domingo, 22 de abril de 2012

Namastê buscadores!
UNIDADE DA MATÉRIA...

Entendemos a unidade universal da matéria. Poderíamos então dar um crédito aos antigos alquimistas quando se diziam capazes de transmutar metais com métodos bastante simplistas?
O homem é a maior energia abaixo de Deus, e isto ninguém poderá negar. O homem desconhece o poder de sua força interior.
A razão da progressão dos ideais propõe ao homem tentar entender as potencialidades de suas correntes mentomagnéticas, a capacidade de auto e pluritransformação gerada pela sua mente, como se fora, grosseiramente falando, um luminoso raio manifestando a sua poderosa energia.
Se buscarmos os tempos bíblicos, estaremos num tempo em que grandes homens abriram os mares, fizeram descer fogo dos céus, incandesceram a matéria, furaram o solo num simples toque de mão ou numa simples palavra.
Aí vemos o poder do homem que há aprimorado os seus sentimentos, que há alcançado uma evolução moral e científica superior. É natural, pois, que, sob tais condições, o homem possa transmutar metais, transportar matéria de um local para outro, transformar uma matéria noutra matéria. Tudo isso se torna um ato de extrema facilidade ao homem que conhece e se pode valer da energia dos fluidos ectoplásmicos, da energia dos fluidos vitais, das energias magnéticas.
Tais fatores não ocorrem ainda trivialmente no mundo hodierno porque a mente humana, na falência de sua evolução moral, estaria com isso movimentando forças perigosas e incontroláveis. Consciente imaturo de tais energias e processos, o homem destruiria o seu próprio planeta.
Contudo, aí surgirão ainda grande seres portadores de faculdades mentais de enorme poder, utilizadores das correntes mentomagnéticas para modificarem todo o panorama terrestre.
Sim, o homem possui tais forças e poder; apenas não se preparou suficientemente para administrá-los no bem coletivo, não se sensibilizou à sua grandeza e finalidade, não entendeu a necessidade de se tornar humilde e amar indistintamente.
Nesta imensa escola de aprendizado moral vigindo de canto a canto no planeta, o homem se afeiçoa apenas aos próprios egoísticos conhecimentos e desejos, acolhe somente a própria ânsia de dominar e de se colocar sobre um alto pedestal.
Nas vias da humildade veremos o percurso glorioso de homens altamente inteligentes, seguindo e confirmando as profecias do Cristo em torno de um mundo melhor. Aí estarão tais criaturas grandemente dotadas, exercitadas no poder mental, porém somente voltadas ao amor e à caridade sem limites.

GALILEU GALILEI
(Do Livro "O Domínio da Energia" , psicografia de João Berbel)

quarta-feira, 11 de abril de 2012

 Namastê buscadores!
"O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. 
Caminhando e semeando, no fim terás o que colher".

(Cora Coralina)

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Namastê buscadores!
"A espera não é uma esperança vazia. 
Possui a certeza interior de alcançar o seu objetivo.
 Só essa certeza confere a luz única que conduz ao sucesso. 
Isso leva a boa fortuna e provê a força interior
 para atravessar a grande água".

(I Ching - Hexagrama 5)

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Om shanti, buscadores!
Santo Agostinho...

Com direção de Rosselini, Santo Agostinho (Agostino d'Ippona), 1972. O filme termina com Agostinho, já idoso, diante do pão e do vinho, pregando para sua congregação em Hipona, citando conceitos básicos de seu livro Cidade de Deus, justamente nos dias em que Roma caía sob domínio dos bárbaros, e o Cristianismo era acusado de ser o grande vilão.
"Vocês conhecem a minha dor por esta nossa sociedade repleta de injustiças, na qual, a corrupção, a desordem , a violência, o amor pelo poder e o dinheiro, recobriram de vergonha a dignidade dos homens que perderam o conhecimento do que eles são desde o início dos séculos: filhos de Deus e herdeiros do paraíso. Os sofrimentos desta vida, como disse São Paulo, não são comparáveis com a glória que um dia deverá tomar conta de nós. Se assim for, não vamos nos deixar invadir por pensamentos carnais, não é esse o momento. O mundo está desorientado. O velho arrasado. A nossa carne é humilhada para que a esperança viva e resplandeça. Quando os pagãos nos disseram: Roma caiu por causa de sua fé; nós respondemos que a doutrina de Cristo, não nos foi dada para guardar os bens da terra, mas para reformar a nossa vida e nos levar até os bens invisíveis. Os reinos, os poderes e tudo o que me diz respeito, são na realidade como rios depois da chuva: nascem, crescem e se perdem no mar. Na realidade não passam de um ligeiro murmúrio entre dois silêncios. E enquanto o mundo agitado desmorona, Cristo nos diz:
“Por que se perturbar? Eu havia previsto tudo isto… Se surpreendem que o mundo pereça? É como se surpreender que o homem envelheça.” O mundo é como o homem: ele nasce, cresce e envelhece. Que a fé de vocês então acorde, porque Cristo veio ao mundo para recriá-los enquanto tudo está desmoronando. E não se recusem a rejuvenescer em Cristo. A natureza viciada pelo pecado, da à luz aos cidadãos da cidade terrena. A graça que libera a natureza do pecado, dá à luz aos cidadãos da cidade de Deus. Os primeiros descendentes de Caim, envelhecem como os bens da terra aos quais eles foram ligados; os segundos, descendentes de Abel, são regenerados de idade em idade, para que vivam na esperança de uma pátria celeste; e assim é que dois amores geram duas cidades:
O amor de Deus gera Jerusalém; o amor por este mundo gera a Babilônia.
Que cada um de vocês se pergunte o que ama e descobrirá de qual cidade é cidadão. Se descobrir que é cidadão da Babilônia, que arranque do seu coração a ganância. Se tiver a sorte de descobrir-se cidadão de Jerusalém, aceite a sua escravidão e aguarde a sua próxima libertação.
E não se admire ao ver que na Terra, os justos e os ímpios estão juntos, eles são da mesma forma como na oliveira, que cresce tanto o que se joga como aquilo que fica, tanto o que se ama como aquilo que se desagrada. Porque a história do mundo compreende tanto a história do pecado, que é aquela dos líderes do império, como a história da salvação, que é aquela dos patriarcas e dos profetas.
Logo chegará o dia em que os malvados deixarão suas riquezas como em um sonho, mas aqueles que servem a Deus possuirão a Terra, a verdadeira Terra, a Jerusalém eterna. A iniquidade é inútil. A iniquidade não é nada. Só a justiça é poderosa. A verdade pode ser temporariamente escondida, mas não poderá ser vencida, jamais! A iniquidade poderá aparecer com frequência, mas triunfar, jamais! As cidades terrestres morrerão, mas a cidade de Deus é, e estará eternamente em sua glória!"

terça-feira, 3 de abril de 2012

Namastê buscadores!

PARA QUE NASCI ?


A maturidade vai chegando, sem ainda alicerçar o entendimento, e surge a pergunta, na floração do cérebro em que desponta a luz do saber: — Para que nasci? Essa pergunta mais tarde recebe, da própria vida, a resposta, principalmente quando o jovem encontrar a oportunidade valiosa de conhecer a Doutrina dos Espíritos, fonte divina de informações para todas as dúvidas. Nasceste, meu filho, como todos os outros, em busca da perfeição. Nascer é um dos processos do aprimoramento que a Divindade emprega em favor de todos nós. Uma reencarnação é oportunidade de ouro em nossas mãos. Estamos esperando esse tesouro de há muito, e sempre pedimos a Jesus que o nosso nascimento seja no Brasil, e que não nos falte trabalho nos caminhos que haveremos de percorrer. Quem se encontra movendo-se em um corpo físico, seja ele como for, que tenha paciência, reforce a fé e procure, se ainda não conhece, uma filosofia que lhe dê maior entendimento sobre a vida, não se desesperando, querendo voltar para cá sem cumprir seus deveres ante o mundo. Quando chegamos aqui com mãos vazias, os padecimentos são terríveis, no que tange à consciência. Ouve a nossa voz de alerta! Jesus quando disse que era o Caminho, a Verdade e a Vida, expressava a única maneira de alcançarmos a felicidade. Procura conhecer Jesus, se ainda não despertaste para tal, que a tua vida será, verdadeiramente, uma vida no Chão de Rosas. Estamos em uma época de modificações urgentes. Logo, compreenderás porque nascemos e renascemos na Terra, porque a fila, aqui, para reencarnar, é muito grande. Ademais, requer-se muito preparo para essa volta, nos dias que correm, céleres, em busca da Luz maior. Estamos próximos de um grande desfecho. O ciclo evolutivo planetário está findando, oportunidade em que a reencarnação se torna mais difícil, para as almas em provações. As reincidentes no mal, deverão encontrar outros mundos, onde o ranger de dentes é norma comum. Em alguns planetas, falta mesmo a luz de um sol, como temos aqui, na Terra; essa beleza divina, que são os raios solares, que trazem consigo milhões de toneladas de energias vivificantes, todos os dias, em nosso favor. Para que nasci? Tal pergunta é blasfêmia, quando falamos revoltados. O nascimento, na Terra, é porta para ingressarmos na luz de maiores entendimentos e felicidade. A Doutrina Espírita está empenhada em espargir luzes, como está fazendo, em todas as direções. No amanhã, será reconhecida até pelos próprios mandatários da Terra, porque, quem ajuda a educar e instruir, não pode ser persona non grata para um país. Se o lema é a Caridade, que nasce do Amor, é força poderosa, que vem diretamente de Deus. 

SHEILLA
(Do livro “Chão de Rosas”, psicografia de João Nunes Maia)

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Namastê buscadores!
"Na periferia de si mesmo, está o que dorme, distraído com seus próprios sonhos.  No centro de si mesmo, está aquele que observa, desperto, encontrando-se em seu próprio dia, seu próprio Sol, sua própria Inteligência."

(Ricardo Jaalouk - O Observador)


Namastê buscadores!
Inspiração ou intuição?

INSPIRAÇÃO:  Em conclusão claríssima: Inspiração é a transmissão dos pensamentos e mensagens de uma mente para outra, "um assopro" do desencarnado para o encarnado possa livremente dispor de uma determinada figura, de uma ideia, de um quadro mental. 

INTUIÇÃO:  Nada mais claro resta: A intuição é o conjunto de conhecimentos próprios adquiridos ao largo das múltiplas experiências do Ser, que lhe aflora à mente espontaneamente, sem necessidade de ninguém lhe transmitir nada, pois que tais conhecimentos pertencem ao seu universo peculiar e subjetivo de conhecimentos.

Por: Francisco Aranda Gabilan Nº 760 Maio de 2000 Página: Homem e Espírito. Determinadas matérias tratadas na exposição da Doutrina Espírita muitas vezes parecem sem importância, mas nunca será demais saber o exato sentido e praticar a correta aplicação dos termos. É o que acontece com a aplicação das expressões INTUIÇÃO e INSPIRAÇÃO: há alguns companheiros da exposição doutrinária, seja na área do ensino, seja na da divulgação, que acham (e, o que pior, passam adiante) não haver nenhuma diferença entre ambas. Mas, com licença de suas luzes, há diferença - e muita! São coisas diferentes, com diferentes sentidos e de efeitos diferentes. Vejamos, não com nossas próprias convicções - pois que, como diz o ditado popular, "santo de casa não faz milagres" - mas trazendo o quanto nos ensinam os entendidos e doutrinadores. INSPIRAÇÃO: Uma definição leiga: "Inspiração - sugestão, insinuação, conselho", ou "Inspirar - incutir, infundir, insuflar, introduzir" (Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa, Vol. 2 Ed. Enciclopédia Britânica). Atende-se para a etimologia (origem) dessa palavra, que vem de inspirare, ou "introduzir ar", quase o mesmo que assoprar. Agora, a doutrina: "A inspiração é a equipe dos pensamentos alheios que aceitamos ou procuramos" (Ceara dos Médiuns, "Faixas", Emmanuel. F.C. Xavier, FEB - 4ª edição, pg. 125, discorrendo sobre o capítulo "Evocações" do O Livro dos Médiuns). Léon Denis (O Problema do Ser, do Destino e da Dor, FEB, 1993, cap. 21, pg. 334), sobre a inspiração: "uma das formas empregadas pelos habitantes do mundo invisível para nos transmitirem seus avisos, suas instruções (...). Pela mediunidade o Espírito infunde suas ideias no entendimento do transmissor". "É o recebimento espontâneo de ideias, pensamentos, concepções, provindo de Espíritos..." (Dicionário Enciclopédico de Espiritismo, Metapsíquica e Parapsicologia, Ed. Bels. 1976, 3ª ed., João Teixeira de Paula). Ressalte-se: é espontâneo, logo, não precisa evocação, nem pedido de auxílio; é um socorro imediato e de bom grado. INTUIÇÃO: Consulte-se Plantão, que fundamenta a intuição na preexistência (reencarnações anteriores), segundo a síntese trazida por Adolfo Bezerra de Menezes, em A Loucura Sob Novo Prisma = Estudo Psiquíco-fisiológico, FEB, 8ª Ed. - 1993, cap. 1, pg 19: "Antes de virmos a esta vida, já tivemos outras, e no tempo intermediário, que passamos no mundo dos Espíritos, adquirimos o conhecimento das grandezas a que somos destinados; donde essa reminiscência, a que chamamos intuição de um futuro, que mal entrevemos, envoltos no véu da carne". Segundo Ney Lobo, em Filosofia Espírita da Educação e Suas Conseqüências Pedagógicas (Ed. FEB, 1993, pg. 92), "A intuição é instrumento de prospecção do fundo anímico do educando, das camadas sedimentares de perfeições e imperfeições acumuladas nas existências anteriores". No livro Allan Kardec, Zêus Wantuil (ex-presidente da FEB), cuidando da mediunidade atribuída ao Codificador, afirma que "a intuição é a fonte de todos os nossos conhecimentos(...)", referindo-se aos conhecimentos que o Ser angaria ao largo de todas as suas experiências anteriores (cap. 3, pg. 41). Dentre as várias abordagens do Livro dos Espíritos sobre a intuição , colhemos apenas a contida na questão nº 415, quando Kardec pergunta aos Espíritos qual a utilidade das visitas feitas durante o sono, se não nos lembramos sempre delas: "De ordinário, ao despertardes, guardais a intuição desse fato, do qual se originam certas ideias que vos vem espontaneamente, sem que possais explicar como vos acudiram. São ideias que adquiristes nessas confabulações". (46ª edição, FEB, tradução de Guillon Ribeiro). E, afinal, o próprio Kardec, em A Gênese, Cap. XI, Doutrina dos Anjos Decaídos, item 43 (20ª ed. FEB, idem) falando das emigrações e imigrações dos seres espirituais ao largo dos tempos, afirma que alguns "são excluídos da humanidade a que até então pertenceram e tangidos para mundos menos adiantados, onde aplicarão a inteligência e a intuição dos conhecimentos que adquiriram (...)". E, pouquinho mais adiante, no mesmo item, Kardec é categórico: "A vaga lembrança intuitiva que guardam da terra donde vieram é como uma longínqua miragem a lhes recordar o que perderam por culpa própria". Com o mesmo sentido dizem os espíritos, na questão 393, sobre a "lembrança" (pela intuição) que os Espíritos têm de suas faltas passadas ao reencarnar. Portanto amigos, quando formos pedir "ajuda" aos Espíritos, peçamos que eles nos inspirem bons pensamentos, não que nos "intuam"; quanto à intuição, é melhor pedirmos a Deus (e até aos Espíritos, por que não?!) que nos ajude a organizar nossos próprios conhecimentos para usarmos no momento preciso e, sobretudo, em favor do esclarecimento do próximo. Ou melhor ainda, ouvir a sábia orientação de Emmanuel, no livro O Consolador, questão 122, quando lhe foi perguntado "que se deve fazer para o desenvolvimento da intuição", respondendo: "O campo do estudo perseverante, com o esforço sincero e a meditação sadia, é o grande veículo de amplitude da intuição, em todos os seus aspectos".

FEESP - Federação Espírita do Estado de São Paulo.
Namastê buscadores!

"Quando as nuvens se elevam nos céus, é sinal de chuva. Não há nada a fazer senão esperar que a chuva caia. O mesmo ocorre na vida quando o destino articula seus movimentos. Não se deve ceder a preocupações nem procurar moldar o destino com intervenções prematuras. Ao contrário, deve-se, com tranquilidade, fortificar o corpo. As pendências são uma preparação do acontecimento almejado."  
(I Ching - O livro das mutações)

sexta-feira, 30 de março de 2012

Namastê buscadores!
As frases que marcam caminhos são apenas sinais;
 o caminho se faz quando a verdade se torna experiência...
(feito nova revisão, em 2026)
*
"Direitos todos temos, na pauta de nossas existências. Em confronto com o que existe à nossa retaguarda, somos privilegiados pelas conquistas que o tempo nos premiou na ascensão da vida. Porém, não podemos nos esquecer dos deveres a cumprir diante dos outros, que viajam conosco no mesmo comboio planetário. Compete a nós respeitar os que nos ajudam a viver,
 para que o próprio respeito nos garanta a tranquilidade". 
(Livro: Cirurgia Moral -  João Nunes Maia - Lancellin) 
*
"O valor das coisas não está no tempo que elas duram,
 mas na intensidade com que acontecem. 
Por isso, existem momentos inesquecíveis, 
coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis." 
(Fernando Pessoa)
(1888 – 1935)
*
"O nosso verdadeiro lugar de nascimento é aquele em que lançamos 
pela 1a. vez um olhar de inteligência sobre nós próprios". 
Marguerite Yourcenar 
(1903–1987)
*
"A sabedoria não é alcançada quando se tem a resposta, 
mas sim quando a resposta te trás sede de aprender mais..."
(Autoria desconhecida)
*
"Nenhum homem é livre se a sua mente não é como uma porta
 de vai-e-vem, abrindo-se para fora a fim de liberar suas próprias
 ideias e para dentro a fim de receber os bons pensamentos de outrem."
Ralph M. Lewis 
(1904 – 1987)
*
"Os ventos que às vezes tiram algo que amamos,
 são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar... 
Por isso não devemos chorar pelo que nos foi tirado e sim,
 aprender a amar o que nos foi dado. Pois tudo aquilo que é
 realmente nosso, nunca se vai para sempre..."
(Bob Marley)
*
"Existem mil enganos. 
Acreditar saber o que não se sabe é o maior deles. 
Quando sobre si mesmo, um delirante desequilíbrio 
e uma incompreensível fraqueza."
(Yoskhaz)
*
"O Homem não é importante pelo seu ego
ou pela sua personalidade.
O Homem é importante porque, como alma,
ele é parte de Deus."
(Paramahansa Yogananda)
*
"Não dá para alterar a realidade, mas podemos tentar trabalhar
 com ela de forma positiva, buscando a resiliência e a superação."
(Léo Fraiman)
*
"Uma vela talvez produza uma sombra se não estiver bem colocada; mas quando temos várias velas acesas,  todo o ambiente fica iluminado e não há sombras significativas.  Por isso vale a pena juntar as luzes de diferentes pessoas confiáveis e manter o foco combinado dos pequenos sóis individuais em sintonia com a fonte universal do saber."
Uma Oportunidade Diante
De Quem Tem Olhos Para Ver
(Carlos Cardoso Aveline)
*
"Conhecer a sua própria escuridão é o melhor método 
para lidar com a escuridão dos outros." 
(Carl Jung)
*
"Conhece-te, aceita-te e supera-te."
(Santo Agostinho)
*
"Só aquilo que somos realmente tem o poder de nos curar." 
(Carl Jung)
*
“A luz não é encontrada no mundo, 
mas acesa no coração que se dispõe a ver.”

“Caminho por entre sombras para descobrir 
que a luz sempre esteve dentro de mim.”

“Cada segredo do universo é um espelho;
 cada espelho, um convite para o despertar.”

“As respostas não estão escritas nas estrelas — 
estão gravadas na alma que se atreve a perguntar.”

“O verdadeiro rito é o silêncio que se faz luz.” 

"A iniciação não muda o mundo; 
ela muda o olhar com que o mundo é visto.”
(Autorias desconhecidas)

segunda-feira, 26 de março de 2012

 Namastê buscadores!
"Nas lutas habituais, 
não exija a educação do companheiro.
 Demonstre a sua. 
Nas tarefas do bem não aguarde colaboração. 
Colabore, por sua vez, antes de tudo. 
As suas lágrimas não substituem o suor que você 
deve verter em benefício da sua própria felicidade."

(André Luiz)

quinta-feira, 22 de março de 2012

Namastê buscadores!

Livres

Livres como o Vento primordial, seguimos —
não dispersos,
mas conduzidos pelo sopro invisível
do Criador.

Vibramos pensamentos
como asas sutis que aprendem a planar
ao sabor da consciência desperta.

Livres no Amor, crescemos.
Não em altura externa,
mas em profundidade de ser.
Caminhamos em busca de nós mesmos
até perceber
que sempre habitamos
o próprio coração do Eterno.

Livres na Verdade, resplandecemos.
Acolhendo diferenças
como notas diversas
de uma mesma sinfonia sagrada.
Harmonia não é uniformidade —
é unidade que honra a multiplicidade.

Livres para Amar, transcendemos.
Como águas que fluem
pelas complexidades da terra,
atravessamos nossos desejos mais profundos
sem nos aprisionar a eles.

Livres do medo,
a mente se expande
quase tocando o Céu —
não por fuga,
mas por elevação.

Sentimos o Amor florescer,
a alma entoar seu cântico antigo,
a alegria crescer
como aurora que não se cansa de nascer.

E o poder da Criação
nos rejuvenesce por dentro —
ensinando-nos a criar,
criar e criar…
não por vaidade,
mas por participação consciente
na Obra maior.

Livres, descobrimos a força da União:
força suave, porém invencível,
que somente o Amor sustenta
e que a fé burila
como quem lapida um diamante oculto.

Livres, semeamos intenções puras,
germinamos ações luminosas,
e percebemos a presença
da amada Paz do Criador —
Sol interior
que nos faz brilhar sem competir.

Pura chama.
Viva luz.

E assim ampliamos as nascentes oportunidades
de cada gesto compartilhado,
sabendo que a verdadeira liberdade
não é fazer o que se quer,
mas tornar-se aquilo que se É. 

Namastê buscadores!
Navegar!

Navega pelo oceano do conhecimento...
Faz da humildade teu barco à vela.
Balança na suavidade do vento;
faz das ondas, obstáculos vencidos.
Flutua silenciosamente...
O que vale é saber passar.

No oceano da vida, sossegadamente,
fitemos o horizonte a despontar.
Vamos, sigamos!
A vida proclama o amor a ficar.
Como no voar dos pássaros,
a gentil habilidade de se direcionar.
Na força das águas, um turbilhão
de pensamentos a organizar.
No poder do destino, livre-arbítrio:
é uma questão de pensar.

Não fiques a derivar
nas incertezas e formas do mar.
Entre ilhas de verdes montes...
Entre a neblina espessa a ultrapassar...
Navega sempre!
Sempre pelas ondas vivas do mar.


 Namastê buscadores!
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Florescer

Jardim secreto da alma;
Paraíso perdido no tempo...
Gotas de chuva em folhas secas;
Campos vastos de gramas verdejantes...
Sublime amor!
Retratado na beleza das flores entre relvas...
Intensidade de aromas frescos da mata molhada;
Arco-íris de espectro disperso,
colorindo com delicadeza.
Visão gentil!

Imensidão dos sentidos...
Reflexos de gotículas d’água
se formam na chuva fina...
Luminoso fenômeno a iluminar os corações sedentos.
Esperança de vida,
Determinação desmedida,
Renovação de sintonias vividas...
Feliz de quem ama com a intensidade das ondas no oceano da vida,
Abatendo os rochedos da desesperança.
Amar, simplesmente!
Entre flores nos jardins da vida,
Entre sensações que aquecem todos os sentidos...
Florescendo o vigor do fortalecimento divino.
À vida!

Namastê buscadores!

Sinfonia da Vida

O som das notas ecoa nas almas:
penetra nos seres, anestesia as dores,
alimenta o tempo.

Há sinfonia viva que apresenta reflexos atemporais;
aproxima distâncias, estreita laços.
Perene, sentimos as horas, os dias, os anos...
Há vida própria no aprendizado colhido.

Música real!
Paisagens em cores, entre espaços de tempo,
desbravam descobertas de novos caminhos...
Flores, relvas e borboletas hão de inspirar
sonhos imortais.

O tempo continua a voar
com a mesma intensidade que hoje nos sorri;
amanhã pode expirar.
Mas o amor, primeiro a ser aprendido,
deixa o céu atordoado
pela coragem que ele próprio impõe aos homens.

Sintonia em flor há de ser celebrada
na poesia de tempos antigos,
por ser estimada precocemente na delicadeza.
Futilidades, caprichos e passatempos —
não permanentes
em naturezas não duradouras.

As melodias ouvidas são doces,
mas as não ouvidas são ainda mais...
Que toquem, então, o espírito,
na esperança e na paz.


Namastê buscadores!
Flores

Um feixe de aveleiras, entrelaçadas em madressilvas.

Hesitantes, desabrocham...

Orgulhosas, espalham-se ao vento.

Diante do céu azul, flores campestres
inclinam, serenas, sua beleza —
em justa troca.

O velho tempo continua a fluir;
e o tempo das flores
continua a esvair-se.

Ah, se pudéssemos ser tal qual as delicadas flores:
acolhendo o Sol, que do Céu vem;
aconchegando o Amor, que do Céu se fixa...

Flores —
de todas as sutilezas e formas,
de todos os aromas e cores —
expressando no mundo
nossas próprias linguagens,

em puro encanto...
das flores.

Namastê buscadores!

Alma

Poeirinha cósmica em chão de estrelas,
Aconchega-se c’alma em corpo temporal;
Em luz e sombras, equilibrando a vida.
Vinda do Amor incondicional,
Escolha acertada em azul-turquesa.

Desafio corajoso em tempo real.
Encruzilhadas e ciladas
Hão de ser desvendadas, superadas!

Alma, essência íntima do silêncio infinito...
Descobridora humilde dos mistérios maiores,
Fôlego que anima a vida silenciosa
Da Inteligência viva, em aprendizado,
Plantando e colhendo; religando-se à Origem.


Namastê buscadores!
Ilusões!

Confrontações:
erros,
tentativas,
acertos —
ilusões.

Pensamentos apressados...
Conflitos guardados há gerações,
ecoando na carne do tempo.
Tempo corrido,
esvaído,
sofrido —
não vivido.

Ilusões plantadas;
sementes lançadas
em solo infértil de medo e silêncio.
Colhe-se o vazio
quando não se cultiva a verdade.

Vida real é vida fértil —
terra revolvida pela consciência.
É tempo de curar,
de acreditar,
de agir
e ousar sonhar.

Sonhos não são névoa a se dissipar ao amanhecer.
Sonhos são fogo —
esperanças vivas
à espera de realização.


Namastê buscadores!

A Vida é Feita de Eternidade

A vida é feita de sabores diversos e surpreendentes.

É o doce inesperado na travessia amarga,
O amargo necessário no amadurecimento doce.

O verdadeiro tempero é o amor que brota
Espontaneamente de cada ser —
Sem cobrança, sem interesse...
Apenas por existir.

A vida é rica na percepção de virtudes e valores
Que se revelam com o tempo e o silêncio,
A serem conquistados não por conquista,
Mas por transformação.

É o acolhimento dos aprendizados
Que encontramos pelos caminhos variados...
Uns suaves, outros pedregosos,
Mas todos repletos de propósito.

É fonte de descobertas —
Internas e externas —
Que devem ser compartilhadas
Como pão partido em mesa farta.

Pois o que verdadeiramente a faz valer
Não é o quanto se possui,
Mas o quanto se doa.

São as adversidades,
Corajosamente vencidas com humildade,
Que nos fazem crescer em plenitude.

A dor é semente de sabedoria
Quando regada com aceitação e coragem.

A vida se torna plena
Através do exercício salutar da compaixão —
A mais alta forma de inteligência do coração.

E quando vivemos o amor sem fronteiras,
Sem etiquetas, sem barreiras,
Acima dos interesses passageiros
Que o mundo nos ensina a desejar,
É aí que nos aproximamos do eterno.

Conscientes da Lei de Causa e Efeito,
Sabemos que cada gesto gera ondas
Que alcançam tempos e lugares além da nossa vista.
Nada se perde — tudo se transforma.

E nesse ciclo divino de semear e colher,
A alma desperta.

Porque a vida é feita de Fé Viva —
Fé que não espera milagres,
Mas os constrói com atos diários.

Fé que não foge das sombras,
Mas acende luzes com o coração.

E Fé Viva...
É feita de Eternidade.


 Namastê buscadores!

Escolhas

A vida humana é tecida por escolhas. Cada decisão é um movimento silencioso da consciência, conduzindo-nos, passo a passo, ao encontro de nós mesmos.

O tempo presente expõe dores, conflitos e desafios que parecem envolver toda a humanidade.

 Diante disso, surge a pergunta essencial: como colaborar para a cura do Planeta Azul?

A resposta não se encontra fora — ela nasce no santuário interior de cada coração.

Cada ser é chamado a assumir sua parcela na grande obra da vida: reconhecer limites, despertar virtudes, compreender deveres e honrar responsabilidades. O exemplo de Jesus Cristo permanece como guia dessa jornada, ensinando que o amor e a renovação interior são os verdadeiros caminhos da transformação espiritual. Seus ensinamentos indicam que a evolução começa dentro de cada indivíduo, por meio do autoconhecimento e da reforma íntima.

Quando a consciência se volta para dentro e trabalha sobre si mesma, nasce um olhar mais sereno, sensível e maduro sobre a existência. Assim, a evolução pessoal deixa de ser um movimento isolado e passa a harmonizar-se com o bem coletivo.

Desse modo, cada gesto consciente torna-se uma semente no advento de um novo tempo

 — o tempo de um mundo mais regenerado, onde o bem gradualmente supera o mal.

No fim, a Lei é simples e silenciosa:

A escolha — ontem, hoje e sempre — pertence a cada um.


quarta-feira, 21 de março de 2012

Om, shanti.
"Certa manhã a música do anjo acordou em mim a criança adormecida.
Renasceu com um novo olhar!" 

(Vera Martins)
Namastê buscadores!
Humildade, um Exercício do Amor

Recordo-me da minha infância... Eu era uma criança observadora, meiga, doce. Carregava no olhar uma certa nostalgia — talvez um leve medo — diante do comportamento áspero do mundo dos homens.

Com o tempo, fui crescendo... mudando, me moldando. Descobri, ainda cedo, que para sobreviver nesta sociedade, não se pode ser inteiramente frágil. É preciso, em alguma medida, tornar-se forte.

Os anos passaram, e eu sempre ali: observando, absorvendo. Em certos momentos, via o melhor das pessoas que amava. Em outros, o pior. E como doía, na minha alma ainda sensível, presenciar esses contrastes...

Demorei a entender que escola não era apenas aquela que eu frequentava no ensino público. A verdadeira escola era — e é — a própria vida, com seus aprendizados profundos, marcados pelas horas vividas. Cada convivência, fosse ela solitária, familiar ou social, tornava-se lição. Os professores? Eram, sobretudo, as pessoas que eu mais amava. Como eu os amava... E ainda amo. Que tenham certeza disso.

Infelizmente — ou talvez felizmente — só na maturidade compreendemos que o mundo não é como gostaríamos que fosse. É belo, sim. Mas imperfeito. E as pessoas também o são, mesmo que as amemos profundamente.

Vivemos num planeta de provas e expiações. Todos nós somos, ao mesmo tempo, alunos e professores. Todos temos dias bons e ruins, defeitos e virtudes. Que responsabilidade enorme carregamos... Quão importantes são nossas atitudes diante do outro. Estamos sempre interagindo, mesmo quando tentamos nos esconder. Não dá para viver à margem de nós mesmos, pois isso nos aprisiona em ilusões. E as ilusões não curam — alimentam o ego e acentuam nossas imperfeições.

Por isso, é preciso lutar. Lutar contra os sentimentos inferiores que surgem a cada instante. O tempo material passa — escoa entre os dedos. Mas o tempo imaterial, esse é eterno. E é nele que todo o aprendizado da escola da vida se fará sentir.

Segue uma poesia livre, inspirada no manifesto acima: 

Recordo-me da infância,
do olhar que vagava quieto —
meio doce, meio assustado —
diante do barulho do mundo.

Eu era feita de silêncio e ternura,
e o mundo, de pressa e dureza.
Logo aprendi:
ser frágil demais dói.
E então fui me moldando.
Fui crescendo,
com a alma ainda macia
sob a couraça que me impuseram.

Aprendi a observar,
a ouvir os gestos,
a ler os silêncios.
Em alguns dias, via o melhor dos que eu amava.
Em outros, o pior.
E nessas horas,
minha alma — ainda menina —
chorava calada por dentro.

A escola da vida
me ensinava mais que qualquer livro:
cada gesto era uma lição,
cada ausência, um professor,
cada dor, uma prova.

Entendi tarde — como muitos —
que o mundo não se curva aos nossos sonhos,
e que as pessoas não amam como a gente deseja,
mesmo quando nos amam.

Este planeta,
de provas e expiações,
nos chama ao exercício constante:
amar apesar,
perdoar apesar,
ser humilde,
ainda que o orgulho grite.

Todos somos mestres e aprendizes,
pecadores e poetas,
espelhos e sombras.
Não há como fugir de si
sem se perder em ilusão.

E as ilusões...
essas nos fazem menores,
nos afastam do que há de mais real:
o amor que compreende,
a humildade que aceita,
a fé que persevera.

Por isso, hoje,
quando o tempo me toca o ombro,
e me lembra que tudo passa,
eu escolho ficar no que não passa:
na esperança,
no silêncio que acolhe,
no bem que se faz sem barulho.

Persevero.
No amor.
Na humildade.
No bem.