sexta-feira, 25 de abril de 2025

"A natureza não faz nada em vão." (Aristóteles)

Namastê buscadores!

"A natureza não faz nada em vão."
(Aristóteles)

"O amor pela sabedoria levou os filósofos a refletirem sobre os
 mais diversos campos do conhecimento: a existência humana,
a ética, os valores, a política, a linguagem e outras questões que
 sempre provocaram os mais profundos questionamentos. 
A natureza foi objeto constante das indagações dos filósofos,
 seja pelo seu papel essencial no planeta e na vida humana, 
seja pela relação do homem com ela e as consequências 
da atuação e interferência humana no meio ambiente.
 Veja algumas frases desses pensadores escolhidas pelo ((o))eco:

"Rico é aquele que sabe ter o suficiente."
(Lao Tze)
*
"O ambiente é o que somos em nós mesmos. 
Nós e o ambiente somos dois processos diferentes; 
nós somos o ambiente e o ambiente somos nós."
(Jiddu Krishnamurti)
*
"A maravilha de um só floco de neve supera 
sabedoria de um milhão de meteorologistas."
(Francis Bacon)
*
"Tendo em conta as condições de que dispõe e na medida 
do possível, é a natureza que faz sempre as coisas
 mais belas e melhores."
(Aristóteles)
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"O animal é tão ou mais sábio do que o homem: 
conhece a medida da sua necessidade, 
enquanto o homem a ignora."
(Demócrito)
*
"Quando o homem aprender a respeitar até o menor
 ser da Criação, seja animal ou vegetal, 
ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante."
(Albert Schweitzer)
*
"A questão não é eles [os animais] pensam?
 ou eles falam? 
A questão é eles sofrem."
(Jeremy Bentham)
*
"Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso 
dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá 
a saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem
 os animais, eles se matarão uns aos outros. 
Aquele que semeia a morte e o sofrimento 
não pode colher a alegria e o amor."
(Pitágoras)
*
"A arte é a mão direita da natureza. 
A última só nos deu o ser, mas a 
primeira tornou-nos homens."
(Friedrich Schiller)
*
"Justificar tragédias como “vontade divina” 
tira da gente a responsabilidade por nossas escolhas."
(Umberto Eco)
*
"Quando eu disse ao caroço de laranja, 
que dentro dele dormia um laranjal inteirinho,
 ele me olhou estupidamente incrédulo."
(Hermógenes de Tarso)
*
"Eu sou o que me cerca.
 Se eu não preservar o que me cerca, 
eu não me preservo."
(José Ortega y Gasset)
*
"Eu também quero a volta à natureza. 
Mas essa volta não significa ir para traz,
 e sim para a frente."
(Friedrich Nietzsche)

Fonte: https://oeco.org.br/noticias/mais-20-frases-do-meio-ambiente-por-filosofos/

Om shanti!
por Karliene
Karliene - Mother Earth
*
Mãe Terra
Escrito por Karliene (2019)

- |LETRA -
Escute os animais
Escute as árvores
Escute os espíritos da Terra
Nos implorando por favor
Pare de ouvir a ganância

Escute os rios
Escute o mar
Escute os espíritos das profundezas
Nos implorando por favor
Pare de ouvir a ganância

Ela enviou a seca para nos avisar
Ela enviou as tempestades para nos repreender
Mas nós não ouvimos
Nós queimamos e quebramos
E nós pegamos e pegamos
E tomamos
Até que seja tarde demais

Oh, para onde foram os animais?
Para onde foram as árvores?
Para onde o homem irá
Quando ele perder
O batimento cardíaco
debaixo de seus pés

Oh, esta é a nossa casa
Ela nos dá casa
Mãe Terra
Você não pode sentir
Os batimentos cardíacos dela
Sob seus pés

Batimento cardíaco
Sob seus pés
Batimento cardíaco
Sob seus pés

Escute os animais
Escute as árvores
Escute os espíritos da Terra
Nos implorando por favor
Pare de ouvir a ganância

Escute os rios
Escute o mar
Escute os espíritos das profundezas
Nos implorando por favor
Pare de ouvir a ganância

Escute os animais
Escute as árvores
Escute os espíritos da Terra
Nos implorando por favor
Pare de ouvir a ganância

Escute os rios
Escute o mar
Escute os espíritos das profundezas
Nos implorando por favor
Pare de ouvir a ganância.


domingo, 20 de abril de 2025

Semana Santa / Rudolf Steiner / Antroposofia

Shalom!
Semana Santa / Rudolf Steiner / Antroposofia

A sabedoria antiga vê a semana como unidade de tempo relacionada à tradição religiosa: no Gênesis, temos a descrição da criação do mundo em sete dias. 
Os dias da semana recebem o nome de sete planetas, arquétipos, que regem a ordem do Universo.
Se olharmos a Semana Santa como unidade de tempo, percebemos nela um ciclo que se inicia no Domingo de Ramos e acaba no Sábado de Aleluia. Esse período compõe uma via sacra, através da qual podemos trilhar verdades existenciais. Isso significa que, por meio da reflexão e da busca de imagens do desenvolvimento humano, podemos encontrar relações diretas entre a semana santa e a nossa própria vida.
A Semana Santa oferece uma bela e terapêutica imagem para o nosso desenvolvimento, sobre a qual podemos refletir e na qual encontramos relações com a própria vida.
Os acontecimentos da Semana Santa compõem uma Via Sacra através da qual trilhamos verdades existenciais.
Do ponto de vista da sabedoria antiga, a Semana como unidade de tempo tem relação com a tradição religiosa no Gênesis e nela temos a descrição da criação do mundo em Sete Dias. 
Os dias da semana recebem seus nomes dos Sete Planetas, arquétipos, princípios que ordenam a vida no universo, sendo que das esferas dos Sete Planetas emanam forças espirituais que impulsionam o desenvolvimento humano. 
A cosmovisão antiga descreve o universo através de imagens, numa linguagem analógica que, por ser poética, toca mais profundamente a nossa alma. 
Ela nos proporciona a vivência de estarmos integrados a uma ordem cósmica que não contradiz a visão racional que temos do universo, mas contribui, vivificando o pensar lógico.
A Semana Santa começa no Domingo de Ramos e vai até o Sábado de Aleluia, sendo que o Domingo da Ressurreição, denominado de Domingo de Páscoa (do hebraico "Pessach", que significa passagem) é o primeiro dia da passagem para o Novo Sol que será a Terra vivificada pelo Eu do Cristo. 

Acompanhemos, então, os seus acontecimentos, segundo o ponto de vista da antroposofia: 

Domingo de Ramos
Dia do Antigo Sol – Centro, Eu, Humanização

Entrada de Jesus Cristo na cidade santa de Jerusalém, montado em um burrinho branco. O povo da cidade o saúda com ramos de palmeiras.
Cristo atravessa em silêncio a vibração popular, pois sabe que aquele entusiasmo logo passará.
Para Cristo, essa era a transição da antiga exaltação visionária inconsciente, desencadeada pelos elementos externos da natureza, para a atitude receptiva, fruto da presença do espírito, do Sol interior na alma individual e vigorosa.
No primeiro dia da Semana Santa, Jesus Cristo entra na cidade de Jerusalém, montado em um burrinho branco. Com brados de "Hosana", o povo o saúda com ramos de palmeiras.
A força luminosa que emana do Cristo reascende no povo a antiga clarividência, vivenciada nos rituais das festividades em homenagem ao sol. A palmeira sempre fora considerada o símbolo do sol natural.
O Cristo atravessa em silêncio a vibração popular sem se contagiar. Interiormente sabe que aquele entusiasmo, logo passará. Não tem consistência interna. É o entusiasmo natural que logo se transfere para outra novidade, para outro acontecimento externo. Cristo sabe o que ele próprio representa e a que veio. Ele quer penetrar na camada mais consciente da alma humana. O seu brilho é o brilho próprio que emana da essência de seu ser espiritual. 
O seu estado de alma é autoconsciente e acolhedor. Permanecerá. Entrar em Jerusalém, montado no burrinho tinha para o Cristo o sentido de deixar clara a transição: da antiga exaltação visionária, semi-consciente, desencadeada por elementos externos, para a atitude equilibrada, fruto da presença de espírito, do Sol interior na alma individualizada.

Segunda-feira Santa
Dia da Lua – Manter, Revitalizar, Repetição, Revitalização, Reflexo, Refletir

Em Betfagé, Cristo se aproxima da figueira, local de meditação onde se atingia um estado inconsciente de re-ligação com o mundo espiritual.
Lá, Cristo pronuncia a sentença: “Para todo o sempre, ninguém mais comerá destes figos”. Com a condenação da figueira, cessa-se o antigo dom lunar das visões de êxtase, antiga forma de clarividência.
É fundamental para Cristo que o ser humano trilhe o caminho da autoconsciência clara e explícita que, embora muitas vezes se constitua de processo doloroso, levará o homem à liberdade individual. “Retornará o tempo em que os homens serão clarividentes como um fato consciente”.
Chegando mais tarde no templo, Cristo expulsa de lá os vendedores, lembrando a eles e aos peregrinos que aquele era um lugar sagrado. Betfagé era uma aldeia cercada pôr figueiras consideradas sagradas por seus moradores. Fora de lá que Cristo, no Domingo de Ramos, mandara Pedro e João trazer um burrinho, também considerado um animal sagrado. Ali, cultivava-se uma antiga forma de clarividência, ou seja, praticava-se "o sentar-se sob a figueira", uma série de exercícios físicos e meditativos através dos quais se atingia um estado onírico de religação com o mundo espiritual.
Betfagé era uma aldeia cercada pôr figueiras consideradas sagradas por seus moradores. Fora de lá que Cristo, no Domingo de Ramos, mandara Pedro e João trazer um burrinho, também considerado um animal sagrado. Ali, cultivava-se uma antiga forma de clarividência, ou seja, praticava-se "o sentar-se sob a figueira", uma série de exercícios físicos e meditativos através dos quais se atingia um estado onírico de religação com o mundo espiritual.
Na manhã de Segunda-feira, ao retornar de Betânia à Jerusalém, com seus discípulos, Cristo aproxima-se da figueira e pronuncia a sentença: "Para todo o sempre, ninguém mais comerá destes figos". Isso significaria que, no dia seguinte, a árvore estaria seca.
Com a condenação da figueira, Cristo cessa o antigo dom lunar da consciência visionária, a antiga forma de clarividência na qual predominavam os processos vitais. 
Cristo veio para que o ser humano trilhasse o caminho da autoconsciência que o conduzirá à liberdade.
"A capacidade da autoconsciência teria que ser conquistada e isso exigia em troca a antiga clarividência". Retornará o tempo no futuro, em que todos os homens serão clarividentes por terem cultivado o "eu sou", ou seja, a "autoconsciência". 
Chegando mais tarde ao Templo que fervilhava de atividades comerciais, Cristo expulsa os vendedores. Devolve ao Templo sua condição de lugar sagrado e aos peregrinos, que chegavam de todos os lados para as cerimônias de Páscoa, devolve a consciência de que aquela era a casa de Deus. 

Terça-feira Santa
Dia de Marte – Luta, Autenticidade, Coragem

Jesus volta a Jerusalém e se encontra com o povo no templo. Lá é indagado com questões que são verdadeiras armadilhas, mas as responde com parábolas, reafirmando a natureza do seu Eu e colocando seus adversários em seu devido lugar. No final do dia, reúne-se com os apóstolos no Monte das Oliveiras, onde lhes transmite as metas que prepararão a humanidade para a sua volta.
Neste dia, Cristo mostra que a maior batalha é a travada no interior, entre o medo e a vontade de colocar o Eu. É preciso autenticidade e coragem para enfrentar as adversidades.
O Cristo volta a Jerusalém trazendo as oferendas para o ritual que antecede a festa pascal. No Templo, enquanto o povo o ouvia, seus adversários o abordam com questões que são verdadeiras armadilhas, para fazê-lo cair em contradição.
Cristo responde a cada uma das questões com parábolas que caem como verdadeiros golpes de espada sobre os sacerdotes e escribas, que nelas se reconhecem como protagonistas.
A cada parábola, Cristo reafirma a natureza espiritual do seu Eu, assumindo seu lugar próprio e colocando os adversários no devido lugar. Sua força se intensifica.
Sem temor, pergunta por pergunta, a identidade espiritual do Cristo vai se revelando.
Ele mostra aos oponentes quem realmente é, e a que veio. É uma luta intensa, travada em palavras e em intenções. De um lado, a intenção dos inquisidores que por desconfiarem dele, queriam desmascará-lo. Do lado de Cristo, a intenção poderosa do seu Eu manifestando-se em toda a sua inteireza e culminando com as palavras: "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus."
No final do dia, reunido com os apóstolos no Monte das Oliveiras, Cristo lhes transmite as metas que prepararão a humanidade para a sua volta, no futuro. Neste dia Cristo mostra que a maior das lutas é a batalha travada no interior, entre o medo e a vontade de colocar o nosso Eu no mundo. Nesta luta interna, nos apropriamos dos dons de Marte: a autenticidade e a coragem de enfrentar as adversidades.

Quarta-feira Santa
Dia de Mercúrio – Fluidez, Devoção, Cura

Ao entardecer em Bethânia, Cristo se reúne com seu círculo mais íntimo à mesa, na casa de Simão.
Maria Madalena unge os pés de Cristo com óleo e os enxuga com seus próprios cabelos. A postura de Cristo é de disponibilidade.
Esse gesto desencadeia a revolta que se acumulava na alma inquieta de Judas, que sai para encontrar os sumo-sacerdotes e concretiza a traição que o levará ao suicídio.
A agitação interna de Judas fui para o mundo como revolta.
A interiorização da força do amor, que antes arrastava Maria Madalena para o mundano, agora flui para o mundo como devoção.
Cristo acolhe as forças mercuriais e as transforma em capacidade de cura.
Ao entardecer daquele dia em Betânia, Jesus se reuniu com seu círculo mais íntimo à mesa de refeição, na casa de Simão.
Aproxima-se do Cristo, Maria Madalena e ungindo seus pés com um óleo precioso os enxuga com seus próprios cabelos. O gesto de Madalena provoca uma reação de crítica nos presentes e desencadeia a revolta que se acumulava na alma inquieta de Judas.
Argumentado, Judas conta o desperdício em detrimento dos pobres e sai para se encontrar com os sacerdotes e concretizar a traição que o levará ao suicídio.
É a segunda vez que Madalena unge os pés do Cristo. Na primeira unção, Ele dissera aos presentes: "Calem-se. Ela muito amou e muito lhe será perdoado". A postura do Cristo é de receptividade.
Em relação a Judas, Cristo compreende que este não possui em sua alma forças de coesão para ordenar suas impressões e esta agitação flui para o mundo como uma revolta. 
Maria Madalena, entretanto, interiorizara as forças de amor que antes a arrastavam para o mundano. Essas forças fluem para o mundo como devoção. Ambos são tipos mercuriais, sempre em contínua atividade externa, sempre mobilizando tudo ao seu redor.
Marta, a irmã de Maria Madalena, é a terceira pessoa com qualidades mercuriais, também presente à ceia. Está sempre fazendo algo pelos outros, sempre na lida da casa. "Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas. Maria escolheu a boa parte, que não lhe será tirada." Lucas 10.41
Na Quarta Feira Santa, Cristo acolhe as forças mercuriais transformadas em paz interiores e devoção e assim metamorfoseadas em capacidade de cura. 

Quinta-feira Santa
Dia de Júpiter – Sabedoria, Grandeza, Harmonia

Cai a noite e Cristo se reúne com os doze apóstolos para celebrar o Pessach.
Antes da ceia, Jesus lava os pés de cada um dos apóstolos, num gesto de amor humilde, singelo e cheio de sabedoria, que é a síntese de todos os seus ensinamentos: “Amai-vos uns aos outros”.
Segue-se a ceia do cordeiro, após a qual Cristo toma o pão e o vinho e os oferece: “Tomai, pois este é o meu corpo e o meu sangue”.
O antigo sacrifício do cordeiro acontecia como ato de ligar a alma humana ao mundo espiritual, através do sangue, porém em estado de êxtase.
Cristo se torna ele próprio o cordeiro, cessando a reminiscência do sacrifício de animais puros e trazendo a interiorização do Eu na alma humana, até o nível do sacrifício, da entrega, da aceitação do destino. “Eis o Cordeiro de Deus, que assume os pecados do mundo”.
Cai a noite de Pessach. Lá fora reina o silêncio; todos estão reunidos em casa para a ceia do cordeiro pascal.
No convento da Ordem dos Esseus, no Monte Sion, lugar antigo e sagrado reúne-se Cristo e os Doze Apóstolos, para também celebrarem a festividade.
Antes da ceia, Cristo realiza o ato de amor humilde, singelo e cheio de sabedoria que para sempre irá tocar o coração dos cristãos: o Lava-pés.
Cristo, em toda a sua grandeza espiritual, ajoelha-se e lava os pés de cada um dos seus discípulos, em um gesto que é a síntese de todos os seus ensinamentos: "amai-vos uns aos outros".
Segue-se a ceia do cordeiro, após a qual Cristo abre mão de si por algo que reconhece maior. Tomando o pão e o vinho, Cristo os oferece aos discípulos: "Tomai, pois este é o meu corpo e este é o meu sangue".
Doa-se nos frutos da terra, permeados com a força da sua sabedoria transformadora, para que se renovasse continuamente o que havia se desgastado da Terra e do Homem.
O antigo sacrifício do cordeiro era um ato externo: o sangue fresco dos animais puros tinha no passado a força de induzir a alma humana a se reconectar com o mundo espiritual em estado de êxtase.
Com esse ato sacramental, Cristo intensifica o esforço volitivo da alma que quer acolher em si o Eu espiritual. Cristo se torna ele próprio, o Cordeiro e traz a interiorização até o nível do sacrifício, da entrega, da aceitação do destino. "Eis o Cordeiro de Deus que assume os pecados do mundo"
O conteúdo dessa noite compõe um sacramento que revivifica no homem religioso, a cada ato, a comunhão com o espiritual no íntimo do ser.

Sexta-feira Santa
Dia de Vênus – Paixão, Amor Universal

Na madrugada de quinta para sexta-feira, Cristo, ao ser identificado pelo beijo de Judas, é preso. Ironizado, flagelado, coroado com espinhos, carrega sua cruz em direção à própria morte. Esse é o grande símbolo de que além do umbral da morte física, começa uma vida nova. Tendo se tornado suficientemente firme na sua alma, por possuir algo imensamente sagrado, suporta todos os sofrimentos e dores que lhe são impostos. Cristo resgata para o ser humano a sua herança espiritual. “No Cristo, torna-se vida a morte”. 
Na madrugada de Quinta para Sexta-feira, Cristo, ao ser identificado pelo beijo traiçoeiro de Judas enquanto orava no Getsemane, é arrastado e preso.
Ironizado, flagelado, coroado com espinhos, carrega sua cruz sobre as costas e é crucificado na colina do Gólgota. Tendo se tornado suficientemente firme na sua alma, por possuir algo imensamente sagrado, suporta todos os sofrimentos e dores que lhe são impostos.
Com a força de sua alma elevada, carrega seu próprio corpo em direção à morte; une-se à morte e lega aos seres humanos a mensagem de que a morte não extingue a vida.
A imagem do Cristo carregando a sua própria cruz em direção à morte é o sinal de que além do umbral da morte física, começa uma nova vida. 
Um dos documentos mais sagrados da história da humanidade, o Livro dos Mortos, o livro de orações do antigo Egito continha preces e instruções para, após a morte, o homem encontrar o seu caminho de volta para o mundo espiritual. Há cinco mil anos, nos rituais de iniciação, os discípulos eram induzidos em um sono. A morte era considerada irmã do sono. 
A imortalidade, a visão de um mundo espiritual após a morte era ainda vivenciada. Os sepulcros eram, ao mesmo tempo, altares e as almas dos mortos eram mediadoras entre a Terra e o mundo espiritual. Na medida em que a Terra se tornou mais densa em sua matéria física e o homem desenvolveu a autoconsciência, a morte tornou-se o grande medo da humanidade.
Na Sexta-feira Santa, Cristo resgata para o ser humano a sua herança espiritual. "No Cristo torna-se vida, a morte".

Sábado de Aleluia
Dia de Saturno – Profundidade, Consciência, Resistência, Tempo

O Cristo desce ao reino dos mortos, pleno da luz solar de sua consciência. A Terra recebe o corpo e o sangue do Cristo, penetrando nela sua alma que irá criar um novo centro luminoso. “O que é aqui refletido como Luz do Cristo é o que o Cristo denomina Espírito Santo (...) A Terra começa a criar a sua volta um anel espiritual que mais tarde se tornará uma espécie de planeta ao seu redor. Estamos diante do ponto de partida de um Novo Sol em formação.” 
O Cristo desce ao reino dos mortos, pleno da luz solar de sua consciência.
A Terra recebe o corpo e o sangue do Cristo. No local, entre o Golgota e o Sepulcro, existira outrora uma fenda primária na superfície terrestre.
Esse abismo que fora aterrado por Salomão era considerado pelos antigos como a porta para o inferno. Os terremotos da Sexta-feira reabrem esta fenda e a terra inteira se torna o túmulo do Cristo.
O espírito de Cristo penetra na Terra criando nela um centro luminoso.
"Temos em volta da Terra uma espécie de reflexo da luz do Cristo. O que é refletido como luz do Cristo, é o que Cristo denomina Espírito Santo. Ao mesmo tempo em que a Terra inicia sua evolução para se tornar um Sol, também é verdade que, a partir do evento de Gólgota, a Terra começa a criar em sua volta um anel espiritual que mais tarde se tornará uma espécie de planeta. Estamos diante do ponto de partida de um novo Sol em formação."

DOMINGO DE PÁSCOA – DIA DO SOL

"Ente nascido do cosmos
Oh, vulto luminoso!
Fortalecido pelo Sol no poder da Lua.
Tu és doado pelo ressoar criador de Marte
E a vibração de Mercúrio que move os membros.
Ilumina-te a sabedoria radiante de Júpiter
E a beleza de Vênus, portadora do amor.
E a interioridade espiritual de Saturno antiga dos mundos
Consagre-te à existência espacial
E ao desenvolvimento temporal." 

(Rudolf Steiner )

Texto de Edna Andrade

Fontes:
Todas as frase entre aspas foram tiradas do livro o Evangelho de João de Rudolf Steiner
O Evangelho de João – Rudolf Steiner – Editora Antroposófica
Os acontecimentos da Semana Santa – Emil Bock – Editora Nova Jornal
https://sandralage.blogspot.com/2012/04/semana-santa-rudolf-steiner.html


domingo, 13 de abril de 2025

Namastê buscadores!
Meditemos juntos!
"Descubra como superar os seus limites internos neste mini-curso com a Prof. Lúcia Helena Galvão baseado no livro "A Guerra da Arte" do Steven Pressfield. Aprenda técnicas eficazes para lidar com crenças limitantes, procrastinação, medos e bloqueios emocionais que impedem você de alcançar seus objetivos. Neste mini-curso, você encontrará exercícios práticos e conhecimentos profundos para fortalecer sua mentalidade, alma e alcançar seu potencial.
*  *  *
Nova Acrópole é uma Organização Internacional sem Fins Lucrativos, presente em mais de 50 países desde 1957, com mais de 30 mil voluntários atuando com objetivo de ajudar em cada ser humano a desenvolver aquilo que tem de melhor, por meio da Filosofia, da Cultura e do Voluntariado.

Saiba mais em: www.acropole.org.br

 Namastê buscadores!

[Nosso mestre interior: o coração]

"As civilizações antigas conheciam seu sentido profundo. Talvez por isso, tal como o antigo papiro de Ani, egípcio, apresenta, o coração era pesado na balança ao final de cada etapa, para que seu peso pudesse ser medido e comparado à leveza da pluma, Maat, a justiça e a verdade da vida. O coração capta nossa íntima realidade e, deste modo, já não somos capazes de lhe ocultar nenhum anseio, pensamento ou sentimento. Sempre que nos esforçamos para escuta-lo, em busca de respostas, encontraremos uma necessidade de ação que pode nos conduzir ao melhor de nós mesmos. Cabe-nos refletir: temos consultado nosso coração?"

Extraído da obra Popol Vuh, da antiga civilização Maia. #NovaAcropoleMossoro 

Meditemos!

"Quem não pode encontrar um templo em seu coração,

 jamais encontrará seu coração num templo."

*

"O homem continua a ser homem, tanto quando vivo como quando morto, até que o Deus dentro dele o consuma; o que quer dizer: até que ele compreenda sua unicidade com o um. Isso, porém, não se cumpre no piscar de olhos que o homem gosta de chamar de tempo de uma vida..."

(O LIVRO DE MIRDAD)

domingo, 6 de abril de 2025

Namastê buscadores!

Meditemos:

Prelúdio em Sol Menor · Pedro Santos · João Pedro Silva · Rita Maria

Frutos Maduros - Composer: Bernardo Sassetti

*  *  *

"O Grande Ser, a Oniconsciência, a força motriz que une a ideia e a forma gera, vivifica, anima e desperta cada um de seus filhos.

A Grande Alma reparte-se em incontáveis centelhas. A Grande Consciência reflete-se nos incontáveis espelhos da consciência de cada ser."

"A Busca da Nova Consciência" - Trecho da 'Introdução' -

"A Sabedoria Divina não clama que a admitam; 

luz que brilha com eterna tranquilidade, 

espera pacientemente o dia em que seja reconhecida e aceita."

Cartas Rosacruzes

https://pentagrama.org.br

ROSACRUZ ÁUREA  

quinta-feira, 3 de abril de 2025

Shalom buscadores!

"Não pedimos mais Luz, ó Deus, 

Senão olhos para ver a Luz que já existe.

Não te pedimos canções mais doces,

Senão ouvidos para ouvir as presentes melodias.

Não te pedimos mais força,

Senão o modo de usar o poder que já possuímos.

Não mais amor, senão habilidade

Para transformar a cólera em ternura.

Não mais alegria, senão como sentir 

Mais próxima essa inefável presença  

Para dar aos outros tudo o que já temos

De entusiasmo e de coragem.

Não te pedimos mais dons, amado Deus, Mas apenas senso para perceber 

E melhor usar os dons preciosos

Que já recebemos de ti.

Fazes que dominemos todos os temores,

Que conheçamos todas as santas alegrias,

Para que sejamos os amigos que desejamos ser 

Para transmitir a verdade que conhecemos,

Para que amemos a pureza,

Para que busquemos o Bem,

E, com todo o nosso poder, possamos elevar

Todas as almas, chispas do mesmo fogo divino, 

A fim de que vivam em harmonia e na Luz 

De uma perfeita liberdade."

(Floresce May Holbrook)

[Extraído do artigo: - "Chamados pelo Coração do Mundo" -

 Revista Pentagrama Ano 2010, n⁰ 1 - Pentagrama Publicações ]

Rosacruz Áurea 


segunda-feira, 31 de março de 2025

 Namastê buscadores!

"Que tipo de mundo nós queremos?

E o que faremos para conquistá-lo?" 

CABRINI


Reflexões por Cabrini:

 – “É tão estreita a estrada do Céu, é tão pedregosa e cheia de espinhos, que ninguém pode caminhar nela, senão voando. E ninguém pode voar sem asas, mas asas não se prendem ao corpo, mas ao espírito”.

– “A oração é potente. Faz encher toda a terra da misericórdia de Deus, e atrai a sua clemência de geração em geração. Todos os séculos estão cheios de obras maravilhosas realizadas pelo poder da oração”.

 – “Eu venho do nada, nada sou. Sou apenas um sopro de Deus que opera e age em mim, movido por Ele mesmo. De mim não posso nada, com exceção do pecado… Ó meu Deus, ilumina-me! Desça sobre mim o Divino Paráclito! Desça e faça-me conhecer profundamente o abismo do meu nada”.

 – “Vou para todas as partes e farei todo o possível com o fim de comunicar o amor de Jesus àqueles que não o conhecem ou o esqueceram”.

– “Toda nossa vida deve ser uma ato de ação de graças, porque recebemos constantemente benefícios infinitos de Deus”.

– “Se não formos humildes, não nos adiantaremos nunca nos caminhos da virtude”.
*
Filme: Cabrini
Diretor: Alejandro Monteverde
Ano: 2024
Gênero: Biografia/Drama
Avaliação: 8/10 1 1 Felipe Duarte
★★★★★★★★★★
Fonte: https://www.revistabula.com
A palavra “Cabrini”, para muitos, ainda ressoa entre as ruínas do conjunto habitacional Cabrini-Green, em Chicago — sinônimo de fracasso estrutural e abandono institucional. No entanto, poucos se lembram da mulher que inspirou esse nome: Frances Xavier Cabrini, imigrante italiana que, ao fim do século 19, transgrediu todos os limites impostos às mulheres — e especialmente às religiosas — para construir, tijolo por tijolo, uma rede global de acolhimento, saúde e educação. O filme “Cabrini”, de Alejandro Monteverde, não se limita a reconstituir esse percurso histórico; ele reorganiza nossa percepção do heroísmo ao colocá-lo não na excepcionalidade de milagres, mas na disciplina da insubmissão cotidiana. Nesse gesto, recupera-se uma figura cujo legado não cabe em ícones nem em devoções: uma mulher que, contrariando a lógica das hierarquias eclesiásticas e civis, reinventou o conceito de missão com base em planejamento, estratégia e resistência.

Ao contrário da imagem idealizada da santa beatificada, a Cabrini do filme é composta por fissuras e confrontos. Doente desde jovem e com traumas de afogamento que ainda a assombram, ela não é guiada pela passividade contemplativa, mas por uma inteligência que sabe ler o jogo de forças ao redor. Quando solicita ao Papa Leão 13 a oportunidade de evangelizar a China, é realocada a um orfanato em Nova York — uma “penitência disfarçada de missão”, como se quisessem que sua coragem se perdesse nos becos fétidos de Five Points. Mas é precisamente ali, em meio ao desprezo pelos italianos pobres, que Cabrini estrutura seu império de auxílio. Comandando uma equipe de mulheres ignoradas por todos os sistemas de poder, ela transforma cada espaço de ruína em semente de futuro. Sua resposta ao comentário do prefeito Gould — “Você teria sido um excelente homem” — não soa como frase de efeito, mas como reconfiguração de um paradigma: “Homens jamais fariam o que fazemos”. A provocação não é retórica; é empírica.

Rod Barr, roteirista também de “Som da Liberdade”, constrói a trajetória de Cabrini com notável domínio do contraste: o gesto político sempre esbarra em forças de contenção, e a benevolência gera reações violentas. O prefeito fictício Gould, o arcebispo Corrigan, o senador Bodio — todos são peças de um mesmo dispositivo de contenção simbólica. Mas ao reduzir Cabrini ao fracasso anunciado, esses homens revelam uma cegueira institucional: subestimam o poder de uma organização centrada no cuidado como força de transformação sistêmica. O filme evita transformar Cabrini em uma entidade sobre-humana. Em vez disso, atribui-lhe um tipo de heroísmo que nasce da tenacidade: angariar fundos, enfrentar burocratas, negociar com empresários, convencer cantores de ópera a cantar por uma causa. Cada uma dessas ações ganha corpo não pela sua grandiosidade, mas por fazer parte de um projeto que, passo a passo, reconfigura a cidade por dentro.

Visualmente, “Cabrini” recorre a uma estética que parece saudar os épicos religiosos de décadas passadas sem perder a densidade dramática dos tempos atuais. A fotografia de Gorka Gómez Andreu compõe imagens que evitam a idealização pictórica ao mesmo tempo em que constroem uma ambiência de reverência, quase sempre filtrada por uma luz que atravessa a sujeira das janelas como se rasgasse o tempo. Buffalo, onde boa parte do filme foi rodado, substitui Nova York com autenticidade surpreendente, permitindo que a ambientação abrace a decadência sem reduzi-la a cenário. A cena das crianças entoando “Va, pensiero” de Verdi, por exemplo, adquire contornos simbólicos: é a música de um povo escravizado reinterpretada por filhos da miséria, agora liderados por uma mulher cuja fé se traduz em pragmatismo. A emoção que ali se instala não nasce do sentimentalismo, mas da consciência de que beleza e luta são, muitas vezes, inseparáveis.

Há, ainda, uma dimensão narrativa frequentemente esquecida em cinebiografias religiosas: a política da memória. Em 1946, mais de cem mil pessoas reuniram-se para homenagear Madre Cabrini dois meses após sua canonização. No entanto, seu nome seria mais tarde ressignificado não por seus feitos, mas por um conjunto habitacional que se tornaria símbolo de desamparo. O filme, ao recuperar sua história, desafia essa inversão sem recorrer a didatismos. Ao contrário de “Som da Liberdade”, “Cabrini” não tenta mobilizar o espectador pela comoção escancarada, mas pela elaboração: sua denúncia está nas entrelinhas, na constatação de que o que ontem se chamava xenofobia hoje se mascara em discursos meritocráticos, e que o preconceito racial ou de classe apenas se atualiza sob novas formas. A violência contra os imigrantes retratada no filme, com suas analogias às tensões contemporâneas, força o espectador a reavaliar o presente — não como eco do passado, mas como continuidade.

“Cabrini” não busca ser um manifesto ideológico, mas tampouco se oculta sob a neutralidade. Sua proposta é mais radical: reposicionar a fé como prática social estruturante, e não como abstração moral. A espiritualidade de Cabrini não se manifesta em êxtases místicos, mas no enfrentamento dos impasses reais — fome, violência, misoginia, doença, exclusão. Ao final, o que resta não é a imagem da santa nos altares, mas da estrategista que soube transformar impotência em ação coletiva. É nesse gesto que o filme atinge sua dimensão mais relevante: sugerir que o heroísmo possível no mundo contemporâneo talvez esteja menos nas figuras excepcionais e mais naqueles que, à margem das estruturas, constroem alternativas reais com o que resta. E se ainda somos capazes de reverenciar uma mulher como Cabrini, talvez reste esperança de que os nomes que hoje evocam ruína voltem a significar esperança.


domingo, 23 de março de 2025

 Namastê buscadores!

AS GUERRAS COMO COLHEITA DO CARMA 

A filosofia esotérica ensina que a história avança em espiral, 
e que existe um ciclo de cem anos, entre outros ciclos. 
Neste processo, enquanto uma lição não é aprendida, 
é preciso enfrentá-la de novo, tantas vezes quantas necessárias. 
Os conflitos armados são um exemplo disso. 

Atrás de cada guerra provocada pelo mundo ocidental, atuam sempre as fábricas de armamento, estimulando o erro e a ignorância para aumentar seus lucros.

Referindo-se à primeira guerra mundial, o teosofista e oficial do exército brasileiro Raymundo Pinto Seidl escreveu, em agosto de 1918: 

* “A grande tempestade de sangue, de ferro e de fogo continua a devastar terras europeias, repercutindo em todo o planeta, semeando a viuvez e a orfandade, destruindo velhos monumentos da civilização ocidental, talando os campos. E nos ares, sobre a terra e debaixo da terra, na superfície dos mares e debaixo das ondas, milhões de homens se digladiam, armas em punho, ferindo e matando com fúria infernal. A humanidade assiste à derrocada de uma civilização.” 

* “… É indispensável que todas as nações, aproveitando a dolorosa lição atual, reconheçam que a Paz somente reinará no planeta quando o santo princípio da Fraternidade Universal constituir a nota fundamental das relações entre os povos, entre as classes sociais, entre os sexos. Enquanto houver na Terra povos explorados por outros (…); enquanto dentro das nações existirem classes sociais dominantes e classes sociais dominadas e exploradas; enquanto o homem não reconhecer que a mulher tem os mesmos direitos civis que ele; enquanto os animais continuarem a ser vítimas da gula e da ferocidade dos comedores de cadáveres – por certo, não reinará a Paz na Terra permanentemente.”  

* “Somente a difusão da Fraternidade entre todos os povos, e a extirpação da heresia da separatividade, levar-nos-ão ao reconhecimento da lei da Unidade, segundo a qual todos os seres constituem um Ser Único, manifestação de Deus no plano objetivo, e mudarão de fato e definitivamente o aspecto da vida humana sobre a Terra.” 

* “É preciso que se cumpra, por toda parte e sempre, a lei da Fraternidade. Os sofrimentos de agora não são mais do que as reações cármicas dos maus atos, das más palavras e maus pensamentos de outrora. Todos nós, mais ou menos diretamente, concorremos, portanto, para a dolorosa tragédia de hoje.” 

* “Cumpre que aproveitemos a dolorosa lição, fazendo transcender o amor da nossa família até a nossa pátria; o amor da pátria até a humanidade; da humanidade, a Deus.” 

* “Depende da nossa compreensão das leis divinas que regem a vida, e da exata obediência a estas leis, firmar-se a paz.” 

* “A felicidade na Terra não é uma dádiva dos céus. O homem deve conquistá-la pelo seu esforço perseverante e consciente. E é tempo de fazê-lo.” [1] 

O programa de ação dos teosofistas e de outros cidadãos de boa vontade inclui um bom número de itens, em diversos níveis de consciência.

Entre eles estão: 
1) Aprender com os fracassos humanos; 
2) Deixar de insistir nos mesmos erros; e 
3) Reconhecer a existência da lei do Carma.

Nada impede a chamada civilização ocidental de deixar de lado as formas mais grosseiras da sua própria falta de bom senso. Talvez a humanidade tenha algumas coisas a aprender dos macacos: entre elas, respeito pela vida. 

Cabe a cada um de nós, ao redor do mundo, abster-se de ações egoístas, agir conforme uma ética elevada, e tomar providências práticas para reduzir o tamanho da sua ignorância.  

Om, shanti. 

(Carlos Cardoso Aveline) 

NOTA: 

[1] Todas as citações foram transcritas do artigo “O Quarto Aniversário da Grande Tragédia”, de Raymundo Pinto Seidl, publicado na revista “O Theosophista”, Rio de Janeiro, agosto de 1918, pp. 69-70. A ortografia foi atualizada. O texto está publicado na íntegra nos websites associados: “Quarto Ano da Guerra Mundial – 1918”. Raymundo Pinto Seidl pode ser considerado o principal pioneiro do movimento teosófico no Brasil. Veja “General Raymundo Pinto Seidl”, nos websites associados.

O texto acima está disponível: 

https://www.carloscardosoaveline.com/as-guerras-como-colheita-do-carma/