Trabalho filantrópico para o bem comum: SOMOS UM TODO CHAMADO AMOR. “Seja um estudante, não um seguidor… debata, pondere e considere de todos os ângulos.” (Jim Rohn). Aqui, toda leitura que gera consciência pode se tornar semente, e, quando compartilhada, amplia o bem. Este espaço não busca números, mas alcance de consciência. Se fizer sentido para você, compartilhe.
sexta-feira, 25 de março de 2022
quarta-feira, 9 de março de 2022
Namastê buscadores!
e as nossas alegrias são duplicadas."
A primeira forma, e a mais inferior, é a mera atração magnética, como existe entre átomos e moléculas, planetas e sóis. Isso se exaure na união, assim como as polaridades negativa e positiva desaparecem ao se encontrarem.
A segunda pode ser chamada de psíquica. Ela existe numa proporção de meio a meio: "eu te amarei se me amares, e lembra-te de que me deves algo por eu te amar". Isso já traz as sementes da sua própria morte.
A terceira forma de amor é difícil para os homens; ela tem que ser aprendida. É amar o ente querido de tal maneira que se deseje apenas o seu mais elevado bem, e em seus próprios termos.
O intenso amor humano também pode curar; o verdadeiro amor, não a vontade. O amor desinteressado, é redentor; é o verdadeiro significado da vida. Sem ele, todas as outras coisas perdem o valor.
domingo, 6 de março de 2022
Namastê buscadores!
“(...) um livro é muito importante, a ciência é muito importante,
mas se se desprender do coração não vale nada”
Uma névoa de Outono o ar raro vela,
Om, shanti. Paz.
A comovente história por trás da foto desses dois irmãos, logo após os infames ataques atômicos de Nagasaki,
em 1945
(...) Milhões de crianças foram forçadas a viver essas experiências durante a Segunda Guerra Mundial. Quando elas nos contam suas histórias, parecem irrelevantes devido à distância histórica, mas uma vez que o trauma devastador é transportado para um nível pessoal, tudo radicalmente muda. Talvez seja hora de entender realmente a magnitude da destruição.
Em 9 de agosto de 1945, os dois filhos que você mais ama acordam. O mais velho deles tem nove anos e o mais novo, apenas cinco. Eles viveram dias muito difíceis porque sua cidade foi bombardeada. Eles não sabem o que está acontecendo. Há alguns meses, a vida era tranquila e divertida, mas de uma hora pra outra, tudo ficou subitamente silencioso e escuro.
Naquela manhã, o alerta de bombardeio dispara novamente. Outro ataque está chegando. Os dois irmãos correm para os braços de sua genitora, com medo de que não sintam mais nada. O medo os paralisou mais uma vez. As ruas estão cheias de gritos e frenesi.
Tudo se torna caos e desespero. Os minutos passam e o aviso de aviso de perigo é desligado. Tudo fica em silêncio por um momento. As pessoas param de correr e gritar. Os pequenos param de chorar pensando que tudo acabou. Que eles estão seguros novamente.
A calma é interrompida por um relâmpago feroz. Um segundo depois, a casa pega fogo, o ar se torna sufocante, como se o próprio inferno tivesse sido desencadeado na terra. O cenário que se desenrola é apocalítico após a bomba atômica nuclear cair sobre Nagasaki.
Não há palavras que descrevam o que aconteceu a seguir. As coisas mais horríveis do universo caíram nessa cidade, atingindo todas essas pessoas. Eles mereciam? Com certeza não. Eram pessoas comuns, que de maneira nenhuma mereciam vivenciar essa tragédia.
Meses após a explosão, o fotógrafo americano Joe O’Donnell viajou para Nagasaki com o objetivo de documentar e capturar as consequências da bomba atômica. De todo o material que ele fotografou, a imagem a seguir teve um grande impacto em todo o planeta.
Nagasaki a dilacerante mensagem do menino que carrega nas costas seu irmãozinho morto...
A criança que apareceu na foto correu para os braços de sua mãe minutos antes da detonação. Ele carregava o irmão mais novo nas costas. Mas seu irmão mais novo não sobreviveu a explosão, assim como toda a sua família e grande parte de sua comunidade.
“Vi um menino de cerca de dez anos andando. Ele estava carregando um bebê nas costas. Naqueles dias, no Japão, víamos crianças brincando com seus irmãos ou irmãs nas costas, mas esse menino era claramente diferente. Eu podia ver que ele havia chegado a esse lugar por um motivo sério. Ele não usava sapatos. Seu rosto estava tenso. A cabecinha estava inclinada para trás como se o bebê estivesse dormindo profundamente. O menino ficou lá por cinco ou dez minutos“, disse Joe O’Donnell.
Segundo O’Donnell, o garoto estava na frente de homens usando máscaras brancas, responsáveis pela incineração de corpos sem vida. Ele ficou diante deles, com o corpo ereto, como uma demonstração clara de como o militarismo havia influenciado a vida civil.
Segundos depois que a foto foi tirada, o garoto entregou o corpo de seu irmão para que ele fosse jogado nas chamas, se despedindo da última coisa que ele tinha no mundo.
“Os homens de máscaras brancas foram até ele e silenciosamente começaram a tirar a corda que segurava o bebê. Foi quando vi que o bebê já estava morto. Os homens seguraram o corpo pelas mãos e pés e o colocaram no fogo.
O garoto ficou ali sem se mexer, observando as chamas. Ele mordia o lábio inferior com tanta força que brilhava com sangue. A chama ardia baixa como o sol se pondo. O garoto se virou e se afastou silenciosamente. Esta é a história por trás da fotografia que chocou o mundo. É mais uma, entre tantas imagens documentadas que deixam claro por que esse evento nunca deve se repetir em qualquer lugar do mundo“. disse Joe O’Donnell
Esta foto ratifica o clichê da imagem que diz mais que mil palavras. É uma cena de silêncio ensurdecedor que proclama, como só uma grande foto consegue proclamar, a tragédia da guerra estampada nos olhos apagados de um menino órfão de dez anos de idade.
Essa imagem não apenas captura a tristeza da guerra, mas também mostra que a guerra continua afetando suas vítimas, mesmo depois de ter terminado oficialmente.
A trágica história daquele menino atingiu O’Donnell profundamente. Em uma entrevista de 1995 para a emissora NHK, por ocasião do 50º aniversário do ataque norte-americano, Joe se desculpou perante o povo do Japão, especialmente às famílias das vítimas dos bombardeios:
“Eu quero lhes manifestar nesta noite a minha dor e amargura pela dor e pelo sofrimento provocados pelos cruéis e inúteis bombardeios atômicos das suas cidades. Nunca mais Pearl Harbor! Nunca mais Hiroshima! Nunca mais Nagasaki!“, disse O’Donnell.
Se você sentiu alguma semelhança com o famoso filme de animação japonês do Studio Ghibli, lançado em 1988, “Túmulo dos Vagalumes“, você não se enganou. No filme, um jovem garoto, junto com sua irmã mais nova, lutam para sobreviver no Japão durante a Segunda Guerra Mundial, um retrato comum vivenciado por muitos órfãos durante esse período infame.
Fonte: culturacolectiva.com
sábado, 12 de fevereiro de 2022
terça-feira, 8 de fevereiro de 2022
domingo, 23 de janeiro de 2022
Om Shanti buscadores!!!
“Descubra que não há um céu mais perfeito
do que o seu interior…”
(Satbodhi Lisboa)
"Eu não posso falar com você o que é música.
Eu sou música, todo mundo é música.
Música é uma equação matemática.
É a maneira que você percebe as coisas ou vê as coisas...
Natureza e música em si são exatamente a mesma coisa,
o Universo é música."
sexta-feira, 21 de janeiro de 2022
Namastê buscadores!

sábado, 1 de janeiro de 2022
Om Shanti, buscadores!
Um Conto Sufi:
– A Imagem do Eu de Ouro
Mas, voltemos ao conto, que é nossa pérola de hoje. E o chamamos assim, por sua preciosidade em nos levar a reflexões muito profundas. Ousando aplicar a leitura de Idries Shah, ao termos contato com essa parábola, não há como não ser imediatamente remetido à frase bíblica, descrita pelo evangelista Mateus (6:21): “Onde está teu tesouro, aí está o teu coração”. E ousando um pouco mais, diríamos que a recíproca é verdadeira: Onde está seu coração, aí está seu tesouro.
No conto denominado “A Imagem do Eu de Ouro”, conhecemos a história de Abdul Malik. Adjetivado como “o homem bom” da sua cidade, era conhecido por sua caridade com os menos favorecidos. Apesar de rico, seu coração e, portanto, seu tesouro, não estava em suas moedas. O que ele possuía de mais valioso? Uma capacidade de acessar a sua verdadeira Identidade, e recolher de lá uma Generosidade que se traduzia em verdadeiros atos heróicos. Em um desses atos, ele vende toda a sua fortuna e a distribui aos pobres, e assim passa a ver que a maior Felicidade é servir, é entregar-se por completo, e não apenas compartilhar os excedentes. É aí então, que o conto nos apresenta o fantástico encontro de Abdul com seu Eu verdadeiro. Uma curiosa figura Humana, na forma de um “dervixe”. Os dervixes são mestres sufis que fizeram voto de pobreza e ascetismo. Eles também possuem o mesmo tesouro de Abdul: a independência dos bens materiais. Dali em diante, todos os dias, como recompensa por sua Bondade, ele poderia golpear o dervixe, que se transformaria em ouro para o desfrute de Abdul.
Na primeira aparição, nosso protagonista não estava só. Seu convidado Bay-Akil, ficou espantado com o maravilhoso fenômeno, mas os dervixes são conhecidos por suas façanhas milagrosas e ele logo se convenceu de que não estava louco. Ele recebeu parte do ouro dado por Abdul. Mas, por não possuir aquele mesmo tesouro interno do amigo, deixou-se dominar pela ganância. E o desfecho foi violento e catastrófico. Abdul tinha tudo o que precisava, sua Generosidade gerava a riqueza que era necessária para servir “aqueles a quem ele só podia ajudar materialmente”. Por outro lado, Bay-Akil não tinha aquilo que era necessário para viver ricamente: uma compreensão de que a Generosidade é uma Lei da Vida!
Abra as janelas de sua casa e você verá que isso é uma verdade natural. O Sol sempre nos dá seus raios, sem pedir nada em troca. Esses raios são parte dele mesmo, fruto de uma intensa atividade interna que gera essa radiação tão poderosa e útil, verdadeira criadora de Vida. Ao alcançar a Terra, todas as formas de Vida aprendem a lição da Generosidade solar e a reproduzem. As plantas, por exemplo, geram oxigênio, frutos, sombras, folhas, caules e tudo oferecem incondicionalmente. Se pudéssemos identificar a Felicidade dos vegetais, descobriríamos que eles são felizes assim. Dessa forma, Abdul estava inteiramente vinculado a esse fluxo da Vida. Se é assim, então por que muitos de nós nadamos contra a corrente, como Bay-Akil, e achamos que a Felicidade está em gerar para acumular?
A Vida, o maior tesouro que alguém pode receber, nos foi dada, nós não a compramos. Mas, como nos disse o grande poeta Fernando Pessoa, os Deuses vendem quando dão. Essa energia vital que recebemos não é uma doação sem finalidade. Ela é um investimento que a Natureza fez em você. E como todo investimento, Ela espera algo em troca. Quando você se for, será que devolverá somente um monte de bens acumulados? Ou será que o investidor Divino, poderá recolher como fruto desse investimento mais Amor, mais Fraternidade, mais Felicidade, mais Vida?
A nossa Vida atual é muitas vezes encarada como uma corrida desenfreada pelo conforto, pela segurança e pelo prazer. Então, é perfeitamente compreensível que pensemos que a riqueza material é um pré-requisito para a Felicidade. E se essa é a nossa realidade, faremos tudo para conquistar esse tipo de riqueza, afinal, como nos disse o filósofo Aristóteles, todos os Homens buscam a Felicidade. Porém, isso nos leva a fazer concessões ao longo da Vida. Abrimos mão de um pouco de nosso tempo e o trocamos por um salário. Depois vendemos nossos sonhos para manter uma posição profissional, ou dedicarmo-nos ao que dê mais dinheiro. E se a riqueza material que conquistamos com isso não puder comprar a esperada Felicidade, corremos o risco de abrir mão de nossos princípios, envolvendo-nos em negócios pouco honestos em troca de mais moedas.
Mas, não são poucas as histórias daqueles que têm muita riqueza e pouca paz. Assim, como muitas são as histórias daqueles que dão muito e são felizes assim. O que diferencia um do outro? Uma frase do filósofo árabe Avicena resume bem. Ele disse: “O vinho é o amigo do moderado e o inimigo do beberrão”. Sêneca, grande filósofo estóico, disse o mesmo, um pouco mais diretamente: “A riqueza é escrava do sábio e mestre do tolo”. O que nos faz ter uma relação sadia com o dinheiro é não ficar dependente dele.
Mas, não nos entenda mal. Essa reflexão não é uma ode à pobreza, ou um apelo para conversão ao ascetismo de nosso personagem central. Vivemos num mundo material. E de fato, a grande maioria de nós, não é tão livre quanto Abdul. Ainda sentimos a necessidade de possuir. Mas, se não podemos retirar as algemas do desejo material, que pelo menos não nos esqueçamos de quem somos nesse processo. A riqueza é uma ferramenta tão somente. Assim como todas as coisas materiais, ela não existe por si só, não é um fim em si mesma. Seu valor real, está no uso que fazemos dela. Se aplicamos em viagens, bens e prazeres, geramos Felicidade para nós mesmos, o que é muito agradável. Mas, se os investimentos em fazer o Bem a tantos quanto possível, com prudência, se concretizar, perceberemos que algo mágico acontece. A riqueza se divide, mas a Felicidade se multiplica.
E já que falamos de desejo e de riqueza, desejamos que você aprenda com Abdul, que a maior riqueza está dentro de você e não fora. Você pode fazer isso, se quiser, ouvindo a música “Amor pra Recomeçar”, de Frejat. Especialmente nessa parte:
"Eu desejo que você ganhe dinheiro
Pois é preciso viver também
E que você diga a ele
Pelo menos uma vez
Quem é mesmo o dono de quem."
Fonte: https://feedobem.com/artigos/resgatar/conto-sufi-a-imagem-do-eu-de-ouro/
.gif)


.gif)
.gif)