terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Namastê buscadores!
"Todo o amor deriva do ato de ver: o amor 
inteligível do ato de ver inteligivelmente; 
o sensível do ato de ver sensivelmente."
(Giordano Bruno) 
(NolaReino de Nápoles1548 — RomaCampo de Fiori17 de fevereiro de 1600
foi um teólogofilósofo, escritor e frade dominicano italiano
Ideário
Filosofia
"A Terra e os astros (...), como eles dispensam vida e alimento às coisas, restituindo toda matéria que emprestam, são eles próprios dotados de vida, em uma medida bem maior ainda; e sendo vivos, é de maneira voluntária, ordenada e natural, segundo um princípio intrínseco, que eles se movem em direção às coisas e aos espaços que lhes convêm" (A ceia de cinzas).
"Todas as formas de coisas naturais têm almas? Todas as coisas são animadas? pergunta Dicson. Theophilo, porta-voz de Bruno, responde: Sim, uma coisa, por minúscula que seja, encerra em si uma parte de substância espiritual, a qual, se encontra o sujeito [suporte] adequado, torna-se planta, animal (...); porque o espírito se encontra em todas as coisas, e não há mínimo corpúsculo que não o contenha em certa medida e que não seja por ele animado." (Causa, Princípio e Unidade, 1584).
"E o que se pode dizer de cada parcela do grande Todo, átomo, mônada, pode se dizer do universo como totalidade. O mundo abriga em seu coração a Alma do mundo" (idem).
"O mundo é infinito porque Deus é infinito. Como acreditar que Deus, ser infinito, possa ter se limitado a si mesmo criando um mundo fechado e limitado?" (idem)
"Não é fora de nós que devemos procurar a divindade, pois que ela está do nosso lado, ou melhor, em nosso foro interior, mais intimamente em nós do que estamos em nós mesmos." (A ceia de cinzas).
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Giordano_Bruno
*   *   *
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Um dos pontos chave de sua cosmologia é a tese do universo infinito e povoado por uma infinidade de estrelas, como o Sol, e por outros planetas, nos quais, assim como na Terra, existiria vida inteligente. Sua perspectiva se define a partir das ideias do cardeal Nicolau da Cusa, do padre Copérnico e de Giovanni Battista della Porta.
As suas ideias sobre a relatividade anteciparam as de Galileu: num universo infinito, qualquer perspectiva de qualquer objeto é sempre relativa à posição do observador, há infinitos referenciais possíveis e não existe nenhum privilegiado em relação aos demais. Além de defender a existência de planetas extrassolares.
Deus seria a força criadora perfeita que forma o mundo e que seria imanente a ele. Bruno defendia a crença nos poderes humanos extraordinários, a crença de que todas as coisas tinham alma, criou a Geometria Sagrada...

"Nós declaramos esse espaço infinito, dado que não há qualquer razão, conveniência, possibilidade, sentido ou natureza que lhe trace um limite." (Giordano Bruno, Acerca do Infinito, o Universo e os Mundos, 1584), com base nas ideias do cardeal Nicolau de Cusa. Giordano Bruno foi o grande defensor da ideia de infinito.
Bruno era hilozoísta (pensava que tudo tem vida) e panpsiquista (pensava que tudo tem uma natureza psíquica, uma alma).
Em 1600, o ex-frei dominicano, filósofo e poeta Giordano Bruno foi queimado vivo em Roma. Defendia que, como Copérnico havia escrito antes dele nascer, e continuava a ser tabu defender, a Terra era um planeta e gira em torno do Sol. Não só isso, como uma ideia sua e incrivelmente ousada: o Sol era apenas uma estrela, e, como ele, todas as estrelas tinham sistemas planetários. Como a Terra, esses planetas deviam abrigar vida inteligente. Afirmou que a matéria é composta de átomos - uma ideia da Grécia Antiga, mas então muito contestada. E disse que o número de estrelas e o tamanho do Universo são infinitos - esta, uma ideia errada, de acordo com a amplamente aceita teoria do Big Bang. 
Mas o mais fascinante de tudo é que Giordano Bruno passava longe de ser cientista. Vejamos: 33 anos depois de ele ser queimado vivo, Galileu Galilei teve de ir ao mesmo tribunal, na mesma sala, e ser forçado a dizer que Copérnico estava errado. Cedeu e salvou sua vida. A forma como chegou às suas conclusões foi por meio de observações, com dados acumulados exaustivamente e também experimentos e matemática. 
Bruno não olhou para o céu noturno nem fez qualquer experiência. Ele chegou à suas ideias através de teologia. Sua visão já havia sido proposta por outros religiosos, mas nunca levada às últimas consequências como ele fez. 
Tudo parte da ideia de o Universo ser infinito. É assim porque Deus é infinito. Um universo infinito não tem centro - por isso ele apoiou a teoria de Copérnico, de que a Terra é só um planeta que gira em torno do Sol. Se não somos o centro, o resto deve ser igual - daí as estrelas como irmãs do Sol. Esse Deus do infinito e material habita cada átomo - e é Ele que os mantém ligados uns aos outros.
Visão incompatível
Então começam as ideias que o levaram à fogueira, mais do que a astronomia. Para Bruno, Deus não poderia ter encarnado em Jesus porque está em todo lugar. Portanto, Jesus não havia sido um messias, mas um mero "mago", e sua mãe não era virgem. O teólogo também achava ridículo dizer que uma hóstia se transforma na substância de Jesus, portanto Deus, ao ser ingerida - o dogma da transubstanciação. Afinal, tudo já é Deus. E que o Deus que habita na matéria é mais benevolente que o da Igreja: não havia inferno e o próprio Diabo seria perdoado.
Bruno seria acusado de defender os infinitos mundos, mas também de todas essas heresias. Ele tentou ceder em dogmas da igreja, mas não em sua visão cosmológica. Bravo até o fim, ele respondeu à sua condenação com um desafio: "Talvez vocês pronunciem essa sentença com mais medo que eu a recebo". E foi para a fogueira amordaçado, para nada mais dizer.
A visão de mundo do teólogo era irreconciliável com o cristianismo, não só católico. Ainda é. Em 1992, o papa João Paulo II afirmou que o julgamento de Galileu foi um erro. Mas Bruno não tem a menor chance de receber o mesmo tratamento. Foi um verdadeiro herege que nunca foi perdoado e provavelmente nunca será. 
Giordano Bruno foi uma mente brilhante e inquieta, um grande contestador, e um mártir de causas importantíssimas: a liberdade de expressão e a liberdade de religião. De forma não-científica, chegou a ideias incrivelmente subversivas para sua época, que seriam provadas pela Ciência. Mas daí a ser um mártir da Ciência é outra história. A historiadora britânica Frances Yates foi uma das mais influentes estudiosas de Bruno. Em seu livro de 1964, ela chegou a afirmar que o teólogo atrapalhou a Ciência: "Bruno empurra o trabalho científico de Copérnico de volta à fase pré-científica, interpretando o diagrama copernicano como um hieróglifo de mistérios divinos".
Talvez, mas isso o torna ainda mais fascinante.
Fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Namastê!
Como Alcançar a Felicidade... 
por Dalai Lama.

"Para começarmos, podemos dividir todo tipo de felicidade e sofrimento em duas categorias principais: mental e física. Das duas, é a mente que exerce a maior influência em muitos de nós. A menos que estejamos gravemente doentes, ou privados de nossas necessidades básicas, a condição física representa um papel secundário na vida. Se o corpo está satisfeito, praticamente o ignoramos. A mente, entretanto, registra cada evento, por mais pequeno que seja. Por isso, deveríamos devotar nossos mais sérios esforços à produção da paz mental. A partir de minha própria limitada experiência, descobri que o mais alto grau de tranqüilidade interior vem do desenvolvimento do amor e da compaixão. Quanto mais nos ocuparmos com a felicidade alheia, maior se tornará nossa sensação de bem-estar. O cultivo de sentimentos amorosos, calorosos e próximos para com os outros automaticamente descansa a mente. Isto ajuda a remover quaisquer temores ou inseguranças que possamos ter e, nos dá força para enfrentarmos quaisquer obstáculos que encontramos. É a principal fonte de sucesso na vida. Enquanto vivemos neste mundo estamos destinados a encontrar problemas. Se, nessas ocasiões, perdemos a esperança e nos desencorajamos, diminuímos nossa habilidade de encarar as dificuldades. Se, por outro lado, nos lembramos que não se trata apenas de nós, mas, que todos têm de passar por sofrimento, esta perspectiva mais realista aumentará nossa capacidade e determinação para sobrepujarmos os problemas. Na verdade, com essa atitude, cada novo obstáculo pode ser encarado como sendo mais uma valiosa oportunidade de aprimorar nossa mente! Desse modo, podemos gradualmente nos esforçar para nos tornarmos mais compassivos, ou seja, podemos desenvolver tanto a genuína empatia pelo sofrimento dos outros, quanto a vontade de ajudar a remover sua dor. Como resultado, crescerão nossas próprias serenidade e força interior."

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Namastê buscadores!

"Não se pode falar de Educação sem falar de Amor."
(Paulo Freire)
A pesquisadora argentina Délia Lerner:
pela formação de leitores críticos 
por Galeno Amorim
A formação do leitor e escritor - na área da literatura e na escola - foi o tema central da Semana de Educação... com a educadora argentina Délia Lerner, especialista em Didática da leitura e escrita e professora da Faculdade de Educação da Universidade de Buenos Aires. Em aspectos gerais, Délia ressaltou que é indispensável o indivíduo passar por diferentes situações de escrita dentro e fora da escola e que escrever é uma condição necessária para o desenvolvimento da leitura. "A escrita contribui para formar leitores críticos, para verificar como o texto foi montado pelo autor", observou. A educadora se utilizou de conceitos do escritor Humberto Eco para descrever dois "níveis" de leitor: O primeiro é o ingênuo, que compactua com a ficção do autor. O segundo é o crítico, que procura entender como o texto consegue prender sua atenção. "Mais do que níveis, tratam-se de alternativas do leitor", disse. Como exemplo prático disso, Délia descreveu as estratégias que o autor usa, por exemplo, para contar uma história de terror. "Para aterrorizar o leitor, não precisamos usar a palavra 'monstro', e sim buscar elementos que nos assustam quando somos leitores ingênuos", diz a especialista. Isso se traduz, por exemplo, em um suspense criado durante a narrativa. 
Em um segundo momento da palestra, Délia se concentrou na importância de levar os alunos a buscar causas e justificativas para relacionar todos os elementos de uma história. Pontuando tópicos de um longo processo de escrita e revisões sucessivas de textos, Délia destacou atividades interessantes que o professor deve propor às crianças nesse momento, e também interações que refletem o envolvimento dos estudantes com o assunto e a maneira de apresentá-lo na escrita. Entre outras ações, o professor deve estimular os alunos a discutir sobre o tema para desenvolver seus argumentos. Como exemplo, ela destacou produções feitas em dupla por crianças de 4ª série e a importância dessa interação. "A relação íntima entre o que escrevem e o que estão aprendendo fica clara no diálogo que estabelecem quando produzem textos em dupla", disse Délia. É nesse momento que cada uma coloca sua opinião e discute sobre ela.
À mesa, Regina Scarpa, coordenadora pedagógica da FVC, e Délia Lerner... Diferença entre contar uma história e transmitir informações: 
No exemplo descrito por Délia, uma professora apresenta aos alunos -- que vão produzir um texto de ficção -- um artigo do gênero jornalístico. A palestrante considera o modelo positivo para que os pequenos desenvolvam coerência e escrevam uma história consistente, com organização cronológica. "Há uma diferença entre transmitir uma série de informações e contar uma história", observou. Ela propõe então que o professor parta para análises metalinguísticas com seus alunos. "Em uma história de terror e suspense, por exemplo, enquanto o leitor pode se identificar como detetive, o escritor pode se identificar como culpado", disse. Outra ênfase da especialista foi para a necessidade de as crianças produzirem para si. "Quando elas ainda estão construindo o conhecimento, é necessário que a escrita não seja necessariamente produzida para leitores finais", explicou. "Afinal, escrever permite diferenciar o que já se sabe do que ainda não se sabe." Para Délia, é fundamental colocar em jogo as situações em que as crianças se identifiquem como escritores. Nesse processo, o professor deve estar atento às construções de idéias dos pequenos, muito mais do que aos gêneros de texto. "Temos tendência a tornar mais visível o que tem a ver com a forma do que com o conteúdo e precisamos rever essa questão."
Visitem a fonte:
http://www.galenoamorim.com.br/2009/02/25/delia-lerner-e-preciso-dar-sentido-a-leitura

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Namastê buscadores!

"... Buscar criar uma consciência sobre a igualdade 
entre todos os seres humanos que compartilham 
um só planeta azul."
(Tenzin Gyatso)
Resultado de imagem para Laudato Si, 223
"É possível necessitar de pouco e viver muito, sobretudo quando se é capaz de dar espaço a outros prazeres, encontrando satisfação nos encontros fraternos, no serviço, na frutificação dos carismas, na música e na arte, no contato com a natureza, na oração. A felicidade exige limitar algumas necessidades que nos entorpecem, permanecendo disponíveis para as múltiplas possibilidades que a vida oferece."
(Laudato Si, 223)

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

“As-salāmu ʿalaykum” 

“A paz esteja com você".

As poesias de Jalāl ad-Dīn Muhammad Rūmī nos convidam a atravessar um portal invisível — um lugar onde as palavras já não são suficientes e o silêncio começa a falar. Em “O Mundo Além das Palavras”, encontramos a essência de sua visão: existe uma dimensão da vida onde a alma reconhece verdades que a linguagem não consegue prender. Ali, o amor não precisa de explicação, a presença vale mais que qualquer discurso, e o coração se torna um instrumento de escuta profunda. Ler Rumi é lembrar que, por trás de cada pensamento e cada frase, há um espaço vasto e luminoso onde tudo já está conectado — um mundo onde sentir é compreender e onde o espírito finalmente aprende a respirar em liberdade.

 Leticia Sabatella e Marcus Viana

  O Mundo Além das Palavras - RUMI

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Om, shanti.

Síntese!

Marés em tempos de travessia;
fontes de um futuro fértil.
Céu
em tantos versos…

Amar,
respeitar,
sorrir,
perseverar.

Partilhar o pão em gestos simples;
respirar os caminhos da liberdade…
Pela união de um novo olhar,
sensível e gerador da simplicidade.

Esperança una na diversidade cultural,
semeando paz nos corações.
Síntese
de um acordo coerente,
das futuras colheitas unidas a Deus Pai.


domingo, 7 de janeiro de 2018

Namastê buscadores!

"A Matemática é o alfabeto com que Deus escreveu o Universo." 


"Todas as verdades são fáceis de entender,
 uma vez descobertas. O caso é descobri-las."

"Não se pode ensinar nada a um homem; só é
possível ajudá-lo a encontrar a coisa dentro de si."

"Mede o que é mensurável 
e torna mensurável o que não o é."

"A ciência humana de maneira nenhuma nega a 
existência de Deus. Quando considero quantas e 
quão maravilhosas coisas o homem compreende, 
pesquisa e consegue realizar, então reconheço 
claramente que o espírito humano é obra de Deus,
e a mais notável."

"É vaidade imaginar que se pode introduzir uma nova filosofia ao refutar um ou outro autor. Primeiro, é necessário ensinar a reforma do espírito humano, e torná-lo capaz de distinguir a verdade da falsidade... 
O que só Deus pode fazer!"
(Galileu Galilei)
*
"Penso, logo existo."
Nascimento: 15 de fevereiro de 1564 - Pisa
Morte: 08 de janeiro de 1642 (77 anos) - Florença
*
"Conhecer a si próprio é o maior saber."
*
Wikipédia, a enciclopédia livre.
Galileu Galilei foi personalidade fundamental na revolução científica. Foi o mais velho dos sete filhos do alaudista Vincenzo Galilei e de Giulia Ammannati.[3] Viveu boa parte de sua vida em Pisa e em Florença, na época integrantes do Grão-Ducado da Toscana.
Galileu Galilei desenvolveu os primeiros estudos sistemáticos do movimento uniformemente acelerado e do movimento do pêndulo. Descobriu a lei dos corpos e enunciou o princípio da inércia e o conceito de referencial inercial, ideias precursoras da mecânica newtoniana. Galileu melhorou significativamente o telescópio refrator e com ele descobriu as manchas solares, as montanhas da Lua, as fases de Vénus, quatro dos satélites de Júpiter,[4] os anéis de Saturno, as estrelas da Via Láctea. Estas descobertas contribuíram decisivamente na defesa do heliocentrismo. Contudo a principal contribuição de Galileu foi para o método científico, pois a ciência assentava numa metodologia aristotélica.
O físico desenvolveu ainda vários instrumentos como a balança hidrostática, um tipo de compasso geométrico que permitia medir ângulos e áreas, o termómetro de Galileu e o precursor do relógio de pêndulo. O método empírico, defendido por Galileu, constitui um corte com o método aristotélico mais abstrato utilizado nessa época, devido a isto Galileu é considerado como o "pai da ciência moderna".
Referências
https://pt.wikipedia.org/wiki/Galileu_Galilei

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

 Namastê buscadores!
"A grande preocupação mundial é com o meio 
ambiente, realmente o futuro necessita dele,
 mas dependem mesmo das crianças.
Cultivemos o ambiente para sonhar,
mas não esqueçamos de salvar os sonhos".
(Afonso Allan)
*
"Quem ama preserva.
Preservar o meio ambiente,
é preservar a VIDA". 
(Andrea Taiyoo)

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Disse o sábio: “ O homem que só cuida das coisas sagradas e se esquece dos assuntos do mundo, acaba sendo devorado por fora. Mas quando se ocupa com só o mundo, esquecido das questões do espírito, acabará devorado por dentro.”

Om, shanti.
CONTO ZEN: COMO OS HOMENS SÃO DEVORADOS

1. Diziam que havia nas montanhas um homem santo, que renunciou ao mundo para viver em paz. Bebia das puras fontes, matava a sede com o orvalho e comia das ervas que colhia, conforme a época do ano.
Repousava entre as pedras na caverna. Sua face, apesar da idade avançada, não apresentava nenhum sinal de senilidade, semblante sereno. Vivia em paz...
Certa feita, tal homem santo debruçou-se tranquilo sobre as águas límpidas de um rio, não percebendo que deu as costas para um tigre faminto, oculto entre as pedras, mas que o espreitava de longe. Após um salto feroz, o homem, impotente, foi abatido e devorado pelo violento tigre.
...
2. Em uma vila distante, chorava-se a morte de um jovem guerreiro, antes robusto e valente, mas que, repentinamente, ardeu em febre alta. Dizia-se que outrora venceu todos os inimigos em suas lutas e, graças a sua força e inteligência foi respeitado ou temido, mas que agora tombou em dor e delírios. Viveu como se não fosse morrer. Abatido, foi devorado internamente por violenta febre.

Disse o sábio:
“ O homem que só cuida das coisas sagradas e se esquece dos assuntos do mundo, acaba sendo devorado por fora. 
Mas quando se ocupa com só o mundo, esquecido das questões do espírito, acabará devorado por dentro.”

- Adaptado de um conto atribuído a 莊子 
(Chuang Tzé)
Consciência Energia ॐ

domingo, 24 de dezembro de 2017

Shalom!

"Jesus não desceu ao mundo para destruir nossas casas, 
e - com suas pedras - construir conventos, 
ele veio insuflar uma alma nova e forte, 
que faz de cada coração um templo, 
de cada alma um altar, 
e de cada ser humano um sacerdote."
(Gibran Khalil Gibran)

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Namastê buscadores!

"E chegará o dia que a pobreza não existirá, não haverá mais dinheiro como o conhecemos e o homem exercerá na prática a palavra "respeito", o que lhe dará o direito de se expandir pela galáxia. O homem finalmente compreenderá que animais, vegetais e minerais são consciências em evolução, seres vivos, almas como nós..." 

Civilização maia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A civilização maia foi uma cultura mesoamericana pré-colombiana, notável por sua língua escrita (único sistema de escrita do novo mundo pré-colombiano que podia representar completamente o idioma falado no mesmo grau de eficiência que o idioma escrito no velho mundo), pela sua artearquiteturamatemática e sistemas astronômicos. Inicialmente estabelecidas durante o período pré-clássico (1000 a.C. a 250 d.C.), muitas cidades maias atingiram o seu mais elevado estado de desenvolvimento durante o período clássico (250 d.C. a 900 d.C.), continuando a se desenvolver durante todo o período pós-clássico, até a chegada dos espanhóis. No seu auge, era uma das mais densamente povoadas e culturalmente dinâmicas sociedades do mundo.[1]
A civilização maia compartilha muitas características com outras civilizações da Mesoamérica, devido ao alto grau de interação e difusão cultural que caracteriza a região[2]. Avanços como a escritaepigrafia e o calendário não se originaram com os maias; no entanto, sua civilização se desenvolveu plenamente. A influência dos maias pode ser detectada em países como HondurasGuatemalaEl Salvador e na região central do México, a mais de 1 000 km da área maia.[3]. Muitas influências externas são encontrados na arte e arquitetura Maia, o que acredita-se ser resultado do intercâmbio comercial e cultural, em vez de conquista externa direta[3]
Os povos maias nunca desapareceram, nem na época do declínio no período clássico, nem com a chegada dos conquistadores espanhóis e a subsequente colonização espanhola das Américas. Hoje, os maias e seus descendentes formam populações consideráveis em toda a área antiga maia e mantêm um conjunto distinto de tradições e crenças que são o resultado da fusão das ideologias pré-colombianas e pós-conquista (e estruturado pela aprovação quase total ao catolicismo romano). Muitas línguas maias continuam a ser faladas como línguas primárias ainda hoje; o Rabinal Achí, uma obra literária na língua achi, foi declarada uma obra-prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura em 2005. A arquitetura maia era bastante desenvolvida e ostentava obras grandiosas,tecnicamente qualificadas e com grande variedade e beleza de formas.

História

Ver artigos principais: Era pré-colombiana e Mesoamérica

Período pré-clássico


Mapa histórico dos territórios habitados por povos de língua maia
Os estudiosos continuam a discutir quando esta civilização começou. Descobertas de ocupação maia em Cuello, no Belize, foram datadas de cerca de 2600 a.C, através da datação por carbono.[4][5] O calendário maia, que se baseia no chamado calendário de contagem longa mesoamericano, começa em uma data equivalente a 11 de agosto de 3114 a.C.
Desde 2010, a teoria mais aceita é a de que os primeiros assentamentos claramente maias foram estabelecidos por volta de 1800 a.C. na região de Soconusco, na costa do Pacífico. Esse período, conhecido como o início do período pré-clássico,[6] foi caracterizado por comunidades sedentárias e com a introdução de obras com cerâmica.[7]
Entre os locais mais importantes nas terras maias mais baixas do sul da Península de Iucatã estão NakbéEl MiradorCival e San Bartolo. Nas áreas mais altas da Guatemala, a cidade de Kaminaljuyu surgiu por volta de 800 a.C. Por muitos séculos, controlou as fontes de jade e obsidiana das regiões de Petén e e do Pacífico. Os importantes sítios iniciais de IzapaTakalik Abaj e Chocolá, em torno de 600 a.C. eram os principais produtores de cacau. As comunidades maias de médio porte também começaram a se desenvolver nas terras baixas maias do norte durante o meio e o final do período pré-clássico, ainda que estas ainda não tinham o tamanho, a escala e a influência dos grandes centros urbanos das terras baixas do sul. Entre os dois sítios arqueológicos mais importantes do norte pré-clássico estão Komchen e Dzibilchaltun. A primeira inscrição escrita em hieróglifos maias também remonta a esse período (c. 250 a.C.).[8]
Estudiosos divergem sobre os limites que definem a extensão física e cultural do início da civilização maia e das civilizações mesoamericanas pré-clássicas vizinhas, como a cultura dos olmecas, os povos de línguas mixe-zoqueanas e zapotecas de Chiapas e sul de Oaxaca, respectivamente. Muitos dos primeiros edifícios e inscrições mais significativas apareceram nesta zona de sobreposição e as evidências sugerem que essas culturas externas e os maias influenciaram a formação um do outro.[9]
Por volta de 100 d.C, um declínio generalizado e abandono das cidades maias ocorreu, o que ficou conhecido como "colapso do pré-clássico", o que marcou o fim do período.[10]

Período clássico

O período clássico (c. 250-900 d.C.) foi um dos picos da construção em grande escala e do urbanismo, com a gravação de inscrições em monumentos e um desenvolvimento intelectual e artístico significativo, em particular nas regiões de planície do sul.[11]
As pessoas desenvolveram uma civilização centrada em cidades e baseada na agricultura, composta por várias cidades-Estados independentes entre si, mas algumas subservientes a outras.[10] Isto inclui cidades bem conhecidas, como El CaracolTikalPalenqueCopánXunantunich e Calakmul, mas também menos conhecidas, como LamanaiDos PilasCahal PechUaxactunAltun Ha e Bonampak, entre outras. A distribuição dos assentamentos do início do período clássico nas planícies do norte não é tão claramente conhecida como das regiões ao sul, mas inclui uma série de centros populacionais, como OxkintokChunchucmil e a ocupação antecipada de Uxmal. Durante este período, a população maia chegava a milhões. Eles criaram uma multidão de pequenos reinos e impérios, construíram palácios e templos monumentais, cerimônias ritualísticas altamente sofisticadas e desenvolveram um elaborado sistema de escrita hieroglífica.[12]
A base social dessa exuberante civilização era uma grande rede política e econômica interligada que se estendia por toda a região maia e para além do mundo mesoamericano. As unidades políticas, econômicas e culturais dominantes "centrais" do sistema maia clássico estavam localizadas nas planícies centrais, enquanto as correspondentes unidades maias dependentes ou "periféricas" eram encontradas ao longo das margens do altiplano sul e de áreas de várzea do norte. Mas, como em todos os sistemas do mundo, os principais centros principais maias mudaram através do tempo, começando durante a era pré-clássica em terras altas do sul, quando se deslocaram para as terras baixas centrais durante o período clássico e, finalmente, quando mudaram para o norte da península durante o período pós-clássico. Neste sistema político, as unidades semi-periféricas maias geralmente tomavam a forma de centros comerciais.[13]
Os monumentos mais notáveis ​​são as pirâmides escalonadas que construíram em seus centros religiosos e os palácios que abrigavam seus governantes. O palácio em Cancuén é o maior em área feito pelos maias, mas o sítio arqueológico não tem pirâmides. Outros vestígios arqueológicos importantes incluem lajes de pedra esculpidas, geralmente chamados de estelas (os maias chamava tétum, ou "árvore-pedra"), que retratam os governantes junto com textos hieróglifos descrevendo sua árvore genealógica, vitórias militares e outras realizações.[14]
A civilização maia participava do comércio de longa distância com muitas das outras culturas mesoamericanas, incluindo o povo da cidade de Teotihuacan, os zapotecas e outros grupos na região central e do golfo da costa do atual México. Além disso, eles mantinham comércio e intercâmbio com grupos mais distantes, não mesoamericanas, por exemplo, os taínos das ilhas do Caribe. Arqueólogos encontraram ouro do Panamá no Cenote Sagradode Chichén Itzá. Bens comerciais importantes incluíam o cacausalconchasjade e obsidiana.[15]

Decadência e colapso

Ver artigo principal: Colapso maia
Os centros urbanos maias das terras baixas do sul entraram em declínio durante os séculos VIII e IX e foram abandonados pouco tempo depois. Este declínio foi associado com uma cessação das inscrições monumentais e da construção arquitetônica em larga escala.[16] A teoria universalmente aceita explica este colapso.
As teorias não-ecológicas sobre o declínio maia são divididas em várias subcategorias, como superpopulação, invasão estrangeira, revolta camponesa e colapso de rotas comerciais importantes. As hipóteses ecológicas incluem desastre ambiental, doenças epidêmicas e mudanças climáticas. Há evidências de que a população maia ultrapassou a capacidade do ambiente a sua volta, com o esgotamento do potencial agrícola do solo e a caça excessiva de megafauna.[17] Alguns estudiosos recentemente teorizaram que uma intensa seca de 200 anos na região levou ao colapso da civilização maia.[18] Esta teoria foi criada a partir de pesquisas realizadas por cientistas que estudaram leitos de lagos,[19] pólen antigo e outros dados e não da comunidade arqueológica.
Pesquisas de 2011, com o uso de modelos climáticos de alta resolução e novas reconstruções de paisagens do passado, sugere que a conversão de grande parte das florestas por áreas agrícolas maias pode ter levado a uma redução da evapotranspiração e, portanto, de chuvas, o que pode ter ampliado a seca natural.[20] Um estudo publicado na revista Science em 2012 descobriu que reduções modestas das precipitação, de apenas 25 a 40% da precipitação anual, podem ter sido o ponto de inflexão para o colapso da civilização maia. Com base em amostras de sedimentos do lago e cavernas nas áreas circundantes das principais cidades maias, os pesquisadores foram capazes de determinar a quantidade de precipitação anual na região. As secas leves que ocorreram entre 800 d.C. e 950 foram suficientes para reduzir rapidamente o suprimento de água.[21][22] Uma outra publicação na mesma revista apoia e estende essa conclusão com base em análise de isótopos de minerais em uma estalagmite. Ela argumenta que a alta taxa de pluviosidade entre 440 e 660 d.C. permitiu aos maias florescerem e que secas leves nos anos seguintes levaram a uma extensa guerra e ao declínio da civilização, um período prolongado de seca entre 1020 e 1100 acabou por ser fatal.[23]

Período pós-clássico


Durante o período pós-clássico posterior (do século X ao início do século XVI), o desenvolvimento dos centros das terras do norte persistiu, caracterizado por uma crescente diversidade de influências externas. As cidades maias das planícies do norte da Península de Iucatã continuou a florescer durante séculos depois; alguns dos locais importantes nesta época eram Chichén ItzáUxmalEdzná e Cobá. Após o declínio das dinastias de Chichen e Uxmal, Mayapan governou toda Iucatã até uma revolta em 1450. (O nome desta cidade pode ser a origem da palavra "maia", que tinha um significado mais geograficamente restrito e só cresceu ao seu significado atual nos séculos XIX e XX). A área então degenerou em cidades-Estado concorrentes até a península ser conquistada pelo Império Espanhol.
Os povos maias itza, ko'woj e yalain de Petén Central sobreviveram ao "colapso do período clássico" em pequenas quantidades e por volta de 1250 se reconstituíram para formar cidades-Estados concorrentes. Os itza mantiveram sua capital em Tayasal (também conhecida como Noh Petén), um sítio arqueológico que acredita-se ser subjacente à moderna cidade de FloresGuatemala, no Lago Petén Itzá. Ela governou sobre uma área que se estendia através da região dos Lagos Petén, abrangendo a comunidade de Eckixil, no Lago Quexil. Os ko'woj tinha sua capital em Zacpeten. Os Estados maias pós-clássicos também continuaram a sobreviver nas terras altas do sul. Uma das nações maias nesta área, o Reino de Gumarcaj, é responsável pelo trabalho mais conhecido da historiografia e mitologia maia, o Popol Vuh. Outros reinos das terras altas incluíam os povos mames, baseados em Huehuetenango; os kaqchikels, baseado em Iximche; os chajoma, baseados em Mixco Viejo[24] e os chuj, sediados em San Mateo Ixtatán.

Domínio espanhol


Ver artigo principal: Conquista do Iucatã

Pouco depois de suas primeiras expedições à região, os espanhóis iniciaram uma série de tentativas de subjugar os maias, que eram hostis ao domínio espanhol, e estabeleceram uma presença colonial nos territórios maias da península de Iucatã e nas terras altas da Guatemala. Esta campanha, às vezes chamada de "conquista espanhola de Iucatã", viria a ser um exercício demorado e custoso para os conquistadores desde o início e demandaria cerca de 170 anos e dezenas de milhares de soldados indígenas antes de os espanhóis terem controle substancial sobre todo o território maia.
Ao contrário dos impérios inca e asteca, não havia um único centro político que, uma vez derrubado, apressasse o fim da resistência coletiva dos povos maias. Em vez disso, as forças dos conquistadores tiveram que subjugar as várias entidades políticas independentes maias quase uma a uma, muitas das quais mantiveram uma resistência feroz ao domínio espanhol. A maioria dos conquistadores eram motivados pelas perspectivas de grande riqueza a ser obtida a partir da apreensão de metais preciosos, como ouro ou prata; no entanto, os maias eram pobres nesses recursos. Isto viria a ser um outro fator que retardaria projetos espanhóis de conquista da região, já que os espanhóis foram, inicialmente, atraídos para os relatos de grandes riquezas em outras regiões: a região central do México e o Peru.
A igreja e funcionários do governo espanhol destruíram textos maias e, com eles, o conhecimento da escrita tradicional, mas, por acaso, três dos livros pré-colombianos datados do período pós-clássico foram preservados.[25]Estes são conhecidos como Códice de Madrid, Códice de Dresden e Códice de Paris.[26] Os últimos Estados maias, a cidade itza de Tayasal e a cidade ko'woj de Zacpeten, foram continuamente ocupados e mantiveram-se independentes do Império Espanhol até o final do século XVII. Por fim, foram derrotados pelos espanhóis no ano de 1697.

Extensão geográfica

A civilização maia estendeu-se por todo o atual sul dos estados mexicanos de ChiapasTabasco, e Península de Yucatán estados de Quintana Roo , Campeche e Yucatán. A área Maia também se estendeu por todo o norte da América Central, incluindo as atuais nações da Guatemala , Belize , Norte de El Salvador e no oeste de Honduras.[2]
A área dos Maias é geralmente dividida em três zonas vagamente definidas: as terras altas do sul Maia, na Depressão Central e as planícies do norte. As terras maias altas do sul incluem todos os terrenos elevados na Guatemala e no planalto de Chiapas[3]. As planícies do sul encontram-se apenas ao norte do planalto, e incorporam os estados mexicanos de CampecheQuintana Roo, norte da Guatemala, Belize e El Salvador. As planícies do norte cobrem o restante da península de Iucatã, incluindo as colinas Puuc.[3]

Economia

A base econômica dos maias era a agricultura, principalmente do milho, praticada com a ajuda da irrigação, utilizando técnicas rudimentares e itinerantes, o que contribuiu para a destruição de florestas tropicais nas regiões onde habitavam, desenvolveram também atividades comerciais cuja classe dos comerciantes gozavam de grandes privilégios[27].
Como unidade de troca, utilizavam sementes de cacau e sinetas de cobre, material que empregavam também para trabalhos ornamentais, ao lado do ouro, da prata, do jade, das conchas do mar e das plumas coloridas. Entretanto, desconheciam as ferramentas metálicas[28].

Comércio e agricultura


É importante observar que por serem os recursos naturais escassos não lhes garantindo o excedente que necessitavam a tendência foi desenvolverem técnicas agrícolas, como terraços, por exemplo, para vencer a erosão[28]. Os pântanos foram drenados para se obter condições adequadas ao plantio. Ao lado desses progressos técnicos, observamos que o cultivo de milho se prendia ao uso das queimadas[27]. Durante os meses da seca, limpavam o terreno, deixando apenas as árvores mais frondosas[29]. Em seguida, ateavam fogo para limpá-lo deixando o campo em condições de ser semeado. Com um bastão faziam buracos onde se colocavam as sementes.
Dada a forma com que era realizado o cultivo a produção se mantinha por apenas dois ou três anos consecutivos. Com o desgaste certo do solo, o agricultor era obrigado a procurar novas terras[27]. Ainda hoje a técnica da queimada, apesar de prejudicar o solo, é utilizada em diversas regiões do continente americano[28].
As Terras Baixas concentraram uma população densa em áreas pouco férteis. Com produção pequena para as necessidades da população, foi necessário não apenas inovar em termos de técnicas agrícolas, como também importar de outras regiões produtos como o milho, por exemplo. O comércio era dinamizado com produtos como o jade, plumas, tecidos, cerâmicas, mel, cacau e escravos, através das estradas ou de canoas[28].

Ciência e tecnologia

UrbanismoAinda que as cidades maias estivessem dispersas na diversidade da geografia da Mesoamérica, o efeito do planejamento parecia ser mínimo; suas cidades foram construídas de uma maneira um pouco descuidada, como ditava a topografia e declive particular. A arquitetura maia tendia a integrar um alto grau de características naturais[29]. Por exemplo, algumas cidades existentes nas planícies de pedra calcária no norte do Iucatã se converteram em municipalidades muito extensas enquanto que outras, construídas nas colinas das margens do rio Usumacinta, utilizaram os declives e montes naturais de sua topografia para elevar suas torres e templos a alturas impressionantes. Ainda assim prevalece algum sentido de ordem, como é requerido por qualquer grande cidade.[30]

No começo da construção em grande escala, geralmente se estabelecia um alinhamento com as direções cardinais e, dependendo do declive e das disponibilidades de recursos naturais como água fresca (poços ou cenotes), a cidade crescia conectando grandes praças com as numerosas plataformas que formavam os fundamentos de quase todos os edifícios maias, por meio de calçadas chamadas sacbeob (singular sacbe).

No coração das cidades maias existiam grandes praças rodeadas por edifícios governamentais e religiosos, como a acrópole real, grandes templos de pirâmides e ocasionalmente campos de jogo de bola[30]. Imediatamente para fora destes centros rituais estavam as estruturas das pessoas menos nobres, templos menores e santuários individuais. Entretanto, quanto menos sagrada e importante era a estrutura, maior era o grau de privacidade. Uma vez estabelecidas, as estruturas não eram desviadas de suas funções nem outras eram construídas, mas as existentes eram frequentemente reconstruídas ou remodeladas.
As grandes cidades maias pareciam tomar uma identidade quase aleatória, que contrasta profundamente com outras cidades da Mesoamérica como Teotihuacán em sua construção rígida e quadriculada[31].
Ainda que a cidade se dispusesse no terreno na forma em que a natureza ditara, se punha cuidadosa atenção à orientação dos templos e observatórios para que fossem construídos de acordo com a interpretação maia das órbitas das estrelas. Afora os centros urbanos constantemente em evolução, existiam os lugares menos permanentes e mais modestos do povo comum.
O desenho urbano maia pode descrever-se singelamente como a divisão do espaço em grandes monumentos e calçadas. Neste caso, as praças públicas ao ar livre eram os lugares de reunião para as pessoas[31]. Por esta razão, o enfoque no desenho urbano tornava o espaço interior das construções completamente secundário. Somente no período pós-clássico tardio, as grandes cidades maias se converteram em fortalezas que já não possuíam, a maioria das vezes, as grandes e numerosas praças do período clássico.

MatemáticaOs maias (ou seus predecessores olmecas) desenvolveram independentemente o conceito de zero (de fato, parece que estiveram usando o conceito muitos séculos antes do velho mundo), e usavam um sistema de numeração de base 20[29].

As inscrições nos mostram, em certas ocasiões, que trabalhavam com somas de até centenas de milhões. Produziram observações astronômicas extremamente precisas; seus diagramas dos movimentos da Lua e dos planetas se não são iguais, são superiores aos de qualquer outra civilização que tenha trabalhado sem instrumentos óticos[31]. Ao encontro desta civilização com os conquistadores espanhóis, o sistema de calendários dos maias já era estável e preciso, notavelmente superior ao calendário gregoriano[31].

Sistema de escrita


O sistema de escrita maia (geralmente chamada hieroglífica por uma vaga semelhança com a escrita do antigo Egito, com o qual não se relaciona) era uma combinação de símbolos fonéticos e ideogramas. É o único sistema de escrita do novo mundo pré-colombiano que podia representar completamente o idioma falado no mesmo grau de eficiência que o idioma escrito no velho mundo.[30]
As decifrações da escrita maia têm sido um longo e trabalhoso processo. Algumas partes foram decifradas no final do século XIX e início do século XX (em sua maioria, partes relacionadas com números, calendário e astronomia), mas os maiores avanços se fizeram nas décadas de 1960 e 1970 e se aceleraram daí em diante de maneira que atualmente a maioria dos textos maias podem ser lidos quase completamente em seus idiomas originais[29]. Lamentavelmente, os sacerdotes espanhóis, em sua luta pela conversão religiosa, ordenaram a queima de todos os códices maias logo após a conquista.
Assim, a maioria das inscrições que sobreviveram são as que foram gravadas em pedra e isto porque a grande maioria estava situada em cidades já abandonadas quando os espanhóis chegaram.
Os livros maias, normalmente tinham páginas semelhantes a um cartão, feitas de um tecido sobre o qual aplicavam uma película de cal branca sobre a qual eram pintados os caracteres e desenhadas ilustrações. Os cartões ou páginas eram atadas entre si pelas laterais de maneira a formar uma longa fita que era dobrada em zigue-zague para guardar e desdobrada para a leitura.
Atualmente, restam apenas três destes livros e algumas outras páginas de um quarto, de todas as grandes bibliotecas então existentes. Frequentemente, são encontrados, nas escavações arqueológicas, torrões retangulares de gesso que parecem ser restos do que fora um livro depois da decomposição do material orgânico.
Relativamente aos poucos escritos maias existentes, Michael D. Coe, um proeminente arqueólogo da Universidade de Yale, disse:

Cultura

Artes


Muitos consideram a arte maia da Era Clássica (200 a 900 d.C.) como a mais sofisticada e bela do Novo Mundo antigo. Os entalhes e relevos em estuque de Palenque e a estatuária de Copán são especialmente refinados, mostrando uma graça e observação precisa da forma humana, que recordaram aos primeiros arqueólogos da civilização do Velho Mundo, daí o nome dado à era.
Somente existem fragmentos da pintura avançada dos maias clássicos, a maioria sobrevivente em artefatos funerários e outras cerâmicas. Também existe uma construção em Bonampak que tem murais antigos e que, afortunadamente, sobreviveram a um acidente desconhecido até hoje.
Com as decifrações da escrita maia se descobriu que essa civilização foi uma das poucas nas quais os artistas escreviam seu nome em seus trabalhos.

Religião

Pouco se sabe a respeito das tradições religiosas dos maias: a sua religião ainda não é completamente entendida por estudiosos. Assim como os astecas e os incas[33], os maias acreditavam na contagem cíclica natural do tempo. Os rituais e cerimônias eram associados a ciclos terrestres e celestiais que eram observados e registrados em calendários separados[33]. Os sacerdotes maias tinham a tarefa de interpretar esses ciclos e fazer um panorama profético sobre o futuro ou passado com base no número de relações de todos os calendários. A purificação incluia jejum, abstenção sexual e confissão. A purificação era normalmente praticada antes de grandes eventos religiosos[33]. Os maias acreditavam na existência de três planos principais no cosmo: a Terra, o céu e o submundo.
Os maias sacrificavam humanos e animais como forma de renovar ou estabelecer relações com o mundo dos deuses. Esses rituais obedeciam diversas regras. Normalmente, eram sacrificados pequenos animais, como perus e codornas, mas nas ocasiões muito excepcionais (tais como adesão ao trono, falecimento do monarca, enterro de algum membro da família real ou períodos de seca) aconteciam sacrifícios de humanos. Acredita-se que crianças eram vítimas muitas vezes oferecidas como sacrifícios, porque os maias acreditavam que essas eram mais puras.
Os deuses maias não eram entidades separadas como os deuses gregos. Também não existia a separação entre o bem e o mal e nem a adoração de somente um deus regular, mas sim a adoração de vários deuses conforme a época e situação que melhor se aplicava para aquele deus[33].

Arquitetura

Ver artigo principal: Arquitetura maia]
arquitetura maia abarca vários milênios; ainda assim, mais dramática e facilmente reconhecíveis como maias são as fantásticas pirâmides escalonadas do final do período pré-clássico em diante. Durante este período da cultura maia, os centros de poder religioso, comercial e burocrático cresceram para se tornarem incríveis cidades como Chichén ItzáTikal e Uxmal. Devido às suas muitas semelhanças assim como diferenças estilísticas, os restos da arquitetura maia são uma chave importante para o entendimento da evolução de sua antiga civilização[35].

Um aspecto surpreendente das grandes estruturas maias é a carência de muitas das tecnologias avançadas que poderiam parecer necessárias a tais construções. Não há notícia do uso de ferramentas de metalpolias ou veículos com rodas[35]. A construção maia requeria um elemento com abundância, muita força humana, embora contasse com abundância dos materiais restantes, facilmente disponíveis.
Todas as evidências parecem sugerir que a maioria dos edifícios foi construída sobre plataformas aterradas cuja altura variava de menos de um metro, no caso de terraços e estruturas menores, a até quarenta e cinco metros, no caso de grandes templos e pirâmides. Uma trama inclinada de pedras partia das plataformas em pelo menos um dos lados, contribuindo para a aparência bi-simétrica comum à arquitetura maia. Dependendo das tendências estilísticas que prevaleciam na área e época, estas plataformas eram construídas de um corte e um aterro de entulhos densamente compactado. Como no caso de muitas outras estruturas, os relevos maias que os adornavam, quase sempre se relacionavam com o propósito da estrutura a que se destinavam. Depois de terminadas, as grandes residências e os templos eram construídos sobre as plataformas[35]. Em tais construções, sempre erguidas sobre tais plataformas, é evidente o privilégio dado ao aspecto estético exterior em contra-ponto à pouca atenção à utilidade e funcionalidade do interior.
Parece haver um certo aspecto repetitivo quanto aos vãos das construções nos quais os arcos (como curvas) são raros, mas frequentemente retos, angulados ou imbricados, tentando mais reproduzir a aparência de uma cabana maia, do que efetivamente incrementar o espaço interior. Como eram necessárias grossas paredes para sustentar o teto, alguns edifícios das épocas mais posteriores utilizaram arcos repetidos ou uma abóbada arqueada para construir o que os maias denominavam pinbal, ou saunas, como a do Templo da Cruz em Palenque. Ainda que completadas as estruturas, a elas iam-se anexando extensos trabalhos de relevo ou pelo menos reboco para aplainar quaisquer imperfeições. Muitas vezes sob tais rebocos foram encontrados outros trabalhos de entalhes e dintéis e até mesmo pedras de fachadas. Comumente a decoração com faixas de relevos era feita em redor de toda a estrutura, provendo uma grande variedade de obras de arte relativas aos habitantes ou ao propósito do edifício. Nos interiores, e notadamente em certo período, foi comum o uso de revestimentos em reboco primorosamente pintados com cenas do uso cotidiano ou cerimonial[35].

Ver também

Referências:

 Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Civiliza%C3%A7%C3%A3o_maiahttps://pt.wikipedia.org/wiki/Civiliza%C3%A7%C3%A3o_maiaIr para cim