sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Namastê buscadores!

Enfermeira revela os 5 maiores 
arrependimentos das pessoas em 
seus leitos de morte.

Por muitos anos eu trabalhei em cuidados paliativos. Meus pacientes eram aqueles que tinham ido para casa para morrer. Algumas experiências incrivelmente especiais foram compartilhadas. Eu estava com eles nos últimas três a doze semanas de suas vidas. As pessoas crescem muito quando eles são confrontados com a sua própria mortalidade. Eu aprendi a nunca subestimar a capacidade de alguém para o seu crescimento. Algumas mudanças foram fenomenais. Cada um experimentou uma variedade de emoções, como esperado, negação, medo, raiva, remorso, mais negação e, finalmente, aceitação. Cada paciente encontrou sua paz antes deles partirem, cada um deles. Quando questionados sobre algum arrependimento que tiveram ou qualquer coisa que faria diferente, temas comuns vieram à tona.

Aqui estão os cinco mais comuns:

1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida verdadeira a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim.
Este foi o arrependimento mais comum de todos. Quando as pessoas percebem que sua vida está quase no fim e olham para trás, é fácil ver como muitos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não tinha honrado nem metade dos seus sonhos e morreram sabendo que foi devido às escolhas que fizeram, ou não fizeram. É muito importante tentar e honrar pelo menos alguns de seus sonhos ao longo do caminho. A partir do momento que você perde a sua saúde, é tarde demais. Saúde traz uma liberdade que muitos poucos percebem, até que já não a tem.

2. Eu gostaria de não ter trabalhado tão duro.
Isto veio de cada paciente do sexo masculino que eu acompanhei. Eles perderam a juventude de seus filhos e o companheirismo dos parceiros. As mulheres também falaram sobre esse arrependimento. Mas, como a maioria era de uma geração mais velha, muitas das pacientes do sexo feminino não tinham sido as pessoas que sustentavam a casa. Todos os homens que acompanhei lamentaram profundamente gastar tanto de suas vidas na esteira de uma existência de trabalho. Ao simplificar o seu estilo de vida e fazer escolhas conscientes ao longo do caminho, é possível não precisar da renda que você acha que precisa. E criando mais tempo livre em sua vida, você se torna mais feliz e mais aberto a novas oportunidades, aquelas mais adequados ao seu novo estilo de vida.

3. Eu gostaria de ter tido a coragem de expressar meus sentimentos.
Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos a fim de manter a paz com os outros. Como resultado, eles se estabeleceram por uma existência medíocre e nunca se tornaram quem eram realmente capazes de se tornar. Muitos desenvolveram doenças relacionadas à amargura e ressentimento que carregavam, como resultado disso. Nós não podemos controlar as reações dos outros. No entanto, embora as pessoas possam, inicialmente, reagir quando você mudar a maneira que você está falando com honestidade, no final isso erguerá a relação à um nível totalmente novo e saudável. Ou isso ou ele libera o relacionamento doentio de sua vida. De qualquer maneira, você ganha.

4. Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos.
Muitas vezes eles não percebem verdadeiramente os benefícios de velhos amigos até estarem em seu leito de morte, e nem sempre foi possível reencontrá-los nestes últimos momentos. Muitos haviam se tornado tão envolvido em suas próprias vidas que tinham deixado amizades de ouro escapar nos últimos anos. Havia muitos arrependimentos profundos sobre não dar às amizades, o tempo e esforço que mereciam. Todo mundo sente falta de seus amigos quando estão morrendo. É comum à qualquer um com um estilo de vida agitado, deixar amizades escorregarem, mas quando você se depara com a sua morte se aproximando, os detalhes físicos da vida caem. As pessoas querem colocar suas finanças em ordem, se possível. Mas não é dinheiro ou status que tem a verdadeira importância para eles. Eles querem arrumar as coisas para o benefício daqueles à quem amam. Normalmente, porém, eles estão muito doentes e cansados de gerir esta tarefa. E tudo se resume ao amor e relacionamentos no final. Isso é tudo o que resta nas semanas finais, amor e relacionamentos.

5. Eu gostaria que eu tivesse me deixado ser feliz.
Este é surpreendentemente comum. Muitos não percebem, até o fim de que a felicidade é uma escolha. Eles haviam ficado presos em velhos padrões e hábitos. O chamado “conforto” da familiaridade transbordou em suas emoções, bem como as suas vidas físicas. O medo da mudança os fazia fingir para os outros e para si mesmos, que estavam satisfeitos. Quando lá no fundo, eles ansiavam em rir e serem bobos em sua vida novamente. Quando você está no seu leito de morte, o que os outros pensam de você é muito diferente do que está em sua mente. Como é maravilhoso ser capaz de relaxar e sorrir novamente, muito antes de você estar morrendo.

A vida é uma escolha. É a sua vida. Escolha conscientemente, escolha sabiamente, escolha honestamente. Escolha a felicidade.

(Bronnie Ware, enfermeira que durante anos cuidou de pacientes no leito de morte, escreveu o livro "The Top Five Regrets of the Dying - A Life Transformed by the Dearly Departing", que, como o título diz, trata dos cinco arrependimentos mais comuns manifestados pelas pessoas antes de morrerem).

Visitem as Fontes:
http://worldobserveronline.com/ 
http://dancingwithde.com/2013/11/18/enfermeira-revela-os-5-maiores-arrependimentos-das-pessoas-em-seus-leitos-de-morte

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Shalom!


Farinelli (Andria, 24 de janeiro de 1705Bolonha, 15 de julho de 1782), como era conhecido Carlo Maria Michelangelo Nicola Broschi, foi um lendário cantor castrato do século XVIII, o mais popular e bem pago cantor de ópera da Europa em sua época.

Farinelli tem uma voz de soprano ligeiro, completa, rica, luminosa e bem trabalhada, com uma extensão que abrange desde o Lá debaixo do central a Ré três oitavas acima do Dó médio… Sua entonação era pura, seus vibratos maravilhosos, seu controle sobre sua respiração era extraordinário e sua garganta muito ágil, porque cantou os intervalos mais amplos rapidamente e com a maior facilidade e firmeza. As passagens das obras e todo tipo de melismas não representaram dificuldades para ele. Na invenção das ornamentações livres nos adágios foi muito fértil.

Castrato (termo extraído do idioma italiano, cuja tradução lusófona trata-se literalmente de "castrado") é o nome pelo qual eram conhecidos os cantores masculinos que, a fim de terem preservada, ainda na fase adulta, a tessitura vocal da infância (cuja extensão vocal é quase idêntica àquela própria das tessituras vocais femininas, sejam de soprano, de mezzo-soprano ou de contralto), eram submetidos a uma operação cirúrgica de corte dos canais provenientes dos testículos, a partir da qual a chamada "mudança de voz" não ocorria. A prática de castração de jovens cantores teve início no século XVI (tendo surgido a partir da necessidade de vozes agudas nos grupos corais das igrejas da Europa Ocidental, já que a Igreja Católica Apostólica Romana não aceitava mulheres no coro de suas igrejas)[carece de fontes?], atingindo seu auge nos séculos XVII e XVIII (de tal sorte que, nas óperas do compositor barroco alemão Georg Friedrich Händel, por exemplo, o papel do herói era frequentemente escrito para castrato).
Muitos dos rapazes que eram submetidos à castração tratava-se de crianças órfãs ou abandonadas. Algumas famílias pobres, incapazes de criar a sua prole numerosa, entregavam um filho para ser castrado. Em Nápoles, recebiam a sua instrução em conservatórios pertencentes à Igreja, onde lecionavam músicos de renome. Algumas fontes referem que muitas barbearias napolitanas tinham, à entrada, um dístico com a indicação "Qui si castrano ragazzi" ("Aqui castram-se rapazes").
Na segunda metade do século XVIII, com a chegada do verismo na ópera, a popularidade dos castrati entrou em declínio. Durante alguns anos, é verdade, ainda houve desses cantores na Itália, mas, com o decorrer do tempo, porém, esses papéis foram transferidos aos contratenores e, por vezes, às sopranos.
Foi só em 1870, não obstante, que o castratismo destinado a este fim foi terminantemente proibido na Itália (o último país onde ainda era efetuado). E, em 1902, o papa Leão XIII proibiu definitivamente a utilização de castrati nos coros das igrejas.
O último castrato a abandonar o coro da Capela Sistina foi Alessandro Moreschi (1858-1922), no ano de 1913. Há alguns registros fonográficos da voz deste castrato, que, entre 1902 e 1904, gravou exatos dez discos.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Farinelli

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Namastê buscadores!

"Luz e sombra,  são a dança do amor. 
Amor não tem causa, é o astrolábio dos segredos de Deus.''
''Nossa maior força reside na  mansidão e ternura do nosso coração.''
(Rumi)
*
"Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta."
(Chico Xavier)
*
"Os espíritos protetores nos ajudam com os seus conselhos, através da voz da consciência, que fazem falar em nosso íntimo - mas como nem sempre lhes damos a necessária importância, oferecem-nos outros mais diretos, servindo-se das pessoas que nos cercam".
(Allan Kardec)

domingo, 10 de novembro de 2013

Namastê buscadores!

"Descobri que o mais alto grau de paz interior decorre da prática do amor e da compaixão. Quanto mais nos importamos com a felicidade de nossos semelhantes, maior o nosso bem-estar. Ao cultivarmos um sentimento profundo e carinhoso pelos outros, passamos automaticamente para um estado de serenidade. Esta é a principal fonte da felicidade"
(Dalai Lama) 
 Sabedoria é quando o sábio trava uma batalha com ele mesmo.
E faz bom uso da sua experiência.
 Sabedoria vem através da prática, da atitude e compaixão.
O silêncio nos ensina que a alma também sente fome de um sentimento chamado nós mesmos.
O amor não conhece palavras, mas sim manifestações de compaixão, bondade e atitudes que surgem da alma daquele momento, daquele instante de um coração que está ali sem limites, apenas por estar.
Porque o céu está em cada segundo da nossa vida, quando aprendemos a lutar com nós mesmos automaticamente, todo dia comemoramos uma vitória interior, a lágrima pode vim pela manhã, mas o sorriso chega antes do nascer do Sol para mostrar que a esperança ainda existe.
Procure fazer hoje, o que não vai fazer você, se arrepender amanhã, porque isso é sabedoria.
A lágrima que você derrama hoje se transforma no sorriso de amanhã.
E se não encontrar o sol da sua janela, as vezes você precisa esperar anoitecer olhar para lua e sorrir, porque a lua brilha e seu sorriso também.
Forte é quando o coração toma um banho de renovo e, decide resolutamente com o coração e alma, se aventurar nos rios da paixão.
Forte é quando, você precisa escutar um perdão, e cansou de esperar e criou coragem usou a simplicidade e foi pedir.
Quando o perdão é liberado do seu próprio coração, ninguém precisa mais perdoar, o perdão já foi liberado no céu, e a felicidade é a sua recompensa

(Rhenan Carvalho)

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Namastê!
SEMEIA E SEMEIA...

Não te entristeças ante os panoramas sombrios do momento. Logo mais, na estação própria, haverá luz e cor, reverdecendo a paisagem cinza, florindo-a, perfumando-a. 
Possivelmente, já transitaste em rotas semelhantes e por essa razão sentes o amargor tisnar teus lábios, vendo-os e ouvindo-os, sabendo que este ludíbrio não dura indefinidamente (...)
Considera, então, o quanto macerou ao imensurável Rabi, vê-los, assim, sanguinários e irresponsáveis, tendo-O ao lado sem O desejarem, ouvindo-O sem O quererem entender... 
Longa para o Mestre foi a via dolorosa, enquanto com eles e com nós todos, até hoje, que ainda não O sabemos amar, nem servi-Lo.      
Afeiçoa-te, por tua vez, à lavoura do amor e semeia, conquanto escasseiem ouvidos abertos e mentes acessíveis à semente de luz.
O Colégio Galileu reuniu apenas doze, ao chamado de Jesus, e não obstante a deserção de um discípulo equivocado, outro foi eleito para o seu lugar, ao tempo em que a palavra de vida eterna se espalhava como pólen fecundo penetrando, desde então, milhões de vidas que se felicitaram com a Verdade, alargando as avenidas da esperança para a Humanidade inteira.
Assim, semeia e semeia.

Joanna de Ângelis
(De “Sol de Esperança” Divaldo P. Franco, - Diversos Espíritos)

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Namastê buscadores! 
  
"Aprendi com o Mestre dos Mestres que a arte de pensar é o tesouro dos sábios. Aprendi um pouco mais a pensar antes de reagir, a expor - e não impor - minhas idéias e a entender que cada pessoa é um ser único no palco da existência.
Aprendi com o Mestre da Sensibilidade a navegar nas águas da emoção, a não ter medo da dor, a procurar um profundo significado para a vida e a perceber que nas coisas mais simples e anônimas se escondem os segredos da felicidade.
Aprendi com o Mestre da Vida que viver é uma experiência única, belíssima, mas brevíssima. E, por saber que a vida passa tão rápido, sinto necessidade de compreender minhas limitações e aproveitar cada lágrima, sorriso, sucesso e fracasso como uma oportunidade preciosa de crescer.
Aprendi com o Mestre do Amor que a vida sem amor é um livro sem letras, uma primavera sem flores, uma pintura sem cores. Aprendi que o amor acalma a emoção, tranquiliza o pensamento, incendeia a motivação, rompe obstáculos intransponíveis e faz da vida uma agradável aventura, sem tédio, angústia ou solidão.
Por tudo isso Jesus Cristo se tornou, para mim, 
um Mestre Inesquecível"
***
"Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia aprende com os erros dos outros. A vida é uma grande universidade, mas pouco ensina a quem não sabe ser um aluno...
Ninguém é digno do oásis se não aprender a atravessar seus desertos.
O Mestre da Vida conseguia encontrar ouro escondido na lama.
Para o Mestre dos Mestres a pessoa era mais importante do que seus próprios erros. Como o Mestre sempre dizia, é possível fugir dos monstros de fora, mas não dos de dentro'. E é incrível como a mente humana tem facilidade em criar fantasmas para assombrá-la. Em plena era digital, os sentimentos primitivos continuavam vivos.
Que o mestre inesquecível lhe ensine que os fracos julgam e desistem, enquanto os fortes compreendem e têm esperanças.
Um excelente educador não é um ser humano perfeito, mas alguém que tem serenidade para se esvaziar e sensibilidade para aprender."
***
"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história.  É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta."
Sou um eterno aprendiz que no traçado da história tenta entender quem sou. Sou apenas um caminhante a procura de mim mesmo."

(Augusto Jorge Cury)
 é um psiquiatra, psicoterapeuta, escritor e cientista brasileiro.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Namastê!
"O importante não é o que se dá,
 mas o amor com que se dá."
*
"O dever é uma coisa muito pessoal; 
decorre da necessidade de se entrar em ação,
e não da necessidade de insistir com os
 outros para que façam qualquer coisa." 
*
"A oração torna nossos corações transparentes
e só um coração transparente pode escutar a Deus!"
*
"Qualquer ato de amor, por menor que seja, 
é um trabalho pela paz"
*
"Palavras gentis podem ser curtas e fáceis de falar, 
mas seus ecos são verdadeiramente infinitos."
*
"Para manter uma lamparina acesa,
 precisamos continuar colocando óleo nela."

(Madre Teresa de Calcutá)
(27 de Agosto 1910 — 5 de Setembro 1997) 

domingo, 27 de outubro de 2013

Namastê buscadores!
"A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe."

"... a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança sendo por isso, indispensável à prática educativa". 

"Nas brincadeiras, uma criança age de acordo com sua visão do mundo".

"Os fenômenos humanos são biológicos em suas raízes,
sociais em seus fins e mentais em seus meios". 

"A inteligência é o que você usa quando não sabe o que fazer."

(Jean Piaget)

sábado, 26 de outubro de 2013

Namastê buscadores!

"A leitura do mundo precede a leitura da palavra."
Paulo Freire (1921-1997)
"Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade,
 tampouco sem ela a sociedade muda."

"Não é no silêncio que os homens se fazem, 

mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão."


"Não há saber mais ou saber menos:
 Há saberes diferentes."

"... para mim, é impossível existir sem sonho. A vida na sua totalidade me ensinou como grande lição que é impossível assumi-la sem risco."

"Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino."

"Ninguém caminha sem aprender a caminhar,
sem aprender a fazer o caminho caminhando,
refazendo e retocando o sonho pelo qual se pôs a caminhar.”

"Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades 
para a sua própria produção ou a sua construção."

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Om shanti!
Serenidade

"Mente serena é como um espelho. É quando você pode ver o reflexo de toda a situação claramente. Porém, muitas vezes, criamos pensamentos que embaçam o espelho e há uma grande confusão. Pensamos demais sobre a situação, aumentamos o seu tamanho e deixamos as coisas irem além da nossa capacidade de administrar. Uma mente serena permanece desapegada diante das situações porque ela tem confiança em si e no drama da vida. Serenidade é a qualidade de preencher pensamentos positivos com poder."

(Brahma Kumaris)

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Namastê buscadores!
''Transmutar meus erros e esquecimentos em conhecimento: 
Com a minha natureza imperfeita, 
me transformar em paciência e tolerância.''

(Rumi )
Poeta e Mistico do século XII


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Namastê!
União...
"Um grande momento nada mais é que o resultado da união
harmoniosa de pequenos e maravilhosos detalhes."
(Luciano Oliveira)
*
"A união deve ser o passo primitivo de todo ser que necessita viver e 
para isso é necessário que haja participação e benevolência mútua."
(Fatima Guirlanda) 
*
"A união do rebanho obriga o leão a deitar-se com fome."
"Quando não existem inimigos interiores,
os inimigos exteriores não conseguem ferir você."
(Provérbio africano 


terça-feira, 15 de outubro de 2013

Namastê!
CARTA DE ABRAHAM LINCOLN 
PARA O PROFESSOR DE SEU FILHO...

"Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, para cada vilão há um herói, para cada egoísta, há um líder dedicado.

Ensine-o, por favor, que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-o que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada.

Ensine-o a perder, mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso.

Faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros no céu, as flores no campo, os montes e os vales.
 
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.

Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
 
Ensine-o a ouvir todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho.

Ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.

Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.
 
Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço. Deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
 
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.
 
Eu sei que estou a pedir muito, 
mas veja o que pode fazer, caro professor.“

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Namastê!

“A maior descoberta de minha geração
é que os seres humanos podem modificar suas vidas
apenas mudando suas atitudes mentais.”

(William James)

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Namastê buscadores!
"Quando não há nada mais a ser dito, silencia.
Quando não há mais nada a ser feito, permita apenas ser, apenas estar e fica na companhia do teu coração.
Quando a lentidão dos dias acomodar tua vontade, te enlaçar com os nós da intranquilidade, descansa e refaz tua energia. Não há pressa, a prioridade é que tu encontres novamente a tua essência para que tenhas presente em ti a alegria de ser e estar. 
Quando o vazio instalar-se em teu peito, dando a sensação de angústia e esgotamento, encontra em ti mesmo a compreensão para este estado. Tudo pode ser mudado, existe sempre uma nova escolha para qualquer opção errada que tenhas feito.
Quando ouvires do teu coração que não há nenhuma necessidade em te preocupares com a vida, saibas que ele apenas quer que tu compreendas que nada é tão sério a ponto de perderes a tua divindade, a luz que é tua por natureza. Não se preocupe. Se estiveres atento a ti mesmo verás que a sabedoria milenar está contigo, conduzindo-te momento a momento àquilo que realmente necessitas viver.
Confia e vai no teu caminho de paz. Nada é mais gratificante que ver alguém submergindo da escuridão apenas por haver acreditado na existência da Luz. Ela sempre esteve presente… 
Era só abrir os olhos!
– A Luz sempre estará presente, basta abrir os olhos!" 

  (São Francisco de Assis)

terça-feira, 8 de outubro de 2013

 Namastê buscadores!
"Quando minha escolha é consciente, nenhuma repercussão me assusta.
 Quando não é, qualquer comentário me balança". 
(José Eustáquio)
*
"O presente não é um passado em potência, 
ele é o momento da escolha e da ação".
 (Simone de Beauvoir)
*
"Em cada escolha, arriscas a vida que poderias ter;
 em cada decisão, perdê-la". 
(Richard Bach)
*
"É graça divina começar bem.
 Graça maior persistir na caminhada certa. 
Mas graça das graças é não desistir nunca". 
(Dom Hélder Câmara)

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Om, shanti.

Tolerância

A tolerância é a força interna que nos capacita a enfrentar e transformar mal-entendidos e dificuldades. Ela acalma os sentimentos exaltados dos outros. Se insultada, não deixa o mais leve sinal de aborrecimento. Conhecimento e insight automaticamente levantam o escudo protetor da tolerância. Uma pessoa tolerante é como uma árvore com abundância de frutos. Mesmo quando golpeada com varas e pedras continua a dar seus frutos em retorno.
*
Muitas vezes achamos que tolerância tem um limite. Dizemos: "eu já tolerei tanto, não posso tolerar mais!" No entanto na tolerância real não existe um limite. Pense sobre o oceano. Veja como ele aceita todos os rios e córregos que chegam até ele. Mesmo águas poluídas ele é capaz de dissolver, acomodando-as em sua vastidão. Quando conseguimos acomodar dentro de nós os altos e baixos dos outros, nossa capacidade de tolerar cresce infinitamente.

* Extraído do livro "A Paz de Todo Dia - volume 1”, 
publicado pela Editora (Brahma Kumaris)

domingo, 29 de setembro de 2013

Namastê buscadores!

Corpo ou Alma: Uma Questão de Consciência...

por Dr. Roger Cole

Dando sequência a seu artigo anterior, “O Ser Verdadeiro... Despido e Exposto” (catalogado... como Empoderamento/Desenvolvimento Espiritual), Dr. Roger Cole explora a diferença vital entre corpo e alma.
Como médico, venho já praticando regularmente a meditação há oito anos, desde o tempo da minha experiência com Kübler-Ross, em 1984. O seminário com essa psiquiatra mudou muita coisa em mim.
O mais notável foi a perda da raiva. Meu temperamento acalmou-se completamente. Passei a sentir calma interior. Considere a “síndrome das meias”, por exemplo. Você se levanta para o trabalho e está com pressa. Abre a gaveta. E lá estão elas. Duas meias, uma vermelha e outra azul! Você sabe que colocou os dois pares na cesta de roupa suja. Mas, de alguma maneira, em algum lugar, elas se perderam para sempre. Nenhum tempo dedicado a procurá-las poderia resolver o mistério. Em outros tempos, eu teria “chutado o pau da barraca” por causa de uma inconveniência tão pequena. Era como se tivesse um barril de pólvora dentro de mim. Num minuto, calmo, tranqüilo e recolhido; no seguinte, um dispositivo incendiário e explosivo. Depois de Kübler-Ross essas explosões cessaram completamente. Agora, eu digo: “Uma meia vermelha e outra azul? Excelente, vou lançar uma nova moda!”. E sabe o que mais? Ninguém notaria. Mesmo numa reunião onde você cruzasse uma perna e depois a outra, ninguém perceberia. Primeiro eles veriam uma meia vermelha, depois uma meia azul. Mas não notariam. Então, por que ficar bravo? Eu disse que a coisa mais notável foi a perda da raiva. E o mais surpreendente não foi o fato de ter-me livrado da expressão da raiva, mas livrar-me da expressão de angústia reprimida. Ao desprender-me da tristeza, fui liberado da raiva. Nunca mais joguei tacos de golfe por aí (ao contrário, passei a bater com eles somente na bola!). Nem reclamei ou briguei numa quadra de tênis. Na realidade, meu extremismo competitivo e a necessidade de impressionar os outros começaram a enfraquecer. O grande empreendedor que havia em mim estava morrendo.
Tal experiência com minha própria vida me ajudou a entender os outros. Se alguém estiver furioso, compreendo que vivenciou algum tipo de perda. Quer seja nesta vida, ou num passado mais remoto, houve experiências de tristeza, tão dolorosas, que foram reprimidas, assim como as infecciosas sementes das atitudes e emoções negativas; sementes que germinam palavras e ações destrutivas. A raiva emerge e, de uma maneira estranha, ela “protege” o indivíduo da vulnerabilidade de experimentar tristeza. Há um tipo de “segurança” nisso. Ajuda a superar o medo e a exposição, enquanto age como uma proteção. Por fim, forma-se um hábito onde a raiva é utilizada em situações ou circunstâncias em que um indivíduo está tentando manter seu mundo constante, seguro e sob controle. E isso é estendido ou projetado para fora, às vezes, a fim de “proteger” os outros.
Quando comecei a entender esses fatos, descobri que poderia perdoar e tolerar mais facilmente. O que é perdoar, quando você sabe que alguém agiu contra você sob a influência da angústia? Dizer, “eu nunca o perdoarei por isso”, é permanecer com raiva. Desse modo, você mantém a sua tristeza. Parece justificado mas, na verdade, a falta de perdão o mantém numa relação com aquela pessoa e situação. E você nunca ficará livre até que se desprenda disso.
Para mim, o perdão e a tolerância surgiram ao entender os outros através da autoconsciência. Dessa forma, me senti mais confortável com as emoções das pessoas, especialmente com relação à angústia, perda e separação. À medida que o indivíduo percorre o caminho espiritual, surge uma necessidade de quebrar a identidade do corpo. Quero dizer, quebrar a consciência corpórea e encontrar o eu verdadeiro e autêntico, ou seja, a alma. E então redescobrir as qualidades e natureza originais inerentes à alma em sua mais pura expressão, isto é, antes de começar o ciclo de nascimento e morte. Antes de experimentar apego, separação e perda. Antes da raiva. Antes do amor e da satisfação tornarem-se dependentes do mundo externo.
Para aprofundar, vou sair do conceito de que a alma ou espírito se mantém vivo depois da morte. Ao invés, vou enfatizar que, em essência, a alma é, na realidade, a verdadeira identidade. E o corpo, com sua identidade e relacionamentos, é apenas um veículo temporário para o eu. A afirmação “eu tenho uma alma”, traz em si uma outra: “...mas eu sou um corpo”. Por outro lado, dizer, “eu sou uma alma”, é uma expressão precisa de identidade que contém em si a declaração: “...e eu tenho um corpo”. Um aprofundamento de tal consciência é perceber a inexistência da morte. Sendo uma alma, como eu posso morrer? Posso entrar ou deixar um corpo “nascendo” ou “morrendo”, mas minha forma sutil de luz não pode ser extinguida. Essa é uma questão de consciência. Como um corpo, eu vivo na espiral da morte. Como alma, eu sou eterno. Destemido. Esses são aspectos muito profundos de fé. Em meu artigo anterior (O Ser Verdadeiro... Despido e Exposto), a mãe de June morreu com aceitação plena, expondo a beleza espiritual de uma alma sem cargas. Ela nos deu um exemplo de nosso potencial e espelhou nossa verdadeira natureza. Vamos agora considerar as implicações que isso tem para as identidades verdadeira e falsa.
Ao nascer, é dado um nome e adotado um sexo para a criança. Ambos são regularmente reforçados por pais amorosos que desejam que o recém-nascido se reconheça do mesmo modo como eles o fazem: como um menino ou menina, e como um corpo. Conforme a criança cresce e aumenta a sua consciência, ele ou ela logo descobre as armadilhas da consciência corpórea. “Você é o Roger. Estes são seus olhos. Aqui é seu nariz. Suas orelhas. Estes são seus braços. E suas pernas”. Olhos, nariz, orelhas, braços e pernas. “Ah, este sou eu! Eu sei quem sou. Eu sou um menino. E, você sabe o que mais?... Meninas são bobas!” Assim, uma criança encontra identidade em seu nome e forma. Uma identidade que já é externa à sua alma ou ao ser verdadeiro; e começa a separar e discriminar.
Isso vai além, quando a pessoa começa a associar a si mesma com cor e cultura: preto ou branco, europeu ou asiático, francês ou alemão. Na medida em que isso acontece, com o conhecimento crescente do mundo ao seu redor, passam a existir mais motivos para a separação do eu em relação aos outros, bem como para formar afiliações que assegurem uma identidade de crescente complexidade. Nesta época de sociedade multicultural, a fusão de raça, religião e políticas oferece uma oportunidade para o respeito, a igualdade e a integração. Isso também significa que as crianças são confrontadas, relativamente cedo na vida, pelas diferenças aparentes quando comparadas à minha geração. É aí que as atitudes e identidade da unidade familiar, pais e cultura representam um papel significativo na modelagem da identidade pessoal. Se existe rivalidade cultural é provável que logo ocorram conflitos e dor, conduzindo à raiva e ao ódio; isso pode ser estendido desde uma confrontação individual até um grupo cultural como um todo.
Eu cresci na Inglaterra numa época em que havia relativamente poucas pessoas de cor na sociedade. Em meu último ano na escola primária, um menino negro, ocidental e de origem indígena foi matriculado vindo de uma família que acabara de emigrar. Nós o chamávamos de “Bony” (Ossos), porque era bem magro. Ele era a única criança negra na escola. E havia um grupo que trazia a Bony grandes dificuldades. “Bony é um negro!”, eles cantavam. E queriam que ele fosse embora. “Ei, menino negro. O que você está fazendo aqui?” E o pior, uma criança havia aprendido a frase: “Preto bastardo!”, que ensinou aos outros. Bony chorou muito quando começou na escola conosco. Mas ele teve duas graças salvadoras. A primeira foi a sua personalidade amena. Assim, ele fez amizade com crianças que gostavam dele pelo que era. Essas crianças, ao contrário, não pareciam afetadas pelo fato de ele ser de outra raça. Elas simplesmente se relacionavam com a natureza do indivíduo que existia na forma de um índio ocidental nativo. A segunda foi que ele era bom no futebol. Na verdade, melhor que todos nós. A maioria dos opositores na escola eram jogadores de futebol. Na realidade, ser um jogador de futebol representava parte da identidade estendida (falsa) daquelas crianças. (Muito de nossa rivalidade escolar foi construída em torno de saber se você torcia para o Manchester United ou para o Manchester City, algo que geralmente era herdado dos pais.)
Gradualmente a identidade crescente de Bony como jogador de futebol começou a superar a barreira de sua cor. Os primeiros opositores começaram a colocá-lo no seu time, já que isso lhes garantiria uma boa chance de ganhar. Ao vê-lo como um deles – como um jogador de futebol – o grupo então o aceitou.
O que vimos aqui são alguns efeitos da consciência corpórea em crianças de 10 anos de idade já trazendo a separação e a discriminação, bem como o caos no pátio de recreação. Os opositores provavelmente tinham exemplos dentro de seus círculos familiares que influenciavam suas atitudes. Tais atitudes, sejam elas da família ou da sociedade, também formam a identidade. Elas são passadas dos pais para os filhos e estão baseadas em diversos fatores, incluindo cultura, classe social, religião e política.
Parte da hostilidade contra Bony emanava do medo. Os protagonistas, confrontados pela falta de familiaridade, reagiam com malevolência. Cada um deles se sentia mais seguro em sua reação que repelia a dúvida de como lidar com um garoto de cor. Com a afiliação deles como grupo, formou-se uma estrutura entre os colegas que identificava a inimizade como sendo aceitável sob aquelas circunstâncias. Por outro lado, os alunos que se simpatizaram com Bony reagiram mais à sua personalidade do que à sua aparência. Ao aceitá-lo, eles foram menos preconceituosos à sua cor. E também, estavam estendendo valores de identidade vindos da influência de seus próprios ambientes familiares.
Ao mesmo tempo, outra divisão acontecia: os que eram a favor de Bony e os que eram contra. Foi um choque de valores... um choque de identidades. Ficar do lado de Bony era como travar uma luta, então, tínhamos muitas lutas acontecendo naquele momento. Até que finalmente surgiu o jogador de futebol. Graças aos céus ele sabia jogar! Talvez nisso Bony tenha nos dado uma idéia sobre cooperação global. A necessidade de descobrir uma identidade comum e unificadora.
Assim, a partir desses momentos iniciais de identidade da consciência corpórea, um senso de individualidade se desenvolve e o ego surge. Não estou me referindo aqui ao Ego de que tratam algumas filosofias espirituais, onde este é usado como um sinônimo do “eu” superior ou alma. Estou me referindo ao egocentrismo. Com o ego, vem o desejo de ter ou de possuir. E, com o desejo, vem um crescente complexo de identidade, trazendo um crescente complexo de necessidades. Através dos anos como adolescente e adulto, há novos papéis e responsabilidades, incluindo papéis profissionais e relacionamentos. Estes são incluídos na constante expansão da definição do ser. Estudante, eletricista, dona-de-casa, secretária, advogado, empreiteiro. Marido, esposa, pai, tio, avó. Os interesses e passatempos são desenvolvidos de acordo com as qualidades e as habilidades especiais. E a identidade cresce: jogador de golfe, jardineiro, piloto de asa-delta, artista, cozinheiro, jogador de futebol. As atitudes aprofundam-se e a identidade cultural se fortalece. O dinheiro, agregado ao desejo pela riqueza material e posses, pode dominar a vida. Novos “ícones” de identidade proliferam: uma casa, um carro, móveis, equipamentos esportivos, roupas caras. Para muitas pessoas, o corpo, com sua saúde e sua aparência, forma um foco principal de atenção. Parece haver uma fascinação mórbida por ter uma aparência perfeita ou evitar doenças. Você só tem que passar os olhos pelas páginas das revistas de qualquer banca para confirmar isso. Dietas para emagrecer, suplementos alimentares, cosméticos, moda etc.
Ao mesmo tempo em que a complexidade dessa identidade do ego se expande, assim também crescem suas dependências. Não importa quem você seja, há um desejo comum de paz na mente, contentamento e felicidade. Também há uma necessidade universal de ser amado. À medida que a identidade se torna progressivamente externalizada, o seu bem-estar precisa de circunstâncias e relacionamentos estáveis. Para nos sentirmos valorizados, precisamos ser efetivos dentro de nossos papéis e responsabilidades. Para a nossa segurança, somos dependentes de uma renda, riqueza material e posses. Para o amor, temos a dependência de relacionamentos. E, para o bem-estar, precisamos de saúde física e de uma boa aparência. Tudo isso representa uma expansão da nossa identidade física. Com a existência de tantas variáveis, o contentamento no indivíduo está sob a ameaça constante de mudanças. Para evitar a insegurança, nasce a arrogância com a qual o indivíduo pode manter o controle sobre um mundo externo de circunstâncias e relacionamentos. Surge então a ganância, num excessivo impulso por preenchimento através da riqueza, status ou comida. O apego oferece conforto através da possessão sobre pessoas ou objetos. A luxúria se desenvolve pela autogratificação ou para satisfazer desejos fortes e excessivos.
Na preservação de uma identidade precária, a raiva e a acusação são os últimos recursos de defesa. Elas são acionadas quando há uma ameaça às circunstâncias ou aos relacionamentos, ou ainda quando a autogratificação está obstruída. Como eu já disse, reagir com raiva é um aprendizado feito a partir de experiências anteriores de perda. Aqui nesse contexto, a raiva também pode ser usada como uma profilaxia contra futuras perdas para o indivíduo. E isso será materializado em qualquer momento em que a perda se manifeste novamente.
Então, essa é a consciência corpórea. Incluídos a ela estão os atributos negativos, ou vícios, que o indivíduo aplica para reter um senso de segurança. Os cinco principais são o desejo (luxúria), o apego, a raiva, a ganância e a arrogância. Na consciência corpórea – ou na identidade ilusória –, um indivíduo os aplica para manter o controle. Conseqüentemente, vai sustentar a paz interna e a felicidade, embora temporariamente. Em meio a isso fica esquecida a nossa identidade verdadeira e original: aquela que é da alma. Esquece-se também de que a paz e a felicidade são atributos naturais dessa verdadeira identidade. É a alma que originalmente continha essas qualidades em sua forma mais pura, quando elas eram independentes das circunstâncias externas. É a alma que vive, pensa, age e tem experiências através do corpo; através do veículo do corpo. E é a alma que se “perde” na consciência corpórea.
Após a minha experiência com Kübler-Ross – minha “janela” para a alma –, comecei a meditar com sinceridade. Passei a fazer esforço para me tornar, ou estar na consciência da alma. No início, estava convencido de que a minha alma era a minha parte pura. E que os traços negativos da minha personalidade não tinham nada a ver com isso.
Um dia, um colega médico que praticava Raja Yoga me disse que a alma se torna impura. Esse comentário permeou os meus pensamentos. E recordei a minha experiência de consciência da alma no seminário. Ela foi seguida de catarse e de exoneração da parafernália e da complexidade da personalidade. A experiência “colidiu” com todos os meus escudos de proteção, ao expôr o “eu” verdadeiro, interior. Aquilo me trouxe um encontro com a minha identidade verdadeira e original. Ao mesmo tempo, percebi que aquela não era apenas a minha natureza original, mas também o destino do crescimento: que assim como eu fui, eu deveria então me tornar. De repente, as coisas começaram a fazer sentido para mim. A alma é a fonte da consciência, não importa como seja expressa. Sob a influência do corpo, cria-se uma ilusão, e é a alma que se torna consciente do corpo. Presas por essa ilusão, as camadas da personalidade aumentam, como anéis de cebola, na alma, até que seja completamente coberta e o diamante torna-se imperfeito. Através dos filtros de uma identidade equivocada e de uma personalidade adquirida, é a alma que fica com raiva ou que tem experiências, como os ciúmes ou o ódio. É a alma que usa o corpo para atacar um outro ser humano. E é a alma que tem a experiência de perda ou de tristeza. É também a alma que almeja se tornar pacífica novamente.
Ao começar a entender essas coisas, eu soube que a afirmação de meu colega era verdadeira. Originalmente pura, a alma se torna impura através da consciência corpórea. E, na renovação do crescimento espiritual, a pureza retorna.

Roger Cole é médico especialista em medicina de câncer. Dirige atualmente o Palliative Care Service, na Austrália. Este texto foi extraído do seu próximo livro “Uma Tapeçaria de Luz”, e foi originalmente publicado pela BK Publications (www.bkpublications.com) na Retreat Magazine #11.
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