segunda-feira, 3 de junho de 2019

Namastê buscadores!

Para Pensarmos:

"Obstáculos vistos com olhar imparcial 
se mostram como grandes mestres cognitivos."
"Os Contos Edificantes são Histórias Reais de Auto-superações,
 fatos que ocorreram com os próprios autores em algum período de suas 
vidas, e que poderão servir como reflexões motivadoras para todos."

Podemos Ensinar os Jovens 

Tristezas Não Pagam Dívidas

"Educa-se mais com Exemplos do que com Palavras..."
Podemos Ensinar os Jovens - Tristezas Não Pagam Dívidas
Pensamento positivo sem a correspondente ação física ou mental 
não passa de pensamento negativo disfarçado...
Um garoto de 4 anos seguia descalço por uma rua, chupando um picolé num palito. Nesse tempo picolé era um artigo raro.
De repente, um grupo de meninos mais velhos passou correndo pela esquina, derrubando o pequeno na corrida, e o picolé caiu no chão se quebrando todo.
O Menino sentou-se no chão, e ficou, de olhos arregalados, contemplando a resultado da tragédia.
Não sabia o que dizer: só uma tristeza muito grande o dominava.
Uma Senhora idosa vinha nesse momento pela rua e caminhou para junto da Criança.
"Bem, meu pequeno", disse ela, "o pior que podia haver, aconteceu a você. Mas levante-se, que eu vou lhe mostrar uma coisa."
O pequenino ergueu-se.
"Agora ponha seu pé direito em cima do picolé, pise com força, e repare como ele se esguicha entre os dedos do seu pé..."
O Menino pisou com força o picolé, e este espirrou entre os dedos do pé. A Senhora riu e disse:
"Aposto que não há nenhum outro menino na cidade que já tenha coçado os dedos do pé com sorvete. Corra agora para casa e conte a sua mãe como foi divertida a experiência. E, lembre-se", acrescentou ela, "por pior que seja uma coisa que lhe aconteça, você pode se divertir quase sempre à custa dela!"
Eu era esse garotinho. Nunca fiquei sabendo quem era aquela Senhora, mas nunca esqueci o que ela fez por mim. As piores coisas me tem acontecido desde então, e as palavras dela vêm-me sempre à memória. É mesmo bobagem levar muito a sério a esmagadora maioria das tristezas dessa vida.

Relato de: H. Swarth
Irlanda
Notas:
Editoria de Educação do Site de Dicas. 
Veja mais detalhes sobre o autor ou autores nas notas abaixo.
Alberto Filho, é pesquisador e orientador de educação infantil, juvenil e adulta, inclusive da terceira idade, escritor especializado em Educação Consciencial e Holística, escritor de contos infantis, e um dos Idealizadores e colaborador fixo do Site de Dicas.
As Histórias dessa seção foram enviados por nossos colaboradores e são todos relatos de fatos ocorridos com os respectivos autores.
Texto revisado por Alberto Filho
Nota de Copyright ©
Proibida a reprodução para fins comerciais sem a autorização expressa do autor ou site. Nos demais casos, a citação da Origem do Conteúdo é Obrigatória.

sábado, 1 de junho de 2019

Om, shanti.

Vem, Verdade silenciosa, 
que habita além das máscaras e dos reflexos partidos.
Desce como luz sobre os labirintos da mente,
toca as feridas escondidas sob o brilho das aparências.
Sem tua chama, caminhamos como náufragos em mares de ilusões;
Com tua presença, descobrimos que até as sombras são portais.

Vem como consciência que desperta o que foi esquecido.
Vem como coragem que rompe o medo de sermos inteiros.
Ensina-nos a atravessar o deserto interior, 
onde o ego se desfaz e a essência resplandece.
Mostra-nos que a loucura do mundo é apenas
a distância de quem perdeu a própria luz.

Que teu brilho penetre as fissuras do ser,
Que tua música revele o diamante oculto sob as camadas do tempo.
E quando o silêncio final tocar nossos corações,
Que permaneça em nós a centelha eterna —
Aquela que nunca se apaga,
Aquela que sempre esteve ali,
Esperando para brilhar.
por Indeepsilence
Pink Floyd - Shine On You Crazy Diamond I-IX

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Namastê buscadores!


Discurso sobre a Dignidade do Homem
por Giovanni Pico della Mirandola.

"Ó Adão, não te demos nem um lugar determinado, nem um aspecto que te seja próprio, nem tarefa alguma específica, a fim de que obtenhas e possuas aquele lugar, aquele aspecto, aquela tarefa que tu seguramente desejares, tudo segundo o teu parecer e a tua decisão. A natureza bem definida dos outros seres é refreada por leis por nós prescritas. Tu, pelo contrário, não constrangido por nenhuma limitação, determiná-la-ás para ti, segundo o teu arbítrio, a cujo poder te entreguei. Coloquei-te no meio do mundo para que daí possas olhar melhor tudo o que há no mundo. Não te fizemos celeste nem terreno, nem mortal, nem imortal, a fim de que tu, árbitro e soberano artífice de ti mesmo, te plasmasses e te informasses, na forma que tivesses seguramente escolhido. Poderás degenerar até aos seres que são os brutos, poderás regenerar-te até às realidades superiores que são divinas, por decisão do teu ânimo.

Oh generosidade incomparável de Deus Pai, Oh felicidade maravilhosa e insuperável do homem, a quem é concedido para ter o que ele escolhe, para ser o que ele quer ser! Os brutos, desde o momento de seu nascimento, trazem consigo, como diz Lucílio, 'desde o ventre de sua mãe' tudo o que eles possuem. Os seres espirituais mais elevados eram, desde o momento da criação, ou logo depois, fixados no modo dos quais seriam deles através de eternidades sem medida. Mas sobre o homem, no momento de sua criação, Deus concedeu sementes, com todas as possibilidades, os germes de toda forma de vida. Qualquer dessas pessoas cultivará o mesmo. Se vegetativo, ele se tornará uma planta; se sensual, ele se tornará brutal; se racional, ele se revelará um ser celestial; se intelectual, ele será um anjo e o filho de Deus. E se, insatisfeito com o lote de todas as criaturas, ele deve lembrar-se no centro de sua própria unidade, ele vai lá tornar um espírito com Deus, na escuridão solitária do Pai, que é definido acima de todas as coisas, o próprio transcender das criaturas."
*
"O pai é infundido no homem, no nascimento e em todo tipo de semente.
 Estas sementes crescerão e darão fruto em todo homem que as cultivar."
*
"Deixemos uma sagrada ambição entrar em nossas almas; não nos contentemos com a mediocridade, mas sim. 'Nem ninguém pode, com razão, escolher sua própria doutrina, a menos que tenha se familiarizado com todas elas. Além disso, há em cada algo escola distinta, que não tem em comum com qualquer outro.'"
*
"Filosofia me ensinou a confiar em minhas próprias convicções e não nos julgamentos de outros e, bem, eu estou bem pensado, do que o que eu faço ou digo é mal. Assim que chegamos ao ponto, é doloroso reconhecer, onde as únicas pessoas que representaram sábios são aquelas que puderam reduzir a busca da sabedoria a um tráfego rentável."

(https://citacoes.in/autores/giovanni-pico-della-mirandola/)

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Shalom!
A Montanha Interior

Superar não é apagar os espinhos do caminho...
é reconhecer que foram eles que fortaleceram os pés.

Os enredos difíceis não nos definem;
lapidam-nos.
O que foi vivido transforma-se em sabedoria
quando acolhido sem amargura.

A montanha da vida não se escala com pressa,
mas com consciência.
Cada passo é aprendizado recolhido como fruto maduro,
cada queda é ajuste de rota,
cada retomada é sinal de maturidade.

Há uma confiança que nasce da experiência,
não é ilusão, é construção interna.
Ela conduz cada ser ao cumprimento do próprio propósito,
não por imposição,
mas por entendimento.

Feliz é quem cultiva essa certeza serena
e age com firmeza para realizar o que reconhece como verdadeiro.

Autonomia não é isolamento;
é liberdade responsável.
Quando unida à fraternidade,
transforma direitos em pontes
e deveres em consciência compartilhada.

Assim se abre espaço para a dignidade florescer
não como discurso,
mas como prática viva.

Respeitar a si mesmo é honrar a própria integridade.
Respeitar a Vida é reconhecer sua abundância em todos.
E amadurecer é compreender que crescer
é servir ao todo
com lucidez, coragem
e coração desperto.

domingo, 26 de maio de 2019

Salaam Aleikum ou As-Salamu Alaikum
 ("Salamaleico")

“Nas camadas mais antigas do silêncio, onde a memória da terra ainda respira nas pedras e no vento, um canto ancestral desperta. Ele atravessa desertos invisíveis dentro da alma, lembrando ao coração aquilo que o tempo tentou esconder: que somos feitos da mesma saudade das montanhas, da mesma oração do vento, da mesma chama que nunca se apaga. E enquanto essa melodia atravessa o espírito, algo dentro de nós se curva ao mistério — como se a própria eternidade estivesse sussurrando o caminho de volta para casa.”
por blax phill
Levon Minassian - Nare Nare

Shalom!
Filosofia e seitas: uma reflexão útil
por
Prof. Lúcia Helena Galvão - Poesia filosófica.

Uma das polêmicas mais acirradas que circulam hoje sobre o significado de palavras em geral gravita em torno da palavra “seita”.  Proveniente do latim sequire , "seguir", normalmente trata, em uso corrente, de ideologias divergentes da oficial e com tendência ao isolamento social; em extremo, podem se referir a grupos que cultivam excessiva devoção e obediência um líder, de quem são “seguidores”, com uso de técnicas de persuasão opressivas ou manipuladoras.

Como mesmo estes adjetivos são todos muito cheios de matizes, a se prolongar neste assunto, cairíamos num sem-fim de etimologias e conceitos discutíveis, mas não é este o nosso objetivo, senão perceber o que propõem, não as “filosofias”, pois é outro escorregadio conceito, uma vez que todo conjunto de ideias, homogêneo e coerente ou não, se intitula desta maneira, mas a Filosofia, tradicional e clássica, com a proposta que a trouxe à vida, e se isso se assemelha em alguma medida às chamadas “seitas’.

Penso que podemos nos apoiar em um dos mais conhecidos pensadores da humanidade, Sócrates, em uma de suas falas igualmente conhecidas, para começo de conversa: “Só sei que nada sei”. Pode parecer um paradoxo ou uma frase de efeito, à primeira vista, mas constitui um pensamento que define muito bem um filósofo: enquanto a média das pessoas se equilibra sobre supostas certezas, o filósofo encontra segurança exatamente em suas incertezas, ou seja, em saber que seus conceitos sobre o mundo são todos provisórios, apenas o melhor que logrou obter até agora, mas possui a permanente determinação de utilizar as oportunidades de aprendizado que a vida lhe oferece para aperfeiçoar estes conceitos. Em suma, o filósofo é sempre um ser em construção e um aprendiz.

Tem certezas? Sim, está certo de que o sentido da vida humana é o aperfeiçoamento, e que há um aperfeiçoamento próprio dos seres humanos, que reside na compreensão e vivência de valores universais, tais como fraternidade, bondade, justiça etc. Para isso, vasculha o passado e observa o presente, atento e curioso, sempre buscando elementos que possam lhe servir de tema de reflexão sobre como melhor entender e viver estes valores. Ou seja, ama Platão, mas está disposto a aprender com o João da Silva, se este tem algo a lhe oferecer que fornece resposta satisfatória às suas questões sobre a difícil arte de viver como homens. Ou seja, não “segue” ninguém, mas é fiel a algo, em si mesmo, que tem sempre sede de coerência e crescimento. De Platão a João, sabe que todos os homens são duais, uma mistura de “um e outro”, de luz e sombra, e que sempre se pode aprender um pouco com sua luz e oferecer-lhe algo da nossa, como essência da arte de viver.

A Filosofia isola? Nunca. É muito mais fácil para alguém que cresce na compreensão de si mesmo e do homem em geral entender as razões e necessidades que movem aquele parente excessivamente aficionado por uma linha religiosa ou o amigo ligado de forma muito entusiástica a uma visão política em especial, do que alguém que não o faz. O fenômeno humano, com suas buscas e angústias, conscientes ou não, lhe interessa, e sempre busca formas de entender onde se localiza cada homem, quais as necessidades que o levaram até aí, e como ajudá-lo a, partir do que é e de onde está, subir mais um degrau rumo à realização humana.

Questionador? Sempre, mas não pelo prazer de contestar, e sim pelo amor à investigação e compreensão da vida. Como uma criança, a observação a fundo de cada detalhe e momento, banal para outros, o deslumbra. Ama a figura de um Da Vinci que se debruça sobre uma simples planta, copiando, meticuloso, o intrincado desenho das nervuras de suas folhas. Nunca responde a circunstâncias semelhantes de maneira igual: uma mesma pergunta feita em dois tempos apresenta o matiz da transformação de quem fala, de quem ouve, do tempo. Sempre diferencia, examina e se detém no aprendizado que cada peculiaridade da vida lhe traz; ama dialogar com a vida... cada nova ´possibilidade descoberta lhe traz mais liberdade: um mundo mais amplo por onde transitar e investigar; por isso, não teme o novo, nunca rejeita nada “a priori”, nem julga o que não conhece.

Absolutamente fiéis e obedientes àquilo que percebem como valores universais, humanos, nobres e justos, são os filósofos os homens mais livres que há: não carregam o peso de presunções nem de preconceitos: estão sempre leves e puros ante a vida.  Não temem o conhecimento, pois sabem que este lhes dá sempre mais espaço vital; dispostos a se reconstruírem e a crescerem, não carregam nem sequer o peso de uma identidade rígida e “concretada” pela inércia do que foram até aqui. Não temem pensar como todos nem diferente de todos; não temem pensar, enfim.

Não buscam recompensas senão a de serem cada vez mais humanos, nem temem castigos que não a ignorância e o estatismo. Difícil manipulá-los, pois nada que querem ou temem está fora de si próprios. Amantes da natureza humana são dos que mais a compreendem, e com ela se comprometem. Por onde passaram os maiores dentre eles, na História, varreram a barbárie e a ignorância com uma chamada poderosa em prol da fraternidade, do ecletismo e do autoconhecimento.

Seja lá o que for que se denomine como seita, há que saber que nada há seja tão antípoda a este conceito quanto a Filosofia, esta saudável e luminosa arte ou ciência, que sempre trabalhou para desenvolver o senso e o discernimento humanos.

Fonte: http://filosofiacotidiana-na.blogspot.com/2014/06/filosofia-e-seitas-uma-reflexao-util.html

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Om, shanti.
Ólafur Arnalds - Only The Winds
*
COMO FUNCIONA A LEI DA VIBRAÇÃO
por WILL ALMEIDA


A lei da atração é sem dúvida a lei Universal mais conhecida entre as pessoas, sua notoriedade é devida ao filme e ao livro O SEGREDO, as pessoas passaram a conhecer essa maravilhosa de forma mais aberta.
Precisamos entender que a lei da atração não é a única lei presente no Universo, existem outras leis que agem em conjunto com ela e a lei da vibração tem papel muito importante  nesse conjunto.
Compreender como funciona a lei da vibração é fundamental para conseguir colocar a lei da atração em prática em sua vida!

TUDO É ENERGIA TUDO VIBRA

Antes de você compreender como funciona a lei da vibração, você precisa entender alguns conceitos importantes.
Tudo, exatamente tudo nesse Universo é energia e vibra em determinada frequência, vou dar um exemplo que vai ilustrar melhor esse conceito.
Suponha que você esteja sentado sem fazer qualquer movimento, a famosa inércia, você acredita que está parado, mas na verdade não está.
Bem, analise comigo. Nosso corpo físico é matéria, essa matéria é formada por moléculas, que por sua vez são formadas por átomos, esses átomos são formados por elétrons.
Esses elétrons estão se movimentando em centenas de milhares de quilômetros por hora, ou seja, seu corpo está em constante movimento.
Como sabemos os elétrons são cargas elétricas negativas, ou seja, são energia. A menor partícula existente no Universo é o fóton, essa partícula de luz é formada por energia pura, mesmo sua massa sendo desprezível ela ainda é energia.
Bem, isso não é aula de química, é só pra você ter uma base, o que quero salientar é que tudo é energia e vibra.

LEIA TAMBÉM: AS 12 LEIS UNIVERSAIS.
RELAÇÃO ENTRE A LEI DA ATRAÇÃO
 E A LEI DA VIBRAÇÃO

Fôssemos atribuir um grau de parentesco entre a lei da atração e a lei da vibração eu diria que elas são irmãs.
Sim, é isso mesmo, essas duas grandes leis agem em conjunto, para que a lei da atração funcione é necessário estar na vibração correta.
Como assim na vibração correta? Pense em duas gotas, uma de água e outra de óleo estando lado a lado com um espaço no meio.
No meio das duas é colocado outra gota de água, vai ocorrer que a gota de água vai se juntar com a outra gota de água, pois, semelhante atrai semelhante.
Será atraído (lei da atração) o que estiver na vibração correta (lei da vibração). A energia de determinada vibração terá de estar na mesma frequência vibracional de determinada coisa, isso pode parecer confuso, mas vou traduzir isso comparando com nossos pensamentos e desejos.

COMO FUNCIONA A LEI DA VIBRAÇÃO: RELAÇÃO COM NOSSOS PENSAMENTOS E DESEJOS.
Bom, você deve ter entendido a parte teórica de como funciona a lei da vibração, agora vamos mais à fundo e entender como essa lei interfere diretamente em nossos desejos.

Você pode estar se perguntando: 
COMO FICAR NA VIBRAÇÃO CORRETA DO QUERO 
PARA FAZER A LEI DA ATRAÇÃO FUNCIONAR?
A resposta é simples: Através de seus sentimentos!
Não basta apenas pensar em seus desejos, você precisa sentir os seus desejos. E quando digo sentir é pra valer, é criar uma situação vívida em sua mente do que realmente você quer.
É sentir de uma maneira correta, muitas pessoas não realizam seus desejos porque não estão na vibração correta.
Pense em uma pessoa que deseja passar em um concurso, ela mentaliza o que deseja, mas os sentimentos dela são de medo e ansiedade. Acontece que ela não passa nesse concurso.
Ora, passar em um concurso é uma sensação de felicidade e bem estar, contrárias à medo e ansiedade, volta aquela história das gotas de água e óleo, a gota d’água vai pro lado da água. Pelo fato de semelhante atrair semelhante.
Sentimentos de medo e ansiedade vão atrair mais medo e ansiedade. 
Você precisa pensar e sentir o seu desejo como se ele já fosse real, ter os sentimentos que você teria, caso aquilo já fosse seu.
Isso é vibrar da maneira correta, é assim que funciona a co-criação...

2 DICAS PARA SEMPRE ESTAR EM BOA VIBRAÇÃO
Agora que você compreendeu como funciona a lei da vibração, vou dar duas dicas que particularmente uso para me manter em uma boa vibração:

VIGIE AS SUAS VISUALIZAÇÕES – Quando você estiver fazendo as suas visualizações ou simplesmente pensando em seus desejos, procure analisar quais são os sentimentos que você está tendo no momento.
Se forem sentimentos similares ao seu desejo continue firme, mas se forem contrários pare e mude-os imediatamente, com o tempo vai ser automático, você vai estar sempre tendo sentimentos similares ao que deseja.

LEIA CONSTANTEMENTE – Ler sobre assuntos relacionados a lei da atração e aos poderes da mente ajuda muito a manter a boa vibração, principalmente quando essa leitura é feita de manhã, logo após acordar.
Foi provado cientificamente que tudo que lemos nas primeiras horas quando acordamos é absorvido para o subconsciente e levado para o decorrer do dia, ou seja, se você lê algo motivacional, vai estar motivado durante o dia todo. 
Faça o teste!

Fonte: https://sucessomental.com/como-funciona-lei-da-vibracao/

Namastê buscadores!


Os celtas eram um conjunto de povos indo-europeus organizados em várias tribos que se espalharam pela Europa Ocidental e Central desde o II milénio a.C. Entre os principais grupos estavam os gauleses, bretões, escotos, gálatas e caledónios. Muitos nomes de regiões europeias atuais derivam dessas antigas populações. Eles tiveram grande importância histórica por difundirem a metalurgia do ferro na Europa durante a Idade do Ferro, ligada às culturas de Hallstatt e La Tène, além de influenciarem costumes, arte e língua.

Os autores greco-romanos chamavam esses povos de “celtas”, “gauleses” ou “gálatas”. A primeira referência escrita aos celtas foi feita pelo historiador grego Hecateu de Mileto. Mais tarde, Júlio César afirmou que os próprios gauleses se chamavam “celtas”.

As línguas célticas pertencem ao grupo indo-europeu e dividiram-se em dois grandes ramos: o celta-Q (gaélico irlandês e escocês) e o celta-P (galês e bretão). Atualmente, os principais territórios associados à herança celta são Irlanda, Escócia, País de Gales, Cornualha, Bretanha, o norte de Portugal e a Galiza.

A origem dos celtas é controversa. A teoria tradicional situa a sua formação na Europa Central, enquanto outra hipótese defende uma origem atlântica, ligada à Península Ibérica. Estudos genéticos sugerem fortes ligações entre populações célticas modernas e povos antigos do litoral atlântico ibérico.

A sociedade celta organizava-se em clãs e tribos, com divisão entre nobres, homens livres e servos. Os druidas tinham enorme influência religiosa e cultural. A religião era politeísta e ligada à natureza, com culto a divindades como Epona e Cernuno.

A cultura celta destacou-se pela arte decorativa abstrata, pelos mitos e pela tradição oral. Muitas lendas europeias, como as histórias do rei Artur e diversos contos populares, têm raízes célticas. Apesar da conquista romana e da posterior cristianização, muitos elementos da cultura celta sobreviveram no folclore, na música e nas tradições de várias regiões europeias.

Os celtas constituem um dos conjuntos culturais mais influentes da Antiguidade europeia, embora não formassem um único império ou nação unificada. Eram diversos povos ligados principalmente por afinidades linguísticas, religiosas, artísticas e sociais. A expansão céltica moldou profundamente a Europa antes do domínio romano, deixando marcas duradouras em línguas, topónimos, mitologia, música, arte e tradições populares.

A origem dos celtas continua debatida entre historiadores, arqueólogos e linguistas. Existem duas grandes correntes interpretativas:

1. Teoria centro-europeia

A hipótese mais tradicional associa os celtas às culturas arqueológicas da Idade do Ferro da Europa Central:

Cultura de Hallstatt (c. 800–450 a.C.)

Cultura de La Tène (c. 450–50 a.C.)

Essas culturas desenvolveram-se principalmente nas regiões do atual sul da Alemanha, Áustria, Suíça e leste da França.

A arqueologia encontrou:

espadas de ferro sofisticadas;

carros de guerra;

joalharia trabalhada;

fortalezas conhecidas como oppida;

arte geométrica característica.

Segundo esta teoria, os celtas expandiram-se gradualmente pela Europa através de migrações, comércio e conquista.

2. Teoria atlântica

Outra corrente sustenta que os povos célticos teriam origem no litoral atlântico da Península Ibérica e da fachada atlântica europeia.

Essa hipótese baseia-se em:

referências antigas de Heródoto localizando celtas próximos da Ibéria;

semelhanças culturais atlânticas da Idade do Bronze;

estudos genéticos modernos;

possíveis inscrições célticas no sudoeste ibérico.

Essa visão ganhou força após pesquisas genéticas conduzidas por Bryan Sykes e Stephen Oppenheimer, que apontaram fortes conexões genéticas entre populações célticas modernas e antigos habitantes da Península Ibérica.

Entre os séculos VIII e III a.C., os celtas tornaram-se uma das maiores forças culturais da Europa.

Eles ocuparam vastas regiões:

Portugal

Espanha

França

Bélgica

Suíça

norte da Itália

Reino Unido

Irlanda

parte dos Balcãs

centro da Turquia antiga (Galácia)

Os celtas chegaram inclusive à Anatólia, onde os gálatas estabeleceram-se no século III a.C. O apóstolo Paulo mais tarde escreveu a famosa “Epístola aos Gálatas” para essa população já parcialmente helenizada.

A sociedade celta era tribal e hierárquica.

Reis e nobres

Governavam tribos e clãs, controlando:

terras;

guerreiros;

alianças;

redistribuição de riqueza.

A autoridade dependia muito do prestígio militar e da capacidade de liderança.

Guerreiros

A aristocracia guerreira tinha enorme importância social. A guerra era:

meio de expansão;

demonstração de honra;

forma de adquirir riqueza.

Autores romanos frequentemente descrevem os celtas como combatentes ferozes e impulsivos.

Druidas

Os druidas constituíam a elite intelectual e religiosa.

Eles atuavam como:

sacerdotes;

juízes;

astrónomos;

filósofos;

conselheiros políticos;

guardiões da tradição oral.

Segundo Júlio César, os druidas podiam estudar durante vinte anos.

Bardos

Responsáveis por:

poesia;

genealogias;

música;

preservação da memória tribal.

A oralidade era central na cultura céltica.

A religião celta era politeísta, animista e profundamente ligada à natureza.

Os celtas acreditavam que:

rios;

florestas;

montanhas;

lagos;

árvores

possuíam caráter sagrado.

Os cultos normalmente eram realizados:

em bosques;

fontes;

clareiras;

montanhas.

Templos fechados eram menos comuns inicialmente.

Entre as principais figuras estão:

Cernuno — deus ligado aos animais e à abundância;

Epona — muito venerada pelos cavaleiros;

Taranis — deus celta do trovão;

Lugh — associado à luz, artes e guerra;

Brigid — ligada à cura e poesia.

Autores romanos afirmam que alguns rituais incluíam sacrifícios humanos, embora haja debate sobre exageros propagandísticos romanos.

O famoso “homem de vime” descrito por César talvez seja parcialmente simbólico ou amplificado pela propaganda anti-céltica romana.

A arte celta é uma das mais originais da Antiguidade europeia.

Características:

espirais;

curvas fluidas;

padrões geométricos;

motivos vegetais;

entrelaçados.

Os artistas evitavam frequentemente o realismo greco-romano.

Os celtas dominaram:

ferro;

bronze;

ouro;

esmaltação;

fabricação de espadas.

Foram grandes inovadores tecnológicos da Idade do Ferro europeia.

Provavelmente popularizaram:

calças masculinas;

mantos coloridos;

torques metálicos no pescoço.

Os romanos viam as calças célticas como “bárbaras”, mas depois adotaram-nas em regiões frias.

As línguas célticas pertencem ao tronco indo-europeu.

Dividem-se em:

irlandês;

gaélico escocês;

manês.

galês;

bretão;

córnico.

Hoje ainda sobrevivem:

o galês em País de Gales;

o bretão na Bretanha;

o gaélico em partes da Escócia e Irlanda.

Os celtas enfrentaram sucessivamente:

romanos;

germanos;

helenos.

Em 390 a.C., tribos gaulesas derrotaram os romanos e saquearam Roma.

Esse episódio traumatizou profundamente a memória romana.

Entre 58 e 50 a.C., Júlio César conquistou a Gália.

O líder celta mais famoso desse período foi:

Vercingetórix

Ele unificou várias tribos contra Roma, mas foi derrotado em Alésia.

Nas ilhas britânicas, os celtas desenvolveram culturas particularmente duradouras.

Irlanda

Nunca foi conquistada diretamente por Roma.

Por isso preservou:

mitologia;

língua;

estruturas sociais;

literatura oral.

Os manuscritos medievais irlandeses preservaram grande parte da mitologia céltica.

Escócia

Os romanos nunca dominaram completamente os caledónios do norte.

Construíram a:

Muralha de Adriano

para limitar incursões.

A mitologia celta é extremamente rica.

Irlanda

Os ciclos mitológicos irlandeses incluem:

Ciclo do Ulster;

Ciclo Feniano;

Livro das Invasões.

O herói mais famoso é:

Cú Chulainn

As lendas do rei Artur possuem fortes raízes célticas britónicas.

Personagens como:

Merlim

Rei Artur

misturam elementos cristãos e tradições célticas antigas.

A cultura céltica continental enfraqueceu após:

conquista romana;

cristianização;

expansão germânica.

Entretanto, nas regiões atlânticas ela sobreviveu mais fortemente:

Irlanda;

Escócia;

País de Gales;

Bretanha.

Mesmo hoje, o legado celta permanece em:

música folk;

festivais;

símbolos;

cruzes célticas;

literatura;

identidade regional;

neopaganismo moderno.

O chamado “renascimento celta” dos séculos XIX e XX revitalizou:

estudos linguísticos;

música tradicional;

nacionalismos regionais;

arte inspirada em motivos célticos.

A influência celta continua visível em grande parte da identidade cultural atlântica europeia.


terça-feira, 14 de maio de 2019

Namastê buscadores!

"Compreender as coisas que nos rodeiam
é a melhor preparação para compreender
o que há mais além."

Resultado de imagem para Diálogo entre Theon e Hipátia
Hipátia: 
A Primeira Grande Matemática
A Filósofa,
Hipátia ou Hipácia (em grego clássicoὙπατίαtransl.: HypatíaAlexandriac. 351/370 – Alexandria, 8 de março de 415[1]) foi uma filósofa neoplatônica grega do Egito Romano. Foi a primeira mulher documentada como tendo sido matemática.[2] Como chefe da escola platônica em Alexandria, também lecionou filosofia e astronomia.[3][4][5][6]
Como neoplatonista, pertencia à tradição matemática da Academia de Atenas, representada por Eudoxo de Cnido e [7] era da escola intelectual do pensador Plotino, que a incentivou a estudar Lógica e Matemática, no lugar de se dedicar à investigação empírica, e a estudar Direito, em vez de ciências da natureza.[2]
De acordo com a única fonte contemporânea, Hipátia foi assassinada por uma multidão de cristãos depois de ser acusada de exacerbar um conflito entre duas figuras proeminentes em Alexandria: o governador Orestes e o bispo de Alexandria, Cirilo de Alexandria[8]
Kathleen Wider propõe que o assassinato de Hipátia marcou o fim da Antiguidade Clássica,[9] e Stephen Greenblatt observa que o assassinato "efetivamente marcou a queda da vida intelectual em Alexandria"[10] Por outro lado, Maria Dzielska e Christian Wildberg notam que a filosofia helenística continuou a florescer nos séculos V e VI, e, talvez, até a era de Justiniano.[11]

Biografia
Hipátia era filha de Téon de Alexandria, um renomado filósofoastrônomomatemático, autor de diversas obras e professor em Alexandria. Criada em um ambiente de ideias e filosofia, tinha uma forte ligação com o pai, que lhe transmitiu, além de conhecimentos, a forte paixão pela busca de respostas para o desconhecido. Diz-se que ela, sob tutela e orientação paternas, submetia-se a uma rigorosa disciplina física, para atingir o ideal helênico de ter a mente sã em um corpo são.
Hipátia estudou na Academia de Alexandria, onde devorava conhecimento: matemáticaastronomiafilosofiareligiãopoesia e artes. A oratória e a retórica também não foram descuidadas.
Alguns autores pensam que, quando adolescente, viajou para Atenas, para completar a educação na Academia Neoplatônica, onde não demorou a se destacar pelos esforços para unificar a matemática de Diofanto com o neoplatonismo de Amónio Sacas e Plotino, isto é, aplicando o raciocínio matemático ao conceito neoplatônico do Uno (mônada das mônadas).[12] Ao retornar, já havia um emprego esperando por ela em Alexandria: seria professora na Academia onde fizera a maior parte dos estudos, ocupando a cadeira que fora de Plotino. Aos 30 anos já era diretora da Academia, sendo muitas as obras que escreveu nesse período.
Um dos seus alunos foi o notável filósofo e bispo Sinésio de Cirene (370 - 413), que lhe escrevia frequentemente, pedindo-lhe conselhos. Através destas cartas, sabemos que Hipátia desenvolveu alguns instrumentos usados na Física e na Astronomia, entre os quais o hidrômetro.[13]
Sabemos também que desenvolveu estudos sobre a Álgebra de Diofanto ("Sobre o Cânon Astronômico de Diofanto"), tendo escrito um tratado sobre o assunto, além de comentários sobre os matemáticos clássicos, incluindo Ptolomeu. Em parceria com o pai, escreveu um tratado sobre Euclides.
Ficou famosa por ser uma grande solucionadora de problemas. Matemáticos, confusos com algum problema em especial, escreviam-lhe pedindo uma solução. E ela raramente os desapontava. Obcecada pelo processo de demonstração lógica, quando lhe perguntavam por que jamais se casara, respondia que já era casada com a verdade. [a]
O seu fim trágico se desenhou a partir de 412, quando Cirilo foi nomeado Patriarca de Alexandria, título de dignidade eclesiástica, usado em Constantinopla, Jerusalém e Alexandria. Ele era um cristão fervoroso, que lutou toda a vida defendendo a ortodoxia da Igreja e combatendo as heresias, sobretudo o Nestorianismo, que negava a divindade de Jesus Cristo e a maternidade divina de Maria.

Mudança do paradigma pagão para o cristão

O reinado de Teodósio I (r. 379–395) marca o auge de um processo de transformação do Cristianismo, que efetivamente se torna a religião oficial do Estado.[14] Em 391, atendendo pedido do então Patriarca de Alexandria, Teófilo, ele autorizou a destruição do Templo de Serápis (que não deve ser confundido com o Museu e a Biblioteca existentes em Alexandria, que não tinham nenhuma relação física com este templo), um vasto santuário pagão onde eram oferecidos sacrifícios de sangue, segundo os relatos dos historiadores contemporâneos Sozomeno e Tirânio Rufino.[15]
Embora a legislação em 393 procurasse coibir distúrbios, surtos de violência popular entre cristãos e pagãos tornaram-se cada vez mais frequentes em Alexandria, principalmente após a ascensão de Cirilo ao Patriarcado.

Morte

De acordo com o relato de Sócrates Escolástico [16], numa tarde de março de 415, quando regressava do Museu, Hipátia foi atacada em plena rua por uma turba de cristãos enfurecidos. Ela foi arrastada pelas ruas da cidade até uma igreja, onde foi cruelmente torturada até a morte. Depois de morta, o corpo foi lançado a uma fogueira.
Segundo o mesmo historiador, tudo isto aconteceu pouco tempo depois de Orestes, prefeito da cidade, ter ordenado a execução de um monge cristão chamado Amónio, ato que enfureceu o bispo Cirilo e seus correligionários.[17]Devido à influência política que Hipátia exercia sobre o prefeito, é bastante provável que os fiéis de Cirilo a tivessem escolhido como uma espécie de alvo de retaliação para vingar a morte do monge. Neste período em que a população de Alexandria era conhecida pelo seu caráter extremamente violento, Jorge de Laodiceia (m. 361) e Protério (m. 457), dois bispos cristãos, sofreram uma morte muito similar à de Hipátia: o primeiro foi atado a um camelo, esquartejado e os seus restos queimados; o segundo arrastado pelas ruas e atirado ao fogo.[18]
Dito isto, a eventual relação de Cirilo com o ocorrido continua a ser motivo de alguma controvérsia entre os historiadores. Embora Sócrates e Edward Gibbon afirmem que o episódio trouxe opróbrio para a Igreja de Alexandria, não mencionam qualquer envolvimento direto do patriarca.[19] O filósofo pagão Damáscio, por sua vez, atribui explicitamente o assassinato ao patriarca, que invejaria Hipátia.[20] Contudo, a Enciclopédia Católica lembra que Damáscio escreveu cerca de um século depois dos fatos e que os seus escritos manifestam um certo pendor anticristão.[21] As últimas pesquisas creem que o homicídio de Hipátia resultou do conflito de duas facções cristãs: uma mais moderada, ao lado de Orestes, e outra mais rígida, seguidora de Cirilo, responsável pelo ataque.[22]

Presença de outras mulheres na filosofia

Também na Escola Pitagórica “ora integrada na sua vida particular (de Pitágoras), como esposa, ora simplesmente na vida da Escola, a presença marcante de uma mulher, Teano, que ocupou certamente um lugar de destaque nos primórdios do pitagorismo. É também interessante destacar que Jâmblico, no seu catálogo de pitagóricos ilustres, elenca não uma, mas dezessete mulheres, e isso dentre as mais célebres que aderiram à sua doutrina”[23].
Igualmente na escola cínica houve a figura de Hiparquia, esposa de Crates, citada por Diógenes Laércio em sua Vida dos Filósofos Ilustres[24].

Obras

Nenhum trabalho escrito, amplamente reconhecido pelos estudiosos como da própria Hipátia, sobreviveu até o presente momento. Muitas das obras comumente atribuídas a ela acredita-se terem sido obra de colaboração com o seu pai, Téon de Alexandria. Esse tipo de incerteza autoral é típico dos filósofos do sexo feminino na Antiguidade[25].
Uma lista parcial das obras de Hipátia, como mencionado por outros autores antigos e medievais ou como postulado por autores modernos:
Suas contribuições para a ciência incluem o mapeamento dos corpos celestes[6], já antes realizado pelos mesopotâmios e também no Egito sob Ptolomeu, além da suposta invenção do hidrômetro,[31] utilizado para determinar a densidade relativa (ou massa específica) de líquidos (no entanto, o hidrômetro foi inventado antes de Hipátia e já era conhecido em seu tempo).[32][33]
Seu aluno Sinésio, bispo de Cirene, escreveu-lhe uma carta descrevendo a construção de um astrolábio[34]. A existência do astrolábio antecede Sinésio em pelo menos um século[35][36],e o pai de Hipátia ganhou fama por seu tratado sobre o assunto[37]. No entanto, Sinésio afirmou que se tratava de um modelo melhorado[38].

Representações na Arte


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Ver também

Notas


[a] ^ Segundo a enciclopédia bizantina "Suda", ela foi esposa de "Isidoro, o Filósofo" (aparentemente Isidoro de Alexandria);[26], porém, Isidoro só nasceu muito depois da morte de Hipátia e não se conhece nenhum outro filósofo com este nome que seja contemporâneo dela[39]. A "Suda" também afirmou que "ela permaneceu virgem" e que rejeitou o candidato mostrando lençóis manchados de sangue afirmando que eles demonstravam que não havia "nada de belo" no desejo carnal - um exemplo de fonte cristã fazendo uso de Hipátia como símbolo de virtude[26][40][41].
*
"Eu lhe saúdo, e lhe peço que saúde seus fortunados amigos por mim, majestosa Mestra. Há tempos venho lhe reclamando por não ser digno de uma resposta, mas hoje sei que não sou vítima do seu desprezo por nenhum erro de minha parte, mas porque sou desafortunado em muitas coisas, em tantas quanto um homem pode ser.
Se apenas eu pudesse receber novamente suas cartas e saber como todos estão passando – tenho certeza que estão felizes e desfrutando de boa fortuna – eu ficaria aliviado, neste caso, da metade dos meus próprios problemas, ao me alegrar pela sua felicidade. Mas hoje o seu silêncio é mais uma adição as minhas tristezas.
Eu perdi meus filhos, meus amigos, e a boa vontade de todos. A maior de todas as perdas, no entanto, é a ausência do seu espírito divino. Eu tive esperança de que isto sempre permanecesse em mim: a capacidade de vencer tanto os caprichos da fortuna quanto as voltas sombrias do destino."

A carta acima [1] foi escrita por Sinésio de Cirene no ano 413 d.C. Provavelmente seria tratada como um relato de pouca importância histórica, fruto do fim de vida amargo de um filósofo do século V, não fosse pela sua célebre destinatária, a qual o escritor lamenta profundamente a ausência: a “filósofa” em questão era exaltada como um “espírito divino” não somente por Sinésio, como por praticamente todos os seus discípulos. Ela era Hipátia de Alexandria,  cuja luz e a lenda ainda irradiam até a era moderna.
Para pensarmos:

"Em um debate sobre a órbita dos corpos celestes, um estudante cristão diz ao colega que critica o mecanismo celeste:

'Com que autoridade julgas a obra de Deus?', ao que é prontamente respondido: 'Qual o problema com vocês cristãos? Não se pode mais abrir a boca nesta cidade?'. 

Hipátia – Qual é o primeiro Teorema de Euclides?

Sinésio – Se duas coisas são iguais a uma terceira, então as três são iguais entre si.

Hipátia – Muito bem. E vocês dois não são iguais a mim? Pois isso eu digo a todos nesse recinto: há mais coisas nos unindo do que nos dividindo.

Infelizmente os cristãos não foram capazes de enxergar dessa forma. Se tivessem tentado, talvez tivessem visto como sua fé se assemelha com a tradição egípcia, o quanto suas semelhanças eram maiores que as diferenças."