na cadeia em minha meditação solitária e senti sua presença."
Em suas notas autobiográficas, Aurobindo disse que sentiu uma grande sensação de calma quando voltou pela primeira vez à índia. Ele não pôde explicar isso e continuou a ter várias experiências desse tipo de tempos em tempos. Ele não sabia nada de yoga naquela época e começou sua prática sem professor, exceto por algumas regras que ele aprendeu com Ganganath, um amigo que era um discípulo de Brahmananda. Em 1907, Barin apresentou Aurobindo a Vishnu Bhaskar Lele, um iogue maharashtriano. Aurobindo foi influenciado pela orientação que recebeu do iogue, que havia instruído Aurobindo a se guiar por meio de um guia interior e que qualquer tipo de guru ou orientação externa não seria necessário.
Em 1910, Aurobindo se retirou de todas as atividades políticas e se escondeu em Chandannagar, na casa de Motilal Roy, enquanto os britânicos tentavam processá-lo por insurreição, com base em um artigo assinado intitulado "Aos meus compatriotas", publicado em Karmayogin. Como Aurobindo desapareceu de vista, o mandado foi retido e a acusação adiada. Aurobindo manobrou a polícia em ação aberta e um mandado foi emitido em 4 de abril de 1910, mas não pôde ser executado porque naquela data ele havia chegado a Pondicherry, então uma colônia francesa. Sendo assim, o mandado contra Aurobindo foi retirado.

Pensamento

A Yoga integral, também chamada de ioga supramental, é a filosofia e prática baseadas em yoga de Sri Aurobindo e A Mãe (Mirra Alfassa). Aurobindo define o termo ioga como um esforço metodizado para a auto perfeição por meio da expressão das potencialidades latentes no ser - uma união do indivíduo humano com a existência universal e transcendente que é vista parcialmente como expressões nos humanos e no cosmos. Como ideia de ioga, esse Espírito se manifesta em um processo de involução. O processo inverso da evolução é levado a uma manifestação completa do espírito. De acordo com Sri Aurobindo, o status atual da evolução humana é um estágio intermediário na evolução do ser, que está a caminho do desdobramento do espírito e da auto revelação da divindade em todas as coisas. Yoga é uma evolução rápida e concentrada do ser, que pode ter efeito em uma vida, enquanto a evolução natural não assistida levaria muitos séculos ou muitos nascimentos. Sri Aurobindo sugere um grande programa chamado sapta chatushtaya (sete quadrados) para auxiliar essa evolução.

As duas percepções comuns da vida e realidade

Sri Aurobindo postula que existem duas visões extremas da vida, a materialista e a asceta.
Ele compreende que os materialistas só aceitariam a existência de matéria ou força e negariam qualquer outra coisa, e em seu argumento encontrariam algo que não é cognoscível (aquilo que escaparia do pensamento e fala) como uma ilusão ou alucinação. Essa afirmação dos materialistas baseia-se na associação do real com o materialmente perceptível e torna-se fundamento para todos os argumentos. Devido à noção acima, os materialistas recusariam qualquer investigação adicional, portanto nunca tendo um entendimento satisfatório.  Ele recomenda que a única maneira de reconciliar a mente materialista com a outra verdade seria atravessar as camadas da consciência interna, seja pela análise objetiva da vida e da mente quanto à matéria ou pela síntese e iluminação subjetivas, chegar a um estado da última palavra. Unidade sem negar a energia da multiplicidade expressiva do universo. Aurobindo postula que o mundo atual está em um estado de materialismo racionalista, e acha que esse movimento racionalista serviu à humanidade de um modo positivo, purificando o intelecto dos dogmas, superstições abrindo caminho para um melhor avanço da Humanidade. Sri Aurobindo acha que a raiz deste movimento científico é uma busca de conhecimento, devido a essa raiz o movimento não se deteria e seu progresso é um sinal claro de que ele levaria adiante para alcançar a outra parte do conhecimento que os vedantins tinham descoberto de uma maneira diferente.
Já os ascetas somente aceitariam o espírito e denominariam o restante como substância mecânica ou energia não inteligente, levando a acreditar que a realidade é uma ilusão de sentidos. Sri Aurobindo escreve que quando a mente se retrai de atividades externas e tem experiência de silêncio, surge uma poderosa experiência convincente a qual indica que apenas o eu puro ou não-ser é real, levando os ascetas a desconsiderar o mundo exterior. Ele acha isso uma revolta de espírito sobre a matéria, que foi tornada famosa pelo budismo, afirmando que é impossível encontrar uma solução no mundo que seja denominada de natureza dual, levando ao Nirvana, Brahmaloka ou Goloka. De acordo com Aurobindo, que esta abordagem está lentamente chegando ao fim e teve sua importância como parte da evolução, mas é bem diferente do que estava presente durante o período védico.
Sri Aurobindo acha que um compromisso entre as duas abordagens seria uma barganha e não uma verdadeira reconciliação. Para ele, ambas as cosmovisões são diferentes estados de realidade com afirmações opostas. De acordo com Sri Aurobindo, a experiência mais elevada da realidade é uma existência consciente, uma Inteligência suprema; Ele acha que uma inteligência e experiência liberadas trariam a mais alta compreensão da realidade.

Influência

A influência de Aurobindo tem sido ampla. Na Índia, S. K. Maitra, Anilbaran Roy e D. P. Chattopadhyaya comentaram o trabalho de Sri Aurobindo. Escritores do esoterismo e da sabedoria tradicional, como Mircea Eliade, Paul Brunton e René Guénon, viam-no como um representante autêntico da tradição espiritual indiana.
Haridas Chaudhuri e Frederic Spiegelberg estão entre os inspirados por Aurobindo, que trabalhou na recém-formada Academia Americana de Estudos Asiáticos, em São Francisco. Logo depois, Chaudhuri e sua esposa Bina estabeleceram a Bolsa de Integração Cultural, da qual mais tarde surgiu o Instituto de Estudos Integrais da Califórnia.
Sri Aurobindo influenciou Subhas Chandra Bose a tomar uma iniciativa de dedicar tempo integral ao Movimento Nacional Indiano. Bose escreve: "O exemplo ilustre de Arabindo Ghosh aparece muito antes de minha visão. Sinto que estou pronto para fazer o sacrifício que esse exemplo exige de mim".
Karlheinz Stockhausen foi fortemente inspirado pelos escritos de Satprem sobre Sri Aurobindo durante uma semana em maio de 1968, época em que o compositor passava por uma crise pessoal e descobrira que as filosofias de Sri Aurobindo eram relevantes para seus sentimentos.
Jean Gebser reconheceu a influência de Sri Aurobindo em seu trabalho e se referiu a ele várias vezes em seus escritos.
Depois de conhecer Sri Aurobindo em Pondicherry em 1915, o autor e artista dinamarquês Johannes Hohlenberg publicou um dos primeiros títulos de Yoga na Europa e mais tarde escreveu dois ensaios sobre Sri Aurobindo. Ele também publicou trechos de The Life Divine na tradução dinamarquesa.
William Irwin Thompson viajou para Auroville em 1972, onde conheceu "A Mãe". Thompson chamou o ensinamento de Sri Aurobindo sobre espiritualidade de "anarquismo radical" e "abordagem pós-religiosa", e considera que seu trabalho "chegou novamente à cultura da Deusa da pré-história e, nos termos de Marshall McLuhan," culturalmente recuperado "os arquétipos do xamã e da fada sábia ..."
As ideias de Sri Aurobindo sobre a evolução futura das capacidades humanas influenciaram o pensamento de Michael Murphy - e indiretamente, o movimento do potencial humano, através dos escritos de Murphy.
O filósofo americano Ken Wilber chamou Sri Aurobindo de "o maior sábio filósofo moderno da Índia".

Referências

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sri_Aurobindo
Om shanti!

Reflexões:

TERREMOTO MORAL
"Como mostram os filmes de ação, é nos momentos extremos que se mostra a verdadeira personalidade. Nos momentos calmos, quase sempre nos escondemos sob máscaras de conveniências, gentilezas e cortesias que estamos longe de sentir. Nada melhor para a transição planetária, é por isso que vivemos crises tão tensas. Preocupa apenas que alguns esperem momentos extremos vivendo momento extremíssimo. Não é preciso cataclismos físicos, já vivemos tremendo terremoto moral! Noé não foi um privilegiado perante o Dilúvio, Deus não faz diferença entre pessoas, sua própria construção gigantesca dividiu os homens entre gozadores e trabalhadores. Naquele tempo, na vinda do Cristo, hoje, os sinais estão disponíveis para todos, enxergá-los e segui-los é para poucos. Trabalhemos e estudemos de coração ao Alto, como os pastores, os reis magos e Noé chamando, pelo exemplo, pela palavra e pelo serviço, quem tiver olhos de ver e ouvidos de ouvir!"
(Maurício Zomignani)
EXPANSÃO DE CONSCIÊNCIA
"O princípio vital que nos anima vem evoluindo desde o mineral, passando pelo vegetal e animal, e avançará ao angélico. Já vivemos na água, submersos nas emoções, já caminhamos rente ao chão, apegados ao concreto, já subimos sobre patas e árvores, ampliando nossa visão de mundo, já nos erguemos em asas, tendo os próprios continentes por habitat, vislumbrando as amplas redondezas. O mal – forma de ver o mundo que antagoniza toda a humanidade, já que todos, assim, situam seus problemas nos outros – é nossa triste ilusão. O mal não existe, há apenas seres em evolução, ninguém pode andar sem cair, aprender sem errar. O egoísmo, origem de todos os equívocos, é somente natural herança do instinto animal, que tudo ataca e defende em função de si mesmo. Usemos o tempo, a energia, as vidas que temos gasto fechando-nos em revolta, medo ou guerra ao mal, para abrirmo-nos ao bem, ao outro e à vida pela empatia, pois só assim conseguiremos, um dia, expandir nosso olhar ao Infinito!"
(Maurício Zomignani)

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Namastê buscadores!

"Onde há alturas; 
Também há grandes precipícios."
(Sêneca)
"O presente mais precioso que podemos oferecer
 a qualquer um é a nossa atenção. Quando a nossa 
atenção plena abraça aqueles que amamos,
 eles florescem como flores."
(Thích Nhất Hạnh)
*
"Para conhecer um ao outro temos que chegar 
além da esfera das nossas percepções de sentido."
(Nikola Tesla)
*
"A nossa jornada verdadeira é sobre estar 
profundamente envolvidos com a vida,
E, ainda assim, desapegados."
#rosacruzaurea
*
" A mente cria o abismo e o coração o atravessa".
(Nisargadatta Maharaj)

por Rosacruz Áurea

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Om shanti, buscadores!

TRABALHO
"Ditosos os que hajam dito a seus irmãos:
'Trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, 
a fim de que o senhor, ao chegar,
encontre acabada a Obra (...)"

O Espírito da Verdade - O Evangelho Segundo o Espiritismo
Cap. XX - 5 - Os obreiros do Senhor
RETIDÃO
"A nós cumpre o dever da Retidão - Pensar e sentir corretamente, amar sem discriminação, compreender sem reserva, e dar aos outros o direito de serem conforme podem, mas a nós próprios, nos impormos o compromisso de renovação a cada instante, para melhor, realizando com eficiência a tarefa que nos está reservada."
Bezerra de Menezes - O Trabalho espírita da paz
Reformador jan/1991
FEB - Federação Espírita Brasileira

Namastê buscadores!
10 dicas importantes para 
preservar o meio ambiente
por Vanessa Sardinha dos Santos

"Entre as dicas mais importantes para preservar o meio ambiente, destacam-se a economia de água e energia, bem como a reciclagem do lixo.
Todos nós sabemos que o planeta Terra não está bem! Estamos observando de perto as mudanças climáticas e, infelizmente, estamos sofrendo diretamente com todo o impacto negativo que o homem causa ao planeta. Fato é que não podemos só observar todas as mudanças, devemos buscar melhorias.
Você deve estar pensando: Como eu, uma única pessoa, posso salvar o planeta? Realmente não é uma tarefa fácil, entretanto, pequenos gestos ajudam a preservar o meio ambiente e fazer desse planeta um lugar melhor para as futuras gerações.

Veja a seguir 10 dicas importantes para preservar o meio ambiente:
  • Preserve as árvores. Não realize podas ilegais e nunca desmate uma área. É importante também não colocar fogo em propriedades, pois isso pode atingir matas preservadas.
  • Cuide bem dos cursos de água. Nunca coloque lixo em rios, lagos e outros ambientes aquáticos e, principalmente, preserve a mata em volta desses locais. Essa mata protege contra erosão e assoreamento.
  • Não pesque em épocas de reprodução e obedeça às regras que indicam a quantidade de pescado permitida. Também é importante não realizar a caça ilegal.
  • Nunca compre animais silvestres sem registro. Ao comprar animais ilegais, você está construindo para o tráfico de animais, um problema mundial que afeta a biodiversidade de uma região, podendo até mesmo levar espécies à extinção.
  • Cuide bem do seu lixo. Nunca jogue lixo no chão, importando-se sempre com o destino adequado dele. Separar o lixo reciclável é importante para diminuir a quantidade de lixo nas grandes cidades.
  • Não pare agora... 
  • Reutilize, reaproveite e recicle tudo que for possível. Caixas e plásticos, por exemplo, podem ser utilizados para acondicionar alguns objetos. Roupas que você não utiliza mais podem ser doadas. Alguns produtos podem virar itens de decoração. O importante é sempre ter em mente que quanto mais diminuímos a nossa produção de lixo, mais preservamos o meio ambiente.
  • Reduza o consumo de água. Para isso, basta criar maneiras de aproveitar melhor água, como reutilizar a água da máquina de lavar, armazenar a água da chuva, não lavar calçadas com água e diminuir o tempo de banho.
  • Reduza o consumo de energia elétrica. Evite o consumo exagerado, lembrando-se sempre de deixar aparelhos desligados quando não estiverem sendo usados e apagar as luzes que estão iluminando ambientes desnecessários.
  • Evite andar apenas de carro. Os carros poluem o meio ambiente, por isso, sempre que possível, opte por deixar o carro em casa. Você sempre pode optar por utilizar o transporte público de sua região, criar sistemas de caronas, andar de bicicleta ou ainda ir a pé, dependendo da distância a ser percorrida.
  • Compre apenas o necessário. A dica aqui é sempre se perguntar antes de uma compra: Eu realmente preciso? A produção exagerada de produtos ocasiona a exploração de nossos recursos de maneira descontrolada. Assim sendo, só consuma o necessário e só adquira produtos realmente importantes.
Viu só? Com dicas simples; 
Você pode preservar o meio ambiente e ajudar o planeta!

Lembrem-se:
A preservação do meio ambiente é uma tarefa de todos nós!

Fonte: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/10-dicas-importantes-para-preservar-meio-ambiente.htm

sábado, 19 de outubro de 2019

Namastê buscadores!

Conscientização Planetária:
Simples como 2+2=4  
Sem o devido equilíbrio da natureza;
Viramos pó de estrelas...

Salve o Planeta
A importância das abelhas
 para a vida no planeta

Desaparecimento das abelhas traria consequências terríveis para a humanidade e o meio ambiente.
A polinização é o transporte de pólen de uma flor para a outra. É através desse processo que as flores são fecundadas, dando início ao desenvolvimento de frutos e sementes. Ela pode ser feita pela água, pelo vento e por muitos animais, como borboletas e beija-flores. Mas o animal mais famoso pela capacidade de polinização - e é de fato o mais eficiente - é a abelha, pois é mais rápida, consegue voar em ziguezague e, após um tempo com a colônia instalada em certo local, consegue saber qual o melhor horário para coletar pólen (elas observam a flora próxima à colmeia e associam com a intensidade da luz do dia).

Você gosta de abobrinha, de melancia e de maracujá? Se a resposta é sim, então você gosta do que as abelhas fazem. Esses e muitos outros vegetais não existiriam ou seriam muito diferentes sem a polinização feita por esses pequenos insetos. As berinjelas, por exemplo, seriam menores que maçãs.

As abelhas são pequenas no tamanho, mas de uma importância gigante para toda a vida na Terra. Sem as abelhas, não perderíamos só o mel e os produtos agrícolas. A produção de animais para consumo humano também sofreria grandes perdas, já que esses bichos são herbívoros. A vida selvagem de uma forma geral sofreria sem elas: a vegetação seria drasticamente reduzida e, assim, a vida como um todo.

O desaparecimento ou extinção das abelhas é um fenômeno que pode colocar fim não somente às abelhas, mas também à espécie humana. Isso porque esses pequenos seres polinizam mais da metade dos nossos alimentos, sendo cruciais para a manutenção da vida no planeta da forma como a conhecemos.

Além de esforços individuais, é preciso realizar ações coletivas para institucionalizar mundialmente a proteção às abelhas, como a proibição de pesticidas nocivos; a agroecologia; a criação e o resgate de abelhas em situação de vulnerabilidade e outras formas sustentáveis de proteção às abelhas que deverão ser decididas por meio de democracia direta. Mas, individualmente, você pode fazer sua parte com algumas dicas. 

Entenda:

A importância das abelhas

Os insetos, incluindo as abelhas sem ferrão (jataí e arapuá, por exemplo) cumprem um papel importante no ecossistema, assim como em nossas vidas. Elas são os agentes polinizadores mais eficientes da natureza, além de serem responsáveis pela reprodução e perpetuação de milhares de espécies vegetais, produzindo alimentos, conservando o meio ambiente e mantendo o equilíbrio dos ecossistemas. Estima-se que o valor econômico da polinização seja de 12 bilhões de dólares.

A polinização feita por elas garante a alta produtividade e qualidade dos frutos. Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO - na sigla em inglês), 70% das culturas de alimentos depende das abelhas. Mas a eficácia delas não para por aí! Ao transportar o pólen entre as plantas, elas garantem a importante variação genética das espécies para o equilíbrio dos ecossistemas e a reprodução das espécies. Ou seja, sem abelhas, não temos alimentos na mesa (seja vegetal ou animal) e muito menos oxigênio.

No Brasil, as plantações de maracujá, melancia, acerola e melão dependem 100% da polinização. Enquanto culturas de maçã, pera, ameixa, pêssego, abacate, goiaba, girassol e tomate dependem de 40% a 90%. Para as culturas de café, canola, algodão e soja, estima-se que essa dependência seja de 10% a 40%; e para as culturas de feijão, caqui e laranja de 0% a 10%.

Esses dados diferem de acordo com cada ecossistema. Nos EUA, por exemplo, a produção de maçã depende 90% da polinização. Mas, em todos casos, os alimentos produzidos em ambientes sem a polinização apresentam deformações e baixo valor econômico.

Nos últimos anos, os apicultores perceberam a morte massiva de abelhas em apiários, após um grande número de espécies polinizadoras desaparecerem em um fenômeno chamado de "Síndrome de Colapso de Colônias".

Os causadores do desaparecimento
Os culpados? Eles são muitos e nós já falamos de pelo menos um deles. Entre os especialistas parece haver um consenso entre os vilões do desaparecimento das abelhas polonizadoras: pesticidas, aquecimento global e desmatamento. Esse último, por exemplo, traz diversas consequências ruins. Para as abelhas, significa a perda de seu lar e dos frutos que as alimentam, tornando difícil sua sobrevivência. Já o uso de químicos, como pesticidas e agrotóxicos, causa problemas na memória da abelhas, fazendo com que elas se desorientem e percam a habilidade de retornar à colmeia; razão esta que torna impossível para os apicultores encontrarem as abelhas desaparecidas.

Quando as abelhas entram em contato com os neonicotinoides, elas perdem o senso de direção, não conseguindo voltar à colmeia. A água exudada das plantas, que é uma fonte de hidratação para pequenos insetos, contém altas quantidades de veneno, e mata não só abelhas, mas também besouros, borboletas, mariposas, entre outros. Esses agrotóxicos intoxicam não só os alimentos vegetais e os polinizadores, mas também peixes, aves e mamíferos. Uma vez na cadeia alimentar, podem causar câncer da tireoide em humanos e outros quadros graves.

Na China a situação já é mais que alarmante, e deu origem aos "humanos abelhas", que são pessoas responsáveis por subirem em árvores para fazer o trabalho dos polinizadores extintos pelos agrotóxicos.

O problema não é somente a morte das abelhas, pois elas não são as únicas polinizadoras, mas sim que o seu desaparecimento iria desencadear uma reação em cadeia no meio ambiente que iria afetar cada ser vivo da natureza.

Tome a produção agrícola no Brasil como exemplo. Colmeias são alugadas para polinizar culturas em fazendas por todo o país. Em 2011, não havia abelhas para polinizar culturas de maçã, pepino, melão e melancia. Por falta de polinização suficiente, os frutos nascerem com sabor e formato adulterado. Houve perda de produção de outros alimentos, como laranja, algodão, soja, abacate e café, segundo David De Jong, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, campus de Ribeirão Preto, em entrevista à Revista Planeta.

O que podemos fazer para amenizar este problema?
A campanha "Sem Abelha, Sem Alimentos", sugere os seguintes passos para aqueles que interessados em como ajudar as abelhas:

Consuma produtos orgânicos
Dê preferência aos produtos orgânicos: são mais saudáveis por não conterem agrotóxicos, e não contaminam o meio ambiente em sua produção, além de essa ser uma medida de apoio à produção local orgânica.

O que são alimentos orgânicos?
Plante árvores e cultive flores, os alimentos das abelhas.
Plante em sua casa, nos parques e nos bosques de sua cidade, espécies da flora apícola; flores com pólen e néctar fornecem o alimento natural das abelhas.

As abelhas precisam do néctar e das proteínas presentes no pólen das flores para se manterem vivas e darem origem a novas gerações de abelhas. Elas possuem papel-chave na manutenção dos ecossistemas e por isso contribuir com a existência desses pequenos seres é optar por uma atitude sustentável. Então que tal espalhar flores pelo condomínio, casa, ruas? As abelhas gostam bastante de plantas aromáticas que dão flor, como margaridas, manjericão, orégano, girassol, hortelã, alecrim, dente-de-leão, tomilho, entre outras. Da categoria das árvores, elas gostam de goiabeira, jabuticabeira, abacateiro, lichia etc. Elas também necessitam de um item essencial: a água. Mas, nesse último caso, cuidado com o mosquito da dengue, faça a troca diária da água. Cuidado também com a aplicação de inseticidas (mesmo os naturais) e algumas espécies de árvores nocivas a abelhas, como a árvore de neem, pois os inseticidas e algumas árvores podem reduzir significativamente as populações de abelhas.

Cultive abelhas sem ferrão
Cultive uma colmeia de abelhas nativas sem ferrão em seu jardim - um movimento cada vez mais universal, e de ampla recomendação para os amantes da natureza.

O Brasil possui mais de três mil espécies de abelhas, sendo sua maioria de abelhas nativas sem ferrão. Espécies como a jataí, iraí, jandaíra ou mandaçaia, entre outras, são abelhas dóceis e que podem fazer parte de seu jardim. Só assim podemos admirar e preservar estes maravilhosos polinizadores.

Não use pesticidas
Não utilize pesticidas que sejam tóxicos às abelhas, particularmente os sistêmicos (neonicotinoides); dê preferência às práticas agroecológicas.

Todos nós temos o direito a um ambiente sadio. Entretanto, o Brasil tem fama pela sua permissividade com substâncias nocivas que já foram proibidas em várias regiões do mundo. É preciso uma mudança urgente nesse cenário. E a sociedade civil, que é o elo mais prejudicado, precisa estar ciente dos trâmites políticos do cotidiano e pressionar por uma economia e política justas (isto pressupõe a sustentabilidade socioambiental) e democráticas, de modo que sejam implementadas técnicas de cultivo menos nocivas - e realizadas com o objetivo de alimentar a população, e não para serem usadas como commodities voltadas para o lucro de poucos privilegiados. Entenda melhor esse tema no livro gratuito para download: "Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia".

Abelhas

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Abelhas são insetos voadores, conhecidos pelo seu importante papel na polinização. Pertencem à ordem Hymenoptera, da superfamília Apoidea, subgrupo Anthophila, e são aparentados das vespas e formigas.
O representante mais conhecido é a Apis mellifera, oriunda do Velho Mundo, criada em larga escala para a produção de melprópolisgeleia real e veneno. As espécies de abelhas nativas das Américas e Oceania não possuem ferrão e são menos agressivas do que as espécies africanas, a maioria destas pertence à tribo Meliponini. As abelhas com ferrão encontradas comumente no Brasil são espécies híbridas de abelhas europeias e africanas, criadas para maior produtividade e resistência. As abelhas sem ferrão encontradas comumente no Brasil são espécies do gênero Meliponini e a mais conhecida é a jataí Tetragonisca angustula.
Há mais de 25.000 espécies de abelhas conhecidas em sete famílias biológicas reconhecidas. Elas são encontrados em todos os continentes, exceto a Antártida, em todos os habitats do planeta onde existam plantas de flores polinizadas por insetos.
As abelhas, abelhões, e abelhas sem ferrão vivem socialmente em colônias.
Elas estão adaptadas a uma alimentação de néctar e pólen, o primeiro principalmente como uma fonte de energia e os último principalmente pelas proteínas e outros nutrientes. A maioria do pólen é usado como o alimento para as larvas que as tem definido como um insecto herbívoro mas que estudos recentes podem obrigar a reconsiderar essa posição científica, catalogado-as antes como omnívoras, pois foi percebida a importância alimentar das proteínas microbianas existentes no interior do mesmo pólen[1].
polinização que as abelhas fazem é importantíssimo, tanto ecologicamente como comercialmente; o declínio em abelhas selvagens aumentou o valor da polinização por colmeias, geridas comercialmente, de abelhas melíferas.
As abelhas variam em tamanho desde minúsculas espécies de abelhas sem ferrão cujas obreiras são inferiores a 2 milímetros de comprimento,como a Perdita Minima,[2] até à Chalicodoma Plutão, a maior espécie de abelha cortadeira, cujas fêmeas podem atingir um comprimento de 39 milímetros . As abelhas mais comuns no hemisfério norte são as Halictidae; são pequenas e muitas vezes confundidas com vespas ou moscas. Vertebrados predadores de abelhas incluem aves como os abelharucos; insetos incluem vespas e libélulas.
apicultura tem sido praticada há milênios, desde pelo menos os tempos do Antigo Egito e da Grécia Antiga. Além do mel e da polinização, as abelhas produzem cera de abelha, geléia real e própolis. As abelhas têm aparecido na mitologia e folclore, através de todas as fases da arte e da literatura, desde os tempos antigos até os dias atuais.
Evolução
A história evolutiva dos insetos mostra que os primeiros insetos aparecem por volta de 480 milhões de anos, no período Ordoviciano, e os insetos voadores por volta de 400 milhões de anos, no período Devoniano.[3]
Estudos genéticos sugerem que as abelhas provêm, como as formigas, da especialização de vespas predadoras da família Crabronidae.[4] Supõe-se que evoluiram a partir de espécies que se alimentavam de insetos cobertos de polén, o qual teriam passado a preferir. [5]

Descoberta em 2006, a Melittosphex burmensis, fossilizada em âmbar.
Os mais antigos fósseis de abelhas foram encontrados presos em âmbar. Estas abelhas pertencem a espécies e gêneros agora extintos. O fóssil mais antigo descoberto, até hoje, é o Melittosphex burmensis : com 100 milhões de anos; essa minúscula espécie descoberta em 2006 na Birmânia tinha grãos de pólen nos pés Esta descoberta confirma a origem comum de vespas e abelhas e a idade da coevolução entre as "abelhas" e angiospermas. Essa descoberta sugere que as primeiras abelhas vegetarianas surgiram de ancestrais de vespas insetívoros [6] . O gênero Electrapis viveu no Cretáceo Superior, há cerca de 70 milhões de anos, na atual região báltica e tinha uma forma muito semelhante à da abelha melífera contemporânea.

Coevolução

As primeiras flores foram polinizadas por insetos como besouros; a polinização por insetos foi bem estabelecida antes da primeira aparição das abelhas. A diferença importante é que as abelhas são especializadas como agentes de polinização, com modificações comportamentais e físicas que realçam especificamente a polinização, e são os insetos polinizadores mais eficientes. Em um processo de coevolução, as flores desenvolveram também adaptações, recompensas florais[7] tais como o néctar, óleos florais, e partes comestíveis, e os tubos mais longos, e as abelhas desenvolveram línguas mais longas para extrair o néctar. [8] As abelhas também desenvolveram estruturas para coletar e transportar pólen. A localização e o tipo diferem entre grupos de abelhas. A maioria das abelhas têm pêlos localizados em suas patas traseiras ou na parte inferior de seus abdômen, algumas abelhas na família Apidae possuem "cestas" de pólen em suas patas traseiras.[9]

Diversidade

A maior parte das espécies de abelhas são solitárias, não fabricam mel nem constroem colmeias; todas têm, no entanto, um papel muito importante na polinização.

Uma abelha da pequena espécie Tetragonisca angustula paira de guarda à entrada do ninho. Não tem ferrão, produz um mel de sabor delicado.
Ao longo de milhares de anos de evolução, em que se espalharam por todo o mundo, adaptaram-se a diversos habitats e criaram uma espantosa diversidade. Algumas espécies desprezam o néctar, outras (exemploː Rediviva emdeorum) especializaram-se em óleos florais.[10]
Algumas abelhas, como a Andrena Fulva ou a Andrena Cinerária, constroem ninhos no subsolo. As abelhas carpinteiras - como a Xylocopa violacea ou a Xylocopa caerulea -constroem ninhos na madeira morta ou em caules ocos. As abelhas "pedreiras" - como a Osmia bicornis ou a Osmia lignaria - fazem paredes de barro para formar compartimentos em seus ninhos.[10]
Lestrimelitta limao (iratim), encontrada no Brasil e Panamá, possui o hábito de saquear o alimento (néctar e pólen) de outras colônias de abelhas. Produz mel tóxico para os humanos.[11] As abelhas "abutres" são um pequeno grupo de três espécies de abelhas sem ferrão americanas do gênero Trigona que se alimentam de carne putrefacta em vez de pólen ou néctar. [12]
Do ponto de vista humano e para a exploração do mel e produtos derivados das abelhas, cerca de apenas meia dúzia de espécies apresentam interesseː a Tetragonula carbonaria australiana, sem ferrão, a Tetragonisca angustula, a indonésia Megachile pluto, e principalmente as do género Apis - Apis cerana japonicaApis dorsata labriosa dos Himalaias, a dominante Apis mellifera, e a mais feroz de todas, a africanizada Apis mellifera scutella.[13]

Ver também

Referências