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Sem o devido equilíbrio da natureza;
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Salve o Planeta
A importância das abelhas
para a vida no planeta
Desaparecimento das abelhas traria consequências terríveis para a humanidade e o meio ambiente.
A polinização é o transporte de pólen de uma flor para a outra. É através desse processo que as flores são fecundadas, dando início ao desenvolvimento de frutos e sementes. Ela pode ser feita pela água, pelo vento e por muitos animais, como borboletas e beija-flores. Mas o animal mais famoso pela capacidade de polinização - e é de fato o mais eficiente - é a abelha, pois é mais rápida, consegue voar em ziguezague e, após um tempo com a colônia instalada em certo local, consegue saber qual o melhor horário para coletar pólen (elas observam a flora próxima à colmeia e associam com a intensidade da luz do dia).
Você gosta de abobrinha, de melancia e de maracujá? Se a resposta é sim, então você gosta do que as abelhas fazem. Esses e muitos outros vegetais não existiriam ou seriam muito diferentes sem a polinização feita por esses pequenos insetos. As berinjelas, por exemplo, seriam menores que maçãs.
As abelhas são pequenas no tamanho, mas de uma importância gigante para toda a vida na Terra. Sem as abelhas, não perderíamos só o mel e os produtos agrícolas. A produção de animais para consumo humano também sofreria grandes perdas, já que esses bichos são herbívoros. A vida selvagem de uma forma geral sofreria sem elas: a vegetação seria drasticamente reduzida e, assim, a vida como um todo.
O desaparecimento ou extinção das abelhas é um fenômeno que pode colocar fim não somente às abelhas, mas também à espécie humana. Isso porque esses pequenos seres polinizam mais da metade dos nossos alimentos, sendo cruciais para a manutenção da vida no planeta da forma como a conhecemos.
Além de esforços individuais, é preciso realizar ações coletivas para institucionalizar mundialmente a proteção às abelhas, como a proibição de pesticidas nocivos; a agroecologia; a criação e o resgate de abelhas em situação de vulnerabilidade e outras formas sustentáveis de proteção às abelhas que deverão ser decididas por meio de democracia direta. Mas, individualmente, você pode fazer sua parte com algumas dicas.
Entenda:
A importância das abelhas
Os insetos, incluindo as abelhas sem ferrão (jataí e arapuá, por exemplo) cumprem um papel importante no ecossistema, assim como em nossas vidas. Elas são os agentes polinizadores mais eficientes da natureza, além de serem responsáveis pela reprodução e perpetuação de milhares de espécies vegetais, produzindo alimentos, conservando o meio ambiente e mantendo o equilíbrio dos ecossistemas. Estima-se que o valor econômico da polinização seja de 12 bilhões de dólares.
A polinização feita por elas garante a alta produtividade e qualidade dos frutos. Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO - na sigla em inglês), 70% das culturas de alimentos depende das abelhas. Mas a eficácia delas não para por aí! Ao transportar o pólen entre as plantas, elas garantem a importante variação genética das espécies para o equilíbrio dos ecossistemas e a reprodução das espécies. Ou seja, sem abelhas, não temos alimentos na mesa (seja vegetal ou animal) e muito menos oxigênio.
No Brasil, as plantações de maracujá, melancia, acerola e melão dependem 100% da polinização. Enquanto culturas de maçã, pera, ameixa, pêssego, abacate, goiaba, girassol e tomate dependem de 40% a 90%. Para as culturas de café, canola, algodão e soja, estima-se que essa dependência seja de 10% a 40%; e para as culturas de feijão, caqui e laranja de 0% a 10%.
Esses dados diferem de acordo com cada ecossistema. Nos EUA, por exemplo, a produção de maçã depende 90% da polinização. Mas, em todos casos, os alimentos produzidos em ambientes sem a polinização apresentam deformações e baixo valor econômico.
Nos últimos anos, os apicultores perceberam a morte massiva de abelhas em apiários, após um grande número de espécies polinizadoras desaparecerem em um fenômeno chamado de "Síndrome de Colapso de Colônias".
Os causadores do desaparecimento
Os culpados? Eles são muitos e nós já falamos de pelo menos um deles. Entre os especialistas parece haver um consenso entre os vilões do desaparecimento das abelhas polonizadoras: pesticidas, aquecimento global e desmatamento. Esse último, por exemplo, traz diversas consequências ruins. Para as abelhas, significa a perda de seu lar e dos frutos que as alimentam, tornando difícil sua sobrevivência. Já o uso de químicos, como pesticidas e agrotóxicos, causa problemas na memória da abelhas, fazendo com que elas se desorientem e percam a habilidade de retornar à colmeia; razão esta que torna impossível para os apicultores encontrarem as abelhas desaparecidas.
Quando as abelhas entram em contato com os neonicotinoides, elas perdem o senso de direção, não conseguindo voltar à colmeia. A água exudada das plantas, que é uma fonte de hidratação para pequenos insetos, contém altas quantidades de veneno, e mata não só abelhas, mas também besouros, borboletas, mariposas, entre outros. Esses agrotóxicos intoxicam não só os alimentos vegetais e os polinizadores, mas também peixes, aves e mamíferos. Uma vez na cadeia alimentar, podem causar câncer da tireoide em humanos e outros quadros graves.
Na China a situação já é mais que alarmante, e deu origem aos "humanos abelhas", que são pessoas responsáveis por subirem em árvores para fazer o trabalho dos polinizadores extintos pelos agrotóxicos.
O problema não é somente a morte das abelhas, pois elas não são as únicas polinizadoras, mas sim que o seu desaparecimento iria desencadear uma reação em cadeia no meio ambiente que iria afetar cada ser vivo da natureza.
Tome a produção agrícola no Brasil como exemplo. Colmeias são alugadas para polinizar culturas em fazendas por todo o país. Em 2011, não havia abelhas para polinizar culturas de maçã, pepino, melão e melancia. Por falta de polinização suficiente, os frutos nascerem com sabor e formato adulterado. Houve perda de produção de outros alimentos, como laranja, algodão, soja, abacate e café, segundo David De Jong, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, campus de Ribeirão Preto, em entrevista à Revista Planeta.
O que podemos fazer para amenizar este problema?
A campanha "Sem Abelha, Sem Alimentos", sugere os seguintes passos para aqueles que interessados em como ajudar as abelhas:
Consuma produtos orgânicos
Dê preferência aos produtos orgânicos: são mais saudáveis por não conterem agrotóxicos, e não contaminam o meio ambiente em sua produção, além de essa ser uma medida de apoio à produção local orgânica.
O que são alimentos orgânicos?
Plante árvores e cultive flores, os alimentos das abelhas.
Plante em sua casa, nos parques e nos bosques de sua cidade, espécies da flora apícola; flores com pólen e néctar fornecem o alimento natural das abelhas.
As abelhas precisam do néctar e das proteínas presentes no pólen das flores para se manterem vivas e darem origem a novas gerações de abelhas. Elas possuem papel-chave na manutenção dos ecossistemas e por isso contribuir com a existência desses pequenos seres é optar por uma atitude sustentável. Então que tal espalhar flores pelo condomínio, casa, ruas? As abelhas gostam bastante de plantas aromáticas que dão flor, como margaridas, manjericão, orégano, girassol, hortelã, alecrim, dente-de-leão, tomilho, entre outras. Da categoria das árvores, elas gostam de goiabeira, jabuticabeira, abacateiro, lichia etc. Elas também necessitam de um item essencial: a água. Mas, nesse último caso, cuidado com o mosquito da dengue, faça a troca diária da água. Cuidado também com a aplicação de inseticidas (mesmo os naturais) e algumas espécies de árvores nocivas a abelhas, como a árvore de neem, pois os inseticidas e algumas árvores podem reduzir significativamente as populações de abelhas.
Cultive abelhas sem ferrão
Cultive uma colmeia de abelhas nativas sem ferrão em seu jardim - um movimento cada vez mais universal, e de ampla recomendação para os amantes da natureza.
O Brasil possui mais de três mil espécies de abelhas, sendo sua maioria de abelhas nativas sem ferrão. Espécies como a jataí, iraí, jandaíra ou mandaçaia, entre outras, são abelhas dóceis e que podem fazer parte de seu jardim. Só assim podemos admirar e preservar estes maravilhosos polinizadores.
Não use pesticidas
Não utilize pesticidas que sejam tóxicos às abelhas, particularmente os sistêmicos (neonicotinoides); dê preferência às práticas agroecológicas.
Todos nós temos o direito a um ambiente sadio. Entretanto, o Brasil tem fama pela sua permissividade com substâncias nocivas que já foram proibidas em várias regiões do mundo. É preciso uma mudança urgente nesse cenário. E a sociedade civil, que é o elo mais prejudicado, precisa estar ciente dos trâmites políticos do cotidiano e pressionar por uma economia e política justas (isto pressupõe a sustentabilidade socioambiental) e democráticas, de modo que sejam implementadas técnicas de cultivo menos nocivas - e realizadas com o objetivo de alimentar a população, e não para serem usadas como commodities voltadas para o lucro de poucos privilegiados. Entenda melhor esse tema no livro gratuito para download: "Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia".
Abelhas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Abelhas são insetos voadores, conhecidos pelo seu importante papel na polinização. Pertencem à ordem Hymenoptera, da superfamília Apoidea, subgrupo Anthophila, e são aparentados das vespas e formigas.
O representante mais conhecido é a Apis mellifera, oriunda do Velho Mundo, criada em larga escala para a produção de mel, própolis, geleia real e veneno. As espécies de abelhas nativas das Américas e Oceania não possuem ferrão e são menos agressivas do que as espécies africanas, a maioria destas pertence à tribo Meliponini. As abelhas com ferrão encontradas comumente no Brasil são espécies híbridas de abelhas europeias e africanas, criadas para maior produtividade e resistência. As abelhas sem ferrão encontradas comumente no Brasil são espécies do gênero Meliponini e a mais conhecida é a jataí Tetragonisca angustula.
Há mais de 25.000 espécies de abelhas conhecidas em sete famílias biológicas reconhecidas. Elas são encontrados em todos os continentes, exceto a Antártida, em todos os habitats do planeta onde existam plantas de flores polinizadas por insetos.
As abelhas, abelhões, e abelhas sem ferrão vivem socialmente em colônias.
Elas estão adaptadas a uma alimentação de néctar e pólen, o primeiro principalmente como uma fonte de energia e os último principalmente pelas proteínas e outros nutrientes. A maioria do pólen é usado como o alimento para as larvas que as tem definido como um insecto herbívoro mas que estudos recentes podem obrigar a reconsiderar essa posição científica, catalogado-as antes como omnívoras, pois foi percebida a importância alimentar das proteínas microbianas existentes no interior do mesmo pólen[1].
A polinização que as abelhas fazem é importantíssimo, tanto ecologicamente como comercialmente; o declínio em abelhas selvagens aumentou o valor da polinização por colmeias, geridas comercialmente, de abelhas melíferas.
As abelhas variam em tamanho desde minúsculas espécies de abelhas sem ferrão cujas obreiras são inferiores a 2 milímetros de comprimento,como a Perdita Minima,[2] até à Chalicodoma Plutão, a maior espécie de abelha cortadeira, cujas fêmeas podem atingir um comprimento de 39 milímetros . As abelhas mais comuns no hemisfério norte são as Halictidae; são pequenas e muitas vezes confundidas com vespas ou moscas. Vertebrados predadores de abelhas incluem aves como os abelharucos; insetos incluem vespas e libélulas.
A apicultura tem sido praticada há milênios, desde pelo menos os tempos do Antigo Egito e da Grécia Antiga. Além do mel e da polinização, as abelhas produzem cera de abelha, geléia real e própolis. As abelhas têm aparecido na mitologia e folclore, através de todas as fases da arte e da literatura, desde os tempos antigos até os dias atuais.
Evolução
A história evolutiva dos insetos mostra que os primeiros insetos aparecem por volta de 480 milhões de anos, no período Ordoviciano, e os insetos voadores por volta de 400 milhões de anos, no período Devoniano.[3]
Estudos genéticos sugerem que as abelhas provêm, como as formigas, da especialização de vespas predadoras da família Crabronidae.[4] Supõe-se que evoluiram a partir de espécies que se alimentavam de insetos cobertos de polén, o qual teriam passado a preferir. [5]
Os mais antigos fósseis de abelhas foram encontrados presos em âmbar. Estas abelhas pertencem a espécies e gêneros agora extintos. O fóssil mais antigo descoberto, até hoje, é o Melittosphex burmensis : com 100 milhões de anos; essa minúscula espécie descoberta em 2006 na Birmânia tinha grãos de pólen nos pés Esta descoberta confirma a origem comum de vespas e abelhas e a idade da coevolução entre as "abelhas" e angiospermas. Essa descoberta sugere que as primeiras abelhas vegetarianas surgiram de ancestrais de vespas insetívoros [6] . O gênero Electrapis viveu no Cretáceo Superior, há cerca de 70 milhões de anos, na atual região báltica e tinha uma forma muito semelhante à da abelha melífera contemporânea.
Coevolução
As primeiras flores foram polinizadas por insetos como besouros; a polinização por insetos foi bem estabelecida antes da primeira aparição das abelhas. A diferença importante é que as abelhas são especializadas como agentes de polinização, com modificações comportamentais e físicas que realçam especificamente a polinização, e são os insetos polinizadores mais eficientes. Em um processo de coevolução, as flores desenvolveram também adaptações, recompensas florais[7] tais como o néctar, óleos florais, e partes comestíveis, e os tubos mais longos, e as abelhas desenvolveram línguas mais longas para extrair o néctar. [8] As abelhas também desenvolveram estruturas para coletar e transportar pólen. A localização e o tipo diferem entre grupos de abelhas. A maioria das abelhas têm pêlos localizados em suas patas traseiras ou na parte inferior de seus abdômen, algumas abelhas na família Apidae possuem "cestas" de pólen em suas patas traseiras.[9]
Diversidade
A maior parte das espécies de abelhas são solitárias, não fabricam mel nem constroem colmeias; todas têm, no entanto, um papel muito importante na polinização.
Ao longo de milhares de anos de evolução, em que se espalharam por todo o mundo, adaptaram-se a diversos habitats e criaram uma espantosa diversidade. Algumas espécies desprezam o néctar, outras (exemploː Rediviva emdeorum) especializaram-se em óleos florais.[10]
Algumas abelhas, como a Andrena Fulva ou a Andrena Cinerária, constroem ninhos no subsolo. As abelhas carpinteiras - como a Xylocopa violacea ou a Xylocopa caerulea -constroem ninhos na madeira morta ou em caules ocos. As abelhas "pedreiras" - como a Osmia bicornis ou a Osmia lignaria - fazem paredes de barro para formar compartimentos em seus ninhos.[10]
A Lestrimelitta limao (iratim), encontrada no Brasil e Panamá, possui o hábito de saquear o alimento (néctar e pólen) de outras colônias de abelhas. Produz mel tóxico para os humanos.[11] As abelhas "abutres" são um pequeno grupo de três espécies de abelhas sem ferrão americanas do gênero Trigona que se alimentam de carne putrefacta em vez de pólen ou néctar. [12]
Do ponto de vista humano e para a exploração do mel e produtos derivados das abelhas, cerca de apenas meia dúzia de espécies apresentam interesseː a Tetragonula carbonaria australiana, sem ferrão, a Tetragonisca angustula, a indonésia Megachile pluto, e principalmente as do género Apis - Apis cerana japonica, Apis dorsata labriosa dos Himalaias, a dominante Apis mellifera, e a mais feroz de todas, a africanizada Apis mellifera scutella.[13]
Ver também
- Mel
- Soro contra veneno de abelha
- Apicultura
- Apiterapia
- Colmeia
- Distúrbio do colapso das colônias
- Declínio das populações de insetos
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