quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Namastê buscadores!

O que é Contágio Emocional?

"O contágio emocional é um dos componentes da empatia.
*
É a tendência a mimetizar e repetir as expressões e sentimentos 
dos demais como forma de conexão, 
especialmente com os mais próximos.
*
Se trata de uma sincronização inconsciente, 
que pode ser positiva ou negativa."
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15 frases que nos ajudarão 
com a inteligência emocional
por 

Por vários anos temos ouvido repetidamente sobre a importância de desenvolvermos a inteligência emocional. Estamos tão saturados que, no final, só sabemos que há uma série de habilidades que temos que alcançar, mas não sabemos como chegar lá, se estamos no caminho certo ou se já conseguimos.

A verdade é que o fato de sermos seres emocionais e inteligentes pode parecer bastante complicado. No entanto, isso depende, em grande parte, de como fazemos o nosso treinamento.

Por isso, neste artigo queremos propor de uma maneira singela a possibilidade de atingir parte desta grande habilidade, tentando compreender as 15 frases seguintes.

1 - “Quando eu digo controlar emoções, me refiro às emoções realmente estressantes e incapacitantes. Sentir as emoções é o que torna a nossa vida rica”. (Daniel Goleman)
Nossas emoções moldam nosso caráter, nossa maneira de ser e como os outros nos veem.

2 - “Todo aprendizado tem uma base emocional”. (Platão)
Não existe um único momento em nosso dia a dia em que estejamos livres de emoções, ainda que não saibamos identificá-las. Tudo o que aprendemos em nossa vida está, em parte, determinado pelo nosso estado emocional de base e sua origem.

3 - “Não existe correlação entre QI e empatia emocional. Eles são controlados por diferentes partes do cérebro”. (Daniel Goleman)
Não existe relação direta entre o que entendemos por inteligência acadêmica e inteligência emocional. Uma pessoa pode ser altamente inteligente e se destacar na escola, mas, no entanto, não se destacar em sua vida pessoal.

4 - “A confiança, como a arte, nunca tem todas as respostas, mas está aberta a todas as perguntas”. (Earl Gray Stevens)
Somente fazendo as melhores perguntas podemos obter as melhores respostas. Isso é determinado com base em nossa consciência sobre o que pensamos, dizemos e fazemos na frente dos outros e de nós mesmos.

5 - “Quem não compreende um olhar, tampouco entenderá uma longa explicação”. (Provérbio Árabe)
Esta frase é uma das melhores definições de empatia que existem. Sabemos que a empatia é um dos principais pilares da inteligência emocional. Sentir-se como os outros se sentem e saber como usar isso é tão importante quanto o autoconhecimento.

6 - “As emoções são contagiosas. Todos sabemos disso por experiência. Depois de um bom café com um amigo, você se sente bem. Quando encontra um balconista rude em uma loja, se sente mal”. (Daniel Goleman)
Podemos neutralizar nossos sentidos, mas não somos capazes de escapar de nossos sentimentos e emoções. Façamos o que façamos nos sentiremos bem ou mal em diferentes graus, atendendo aos diferentes níveis de um mesmo estado contínuo.

7 -  “O cérebro emocional responde a um evento mais rapidamente do que o cérebro pensante”. (Daniel Goleman)
E isso é porque, como disse Blaise Pascal: 
“O coração tem razões que a própria razão desconhece”.

8 - “Não esqueçamos que as pequenas emoções são as grandes capitãs de nossas vidas, e as respeitamos sem perceber”. (Vincent Van Gogh)
Sentir e entender porque, como, onde, quando e o que podemos fazer é a única maneira de conduzirmos nossas vidas sem o prejuízo que as emoções podem nos causar.

9 - “Cuide de suas próprias emoções e nunca as subestime”. (Robert Henri)
As emoções são armas poderosas que podemos usar a nosso favor ou contra nós.

10 - “Esteja ciente de que, neste momento, você está criando. Você está criando seu próximo momento com base no que sente e pensa. Isso é o que é real”. (Doc Childre)
Na verdade, nossa realidade atual é baseada em cada segundo que passa e caminha diante de nós, moldando o nosso futuro.

11 - “Use a dor como uma pedra em seu caminho, não como uma área para acampar”. (Alan Cohen)
Esvazie o seu interior de ausências presentes, recolha a pedra e leve-a até a próxima estação para que saiba que é capaz de avançar...

12 - “É importante compreender que a inteligência emocional não é o oposto de inteligência, não é o triunfo do coração sobre a cabeça, é a interseção de ambas”. (David Caruso)
A verdade é que o coração nos diz o que precisa ser feito, mas a razão nos diz o que devemos evitar e nos ajuda a entender. Manter o coração e a razão trabalhando juntos deve ser nossa maior aspiração.

13 - “A diferença essencial entre a emoção e a razão é que a emoção leva à ação, enquanto razão leva a conclusões”. (Donald Calne)
Sentimentos nos ajudam a avançar conforme desenvolvemos uma melhor forma de interagir com eles. Assim, conhecer a nós mesmos em ambos os aspectos nos encoraja a sermos mais eficazes ao tomar decisões e ao direcionarmos as nossas vidas.

14 - “Como seres humanos, todos queremos ser felizes e livres da miséria, todos aprendemos que a chave para a felicidade é a paz interior. Os maiores obstáculos à paz interior são as emoções perturbadoras como raiva, o apego, o medo e a desconfiança, enquanto o amor e a compaixão são as fontes de paz e felicidade”. (Dalai Lama)
Há emoções saudáveis ​​e não saudáveis, ​ que nos capacitam e que não nos capacitam. Devemos dar as boas-vindas à alegria, a tristeza, a surpresa e ao tédio, enquanto devemos evitar a ira, a vingança, o ódio e a depressão.

15 - “A verdadeira compaixão não significa apenas sentir a dor de outra pessoa, mas ser motivado a eliminá-la”. (Daniel Goleman)
O nosso coração não permite a opção dos outros se sentirem mal. Na medida do possível devemos tentar evitar todo o sofrimento dos quais tivermos conhecimento.

Fonte: 
https://amenteemaravilhosa.com.br/15-frases-nos-ajudarao-inteligencia-emocional/
Namastê buscadores!
por Despertando

"A melhor forma de ajudar alguém despertar é se mantendo desperto. E isso corresponde a dizer que ao invés de desprender sua energia tentando convencer o outro com seus argumentos, você passa a falar através da presença. E falar através da presença é viver ancorado na verdade do amor incondicional, é permitir que o seu exemplo sirva como um catalisador no processo de despertar do outro".

"Não importa o quanto a luz esteja bloqueada pelas camadas do ego, o amor é nossa essência e isso nunca mudará. E cada ser passará por um conjunto de experiências até que o inevitável aconteça, até que ele se recorde quem realmente É. Então não importa se será nessa encarnação ou em outra, nesse planeta ou em outro, mais dia ou menos dia, todos irão despertar".

"Agir a partir do medo é sair do caminho do coração. E o coração trabalha na confiança, na entrega, na aceitação. E a verdadeira confiança é experienciada à medida que você se move em direção à consciência de que você e a Fonte são Um, de que Deus é o amor incondicional e está a seu favor o tempo todo".

"Quanto mais você se autoconhece, quanto mais se cura, mais apto se torna a ajudar um irmão que está passando por uma situação que você já conseguiu enxergar a saída. E é quando isso acontece, quando você se permite ser um farol de luz, que você colhe as bem-aventuranças de estar cumprindo o seu propósito, de estar alinhado com o amor incondicional".

"Faz parte da autorresponsabilidade compreender que o cenário coletivo é apenas um reflexo do cenário individual. E isso corresponde a dizer que se você deseja viver em um mundo sem violência, primeiro, acabe com a sua violência, se você deseja viver em um mundo sem corrupção, primeiro, acabe com a sua corrupção. Mude você, mude o mundo".

"Todos nós temos uma missão, um propósito a ser cumprido nessa encarnação. E manifestar seu propósito é colocar seus dons e talentos a serviço do bem maior, é colocar seu amor a serviço do Todo. E para colocar seus dons e talentos a serviço do bem maior, primeiro, você precisa se tornar consciente deles. E isso corresponde a dizer que para atingir a autorrealização você precisa se autoconhecer, você precisa se tornar consciente de quem realmente É".

"É preciso querer experimentar o amor incondicional. Se você ama mais seus pais do que seu vizinho, existe uma condição. Se você ama sua companheira apenas enquanto ela for sua companheira, existe uma condição. Não importa o quão nobre a condição pareça ser, não importa o quão apegado você esteja a ela, ainda há uma condição. E se existe uma condição para amar o próximo, é porque existe uma condição para amar a si próprio. Olhe para dentro de si, observe quais são suas condições para se amar, observe o amor possessivo que persiste em imperar. Ter a clareza de seus condicionamentos é a chave para transmutá-los a incondicionalidade, ao verdadeiro amor."

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Shalom!
"Quanto mais livres, 
mais somos responsáveis."

por Cassio Toledo
Música Relaxante e Fundo do Mar ...
 Acalmar a Mente.
Om Shanti!

“Respeitar significa, antes de tudo, reconhecer. Respeitar uma pessoa é reconhecer que ela existe, que é como é, e que é certa da maneira como é. Isso pressupõe que eu me respeite da mesma forma - que eu reconheça que existo, que sou como sou e que, tal como sou, também sou certo. Quando respeito a mim e ao outro dessa maneira, renuncio a construir uma imagem de como deveríamos ser. Sem essa imagem não existe juízo sobre o que seria melhor.”

(Bert Hellinger)

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Namastê buscadores!

"A simplicidade é a conquista final.
 Depois de ter tocado uma quantidade de notas e mais notas,
 é a simplicidade que emerge como a recompensa coroada da arte.“
*
"Existem certas alturas em que me sinto mais inspirado,
 preenchido com uma força brutal que me obriga a ouvir a minha voz interior,
 e é nessa altura que eu sinto mais que nunca a necessidade de um piano Pleyel."

(Frédéric Chopin)


Data de nascimento: 22. Fevereiro 1810 / Data de falecimento: 17. Outubro 1849. Outros nomes: Frédéric François Chopin, também chamado Fryderyk Franciszek Chopin, foi um pianista polonês-francês radicado na França, e compositor para piano da era romântica. É amplamente conhecido como um dos maiores compositores para piano e um dos pianistas mais importantes da história. Sua técnica refinada e sua elaboração harmônica vêm sendo comparadas historicamente com as de outros grandes compositores, como Mozart e Beethoven, assim como sua duradoura influência na música até os dias de hoje.

Referência: https://citacoes.in/autores/frederic-chopin/

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Namastê buscadores!

"Observa nas manchas dos muros, cinzas de fogo,
nuvens... Encontrarás invenções maravilhosas!"
(Leonardo da Vinci)
por NOVA ACRÓPOLE
 - Escola Internacional de Filosofia

LEONARDO DA VINCI e a Filosofia do Renascimento (2019)

*
"No dia Mundial da Filosofia 2019, Nova Acrópole homenageia o gênio renascentista LEONARDO DA VINCI, com palestra da professora e voluntária Lúcia Helena Galvão.
Nova Acrópole é uma organização filosófica presente em mais de 50 países desde 1957, e tem por objetivo desenvolver em cada ser humano aquilo que tem de melhor, por meio da Filosofia, da Cultura e do Voluntariado."

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Namastê buscadores!

"Cada célula do seu corpo reage a cada pensamento 
que você tem e a cada palavra que você fala."
(Louise L. Hay)
 por Daisaku Ikeda

A Voz, mais do que qualquer coisa, manifesta a energia vital da pessoa. É por isso que o coração, o corpo e a própria vida podem ser transformadas dependendo da voz e da escolha das palavras.
O que outras pessoas pensam de você ou como a maioria delas o trata, estes não seriam assuntos do seu interesse. O importante é como você avalia a si mesmo e quanto sente de sua vida.
Se você vive... sinceramente de acordo com sua fé, pode exemplificá-la como o mais valioso modo de vida através da sua própria existência.
A felicidade não lhe é proporcionada por ninguém. Ela encontra-se somente no próprio esforço em revelar o tesouro das profundezas de sua vida, e se poli-lo cuidadosamente, desenvolverá a coragem e a esperança, ao longo do caminho. Cada qual deve sentir-se livre para ser o que é. Preocupar-se demasiadamente com o que os outros pensam jamais fará uma pessoa feliz. Dez pessoas audazes que bradam são mais poderosas do que cem mil que permanecem caladas.
A liberdade de espírito não pode ser alcançada com os braços cruzados pode ser alcançada somente lutando-se por ela.  Tudo depende do que você dá atenção!
Para toda a vibração existe uma experiência equivalente. Tudo depende do nível de confiança ou insegurança que você está emitindo. É impossível que alguém que se sente doente encontre a cura.
É improvável que aquele que se sente miserável, enriqueça. É injustificável que aquele que se sente só, encontre o amor. Torne-se aquilo que você mais deseja. Não existe nada que o force a ver a vida com cores cinzas.
Palavras amorosas e ternas afetam as moléculas de água, e somos mais de 75% água. Então, eu cuido do que falo, do que penso e como ajo.
Não se preocupe como conseguirá o seu objetivo! 
Este é um trabalho que cabe unicamente ao universo.  
Ame e Confie!

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Namastê  buscadores!
por Arte e Teosofia

“Quando a Razão te fala, presta atenção ao que ela diz, e te salvarás. Faze bom uso de seus preceitos, e serás como homem armado. (...) Quando a Razão fala ao mais profundo do teu íntimo, estás à prova do Desejo. Pois a Razão é um ministro prudente, um guia leal e um sábio conselheiro. A Razão é a luz na treva, assim como o Ódio é a escuridão em meio à luz. Sê sábio – deixa que a Razão, e não o Impulso, seja teu guia.”
(Khalil Gibran)
*
"Quando as pessoas mudarem o seu estado de consciência e passarem a viver a sabedoria e a sinceridade, todas as coisas terrestres se harmonizarão de modo quase instantâneo. Se as pessoas fazem o oposto disso, a mediocridade colhe o que a mediocridade plantou. O tipo correto de mudança social ocorre quando as pessoas pensam mais sobre os seus deveres do que sobre os seus 'direitos'.""O final de cada ciclo é oportuno para refletir sobre nossas vitórias e dificuldades, fazer um balanço – e renovar a decisão de viver de maneira sábia."
*
"A arte de agir corretamente ensina a plantar o bom carma que desejamos colher. Para isso, nem sempre a boa vontade é suficiente, porque o caminho para a sabedoria é estreito e íngreme, e um agudo discernimento é indispensável."

"Pensar de fato e valorizar o ensinamento autêntico são dois fatores que andam juntos. Só a honestidade mental e emocional permite ao estudante sintonizar com as fontes sagradas do saber."

"O leme do barco – e do carma – é o pensamento. O seu comando é possível através do livre arbítrio. Um bom uso do leme consiste em concentrar a mente em pensamentos, ações e sentimentos que têm pelo menos três características."
Eles devem ser:
1) Fundamentalmente construtivos;
2) Fundamentalmente altruístas; e sobretudo,
3) Fundamentalmente verdadeiros.

(Carlos Cardoso Aveline)
Fontes:
Do texto "O Caminho do Aprendizado - Parte I": 

domingo, 1 de dezembro de 2019

Namastê buscadores!
"Toda Natureza é bela, e através de sua ordem e ritmo conhecemos a verdade de suas leis. Sentir o ritmo, perceber a ordem sagrada em nossa vida é ver a beleza em um grão de areia ou através da mais desafiante aparência."

(Anjo da Beleza)

Shalom!

"Da experiência nasce a sabedoria — não como herança pronta, mas como luz que se acende nas cicatrizes do caminho, transformando cada queda em consciência e cada recomeço em expansão."

(Autoria desconhecida)
"Assim é o amor pela virtude... 
Fixa em coisas puras e virtuosas 
e faz morada num coração nobre - 
Tal como os pássaros em verdes 
bosques ou galhos floridos."

"O amor se mostra mais na adversidade do que
na prosperidade; como a luz, que brilha mais
onde o lugar é mais escuro."

"A virtude é nosso verdadeiro bem e a 
verdadeira recompensa de seu possuidor."

"Você não pode ter domínio maior ou menor
 do que aquele sobre si mesmo."

"Assim como o ferro enferruja,
a menos que seja usado, e a água apodrece ou,
no frio, se transforma em gelo, nosso intelecto
estraga a menos que seja mantido em uso."

(Leonardo da Vinci)
 Nova Acrópole Mossoró

sábado, 30 de novembro de 2019

Namastê buscadores!
O NASCIMENTO DO CRISTO NA ALMA HUMANA
por Rudolf Steiner

A seriedade do pensamento natalino pode pesar no coração humano e surge a pergunta: Como posso vivenciar o impulso crístico na minha alma?
Não é de imediato que se implanta o impulso crístico em nossa alma e também em épocas diferentes ele se implanta de formas diferentes.
Hoje, o Homem deve assimilar por meio da sua consciência clara e plena os pensamentos cósmicos transmitidos em forma ainda tímida pela ciência espiritual antroposófica.
Se ele compreende esses pensamentos, pode acordar nele a confiança de que pelas asas desses pensamentos o impulso crístico da nossa época poderá penetrá-lo.
E este Homem o sentirá se realmente ficar atento!
Tentem, no sentido dado aqui, assimilar de forma bem viva e moderna os pensamentos espirituais oriundos da direção cósmica.
Não como uma doutrina ou teoria, mas como uma força que permeie e aqueça e ilumine vocês no cerne dos seus seres.
Tentem sentir estes pensamentos com tanta força que eles comecem a penetrar e transformar os seus corpos.
Tirem deles toda a abstração e sintam que eles se tornam um verdadeiro alimento para suas almas.
Tentem descobrir que por meio destes pensamentos penetra a vida espiritual que vem do mundo espiritual, em suas almas.
Unam-se de forma íntima com esses pensamentos e perceberão três efeitos: esses pensamentos exterminam o egoísmo que, especialmente em nosso tempo da alma da consciência, penetrou nos sentimentos humanos.
Se vocês começarem a perceber que esses pensamentos matam o egoísmo, o egocentrismo em vocês – então, meus caros amigos, terão sentido como os pensamentos da ciência espiritual antroposófica são permeados pelo impulso crístico.
Se, em segundo lugar, vocês sentem uma reação cada vez que vocês mesmos ou outros não respeitam a verdade, quando se confrontam com a falta de verdade, quando sentem que no mesmo momento em que a falta de verdade entra na esfera das suas vidas, um impulso os cerca como que ameaçando e indicando a verdade, um impulso que não deixa entrar a mentira em suas vidas, que continuamente os anima a respeitarem a verdade, então sentirão a vida do impulso crístico em contraste à vida tão dada às aparências.
Diante dos pensamentos espirituais orientados pela Antroposofia será difícil para o Homem mentir ou não reconhecer as aparências e a falta de verdade. Se não se satisfazem com uma compreensão teórica dos conteúdos da ciência espiritual, mas se sentem íntimos com estes pensamentos até sentir uma força de consciência moral que os acompanha, exortando-os a cultivar a verdade, então terão achado a segunda relação com o impulso crístico.
E se, em terceiro lugar, também sentem emanar algo desses pensamentos até no corpo, atuando na alma, vencendo doenças, algo que transmite saúde, força rejuvenescedora, então terão sentido o terceiro efeito do impulso crístico nesses pensamentos.
A humanidade aspira, com a nova sabedoria, a nova espiritualidade, a encontrar a possibilidade de vencer o egoísmo pelo amor, as aparências da vida pela verdade, o doentio pela força salutar dos pensamentos que nos unem com as harmonias cósmicas, porque eles são oriundos do cosmo.

Gena Teresa 
Oriah Mountain Dreamer - La Invitación:

"... Não me interessa saber quem és,
ou como chegaste até aqui.
Deixe-me saber se vai permanecer
no meio do fogo comigo e não recuar.
Eu não me importo onde, 
o quê ou com quem você estudou.
Quero saber o que te sustenta interiormente 
quando tudo o mais desmorona.
Deixe-me saber se você pode ficar sozinho com você 
mesmo e se você realmente gosta de sua própria 
companhia em momentos de solidão".



sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Namastê buscadores!

 Estudo biográfico = Experiências:

“Flecha divina” deixou cicatriz profunda 
no coração de Santa Teresa D’Ávila

O Êxtase de Santa Teresa, estátua de Bernini na igreja de Santa Maria della Vittoria
em Roma. Os profundos êxtases de Santa Teresa são descritos em detalhes
 em suas obras e inspiraram diversos outros religiosos, principalmente São João da Cruz.

Teresa de Ávila
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Teresa de Ávila, O.C.D., conhecida como Santa Teresa de Jesus (28 de março de 1515 — 4 de outubro de 1582),[5] nascida Teresa Sánchez de Cepeda y Ahumada, foi uma freira carmelita, mística e santa católica do século XVI, importante por suas obras sobre a vida contemplativa e espiritual e por sua atuação durante a Contra Reforma. Foi também uma das reformadoras da Ordem Carmelita e é considerada co-fundadora da Ordem dos Carmelitas Descalços, juntamente com São João da Cruz.
Em 1622, quarenta anos depois de sua morte, foi canonizada pelo papa Gregório XV. Em 27 de setembro de 1970, Paulo VI proclamou-a uma Doutora da Igreja e reconheceu seu título de Mater Spiritualium (Mãe da Espiritualidade), em razão da contribuição que a santa proporcionou à espiritualidade católica.[6] Seus livros, inclusive uma autobiografia ("A Vida de Teresa de Jesus") e sua obra prima, "O Castelo Interior" (em castelhano: El Castillo Interior), são parte integral da literatura renascentista espanhola e do corpus do misticismo cristão. Suas práticas meditativas estão detalhadas em outra obra importante, o "Caminho da Perfeição" (Camino de Perfección).
Depois de sua morte, o culto a Santa Teresa se espalhou pela Espanha durante a década de 1620 principalmente durante o debate nacional pela escolha de um padroeiro, juntamente com Santiago Matamoros.

Primeiros anos
Teresa de Cepeda y Ahumada nasceu em 1515 em Gotarrendura, um cidade na província de Ávila, no Reino de Castela. Seu avô paterno, Juan Sánchez, era um marrano (um converso) e foi condenado pela Inquisição espanhola por ter supostamente retornado à fé judaica. Seu pai, Alonso Sánchez de Cepeda, comprou um título cavaleiro e conseguiu com sucesso ser assimilado pela sociedade católica. A mãe de Teresa, Beatriz de Ahumada y Cuevas, era especialmente dedicada à missão de criar a filha como uma piedosa cristã. Teresa era fascinada por relatos sobre vidas de santos e fugiu aos sete anos com seu irmão mais novo Rodrigo para tentar conseguir seu martírio entre os mouros. Seu tio conseguiu impedi-los por sorte ao vê-los já fora das muralhas quando voltava de outra cidade.
A morte de Beatriz quando Teresa tinha apenas quatorze anos provocou-lhe uma tremenda tristeza que estimulou-a abraçar ainda mais a devoção à Virgem Maria como sua mãe espiritual. Porém, ela adquiriu também um interesse exagerado na leitura de ficções populares, principalmente novelas de cavalaria, e um renovado interesse em sua própria aparência. Na mesma época, foi enviada como interna para uma escola de freiras agostinianas em Ávila, o Convento de Nossa Senhora da Graça.
Pouco depois, piorou de uma enfermidade que começara a molestá-la antes de professar seus votos e seu pai a retirou do convento. A irmã Joana Suárez acompanhou Teresa para ajudá-la. Os médicos, apesar de todos os tratamentos, deram-se por vencidos e a enfermidade, provavelmente malária, se agravou. Teresa conseguiu suportar o sofrimento, graças a um livro devocional que lhe fora dado de presente por seu tio Pedro, "O Terceiro Alfabeto Espiritual", do Padre Francisco de Osuna. Esta obra, seguindo o exemplo diversas outras de místicos medievais, consistia de instruções para exames de consciência, para auto-concentração espiritual e contemplação interior (técnicas conhecidas no jargão místico como oratio recollectionis ou oratio mentalis). Teresa também fazia uso de outras obras ascetas como o Tractatus de oratione et meditatione de São Pedro de Alcântara, talvez muitas das obras nas quais Santo Inácio de Loyola baseou seus "Exercícios Espirituais" e possivelmente os próprios "Exercícios". Teresa seguiu as instruções da obra e começou a praticar a oração mental. Finalmente, após três anos, ela recuperou a saúde e retornou diretamente para tomar o hábito no Carmelo.
Teresa conta que durante sua enfermidade, ascendia do estágio mais baixo, da "oração mental", ao de "oração do silêncio" ou mesmo ao de "devoções de êxtase", que era um de união perfeita com Deus (veja abaixo). Durante este estágio final, Teresa conta que experimentava com frequência uma rica "benção de lágrimas". Conforme a distinção católica entre pecado mortal e venial foi se tornando clara para ela, passou também a compreender o terror profundo do pecado e a natureza do pecado original. Em paralelo, conscientizou-se de sua própria impotência em confrontar o pecado e certificou-se da necessidade da sujeição absoluta a Deus.
Por volta de 1556, vários amigos sugeriram que este conhecimento recém-revelado a Teresa era de origem diabólica e não divina e, como resultado, Teresa passou a infligir a si própria diversas torturas e outras formas de mortificação. Mas seu confessor, o padre jesuíta Francisco de Borja, reassegurou-a da divina inspiração de seus pensamentos. No dia de São Pedro de 1559, Teresa se convenceu firmemente que Jesus Cristo teria aparecido para ela de corpo presente, só que invisível. Estas visões continuaram por mais de dois anos ininterruptos e, numa delas, um serafim[a] trespassou repetidamente seu coração com a ponta inflamada de uma lança dourada provocando nela uma inefável dor espiritual e corporal:


“Eu vi em sua mão uma longa lança de ouro e, na ponta, o que parecia ser uma pequena chama. Ele parecia para mim estar lançando-a por vezes no meu coração e perfurando minhas entranhas; quando ele a puxava de volta, parecia levá-las junto também, deixando-me inflamada com um grande amor de Deus. A dor era tão grande que me fazia gemer; e, apesar de ser tão avassaladora a doçura desta dor excessiva, não conseguia desejar que ela acabasse... ”  
— Santa Teresa de Ávila.

Esta visão foi a inspiração de uma das mais famosas obras de Bernini, a escultura "O Êxtase de Santa Teresa", que está na Igreja de Santa Maria della Vittoria, em Roma. A memória deste episódio serviu de inspiração pelo resto da vida de Teresa e motivou sua perene disposição de imitar a vida e os sofrimentos de Jesus, epitomizada no motto geralmente associado com ela: "Senhor, ou me deixe sofrer ou me deixe morrer".

Reformadora
O Êxtase de Santa Teresa, estátua de Bernini na igreja de Santa Maria della Vittoria, em Roma. Os profundos êxtases de Santa Teresa são descritos em detalhes em suas obras e inspiraram diversos outros religiosos, principalmente São João da Cruz.
Teresa entrou para o Convento Carmelita da Encarnação em Ávila em 2 de novembro de 1535 e logo se viu cada vez mais em desarmonia com os males que assolavam o mosteiro. Entre as 150 freiras que viviam ali, a observância do enclausuramento - projetado para reforçar o espírito e a prática da oração - tornou-se tão relaxada que já não mais cumpria seu objetivo. A invasão diária de visitantes, muitos de alto status social e político, viciaram a atmosfera do local com preocupações frívolas e conversas tolas. Cada vez mais convencida de sua indignidade, Teresa invocava com frequência os grandes santos penitentes, Santo Agostinho e Santa Maria Madalena, aos quais estão associados dois fatos que foram decisivos na vida da santa. O primeiro foi a leitura das "Confissões" de Santo Agostinho. O segundo foi um chamamento à penitência que ela experimentou diante de um quadro da Paixão de Cristo: "Senti que Santa Maria Madalena vinha em meu socorro... e desde então muito progredi na vida espiritual". Sentia-se muito atraída pelas imagens de Cristo ensanguentado em agonia. Certa ocasião, ao deter-se sob um crucifixo muito ensanguentado, perguntou: "Senhor, quem vos colocou aí?" Pareceu-lhe ouvir uma voz: "Foram tuas conversas no parlatório que me puseram aqui, Teresa". Ela chorou muito e a partir de então não voltou a perder tempo com conversas inúteis e nas amizades que não a levavam à santidade. Teresa que começou a planejar alguma ação para reverter a situação.
O incentivo para expressar publicamente suas motivações interiores foi incentivado em Teresa pelo padre franciscano São Pedro de Alcântara, que a conheceu por volta de 1560 e tornar-se-ia depois seu diretor espiritual e mentor. Teresa decidiu fundar um carmelo reformado, corrigindo o relaxamento que encontrou no claustro do Carmelo da Encarnação e em outros. Guimara de Ulloa, uma amiga muito rica financiou a empreitada.
A pobreza extrema do novo carmelo, fundado em 1562 e batizado de Convento de São José, a princípio escandalizou os habitantes e as autoridades de Ávila, o que colocou o pequeno carmelo e sua capela sob o risco de ser suprimido. Contudo, poderosos patrocinadores, incluindo São Luís Beltrán e o próprio bispo de Ávila, e a impressão de uma subsistência assegurada e prosperidade potencial logo transformaram animosidade em aplausos.
Em março de 1563, quando Teresa se mudou para o novo claustro, recebeu sanção papal ao seu princípio primal de pobreza absoluta através da renúncia à propriedade, logo consolidado numa "Constituição". Seu plano era reavivar regras antigas e mais estritas, suplementando-as com novos regulamentos, como as três disciplinas de flagelação cerimonial prescritas para o Ofício Divino todas as semanas e também o abandono do uso de calçados. Teresa estabeleceu em seu convento a mais estrita clausura e o silêncio quase perpétuo. As religiosas vestiam hábitos toscos, usavam sandálias em vez de sapatos (por isso foram chamadas "descalças") e eram obrigadas a abstinência perpétua de carne. A fundadora, a princípio, não aceitou comunidades com mais de treze religiosas. Mais tarde, nos conventos que possuíam alguma renda, aceitou que residissem vinte monjas. Nos cinco primeiros anos no novo convento, Teresa permaneceu reclusa e dedicou-se a escrever.
Em 1567, ela recebeu uma carta patente de um prior geral carmelita, Rubeo de Ravena, para fundar novas casas de sua ordem e, com este objetivo, Teresa passou a realizar longas viagens por todas as províncias da Espanha, relatadas em seu "Libro de las Fundaciones". Entre 1567 e 1571, conventos reformados foram fundados em Medina del Campo, Malagón, Valladolid, Toledo, Pastrana, Salamanca e Alba de Tormes.
Como parte de sua patente original, Teresa recebeu permissão para criar duas novas casas para homens que desejassem adotar suas reformas e, para ajudá-la, convenceu São João da Cruz e Santo Antônio de Jesus. Eles fundaram o primeiro convento de irmãos carmelitas descalços em novembro de 1568 em Duruello. Outro amigo, Jerónimo Gracián, um visitator dos carmelitas da antiga observância da Andaluzia, comissário apostólico e, depois, prior provincial das reformas teresianas, colocou toda a força de seu apoio para permitir a fundação de conventos em Segóvia (1571), Beas de Segura (1574), Sevilha (1575) e Caravaca de la Cruz (Múrcia, 1576), enquanto que o profundamente místico João da Cruz, através de sua poderosa pregação, promovia a conversão de novos membros para o movimento.
Em 1576, uma série de perseguições começou por parte dos carmelitas da antiga observância contra Teresa, seus amigos e suas reformas. Em acordo com um conjunto de resoluções adotadas no capítulo geral em Placência, os definitors da ordem proibiram a fundação de novos conventos e condenaram Teresa a uma reclusão voluntária em uma de suas instituições. Ela obedeceu e escolheu ficar no Carmelo de São José em Ávila, a primeira. Seus amigos e subordinados foram alvo de grandes provações.
Finalmente, depois de diversos anos, suas súplicas por escrito ao rei Filipe II da Espanha conseguiram aliviar a situação. Em 1579, os processos contra ela e Graciano na Inquisição foram engavetados, o que permitiu que suas reformas continuassem. Um memorando do papa Gregório XIII permitiu a criação de um provincial especial para o novo ramo das freiras carmelitas descalças.
Nos três anos finais de sua vida, Teresa fundou conventos em Villanueva de la Jara, no norte da Andalusia(1580), Palencia (1580), Soria (1581), Burgos e Granada (1582). No total, dezessete conventos, todos menos um fundados pessoalmente por ela. Uma mesma quantidade de mosteiros para homens foram também estabelecidos durante os vinte anos de sua atividade reformadora.
A aflição final acometeu Teresa em uma de suas inúmeras viagens, desta vez no trecho entre Burgos e Alba de Tormes. Ela morreu em 1582, justamente no dia que as nações católicas do mundo estavam fazendo a troca do calendário juliano para o gregoriano, o que requereu a eliminação de todas as datas entre 5 e 14 de outubro do calendário. Assim, ou Teresa morreu antes da meia-noite de 4 de outubro ou nas primeiras horas de 15 de outubro, dia escolhido para celebrar sua festa. Suas últimas palavras foram: "Meu Senhor, é hora de seguir adiante. Pois bem, que seja feita Tua vontade. Ó meu Senhor e meu Esposo, a hora que tanto esperei chegou. É hora de nos encontrarmos!". Foi sepultada em Alba de Tormes, onde repousam suas relíquias.
Em 1622, quarenta anos depois de sua morte, Teresa foi canonizada por Gregório XV. Cinco anos antes, as Cortes Generales já haviam escolhido Teresa como padroeira da Espanha ao mesmo tempo que a Universidade de Salamanca conferiu-lhe o diploma de Doctor ecclesiae. Este título, que significa "doutor da Igreja", é diferente da honraria papal de "Doutor da Igreja", que é sempre conferido postumamente e que foi finalmente agraciado a Teresa pelo papa Paulo VI em 27 de dezembro de 1970, a mesma data que Santa Catarina de Siena recebeu o título que fez das duas as primeiras doutoras da história da Igreja Católica.

Misticismo
Provavelmente o retrato mais fiel de Santa Teresa. Trata-se de uma cópia de uma pintura original dela feita em 1576, quando tinha 61 anos.
O cerne do pensamento místico de Teresa em todas as suas obras é a ascensão da alma em quatro estágios:

O primeiro - "oração mental" - é o de devota contemplação ou concentração, o afastamento da alma do mundo exterior e especialmente a devota observância da paixão de Cristo e da penitência.

O segundo - "oração de silêncio" - é aquele no qual pelo menos a vontade humano se perde na de Deus em virtude de um estado carismático sobrenatural agraciado por Deus, enquanto as demais faculdades, como memória, razão e imaginação, ainda não estão preservadas das distrações mundanas. Apesar de esta distração parcial se dar por causa de atos exteriores como a repetição ininterrupta de orações ou a escrita de temas espirituais, o estado prevalecente é o de quietude e silêncio.

O terceiro - "devoção de união" - já não é apenas um estado sobrenatural, mas essencialmente um êxtase. Nele, a razão também é absorvida por Deus e apenas a memória e a imaginação permanecem. Este estado é caracterizado por uma ditosa paz, por um delicioso sono de, pelo menos, as mais elevadas faculdades da alma ou ainda por um arrebatamento consciente no amor de Deus.

O quarto - "devoção do êxtase ou arrebatamento" - é um estado passivo no qual o sentimento de estar num corpo desaparece (veja II Coríntios 12:2-3). A atividade sensorial cessa, a memória e a imaginação também são absorvidas em Deus ou são "intoxicadas". Corpo e espírito sofrem de uma dor doce e feliz, que alterna entre um tenebroso brilho, uma completa impotência e inconsciência, uma sensação de estrangulação ou, às vezes, de um voo extático tão intenso que o corpo literalmente se ergue no espaço. Estes efeitos, depois de meia-hora, são seguidos por um relaxamento completo de algumas horas num estado parecido com um desmaio, no qual todas as faculdades [mentais] desaparecem na união com Deus. Em seguida, o sujeito acorda aos prantos, o clímax da experiência mística, o que produz um transe. Tradições piedosas relatam que Teresa, como São Francisco de Assis, foi vista levitando durante a missa mais de uma vez.

Teresa é uma das mais importantes autoras sobre a oração mental e sua posição entre os autores da teologia mística é única. Em todas as suas obras sobre o tema, ela relata suas próprias experiências pessoais, que, ajudada por sua profunda perspicácia e capacidade analítica, explica de forma clara. Sua definição de "oração contemplativa" foi utilizada pelo Catecismo da Igreja Católica: "Oração contemplativa, na minha opinião, é nada mais que um compartilhamento íntimo entre amigos; significa dedicar tempo com frequência para estar sozinho com aquele que sabemos que nos ama".

Reconhecimentos
Teresa foi beatificada em 1614 pelo Papa Paulo V , e incluiu entre as santo pelo Papa Gregório XV em dezembro como de março de 1622 . É conhecida como Santa Teresa de Jesus.
Em 1617, os Tribunais de Castela , a pedido dos devotos de Teresina, declararam padroeira da Espanha e das Índias. No entanto, os jacobinos apelaram que Santa Teresa ainda não havia sido canonizada e defendiam que o patrono da Espanha era Santiago, desde tempos imemoriais e principalmente da invasão muçulmana. Por isso se tornou Copatrona. Em 1627, apenas cinco anos após a canonização, a Santa Sé reiterou o título de Copatrona. Juntamente com o Sr. Santiago El Mayor e a Imaculada Conceição (padroeira e imperatriz da Espanha e das Índias), sua celebração se tornou uma das três principais na corte hispânica.
O culto de Santa Teresa foi tão forte nas Índias, que o rei Felipe IV em 1640, por carta real, foi proclamado por Copatrona da Capitania Geral do Reino da Guatemala, solicitando celebrar seu partido como um dos quatro principais (ao lado dos da Concepcion limpa, Santiago e Santa Cecília) na cidade, cabeça e coração do povo colonial da América Central. Com a transferência da Cidade, Independência e a fundação da República, Santa Teresa tornou-se Copatrona da República e Iglesia da Guatemala.
Foi nomeada doutora honoris causa pela Universidade de Salamanca e posteriormente nomeada patrona dos escritores .
No entanto, a Igreja Católica como instituição não reconheceu oficialmente o ensino da vida espiritual realizada por Santa Teresa de Jesus, nem seu doutorado na Igreja. Várias tentativas foram feitas nesse sentido, a última em 1923. O motivo da rejeição foi sempre o mesmo: "obstat sexus". 
Finalmente, em 27 de setembro de 1970 , Santa Teresa de Jesus tornou-se (juntamente com Santa Catarina de Siena ) a primeira mulher levantada pela Igreja Católica ao status de Doutor da Igreja , sob o pontificado de Paulo VI . A Igreja Católica celebra sua festa em 15 de outubro. Em 2015, a Universidade Católica de Ávila nomeou seu doutorado honorário .
As obras de Teresa, escritas com fins didáticos, estão entre as mais notáveis da literatura mística da Igreja Católica:
  • A "Autobiografia", escrita antes de 1567 sob a direção de seu confessor, fr. Pedro Ibáñez.[19]
  • "O Caminho da Perfeição" (El Camino de Perfección), também escrito sob a direção de Ibáñez;[20]
  • "Meditações sobre o Cântico do Cânticos" (1567), escrita para suas "filhas" do Carmelo.
  • "O Castelo Interior" (El Castillo Interior; 1577), na qual compara a alma contemplativa a um castelo com sete sucessivas cortes (ou câmaras) interiores, análogas aos sete céus.[21]
  • "Relações" (Relaciones), uma extensão de sua autobiografia relatando suas experiências internas e externas na forma de epístolas.
  • Duas obras menores: "Conceitos de Amor" (Conceptos del Amor) e "Exclamações" (Exclamaciones).
  • Além destas, há também "As Cartas (Las Cartas; Saragossa, 1671), as correspondências de Teresa, da qual restaram 342 cartas completas e fragmentos de outras 87. A prosa de Teresa é marcada de uma graça sem afetações, de esmerada ornamentação e de um encantador poder expressivo, qualidades que a colocam no primeiro escalão da literatura espanhola.
  • Finalmente, seus raros poemas estão reunidos em "Todas as Poesias" ("Todas las poesías", Munster, 1854) e se distinguem pela ternura e pelo ritmo.
O poema moderno "Vós Sois as Mãos de Cristo", embora seja amplamente atribuído a Teresa, não aparece em suas obras:
"Cristo não tem atualmente sobre a terra nenhum outro corpo se não o teu;
Nenhumas outras mãos senão as tuas;

Nenhuns outros pés senão os teus...

Tu és os olhos com os quais a compaixão de Cristo deve olhar o mundo;
Tu és os pés com os quais Ele deve ir fazendo o bem;
Tu és as mãos com os quais Ele deve abençoar os homens de hoje...

— Atribuído a Santa Teresa de Ávila.
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O Castelo Interior
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O Livro das Moradas, chamado também de Castelo Interior, é uma obra de Santa Teresa d'Ávila e foi escrita em 1577, como guia para o desenvolvimento espiritual através do serviço e da oração.
O texto trata das sete passagens que alma faz para alcançar Deus, o qual vive na sétima e última morada. No livro, ela faz uma comparação, considerando "[...] nossa alma como um castelo todo ele de um diamante ou mui claro cristal, onde há muitos aposentos, assim como no Céu há muitas moradas. Que se bem o considerarmos, irmãs, não é outra coisa a alma do justo, senão um paraíso onde Ele disse ter Suas delícias. Pois, não é isso que vos parece que será o aposento onde um Rei tão poderoso, tão sábio, tão puro, tão cheio de todos os bens se deleita? Não encontro eu outra coisa com que comparar a grande formosura de uma alma e a sua grande capacidade;[...]"
Em outro trecho Santa Teresa d'Ávila diz: "Consideremos agora que este castelo tem, como disse, muitas moradas: umas no alto, outras em baixo, outras aos lados; e, no centro e meio de todas estas, tem a mais principal onde se passam as coisas mais secretas entre Deus e a alma.[...]"
E ela também nos recorda que, se Deus nos fez à Sua imagem e semelhança, "[...] não há razão para nos cansarmos a querer compreender a formosura deste castelo; porque, ainda que haja diferença dele a Deus como do Criador à criatura, pois é criatura, basta dizer Sua Majestade que a alma é feita à Sua imagem, para que possamos entender a grande dignidade e formosura da alma. [...]"

Cronologia
No final de sua vida, Santa Teresa d'Ávila, com 62 anos de idade, começou a escrever o livro em 2 de Junho de 1577, terminando em 29 de Novembro do mesmo ano. Em agosto de 1586, foi eleito como editor da obra o monge agostiniano Frei Luiz de Leon, e então ,finalmente a obra foi publicada em 1588, em Salamanca, Espanha.

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Como legado, a Doutora da Igreja também deixou plasmada sua
 experiência mística na seguinte poesia de amor, intitulada 

“Meu Amado é para mim”:

Entreguei-me toda e assim
Os corações se hão trocado
Meu Amado é para mim,
E eu sou para o meu Amado.

Quando o doce Caçador
Me atingiu com sua seta,
Nos meigos braços do Amor
Minh’alma aninhou-se quieta.
E a vida em outra, seleta,
Totalmente se há trocado:
Meu amado é para mim,
E eu sou para meu Amado.

Era aquela seta eleita
Ervada em sulcos de amor,
E minha alma ficou feita
Uma com o seu Criador.
Já não quero eu outro amor,
Que a Deus me tenho entregado:
Meu Amado é para mim,
E eu sou para meu Amado.