Om shanti, om...

Pai, mostra-nos…
Um jardim interior que se abre sem ruído,
onde a vida nova não chega; desperta.
Onde cada alma, tocada pela luz,
recorda a própria origem em silêncio florescente.
E que em nós renasça a criança eterna,
não a da inocência perdida,
mas a da confiança que amadureceu na eternidade.
Mostra-nos um campo vivo entre os mundos,
onde as conquistas não pesam; enraízam.
E onde a Fé, firme e serena,
não convence: sustenta.
Que as diferenças se tornem apenas variações da mesma essência,
e que a união cresça sem esforço,
como a respiração do espírito em tudo o que vive.
Mostra-nos a sinfonia invisível que atravessa todas as formas,
onde luz e som são apenas vestígios do Inefável.
E que as sombras, reconhecidas,
se dissolvam não por combate, mas por compreensão.
Mostra-nos o mundo vivo sob a Lei do Amor,
revelada no silêncio do Mestre,
onde o humano não se separa do divino; recorda.
Que a fraternidade não seja ideal, mas estado de consciência,
e que o coração aprenda a servir sem se perder,
a doar sem se esvaziar,
a amar sem medida e sem medo.
Mostra-nos a cura que não apenas restaura,
mas desperta o sentido oculto da jornada.
E que cada ser perceba em si
o templo que nunca esteve fechado.
Mostra-nos o tempo verdadeiro...
aquele que amadurece a alma, não o corpo.
E diante do Teu Amor maior,
faz de nós buscadores silenciosos da Luz,
até que o invisível não seja mais buscado,
mas reconhecido em nós.
Nenhum comentário:
Postar um comentário