quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Namastê buscadores!
Puro refinamento das crenças!

Conflitos não são permanentes na matéria temporária.
Tempo de esclarecimento e solidariedade,
Reformulações amadurecidas,
Poderes curativos,
Fraternidade sutil,
Manifestando-se no plano temporal.

Puro refinamento das crenças!
Em direção uniforme à Paz Mundial...
Ciclos naturais, com acontecimentos inesperados,
A serem superados com o tempo — fé!
Mantendo a essência do amor por inteiro,
Apesar dos vendavais constantes.

Tempo que passa e, com afeto, a todos abraça.
Avançando, passo a passo...
Para um novo amanhã melhor, que vai chegar,
Em prol do amor incondicional!
Sem descrenças.
Puro — em sua própria essência.



sábado, 8 de setembro de 2012

Namastê buscadores!

É o Vento

É o Vento.
Sopro invisível do Eterno
a atravessar os véus da alma.

É o Vento que inspira —
não apenas o ar,
mas o sentido oculto da existência.
Brisa delicada de Amor primordial
que nos toca sem ser vista
e nos transforma sem alarde.

Ele ecoa versos antigos
na prosa silenciosa da paz,
desbravando desertos internos
até que floresçam jardins.

Seus poderes são sementes sutis:
germinam no solo dos anseios,
rompem a dureza dos medos,
e fazem do coração
terra fértil para o Amar.

Clareiam sentimentos,
como aurora que dissipa névoas,
recordando-nos
o verdadeiro sentido de estar.

Sim — sentir e compartilhar.
Assentar-se ao sol do agora,
entre jardins em flor,
onde cores entrelaçam esperança
e cada pétala sussurra confiança.

O Vento aponta direções invisíveis.
Revela os velhos caminhos
que já não nos cabem,
e nos convida a ultrapassá-los
com passos conscientes
e olhar desperto.

Há uma força sagrada nesse sopro:
ela nivela diferenças,
harmoniza contrastes,
conduz à unidade —
como rios que reconhecem
o mesmo Mar.

Sigamos, então, com fé e coragem,
neste voo sobre águas serenas,
onde o silêncio ensina
e o espírito desperta para si.

É o Vento do Novo Tempo.
Não o que passa —
mas o que inicia.
Sopro de renovo,
chamado de propósito,
luz que recorda
quem somos
antes mesmo de nascer o dia. 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Namastê buscadores!


Como corações transformados de carvão em brasas...

A solidariedade silenciosa dos homens

torna suas alegrias tristes.


Queimam os próprios sonhos,

como serpentes na fogueira da descrença.

Ousadia perdida no tempo,

ausente de perseverança!


Diante do fogo que adormece os mais puros sentimentos,

consumidos pela falta da necessária confiança...


A fé é a saída deste intenso e doloroso labirinto.

É o sopro da vida que emana paz,

desbravando a certeza diante da esperança,

que deve amadurecer,

expandindo os nossos ideais —

como pássaros a romper o silêncio das matas,

no balançar do vento, nas folhas das almas...


Sutis sussurros

a tentar reviver as boas intenções

nas corredeiras da vida.


Assim, todos seguem com a força das águas:

apagando incertezas,

recriando destinos,

direcionando todas as folhas

pelos jardins do verdadeiro caminho.


Puro êxtase —

diante de tamanha conquista dos seres.

Transformando a beleza sofrida dos sorrisos tristes

em emoções combustivas,

na ação viva do Amor Paterno,

pulsando no interior dos corações.


Silenciados pela alegria, sinônimo desse Amor,

em encontros intensificados com essa magnífica luz,

banimos, para sempre, a escuridão de nossas vidas.


Diante dos mistérios revelados,

desmascarando os segredos das angústias —

que, superadas,

nos encaminham rumo ao Paraíso

da Imensidão de Todos os Sentidos.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Namastê buscadores!
O que move o teu céu, o teu mar e as tuas verdes ondas, não é segredo para o teu coração. 
O que brilha no teu sol e na abundância das árvores que crescem no teu quintal, não está fora da tua compreensão. 
O que te faz sorrir, depois crer e continuar, não é mistério, nem mágica para o teu ser. 
O que brilha em ti e nos teus iguais, não requer tua aceitação para existir e nem o teu julgamento para melhorar, pois trás a perfeição por si só. 
O amor e a bênção do Criador pairam sobre ti, pois és o Filho Amado, a essência de todas as coisas! 
Busca por ti e saberás que não és mistério e sim a luz que ilumina. 
Busca por ti e saberás que não és sem significado, pois o Universo depende de ti.

(Estação da Paz)
Namastê buscadores!

Palavras

A linguagem — quando consagrada ao bem
e ungida pela consciência —
torna-se semente antiga,
lançada com coragem
no vasto campo dos corações que a acolhem.

É vibração pura,
luz que ressoa em som,
som que desperta em luz —
de Sol a Sol,
no ciclo invisível da alma.

Nebulosa sutil,
paira sobre a complexa tessitura humana,
como sopro delicado
entre a sombra e o entendimento.

Desbrava, em silêncio,
os territórios da ternura esquecida;
aponta o caminho essencial
que o espírito, em segredo, sempre ambicionou.

Justas quando nascem do silêncio.
Harmoniosas quando brotam do amor.

As palavras — quando despertas —
reacendem claridades
nas junções do verbo e do sentir,
anunciando o Novo Tempo:

tempo de viver
por Amor,
em Amor,
e para o Amor incondicional.

domingo, 26 de agosto de 2012

Namastê buscadores!

Tempo

Tempo de perseverar no sagrado despertar
da Consciência que tudo permeia.
Chamado silencioso que ecoa
nos templos ocultos do ser.

Coragem — lâmina de luz —
para fitar a vida e a morte
não como opostos,
mas como margens do mesmo rio
que atravessamos rumo ao
oceano indivisível da Luz.

Tempo de renovar as vestes da alma:
pensamentos que se purificam,
ideias que florescem,
conceitos que se dissolvem,
valores que se elevam.
Expandir a consciência
até que o “eu” se renda
à unidade do Todo —
porta aberta para o infinito
mar das possibilidades eternas.

Tempo de esperar —
não na inércia,
mas na vigília serena
de quem contempla o Plano Maior
com olhos de eternidade.

Há um Sentido sutil
que se revela aos que silenciam.
Uma presença tênue e real
que amadurece na alma desperta
e gera lucidez.

É o tempo do Amanhecer.
Não fora —
mas dentro.
A aurora da Nova Era
que nasce primeiro
no coração que se recorda
de sua origem luminosa.


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Namastê buscadores!

Lições, por Irmão Miguel

Quando não vivemos na hipocrisia, deixamos de compartilhar: nossos medos, nossas dificuldades diante de nossos próprios limites e, principalmente, extinguimos a pura ilusão de tentar ser o que não somos — desarmando assim nossos próprios inimigos, espirituais e imaginários.

Portanto, como co-criadores de nossa própria história e do nosso crescimento, resta-nos apenas ser verdadeiros; viver dentro de nossa realidade pessoal da melhor maneira possível. Pelo caminho, deixamos o exemplo do bem viver e conviver, de forma responsável e amorosa, pois, cuidando de nós mesmos, não nos sobra tempo para julgamentos alheios.

O tempo é um precioso tesouro que o Criador nos concede a cada despertar, e devemos utilizá-lo para a nossa reforma íntima.

Lembrem-se: a autodescoberta é necessária para alcançarmos bom discernimento sobre nossos avanços e estagnações. Este processo é profundamente individual, longo, lapidador, às vezes doloroso, mas repleto de descobertas valiosas — irremediavelmente gratificante e com efeito de expansão coletiva.

Temos tanto a fazer por nós mesmos que, muitas vezes, esquecemos que é através de nossas atitudes salutares, compartilhadas com o próximo, que sentimos e colhemos a abundância da Paz do Criador.

Que a Paz de Jesus permaneça sempre conosco ao longo de nosso percurso evolutivo.

PAZ!

sábado, 4 de agosto de 2012

Namastê buscadores!

Verdades

A verdadeira Face do Criador
não se oculta nos céus distantes,
mas revela-se no gesto simples —
na delicadeza que ampara,
na gentileza que acolhe,
no amor que se doa
em tempo transformado em afeto.

É ali que a Luz se acende
sobre a natureza humana,
transfigurando sombras
em consciência desperta.

Cada escolha alinhada ao bem
é um rito silencioso.
Cada ação correta
cura o espírito
e o reconduz às suas verdades mais lúcidas.

Assim se recompõe a harmonia
por vezes esquecida,
e a rota sagrada reaparece
sob os pés de quem decide caminhar.

A liberdade — dom iniciático —
não é dispersão,
mas chamado à responsabilidade da paz.
É a aliança invisível
entre a alma e o Criador,
renovada a cada intenção pura.

Quando o coração se alegra
em presença consciente,
flores sutis parecem cair do Alto,
perfumando caminhos,
consagrando anseios
que já eram divinos em essência.

Sinfonias invisíveis ecoam
em notas de esperança fecunda.
E os manifestos do Alto
— como sopros angelicais —
abraçam a humanidade
que busca no Eterno
a lembrança de sua própria Identidade.

Então, no íntimo de cada ser,
ascende o diamante oculto —
centelha do Criador,
lapidada pela experiência,
polida pelo amor,
revelada pela paz.

E compreendemos, enfim:
a Verdade não é algo a possuir,
mas a tornar-se.
Luz vivida.
Amor encarnado.
Paz em expansão. 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

 Namastê buscadores!
O Sábio e o Pássaro...
por Richard Simonetti.

Conta-se que certa feita um jovem maldoso... resolveu pregar uma peça em idoso e experiente mestre, famoso por sua sabedoria.
— Quero ver se esse velho é realmente sábio, como dizem — pensou
— Vou esconder um passarinho em minhas mãos. Depois, em presença de seus discípulos, vou perguntar-lhe se está vivo ou morto. Se ele disser que está vivo, eu o esmagarei e o apresentarei morto.
Se ele falar que está morto eu abrirei a mão e o pássaro voará.
Realmente, uma armadilha infalível, como só a maldade pode conceber.
Aos olhos de quem presenciasse o encontro, qualquer que fosse a sua resposta, o sábio estaria incorrendo em erro.
E lá se foi o jovem mal-intencionado com sua armadilha perfeita.
Diante do ancião acompanhado dos aprendizes, fez a pergunta fatal:
— Mestre, este passarinho que tenho preso em minhas mãos, está vivo ou morto?
O sábio olhou bem fundo em seus olhos, como se examinasse os recônditos de sua alma, e respondeu:
— Meu filho, o destino desse pássaro está em suas mãos.
Esta história pode ser sugestivo exemplo da maldade humana que não vacila em esmagar inocentes para conseguir seus objetivos. Será, também, uma demonstração das excelências da sabedoria, a sobrepor-se aos ardis da desonestidade. Mas é, sobretudo, uma ilustração perfeita sobre o destino humano, tão mal definido pelos religiosos em geral. Consideram muitos que tudo acontece pela vontade de Deus, mesmo a doença, a miséria, a ignorância, o infortúnio...
Essa é a mais flagrante injustiça que cometemos contra o Criador, o pai de infinito amor e bondade revelado por Jesus.
A vida é dádiva divina, mas a qualidade de vida será sempre fruto das ações humanas. Segundo os textos bíblicos, fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Filhos de Deus, o que caracteriza nossa condição é o poder criador que exercitamos como recurso dessa alavanca poderosa que se chama vontade. Exercitando a vontade temos o poder de moldar nosso destino e de influenciar sobre o destino daqueles que nos rodeiam.
Há os que não vacilam em esmagar a Vida para alcançar seus objetivos, envolvendo-se com a ambição e a usura, a agressividade e a violência, a mentira e a desonestidade, o vício e o crime. E há os que libertam a Vida, estimulando-a a ganhar as alturas, mãos abertas para a solidariedade.
Entre essas duas minorias, que se situam nos extremos, temos a maioria que não é má, mas não assume compromisso com o Bem.
Por isso, o mal no Mundo está muito mais relacionado com a omissão silenciosa dos que se acreditam bons, mas não desenvolvem nenhum esforço para evitar que os maus façam barulho.
Isso está bem claro na questão 932, de “O Livro dos Espíritos”:
Por que, no Mundo, tão amiúde, a influência dos maus sobrepuja a dos bons?
Observe, leitor amigo, o alcance da resposta, uma das mais contundentes da Codificação:
Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, preponderarão. Poderíamos acrescentar que a omissão dos bons favorece ainda que as pessoas se envolvam com o mal, por que ninguém as ajuda, nem ampara, nem orienta, nem as atende em suas carências e necessidades.
Algum progresso tem sido alcançado. Fala-se muito, na atualidade, sobre cidadania.
Ser cidadão é estarmos conscientes de nossos direitos. É lutarmos por eles, a partir dos elementares direitos à saúde, à educação, à habitação e, sobretudo, o inalienável direito à vida.
É um passo importante. Podemos melhorar as condições de vida de uma sociedade, trabalhando pelos direitos humanos. Mas há outro passo, bem mais importante:
É preciso assumir deveres, particularmente o dever fundamental de exercitar a solidariedade, vivenciando a lição maior de Jesus: prestar ao semelhante todo benefício que gostaríamos de receber dele se sofrêssemos suas carências.
A mão que liberta o homem da doença, da miséria, da ignorância, do infortúnio, para que a Vida ganhe as alturas, deve ser a filosofia de trabalho de todos nós... A Doutrina Espírita deixa bem claro que não podemos nos omitir diante das misérias humanas.
É preciso fazer algo pelo semelhante. O destino de nossa sociedade é o somatório de nossas ações.
Não se faz uma sociedade boa se a par do exercício de cidadania, não houver o cultivo da solidariedade.
E aqueles que participam, que se dedicam a esse mister, logo fazem uma descoberta maravilhosa. No empenho de ajudar o próximo, libertam-se das inquietações e angústias que afligem o homem comum, preso ao egoísmo. Ajudando alguém a erguer-se de suas misérias, pairam acima das inquietações humanas. Contribuindo para clarear sendas alheias, iluminam o próprio caminho...
E influenciando para o bem o destino de seus irmãos, percebem, deslumbrados, que encontraram sua gloriosa destinação.

Revista Reformador - Março - 1998

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Namastê buscadores! 
"Quando as almas buscam conhecimento e sabedoria no Mundo, umas encontram, outras não. Tudo depende daquilo que procuram e acreditam. Também é certo que não podemos falar aos cegos das lindas cores do arco-iris que se formam no céu acima das suas cabeças, nem falar aos surdos das maravilhosas sinfonias naturais como o trinar dos pássaros, dos riachos e cascatas, do ribombar das águas do mar, ou das folhas das árvores quando a brisa do vento as faz 'tilintar'... Na verdade Jesus dizia que "muitos têm olhos mas não vêm, têm ouvidos mas não ouvem" e tem coração mas não sentem... Bem-aventurados os que buscam e encontram a verdade das coisas eternas e sabem Ser e estar neste mundo de coisas efémeras"... 

 (Rui Palmela)
Namastê buscadores!
"Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria acesso ao sentimento de amar a vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora... Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos. Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável:
Além do pão, o trabalho.
Além do trabalho, a ação.
E, quando tudo mais faltasse, um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo
a resposta e a força para encontrar a saída."
*    
"Mantenha seus pensamentos positivos, porque seus pensamentos tornam-se suas palavras. Mantenha suas palavras positivas, porque suas palavras tornam-se suas atitudes. Mantenha suas atitudes positivas, porque suas atitudes tornam-se seus hábitos. Mantenha seus hábitos positivos, porque seus hábitos tornam-se seus valores. Mantenha seus valores positivos, porque seus valores... Tornam-se seu destino."
*
"Meu Deus...
Ajuda-me a dizer a palavra da verdade na cara dos fortes e a não mentir para obter o aplauso dos débeis. Se me dás dinheiro, não tomes a minha felicidade, e se me dás forças, não tires o meu raciocínio. Se me dás êxito, não me tires a humildade; se me dás humildade, não tires a minha dignidade.
Ajuda-me a conhecer a outra face da realidade, e não me deixes acusar os meus adversários, apontando-os de traidores, porque não partilham meu critério.
Ensina-me a amar os outros como amo a mim mesmo e a julgar-me como o faço com os outros. Não me deixes embriagar com o êxito, quando o consigo, nem a desesperar, se fracasso.  Sobretudo, faz-me sempre recordar que o fracasso é a prova que antecede o êxito.
Ensina-me que a tolerância é o mais alto grau da força e que desejo de vingança é a primeira manifestação da debilidade. Se me despojas do dinheiro, deixe-me a esperança, e se me despojas do êxito, deixe-me a força de vontade para poder vencer o fracasso.
Se me despojas do dom da saúde, deixa-me a graça da fé. Se causo dano a alguém, dá-me a força da desculpa, e se alguém me causa dano, dá-me a força do perdão e da clemência.
Meu Deus...
se me esquecer de Ti...
Tu não Te esqueças de mim!"

(Mahatma Gandhi)

terça-feira, 24 de julho de 2012

Namastê buscadores!

"Ousar é perder o equilíbrio momentaneamente. 
Não ousar é perder-se." 
(Soren Kierkegaard)
"Equilíbrio é a habilidade de olhar para a vida a partir de uma perspectiva clara - fazer a coisa certa no momento certo. Uma pessoa equilibrada será capaz de apreciar a beleza e o significado de cada situação seja ela adversa ou favorável.

Equilíbrio é a habilidade de aprender com a situação e de prosseguir com sentimentos positivos. É estar sempre alerta, ser totalmente focado, e ter uma visão ampla.

Equilíbrio vem do entendimento, humildade e tolerância. O mais elevado estado de equilíbrio é voar livre de tudo e, ainda assim, manter-se firmemente enraizado na realidade do mundo."
(Brahma Kumaris)

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Namastê buscadores!
Se...
Se és capaz de manter tua calma, quando, todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando, e para esses no entanto achar uma desculpa.
Se és capaz de esperar sem te desesperares, ou, enganado, não mentir ao mentiroso, ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares, e não parecer bom demais, nem pretensioso.
Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires, de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires, tratar da mesma forma a esses dois impostores.
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas, em armadilhas as verdades que disseste e as coisas, por que deste a vida estraçalhadas, e refazê-las com o bem pouco que te reste.
Se és capaz de arriscar numa única parada, tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada, resignado, tornar ao ponto de partida.
De forçar coração, nervos, músculos, tudo, a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo, resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes, e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes, se a todos podes ser de alguma utilidade.
Se és capaz de dar, segundo por segundo, ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo, e - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!

(Rudyard Kipling)

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Namastê buscadores! 

A Matemática da Energia em Grupo

Hoje vamos compartilhar um conceito fascinante, que fez parte de um curso chamado "Conquistando a Auto-estima", do qual tive a feliz oportunidade de participar há muitos anos no Brahma Kumaris. A seguir, apresento um resumo, simples e objetivo, desta ideia - “A Matemática da Energia em Grupo” e se divide da seguinte forma:

  • Há pessoas que (+) acrescentam valor — investem em seu potencial e inspiram crescimento.

  • Há pessoas que (-) retiram valor — buscam vantagens próprias à custa dos outros.

  • Há pessoas que (x) otimizam valor — geram motivação, potencializando resultados coletivos.

  • Há pessoas que (÷) dividem valor — espalham intrigas e enfraquecem o espírito do grupo.

Como podemos perceber, este conceito demonstra com clareza como nos comportamos em sociedade. Ao refletirmos sobre nossa atuação diária no mundo externo, percebemos que usamos a “matemática da energia” quase sempre sem notar.

Portanto, a pergunta que se impõe é: quais valores desejamos cultivar em nós mesmos?

Podemos sempre somar e multiplicar conhecimentos e energias, ou criar um divisor de águas, subtraindo do nosso próprio crescimento.

Lembre-se: para contribuir com um mundo melhor, é essencial ter consciência dos valores que já conquistamos. A qualidade das nossas sementes determina a árvore da nossa vida e os frutos que poderemos colher.

Sonhe sempre. Se possível, torne seus sonhos realidade. Mas não durma demais — o tempo é amigo, porém segue esvaindo-se.


quarta-feira, 4 de julho de 2012

O Pardal e a Águia...

Namastê buscadores, reflexionemos juntos!



O Pardal e a Águia...

"O sol anunciava o final de mais um dia e lá, entre as árvores, estava Andala, um pardal que não se cansava de observar Yan, a grande águia. Seu voo preciso, perfeito, enchia seus olhos de admiração. Sentia vontade em voar como a águia, mas não sabia como o fazer. Sentia vontade em ser forte como a águia, mas não conseguia assim ser. Todavia, não cansava de segui-la por entre as árvores só para vislumbrar tamanha beleza… Um dia estava a voar por entre a mata a observar o vôo de Yan, e de repente a águia sumiu da sua visão. Voou mais rápido para reencontrá-la, mas a águia havia desaparecido. Foi quando levou um enorme susto: deparou de uma forma muito repentina com a grande águia a sua frente. Tentou conter o seu vôo, mas foi impossível, acabou batendo de frente com o belo pássaro. Caiu desnorteado no chão e quando voltou a si, pode ver aquele pássaro imenso bem ao seu lado observando-o. Sentiu um calafrio no peito, suas asas ficaram arrepiadas e pôs-se em posição de luta. A águia em sua quietude apenas o olhava calma e mansamente, e com uma expressão séria, perguntou-lhe: Por que estás a me vigiar, Andala? Quero ser uma águia como tu, Yan. Mas, meu vôo é baixo, pois minhas asas são curtas e vislumbro pouco por não conseguir ultrapassar meus limites. E como te sentes amigo sem poder desfrutar, usufruir de tudo aquilo que está além do que podes alcançar com tuas pequenas asas? Sinto tristeza. Uma profunda tristeza. A vontade é muito grande de realizar este sonho… - O pardal suspirou olhando para o chão… E disse: Todos os dias acordo muito cedo para vê-la voar e caçar. És tão única, tão bela. Passo o dia a observar-te. E não voas? Ficas o tempo inteiro a me observar? Indagou Yan. Sim. A grande verdade é que gostaria de voar como tu voas… Mas as tuas alturas são demasiadas para mim e creio não ter forças para suportar os mesmos ventos que, com graça e experiência, tu cortas harmoniosamente… Andala, bem sabes que a natureza de cada um de nós é diferente, e isto não quer dizer que nunca poderás voar como uma águia. Sê firme em teu propósito e deixa que a águia que vive em ti possa dar rumos diferentes aos teus instintos. Se abrires apenas uma fresta para que esta águia que está em ti possa te guiar, esta dar-te-á a possibilidade de vires a voar tão alto como eu. Acredita! - E assim, a águia preparou-se para levantar vôo, mas voltou-se novamente ao pequeno pássaro que a ouvia atentamente: Andala, apenas mais uma coisa: Não poderás voar como uma águia, se não treinares incansavelmente por todos os dias. O treino é o que dá conhecimento, fortalecimento e compreensão para que possas dar realidade aos teus sonhos. Se não pões em prática a tua vontade, teu sonho sempre será apenas um sonho. Esta realidade é apenas para aqueles que não temem quebrar limites, crenças, conhecendo o que deve ser realmente conhecido. É para aqueles que acreditam serem livres, e quando trazes a liberdade em teu coração poderás adquirir as formas que desejares, pois já não estarás apegado a nenhuma delas, serás livre! Um pardal poderá, sempre, transformar-se numa águia, se esta for sua vontade. Confia em ti e voa, entrega tuas asas aos ventos e aprende o equilíbrio com eles. Tudo é possível para aqueles que compreenderam que são seres livres, basta apenas acreditar, basta apenas confiar na tua capacidade em aprender e ser feliz com tua escolha!"
(Autoria Desconhecida)
Lembrem-se:

 Nós podemos evoluir muito além do que imaginamos
 — mas dentro de certos limites da realidade...
*
O problema do pardal não era ser pequeno 
— era acreditar que sempre teria que ser.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Namastê buscadores!
Harmonia das Diferenças...

Você já pensou que o nosso grande problema, nas relações pessoais, é que desejamos que os outros sejam iguais a nós?

Em se falando de amigos, desejamos que eles gostem exatamente do que gostamos, que apreciem o mesmo gênero de filmes e música que constituem o nosso prazer.
No âmbito familiar, prezaríamos que todos os componentes da família fossem ordeiros, organizados e disciplinados como nós.
No ambiente de trabalho, reclamamos dos que deixam a cadeira fora do lugar, papel espalhado sobre a mesa e que derramam café, quando se servem. 
Dizemos que são relaxados e que é muito difícil conviver com pessoas tão diferentes de nós mesmos. Por vezes, chegamos às raias da infelicidade, por essas questões. 
E isso nos recorda da história de um menino chamado Pedro. Ele tinha algumas dificuldades muito próprias.
Por exemplo, quando tentava desenhar uma linha reta, ela saía toda torta.
Quando todos à sua volta olhavam para cima, ele olhava para baixo. Ficava olhando para as formigas, os caracóis, em sua marcha lenta, as florzinhas do caminho.
Se ele achava que ia fazer um dia lindo e ensolarado, chovia. E lá se ia por água abaixo, todo o piquenique programado.
Um dia, de manhã bem cedo, quando Pedro estava andando de costas contra o vento, ele deu um encontrão em uma menina, e descobriu que ela se chamava Tina. E tudo o que ela fazia era certinho.
Ela nunca amarrava os cordões de seus sapatos de forma incorreta nem virava o pão com a manteiga para baixo.
Ela sempre se lembrava do guarda-chuva e até sabia escrever o seu nome direito. Pedro ficava encantado com tudo que Tina fazia. Foi ela que lhe mostrou a diferença entre direito e esquerdo. Entre a frente e as costas.
Um dia, eles resolveram construir uma casa na árvore. Tina fez um desenho para que a casa ficasse bem firme em cima da árvore.
Pedro juntou uma porção de coisas para enfeitar a casa. Os dois acharam tudo muito engraçado. A casa ficou linda, embora as trapalhadas de Pedro.
Bem no fundo, Tina gostaria que tudo que ela fizesse não fosse tão perfeito. Ela gostava da forma de Pedro viver e ver a vida.
Então Pedro lhe arranjou um casaco e um chapéu que não combinavam. E toda vez que brincavam, Tina colocava o chapéu e o casaco, para ficar mais parecida com Pedro.
Depois, Pedro ensinou Tina a andar de costas e a dar cambalhotas.
Juntos, rolaram morro abaixo. E juntos aprenderam a fazer aviões de papel e a fazê-los voar para muito longe.
Um com o outro, aprenderam a ser amigos até debaixo d’água. E para sempre. Eles aprenderam que o delicioso em um relacionamento é harmonizar as diferenças.
Aprenderam que as diferenças são importantes, porque o que um não sabe, o outro ensina. Aquilo que é difícil para um, pode ser feito ou ensinado pelo outro.
É assim que se cresce no mundo. Por causa das grandes diferenças entre as criaturas que o habitam.

A sabedoria divina colocou as pessoas no mundo, com tendências e gostos diferentes umas das outras. Também em níveis culturais diversos e degraus evolutivos diferentes. Tudo para nos ensinar que o grande segredo do progresso está exatamente em aprendermos uns com os outros, a trocar experiências e valorizar as diferenças.

Equipe de Redação do Momento Espírita com base no livro Pedro e Tina, de autoria de Stephen Michael King, Ed. Brinquebook.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Namastê buscadores!
Quem Sabe

Quem sabe seja agora
o limiar invisível do começo.

Quem sabe abramos os olhos
não apenas para ver,
mas para reconhecer o bem comum
como extensão de nós mesmos.

Quem sabe seja agora
o tempo de rasgar as ilusões,
desvelar com coragem serena
os mistérios maiores que nos circundam
e habitam silenciosamente
o interior da alma.

Quem sabe aprendamos —
não como teoria,
mas como vivência ardente —
a amar sem condições,
sem reservas,
sem fronteiras erguidas pelo medo.

Quem sabe escolhamos, enfim,
o respeito indulgente,
a escuta compassiva,
o gesto que une
em vez da palavra que separa.

Há uma natureza sutil no ser humano,
quase esquecida sob ruídos e disputas —
mas intacta em sua origem luminosa.

Quem sabe, a partir de agora,
possamos contemplar
a beleza simples das flores campestres
que insistem em florescer
mesmo entre campos de batalha.

Elas não negam a guerra,
mas testemunham a esperança.

Com sensibilização da consciência,
com maturidade do sentir,
quem sabe aprendamos.

Aprender não apenas a saber —
mas a ser.

E talvez descubramos
que o “quem sabe”
sempre foi um convite do Espírito
para que o agora
se torne sagrado.

quarta-feira, 20 de junho de 2012


Namastê buscadores!


"Os Sonhos" No Espiritismo e na Psicanálise...

Durante centenas de anos os sonhos foram encarados como portadores de vaticínios transmitidos por deuses ou forças superiores, e que, de alguma forma, poderiam ser interpretados, respondendo a necessidades imediatas de indivíduos ou grupos.
Na filosofia, chegou a ser aceito como resultado da elevação da alma ou do desprendimento do espírito das amarras do corpo promovido pelo sono.
Na ciência ocidental, a medicina cartesiana tentou reduzi-lo a manifestação inútil de grupos isolados de células do cérebro adormecido respondendo a estímulos externos casuais.
A psicanálise, apesar de confessadamente mecanicista, recuperou o sentido e o potencial significante dos sonhos, tornando-os passíveis de interpretação e conhecimento, o que, aliás, nunca fora renegado pela crença popular. Mas, manteve uma redução conceitual: sonhos são realizações de desejos.
O Espiritismo, com meio século de antecedência em relação à psicanálise, trouxe a primeira teoria realmente científica sobre o sonho.
E, também, a mais completa, pois o admite como sendo desde uma simples manifestação puramente cerebral, passando pela identificação do sonho como realização do desejo e, ampliando sobremaneira o conceito, quando identifica o desprendimento do espírito e suas atividades extra-corpóreas como constituindo matéria dos sonhos.
Freud chegou muito perto disso, mas o enorme preconceito que ele e seus contemporâneos nutriam pelo ocultismo o impediu de ir além.
É importante observar que em seu tempo, tanto quanto hoje em dia na Europa, o espiritismo é apenas mais uma repartição na grande estante do ocultismo.
Então, como hoje, os europeus empregavam amiúde o termo ocultismo como sinônimo de espiritismo. Freud declarou o ocultismo como inimigo da psicanálise!
Ele relaciona a perda de valores pela guerra (1914/18) e a troca do paradigma mecanicista pelo relativista como facilitadores da expansão do ocultismo. (Exatamente os mesmo fatores que alguns antropólogos modernos relacionam como responsáveis pelo declínio do Espiritismo).
Reconhece que há um parentesco aparente entre psicanálise e ocultismo – o inconsciente e seus mistérios, bem como o fato de a psicanálise ser encarada como "mística" – mas, diz, o ocultista não procura o conhecimento: ele é um crente buscando confirmação.
Pode ser que o analista encontre confirmação para alguns fatos "ocultos", mas o ocultista irá generalizar e proclamar o triunfo de suas opiniões.
Por isso mesmo, segundo ele, "a aceitação geral do ocultismo provocaria um colapso do pensamento crítico, dos padrões deterministas e da ciência mecanicista".
Ele não deixa de ter razão, uma vez que a aceitação geral do espiritismo provocará sim um colapso, não só na ciência, mas, também, na economia, na política, na sociedade enfim, pela substituição de paradigmas: o lucro, pelo desapego. 
Quanto aos sonhos, ele reconhece que podem ser confundidos com "fantasias noturnas sem acréscimos", "repetição de experiências reais do dia" e com "sonhos telepáticos".
Sua descrição destes últimos os deixa iguaizinhos aos sonhos espíritas, porém, ele os considera "uma percepção de algo externo perante o qual a mente permanece passiva e receptiva".
Mas ele prefere denominar tudo isto de "outros produtos mentais do estado de sono" e, não, como "sonhos".
Sonhos, dignos deste nome, seriam apenas quando há condensação, deformação, dramatização e, acima de tudo, realização de desejo.
Leon Denis divide os sonhos em três categorias: "primeiramente, o sonho ordinário, puramente cerebral, simples repercussão de nossas disposições físicas ou de nossas preocupações morais".
A segunda categoria equivale ao "primeiro grau de desprendimento do espírito", quando este "flutua na atmosfera, sem se afastar muito do corpo; mergulha, por assim dizer, no oceano de pensamentos e imagens que de todos os lados rolam pelo espaço".
"Por último vêm os sonhos profundos, ou sonhos etéreos. O espírito se subtrai à vida física, desprende-se da matéria, percorre a superfície da Terra e a imensidade..."
Mas o grande escritor espírita não observou, ao contrário do que está em "O Livro dos Espíritos", a categoria que mais impressionou Freud, justamente por fornecer maior quantidade de material para as análises.
Na questão 405 de "O Livro dos Espíritos", Kardec pergunta sobre as coisas que parecem pressentimentos, nos sonhos, mas que não se confirmam, e a resposta é que "o espírito viu aquilo que ele DESEJAVA..." E, mais: "as preocupações do estado de vigília podem dar ao que se VÊ a aparência do que se DESEJA, ou do que se teme".
Na questão 406, Kardec aborda o fato de sonharmos com pessoas que conhecemos cometendo atos de que elas não cogitam, e os Espíritos voltam à questão do desejo: "não é raro atribuirdes, de acordo com o que DESEJAIS, a pessoas que conheceis, o que se deu ou se está dando em outras existências".
Os Espíritos não precisavam dizer mais do que isto.
Não competia a eles ou a Kardec aprofundarem-se mais nesse caminho, uma vez que o interesse espírita estava sobre os "sonhos profundos". Mas, quem limitou ou reduziu a conceituação de sonhos foi Sigmund Freud.

Fontes:
"O Livro dos Espíritos"; Allan Kardec; FEB. 
"No Invisível"; Leon Denis; FEB. 
"Psicanálise e Telepatia" e "Sonhos e Telepatia"; Sigmund Freud; Edição Standard Brasileira; Volume XVIII.
"Sobre os Sonhos"; idem; idem; Volume V.
João Alberto Vendrani Donha

Curitiba, Paraná
julho 2001
Centro Espírita Luz Eterna - CELE
Postado por Espiritismo Verdadeiro