domingo, 30 de setembro de 2012

Namastê buscadores! 
Autoconhecimento – 
A Chave do Bem Viver 
por Valéria R. de Santana Diniz

Introdução:
O objetivo do presente estudo é refletir sobre a importância do auto conhecimento e de algumas questões relativas a ele, tendo como fim expandir a possibilidade da experimentação de um viver mais pleno, que aqui denominamos Bem Viver.

Portanto, comecemos conceituando:

Viver= Ter vida, estar com vida, existir.

(Também significa: Perpetuar, gozar a vida sabendo aproveitá-la, habitar/residir/morar, sustento/alimentação, dedicação, conviver, forma de existir)

Viver, portanto pode significar Ser e Estar (no sentido de existir). E neste raciocínio Bem Viver seria Bem Ser e Bem Estar. Façamos então algumas reflexões...

DESENVOLVIMENTO:

BEM SER

 A partir dos conceitos anteriormente colocados, podemos iniciar uma reflexão (*) sobre o tema e se objetivamos explicitar a importância do auto conhecimento, vale citar algumas características essenciais apresentadas pelos clientes quando buscam a Psicoterapia.

1º: Qualquer pessoa existente (1) é centralizada em si mesma. A isto acrescenta a percepção de que a neurose seria exatamente um recurso que o indivíduo utiliza para preservar seu próprio centro (2), sua própria existência. A neurose seria uma questão de ajustamento e é isto o que podemos perceber de cada paciente que entra pela primeira vez em nosso consultório: ele, como todos os seres humanos, exige centralidade e esta centralidade foi rompida.

2º: Toda pessoa existente possui a característica da auto-afirmação, a necessidade de preservar sua centralidade.

3º: Todas as pessoas existentes têm a necessidade e a possibilidade de sair de sua própria centralidade para participar com os outros seres.

4º: O lado subjetivo da centralidade é a consciência.

5º: A forma exclusivamente humana de percepção é a autoconsciência. Consciência, neste contexto, é a capacidade do indivíduo de reconhecer-se, de viver dentro do possível, transcender a situação concreta imediata. Acrescenta-se que o padrão neurótico é caracterizado pela repressão e bloqueio da consciência. (3)

Façamos um esclarecimento sobre o que vem a ser a consciência do meu ponto de vista:

Consciência (4) é o local onde habitam as leis de Deus. Ela envolve a participação, a atividade e o envolvimento do Ser e podemos dizer que existem níveis de consciência.

O consciente caracteriza o uso do potencial criador ou criativo da criatura.

O inconsciente é um local de armazenamento; não existe deste ponto de vista, inconsciência.

Percebemos a nossa existência ou a de outrem, questionando sobre seu conteúdo existencial (o que/quem sou? Ou o que/quem o outro é?), sua forma (como sou?) e significado (para que sou?) a partir das expressões peculiares à sua realidade. Faz-se, portanto, uma diferenciação entre saber (subjetivo) e conhecer (objetivo).

Esta é uma reflexão interessante no que diz respeito à tendência na nossa cultura em acreditar que uma coisa não será real a não ser que possamos expressá-la matematicamente (5). Isto significa abstrair a experiência, retirando sua condição de realidade concreta, segmentando-a para somente depois permitir percebê-la como real. É a negligência da realidade subjetiva, característica unicamente humana, como verdade existencial (6). Desta maneira o homem seria reconhecido não como um Ser, mas através de uma qualidade externa a ele que por este é exercida - por exemplo, sua atividade econômica, porém, “Ser é aquilo que permanece. É isso que constitui esse complexo infinito de fatores determinantes dentro de uma pessoa a quem as experiências acontecem e que possui um mínimo de liberdade, não importa quanto, para tornar-se consciente de que essas forças estão agindo sobre ela.

O termo “Ser humano” fica mais claro se considerarmos que o verbo “ser” implica em alguém estar passando por um processo de ser alguma coisa, de transformar-se. Só será possível compreender um outro ser humano se observarmos a direção que ele toma, no que ele está se transformando e só podemos conhecer a nós mesmos quando projetamos nosso potencial nas nossas ações. Este processo demanda consciência e responsabilidade de si e por si mesmo. Ser e não-ser, é a decisão tomada a cada instante. Discordamos da máxima de Descartes “Penso, logo existo” e a corrigimos: Eu sou, e portanto eu vejo, eu sinto, eu ajo.

A lucidez sobre o “Eu sou” não soluciona diretamente os nossos problemas existenciais, mas é uma condição de acesso à administração. Lembramos aqui que soluções vêem de Deus, a nós é possível administrar e gerir os problemas que vivemos. “A realização do sentimento de ser é uma das metas de qualquer terapia mas, no sentido mais específico, é uma relação consigo mesmo e com o mundo individual, é a experiência da própria existência pessoal, que é um pré-requisito para a possibilidade de trabalhar problemas específicos”.

O fenômeno ser e não-ser impõe-se mutuamente. Para que se compreenda o significado do termo existir, é necessário que haja conhecimento do fato que há a possibilidade de não existir. Assim sendo, a existência nunca é automática, ela pode ser confiscada ou eliminada a cada momento e se faz necessária a consciência do não-ser, de que eu poderia não existir (7). A questão que vem à tona neste momento é como o ser se relaciona com a morte. O confronto com a morte oferece a mais positiva realidade à própria vida, é o que torna a existência individual real, absoluta e concreta. O conformismo do homem moderno talvez seja a forma mais presente do fracasso existencial. Corresponde à perda da condição de uso do consciente, das potencialidades e de tudo o mais que caracterize o ser como único e original. Há certamente o ganho do escape temporário da ansiedade, ao preço contudo, da perda de seus próprios poderes e do sentido existencial.

Estas questões levam ao tratamento de quatro temas básicos da vida humana, que podemos denominar pressupostos básicos da existência. A saber: a morte, a liberdade, o isolamento existencial e a carência de sentido da vida. Em suma, disto tratam inúmeras questões e reflexões sobre a vida humana. Basicamente também é disto que a Doutrina Espírita trata e é no saber sobre isto que devemos nos debruçar.

R. May nos oferece uma reflexão interessante sobre a ansiedade, tão presente nestes tempos modernos. A ansiedade é uma característica ontológica (8) do homem, enraizada em sua existência. Ela representa uma ameaça aos alicerces da existência, é algo que somos e não algo que possuímos, é a experiência da ameaça de iminência do não-ser. Explicando ainda melhor, ele diz que “a ansiedade é o estado subjetivo da conscientização por parte do indivíduo de que sua experiência pode ser destruída, de que ele pode perder o próprio ser e seu mundo.”

A ansiedade ocorre no momento do aparecimento de alguma potencialidade ou possibilidade, a probabilidade do indivíduo preencher sua existência. Entretanto, esta possibilidade implica na destruição da segurança atual, que paradoxalmente provoca a tendência de rejeitar a nova potencialidade. É a presença de um nascimento, de algo novo, que marca o lugar da ansiedade, por sua vez fortemente ligada à liberdade, já que é necessário que haja liberdade para existir a possibilidade de vazão de uma nova potencialidade. As pessoas renunciam à liberdade na expectativa de se livrarem da ansiedade. De qualquer forma esta é uma forma positiva de se compreender a ansiedade: a presença de uma possibilidade. A condição enfim, do ser quando em confronto com a questão de dar vazão às suas possibilidades é a ansiedade. Se a liberdade, as potencialidades e a ansiedade são rejeitadas, a condição do ser passa a ser a da culpa, onde o indivíduo está em débito com aquilo que é dado em sua origem. A culpa é também uma característica ontológica do ser, pois está alojada no fato da autoconsciência. Esta culpa ontológica não deve ser confundida com a culpa neurótica ou mórbida, que acarretam formação de sintomas. A culpa ontológica produz efeitos produtivos na personalidade, como por exemplo, o acesso à condição de administração da própria vida – e não controle – atitudes que geram a vivência da aceitação produtiva e da sensação de conforto íntimo.

Um outro aspecto útil a se observar nesta questão do auto conhecimento é o mundo particular da pessoa. Um dos problemas mais fortes no homem moderno é o fato dele ter perdido seu mundo. Kierkegaard e Nietzsche diziam que os dois focos de ansiedade e desespero no homem ocidental eram a perda do senso de ser e a perda de seu mundo - tanto no que diz respeito ao mundo humano quanto ao mundo natural. Os sintomas de isolamento, alienação e a atitude de indiferença refletem o estado de uma pessoa cuja relação com o mundo foi rompida.

Penso ser muito pertinente a observação que o autor faz de que a manifestação típica do problema psíquico da atualidade não é a histeria, como era na época de Freud, mas o traço esquizóide - marca de problemas em pessoas que se isolam, não se relacionam, perderam o afeto, estão despersonalizadas e escondidas atrás do intelectualismo e do tecnicismo.

Historicamente, esta atitude de isolamento, mostrou-se recuada na Idade Média, onde o homem de alma cristã poderia ser considerado como tendo estabelecido um relacionamento com o mundo. Após Descartes é que ficou rompida a relação entre a alma e a natureza.

A pessoa e o mundo são uma estrutura unitária. O mundo é uma estrutura de relacionamentos importantes no qual a pessoa existe e de cujo plano participa. Diferencia-se do ambiente, pois não podemos ter a compreensão do mundo de uma pessoa através da descrição de seu ambiente. As influências operam da forma como a pessoa se relaciona com elas. Existem tantos espaços e tempos, quantos forem os sujeitos. O mundo não é só acontecimentos , mas as possibilidades com as quais o ser projeta ou constrói o seu mundo. É enfim, um padrão dinâmico que existe desde que o ser possui autoconsciência.

Uma reflexão sobre o tempo também é importante no presente estudo. Situa-se o tempo no centro do quadro psicológico humano - onde existência não “é”, mas deve ser considerada do ponto de vista do “sendo”. A existência emerge, se desenvolve no tempo, e não pode ser definida em pontos estáticos e sim transcendendo as limitações imediatas do tempo. As experiências psicológicas mais profundas são aquelas que abalam a relação do indivíduo com o tempo. A ansiedade grave e a depressão, por exemplo, apagam a noção de tempo e especialmente de futuro. Outro exemplo são os sintomas neuróticos, a repressão e outras formas de anulação da consciência, que objetivam boicotar uma relação normal do passado com o presente. A compreensão de si mesmo depende da projeção para o futuro, num processo de renovação. A memória, neste contexto, segundo Alfred Adler, é um processo criativo, um espelho do estilo de vida do indivíduo: lembramo-nos daquilo que nos é importante para o nosso jeito de viver.

A capacidade de transcender a situação imediata é uma característica complementar da existência do ser. Transcendere significa ultrapassar ou passar além de, que é justamente o que um ser humano normal se empenha em fazer cada instante. É a capacidade de abstrair, de usar símbolos, de orientar-se além dos limites imediatos do tempo e do espaço conhecidos, de pensar em termos do possível. É também o que fazemos quando trazemos ao momento presente tanto o passado quanto o futuro. A auto consciência remete à auto transcendência, e vice-versa. Esta capacidade de transcender a situação imediata não é uma aptidão, e sim outra característica ontológica do ser. É a base da liberdade humana - a liberdade em relação ao mundo é também um sinal da pessoa psicologicamente saudável.

Neste movimento de aprendizado e de busca as emoções têm papel fundamental. Emoção é o ato de mover. As emoções são mestras que têm por objetivo nos ensinar quem somos e o nosso viver. Cada uma delas traz consigo uma lição específica e sua presença em nossas vidas significa o que temos a aprender. É por isto que algumas emoções são mais freqüentes que outras. Elas trazem o nosso tema de vida. “Aprender a aprender a viver” significa aprender com as próprias emoções. E não conhecer as próprias emoções significa não conhecer a si mesmo. Saber de si mesmo relaciona-se com saber de suas emoções. É um suicídio psíquico se privar de se emocionar. (1)

 O auto conhecimento envolve a postura de auto dignificação do Ser, onde a compreensão da nossa filiação e merecimento faz-se imprescindível neste processo. Considerando a realidade prática, vale lembrar:

Para fazer por merecer e por merecer-se é preciso:

Acionar a causa e os efeitos positivos (na lei de causa e efeito todo ato e não ato tem conseqüências).

Sair da teoria e passar à prática, testando os conhecimentos (criar uma referência relativa a si mesma confiável - Referência é aquilo que parte de nós, relativa é o que serve para mim mas não serve para o outro e confiável é o que eu já experimentei e sei o resultado).

Fazer uso do próprio potencial (tomar posse do que já é nosso, ter domínio de si, ser dono de si).

Aceitar a realidade tal qual é e não como gostaríamos que ela fosse ( a realidade é o nosso espaço de realização).

Transformar culpas em responsabilidades, remorsos em arrependimentos e erros em acertos (devagar e com certeza).

Recuperar e acreditar na intenção (ação interior, primeira ação que antecede a materialização). (9)

BEM ESTAR

Faz-se necessário diferenciar bem estar de estar bem. Este segundo é circunstancial, depende do lado externo ao ser e nada tem a ver com o que pretendemos abordar, que envolve a intimidade deste ser.

Bem estar equivale a Base (Corpo Físico), Meio (Corpo Mental) e Topo (Espírito), circulando, movimentando com potencial máximo pessoal (pessoal no sentido de que cada pessoa tem um jeito). É aproveitar as situações favoráveis para colocar-se diante de si mesmo e do mundo com o que se tem. Em outras palavras, é uma aceitação produtiva da própria existência – o que sou, como sou e para que eu sou aqui e agora. Aceitação produtiva é ainda a utilização do auto conhecimento, mesmo que restrito, potencializando um máximo de objetivos – é saber usar o que se tem. Difere da postura de acomodação que geralmente produz a insatisfação crônica.

Bem Estar é mudança, é também dúvida já que as mudanças estabelecem questionamentos sobre a existência. São entradas e saídas do sistema, que é o Ser, dúvidas e certezas, onde a cada pergunta caberá também uma resposta, o que estabelece o crescimento.

Considerando então o ser como uma organização triunitária (9), e não apenas unitária com o mundo, bem estar da base é o estado consciente de que o corpo é sustentação, é o cuidado com o corpo, com a respiração, alimentação, sono. É o contato com a vida pelo prazer e pelo brincar. É a escuta atenta dos sinais do corpo, dos sintomas. É o respeito através do bom uso do mesmo. É também a gratidão pela “carteira de trabalho” neste plano da vida, via encarnação neste planeta. É a sensação de singularidade.

Bem estar do meio é o estado consciente de que a mente é o correio entre a base e o topo. Isto é, que leva e traz notícias da energia de baixo para cima e de cima para baixo. É a certeza de que as energias mentais são menos densas que a do corpo e devem ser trabalhadas de forma mais sutil. São energias hierarquicamente superiores à base. É também o respeito ao desconhecido localizado neste nível.

Bem estar com o topo é a vivência da intenção de parceria com Deus. (9)

Ao final destas reflexões fica colocada a importância do auto conhecimento como chave, instrumento de acesso, à possibilidade de um existir mais autêntico e por conseqüência mais pleno, uma vez que: Bem Ser + Bem Estar = Bem Viver.


( * ) Com base nas idéias de Rollo May, retiradas do livro “A Descoberta do Ser”, Ed. Rocco, Rio de Janeiro, 1988.
(1) Pessoa existente é um termo cujo conceito é importado do Existencialismo e refere-se à forma como a pessoa se coloca no mundo – como alguém que existe, que está engajada em seu projeto existencial ou alguém que não existe, aquela pessoa que passa pela vida e não a vive.
(2) Núcleo, eixo constituído pelos valores individuais, a parte íntima do indivíduo.
(3) Existe um 6o item nesta lista de características que é:A ansiedade é o estado do ser humano na luta contra aquilo que poderia destruir seu ser. É o estado de um ser em conflito com o não-ser, o que Freud caracterizou mitologicamente através do instinto de morte. Nota-se que estas etapas são conseqüência umas das outras.
(4) Esquema apresentado por Alcione Andrade, Psicóloga Clínica – apresentado em textos e reflexões feitas no Grupo Repensar, e no Grupo de Estudos de Espiritismo e Psicologia - AMEMG.
(5) R. Descartes - 1596 a 1650 - acreditava que a razão era o ponto alto da existência humana.
(6) Termo importado do Existencialismo, significa aquilo que é valor, aquilo que nos sustenta intimamente.
(7) não existir = não ser uma pessoa existente.
(8) Ontológico – aquilo que caracteriza o ser humano, que é inerente à sua natureza.
(9) ANDRADE, Alcione Albuquerque.

Visitem a Fonte:

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Namastê buscadores!
Sol a pino!

E o tempo passou...

Com ele, trouxe o vento,
em doce brisa e
imenso fronte escaldante.

Como lírios em campos de delírios flutuantes,
nas turvas águas do destino.

Luzes frescas em gotas secas,
raios do sol a pino.
Sutis sinais musicais,
remoçando o tempo, renovando anseios,
iluminado céu na lua ausente.
Delicada beleza nos clarins exultantes
de pequenas gentilezas.

Flores em sorrisos de alegria,
ascendendo sonhos perseverantes,
essenciais na coragem dos pequenos viajantes.
Repletos de amor, a disputar com o tempo
o simples direito de amar!

E mesmo quando o chão rachar em silêncios,
haverá sementes esperando a chuva.
Porque a esperança dança entre as rachaduras,
como dança o sol nas mãos de uma criança.

O tempo, esse velho escultor de instantes,
traz rugas, mas também raízes.
E, em cada suspiro guardado no peito,
floresce o que nunca morre: o desejo de viver.

Caminhantes do agora,
levamos na pele o calor dos dias
e, nos olhos, a bruma dos porquês.
Mas seguimos — como quem ama o caminho
mais do que a promessa de chegada.

Em cada gesto suave,
em cada palavra que não fere,
habita a revolução silenciosa
do ser que escolhe cuidar.

Que o sol nos abrace sem queimar,
que a noite nos envolva sem apagar...
e que, em meio ao caos e à pressa,
a alma siga leve,
como quem sabe que viver...
é um tipo de poema.



quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Namastê buscadores!
Puro refinamento das crenças!

Conflitos não são permanentes na matéria temporária.
Tempo de esclarecimento e solidariedade,
Reformulações amadurecidas,
Poderes curativos,
Fraternidade sutil,
Manifestando-se no plano temporal.

Puro refinamento das crenças!
Em direção uniforme à Paz Mundial...
Ciclos naturais, com acontecimentos inesperados,
A serem superados com o tempo — fé!
Mantendo a essência do amor por inteiro,
Apesar dos vendavais constantes.

Tempo que passa e, com afeto, a todos abraça.
Avançando, passo a passo...
Para um novo amanhã melhor, que vai chegar,
Em prol do amor incondicional!
Sem descrenças.
Puro — em sua própria essência.



sábado, 8 de setembro de 2012

Namastê buscadores!

É o Vento

É o Vento.
Sopro invisível do Eterno
a atravessar os véus da alma.

É o Vento que inspira —
não apenas o ar,
mas o sentido oculto da existência.
Brisa delicada de Amor primordial
que nos toca sem ser vista
e nos transforma sem alarde.

Ele ecoa versos antigos
na prosa silenciosa da paz,
desbravando desertos internos
até que floresçam jardins.

Seus poderes são sementes sutis:
germinam no solo dos anseios,
rompem a dureza dos medos,
e fazem do coração
terra fértil para o Amar.

Clareiam sentimentos,
como aurora que dissipa névoas,
recordando-nos
o verdadeiro sentido de estar.

Sim — sentir e compartilhar.
Assentar-se ao sol do agora,
entre jardins em flor,
onde cores entrelaçam esperança
e cada pétala sussurra confiança.

O Vento aponta direções invisíveis.
Revela os velhos caminhos
que já não nos cabem,
e nos convida a ultrapassá-los
com passos conscientes
e olhar desperto.

Há uma força sagrada nesse sopro:
ela nivela diferenças,
harmoniza contrastes,
conduz à unidade —
como rios que reconhecem
o mesmo Mar.

Sigamos, então, com fé e coragem,
neste voo sobre águas serenas,
onde o silêncio ensina
e o espírito desperta para si.

É o Vento do Novo Tempo.
Não o que passa —
mas o que inicia.
Sopro de renovo,
chamado de propósito,
luz que recorda
quem somos
antes mesmo de nascer o dia. 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Namastê buscadores!


Como corações transformados de carvão em brasas...

A solidariedade silenciosa dos homens

torna suas alegrias tristes.


Queimam os próprios sonhos,

como serpentes na fogueira da descrença.

Ousadia perdida no tempo,

ausente de perseverança!


Diante do fogo que adormece os mais puros sentimentos,

consumidos pela falta da necessária confiança...


A fé é a saída deste intenso e doloroso labirinto.

É o sopro da vida que emana paz,

desbravando a certeza diante da esperança,

que deve amadurecer,

expandindo os nossos ideais —

como pássaros a romper o silêncio das matas,

no balançar do vento, nas folhas das almas...


Sutis sussurros

a tentar reviver as boas intenções

nas corredeiras da vida.


Assim, todos seguem com a força das águas:

apagando incertezas,

recriando destinos,

direcionando todas as folhas

pelos jardins do verdadeiro caminho.


Puro êxtase —

diante de tamanha conquista dos seres.

Transformando a beleza sofrida dos sorrisos tristes

em emoções combustivas,

na ação viva do Amor Paterno,

pulsando no interior dos corações.


Silenciados pela alegria, sinônimo desse Amor,

em encontros intensificados com essa magnífica luz,

banimos, para sempre, a escuridão de nossas vidas.


Diante dos mistérios revelados,

desmascarando os segredos das angústias —

que, superadas,

nos encaminham rumo ao Paraíso

da Imensidão de Todos os Sentidos.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Namastê buscadores!
O que move o teu céu, o teu mar e as tuas verdes ondas, não é segredo para o teu coração. 
O que brilha no teu sol e na abundância das árvores que crescem no teu quintal, não está fora da tua compreensão. 
O que te faz sorrir, depois crer e continuar, não é mistério, nem mágica para o teu ser. 
O que brilha em ti e nos teus iguais, não requer tua aceitação para existir e nem o teu julgamento para melhorar, pois trás a perfeição por si só. 
O amor e a bênção do Criador pairam sobre ti, pois és o Filho Amado, a essência de todas as coisas! 
Busca por ti e saberás que não és mistério e sim a luz que ilumina. 
Busca por ti e saberás que não és sem significado, pois o Universo depende de ti.

(Estação da Paz)
Namastê buscadores!

Palavras

A linguagem — quando consagrada ao bem
e ungida pela consciência —
torna-se semente antiga,
lançada com coragem
no vasto campo dos corações que a acolhem.

É vibração pura,
luz que ressoa em som,
som que desperta em luz —
de Sol a Sol,
no ciclo invisível da alma.

Nebulosa sutil,
paira sobre a complexa tessitura humana,
como sopro delicado
entre a sombra e o entendimento.

Desbrava, em silêncio,
os territórios da ternura esquecida;
aponta o caminho essencial
que o espírito, em segredo, sempre ambicionou.

Justas quando nascem do silêncio.
Harmoniosas quando brotam do amor.

As palavras — quando despertas —
reacendem claridades
nas junções do verbo e do sentir,
anunciando o Novo Tempo:

tempo de viver
por Amor,
em Amor,
e para o Amor incondicional.

domingo, 26 de agosto de 2012

Namastê buscadores!

Tempo

Tempo de perseverar no sagrado despertar
da Consciência que tudo permeia.
Chamado silencioso que ecoa
nos templos ocultos do ser.

Coragem — lâmina de luz —
para fitar a vida e a morte
não como opostos,
mas como margens do mesmo rio
que atravessamos rumo ao
oceano indivisível da Luz.

Tempo de renovar as vestes da alma:
pensamentos que se purificam,
ideias que florescem,
conceitos que se dissolvem,
valores que se elevam.
Expandir a consciência
até que o “eu” se renda
à unidade do Todo —
porta aberta para o infinito
mar das possibilidades eternas.

Tempo de esperar —
não na inércia,
mas na vigília serena
de quem contempla o Plano Maior
com olhos de eternidade.

Há um Sentido sutil
que se revela aos que silenciam.
Uma presença tênue e real
que amadurece na alma desperta
e gera lucidez.

É o tempo do Amanhecer.
Não fora —
mas dentro.
A aurora da Nova Era
que nasce primeiro
no coração que se recorda
de sua origem luminosa.


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Namastê buscadores!

Lições, por Irmão Miguel

Quando não vivemos na hipocrisia, deixamos de compartilhar: nossos medos, nossas dificuldades diante de nossos próprios limites e, principalmente, extinguimos a pura ilusão de tentar ser o que não somos — desarmando assim nossos próprios inimigos, espirituais e imaginários.

Portanto, como co-criadores de nossa própria história e do nosso crescimento, resta-nos apenas ser verdadeiros; viver dentro de nossa realidade pessoal da melhor maneira possível. Pelo caminho, deixamos o exemplo do bem viver e conviver, de forma responsável e amorosa, pois, cuidando de nós mesmos, não nos sobra tempo para julgamentos alheios.

O tempo é um precioso tesouro que o Criador nos concede a cada despertar, e devemos utilizá-lo para a nossa reforma íntima.

Lembrem-se: a autodescoberta é necessária para alcançarmos bom discernimento sobre nossos avanços e estagnações. Este processo é profundamente individual, longo, lapidador, às vezes doloroso, mas repleto de descobertas valiosas — irremediavelmente gratificante e com efeito de expansão coletiva.

Temos tanto a fazer por nós mesmos que, muitas vezes, esquecemos que é através de nossas atitudes salutares, compartilhadas com o próximo, que sentimos e colhemos a abundância da Paz do Criador.

Que a Paz de Jesus permaneça sempre conosco ao longo de nosso percurso evolutivo.

PAZ!

sábado, 4 de agosto de 2012

Namastê buscadores!

Verdades

A verdadeira Face do Criador
não se oculta nos céus distantes,
mas revela-se no gesto simples —
na delicadeza que ampara,
na gentileza que acolhe,
no amor que se doa
em tempo transformado em afeto.

É ali que a Luz se acende
sobre a natureza humana,
transfigurando sombras
em consciência desperta.

Cada escolha alinhada ao bem
é um rito silencioso.
Cada ação correta
cura o espírito
e o reconduz às suas verdades mais lúcidas.

Assim se recompõe a harmonia
por vezes esquecida,
e a rota sagrada reaparece
sob os pés de quem decide caminhar.

A liberdade — dom iniciático —
não é dispersão,
mas chamado à responsabilidade da paz.
É a aliança invisível
entre a alma e o Criador,
renovada a cada intenção pura.

Quando o coração se alegra
em presença consciente,
flores sutis parecem cair do Alto,
perfumando caminhos,
consagrando anseios
que já eram divinos em essência.

Sinfonias invisíveis ecoam
em notas de esperança fecunda.
E os manifestos do Alto
— como sopros angelicais —
abraçam a humanidade
que busca no Eterno
a lembrança de sua própria Identidade.

Então, no íntimo de cada ser,
ascende o diamante oculto —
centelha do Criador,
lapidada pela experiência,
polida pelo amor,
revelada pela paz.

E compreendemos, enfim:
a Verdade não é algo a possuir,
mas a tornar-se.
Luz vivida.
Amor encarnado.
Paz em expansão. 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

 Namastê buscadores!
O Sábio e o Pássaro...
por Richard Simonetti.

Conta-se que certa feita um jovem maldoso... resolveu pregar uma peça em idoso e experiente mestre, famoso por sua sabedoria.
— Quero ver se esse velho é realmente sábio, como dizem — pensou
— Vou esconder um passarinho em minhas mãos. Depois, em presença de seus discípulos, vou perguntar-lhe se está vivo ou morto. Se ele disser que está vivo, eu o esmagarei e o apresentarei morto.
Se ele falar que está morto eu abrirei a mão e o pássaro voará.
Realmente, uma armadilha infalível, como só a maldade pode conceber.
Aos olhos de quem presenciasse o encontro, qualquer que fosse a sua resposta, o sábio estaria incorrendo em erro.
E lá se foi o jovem mal-intencionado com sua armadilha perfeita.
Diante do ancião acompanhado dos aprendizes, fez a pergunta fatal:
— Mestre, este passarinho que tenho preso em minhas mãos, está vivo ou morto?
O sábio olhou bem fundo em seus olhos, como se examinasse os recônditos de sua alma, e respondeu:
— Meu filho, o destino desse pássaro está em suas mãos.
Esta história pode ser sugestivo exemplo da maldade humana que não vacila em esmagar inocentes para conseguir seus objetivos. Será, também, uma demonstração das excelências da sabedoria, a sobrepor-se aos ardis da desonestidade. Mas é, sobretudo, uma ilustração perfeita sobre o destino humano, tão mal definido pelos religiosos em geral. Consideram muitos que tudo acontece pela vontade de Deus, mesmo a doença, a miséria, a ignorância, o infortúnio...
Essa é a mais flagrante injustiça que cometemos contra o Criador, o pai de infinito amor e bondade revelado por Jesus.
A vida é dádiva divina, mas a qualidade de vida será sempre fruto das ações humanas. Segundo os textos bíblicos, fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Filhos de Deus, o que caracteriza nossa condição é o poder criador que exercitamos como recurso dessa alavanca poderosa que se chama vontade. Exercitando a vontade temos o poder de moldar nosso destino e de influenciar sobre o destino daqueles que nos rodeiam.
Há os que não vacilam em esmagar a Vida para alcançar seus objetivos, envolvendo-se com a ambição e a usura, a agressividade e a violência, a mentira e a desonestidade, o vício e o crime. E há os que libertam a Vida, estimulando-a a ganhar as alturas, mãos abertas para a solidariedade.
Entre essas duas minorias, que se situam nos extremos, temos a maioria que não é má, mas não assume compromisso com o Bem.
Por isso, o mal no Mundo está muito mais relacionado com a omissão silenciosa dos que se acreditam bons, mas não desenvolvem nenhum esforço para evitar que os maus façam barulho.
Isso está bem claro na questão 932, de “O Livro dos Espíritos”:
Por que, no Mundo, tão amiúde, a influência dos maus sobrepuja a dos bons?
Observe, leitor amigo, o alcance da resposta, uma das mais contundentes da Codificação:
Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, preponderarão. Poderíamos acrescentar que a omissão dos bons favorece ainda que as pessoas se envolvam com o mal, por que ninguém as ajuda, nem ampara, nem orienta, nem as atende em suas carências e necessidades.
Algum progresso tem sido alcançado. Fala-se muito, na atualidade, sobre cidadania.
Ser cidadão é estarmos conscientes de nossos direitos. É lutarmos por eles, a partir dos elementares direitos à saúde, à educação, à habitação e, sobretudo, o inalienável direito à vida.
É um passo importante. Podemos melhorar as condições de vida de uma sociedade, trabalhando pelos direitos humanos. Mas há outro passo, bem mais importante:
É preciso assumir deveres, particularmente o dever fundamental de exercitar a solidariedade, vivenciando a lição maior de Jesus: prestar ao semelhante todo benefício que gostaríamos de receber dele se sofrêssemos suas carências.
A mão que liberta o homem da doença, da miséria, da ignorância, do infortúnio, para que a Vida ganhe as alturas, deve ser a filosofia de trabalho de todos nós... A Doutrina Espírita deixa bem claro que não podemos nos omitir diante das misérias humanas.
É preciso fazer algo pelo semelhante. O destino de nossa sociedade é o somatório de nossas ações.
Não se faz uma sociedade boa se a par do exercício de cidadania, não houver o cultivo da solidariedade.
E aqueles que participam, que se dedicam a esse mister, logo fazem uma descoberta maravilhosa. No empenho de ajudar o próximo, libertam-se das inquietações e angústias que afligem o homem comum, preso ao egoísmo. Ajudando alguém a erguer-se de suas misérias, pairam acima das inquietações humanas. Contribuindo para clarear sendas alheias, iluminam o próprio caminho...
E influenciando para o bem o destino de seus irmãos, percebem, deslumbrados, que encontraram sua gloriosa destinação.

Revista Reformador - Março - 1998

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Namastê buscadores! 
"Quando as almas buscam conhecimento e sabedoria no Mundo, umas encontram, outras não. Tudo depende daquilo que procuram e acreditam. Também é certo que não podemos falar aos cegos das lindas cores do arco-iris que se formam no céu acima das suas cabeças, nem falar aos surdos das maravilhosas sinfonias naturais como o trinar dos pássaros, dos riachos e cascatas, do ribombar das águas do mar, ou das folhas das árvores quando a brisa do vento as faz 'tilintar'... Na verdade Jesus dizia que "muitos têm olhos mas não vêm, têm ouvidos mas não ouvem" e tem coração mas não sentem... Bem-aventurados os que buscam e encontram a verdade das coisas eternas e sabem Ser e estar neste mundo de coisas efémeras"... 

 (Rui Palmela)
Namastê buscadores!
"Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria acesso ao sentimento de amar a vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora... Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos. Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável:
Além do pão, o trabalho.
Além do trabalho, a ação.
E, quando tudo mais faltasse, um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo
a resposta e a força para encontrar a saída."
*    
"Mantenha seus pensamentos positivos, porque seus pensamentos tornam-se suas palavras. Mantenha suas palavras positivas, porque suas palavras tornam-se suas atitudes. Mantenha suas atitudes positivas, porque suas atitudes tornam-se seus hábitos. Mantenha seus hábitos positivos, porque seus hábitos tornam-se seus valores. Mantenha seus valores positivos, porque seus valores... Tornam-se seu destino."
*
"Meu Deus...
Ajuda-me a dizer a palavra da verdade na cara dos fortes e a não mentir para obter o aplauso dos débeis. Se me dás dinheiro, não tomes a minha felicidade, e se me dás forças, não tires o meu raciocínio. Se me dás êxito, não me tires a humildade; se me dás humildade, não tires a minha dignidade.
Ajuda-me a conhecer a outra face da realidade, e não me deixes acusar os meus adversários, apontando-os de traidores, porque não partilham meu critério.
Ensina-me a amar os outros como amo a mim mesmo e a julgar-me como o faço com os outros. Não me deixes embriagar com o êxito, quando o consigo, nem a desesperar, se fracasso.  Sobretudo, faz-me sempre recordar que o fracasso é a prova que antecede o êxito.
Ensina-me que a tolerância é o mais alto grau da força e que desejo de vingança é a primeira manifestação da debilidade. Se me despojas do dinheiro, deixe-me a esperança, e se me despojas do êxito, deixe-me a força de vontade para poder vencer o fracasso.
Se me despojas do dom da saúde, deixa-me a graça da fé. Se causo dano a alguém, dá-me a força da desculpa, e se alguém me causa dano, dá-me a força do perdão e da clemência.
Meu Deus...
se me esquecer de Ti...
Tu não Te esqueças de mim!"

(Mahatma Gandhi)

terça-feira, 24 de julho de 2012

Namastê buscadores!

"Ousar é perder o equilíbrio momentaneamente. 
Não ousar é perder-se." 
(Soren Kierkegaard)
"Equilíbrio é a habilidade de olhar para a vida a partir de uma perspectiva clara - fazer a coisa certa no momento certo. Uma pessoa equilibrada será capaz de apreciar a beleza e o significado de cada situação seja ela adversa ou favorável.

Equilíbrio é a habilidade de aprender com a situação e de prosseguir com sentimentos positivos. É estar sempre alerta, ser totalmente focado, e ter uma visão ampla.

Equilíbrio vem do entendimento, humildade e tolerância. O mais elevado estado de equilíbrio é voar livre de tudo e, ainda assim, manter-se firmemente enraizado na realidade do mundo."
(Brahma Kumaris)

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Namastê buscadores!
Se...
Se és capaz de manter tua calma, quando, todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando, e para esses no entanto achar uma desculpa.
Se és capaz de esperar sem te desesperares, ou, enganado, não mentir ao mentiroso, ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares, e não parecer bom demais, nem pretensioso.
Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires, de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires, tratar da mesma forma a esses dois impostores.
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas, em armadilhas as verdades que disseste e as coisas, por que deste a vida estraçalhadas, e refazê-las com o bem pouco que te reste.
Se és capaz de arriscar numa única parada, tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada, resignado, tornar ao ponto de partida.
De forçar coração, nervos, músculos, tudo, a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo, resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes, e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes, se a todos podes ser de alguma utilidade.
Se és capaz de dar, segundo por segundo, ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo, e - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!

(Rudyard Kipling)

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Namastê buscadores! 

A Matemática da Energia em Grupo

Hoje vamos compartilhar um conceito fascinante, que fez parte de um curso chamado "Conquistando a Auto-estima", do qual tive a feliz oportunidade de participar há muitos anos no Brahma Kumaris. A seguir, apresento um resumo, simples e objetivo, desta ideia - “A Matemática da Energia em Grupo” e se divide da seguinte forma:

  • Há pessoas que (+) acrescentam valor — investem em seu potencial e inspiram crescimento.

  • Há pessoas que (-) retiram valor — buscam vantagens próprias à custa dos outros.

  • Há pessoas que (x) otimizam valor — geram motivação, potencializando resultados coletivos.

  • Há pessoas que (÷) dividem valor — espalham intrigas e enfraquecem o espírito do grupo.

Como podemos perceber, este conceito demonstra com clareza como nos comportamos em sociedade. Ao refletirmos sobre nossa atuação diária no mundo externo, percebemos que usamos a “matemática da energia” quase sempre sem notar.

Portanto, a pergunta que se impõe é: quais valores desejamos cultivar em nós mesmos?

Podemos sempre somar e multiplicar conhecimentos e energias, ou criar um divisor de águas, subtraindo do nosso próprio crescimento.

Lembre-se: para contribuir com um mundo melhor, é essencial ter consciência dos valores que já conquistamos. A qualidade das nossas sementes determina a árvore da nossa vida e os frutos que poderemos colher.

Sonhe sempre. Se possível, torne seus sonhos realidade. Mas não durma demais — o tempo é amigo, porém segue esvaindo-se.


quarta-feira, 4 de julho de 2012

O Pardal e a Águia...

Namastê buscadores, reflexionemos juntos!



O Pardal e a Águia...

"O sol anunciava o final de mais um dia e lá, entre as árvores, estava Andala, um pardal que não se cansava de observar Yan, a grande águia. Seu voo preciso, perfeito, enchia seus olhos de admiração. Sentia vontade em voar como a águia, mas não sabia como o fazer. Sentia vontade em ser forte como a águia, mas não conseguia assim ser. Todavia, não cansava de segui-la por entre as árvores só para vislumbrar tamanha beleza… Um dia estava a voar por entre a mata a observar o vôo de Yan, e de repente a águia sumiu da sua visão. Voou mais rápido para reencontrá-la, mas a águia havia desaparecido. Foi quando levou um enorme susto: deparou de uma forma muito repentina com a grande águia a sua frente. Tentou conter o seu vôo, mas foi impossível, acabou batendo de frente com o belo pássaro. Caiu desnorteado no chão e quando voltou a si, pode ver aquele pássaro imenso bem ao seu lado observando-o. Sentiu um calafrio no peito, suas asas ficaram arrepiadas e pôs-se em posição de luta. A águia em sua quietude apenas o olhava calma e mansamente, e com uma expressão séria, perguntou-lhe: Por que estás a me vigiar, Andala? Quero ser uma águia como tu, Yan. Mas, meu vôo é baixo, pois minhas asas são curtas e vislumbro pouco por não conseguir ultrapassar meus limites. E como te sentes amigo sem poder desfrutar, usufruir de tudo aquilo que está além do que podes alcançar com tuas pequenas asas? Sinto tristeza. Uma profunda tristeza. A vontade é muito grande de realizar este sonho… - O pardal suspirou olhando para o chão… E disse: Todos os dias acordo muito cedo para vê-la voar e caçar. És tão única, tão bela. Passo o dia a observar-te. E não voas? Ficas o tempo inteiro a me observar? Indagou Yan. Sim. A grande verdade é que gostaria de voar como tu voas… Mas as tuas alturas são demasiadas para mim e creio não ter forças para suportar os mesmos ventos que, com graça e experiência, tu cortas harmoniosamente… Andala, bem sabes que a natureza de cada um de nós é diferente, e isto não quer dizer que nunca poderás voar como uma águia. Sê firme em teu propósito e deixa que a águia que vive em ti possa dar rumos diferentes aos teus instintos. Se abrires apenas uma fresta para que esta águia que está em ti possa te guiar, esta dar-te-á a possibilidade de vires a voar tão alto como eu. Acredita! - E assim, a águia preparou-se para levantar vôo, mas voltou-se novamente ao pequeno pássaro que a ouvia atentamente: Andala, apenas mais uma coisa: Não poderás voar como uma águia, se não treinares incansavelmente por todos os dias. O treino é o que dá conhecimento, fortalecimento e compreensão para que possas dar realidade aos teus sonhos. Se não pões em prática a tua vontade, teu sonho sempre será apenas um sonho. Esta realidade é apenas para aqueles que não temem quebrar limites, crenças, conhecendo o que deve ser realmente conhecido. É para aqueles que acreditam serem livres, e quando trazes a liberdade em teu coração poderás adquirir as formas que desejares, pois já não estarás apegado a nenhuma delas, serás livre! Um pardal poderá, sempre, transformar-se numa águia, se esta for sua vontade. Confia em ti e voa, entrega tuas asas aos ventos e aprende o equilíbrio com eles. Tudo é possível para aqueles que compreenderam que são seres livres, basta apenas acreditar, basta apenas confiar na tua capacidade em aprender e ser feliz com tua escolha!"
(Autoria Desconhecida)
Lembrem-se:

 Nós podemos evoluir muito além do que imaginamos
 — mas dentro de certos limites da realidade...
*
O problema do pardal não era ser pequeno 
— era acreditar que sempre teria que ser.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Namastê buscadores!
Harmonia das Diferenças...

Você já pensou que o nosso grande problema, nas relações pessoais, é que desejamos que os outros sejam iguais a nós?

Em se falando de amigos, desejamos que eles gostem exatamente do que gostamos, que apreciem o mesmo gênero de filmes e música que constituem o nosso prazer.
No âmbito familiar, prezaríamos que todos os componentes da família fossem ordeiros, organizados e disciplinados como nós.
No ambiente de trabalho, reclamamos dos que deixam a cadeira fora do lugar, papel espalhado sobre a mesa e que derramam café, quando se servem. 
Dizemos que são relaxados e que é muito difícil conviver com pessoas tão diferentes de nós mesmos. Por vezes, chegamos às raias da infelicidade, por essas questões. 
E isso nos recorda da história de um menino chamado Pedro. Ele tinha algumas dificuldades muito próprias.
Por exemplo, quando tentava desenhar uma linha reta, ela saía toda torta.
Quando todos à sua volta olhavam para cima, ele olhava para baixo. Ficava olhando para as formigas, os caracóis, em sua marcha lenta, as florzinhas do caminho.
Se ele achava que ia fazer um dia lindo e ensolarado, chovia. E lá se ia por água abaixo, todo o piquenique programado.
Um dia, de manhã bem cedo, quando Pedro estava andando de costas contra o vento, ele deu um encontrão em uma menina, e descobriu que ela se chamava Tina. E tudo o que ela fazia era certinho.
Ela nunca amarrava os cordões de seus sapatos de forma incorreta nem virava o pão com a manteiga para baixo.
Ela sempre se lembrava do guarda-chuva e até sabia escrever o seu nome direito. Pedro ficava encantado com tudo que Tina fazia. Foi ela que lhe mostrou a diferença entre direito e esquerdo. Entre a frente e as costas.
Um dia, eles resolveram construir uma casa na árvore. Tina fez um desenho para que a casa ficasse bem firme em cima da árvore.
Pedro juntou uma porção de coisas para enfeitar a casa. Os dois acharam tudo muito engraçado. A casa ficou linda, embora as trapalhadas de Pedro.
Bem no fundo, Tina gostaria que tudo que ela fizesse não fosse tão perfeito. Ela gostava da forma de Pedro viver e ver a vida.
Então Pedro lhe arranjou um casaco e um chapéu que não combinavam. E toda vez que brincavam, Tina colocava o chapéu e o casaco, para ficar mais parecida com Pedro.
Depois, Pedro ensinou Tina a andar de costas e a dar cambalhotas.
Juntos, rolaram morro abaixo. E juntos aprenderam a fazer aviões de papel e a fazê-los voar para muito longe.
Um com o outro, aprenderam a ser amigos até debaixo d’água. E para sempre. Eles aprenderam que o delicioso em um relacionamento é harmonizar as diferenças.
Aprenderam que as diferenças são importantes, porque o que um não sabe, o outro ensina. Aquilo que é difícil para um, pode ser feito ou ensinado pelo outro.
É assim que se cresce no mundo. Por causa das grandes diferenças entre as criaturas que o habitam.

A sabedoria divina colocou as pessoas no mundo, com tendências e gostos diferentes umas das outras. Também em níveis culturais diversos e degraus evolutivos diferentes. Tudo para nos ensinar que o grande segredo do progresso está exatamente em aprendermos uns com os outros, a trocar experiências e valorizar as diferenças.

Equipe de Redação do Momento Espírita com base no livro Pedro e Tina, de autoria de Stephen Michael King, Ed. Brinquebook.