segunda-feira, 18 de junho de 2012

Namastê buscadores!
A importância da auto estima
por Stephen R. Covey

A forma como nos sentimos acerca de nós mesmos é algo que afeta crucialmente todos os aspectos da nossa experiência, desde a maneira como agimos no trabalho, no amor e no sexo, até o modo como atuamos como pais, e até aonde provavelmente subiremos na vida. Nossas reações aos acontecimentos do cotidiano são determinadas por quem e pelo que pensamos que somos. Os dramas da nossa vida são reflexo das visões mais íntimas que temos de nós mesmos. Assim, a auto-estima é a chave para o sucesso ou para o fracasso. É também a chave para entendermos a nós mesmos e aos outros.

Além de problemas biológicos, não consigo pensar em uma única dificuldade psicológica – da ansiedade e depressão ao medo da intimidade ou do sucesso, ao abuso de álcool ou drogas, às deficiências na escola ou no trabalho, ao espancamento de companheiros e filhos, às disfunções sexuais ou à imaturidade emocional, ao suicídio ou aos crimes violentos – que não esteja relacionada com uma auto-estima negativa.

De todos os julgamentos que fazemos, nenhum é tão importante quanto o que fazemos sobre nós mesmos. A auto-estima positiva é requisito importante para uma vida satisfatória. Vamos entender o que é auto-estima. Ela tem dois componentes: o sentimento de competência pessoal e o sentimento de valor pessoal. Em outras palavras, a auto-estima é a soma da autoconfiança com o auto-respeito. Ela reflete o julgamento implícito da nossa capacidade de lidar com os desafios da vida (entender e dominar os problemas) e o direito de ser feliz (respeitar e defender os próprios interesses e necessidades).

Ter uma auto-estima elevada é sentir-se confiantemente adequado à vida, isto é, competente e merecedor, no sentido que acabamos de citar. Ter uma auto-estima baixa é sentir-se inadequado à vida, errado, não sobre este ou aquele assunto, mas ERRADO COMO PESSOA. Ter uma auto-estima média é flutuar entre sentir-se adequado ou inadequado, certo ou errado como pessoa e manifestar essa inconsistência no comportamento – às vezes agindo com sabedoria, às vezes como tolo – reforçando, portanto, a incerteza.

A capacidade de desenvolver uma autoconfiança e um auto-respeito saudáveis é inerente à nossa natureza, pois a capacidade de pensar é a fome básica da nossa competência, e o fato de que estamos vivos é a fonte básica do nosso direito de lutar pela felicidade. Idealmente falando, todos deveriam desfrutar um alto nível de auto-estima, vivenciando tanto a autoconfiança intelectual como a forte sensação de que a felicidade é adequada. 

Entretanto, infelizmente, uma grande quantidade de pessoas não se sente assim. Muitas sofrem de sentimentos de inadequação, insegurança, dúvida, culpa e medo de uma participação plena na vida – um sentimento vago de “eu não sou suficiente”. Esses sentimentos nem sempre são reconhecidos e confirmados de imediato, mas eles existem.

No processo de crescimento e no processo de vivenciar esse crescimento, é muito fácil que nos alienemos do autoconceito positivo (ou que nunca formemos um). Poderemos nunca chegar a uma visão feliz de nós mesmos devido a informações negativas vindas dos outros, ou porque falhamos em nossa própria honestidade, integridade, responsabilidade e auto-afirmação, ou porque julgamos nossas próprias ações com uma compreensão e uma compaixão inadequadas. 

Entretanto, a auto-estima é sempre uma questão de grau. Não conheço ninguém que seja totalmente carente de auto-estima positiva, nem que seja incapaz de desenvolver auto-estima.

Desenvolver a auto-estima é desenvolver a convicção de que somos capazes de viver e somos merecedores da felicidade e, portanto, capazes de enfrentar a vida com mais confiança, boa vontade e otimismo, que nos ajudam a atingir nossas metas e a sentirmo-nos realizados. Desenvolver a auto-estima é expandir nossa capacidade de ser feliz. Se entendermos isso, poderemos compreender o fato de que para todos é vantajoso cultivar a autoestima. Não é necessário que nos odiemos antes de aprender a nos amar mais; não é preciso nos sentir inferiores para que queiramos nos sentir mais confiantes. Não temos de nos sentir miseráveis para querer expandir nossa capacidade de alegria.

Quanto maior a nossa auto-estima, mais bem equipados estaremos para lidar com as adversidades da vida; quanto mais flexíveis formos, mais resistiremos à pressão de sucumbir ao desespero ou à derrota. Quanto maior a nossa auto-estima, maior a probabilidade de sermos criativos em nosso trabalho, ou seja, maior a probabilidade de obtermos sucesso. Quanto maior a nossa auto-estima, mais ambiciosos tenderemos a ser, não necessariamente na carreira ou em assuntos financeiros, mas em termos das experiências que esperamos vivenciar de maneira emocional, criativa ou espiritual. Quanto maior a nossa auto-estima, maiores serão as nossas possibilidades de manter relações saudáveis, em vez de destrutivas, pois, assim como o amor atrai o amor, a saúde atrai a saúde, e a vitalidade e a comunicabilidade atraem mais do que o vazio e o oportunismo.

Quanto maior a nossa auto-estima, mais inclinados estaremos a tratar os outros com respeito, benevolência e boa vontade, pois não os vemos como ameaça, não nos sentimos como “estranhos e amedrontados num mundo que nós jamais criamos” (citando um poema de A. E. Housman), uma vez que o auto-respeito é o fundamento do respeito pelos outros. Quanto maior a nossa auto-estima, mais alegria teremos pelo simples fato de ser, de despertar pela manhã, de viver dentro dos nossos próprios corpos. São essas as recompensas que a nossa autoconfiança e o nosso auto-respeito nos oferecem.

Vamos nos aprofundar mais no significado do conceito de auto-estima. Auto-estima, seja qual for o nível, é uma experiência íntima; reside no cerne do nosso ser. É o que EU penso e sinto sobre mim mesmo, não o que o outro pensa e sente sobre mim.

Quando crianças, nossa autoconfiança e nosso auto-respeito podem ser alimentados ou destruídos pelos adultos – conforme tenhamos sido respeitados, amados, valorizados e encorajados a confiar em nós mesmos. Mas, em nossos primeiros anos de vida, nossas escolhas e decisões são muito importantes para o desenvolvimento futuro de nossa auto-estima. 

Estamos longe de ser meros receptáculos da visão que as outras pessoas têm sobre nós. E de qualquer forma, seja qual tenha sido nossa educação, quando adultos o assunto está em nossas próprias mãos. Ninguém pode respirar por nós, ninguém pode pensar por nós, ninguém pode nos dar autoconfiança e amor-próprio. Posso ser amado por minha família, por meu companheiro ou companheira e por meus amigos e, mesmo assim, não amar a mim mesmo. Posso ser admirado por meus colegas de trabalho e mesmo assim ver-me como um inútil. Posso projetar uma imagem de segurança e uma postura que iludem virtualmente a todos e ainda assim tremer secretamente ao sentir minha inadequação. Posso preencher todas as expectativas dos outros e, no entanto, falhar em relação às minhas; posso conquistar todas as honras e apesar disso sentir que não cheguei a nada; posso ser adorado por milhões e despertar todas as manhãs com uma nauseante sensação de fraude e vazio. Chegar ao “sucesso” sem conquistar uma auto-estima positiva é ser condenado a sentir-se um impostor que aguarda intranquilo ser desmascarado.

Assim como a aclamação dos outros não cria a nossa auto-estima, também não o fazem os conhecimentos, a competência, as posses materiais, o casamento, a paternidade, a dedicação à caridade, as conquistas sexuais ou as cirurgias plásticas. Essas coisas podem às vezes fazer com que nos sintamos melhor sobre nós mesmos temporariamente, ou mais confortáveis em situações particulares, mas conforto não é auto-estima.

A tragédia é que existem muitas pessoas que procuram a autoconfiança e a auto-estima em todos os lugares, menos dentro delas mesmas, e, assim, fracassam em sua busca. Veremos que a auto-estima positiva pode ser entendida como um tipo de CONQUISTA ESPIRITUAL, isto é, uma vitória na evolução da consciência. Quando começamos a entender a auto-estima dessa forma, como uma condição da consciência, entendemos quanta tolice há em acreditar que, se pudermos causar uma boa impressão nos outros, teremos uma auto-avaliação positiva. Pararemos de dizer a nós mesmos: “Se pelo menos eu tivesse mais uma promoção; se pelo menos me tornasse esposa e mãe; se pelo menos fosse reconhecido como um bom provedor; se pelo menos pudesse comprar um carro maior; se pelo menos pudesse escrever mais um livro, comprar mais uma empresa, ter mais um amante, mais uma recompensa, mais um reconhecimento de minha generosidade – então, REALMENTE me sentiria em paz comigo mesmo....”. Perceberíamos então que a busca é irracional, que o anseio será sempre “por mais um”.

Se ter auto-estima é julgar que sou adequado à vida, à experiência da competência e do valor, se auto-estima é a auto-afirmação da consciência, de uma mente que confia em si, então ninguém pode gerar essa experiência a não ser eu mesmo. Quando avaliamos a verdadeira natureza da auto-estima, vemos que ela não é competitiva ou comparativa.

A verdadeira auto-estima não se expressa pela auto glorificação à custa dos outros, ou pelo ideal de se tornar superior aos outros, ou de diminuir os outros para se elevar. A arrogância, a jactância e a superestima de nossas capacidades são atitudes que refletem uma auto-estima inadequada, e não, como imaginam alguns, excesso de auto-estima.

Uma das características mais significativas da auto-estima saudável é que ela é o ESTADO DA PESSOA QUE NÃO ESTÁ EM GUERRA CONSIGO MESMA OU COM OS OUTROS. A importância da auto-estima saudável está no fato de que ela é o fundamento da nossa capacidade de reagir ativa e positivamente às oportunidades da vida – no trabalho, no amor e no lazer. A auto-estima saudável é também o fundamento da serenidade de espírito que torna possível desfrutar a vida.

(Do livro: Os sete hábitos das pessoas muito eficazes, de Stephen R. Covey)

Visitem a Fonte:
 http://www.acasadoaprendiz.com.br/auto_ajuda_15.html

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Namastê  buscadores!
“Os segredos dos que mudaram a história”.

No livro intitulado “Nunca desista de seus sonhos”, o autor Augusto Cury tece interessantes considerações a respeito da capacidade humana de alterar o curso da própria história. Diz ele, em resumo, que a maior genialidade não é aquela que vem da carga genética, nem a que é produzida pela cultura acadêmica. Mas sim, aquela que é construída nos vales dos medos, nos desertos das dificuldades, nos invernos da existência, no mercado dos desafios. Muitos sonhadores desenvolveram áreas nobres da sua inteligência, atravessando turbulências aparentemente insuperáveis. Suportaram pressões que poucos agüentam. Viveram dias ansiosos, sentiram-se pequenos diante dos obstáculos. Alguns foram chamados de loucos, outros, de tolos.
Zombaram de alguns, outros foram discriminados. Tinham todos os motivos para desistir de seus sonhos, mas não desistiram. Quais foram seus segredos?
Eles fizeram da vida uma aventura. Não foram aprisionados pela rotina. Embora não seja possível escapar da rotina, esses sonhadores passaram parte de suas vidas criando, inventando, descobrindo.
Tiveram uma visão panorâmica da existência mesmo em tempo nublado. Foram empreendedores, estrategistas, persuasivos, amigos do otimismo. Foram sociáveis, observadores, analíticos e críticos. Fizeram escolhas, traçaram metas e as executaram com paciência. Segundo o filósofo Kant, “a paciência é amarga, mas seus frutos são doces.” A paciência é o diamante da personalidade. Muitos discorrem sobre ela, mas são poucos os que a conquistam e colhem seus frutos.
Para Plutarco, “a paciência tem mais poder do que a força”.
Não se pode medir um ser humano pelo seu poder político e financeiro. Ele pode ser avaliado pela grandeza de seus sonhos e pela paciência em executá-los. No entanto, a paciência é um dos remos que impulsiona o barco dos sonhos. O outro remo é a coragem. É necessário ter-se coragem para correr riscos e superar os obstáculos. Aqueles que têm medo jamais navegam em mares desconhecidos. E por isso mesmo nunca serão capazes de conquistar outros continentes. Os homens que transformaram seus sonhos em realidade aprenderam a ser líderes de si mesmos para depois liderar o mundo que os cercava. Tinham uma ambição positiva, queriam transformar a sociedade em que estavam inseridos. Foram dominados por um desejo de serem úteis para os outros. 
É possível destruir o sonho de um ser humano quando ele sonha para si, mas é impossível destruir seu sonho quando ele sonha para os outros. Os ditadores jamais conseguiram destruir os sonhos daqueles que sonharam com a liberdade do seu povo. Morrem os ditadores, enferrujam-se as armas, mas não se pode destruir os sonhos de quem ama ser livre.
***
O esforço em direção ao ideal traçado é ônus intransferível de cada ser. Paciência e coragem servem de ferramentas poderosas na realização de sonhos. No entanto, acima de tudo isso há a vontade soberana e poderosa, capaz de justificar o início de qualquer projeto, bem como de motivar-nos a seguir em frente. Pensemos!

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Nunca desista de seus sonhos, de Augusto Cury, Ed. Sextante, 2004, pp. 18/19, item intitulado

terça-feira, 5 de junho de 2012

Namastê buscadores!
Meio Ambiente e Espiritismo
por Sérgio Biagi Gregório

SUMÁRIO: 1. Introdução. 2. Conceito. 3. Aspectos Gerais: 3.1 O Sistema Planetário; 3.2. A Terra como um Sistema Único e Finito; 3.3. O Aparecimento do Homem e seu Impacto sobre o Meio Ambiente; 3.4. As Conferências Mundiais sobre a Conservação do Planeta. 4. Meio Ambiente: 4.1. A Caracterização do Meio Ambiente; 4.2. A Cadeia Alimentar; 4.3. Nosso Planeta Transformar-se-á num Depósito de Lixo; 4.4. Tudo Depende de Tudo. 5. Desperdício: 5.1. Definição; 5.2. Tipos; 5.3.Desperdício de Tempo. 6. Visão Espírita: 6.1. Transformação Conservativa; 6.2. Lei de Conservação e Lei de Destruição; 6.3. Equilíbrio entre Matéria e Espírito. 7. Conclusão. 8. Bibliografia Consultada.

1. INTRODUÇÃO
O objetivo deste estudo é refletir sobre a preservação da vida em nosso Planeta. Para tanto, analisaremos o Meio Ambiente, o desperdício e os subsídios que o Espiritismo pode nos fornecer para um comportamento ambiental mais consciente.
2. CONCEITO
Ambiente – É o conjunto de todos os elementos, vivos ou não vivos, atuais ou passados, que, não fazendo parte intrínseca do organismo ou grupo de organismos, considerado, tem com ele ou eles relações diretas ou indiretas interagindo no tempo e no espaço. (Polis)
3. ASPECTOS GERAIS
3.1 O SISTEMA PLANETÁRIO
O nosso sistema planetário surgiu na Via-Láctea, há uns 5 bilhões de anos pela condensação de uma nuvem de gás e pó cósmicos. Via-Láctea, uma das 10 bilhões de galáxias existente no Universo, possui mais de cem bilhões de estrelas. O Sol, que é uma delas, suficientemente grande para produzir luz própria, situa-se em sua zona periférica. (Enciclopédia Combi Visual)
3.2. A TERRA COMO UM SISTEMA ÚNICO E FINITO
O Planeta Terra, com 510.934.000 km2 de área total, dos quais 148.148 km2 (um quinto) são ocupados por terra e 149.500.000 km distante do Sol, está localizado na órbita ideal — entre a de Vênus e a de Marte — para sustentar a vida. Se mais próximo do Sol, estaria muito quente; se mais distante, muito frio. Forma um ecossistema único e finito, imerso no vento solar, bombardeado por partículas do espaço e radiado pela luz solar. Possui, ainda, um campo magnético que o defende de partículas de alta velocidade, vindas do Sol e do Cosmo. (Gates, 1974, p. 40)
3.3. O APARECIMENTO DO HOMEM E SEU IMPACTO SOBRE O MEIO AMBIENTE
Desde que o homem surgiu no cenário planetário os impactos sobre o meio ambiente se lhe acompanharam. O fogo talvez tenha sido o primeiro elemento a empregar em tal empreitada. É claro que os primitivos, sem o conhecimento da tecnologia, tiveram um impacto menor do que aquele que se assiste na atualidade.
3.4. AS CONFERÊNCIAS MUNDIAIS SOBRE A CONSERVAÇÃO DO PLANETA
A Conferência de Estocolmo, em 1972, deu o primeiro grito de guerra contra a poluição causada pela proliferação da indústria no mundo todo. Dela extraiu-se o PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) e fez surgir a Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento em 1983. O desenrolar das idéias propiciou o aparecimento do Relatório Brundtland, em 1987, em que se estabeleceu o conceito de desenvolvimento sustentável.
A Conferência do Rio de Janeiro em 1992 gerou a Agenda 21, com programa mundial abrangente, que em seus 40 capítulos definiu as metas para as principais questões ambientais: poluição, recursos hídricos, lixo etc.
A Conferência de Johannesburgo, em 2002, teve por objetivo fazer uma avaliação das propostas de 1992 e inserir novas formas de salvar o ecossistema.
Paralelamente a essas conferências de âmbito governamental, há diversos ecologistas que se reúnem em grupos menores e, nem por isso, menos importante do que esses eventos mundiais.
4. MEIO AMBIENTE
4.1. A CARACTERIZAÇÃO DO MEIO AMBIENTE
Por Meio Ambiente entende-se tudo o que nos rodeia, ou seja, o ar, as plantas, os animais, as indústrias, os aeroportos, os aviões etc.
Num sentido mais amplo, o Meio Ambiente tem relação com o Universo, pois qualquer depredação ambiental terá repercussão no cosmo. Observe a guerra entre os Estados Unidos e o Iraque: a repercussão atmosférica durará diversos anos, vença quem vencer, pois os poços de petróleo continuarão queimando e os mísseis jogados contra Bagdá deixarão elementos químicos no ar, o que comprometerá a camada de gás ozônio, que protege a superfície terrestre da perigosa radiação ultravioleta que compõe, junto com outras, a luz solar.
4.2. A CADEIA ALIMENTAR
Trata-se do sistema no qual se processa a transferência de energia, de organismos vegetais para uma série de organismos animais, por intermédio da alimentação e por meio de reações bioquímicas. Cada elo da cadeia alimentar alimenta-se do organismo precedente e, por sua vez, alimenta o seguinte.
Somos, assim, parte de uma vasta gama de inter-relações, onde uma espécie alimenta-se da outra para sobreviver. O homem encontra-se no final dessa cadeia transformadora. Cabe-lhe a responsabilidade da defesa e preservação ambiental, a fim de manter o equilíbrio do Planeta.
4.3. NOSSO PLANETA TRANSFORMAR-SE-Á NUM DEPÓSITO DE LIXO
Há estimativas de que cada ser humano produz 0,6 quilos de lixo por dia. Baseando-se numa família média brasileira, composta por quatro pessoas, obtém-se o total de 876 quilos por ano. Se projetarmos esses números para o mundo todo – uma população de mais de 6 bilhões de pessoas – ,  teremos lixo que não acaba mais. O aumento populacional e o conseqüente acréscimo de lixo criam-nos um problema: onde jogá-lo? Como fazer para que não contamine o ambiente? Isso sem considerar que a maior parte corresponde a materiais recicláveis, que no Brasil chega a 85% do total.
4.4. TUDO DEPENDE DE TUDO
Os animais, utilizando o instinto, só consomem aquilo que satisfaz as suas necessidades. Vivendo naturalmente, eles não causam desastres ecológicos, porque a própria natureza incumbe-se de manter o equilíbrio. Um exemplo: o excesso de formiga é eliminado pelo aparecimento do tatu.
O homem, sendo o elemento racional, nem sempre age racionalmente. Acaba interferindo na natureza e desequilibrando o meio ambiente. Observe o que aconteceu na Austrália, quando se introduziu o coelho para comer outras espécies. Como o coelho se reproduz muito mais rapidamente do que as espécies que ele deveria comer, acabou tendo um excesso de coelho, o que obrigou o governo a dar vacina para diminuir a sua reprodução.
Atualmente vemos as invasões do MST (Movimento dos Sem-terra), a plantação de eucaliptos, a derrubada de árvores para a cultura da soja etc. invadirem as terras aráveis. Os eucaliptos, por exemplo, fornecem renda aos produtores de papel, mas acaba danificando a agricultura, pois suga muitos nutrientes do solo, principalmente a água, deixando-o empobrecido para outras culturas: foi justamente o que aconteceu na Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. 
O MST invade áreas – preservadas pelos órgãos públicos – sob o pretexto de que são improdutivas.
5. DESPERDÍCIO
5.1. DEFINIÇÃO
Desperdício, no sentido absoluto, é o gasto sem proveito e a utilização incorreta ou incompleta de bens econômicos, o que faz com que necessidades que poderiam ser supridas não sejam. Existe desperdício causado pelo planejamento deficiente e o desperdício provocado pela massificação do consumo. (Enciclopédia Mirador)
Por mais cuidadosa que seja a definição, nunca será suficientemente abrangente: na Suíça as ruas são limpíssimas; simplesmente ninguém as suja. Aqui tudo no chão, inclusive com lixeiras ao lado.
5.2. TIPOS
Há os evitáveis e os inevitáveis. Uma tempestade não se tem como evitar.
Dentre os evitáveis, podemos relatar:
- falta de infra-estrutura que nos faz perder entre 20 a 30 por cento da produção agrícola;
- o húmus da casca de laranja é perdido por jogá-la no lixo;
- água que se desperdiça por deixar a torneira aberta ao lavar o automóvel ou escovar os dentes.
- luzes acesas sem necessidade.
5.3.DESPERDÍCIO DE TEMPO
- Conversas prolongadas ao telefone;
- falta de ordem: procurando papéis que não foram arquivados corretamente;
- segurar um vendedor, por bagatelas;
- falta de organização: permitir interrupções que se “perca o fio” do que se pensa, diz ou faz;
- discurso oco, que faz perder tempo do expositor e dos ouvintes;
- maledicência: horas que poderiam ser aplicadas ao estudo;
- atender a reuniões que não dizem respeito ao nosso objetivo.
6. VISÃO ESPÍRITA
6.1. TRANSFORMAÇÃO CONSERVATIVA
Para o provimento de suas necessidades, os homens são obrigados a transformar os recursos naturais. Política é a alteração do meio ambiente para a obtenção do bem comum. O nó da questão está em usar os bens naturais de forma conservativa, isto é, sem perder o equilíbrio cósmico.
6.2. LEI DE CONSERVAÇÃO E LEI DE DESTRUIÇÃO
Allan Kardec, ao tratar em O Livro dos Espíritos, da Lei de Conservação e da lei de Destruição oferece-nos subsídios para avaliarmos a questão.
Diz-nos, em resposta à pergunta 705 - Por que a Terra nem sempre produz bastante para fornecer o necessário ao homem?, que “... a Terra produziria sempre o necessário se o homem soubesse contentar-se. Se ela não cumpre a todas as necessidades é porque o homem emprega no supérfluo o que se destina ao necessário. Vede como o árabe no deserto encontra sempre do que viver, porque não cria necessidades fictícias. Mas quando metade dos produtos é desperdiçada na satisfação de fantasias, deve o homem se admirar de nada encontrar no dia seguinte e tem razão de se lastimar por se achar desprevenido quando chega o tempo de escassez? Na verdade eu vos digo que não é a Natureza a imprevidente, é o homem que não sabe regular-se”.
Mais adiante, em resposta à pergunta 735 - Que pensar da destruição que ultrapassa os limites das necessidades e da segurança?, diz-nos que é “A predominância da bestialidade sobre a natureza espiritual. Toda destruição que ultrapassa os limites da necessidade é uma violação da lei de Deus. Os animais não destroem mais do que necessitam, mas o homem, que tem livre-arbítrio, destrói sem necessidade. Prestará contas do abuso da liberdade que lhe foi concedida, pois nesses casos ele cede aos maus instintos”.
Resumindo: egoísmo cria as necessidades artificiais e a fome é fruto da imprevidência. Propõem-nos, assim, o desapego aos bens materiais como condição fundamental par um  equilíbrio ecológico consistente.
6.3. EQUILÍBRIO ENTRE MATÉRIA E ESPÍRITO
O fator moral elevado pode auxiliar sobremaneira a circulação de bens dentro da economia.
- O desperdício (destruição do excesso de safra) para obter preço. Por que não doar para pessoas carentes?
- Lixo seletivo — reciclagem. Mostra a responsabilidade para com o nosso Planeta no cosmo.
- Criar oportunidades para os outros. Quanta perda de talento por não lhe oferecer a ocasião?
- Desenvolvimento econômico deve estar a par do desenvolvimento espiritual.
7. CONCLUSÃO
O Planeta Terra oferecer-nos-á sempre o suficiente desde que saibamos utilizar os seus recursos naturais com parcimônia. Quer queiramos ou não, há uma lei natural que rege todas as nossas ações: boas ou más. Assim, se comermos em demasia, poderemos contrair uma doença; do mesmo modo, se poluirmos o espaço mais do que ele pode suportar, poderemos presenciar alguma calamidade. Em sendo assim, uma reflexão sobre as Leis Morais capacita-nos a melhor utilizar os recursos que a divindade empresta-nos para auxiliar a nossa evolução espiritual.

. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
ENCICLOPÉDIA COMBI VISUAL. Espanha, Edições DANAE, 1974.
ENCICLOPÉDIA MIRADOR INTERNACIONAL. São Paulo, Encyclopaedia Britannica, 1987.
GATES, D. Modificações do Clima a Serviço da Humanidade: Promessa ou Perigo? In HELFRICH Jr, H. W. A Crise Ambiental: A Luta do Homem para Viver Consigo Mesmo. São Paulo, Melhoramentos, Ed. da USP, 1974.
KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed., São Paulo, FEESP, 1995.
POLIS - ENCICLOPÉDIA VERBO DA SOCIEDADE E DO ESTADO. São Paulo: Verbo, 1986.

São Paulo, junho de 1996

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Namastê buscadores!
JULGAMENTO ALHEIO...

Famosos são os julgamentos da História. O de Nuremberg, que o mundo todo acompanhou, opinando pela punição dos que, barbaramente, durante a Segunda Guerra Mundial, haviam torturado e matado seres humanos.
O de Jesus, em que se verifica a injustiça gritando alto e superando o bom senso da justiça e da verdade. Julgamentos de pessoas famosas que cometeram atos criminosos ou desabonadores.
Julgamentos de criminosos que, de alguma forma, envolveram pessoas famosas, como o caso do raptor do filho de Lindenberg. Em tais processos, sempre a opinião pública se inflama e, de alguma forma, influencia os próprios jurados, de maneira a que esses condenem ou absolvam.
Desde as primeiras idades, quando a chama tênue do pensamento de justiça acendeu no homem, ele começou a julgar os seus irmãos. Muitas vezes, o sentimento de justiça ficou empanado pelas paixões e interesses mesquinhos, levando o homem a cometer erros, punindo seu semelhante com o cerceamento da liberdade, o confisco de bens e a morte.
Nos dias atuais, prosseguimos a julgar o semelhante com todo rigor, sem estabelecer critérios e princípios básicos.
Afoitos, opinamos e damos a nossa sentença tão logo a imprensa torne pública a conduta dessa ou daquela criatura, embora desconhecendo detalhes e razões.
E não tememos aumentar um pouco a intensidade da falta cometida, mesmo para justificar a impiedade com que julgamos e a sentença que proferimos.
Por vezes, a inveja por não ter conseguido alcançar a posição social, o cargo ou a função do julgado, nos incita ainda mais ao julgamento arbitrário.
E, mesmo assim, prosseguimos a nos afirmar cristãos. Seguidores de Jesus que ensinou:
Não julgueis para não serdes julgados, porquanto sereis julgados conforme houverdes julgado os outros. Há necessidade de cultivarmos a indulgência e a empatia. A indulgência para olharmos os que erram com olhos de quem sabe que o equivocado é sempre um Espírito enfermo.
Não necessita do nosso frio julgamento, mas do nosso auxílio para superar sua problemática. A empatia, a fim de nos situarmos no lugar daquele que julgamos e nos indagarmos se fôssemos nós os julgados, como nos sentiríamos?
Fosse nosso filho o julgado, como estaria o nosso coração?
A questão do julgamento nos parece fácil, porque os que são trazidos à barra pública do Tribunal não passam de números. Sequer nos recordamos que são seres humanos.
Mas são Espíritos imortais, exatamente como nós, e merecem receber justiça, não impiedade ou a carga das nossas frustrações.
*   *   *
A autoridade para censurar está na razão direta da moralidade daquele que censura. Aos olhos de Deus, a única autoridade legítima é a que se apoia no exemplo do bem.
A base da Justiça Divina se assenta na misericórdia de nosso Pai Criador. É por esse motivo que Ele nos concede a reencarnação como bendita oportunidade de reparação de nossas faltas, ao tempo que nos faculta crescer e produzir no bem.

Redação do Momento Espírita. Em 16.11.2011.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Namastê buscadores!
"A personalidade criadora deve pensar e julgar por si mesma, porque o progresso moral da sociedade depende exclusivamente da sua independência".
(Albert Einstein)
*
"A razão pela qual algumas pessoas acham tão difícil serem felizes é porque estão sempre a julgar o passado melhor do que foi, o presente pior do que é e o futuro melhor do que será".
(Marcel Pagnol) 
*
"Não devemos julgar a vida dos outros, porque cada um de nós sabe de sua própria dor e renúncia. 
Uma coisa é você ACHAR que está no caminho certo, outra é ACHAR que seu caminho é o único!".
(Paulo Coelho)
*
"Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
 Difícil é encontrar e refletir sobre seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado...".
(Carlos Drummond de Andrade)
*
Quando a fé é a certeza de Deus presente em nossas metas, devemos confiar apenas em seu direcionamento, sem nos deixar melindrar por pequenos julgamentos.
(Rose)

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Namastê buscadores!
"Viver sem decepções é não aprender a valorizar as vitórias;
sem tristezas a não valorizar as alegrias;
sem derrotas a não perseguir e conquistar o sucesso; 
sem abismos a não procurar segurança;
sem necessidades a não valorizar o que se possui;
sem penumbras a não buscar a luz!".
(Prof. Francisco Assis Melo)
*
"Não existe ninguém que não possa ensinar algo a alguém, 
e não existe ninguém tão excelente que não possa ser superado".
(Baltasar Gracian)
*
"Seja um estudante, não um seguidor. Não vá simplesmente fazer o que alguém diz. Tenha interesse pelo que alguém diz, então debata, pondere e considere de todos os ângulos".
(Jim Rohn)
*
"A mais perigosa criação no mundo, em qualquer sociedade,
 é um homem sem nada a perder".
 (Malcolm X)
*
"Apressai-vos lentamente; e sem perder o ânimo...
 Recomeçai a vossa obra vinte vezes...
 Esmerilhai-a sem cessar e esmerilhai-a novamente...
 Acrescentai de vez em quando e apagai frequentemente".
(Nicolas Boileau)

segunda-feira, 21 de maio de 2012

 Namastê buscadores!

"Nosso medo mais profundo não é que sejamos inadequados. Nosso medo mais profundo é que sejamos poderosos demais. É nossa sabedoria,  não nossa ignorância, o que mais nos apavora. Perguntamo-nos: 'Quem  sou eu para ser brilhante, belo, talentoso, fabuloso?' Na verdade, por que  você não seria? Você é um filho de Deus. Seu medo não serve ao mundo.  Não há nada de iluminado em se diminuir para que outras pessoas não se  sintam inseguras perto de você. Nascemos para expressar a glória de  Deus que há em nós.  Ela não está em apenas alguns de nós; está em todas as pessoas. E quando deixamos que essa nossa luz brilhe, inconscientemente  permitimos que outras pessoas façam o mesmo. Quando nos libertamos de nosso medo, nossa presença automaticamente liberta as  outras pessoas".
(Nelson Mandela)  

"Desejo que você Não tenha medo da vida, tenha medo de não vivê-la. Não há céu sem tempestades, nem caminhos sem acidentes. Só é digno do pódio quem usa as derrotas para alcançá-lo. Só é digno da sabedoria quem usa as lágrimas para irrigá-la. Os frágeis usam a força; os fortes, a inteligência. Seja um sonhador, mas una seus sonhos com disciplina, Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas. Seja um debatedor de idéias. Lute pelo que você ama".
(Augusto Cury)

terça-feira, 1 de maio de 2012

Namastê buscadores!

(1 Coríntios 13 1-13)

"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal...
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor".

segunda-feira, 30 de abril de 2012

 Namastê buscadores!
Meditemos:
"A liderança da imagem do eu-ego assumindo reações organizadas nasce de estruturas fixas de defesa, como as que ocorrem quando o orgulho, ao ser ferido, solidifica-se em vaidade. O homem inferior, então é a imagem fixa e acumulada do nosso eu, com o seu cortejo de direitos e privilégios. O homem superior é firme em seus princípios gerais, mas a firmeza advém, não de crenças externamente assimiladas, que são o produto de experiências negativas, mas de uma consciência interior de seu próprio cerne e de sua pouca disposição de se afastar desse centro."

(Carol k. Anthony)
 Filosofia do I Ching

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Namastê buscadores!

 OS TESOUROS ÍNTIMOS...

Você recebesse a notícia de que a sua cidade seria destruída em poucas horas, certamente buscaria fugir o mais depressa possível. E nesse caso, o que levaria na bagagem? Quando os soldados de Ciro, o Grande, estavam prestes a invadir a cidade de Priene, na Jônia, a população preparava-se para a fuga. Homens e mulheres, moços e velhos atropelavam-se, em desespero, tentando salvar seus pertences mais valiosos. Apenas um homem se mantinha calmo. Era o filósofo Bias, famoso por seus dotes de cultura, moral e virtude. Era tão ponderado e íntegro que foi considerado um dos sete sábios da Antiga Grécia. As pessoas, vendo-o tranquilo e sereno, perguntaram se ele não iria preparar a carga que deveria levar, e ele respondeu simplesmente: Eu trago tudo comigo. Aquele nobre cidadão guardava consigo os patrimônios mais valiosos da retidão, bondade e inteligência, que ninguém lhe roubaria. E eram esses valores que lhe permitiam colocar-se acima das inquietações daquela hora e das preocupações com os bens efêmeros da Terra. Sem dúvida, somente as pessoas que constroem essas virtudes e cultivam a fé em Deus, podem permanecer tranquilas diante de qualquer situação, por mais grave que seja. Ante a notícia, por exemplo, de uma guerra atômica, capaz de aniquilar a raça humana, muitos se desesperariam e o caos se estabeleceria em pouco tempo. Só aquele que edificou na própria intimidade, os valores imperecíveis, manteria a calma. Teria a certeza da Providência Divina e da sobrevivência da alma. A lógica e a razão lhe dariam a convicção de que, se tudo fosse destruído, nós continuaríamos a viver, pois somos imortais. Estaria certo de que Deus não nos deixará ao desamparo. Se não houver condições de vida na Terra, o Senhor nos dará outro lugar para morar, pois na Sua casa, que é o Universo infinito, há muitas moradas. * * * O medo, a insegurança e o desejo de posse têm sido os grandes responsáveis pelo desespero e a depressão de muitas criaturas. A insegurança, filha da falta de fé, gera uma espécie de ansiedade que facilmente conduz à depressão, infelicitando e matando a esperança. O desejo desequilibrado de posse é um forte componente para o nascimento e a sustentação da violência e do desespero. A vida agitada, as privações materiais, as provações morais, os conflitos de convivência familiar ou social, só serão superados com tranquilidade por aqueles que cultivam a paz na intimidade. Esses, e somente esses, é que permanecerão serenos diante de qualquer situação, por mais grave que seja. A exemplo do filósofo Bias, dirão: Eu trago tudo comigo. A esse estado de alma é que Jesus se referia falando dos tesouros que a traça não come nem a ferrugem corrói, e que ladrão nenhum rouba. São bens eternos e indestrutíveis. * * * Você é um ser criado para a eternidade. É como uma chama que jamais se apagará. Procure cultivar as virtudes que o libertarão das misérias próprias da inferioridade humana. E lembre-se sempre: Você é herdeiro de Deus. O Universo lhe pertence. Para conquistá-lo basta fazer a parte que lhe cabe nesta bendita escola chamada Terra, que representa um grão de areia diante do Infinito. Por tudo isso vale a pena começar agora a cultivar os tesouros morais que nos credenciarão ao voo definitivo rumo à grande luz, rumo aos altos cimos, onde a felicidade já é uma realidade.

 (Do livro "Temas de Hoje, Problemas de Sempre",
 de Richard Simonetti)

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Namastê buscadores!

"A temperança é essa moderação pela qual permanecemos seguros de nossos prazeres, em vez de seus escravos. É o desfrutar livre, e que, por isso, desfruta melhor ainda, pois desfruta também sua própria liberdade. A temperança - como na prudência e como todas as virtudes, talvez - pertence, pois, à arte de desfrutar; é um trabalho do desejo sobre si mesmo, do vivo sobre si mesmo. Ela não visa superar nossos limites, mas respeitá-los." 

(André Comte-Sponville)

domingo, 22 de abril de 2012

Namastê buscadores!
UNIDADE DA MATÉRIA...

Entendemos a unidade universal da matéria. Poderíamos então dar um crédito aos antigos alquimistas quando se diziam capazes de transmutar metais com métodos bastante simplistas?
O homem é a maior energia abaixo de Deus, e isto ninguém poderá negar. O homem desconhece o poder de sua força interior.
A razão da progressão dos ideais propõe ao homem tentar entender as potencialidades de suas correntes mentomagnéticas, a capacidade de auto e pluritransformação gerada pela sua mente, como se fora, grosseiramente falando, um luminoso raio manifestando a sua poderosa energia.
Se buscarmos os tempos bíblicos, estaremos num tempo em que grandes homens abriram os mares, fizeram descer fogo dos céus, incandesceram a matéria, furaram o solo num simples toque de mão ou numa simples palavra.
Aí vemos o poder do homem que há aprimorado os seus sentimentos, que há alcançado uma evolução moral e científica superior. É natural, pois, que, sob tais condições, o homem possa transmutar metais, transportar matéria de um local para outro, transformar uma matéria noutra matéria. Tudo isso se torna um ato de extrema facilidade ao homem que conhece e se pode valer da energia dos fluidos ectoplásmicos, da energia dos fluidos vitais, das energias magnéticas.
Tais fatores não ocorrem ainda trivialmente no mundo hodierno porque a mente humana, na falência de sua evolução moral, estaria com isso movimentando forças perigosas e incontroláveis. Consciente imaturo de tais energias e processos, o homem destruiria o seu próprio planeta.
Contudo, aí surgirão ainda grande seres portadores de faculdades mentais de enorme poder, utilizadores das correntes mentomagnéticas para modificarem todo o panorama terrestre.
Sim, o homem possui tais forças e poder; apenas não se preparou suficientemente para administrá-los no bem coletivo, não se sensibilizou à sua grandeza e finalidade, não entendeu a necessidade de se tornar humilde e amar indistintamente.
Nesta imensa escola de aprendizado moral vigindo de canto a canto no planeta, o homem se afeiçoa apenas aos próprios egoísticos conhecimentos e desejos, acolhe somente a própria ânsia de dominar e de se colocar sobre um alto pedestal.
Nas vias da humildade veremos o percurso glorioso de homens altamente inteligentes, seguindo e confirmando as profecias do Cristo em torno de um mundo melhor. Aí estarão tais criaturas grandemente dotadas, exercitadas no poder mental, porém somente voltadas ao amor e à caridade sem limites.

GALILEU GALILEI
(Do Livro "O Domínio da Energia" , psicografia de João Berbel)

quarta-feira, 11 de abril de 2012

 Namastê buscadores!
"O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. 
Caminhando e semeando, no fim terás o que colher".

(Cora Coralina)

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Namastê buscadores!
"A espera não é uma esperança vazia. 
Possui a certeza interior de alcançar o seu objetivo.
 Só essa certeza confere a luz única que conduz ao sucesso. 
Isso leva a boa fortuna e provê a força interior
 para atravessar a grande água".

(I Ching - Hexagrama 5)

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Om shanti, buscadores!
Santo Agostinho...

Com direção de Rosselini, Santo Agostinho (Agostino d'Ippona), 1972. O filme termina com Agostinho, já idoso, diante do pão e do vinho, pregando para sua congregação em Hipona, citando conceitos básicos de seu livro Cidade de Deus, justamente nos dias em que Roma caía sob domínio dos bárbaros, e o Cristianismo era acusado de ser o grande vilão.
"Vocês conhecem a minha dor por esta nossa sociedade repleta de injustiças, na qual, a corrupção, a desordem , a violência, o amor pelo poder e o dinheiro, recobriram de vergonha a dignidade dos homens que perderam o conhecimento do que eles são desde o início dos séculos: filhos de Deus e herdeiros do paraíso. Os sofrimentos desta vida, como disse São Paulo, não são comparáveis com a glória que um dia deverá tomar conta de nós. Se assim for, não vamos nos deixar invadir por pensamentos carnais, não é esse o momento. O mundo está desorientado. O velho arrasado. A nossa carne é humilhada para que a esperança viva e resplandeça. Quando os pagãos nos disseram: Roma caiu por causa de sua fé; nós respondemos que a doutrina de Cristo, não nos foi dada para guardar os bens da terra, mas para reformar a nossa vida e nos levar até os bens invisíveis. Os reinos, os poderes e tudo o que me diz respeito, são na realidade como rios depois da chuva: nascem, crescem e se perdem no mar. Na realidade não passam de um ligeiro murmúrio entre dois silêncios. E enquanto o mundo agitado desmorona, Cristo nos diz:
“Por que se perturbar? Eu havia previsto tudo isto… Se surpreendem que o mundo pereça? É como se surpreender que o homem envelheça.” O mundo é como o homem: ele nasce, cresce e envelhece. Que a fé de vocês então acorde, porque Cristo veio ao mundo para recriá-los enquanto tudo está desmoronando. E não se recusem a rejuvenescer em Cristo. A natureza viciada pelo pecado, da à luz aos cidadãos da cidade terrena. A graça que libera a natureza do pecado, dá à luz aos cidadãos da cidade de Deus. Os primeiros descendentes de Caim, envelhecem como os bens da terra aos quais eles foram ligados; os segundos, descendentes de Abel, são regenerados de idade em idade, para que vivam na esperança de uma pátria celeste; e assim é que dois amores geram duas cidades:
O amor de Deus gera Jerusalém; o amor por este mundo gera a Babilônia.
Que cada um de vocês se pergunte o que ama e descobrirá de qual cidade é cidadão. Se descobrir que é cidadão da Babilônia, que arranque do seu coração a ganância. Se tiver a sorte de descobrir-se cidadão de Jerusalém, aceite a sua escravidão e aguarde a sua próxima libertação.
E não se admire ao ver que na Terra, os justos e os ímpios estão juntos, eles são da mesma forma como na oliveira, que cresce tanto o que se joga como aquilo que fica, tanto o que se ama como aquilo que se desagrada. Porque a história do mundo compreende tanto a história do pecado, que é aquela dos líderes do império, como a história da salvação, que é aquela dos patriarcas e dos profetas.
Logo chegará o dia em que os malvados deixarão suas riquezas como em um sonho, mas aqueles que servem a Deus possuirão a Terra, a verdadeira Terra, a Jerusalém eterna. A iniquidade é inútil. A iniquidade não é nada. Só a justiça é poderosa. A verdade pode ser temporariamente escondida, mas não poderá ser vencida, jamais! A iniquidade poderá aparecer com frequência, mas triunfar, jamais! As cidades terrestres morrerão, mas a cidade de Deus é, e estará eternamente em sua glória!"

terça-feira, 3 de abril de 2012

Namastê buscadores!

PARA QUE NASCI ?


A maturidade vai chegando, sem ainda alicerçar o entendimento, e surge a pergunta, na floração do cérebro em que desponta a luz do saber: — Para que nasci? Essa pergunta mais tarde recebe, da própria vida, a resposta, principalmente quando o jovem encontrar a oportunidade valiosa de conhecer a Doutrina dos Espíritos, fonte divina de informações para todas as dúvidas. Nasceste, meu filho, como todos os outros, em busca da perfeição. Nascer é um dos processos do aprimoramento que a Divindade emprega em favor de todos nós. Uma reencarnação é oportunidade de ouro em nossas mãos. Estamos esperando esse tesouro de há muito, e sempre pedimos a Jesus que o nosso nascimento seja no Brasil, e que não nos falte trabalho nos caminhos que haveremos de percorrer. Quem se encontra movendo-se em um corpo físico, seja ele como for, que tenha paciência, reforce a fé e procure, se ainda não conhece, uma filosofia que lhe dê maior entendimento sobre a vida, não se desesperando, querendo voltar para cá sem cumprir seus deveres ante o mundo. Quando chegamos aqui com mãos vazias, os padecimentos são terríveis, no que tange à consciência. Ouve a nossa voz de alerta! Jesus quando disse que era o Caminho, a Verdade e a Vida, expressava a única maneira de alcançarmos a felicidade. Procura conhecer Jesus, se ainda não despertaste para tal, que a tua vida será, verdadeiramente, uma vida no Chão de Rosas. Estamos em uma época de modificações urgentes. Logo, compreenderás porque nascemos e renascemos na Terra, porque a fila, aqui, para reencarnar, é muito grande. Ademais, requer-se muito preparo para essa volta, nos dias que correm, céleres, em busca da Luz maior. Estamos próximos de um grande desfecho. O ciclo evolutivo planetário está findando, oportunidade em que a reencarnação se torna mais difícil, para as almas em provações. As reincidentes no mal, deverão encontrar outros mundos, onde o ranger de dentes é norma comum. Em alguns planetas, falta mesmo a luz de um sol, como temos aqui, na Terra; essa beleza divina, que são os raios solares, que trazem consigo milhões de toneladas de energias vivificantes, todos os dias, em nosso favor. Para que nasci? Tal pergunta é blasfêmia, quando falamos revoltados. O nascimento, na Terra, é porta para ingressarmos na luz de maiores entendimentos e felicidade. A Doutrina Espírita está empenhada em espargir luzes, como está fazendo, em todas as direções. No amanhã, será reconhecida até pelos próprios mandatários da Terra, porque, quem ajuda a educar e instruir, não pode ser persona non grata para um país. Se o lema é a Caridade, que nasce do Amor, é força poderosa, que vem diretamente de Deus. 

SHEILLA
(Do livro “Chão de Rosas”, psicografia de João Nunes Maia)

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Namastê buscadores!
"Na periferia de si mesmo, está o que dorme, distraído com seus próprios sonhos.  No centro de si mesmo, está aquele que observa, desperto, encontrando-se em seu próprio dia, seu próprio Sol, sua própria Inteligência."

(Ricardo Jaalouk - O Observador)